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Rui Rodrigues enaltece “mística vitoriana” e conhecimento de Fernando Meira

10 June 2026 at 09:22

O candidato da lista D às eleições do Vitória SC, Rui Rodrigues, acredita que a escolha do ex-jogador Fernando Meira para diretor desportivo vai conferir “mística vitoriana” no seio do futebol e conhecimento do ‘mercado’.

O ainda vice-presidente na direção demissionária liderada por António Miguel Cardoso crê que o antigo internacional português, que, em Portugal, jogou no Vitória e no Benfica, vai transmitir a “mística” desde os benjamins à equipa principal, caso a candidatura ‘Conquistar o futuro’ vença o sufrágio de sábado.

“Sabe como o Vitória funciona, conhece perfeitamente a mística vitoriana. É a personificação do que queremos para o projeto, porque é aquela pessoa que veio da base até à equipa A do Vitória, incorporando todo o conhecimento desportivo do futebol moderno e do ‘mercado’. Estou muito feliz por ter o Fernando Meira ao nosso lado”, realçou, em entrevista à Lusa.

A contratação do antigo defesa de 48 anos, hoje agente de jogadores, visa “potenciar os valores da formação”, que Rui Rodrigues quer ver responsável por cerca de 50% das futuras equipas e também reconhecer a experiência necessária para completar os plantéis.

“Poderá haver alterações na forma de recrutamento dos atletas. Vamos definir uma estratégia com procedimentos e regras para a contratação de um atleta. Eu e o Fernando Meira teremos a palavra final depois de recolhermos todas as informações do ‘scouting’”, completa.

Ligado aos órgãos sociais do Vitória nos últimos quatro anos, primeiro como vice-presidente do conselho fiscal e, a partir de 2024, como vice-presidente do clube, além de administrador da SAD, confessa que a demissão de António Miguel Cardoso, anunciada em 14 de abril, foi “um choque muito grande”.

“O meu pior dia como dirigente foi a conferência de imprensa da demissão e da não recandidatura. Como é óbvio, isso cria-nos um período difícil em que ainda estamos a assimilar a decisão. No momento da conferência de imprensa, mal saí da sala, comecei logo a ser abordado porque seria uma oportunidade e eu poderia ser uma pessoa com capacidades para me candidatar”, recorda.

Responsável pela área financeira na SAD, o candidato realça que o emblema vimaranense se confronta com um passivo elevado desde 2021, que advém da presidência de Miguel Pinto Lisboa – era de 61,7 milhões de euros (ME) no final de 2020/21 – mas que, apesar desse fardo, está mais forte no futebol profissional e na formação.

Ciente de que o passivo da SAD ronda os 75 ME, após contabilizado o valor da transferência do médio Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, selada por 11 ME, Rui Rodrigues estima que esse passivo tenha subido ao longo da época pela opção da administração em não vender em janeiro de 2026, e projeta “contas no verde” em 30 de junho.

O ‘rosto’ da lista D estima igualmente que o passivo de curto prazo, que tem de ser pago num prazo de 12 meses, se encontra em cerca de 47 ME, afirma estar prevista uma restruturação de cerca de 25 ME de dívida para um prazo entre seis e sete anos e esclarece que o empréstimo contraído junto do grupo norte-americano MSD, com juros de 11%, vai ser pago com dinheiro oriundo das transferências, a partir de 01 de julho.

Presente em todo o processo que liga o Vitória de Guimarães e o fundo V Sports, desde a aquisição de 46% da SAD pelo proprietário do Aston Villa em março de 2023 à redução da sua participação para 29% em junho de 2023, por imposição da UEFA, Rui Rodrigues considera possível aprofundar a parceria.

“Se ganharmos as eleições, vamos ter uma participação completamente diferente com eles. Não queremos dinheiro. O único aporte financeiro é um aporte que nos possa ajudar a reter algum valor, para potenciá-lo mais e não ter necessidade de o vender, tendo em conta as necessidades correntes do Vitória”, antecipa, considerando “inegociável” a venda da maioria da SAD pelo emblema vitoriano.

Essa parceria também pode abarcar a futura academia do clube a oeste da cidade, com Rui Rodrigues a avisar que é difícil estimar prazos para a sua construção, face à incerteza em torno da data em que os terrenos estarão disponíveis.

Sem revelar a posição quanto à continuidade de Gil Lameiras no comando técnico do plantel principal do Vitória, o ‘rosto’ da lista D ambiciona uma equipa que lutar sempre pelos cinco primeiros lugares da I Liga e ambicione sempre as finais, da Taça de Portugal ou da Taça da Liga.

Rui Rodrigues promete ainda apostar no alto rendimento dos jogadores, com otimização “da ’performance’, da medicina, do ‘scouting’, dos metadados, da nutrição e da psicologia”, trabalhar para o Vitória atingir os 40 mil sócios e investir cerca de cinco milhões de euros na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com uma instituição financeira.

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Viriato vê em Diogo Boa Alma poder de “gerir bem emoções e conflitos” no Vitória

10 June 2026 at 09:20

O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Viriato Sampaio, realça a capacidade de Diogo Boa Alma, nome que propõe para diretor desportivo da equipa da I Liga portuguesa de futebol, “gerir emoções e conflitos”.

O líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ defende que a gestão do emblema da I Liga portuguesa de futebol tem de ser “muito mais profissional” e “menos em cima do joelho” e crê que o regresso do lisboeta, de 44 anos, a Guimarães, onde trabalhou entre março e maio de 2022, sob o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, vai valorizar o futebol vitoriano.

“Trabalha muito bem e tem uma componente humana de gerir bem as emoções e os conflitos. Além disso, identificou vários casos de sucesso de jogadores a custo zero, que foram rentabilizados, tanto no Santa Clara, como no Casa Pia. Está identificado com a questão da formação e com o momento complexo do Vitória”, descreveu o candidato às eleições de sábado, em entrevista à Lusa.

Viriato Sampaio crê ainda que Diogo Boa Alma pode ajudar o emblema minhoto “a identificar jogadores de qualidade” a preços comportáveis, sobretudo no ‘mercado’ brasileiro, com o qual os vimaranenses se têm dado historicamente “muito bem”.

Adverso a “refazer plantéis de um ano para o outro”, o ‘rosto’ da lista B ambiciona ver o clube vitoriano disputar as competições europeias todas as épocas, pelo que vai insistir na Taça de Portugal como a competição em que tem de se “pôr as ‘fichas’ todas”, já que a sua conquista vale o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa.

“Na minha administração, vou fazer questão que, na Taça, cada jogo seja uma final. É como se fosse uma final do Jamor. É o caminho que o Vitória tem para ganhar títulos nesta fase. Não pode haver facilidade em termos de Taça. (…) Na Taça, é para ir com tudo”, promete.

O candidato reconhece, porém, que o Vitória se debate com um défice entre receitas e despesas operacionais, apenas compensado pelas verbas arrecadadas com vendas de jogadores, e com um passivo de 75 milhões de euros na SAD, que motiva várias transferências a acontecerem “sob pressão”.

Disposto a reduzir o passivo, o líder da lista B propõe, como via para o “equilíbrio económico-financeiro”, um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros, a ser pago num prazo entre 20 e 30 anos, contraído junto de uma instituição não europeia, que recusou nomear, a uma taxa de juro entre os 5 e os 7%.

Viriato Sampaio realça que a verba contraída junto da instituição financeira vai ser aplicada na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, até porque a garantia do empréstimo advém precisamente das receitas operacionais com o recinto vitoriano, cujo valor anual pretende ver crescer dos atuais 5,4 ME para 8,9 ME em 2029.

“Com o ‘merchandising’, perspetivamos subida para um milhão, com os patrocínios para dois ME, com lugares anuais para 1,8 ME, com a bilhética para 950 mil, com os novos camarotes na Bancada Nascente para 750 mil, com a comida para 500 mil, com o nome do estádio associado a um patrocínio para 750 mil euros, com novos ecrãs no exterior para 150 mil, com museu para 50 mil e com eventos desportivos e de entretenimento para 925 mil”, enumerou.

Sem revelar a sua posição quanto ao futuro de Gil Lameiras, treinador do Vitória, com contrato até 2027, o candidato preconiza um técnico que inclua “jovens no projeto” e, ao mesmo tempo, consiga “gerir um grupo de trabalho que tenha uma ‘espinha dorsal’ de jogadores com mais experiência”.

O sócio número 1.994 diz ainda ter em vista uma parceria com um promotor imobiliário para iniciar até 2029 a futura academia para as equipas principal, B e feminina, numa área de 19 hectares capaz de albergar oito a 10 campos e espaços comerciais, seja aquela que se prevê cedida pela Câmara Municipal a oeste da cidade, seja uma outra que esteja disponível no concelho de Guimarães.

Aberto a falar com o fundo V Sports, detentor de 29% da SAD, sobre a futura academia e a relação que pretende ter com a administração vitoriana, Viriato considera exequível ter as obras no terreno em 2029, embora o processo dependa muito de “questões legais de expropriação ou aquisição dos terrenos”.

O candidato advoga ainda a mudança dos estatutos do Vitória, para que os futuros atos eleitorais passem a contemplar segundas voltas e a votação de sócios-atletas, neste momento proibida, e para que os mandatos dos órgãos sociais se estendam de três para quatro anos.

Viriato Sampaio ambiciona também lançar o projeto ‘Vitória Olímpico’, que garanta especial apoio a atletas do clube que hipótese de participarem em Jogos Olímpicos, situação que vale “um prestígio muito grande”, mas também pode garantir “apoios financeiros” ao clube minhoto.

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Júlio Vieira de Castro quer um Vitória “muito mais certeiro nas contratações”

10 June 2026 at 09:18

O candidato da lista B às eleições do Vitória SC, Júlio Vieira de Castro, quer mais acerto nas contratações para a equipa da I Liga portuguesa de futebol e aprofundar parceria com o fundo V Sports.

Na antecâmara do escrutínio de sábado, o líder da candidatura intitulada ‘Só Vitória’ considera que a SAD que tutela o futebol profissional está “cada vez mais dependente da venda de jogadores” e de qualificações europeias, que não conseguiu em 2025/26, face ao nono lugar, para ‘sobreviver’, face ao défice entre receitas e custos, que pretende ver diminuídos.

“Estamos sempre a vender de forma apertada. Estamos sempre sujeitos à contingência do momento, de ter de pagar salários, de ter de pagar prémios, de ter de pagar a fornecedores. Não queremos vender sob essa contingência. Queremos um Vitória muito mais estruturado, um Vitória muito mais certeiro nas contratações. Se temos dentro de ‘portas’, não vamos buscar fora. Não queremos desperdício de dinheiro”, realça, em entrevista à Lusa.

Candidato à presidência pela segunda vez, depois de ter perdido as eleições mais equilibradas na história do clube para Júlio Mendes, em 2018 – obteve 47,6% -, o sócio número 1.447 dos vimaranenses realça que a situação financeira está pior, com o passivo do clube e da SAD em mais do triplo – na altura, rondava os 23 ME e agora é de 81.

Vieira de Castro crê que o recente campeonato mostrou que o Vitória está a “gastar mal”, já que se classificou abaixo do Famalicão, do Gil Vicente, do Moreirense e do Arouca, equipas que, a seu ver, gastam menos, e considera adequado diminuir os gastos operacionais para o patamar dos 20 ME, numa altura em que as receitas ordinárias, excluindo transferências, se aproximam dos 15 ME.

Pronto a impor uma mentalidade vencedora no seio do clube, com o “equilíbrio financeiro” a coabitar com a “ambição desportiva”, o candidato da lista B considera descabido projetar o crescimento do futebol sem o envolvimento do V Sports, fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa e que detém 29% da SAD vitoriana.

“É evidente que temos as nossas ideias para o Vitória e que vamos ouvir as ideias do V Sports. Temos a informação de que o V Sports também quer participar mais, embora em condições diferentes. Temos de perceber quais são, como são. Este ‘casamento’ tem tudo para dar certo”, refere.

Uma das áreas em que o fundo detido pelo egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wes Edens pode contribuir para o futebol vitoriano na constituição do departamento de ‘performance’, que visa otimizar o rendimento da equipa sénior e das equipas de formação.

Questionado sobre a hipótese de o V Sports aumentar a sua participação no capital social ou até pretender a maioria da SAD, Júlio Vieira de Castro reitera que qualquer decisão cabe aos sócios, em assembleia-geral.

O ‘rosto’ da lista B salienta ainda que “o respeito a Gil Lameiras é inegociável”, recusando confirmar se o treinador, de 32 anos, com contrato válido até 2027, é a sua opção para liderar a equipa principal em 2026/27 e disse já ter identificadas as características para o exercício dos cargos de diretor desportivo e diretor do futebol profissional, embora rejeite adiantar nomes.

Convencido de que o Vitória não tem condições financeiras para avançar com a futura academia para o futebol profissional no imediato, embora não seja um objetivo descartado até ao final do mandato, Júlio Vieira de Castro defende ainda que a aposta na formação tem de deixar de se fazer “por necessidade”, quando não há recursos.

O candidato promete acompanhamento personalizado dos futebolistas das camadas jovens, com “planos de desenvolvimento individuais”, e um acompanhamento especial quando são chamados às seleções nacionais, ocasiões em que são “assediados pelos empresários” para mudarem de rumo na carreira.

O ‘rosto’ da lista B confessa ainda que, em caso de eleição, deseja constituir uma fundação para fins sociais e abrir o museu, com saída junto à loja do clube no Estádio D. Afonso Henriques.

“O Vitória não faz dos ‘tours’ ao estádio uma fonte de receita. O Vitória, por exemplo, não se integra com as agências de viagens por forma a que quando os turistas vêm a Guimarães, o Estádio D. Afonso Henriques possa ser um ponto de visita”, lamenta.

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Belmiro quer reduzir gastos até 40% na estrutura de apoio ao futebol do Vitória

10 June 2026 at 09:17

O candidato da lista A às eleições do Vitória SC, Belmiro Pinto dos Santos, crê que é preciso reduzir até 40% os gastos na estrutura de apoio ao futebol profissional e aumentar o investimento no plantel.

Rosto da candidatura ‘Unidos por uma paixão única’ ao sufrágio de sábado, o sócio número 4.995 dos vimaranenses alega que a SAD, responsável pela equipa da I Liga portuguesa de futebol, vive com “um défice crónico anual de 20 milhões de euros (ME)”, fruto de uma receita média anual de 15 ME e gastos médios que superaram os 35 ME na época 2025/26, prestes a terminar.

Presidente da mesa da assembleia-geral no primeiro mandato do presidente demissionário, António Miguel Cardoso, entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos realça que cerca de cinco milhões de euros se destinam ao pagamento de juros, com os restantes gastos a repartirem-se pelo plantel e a estrutura em seu redor.

“O Vitória tem hoje uma despesa para a equipa técnica e para os jogadores que anda à volta dos 15 ME. Depois, gasta 15 ME para a estrutura à volta do futebol. Falo em departamentos relacionados com o futebol e de custos com a administração e com pessoal, de custos relacionados com viagens, hotéis e toda a logística relacionada com o futebol”, afirmou, em entrevista à Lusa.

Embora considere difícil reduzir drasticamente os custos com essa “estrutura paralela” no primeiro dos três anos de mandato, o candidato realça a intenção de os diminuir cerca de um terço “a médio prazo”.

“Há o objetivo de diminuir os custos em 30 a 40% a médio prazo. (…) Se conseguirmos isso, já é uma vantagem muito grande do ponto de vista financeiro, para conseguimos investir mais no fundamental, a equipa de futebol”, completou.

Esse défice anual, aliado ao passivo global de 81 ME – 75 na SAD e seis no clube – e ao capital próprio negativo da SAD, que, no final da época 2024/25, era de 24 ME, pressiona o Vitória a obter “receitas extraordinárias nas transferências de jogadores”, algo que, a seu ver, exige “boa performance desportiva” de forma constante.

Disposto a garantir uma das cinco primeiras posições da I Liga época após época e acesso às competições da UEFA, o líder da lista A prevê aumentar o investimento na equipa principal com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana, o SR Investments Group, que detém participações em setores como o imobiliário e energia.

Contactado pela ‘holding’ no outono de 2025, com vista à elaboração de um projeto com horizonte em 2028, data inicialmente prevista para o próximo ato eleitoral dos vitorianos, Belmiro Pinto dos Santos realça que esse grupo norte-americano pretende adquirir 17% das ações da SAD com maioria do Vitória, que detém 67,84% do capital.

O candidato está ainda disponível a ceder dois dos cinco lugares do conselho de administração da SAD ao SR Investments Group, referentes à gestão desportiva e à gestão financeira, mas a sociedade conta ainda com outro acionista, o V Sports, detentor de 29% das ações.

Belmiro Pinto dos Santos diz aceitar um maior envolvimento do fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa, ligado à SAD do Vitória desde 2023, se garantir um investimento superior ao da ‘holding’ que o apoia, mas também se diz confortável com a ‘saída de cena’ do V Sports.

“A existir algum direito de preferência, abstemo-nos de exercer o respetivo direito. Permitimos que eles negoceiem diretamente com o V Sports a aquisição desses 29%. Se eles assim o entenderem, não nos é indiferente, porque se as coisas estiverem a correr bem com o investidor, quanto mais percentagem tiverem, melhor”, argumenta.

Disposto a ver construídos até 2029 três relvados da academia projetada para o Vitória a oeste da cidade, para servir as equipas principal, B e sub-19, o candidato salientou que o SR Investments Group pode investir na infraestrutura, mediante a criação de um espaço comercial que lhe possibilite retorno financeiro.

Disposto a conversar com o atual treinador do Vitória, Gil Lameiras, após as eleições, para perceber se se quer “manter na equipa A, regressar à equipa B ou rescindir contrato”, o ‘rosto’ da lista A traça ainda a diferença entre Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente para o futebol, e o antigo treinador Manuel Machado, nome escolhido para diretor técnico.

“O Ricardo Pimenta será o vice-presidente para a área do futebol e terá funções próximas daquilo que é o chefe do departamento de futebol. Relativamente ao Manuel Machado é diferente. Um diretor técnico terá um trabalho muito específico na ligação entre as estruturas do futebol: a equipa A, a equipa B, a formação. Fará uma supervisão dos departamentos”, descreve.

Belmiro Pinto dos Santos também promete investir na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com “uma empresa especialista na gestão de estádios de futebol”, para aumentar as receitas com as infraestruturas e defende a alteração dos estatutos do clube, para incluir a hipótese de uma segunda volta nas eleições e para alargar os mandatos dos órgãos sociais de três para quatro anos.

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Vitória SC vai a eleições com recorde de candidatos

10 June 2026 at 09:15

A discussão da situação financeira do Vitória SC tem dominado a campanha rumo às eleições de sábado, que reúnem quatro listas, número recorde entre todos os escrutínios já realizados no clube da I Liga portuguesa de futebol.

A discussão dos valores do passivo, que ronda os 75 milhões de euros (ME), e do capital próprio da SAD, que era negativo em 24 ME no final da época 2024/25, bem como as possíveis soluções para mitigar o défice crónico entre receitas e despesas, apenas compensado pelas vendas de jogadores, é transversal aos quatro candidatos à sucessão de António Miguel Cardoso.

Eleito pela primeira vez em 2022, com 62,5% dos votos perante Miguel Pinto Lisboa e Alex Costa, e reeleito no ano passado, com 89,4% frente a Luís Cirilo Carvalho, António Miguel Cardoso demitiu-se da presidência em 14 de abril, no final de uma época em que prometera sair caso a equipa se classificasse abaixo do quinto posto no campeonato, o que veio a suceder, com o nono lugar.

A decisão antecipou uma ‘corrida’ eleitoral que estava prevista para março de 2028, com Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B), Viriato Sampaio (lista C) e Rui Rodrigues (lista D) a encabeçarem as candidaturas entregues à mesa da assembleia-geral em 14 de maio e validadas no dia seguinte.

Marcadas para o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, com as urnas abertas entre as 09:00 e as 19:00, as eleições vitorianas congregam pela primeira vez quatro listas, número que supera os ‘trios’ de 2007, quando Emílio Macedo da Silva venceu Manuel Rodrigues e André Pereira, de 2019, em que Miguel Pinto Lisboa foi eleito frente a António Miguel Cardoso e Daniel Rodrigues, e de 2022.

Belmiro defende maior investimento no plantel

Presidente da mesa da assembleia-geral entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos defende maior investimento no plantel, com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana e a redução de custos na estrutura que apoia o futebol, que estará a cargo de Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente, e do ex-treinador Manuel Machado, a diretor técnico.

Vieira de Castro quer aprofundar pareceria com o fundo V Sports

Um dos protagonistas das eleições mais equilibradas da história do Vitória, ao perder para Júlio Mendes após recolher 47,6% dos votos, em 2018, Júlio Vieira de Castro regressa às urnas com a intenção de aprofundar a parceria com o fundo V Sports, proprietário dos ingleses do Aston Villa e detentor de 29% da SAD, e de apostar na formação.

Viriato diz que é preciso reestruturar passivo da SAD

Viriato Sampaio considera, por seu turno, que é preciso reestruturar o passivo da SAD e diferi-lo no tempo, através de um empréstimo obrigacionista entre 75 a 100 milhões de euros, a ser pago num horizonte de 20 a 30 anos, e aposta em Diogo Boa Alma para o cargo de diretor desportivo.

Rui Rodrigues quer prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas

Ainda em funções na direção demissionária, como vice-presidente para a área financeira, Rui Rodrigues quer aprofundar a ligação ao fundo V Sports, reforçar a presença da formação no plantel principal de futebol, entregar o cargo de diretor desportivo ao ex-jogador Fernando Meira e prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas.

Num clube em que cada sócio tem direito a um voto, o recorde de afluência às urnas data de 24 de março de 2018, com 7.274 associados a exercerem o seu direito nas eleições que opuseram Júlio Mendes a Júlio Vieira de Castro.

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Ex-jogador do Vitória morre vítima de cancro aos 27 anos

9 June 2026 at 19:49

Ben Aziz Zagrè, ex-jogador do Vitória SC e do Fafe, morreu hoje aos 27 anos, depois de uma luta contra um cancro no joelho.

O Vitória SC já manifestou o “mais profundo pesar” pelo desaparecimento do atleta natural do Burquina Faso que chegou a Guimarães em 2019 e integrou o plantel da equipa B e dos sub-23 ao longo de duas temporadas, somando dois golos marcados em 34 jogos.

“Com um agradecimento pelo serviço prestado, o Vitória Sport Clube recorda a forma de estar humilde e trabalhadora de Ben Zagrè e presta solidariedade, endereçando sentidos pêsames, à família e amigos neste momento de profunda tristeza”, lê-se na nota de pesar publicada no sítio oficial do clube.

O defesa passou ainda pelo Fafe, na época 2021/22. “A vida consegue ser muito cruel e levou agora um jovem de apenas 27 anos. Guardaremos na nossa memória toda a dedicação e respeito demonstrado pelo Ben enquanto nos representou. À família enlutada, expressamos os nossos mais sentidos pêsames. Descansa em paz Be, serás sempre um justiceiro”, referiu a AD Fafe, nas redes sociais.

De acordo com A Bola, Ben Zagrè foi submetido a uma cirurgia em abril do ano passado para a remoção do tumor no joelho. Nessa altura pôs fim à sua carreira de futebolista e, hoje, acabou por falecer.

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Vitória SC oficializa venda de Saviolo para a Turquia

8 June 2026 at 22:26

O Vitória SC oficializou hoje a transferência do extremo Noah Saviolo para os turcos do Trabzonspor, após o vice-presidente do clube da I Liga portuguesa de futebol, Rui Rodrigues, ter confirmado o negócio, na sexta-feira.

Além dos vimaranenses, também o emblema da cidade de Trabzon e a Plataforma de Divulgação Pública (KAP, na sigla turca), sistema ligado à Bolsa de Valores de Istambul, divulgaram o acordo.

Segundo a KAP, a transferência do extremo luso-belga, de 22 anos, deu-se por uma verba de 8,5 milhões de euros (ME), pagos em quatro prestações, e por uma quantia adicional de três milhões de euros, condicionada ao cumprimento de objetivos.

O emblema vimaranense reserva ainda 20% do valor de uma futura transferência do internacional português sub-21, lê-se na nota da KAP.

Na sexta-feira, num debate no canal televisivo TVI V+, o vice-presidente em exercício e candidato pela lista D às eleições do Vitória de Guimarães, agendadas para sábado, adiantou que a transferência de Noah Saviolo para o Trabzonspor se deu por 11,5 ME.

Natural de Bruxelas, Noah Saviolo ingressou no emblema vimaranense na temporada 2022/23, para jogar na equipa de sub-19, e ascendeu ao plantel principal na época 2025/26, tendo somado dois golos e cinco assistências em 36 partidas oficiais.

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Duas vendas valem 22,5 milhões brutos ao Vitória SC

5 June 2026 at 23:56

O Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, vai arrecadar uma receita bruta de 22,5 milhões de euros transferências de Diogo Sousa, para os franceses do Estrasburgo, e de Noah Saviolo, para os turcos do Trabzonspor.

A informação foi adiantada pelo vice-presidente em exercício para a área financeira e candidato da lista D às eleições do clube, Rui Rodrigues, no debate com Belmiro Pinto dos Santos, candidato da lista A, com Júlio Vieira de Castro, candidato da lista B, e Viriato Sampaio, candidato da lista C, transmitido no canal televisivo TVI V+.

Ainda sem oficialização por parte dos clubes envolvidos, as transferências do médio, de 20 anos, e do extremo, de 22, ambos internacionais sub-21 por Portugal, são as primeiras dos vimaranenses no mercado de transferências em curso.

Integrado no Vitória desde os oito anos, Diogo Sousa estreou-se na equipa principal dos minhotos na época transata, em que participou na conquista da Taça da Liga, tendo marcado um golo e realizado uma assistência em 28 jogos oficiais.

Já Noah Saviolo, atacante luso-belga, nascido em Bruxelas, ingressou no emblema vimaranense na época 2022/23, para jogar na equipa sub-19, e também ascendeu ao plantel principal na época 2025/26, tendo somado dois golos e cinco assistências em 36 partidas oficiais.

No debate, os candidatos falaram sobre as suas opções para o futebol caso vençam as eleições marcadas para 13 de junho, com Rui Rodrigues a confirmar Fernando Meira, antigo jogador de Vitória e Benfica, com 54 internacionalizações ‘AA’ por Portugal, como diretor desportivo, Viriato Sampaio a referir o nome de Diogo Boa Alma, que deixou o AVS, e Belmiro Pinto dos Santos a confirmar Manuel Machado, antigo treinador do Vitória e do Nacional, como diretor técnico.

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