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Viana: Linha do Minho reaberta após atropelamento mortal em Darque

A linha ferroviária do Minho reabriu hoje às 17:15 após ter sido cortada ao início da tarde em Darque, em Viana do Castelo, na sequência de um atropelamento que fez uma vítima mortal, indicou fonte da Proteção Civil.

À Lusa, a fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho apontou que o atropelamento aconteceu às 13:45 e envolveu um comboio de mercadorias que permaneceu no apeadeiro próximo da Senhora das Areias.

A linha esteve cortada nos dois sentidos e no local estão os bombeiros Sapadores de Viana do Castelo com oito elementos auxiliados por duas viaturas, bem como duas patrulhas da PSP local e o delegado de saúde.

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Caminha vai alargar ponte sobre o rio Coura

A Câmara de Caminha vai prolongar a ecovia de Seixas e está a trabalhar com as Infraestruturas de Portugal (IP) tendo em vista o alargamento do tabuleiro da ponte sobre o rio Coura, revelou hoje a presidente da autarquia.

“É para começar [o prolongamento da ecovia] logo onde acaba a ponte. A parte da ponte, estamos a trabalhar isso agora com a IP, para ver se se faz o alargamento efetivo da ponte, por fora”, afirmou Liliana Silva, em declarações aos jornalistas após visitar a praia de Vila Praia de Âncora, onde foi concluída uma obra de reposição de areias.

A obra da ecovia de 1,5 quilómetros foi alvo de um protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que define a conclusão dos trabalhos em dezembro de 2027.

“[A obra] tem que ser rápida, porque temos o protocolo para cumprir, e o protocolo tem prazos, que é até dezembro do próximo ano. Pretendemos lançar o concurso e iniciar a empreitada ainda este ano”, disse Liliana Silva, que fez a visita à praia acompanhada do presidente da APA. 

Tanto a autarca como o responsável da APA, José Pimenta Machado, referiram perspetivar uma outra empreitada no concelho de Caminha, os passadiços das dunas dos Caldeirões, também em Vila Praia de Âncora.

“O concurso público vai avançar agora, porque estivemos a aguardar os parecer do ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e Florestas]”, explicou Liliana Silva.

De acordo com a autarca do PSD, o valor base do procedimento para a empreitada é de 150 mil euros.

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Candidatos ao Vitória SC pedem união após eleições

Os quatro candidatos à presidência do Vitória SC enalteceram hoje a participação dos sócios do emblema da I Liga portuguesa de futebol nas eleições e pediram união em torno dos novos órgãos sociais.

Realizado por força da demissão do ainda presidente dos minhotos, António Miguel Cardoso, oficializada em 14 de abril, o ato eleitoral reúne o maior número de listas na história do clube, encabeçadas por Belmiro Pinto dos Santos, Rui Rodrigues, Júlio Vieira de Castro e Viriato Sampaio, o primeiro candidato a votar.

O ‘rosto’ da lista C compareceu no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense às 10:45 e, após exercer o seu direito, disse ter “a força e a convicção” de que está perante “um dia histórico” e realçou a intenção de executar um projeto a 10 anos, caso seja eleito, num ato em que espera afluência elevada às urnas.

“Temos a expetativa de muita votação, de muitos associados a votarem em nós. Quisemos vir em primeiro para mostrar isso mesmo, da mesma forma que em campanha fomos sempre os primeiros a apresentar as ideias para que os sócios acreditem que vale a pena vir votar na nossa candidatura”, disse aos jornalistas o sócio número 1.994 dos vitorianos.

Viriato Sampaio prometeu ainda convidar os candidatos a presidentes da assembleia-geral das quatro listas para uma reunião para “mostrar que a união faz a força”, caso seja eleito presidente.

Às 11:30, Júlio Vieira de Castro dirigiu-se à mesa dos sócios mais antigos entre as sete disponíveis e realçou, aos jornalistas, que é “uma felicidade tremenda concorrer” pela segunda vez à presidência do clube, depois de o ter feito em 2018, e manifestou a esperança num recorde de votantes, para já fixado em 7.274.

“Vencer, sem dúvida. O Vitória é isto e espero que venham mais sócios votar como tem decorrido até agora. Espero chegar ao final do dia com um recorde de votantes. O ato eleitoral é um ato de união e, após os resultados, a união será determinante para o futuro do Vitória”, frisou o sócio número 1.447, perante os jornalistas.

O candidato da lista D, Rui Rodrigues, votou às 12:15, enalteceu o sentido positivo da sua campanha, com visitas a empresas e a clubes locais, além das sessões de esclarecimento com os sócios, e mostrou-se tranquilo para o que resta do dia, convencido de que pode vencer as eleições.

“Tentámos passar a nossa mensagem e o que pensamos para o futuro do Vitória, mas, a partir do momento em que se saiba quem será presidente, o mais importante é que haja união”, realçou o sócio número 5.592, ainda vice-presidente da direção demissionária, liderada por António Miguel Cardoso.

Já o candidato da lista A, Belmiro Pinto dos Santos, congratulou os sócios por estarem à altura da “grandeza do clube”, com a afluência às urnas, e o presidente da mesa da assembleia-geral, João Henrique Faria, pela forma como organizou as eleições, tendo vincado que é preciso “mudar muito”, mas também estabilidade nos próximos três anos.

“O Vitória tem de mudar muito na gestão, desportiva e financeira, na forma como se comunica para o exterior, para a massa associativa e para as instituições do futebol. Independentemente de quem vença, que a massa associativa se una em torno do próximo presidente. Temos tido problemas relacionados com falta de estabilidade”, disse o sócio número 4.995, aos jornalistas, após votar às 15:00.

O presidente demissionário votou pouco depois das 09:00 e realçou, em declarações ao Grupo Santiago, órgão de comunicação local, que os vitorianos estão mais organizados do que em 2022 e que as quatro candidaturas são “sérias”, apesar de terem candidatos diferentes.

“São quatro listas sérias, quatro listas de vitorianos, por isso quero desejar o melhor a quem ganhe e acima de tudo querer que o Vitória continue a ganhar, porque foram anos de muitos sucessos desportivos que tivemos”, disse António Miguel Cardoso.

O ainda presidente da mesa da assembleia-geral, João Henrique Faria, divulgou a primeira atualização da afluência às urnas às 13:00, esclarecendo que, até essa hora, votaram 2.794 sócios, mais 25% face ao mesmo horário no ato eleitoral de 2025, em que António Miguel Cardoso derrotou Luís Cirilo Carvalho.

Aberto aos sócios desde as 09:00, o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense encerra as portas após as 19:00.

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Caminha: Presidente da APA recusa falar sobre guarda-sóis em frente a concessões de praia

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recusou hoje falar sobre as questões levantadas a propósito da colocação de guarda-sóis em frente às concessões de praia. 

“Sobre isso não falo. Já dissemos o que tínhamos a dizer. Desejo é boa época balnear, e vai ser, com certeza”, afirmou José Pimenta Machado, no dia em que arranca a época balnear em muitas praias, em declarações aos jornalistas após visitar a praia de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, onde foi concluída uma obra de reposição de areias.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu a 02 de junho que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia e que estas são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

O presidente da Associação de Concessionários de Praia e Bares da zona Norte considerou na sexta-feira que a colocação de guarda-sóis em frente a zonas concessionadas está “ultrapassada” e que o convívio entre banhistas sempre foi saudável.

“Acho que essa questão já está mais do que ultrapassada. Não vejo aí qualquer polémica. Essas coisas sempre funcionaram bem. Nos pontos onde haja alguma coisa a corrigir, as situações são perfeitamente corrigíveis e, na generalidade do país, o convívio dos banhistas tem sido sempre saudável”, afirmou Luís Carvalho, em declarações à Lusa.

Também na sexta-feira, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor – DECO PROteste alertou que os banhistas podem colocar toalhas e chapéus-de-sol em frente às concessões balneares, desde que não ocupem zonas de segurança devidamente assinaladas.

A 05 de junho a ministra do Ambiente sublinhou que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe aos municípios definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia (FPCP) assegurou que a legislação em vigor está a ser aplicada, mas alertou para dúvidas na aplicação das regras relativas à sinalização das zonas de chapéus-de-sol nos areais.

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Em Vila Praia de Âncora, foram movimentados 12 mil metros cúbicos de areia

O investimento de 27 milhões de euros em obras urgentes para reparar os danos das tempestades nas praias está concretizado, faltando concluir uma empreitada, revelou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“Fizemos tudo. As obras que estavam planeadas estão executadas. Ainda estamos a acabar uma empreitada na Costa da Caparica, mas mais dois dias [e] estará finalizada. O investimento ficou dentro daquilo que eram as nossas estimativas até ao início da época balnear, de 27 milhões [de euros]”, disse José Pimenta Machado em declarações aos jornalistas após visitar a praia de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, onde está concluída uma obra de reposição de areias.

De acordo com Pimenta Machado, a par de 2012, este foi “o ano mais difícil” relativamente a empreitadas para minimizar o impacto de tempestades na época balnear.

“Foi um ano muito complicado, fizemos um conjunto de intervenções no país inteiro, desde Moledo até Vila Real de Santo de António. Diria que é um dos anos em que mais reforçámos as nossas praias, acima de tudo para minimizar o risco de erosão costeira”, disse. 

Em Vila Praia de Âncora, foram movimentados 12 mil metros cúbicos de areia.

“No fundo, colocámos a areia que estava a criar um problema de segurança e fomos colocar onde ela faz falta. A melhor maneira de nos defender da zona costeira é a areia. É alimentar as praias e reforçar as dunas”, observou. 

A ministra do Ambiente revelou a 07 de abril que o Governo tem 174 milhões de euros para intervir no litoral até ao fim de 2027, após ter contabilizado 571 danos causados pelas tempestades do inverno.

“No litoral, no país, temos 174 milhões de euros. Temos 571 danos que necessitam de obras no litoral. As mais urgentes, que vão ser feitas antes da época balnear, até ao início ou meio de maio, correspondem a 27 milhões”, afirmou Maria da Graça Carvalho, após uma visita às obras de consolidação do paredão de Moledo, em Caminha.

A governante explicou que o Governo dispõe ainda de “63 milhões de euros que já estavam nos programas europeus”, para obras urgentes, e “mais cerca de 80 milhões”, para executar até ao fim de 2027 com financiamento do Fundo Ambiental ou de fundos europeus. 

Portugal continental foi atingindo por um comboio de tempestades, entre o final de janeiro e o início de fevereiro, que deixou um rasto de destruição, sobretudo na região Centro do país.

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Ruly García deixa Vizela após duas temporadas

O guarda-redes espanhol Ruly García vai deixar o Vizela após duas temporadas ao serviço dos minhotos, terminando a ligação ao clube no final do contrato, anunciou o futebolista nas redes sociais.

O guardião, de 26 anos, despediu-se dos vizelenses através de uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual agradeceu aos companheiros de equipa, estrutura, adeptos e associados pelo apoio recebido durante a passagem pelo clube, que milita na II Liga portuguesa.

“Hoje chega ao fim uma etapa muito especial da minha vida. Depois de duas temporadas ao serviço do Vizela, quero expressar a minha mais sincera gratidão a todos aqueles que fizeram parte desta caminhada”, escreveu o jogador.

Ruly García destacou ainda a relação construída no balneário e o apoio dos adeptos ao longo das duas épocas, referindo que as experiências vividas no clube minhoto ficarão para sempre na sua memória.

Contratado para a temporada 2024/25, o espanhol assumiu a titularidade durante boa parte da sua primeira época em Vizela, mas perdeu espaço no plantel em 2025/26, após a chegada de Antonio Gomis, que se afirmou como primeira opção para a baliza.

A passagem de Ruly García pelo Vizela termina com 26 jogos realizados, numa ligação de duas temporadas ao emblema minhoto.

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Fernando Pimenta medalha de bronze nos Europeus de canoagem

Fernando Pimenta conquistou hoje a medalha de bronze na prova de K1 1.000 metros dos Europeus de canoagem, o primeiro pódio de Portugal na competição, que decorre em Montemor-o-Velho. 

O campeão da Europa em título liderou boa parte da regata, contudo na parte final Uladzislau Kravets, russo a competir sob bandeira neutra, impôs-se, em 3.24,311 minutos, deixando o húngaro Balint Kopasz a 700 milésimos e Pimenta a 1,005 segundos. 

Este é o 182.º pódio de Fernando Pimenta, que ainda hoje disputa a final de K1 500 metros e no domingo a de K1 5.000, nas mais importantes provas internacionais. 

Fernando Pimenta, detentor de duas medalhas olímpicas, foi campeão da Europa em 2016 em Moscovo, 2017 em Plovdiv, na Bulgária, 2018 em Belgrado, e 2025 em Racice, na República Checa.

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Reabilitação para incendiários começa em julho em sete cadeias

O Programa de Reabilitação para Incendiários, anunciado em 2018, deverá ter início em julho e será implementado em sete cadeias, incluindo Lisboa e Porto, depois da formação de 20 técnicos especialistas que acontece na próxima semana.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) disse à Lusa que, para já, o programa vai funcionar em formato individual, uma decisão que resultou da análise do projeto-piloto que decorreu entre 2019 e 2022 e em que foram detetadas algumas dificuldades na aplicação do programa em formato de grupo.

O programa destinado a condenados pelo crime de incêndio vai funcionar tanto em prisões como fora delas e, por isso, foi dada prioridade de formação aos técnicos das cadeias “onde existe maior número de indivíduos condenados por crime de incêndio florestal e às Equipas de Reinserção Social que acompanham o maior número de indivíduos condenados por este crime”. 

Para já, o programa será implementado em sete cadeias: Castelo Branco, Coimbra, Izeda (Bragança), Lisboa, Vale do Sousa, Viseu e Porto. 

Em relação à formação dos técnicos, a DGRSP explicou que o objetivo será habilitar os profissionais para que possam aplicar o programa em questão e também para “formar outros técnicos posteriormente, numa filosofia de disseminação de acordo com as necessidades de aplicação do programa a cada momento”.

Neste momento, estão nas cadeias portuguesas 29 presos preventivos, 59 condenados e 20 inimputáveis com medida de internamento em instituição psiquiátrica pelo crime de incêndio florestal. 

Fora das prisões, a DGRSP conta 108 pessoas com suspensão da execução da pena de prisão e quatro com obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica. 

O Programa de Reabilitação para Incendiários começou a ser desenhado em 2016, tendo a DGRSP avançado com uma proposta de adaptação para o contexto português do programa “Firesetting Intervention, Programme For Prisoners”, da Universidade de Kent, no Reino Unido, que tinha como objetivo prevenir a reincidência.

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Em Monção, presidente do FC Porto defendeu chave de repartição dos direitos televisivos

O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, defendeu hoje a chave de distribuição das receitas televisivas, no âmbito do processo de centralização, aprovada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

À margem da visita à Casa do FC Porto de Monção, para as celebrações do 25.º aniversário daquela delegação, o dirigente portista contrariou as críticas do presidente do Nacional, Rui Alves, que apresentou uma proposta alternativa, entretanto chumbada.

“É um passo decisivo no futuro do futebol português. Agora, o futuro passa por ir ao mercado angariar as quantias que ambicionamos e julgamos valer. Aquela chave de distribuição valoriza todos os clubes e dignifica os três ‘grandes’ como motores económicos do futebol português”, comentou, em declarações aos jornalistas.

Em relação ao mercado de transferências, o presidente dos ‘dragões’ assegurou que o processo está numa fase muito embrionária, com as atenções centradas no Campeonato do Mundo, e que o FC Porto segue o seu plano.

“A realidade é que a equipa está a ser construída, queremos atacar o título no próximo ano da mesma forma”, frisou, admitindo que Lewandowski é um “sonho irrealista” e o médio Caleb Yirenkyi, do Nordsjaelland, da Dinamarca, um jogador “referenciado” pelo FC Porto.

O presidente portista negou ainda, de forma veemente, qualquer envolvimento no interesse do candidato presidencial do Fenerbahçe Hakan Safi em Luis Suárez, avançado do Sporting.

“É um absurdo de criatividade do presidente do Sporting. Não temos nada a ver com os jogadores do Sporting e temos mais que fazer do que conspirar transferências”, defendeu.

Por fim, comentou o regresso ao clube de André Silva, que assinou com os ‘dragões’ por uma temporada, mais outra de opção: “Estamos confiantes de que dará muito a esta casa e queremos que esse ano de opção se concretize para ficar no FC Porto”.

André Villas-Boas esteve acompanhado pelo vice-presidente Francisco Araújo e pelos antigos jogadores João Pinto, Helton e Rolando, numa iniciativa que contemplou ainda um jantar com um grupo de sócios.

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Incêndio em Vieira do Minho que deflagrou às 06:00 já está dominado

O incêndio que deflagrou hoje de manhã no concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, foi dado como dominado pelas 21:55, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Ave indicou que não há registo de danos ou feridos na sequência do incêndio.

Antes, a mesma fonte tinha referido que o incêndio estava a consumir mato num encosta de difícil acesso, sublinhando não haver casas ou bens em risco.

O combate ao fogo, que deflagrou pouco depois das 06:00 na União das Freguesias de Ruivães e Campos, foi sendo reforçado ao longo do dia.

Pelas 22:15 de hoje, mantinham-se no local 127 operacionais, apoiados por 35 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Incêndio em Vieira do Minho com mais de 100 operacionais e seis meios aéreos

O incêndio que deflagrou hoje de manhã no concelho de Vieira do Minh, estava às 16:30 a ser combatido por 111 operacionais, 29 viaturas terrestres e seis meios aéreos, indicou a Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Ave adiantou à agência Lusa que o incêndio está a consumir mato num encosta de difícil acesso, na zona da histórica Ponte de Misarela que separa o Minho de Trás-os-Montes, nomeadamente entre Ruivães (Vieira do Minho) e Ferral (Montalegre) sobre o Rio Rabagão. Não há casas ou bens em risco.

O combate ao fogo, que deflagrou pouco depois das 06:00 na União das Freguesias de Ruivães e Campos, foi sendo reforçado ao longo do dia.

Quanto ao incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro, também no distrito de Braga, e que foi dado como dominado pelas 22:14 de quinta-feira, teve hoje uma reativação, mas, pelas 17:30, fonte do Comando Sub-regional do Cávado disse à Lusa que o reacendimento já estava dado como dominado.

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Absolvido ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de atear 18 fogos

O ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de ter ateado 18 incêndios florestais naquele concelho em 2019 foi hoje, novamente, absolvido, tendo o tribunal entendido que a geolocalização do telemóvel não prova que esteve no local exato dos fogos.

O ex-bombeiro, agora de 46 anos, já tinha sido ilibado em 2023, pela inconstitucionalidade da Lei dos Metadados, que não permitia o acesso à localização do telemóvel do acusado próximo dos locais dos fogos e que eram a base da acusação do Ministério Público, datada da 2020.

O arguido estava acusado de atear 18 incêndios florestais neste concelho do distrito de Bragança e de causar prejuízos na ordem dos 270 mil euros.

Segundo o Ministério Público, “decidiu atear incêndios a terrenos florestais e agrícolas, sabendo que seriam combatidos pela corporação de bombeiros de que fazia parte, para poder evidenciar-se nesse combate, nomeadamente pelo exercício das referidas funções de chefia, e assim progredir hierarquicamente”.

Na análise do recurso, o Tribunal da Relação de Guimarães entendeu valorar a geolocalização do arguido, devido a uma alteração à lei que permite o uso de metadados para investigação criminal, determinando que o processo voltasse à primeira instância para nova apreciação.

Hoje foi lido o novo acórdão, no Tribunal de Bragança, com o coletivo de juiz presente por videoconferência e sem a presença do arguido.  

Para o Tribunal de Bragança, existem provas que os incêndios foram provocados por mecanismos de combustão lenta, no entanto, não dá como provado as horas exatas a que foram ateados esses mesmos incêndios em 2019, nem que o ex-bombeiro esteve nesse local.

Segundo o coletivo de juiz, a geolocalização abrange uma área e não o local exato onde começou o incêndio e, por isso, “não permitindo concluir que o suspeito estava no local”, é “incapaz” de provar que ateou os fogos.

As testemunhas ouvidas no processo revelaram ter visto o ex-bombeiro passar pelos locais, mas nenhuma viu o ato de ignição.

O comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé disse também em tribunal que o arguido lhe chegou a confessar que tinha provocado o incêndio. Contudo, o tribunal considerou hoje que esta declaração é “ambigua”, porque não foi determinado quais terá ateado e não há uma confissão oficial.

Além disso, o Tribunal de Bragança também aceitou a anulação das buscas feitas ao canil e do material ali apreendido para prova, pedidas pela defesa do arguido, que alegou que os mandados de busca não abrangiam a infraestrutura em questão.

Assim, o Tribunal de Bragança considerou que não há provas “suficientemente fortes” para condenar o antigo bombeiro de Alfândega da Fé.

A Lusa tentou obter reação da advogada de defesa, que disse não querer falar, referindo em tribunal que durante “estes sete anos” a verdadeira pessoa responsável pelos incêndios não foi julgada.

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Em Viana e Caminha já “está tudo a postos” para o início da época balnear

O presidente da Coordenada Decimal – Associação de nadadores-salvadores, disse hoje que, apesar das dificuldades recorrentes para contratar nadadores-salvadores, “está tudo a postos” para o início da época balnear em Viana do Castelo e Caminha.

A época balnear em Viana do Castelo abre no sábado, às 08:30, junto à estação salva-vidas, sessão organizada pela Câmara de Viana do Castelo

Segundo Nuno Cardoso, a associação conta com 33 nadadores-salvadores em permanência. Para assegurar as folgas destes profissionais, o número sobe para os 45.

Nuno Cardoso adiantou que a Coordenada Decimal “conseguiu, uma vez mais, o número de nadadores-salvadores suficientes para garantir a segurança dos banhistas desde a praia fluvial de Castelo de Neiva até à praia da Ínsua, em Afife.

“Nunca é uma missão fácil. Ainda não conseguimos trabalhar apenas com pessoas do concelho. Precisamos de pessoas fora do concelho ou até jovens que não são sejam portugueses”, explicou Nuno Cardoso, adiantando que, do total de nadadores-salvadores, “cerca de 80% são portugueses”.

Segundo o responsável cativar os jovens para esta profissão “é, cada vez mais, um processo mais difícil, mas felizmente também tem havido alguma procura por parte dos portugueses, o que não se verificava há dois, três anos”.

“Este ano, por exemplo, conseguimos fazer dois cursos. Isto é que alimenta a falta de nadadores ou a procura por eles, uma vez que já conseguimos dar-lhes trabalho durante todo o ano, em piscinas e praia. Permite que eles olhem para esta missão como uma profissão e acredito que seja uma tendência a nível nacional de cada vez mais haver praias e zonas com vigilância o ano inteiro”, afirmou.

A nível de equipamentos, a associação tem estacionadas em Viana do Castelo uma embarcação semirrígida, uma viatura 4×4 equipada com desfibrilador e, duas moto-quatro.

Dez nadadores-salvadores em permanência

A ação da Coordenada Decimal estende-se ao concelho vizinho de Caminha, em permanência estão 10 nadadores-salvadores, apoiados por uma moto-quatro para as duas praias que estão da responsabilidade do município.

Quanto a nadadores-salvadores “começam por ser seis, mas com a abertura das praias fluviais passam a ser 10, em permanência”.

A praia “tem horário de funcionamento de 10 horas diárias, das 09:30 às 19:30, o que significa que cada nadador-salvador realiza um turno de nove horas, com direito a uma hora para almoço”.

“As condições salariais estão um pouco acima do ordenado mínimo, contemplando horas extras e todos os direitos que qualquer trabalhador tem. Cada dia trabalha com tempo de uma hora extra”.

Gilson veio do Brasil Tomás do Equador

Na praia de Carreço, a Lusa encontrou Gilson Gonçalves. Natural do Rio de Janeiro, Brasil e, Tomás Rodríguez, do Equador.

Gilson veio há cinco anos para Viana do Castelo “não tanto por questões financeiras, mas por sentir falta de segurança” na sua cidade natal

Aos 16 anos terminou o secundário em Viana do Castelo, como técnico de mecatrónica. Depois fez o curso de nadador salvador, mas não deixou de estudar. Hoje é aluno do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP)de mecatrónica, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Gilson, hoje com 20 anos, gosta de ser nadador-salvador, funções que não encara como um emprego, mas com um estilo de vida e que lhe permite pagar o curso com o ordenado que recebe.

“Para mim, ser nadador-salvador, é muito bom. Creio que é um trabalho que eu gostaria de fazer o ano inteiro. Fazer uma carreira nesta área”, adiantou.

Tomás Rodríguez, de 24 anos, é natural do Equador e veio para Viana do Castelo, seguindo as pisadas do irmão mais velho na procura de uma vida melhor.

“Decidi ficar em Viana do Castelo porque me lembra bastante a lugar de onde eu venho. Um lugar pequeno, com praia e estou muito familiarizado e acostumado com o mar. Venho de família de surfistas”, explicou.

Tomás Rodrigues quer “ficar mais tempo em Viana do Castelo enquanto termina o curso que está a tirar, ‘online’, numa universidade espanhola”.

“Ser nadador-salvador parece-me um bom trabalho, onde se pode crescer bastante”, acrescentou.

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Esta escola em Braga vai ser requalificada por 14 milhões: “Anseio de décadas da população”

A Câmara de Braga aprovou hoje o projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica de Palmeira, uma intervenção com um valor estimado de 14 milhões de euros e reclamada há décadas.

Segundo o presidente da câmara, João Rodrigues, a obra avançará após garantido o financiamento, sendo o prazo de execução de 730 dias.

“É um anseio de décadas da população, das juntas de freguesia, dos vários executivos municipais que se foram sucedendo”, referiu.

O autarca sublinhou que a educação é uma das prioridades do seu executivo e lembrou que, em oito meses, já foram lançados investimentos de cerca de 40 milhões de euros só para as escolas.

“Quarenta milhões de euros foi provavelmente o que se gastou nos oito anos anteriores”, sublinhou.

Das quatro escolas definidas como de intervenção prioritária, a Câmara de Braga já tinha aprovado, na reunião anterior, o projeto para a Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, com um investimento previsto de 16,5 milhões de euros.

A próxima será a de Trigal Santa Maria e depois a do Conservatório Calouste Gulbenkian.

“O conservatório é o que está mais atrasado. Nós estamos à espera de uma série de indicações por parte do conservatório para a concretização do projeto”, disse ainda João Rodrigues.

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Câmara de Braga quer obras do nó de Infias à noite para “causar o menor prejuízo às pessoas”

A requalificação do nó de Infias, em Braga, deverá ser consignada em inícios de julho e a câmara vai tentar sensibilizar a Infraestruturas de Portugal (IP) para que uma parte das obras decorra em período noturno, foi hoje anunciado.

Falando na reunião quinzenal do executivo, o presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou que a obra, com um prazo de execução de 660 dias, nunca poderá ser feita apenas no período noturno.

No entanto, espera que a noite seja privilegiada “nos momentos de maior constrangimento, em períodos em que é preciso encerrar as vias e em que não se consegue passar”, para minimizar os problemas de trânsito.

“É óbvio que uma intervenção destas, como de resto as intervenções em espaço público, tem prejuízo enquanto decorrem as obras. Mas queremos causar o menor prejuízo possível às pessoas”, referiu,

A obra no nó de Infias, considerado um dos principais constrangimentos rodoviários de Braga, foi entregue por cerca de 11,3 milhões de euros e tem um prazo de execução de 660 dias.

O nó de Infias localiza-se na interceção da EN101 (variante EN101/EN201) com a EN14 (circular norte/variante EN14).

A intervenção tem como objetivos melhorar a circulação e a segurança rodoviária, aumentar a capacidade de escoamento de tráfego, requalificar as ligações da EN101 à Avenida António Macedo e as saídas da cidade de Braga.

Contempla a criação de novos ramos de ligação entre a EN101 e a EN14, a reformulação de acessos rodoviários e pedonais, trabalhos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização e segurança rodoviária e ainda a execução de obras de arte especiais.

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Hotéis de Braga quase cheios para o São João à ‘boleia’ dos turistas brasileiros

O Norte tem vindo a recuperar o mercado de turistas brasileiros e mantido as preferências de europeus, americanos e canadianos neste período de pontes e feridos que culminará com o São João, cuja taxa de ocupação deverá superar os 85%, nomeadamente em Braga, além do Porto, Gaia e Vila do Conde.

Em entrevista telefónica à agência Lusa, o presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, contou hoje que, em relação a 2025, a região Norte está a registar um aumento “muito significativo” do mercado brasileiro, “mercado que tinha sofrido em termos nacionais uma ligeira quebra”.

“E agora, em 2026, nós de facto estamos a recuperar acima da média nacional”, referiu, acrescentando que neste período, o de junho e início de verão que coincide com vários feriados e potenciais pontes, “as taxas de ocupação já estão mais consistentes, nomeadamente nos mercados de proximidade como o espanhol e o francês”.

Em vésperas de São João, festividade popular que atrai muitos turistas ao Norte na noite de 23 para 24 de junho, Luís Pedro Martins mostra-se muito otimista, antecipando uma taxa de ocupação “seguramente acima dos 85%, nomeadamente no Porto, Gaia, Vila do Conde e Braga”.

Em jeito de convite ao público, o presidente da TPNP destacou a regata da Conferência do Vinho do Porto que se realiza na manhã de 24, um momento, antecipou, “muito bonito com imagens excecionais nas margens do Porto e de Gaia, uma única oportunidade de ver todos os barcos rebelos com as suas velas hasteadas, com as marcas de vinho do Porto”.

Quanto ao mercado do Reino Unido, este “tem tido um bom comportamento devido à entrada em operação de novas rotas”.

Já sobre os mercados de longa distância, o presidente da TPNP destacou o “bom desempenho” do americano e canadiano, e justificou o crescimento dos americanos com um elogio: “A entrada em operação de uma nova rota para os Estados Unidos [Porto-Nova Iorque/JFK] da Delta Airlines, a operar cinco vezes por semana, correu bem”.

Já o mercado nacional, Luís Pedro Martins disse que, em 2025, os portugueses colocaram o Porto e Norte no topo do ‘ranking de referência.

“E em 2026 estamos a manter essa tendência. Mas nós estamos a viver numa circunstância muito complicada, com muita incerteza devido aos conflitos que ainda persistem, nomeadamente o do Médio Oriente que tem um impacto junto das companhias aéreas. Estamos a conseguir ter bons resultados apesar dessas circunstâncias, mas nunca devemos esquecer-nos delas”, analisou.

Apontando que tem havido uma maior distribuição de turistas por toda a região – que está dividida em quatro: Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes – Luís Pedro Martins notou, no entanto, que estas “não estão no mesmo ritmo” com o Douro a conquistar mais turistas americanos e canadianos, e o Minho a conquistar mais turistas europeus, mas também brasileiros, enquanto Trás-os-Montes conquista mais turistas nacionais.

“Sabemos que há aqui uma região que ainda continua a ter que ser trabalhada. Apelo aos empresários que olham para o território de Trás-os-Montes, um território fantástico que ainda necessita de oferta. Estou convencido que se ela existir, nomeadamente se existir nos níveis de qualidade que correspondam às exigências dos mercados que agora temos atraído, conforme tem corrido bem no Douro e no Minho, também correrá em Trás-os-Montes”, apelou.

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Braga pondera instalar radares para melhorar segurança rodoviária

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou hoje que o plano municipal de segurança rodoviária deverá estar pronto no início de julho, podendo a instalação de radares ser uma das soluções propostas.

“Não vejo obstáculo nenhum a isso [instalação de radares]. Eu não quero radar para garantir meios financeiros para a Câmara Municipal. Há determinadas zonas onde manifestamente os radares resolveriam muitas coisas, não tenho dúvida nenhuma”, referiu o autarca, em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.

No entanto, sublinhou que a última palavra sobre a instalação ou não de radares de velocidade caberá ao plano municipal de segurança rodoviária.

“O plano de segurança rodoviária pode dizer que não há radar nenhum”, apontou.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes”

A questão da sinistralidade rodoviária, em particular os atropelamentos, foi levantada na reunião de hoje pela oposição, tendo mesmo o vereador da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, falado num “massacre” das estradas de Braga.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes, que são atropeladas, que ficam com a sua vida estragada, ou mesmo que perdem a sua vida no município de Braga. É inaceitável”, disse Rui Rocha.

O vereador da IL lembrou que o plano municipal de segurança rodoviária foi anunciado há mais de um ano, mas ainda não avançou.

“Passaram 12 meses. Se tivermos em conta que temos tido atropelamentos, em média, de três em três dias, vejam quantas pessoas poderiam, neste momento, não estar a sofrer se houvesse esse plano, se fossem identificados os pontos negros da cidade, se fossem tomadas medidas que podem ser variadas. Nós não podemos continuar a assistir a este massacre a acontecer em Braga e a ter o plano de segurança rodoviária na gaveta”, acrescentou.

“É um documento para ser posto em prática”

Na resposta, João Rodrigues manifestou preocupação com o problema e anunciou que o plano deverá estar fechado em inícios de julho.

“Não é um documento de cabeceira, é um documento para ser posto em prática, é um documento onde há dados e há informação (…), segundo parâmetros oficiais de qualidade (…). Um documento absolutamente fulcral para olharmos para o território num todo e para atuarmos de forma concertada, planeada, porque nós temos noção de que há muitas falhas e há muitas questões para resolver”, adiantou.

“Já peca por tardio”

O vereador Ricardo Silva, do movimento Amar e Servir Braga, disse que o plano “já peca por tardio”, considerando que em causa estão “questões que já são mais que conhecidas”, muitas das quais entraram nos programas eleitorais.

“Aquilo que nós queremos efetivamente é que se comece a passar das palavras às ações e que não tenhamos de esperar tanto tempo para salvaguardar a vida humana (…). Acima de tudo, o município tem de chamar a si esta responsabilidade de transformar a morfologia da cidade, precisamente para criar alguns condicionamentos ao excesso de velocidade. Pode ser com a transformação das vias, com a colocação das passadeiras alteadas, com os radares. Os mecanismos existem e já estão mais que aferidos e mais que verificados”, reclamou.

João Rodrigues sublinhou que o município não está à espera do plano para começar a tomar medidas.

“Nós já estamos a fazer muitas coisas”, garantiu o presidente da câmara.

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Trás-os-Montes sob aviso amarelo no fim de semana por causa da trovoada

Quatro distritos do continente, entre os quais Bragança e Vila Real, região de Trás-os-Montes, vão estar no sábado e domingo sob aviso amarelo devido à previsão de condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, sendo por vezes de granizo e acompanhadas de rajadas de vento, informou hoje o IPMA.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Bragança, Viseu, Guarda e Vila Real vão estar sob aviso amarelo entre as 15:00 de sábado e as 00:00 de domingo.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental até às 21:00 de sábado.

O IPMA colocou também sob aviso amarelo o distrito de Faro por causa da agitação marítima forte até às 12:00 de sábado.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima a variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

A previsão aponta ainda para um aumento temporário de nebulosidade, em especial no interior com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada e possível queda de granizo.

No domingo e na segunda-feira, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

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Fogo em Terras de Bouro já está dominado

O incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro foi dado como dominado pelas 22:14 de hoje, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado indicou que o fogo foi dado como dominado pelas 22:14 e que não tinha registo de danos ou vítimas, no incêndio que esteve a consumir zona de mato.

Durante a tarde de hoje, pelas 19:00, o fogo com origem na freguesia de Valdosende esteve a ser combatido por cerca de 200 operacionais, 58 veículos terrestres e sete meios aéreos.

Pelas 23:15, mantinham-se no terreno 176 operacionais, apoiados por 54 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Empresa de Ponte de Lima por trás da ‘Disneylândia’ do futebol de 450 milhões

O grupo JFA, de Ponte de Lima, é um dos dois principais promotores de um investimento privado de 450 milhões de euros associado ao Campeonato do Mundo de 2030, que vai nascer em Santarém.

Através do investimento nesta ‘Disneylândia’ do futebol, com o impulso do JFA Group – José Ferraz & Associados, empresa com raízes em Ponte de Lima que opera nas áreas da engenharia, arquitetura e consultoria e foi fundada em 2002 por José Miguel Ferraz -, está prevista a criação de 800 postos de trabalho diretos e a atração de cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano.

Apresentado publicamente no Convento de São Francisco, o projeto “Viva Mundo” tem abertura prevista para 29 de abril de 2030 e é apresentado como uma infraestrutura “âncora com impacto económico e turístico à escala regional e nacional”, contribuindo para “reforçar a projeção de Santarém como destino de investimento internacional”.

"Viva Mundo" vai estar pronto para o Mundial 2030. https://t.co/keE8npPehm#Mundial2030 #futebol pic.twitter.com/bWJDyl2WY8

— O MINHO (@ominhopt) June 11, 2026

De acordo com a Câmara Municipal, a escolha de Santarém reflete “um sinal de confiança” num território que tem vindo a ganhar visibilidade, nomeadamente devido à sua localização geográfica, às acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e à proximidade a futuras infraestruturas estruturantes.

80 hectares e capacidade para 4.000 pessoas

De acordo com os elementos apresentados durante a apresentação, o projeto “Viva Mundo” ocupará uma área de cerca de 800 mil metros quadrados (80 hectares).

O conceito assenta na criação de um parque temático dedicado ao futebol, estruturado em várias zonas funcionais. No centro do recinto ficará o “Football World”, descrito como o núcleo principal do projeto, com quatro subzonas temáticas: “Centre Circle”, “Passion”, “Glory” e “Fantasy”, organizadas em torno de um lago central.

O projeto integra ainda uma zona de entretenimento, com uma arena com capacidade para cerca de 4.000 pessoas, destinada à realização de concertos, espetáculos e eventos ao vivo, e uma “Fan Zone”, pensada como um espaço interativo, com experiências imersivas.

Vai “revolucionar” Santarém

Em declarações após a apresentação pública do projeto, o presidente da Câmara de Santarém considerou que o projeto “Viva Mundo”, vai “revolucionar” o concelho e contribuir para o desenvolvimento da região, destacando o impacto económico e a criação de emprego.

O autarca classificou a iniciativa como “um parque temático dedicado ao futebol” com potencial para gerar valor “à escala nacional e regional”, apontando como referências equipamentos semelhantes em cidades como Paris ou Orlando.

Segundo o responsável, o município tem vindo a trabalhar com os investidores desde o início do ano, defendendo que a escolha de Santarém resultou da sua “localização estratégica, acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e proximidade a futuras infraestruturas”, incluindo o novo aeroporto.

“Somos servidos pelos principais eixos rodoviários e pela principal linha férrea e temos projetos importantes de ligação ao futuro aeroporto internacional”, afirmou, acrescentando que o clima também foi um fator relevante para a instalação do projeto.

O autarca reiterou que o equipamento deverá entrar em funcionamento em 2030, em paralelo com o arranque do Mundial, competição que Portugal vai coorganizar com Espanha e Marrocos, sublinhando tratar-se de uma infraestrutura que funcionará durante todo o ano.

O presidente da autarquia destacou ainda o impacto regional do projeto, defendendo uma abordagem intermunicipal no planeamento, uma vez que os efeitos se estenderão ao “conjunto do território do Oeste e Vale do Tejo”.

Neste contexto, apontou como prioritário o desenvolvimento de um novo nó intermodal em Santarém, junto ao CNEMA, para “reforçar a ligação ferroviária e rodoviária”, bem como integrar “soluções inovadoras de mobilidade”, incluindo um vertiporto.

Relativamente às acessibilidades, o autarca reconheceu a necessidade de reforço do investimento público na região, defendendo a concretização de projetos rodoviários como a A13 e melhorias na ferrovia, embora considere que o concelho já dispõe de uma rede relevante de autoestradas.

O gestor do projeto “Viva Mundo”, Carlos Carreiras, afirmou que o empreendimento está a cumprir um calendário “muito exigente”, indicando que os primeiros compromissos de aquisição de serviços e equipamentos deverão ser assumidos já a partir de setembro.

Segundo o responsável, até ao final do ano deverá decorrer a fase de adjudicações, em paralelo com o processo de licenciamento, estando previsto que os primeiros trabalhos no terreno avancem no início do próximo ano.

De acordo com Carlos Carreiras, o investimento resulta sobretudo da iniciativa de dois principais promotores, o grupo limiano JFA e um investidor de origem inglesa, que agregaram outros parceiros internacionais.

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Apresentação VIVA MUNDO
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