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Elite mundial da investigação em finanças vai estar em Braga

10 June 2026 at 12:31

Entre hoje e sexta-feira, o Forum Braga recebe a Conferência Internacional da Financial Management Association (FMA), com 270 apresentações de académicos e profissionais de 34 países.

Segundo a Universidade do Minho, trata-se de um dos eventos mais prestigiados do mundo na área das finanças empresariais, regressando a Portugal após muitos anos, agora sob a coordenação de Manuel Rocha Armada, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, e tendo um recorde de quase 700 artigos científicos submetidos inicialmente.

O programa destaca na sexta-feira, às 11:30, o painel sobre ‘fintech’ com Vítor Constâncio (antigo ministro e presidente do Banco Central Europeu), Cláudia Custódio e Gilles Chemla (ambos do Imperial College). Pouco antes, às 10:00, terá lugar a palestra do orador convidado Alex Edmans, da London Business School e Wharton School, sobre governança ESG (ambiental, social e corporativa).

Na quinta-feira, merece ênfase o painel sobre finanças e clima, às 14:45, com Pedro Matos, Ian Appel (ambos da University of Virginia) e Philipp Krueger (Swiss Finance Institute), seguindo-se às 16:45 a intervenção da oradora convidada Victoria Ivashina, da Harvard Business School.

Esta conferência da FMA International é um fórum de referência global na discussão e partilha de investigação e prática profissional sobre tendências, desafios e inovações no setor financeiro (empresas e mercados). Além dos painéis especiais e das 88 sessões científicas, inclui mentorias para estudantes de doutoramento no primeiro dia, além de oportunidades de networking e momentos sociais, reforçando a ligação entre a academia e o mercado.

A comissão coordenadora inclui apenas portugueses, refletindo a sua reconhecida capacidade organizativa e científica neste âmbito: além de Manuel Rocha Armada, foram por este escolhidos Cláudia Custódio (Imperial College), Pedro Matos (University of Virginia Darden) e Cesário Mateus (Aalborg University).

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UMinho e Bosch lançam novo curso

9 June 2026 at 12:09

A Universidade do Minho e a Bosch de Braga assinaram um acordo no âmbito da parceria estratégica existente entre as duas instituições, com vista à criação de um novo curso, que reforçará o compromisso de ambas as entidades com a qualificação e valorização do conhecimento aplicado.

Em comunicado, a academia minhota adianta que uma comitiva de docentes da universidade, liderada pela vice-reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias, esteve nas instalações da Bosch, em Braga, para uma visita focada na criação e desenvolvimento de um curso não conferente de grau creditado, com conteúdos curriculares relacionados com a as compras estratégicas e metodologias de aquisição focadas no custo total de propriedade, na mitigação de riscos e nas parcerias geradoras de valor e competitividade.

De acordo com a mesma fonte, o curso tem a colaboração de diversas unidades orgânicas de ensino e investigação da UMinho, nomeadamente as escolas de Engenharia; Economia, Gestão e Ciência Política; Direito; Psicologia e Ciências, e do Instituto de Ciências Sociais. Esta diversidade disciplinar contribui para uma abordagem multidimensional e pluridisciplinar, assegurando uma reflexão abrangente sobre os desafios e oportunidades associados à criação deste novo programa formativo.

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A tendência de unhas que vai dominar o verão no Minho — e aguenta praia, piscina e romarias

9 June 2026 at 11:32

Entre os dias de praia em Esposende, as tardes de piscina, os fins de semana no Gerês, os casamentos de verão e as romarias que enchem as ruas do Minho, há uma tendência de manicure que promete acompanhar tudo sem perder elegância: unhas de verão luminosas, com acabamento brilhante, translúcido e sofisticado.

Não falamos de uma nail art exagerada, difícil de combinar ou demasiado marcada para o dia a dia. A tendência que está a ganhar força é mais subtil, mais prática e muito mais versátil: unhas com efeito “glow”, tons leitosos, nude rosado, pêssego suave, coral translúcido, branco cremoso, acabamento glass, brilho cromado discreto ou aquele efeito glazed que parece refletir a luz sem esforço.

São unhas bonitas para usar com sandálias, vestidos de festa, pele bronzeada, looks de praia e até nos dias de trabalho. Mas há um detalhe importante: para aguentarem água, calor, areia, cloro, festas e noites longas, a tendência não depende apenas da cor escolhida. Depende sobretudo da técnica.

A manicure luminosa é a aposta mais segura do verão

Todos os verões há cores que regressam: coral, branco, rosa, vermelho aberto, laranja, lilás e tons pastel. Ainda assim, a grande diferença deste ano está no acabamento. Mais do que uma cor intensa, a tendência aponta para unhas com aspeto limpo, brilhante e cuidado.

O efeito pode variar entre o nude luminoso, o branco leitoso, o rosa translúcido, o pêssego com brilho, o chrome suave ou o acabamento gelatinoso tipo jelly nails. O resultado é uma manicure elegante, fresca e fácil de adaptar a diferentes idades, estilos e ocasiões.

No Minho, esta versatilidade faz todo o sentido. A mesma manicure precisa de funcionar num almoço de família, numa ida à praia, numa festa popular, num casamento, numa esplanada ao fim da tarde ou numa romaria em que o visual tem de resistir durante várias horas.

É por isso que as unhas luminosas estão a tornar-se uma escolha tão forte: têm impacto visual, mas não cansam; brilham, mas não exageram; parecem cuidadas, mesmo quando o look é simples.

Porque esta tendência combina tão bem com o verão no Minho

O verão minhoto tem uma energia muito própria. Há praia no litoral, festas nas aldeias, romarias históricas, casamentos, procissões, arraiais, concertos, dias de calor e noites que pedem produção extra.

As unhas acabam por ser um detalhe pequeno, mas muito visível. Aparecem nas fotografias, nos brindes, nos vídeos, nos gestos do dia a dia e até nos pormenores dos acessórios. Uma manicure luminosa funciona precisamente porque valoriza as mãos sem roubar protagonismo ao resto do visual.

Os tons leitosos e rosados combinam com vestidos florais, linho, branco, dourado, prateado e bronzeado. Os acabamentos cromados suaves dão um toque mais moderno. Os tons coral e pêssego ficam bem com sandálias e roupas coloridas. Já o brilho glass é perfeito para quem quer uma manicure discreta, mas com ar tratado.

É uma tendência que tanto pode ser usada por quem gosta de unhas curtas e naturais como por quem prefere formato amendoado, quadrado suave ou unhas um pouco mais compridas.

O segredo não está apenas na cor

A maior ilusão sobre uma manicure bonita é pensar que tudo se resume ao tom escolhido. Na prática, a durabilidade de uma manicure com verniz gel depende muito mais da preparação, da aplicação e da catalisação do que da cor propriamente dita.

No verão, isso torna-se ainda mais evidente. O contacto frequente com água, cloro, areia, protetor solar, cremes, calor e pequenos impactos pode acelerar o desgaste da manicure. Quando a aplicação não é bem feita, surgem mais facilmente levantamentos, perda de brilho, lascas nas pontas ou aquele aspeto baço que faz a unha parecer menos cuidada.

Por isso, uma manicure de verão com acabamento luminoso precisa de três coisas: boa preparação da unha, produtos adequados e catalisação correta.

Preparação da unha: o passo que decide quase tudo

Antes da cor, vem a preparação. E este é um dos passos mais importantes para quem quer unhas bonitas durante mais tempo.

A unha deve estar limpa, seca e sem resíduos de óleo, creme ou humidade. A cutícula deve ser trabalhada com cuidado e a superfície da unha deve ser preparada de forma adequada, sem agressividade excessiva. Quando há oleosidade ou resíduos na placa ungueal, o verniz gel pode não aderir tão bem.

Também é importante respeitar a espessura das camadas. Camadas demasiado grossas podem parecer uma forma rápida de obter mais cobertura, mas, na realidade, podem comprometer a cura do produto e reduzir a durabilidade. O ideal é trabalhar com camadas finas, uniformes e bem catalisadas.

A selagem da ponta da unha é outro detalhe essencial. Muitas manicures começam a lascar precisamente na extremidade, sobretudo no verão, quando há mais contacto com água, areia, malas, telemóveis, toalhas e acessórios.

Top coat: o verdadeiro responsável pelo brilho de verão

Se a tendência é luminosa, o top coat torna-se protagonista. É ele que dá o acabamento final, protege a cor e ajuda a manter o brilho durante mais tempo.

Para uma manicure de verão, o top coat deve ser escolhido de acordo com o resultado pretendido. Pode ser um acabamento muito brilhante, um efeito glass, um brilho mais espelhado, um toque cromado ou até um resultado leitoso e delicado. O importante é que seja compatível com o sistema utilizado e aplicado corretamente.

Um bom top coat também ajuda a proteger a cor do desgaste diário. Isto é especialmente importante em tons claros, translúcidos ou leitosos, onde qualquer alteração de brilho ou pequeno risco pode notar-se mais facilmente.

Catalisador LED/UV: o detalhe técnico que muita gente subestima

Quando se fala de verniz gel, há um equipamento que não deve ser escolhido ao acaso: o catalisador. É ele que permite a cura do produto, através da luz LED ou UV, e influencia diretamente a resistência, o brilho e a durabilidade da manicure.

Um catalisador de unhas LED/UV adequado deve ter potência, distribuição de luz e compatibilidade com os produtos utilizados. Quando a catalisação é insuficiente, a manicure pode parecer seca à superfície, mas não estar corretamente curada em profundidade. Isso pode afetar o acabamento, a resistência e a duração do resultado.

Este ponto é especialmente importante no verão, porque a manicure vai ser sujeita a mais agressões externas. Praia, piscina, calor, água salgada, cloro e atrito exigem uma aplicação tecnicamente mais cuidada.

Para profissionais e consumidoras exigentes, escolher produtos de manicure e equipamentos em lojas especializadas, como a Presença de Luxo, pode fazer diferença. A loja reúne verniz gel, top coats, bases, acessórios e equipamentos técnicos para manicure, incluindo catalisadores LED/UV, pensados para quem procura resultados mais consistentes e duradouros.

Praia, piscina e romarias: o teste final à manicure

Uma manicure pode ficar perfeita no momento da aplicação e perder impacto poucos dias depois se não estiver preparada para a rotina real do verão.

Na praia, a areia cria atrito. Na piscina, o cloro pode contribuir para desgaste visual. Nas romarias e festas populares, há mais movimento, calor, fotografias, refeições ao ar livre, acessórios, malas e contacto constante com objetos. Tudo isto exige uma manicure resistente, mas também fácil de manter bonita.

É por isso que a tendência das unhas luminosas funciona tão bem. Mesmo quando a unha cresce ligeiramente, os tons translúcidos e leitosos disfarçam melhor a diferença junto à cutícula do que cores muito escuras ou contrastantes. Além disso, o acabamento brilhante dá uma sensação constante de frescura e cuidado.

Para quem quer uma opção elegante e prática, os tons nude rosado, branco leitoso, pêssego translúcido e chrome suave são escolhas seguras. Para quem prefere algo mais vibrante, coral, rosa quente e laranja suave continuam a ser apostas muito fortes para o verão.

A nova atenção que profissionais devem ter em 2026

O setor das unhas também está mais atento à segurança, à composição dos produtos e à conformidade com a legislação europeia. Desde 1 de setembro de 2025, a União Europeia proibiu a utilização de TPO em produtos cosméticos, incluindo produtos usados em unhas de gel e verniz gel.

O TPO, identificado na lista de ingredientes como Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, era usado em alguns produtos para ajudar no processo de cura sob luz LED ou UV. A sua proibição reforçou a importância de verificar rótulos, fornecedores e documentação técnica antes de utilizar ou comercializar produtos profissionais.

Para profissionais de estética, esta atenção é ainda mais importante. Trabalhar com marcas reconhecidas no mercado das unhas, como Andreia Professional e INOCOS, pode trazer maior segurança na escolha de vernizes gel, bases, top coats e produtos técnicos, desde que cada referência seja sempre confirmada através da lista de ingredientes atualizada e da informação disponibilizada pelo fornecedor.

Para consumidoras que fazem verniz gel em casa, a recomendação é simples: evitar produtos sem identificação clara, desconfiar de artigos sem lista de ingredientes acessível e privilegiar lojas especializadas, como a Presença de Luxo, que trabalhem com marcas profissionais e produtos adequados ao mercado europeu.

As cores que mais favorecem o verão

A tendência luminosa pode ser adaptada a vários estilos. Estas são algumas das opções que mais combinam com os meses quentes:

  • O branco leitoso é elegante, fresco e combina com tudo. Fica especialmente bonito em unhas curtas ou médias.
  • O nude rosado dá um aspeto cuidado e natural, ideal para quem quer uma manicure discreta, mas bonita.
  • O pêssego translúcido favorece peles bronzeadas e combina muito bem com looks de verão.
  • O coral suave é mais alegre, mas continua elegante. É uma boa opção para férias, festas e praia.
  • O chrome subtil acrescenta brilho moderno sem cair no exagero.
  • O acabamento glass cria um efeito limpo, polido e sofisticado, perfeito para quem quer unhas com aspeto saudável e luminoso.
  • O rosa translúcido continua a ser uma escolha segura para quem gosta de manicures femininas, delicadas e intemporais.

Unhas curtas também entram na tendência

Durante muito tempo, as tendências de unhas foram associadas a formatos longos e mais elaborados. Este verão, isso mudou. As unhas curtas, quadradas suaves ou arredondadas, estão entre as escolhas mais práticas e elegantes.

Além de serem mais confortáveis para férias, praia e rotina ativa, também reduzem o risco de partir ou lascar. Com acabamento luminoso, mesmo uma unha curta pode parecer sofisticada e muito cuidada.

Para quem trabalha com as mãos, pratica desporto, viaja muito ou prefere uma rotina mais simples, esta pode ser a melhor forma de aderir à tendência sem sacrificar conforto.

O que evitar para a manicure durar mais

Há pequenos erros que podem comprometer o resultado, sobretudo no verão.

Aplicar camadas muito grossas é um dos mais comuns. O produto pode não curar corretamente e a manicure fica mais vulnerável.

Usar produtos incompatíveis entre si também pode afetar a durabilidade. Base, cor e top coat devem funcionar bem em conjunto.

Ignorar os tempos de catalisação indicados é outro erro frequente. Cada produto tem necessidades próprias e nem todos os catalisadores têm o mesmo desempenho.

Também convém evitar mexer demasiado nas unhas logo após a aplicação ou expô-las de imediato a condições mais agressivas, como água prolongada, areia ou produtos oleosos.

Checklist para unhas bonitas durante todo o verão

  • Escolher uma cor luminosa e fácil de manter.
  • Preparar bem a unha antes da aplicação.
  • Aplicar camadas finas e uniformes.
  • Selar bem a ponta da unha.
  • Usar base e top coat compatíveis.
  • Respeitar os tempos de catalisação.
  • Verificar se os produtos estão conformes com a legislação europeia.
  • Preferir produtos profissionais ou de lojas especializadas.
  • Optar por formatos práticos, como curto, squoval ou amendoado suave.
  • Manter as cutículas cuidadas para prolongar o aspeto elegante da manicure.

A tendência perfeita para um verão cheio de planos

A manicure luminosa tem tudo para dominar o verão no Minho porque responde ao que muitas mulheres procuram nesta altura do ano: beleza, praticidade, brilho e resistência.

É suficientemente elegante para uma festa ou casamento, suficientemente discreta para o trabalho e suficientemente fresca para praia e piscina. Mas, para o resultado durar, a técnica é tão importante como a estética.Afinal, a unha que mais se destaca no verão não é apenas a mais bonita no primeiro dia. É aquela que continua cuidada depois dos mergulhos, das fotografias, das festas, das romarias e das noites longas que fazem do Minho um dos lugares mais vivos da estação.

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“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”

7 June 2026 at 17:16

“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”, afirmou este domingo, um especialista na raça equina garrana, José Almeno Leite, falando sobre a antiguidade, cerca 30 milhões de anos, das Serras da Cabreira e do Gerês.

José Almeno Leite, médico veterinário, secretário-técnico do Livro Genealógico da Raça Equina Garrana falava na AgroVieira 2026, referiu perante o auditório, no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho, que “nunca compreendi porque é que a Serra da Cabreira não faz parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, são duas serras gémeas, somente separadas pelo rio Cávado”.

“A Serra da Cabreira devia fazer parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês”
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A questão levantada por José Almeno Leite vai ao encontro das posições de outros especialistas e de conhecedores da região, sendo que a equipa técnica que liderou a constituição do Parque Nacional da Peneda-Gerês saiu da Circunscrição Florestal de Vieira do Minho, liderada pelo engenheiro silvicultor Adolfo Morais de Macedo, o dirigente que mais vezes e por mais tempo dirigiu o único parque nacional português, tendo sido criado o parque a partir da sua realidade comum com Vieira do Minho.

Garranos muito apreciados pelos Romanos

Muito apreciados pelos Romanos, aquando da romanização da Península Ibérica, os garranos estavam no nosso país antes da última glaciação, há cerca de 15 mil anos, vivendo no inverno nas zonas serranas mais baixas, protegendo-se do frio, enquanto no verão sobem para as encostas mais altas, vivendo em grupos de 10 a 50 animais, podendo percorrer 40 quilómetros diários.

Acerca dos cavalos garranos, José Almeno Leite começou por referiu que a raça equina garrana é caraterizada por ser pequena, mas robusta, com tronco celta, cabeça grossa, curta, ganachuda, de orelhas pequenas, perfil reto, por vezes côncavo, escoço curto, espádua vertical e curta, segundo os ensinamentos do secretário-técnico do Livro Genealógico da Raça Equina Garrana.

Os garranos, com uma pelagem castanha, são pequenos, com uma altura inferior a um metro e 35 centímetros, sendo dóceis e aprendendo com facilidade, com bastante resiliência, caminhando e pastando, em zonas montanhosas, altas e rochosas e com caminhos difíceis, vivendo, na região do Minho, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, na Serra de Arga e na Serra da Cabreira.

Sendo cavalo de sela antigo do mundo, o garrano tem vestígios nas Gravuras Paleolíticas do Foz Côa, tal como na Coluna de Trajano, no século segundo após Cristo, tendo o príncipe Baltasar Carlos sido pintado a montar um garrano, sua raça preferida.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

O garrano é uma das quatro raças equinas portuguesas, a par das raças lusitana e sorraia, sendo a quarta a pónei da Terceira, dos Açores, sendo que o garrano faz pequenas tarefas agrícolas, transportando cargas e pessoas, mas sempre sob olhar do lobo.

Em Portugal estão recenseados 2.444 garranos (2.073 fêmeas e 371 machos), sendo que em Vieira do Minho há 451 garranos (410 fêmeas e 41 machos), havendo em Portugal 624 criadores de garranos, 85 dos quais são do concelho de Vieira do Minho.    

Nas regiões do Minho e de Trás-os-Montes, a raça garrana predomina em 15 concelhos, designadamente em Amares, Arcos de Valdevez, Boticas, Cabeceiras de Basto, Caminha, Melgaço, Monção, Montalegre, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vila Verde e Vieira do Minho, estando em todo o nosso território até ao Algarve.

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José Milhazes veio ao Minho e contou a O MINHO quase tudo sobre o ‘czar’ de Vieira do Minho

6 June 2026 at 21:37

O jornalista José Milhazes, natural da Póvoa de Varzim e com raízes familiares na freguesia vizinha de Milhazes, no concelho de Barcelos, antecipou esta tarde a O MINHO quem era “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, protagonista do seu livro.

Este sábado, para quem não puder estar presente, a partir das 21 horas, na conversa entre o jornalista e escritor José Milhazes com o professor e historiador Armando Ferreira, em torno do livro “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, num dia que arranca ao som da Escola de Música de Vieira do Minho, na Feira do Livro de Vieira do Minho, antecipamos quem era o homem de confiança do czar, pela voz do próprio José Milhazes, especialista em questões da Rússia e todo o Bloco de Leste.

José Milhazes recordou que António de Vieira é um judeu português cuja família fugiu à Inquisição, e encontrou com o czar Pedro I na Holanda ou na Inglaterra, que o levou para a Rússia onde fez uma excelente carreira: esteve envolvido na construção da cidade de S. Petersburgo, organizou os serviços de bombeiros e de defesa civil e chegou a conde, título que usou até morrer”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

Por isso, o livro “O Favorito Português de Pedro, o Grande”, conta a “extraordinária vida de António Manuel Luís de Vieira, nascido “muito provavelmente” em Vieira do Minho e que morreu em São Petersburgo em 1745, cidade que ajudou a criar de raiz, tendo ascendido à aristocracia da Rússia, um processo que foi marcado também por vários problemas com as autoridades.

José Milhazes disse “tratar-se de uma histórica verídica, a quem dediquei um livro e à sua família, quase até aos nossos dias, por que era um homem notável, que sendo um cristão-novo, foi para a Holanda, onde de Pedro, o Grande, o maior imperador da Rússia, que abriu caminhos da Rússia para a Europa, levando sempre consigo homens de confiança e Vieira e fui um deles”.

“Só que, depois da morte de Pedro, o Grande, António Vieira envolveu-se em lutas palacianas e foi parar à Sibéria durante 15 anos a mando de Catarina I”, disse o jornalista e escritor, explicando que “a condenação sob condições climatéricas adversas acabou por agravar o estado de saúde deste português, uma figura influente da corte durante o consulado de Pedro, o Grande”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

O livro a apresentar ao fim da tarde deste sábado, na Casa da Cultura de Vieira do Minho/Casa de Lamas, cita documentos da época, registos, cartas diplomáticas e estudos genealógicos da construção da capital fundada pelo czar Pedro I, após a Grande Guerra do Norte (1703) no delta do rio Neva e o papel que António de Vieira desempenhou na construção de São Petersburgo.

Ainda segundo José Milhazes, “o livro não se limita à investigação sobre o português do século XVIII na corte de Pedro, o Grande, porque, entretanto, descobri e estudei todos os descendentes de António Manuel Luís de Vieira até aos dias de hoje”.

“A parte mais gratificante foi ter descoberto os seus descendentes”

“A parte mais gratificante deste livro, como historiador, foi ter descoberto os descendentes de quem não se sabia praticamente nada e que acabei por encontrar na Rússia, na Bielorrússia e no Chipre”, segundo José Milhazes referindo que ainda em vida “o Conde António Manuel Luís de Vieira afrancesou o apelido para ‘Deviere’, tendo o nome sido mantido por várias gerações”.

Segundo José Milhazes, “pintores, jornalistas, poetas e heróis militares das guerras napoleónicas, dos vários ramos da família, fazem parte de conhecidas figuras da história contemporânea russa que descobri “com muita surpresa”, porque inicialmente supunha que “só encontraria familiares até à revolução comunista de 1917 e à guerra civil que se seguiu, mas segui-os todos”.

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Entre os seus descendentes destacam-se, entre outros, os realizadores de cinema Andrei e Nikita Mikhalkov, filhos de uma descendente direta de António de Vieira, revelou José Milhazes, que se encontra durante todo este sábado em Vieira do Minho.

Ainda segundo o jornalista José Milhazes, atual comentador da SIC, “muitas das pessoas que encontrei com o apelido ‘Deviere’ conheciam perfeitamente a proveniência portuguesa do nome e a origem judaica do Conde António Manuel de Luís Vieira”.

“O nosso notável médico Ribeiro Sanches, um dos maiores crânios da nossa medicina, escreveu aquando da morte de António de Vieira, era que o conde era do Minho e o único lugar no Minho onde havia cristãos-novos era aqui, eu conclui com uma certeza quase absoluta que o Conde de Vieira era daqui da Vila de Vieira do Minho, por o nome das pessoas ser o da sua terra”.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

“A História da Inquisição demonstra que Portugal (1536-1821) perdeu pessoas de grande valor, mas com a lei que foi aprovada recentemente, permitindo o acesso à cidadania portuguesa a descendentes de sefarditas, pode-se, pelo menos, recuperar alguns destes descendentes”, recordou José Milhazes, revelando “graças a esta investigação, uma descendente direta do Conde Vieira, uma médica dentista russa residente no Chipre, pediu a nacionalidade portuguesa, entre outras descobertas graças ao seu livro.

José Milhazes, historiador, jornalista e professor, residiu em Moscovo desde o ano 1977, sendo autor de diversos livros de História contemporânea, enquanto o livro “O Favorito Português de Pedro o Grande” (Editora Livros D’Hoje/D. Quixote, 190 páginas) inclui fotografias e reproduções de retratos da época, sendo considerado uma das obras mais marcantes do jornalista.

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Aí está a AgroVieira

6 June 2026 at 17:09

O presidente da Câmara de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, afirmou durante este sábado que “a AgroVieira 2026 é muito mais do que uma feira agrícola, constituindo uma celebração das nossas raízes e também uma afirmação do valor agropecuário, para o presente e para o futuro, de Vieira do Minho, como se vê, agora, através de um programa diversificado”.

A AgroVieira 2026 arrancou este sábado, tendo o autarca vieirense, Filipe de Oliveira, destacado ainda “a Quinta Pedagógica para as crianças e para as famílias, a fim de aproximar as novas gerações das realidades agrícola e pecuária, permitindo e conhecer e valorizar um setor tradicional que continua a ser essencial para toda a nossa comunidade e para toda a nossa região”.

Sempre acompanhado por Isabel Santana, do Departamento Técnico da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, na sessão de abertura, percorreu o certame, com o vice-presidente, Pedro Pires, e os dois vereadores, Sofia Rocha e Carlos Mota.   

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 decorre durante todo este fim de semana no Parque dos Moinhos, do centro de Vieira do Minho, “visando afirmar-se como uma referência no setor agrícola e no desenvolvimento económico e social da região”, segundo foi destacado.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Filipe de Oliveira, destacou também a importância da AgroVieira 2026 enquanto “um compromisso com o mundo rural e uma estratégia clara de valorização da raça garrana, uma das quatro raças de equinos portuguesas e que constitui símbolo identitário do concelho de Vieira do Minho e da nossa região envolvente”.

Segundo afirmou este sábado o autarca vieirense, “os apoios financeiros já atribuídos aos produtores, através do regulamento de apoio financeiro para a produção pecuária, reforçando o empenho do Município de Vieira do Minho no apoio ao setor agropecuário, que continua a desempenhar um papel preponderante na economia local e na preservação das paisagens rurais”.

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho adiantou que esta edição “surge com uma nova roupagem, à semelhança de outros eventos promovidos pelo atual executivo camarário, apostando num formato mais concentrado e apelativo, com o enfoque reforçado na agropecuária e na valorização do mundo rural”, afirmou ainda, este sábado, o autarca, Filipe de Oliveira.

Entre as principais novidades anunciadas estão a realização de conferências e mesas-redondas, que decorrem já desde a manhã deste sábado, dedicadas aos desafios e oportunidades do setor agrícola, bem como uma grande inovação, que é a criação de uma Quinta Pedagógica, “pensada para aproximar as novas gerações das tradições e práticas ligadas à agricultura e à pecuária”.

“Com a AgroVieira 2026 promovemos o conhecimento, a partilha e a valorização dos produtos endógenos”, destacou Filipe de Oliveira, reforçando que o evento “quer afirmar-se como uma verdadeira montra da identidade vieirense e da vitalidade do território”, disse o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, falando no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho.

Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
Aí está a AgroVieira
Aí está a AgroVieira 9

Mercado da Terra entre muitas iniciativas

Entre os destaques da AgroVieira 2026 estão o Mercado da Terra, dedicado aos produtores locais, zonas de lazer e espetáculos musicais, o palco das raças, onde decorrerão corridas de cavalos a galope, chegas de bois e provas de atrelagem, e o palco do folclore, reservado às atuações dos ranchos folclóricos, bem como aos grupos de animação, às associações e aos expositores.

O auditório do agricultor acolherá uma palestra sobre financiamento e acesso a fundos para agricultores, uma mesa redonda sobre a valorização da raça garrana e o concurso de doce “Feijão d’Ouro”, que dará destaque ao Feijão Amarelo, um produto autóctone do concelho vieirense, que faz fronteira com Cabeceiras de Basto e a zona transmontana através da Serra da Cabreira.

“A componente equestre assumirá também especial relevância nesta edição, através da corrida a galope de cavalos garranos e do passeio equestre, reforçando a aposta do Município de Vieira do Minho na promoção e valorização da raça garrana enquanto património identitário de Vieira do Minho”, como afirmou Filipe de Oliveira durante a cerimónia que abriu a AgroVieira 2026.

A AgroVieira 2026 “pretende simultaneamente reforçar a ligação entre o mundo rural e o turismo, dois dos principais motores económicos do concelho, promovendo junto dos visitantes a autenticidade do território, os seus produtos, tradições e identidade cultural”, ainda segundo o jovem autarca vieirense, no recinto natural, entre as Avenidas João da Torre e Doutor Almeno Leite.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

“Com um programa diversificado e representativo do território, a AgroVieira 2026 quer afirmar-se como um certame de valorização do mundo rural, das tradições locais e da identidade agropecuária que distingue Vieira do Minho, reunindo produtores, criadores, agentes económicos, estabelecimentos de ensino e toda a comunidade em torno de um evento dedicado ao conhecimento, à inovação e à sustentabilidade”, referiu igualmente o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho.

A AgroVieira 2026 decorre ao longo de todo o fim de semana no Parque dos Moinhos, convidando a população e visitantes a descobrir os sabores, saberes e tradições que marcam a identidade de Vieira do Minho, segundo acrescentou também o autarca.

Ao longo deste sábado, até à noite, os visitantes poderão conhecer a Feira de Produtos Locais e a Quinta Pedagógica, além de assistir a diversas demonstrações ligadas ao setor agrícola e pecuário, mantendo-se com um programa recheado, até domingo.

Vídeo: Joaquim Gomes / O MINHO

A AgroVieira 2026 arrancou oficialmente este sábado, às 09h30, no Parque dos Moinhos, em Vieira do Minho, dando início a um fim de semana inteiramente dedicado à agricultura, à pecuária, aos produtos locais e às tradições rurais do concelho, com a animação igualmente a cargo do Grupo Rufeiros de Pena Má, da freguesia de Salamonde, do concelho de Vieira do Minho.

A sessão de abertura marcou o início de um certame que tem como objetivo valorizar o mundo rural, promover os produtores locais e proporcionar ao público experiências de convívio, aprendizagem e animação para todas as idades, segundo foi referido.

Entre os destaques estão a demonstração de fermentação selvagem para queijo vegan e a tosquia de ovelhas, incluindo o programa inclui ainda um passeio equestre, uma degustação de produtos regionais e uma palestra sobre “O Futuro da Política Agrícola Comum (PAC) e os desafios e oportunidades para a região”, entre diversas outras iniciativas e os encontros informais.

A animação musical e cultural será contínua, havendo um debate com agricultores locais, a Horta dos Pequenos Agricultores e com o concurso de doce “Feijão d’Ouro (o célebre feijão amarelo), ficando as atuações musicais a cargo do Rancho Folclórico e Recreativo de Pandozes (Parada de Bouro, em Vieira do Minho), dos grupos Jotatê e Mário Costa e do DJ Pedro Gonçalves.

No domingo, o evento prossegue com especial destaque para a valorização da Raça Garrana, através de uma mesa-redonda dedicada ao tema, provas de atrelagem, apresentações da raça, passeios a cavalo em família e ainda outras atividades equestres.

O programa inclui ainda a tradicional Chega de Bois, uma corrida de cavalos a passo travado e a atuação musical de Hélder Baptista, motard da concertina, fazendo apelo às tradições musicais da região, bem como aos valores e costumes agropecuários.

Um dos espaços mais procurados e de destaque será a Quinta Pedagógica, onde crianças e adultos poderão contactar de perto com diversas espécies animais e conhecer melhor a realidade agrícola e pecuária do concelho de Vieira do Minho e da região.

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José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho

6 June 2026 at 14:27

O popular jornalista José Milhazes, natural da Póvoa de Varzim, está estes dias na zona da Póvoa de Lanhoso e de Vieira do Minho, onde participa este sábado numa feira do livro.

Milhazes até entrou na sexta-feira em direto num dos programas informativos da SIC através do computador, na esplanada da cervejaria Fura, no centro da vila da Póvoa de Lanhoso. O momento foi partilhado pelo próprio nas suas redes sociais.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Na cervejaria Fura. Foto: DR

Partilhou ainda o momento em que almoçou no restaurante Sol da Cabreira, em Vieira do Minho.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Foto: DR

Este sábado, o jornalista e comentador que esteve várias décadas radicado na Rússia (e antiga União Soviética), irá, depois das 18.00 horas, falar sobre o livro “O favorito português de Pedro o Grande”, no Centro Cultural de Vieira do Minho.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Foto: DR

O principal personagem do livro, António de Vieira, nasceu precisamente em Vieira do Minho, e trata-se de um judeu português real que vingou nas cortes russas no século dezoito.

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É de Barcelos e tem a melhor tese de mestrado em Arqueologia do país

5 June 2026 at 18:40

Clara Lemos, formada pela Universidade do Minho, vai receber a 18 de junho o Prémio Eduardo da Cunha Serrão, que distingue a melhor tese de mestrado em Arqueologia realizada em Portugal em 2025.

A cerimónia decorre às 18:00, no Museu do Carmo, em Lisboa, com a presença de José Arnaud, presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses, promotora da iniciativa. O galardão também veio há um ano para a UMinho, laureando Luís Coutinho.

Clara Lemos tem agora direito a ver a sua dissertação, “Arqueologia Agrária no Extremo (Arcos de Valdevez): Materialidade e Documentação (séculos XVII a XIX)”, editada em livro e a um valor monetário de 1.500 euros.

De acordo com a UMinho, este trabalho mostra “como a melhor estratégia para a análise e gestão das paisagens rurais e culturais requer perspetivas transdisciplinares, em especial da arquitetura, história, etnografia e arqueologia”.

“Estou feliz pelo prémio, esta investigação deu-me muito gosto e dediquei-me imenso, pois acredito que vale a pena trazermos o prazer do dia a dia nas áreas em que trabalhamos, enriquecendo-o com a parte científica e contribuindo assim para a nossa sociedade”, diz Clara Lemos. 

O seu estudo foi orientado por Rebeca Blanco-Rotea e Francisco Azevedo Mendes, no Instituto de Ciências Sociais da UMinho.

A pesquisa envolveu o Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT/IN2Past), a Unidade de Arqueologia da UMinho e os projetos europeus Cultur-Monts e Rurarq, com apoio do programa Interreg.

Destacou-se também a parceria com o município arcuense e a União de Freguesias de Portela e Extremo, cuja comunidade “abriu as portas das suas casas, rotinas e memórias, permitindo analisar os espaços rurais como parte do nosso passado, presente e futuro”.

As fontes materiais e orais ajudaram a aferir práticas agrícolas, tradições, topónimos (vias, moinhos, canais de água), delimitações, socalcos e sementes antigas, entre outros vestígios, alargando o olhar multissecular.

Clara Lemos nasceu e vive há 49 anos em Barcelos. Fez a licenciatura em Arquitetura pela Universidade de Coimbra, uma especialização em Planeamento Urbano pela Universidade de Aveiro e o mestrado em Arqueologia pela UMinho. Exerceu como arquiteta no Município de Vila Nova de Famalicão e, atualmente, exerce no Município de Barcelos, colaborando também ao nível da arqueologia.

“A minha experiência profissional foi fulcral no mestrado, porque ampliou horizontes, potenciando o meu conhecimento e a interpretação dos dados”, realça.

E conclui: “Numa paisagem profundamente agrária, o processo assentou numa perspetiva interdisciplinar que cruzou a materialidade arqueológica presente no território do Extremo, os registos documentais dos séculos XVII ao XIX e testemunhos orais da comunidade local,  procurando compreender os processos de evolução fundiária e arquitetónica, decorrentes da adaptação às culturas, das partilhas de heranças e da evolução tecnológica, permitindo construir uma leitura diacrónica da paisagem”.

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Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 

5 June 2026 at 18:01

Fábio Neves

Comprar uma quinta ou uma moradia de luxo no Norte de Portugal exige mais do que atenção à beleza da propriedade. Na perspetiva de Fábio Neves, CEO da FNAI, uma boa decisão neste segmento deve equilibrar emoção, funcionalidade e visão de futuro.

O comprador deve imaginar a vida que quer construir naquele espaço, mas também perceber se o imóvel tem localização, privacidade, qualidade construtiva e potencial de valorização. 

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

Com mais de 20 anos de experiência no setor imobiliário, atividade em mercados como França e Luxemburgo, e equipas responsáveis por mais de 400 milhões de euros em volume de vendas, Fábio Neves conhece bem as exigências de quem procura imóveis premium.

Através da FNAI Quintas e Luxo, o CEO tem acompanhado a crescente procura por quintas de luxo, moradias de luxo e propriedades de ultra-luxo no Norte de Portugal. 

Para responder a um mercado cada vez mais internacional, a FNAI conta com agentes internacionais e uma equipa fluente em 15 línguas: português, inglês, espanhol, francês, alemão, hebraico, italiano, sérvio, mandarim, hindi, nepalês, luxemburguês, urdu, polaco e neerlandês. Esta capacidade permite acompanhar compradores nacionais e estrangeiros com maior proximidade, clareza e confiança. 

O Norte de Portugal como escolha de vida e investimento 

Para Fábio Neves, o Norte de Portugal reúne hoje condições muito competitivas no segmento premium.

A região combina qualidade de vida, segurança, património, natureza, gastronomia, boas acessibilidades e uma autenticidade que continua a atrair compradores nacionais e internacionais. 

Na sua visão, quem procura imobiliária de luxo no Norte de Portugal não está apenas à procura de uma casa maior ou mais sofisticada.

Procura uma propriedade com identidade, capaz de servir como residência principal, segunda habitação, investimento familiar, projeto turístico ou ativo de valorização a médio e longo prazo. 

É esta versatilidade que torna as quintas e moradias de luxo no Norte particularmente interessantes.

Muitas propriedades conjugam terreno, privacidade, construção de qualidade e potencial de rentabilização, fatores cada vez mais valorizados por quem compra com critério. 

O que valorizar antes de comprar uma quinta de luxo? 

Na opinião de Fábio Neves, uma quinta de luxo deve ser analisada para além do primeiro impacto visual. A beleza da propriedade é importante, mas não deve ser o único fator de decisão. 

Antes de comprar, o CEO da FNAI considera essencial avaliar: 

  • Localização e acessos 
  • Dimensão e qualidade do terreno 
  • Estado de conservação da propriedade 
  • Privacidade e enquadramento natural 
  • Existência de piscina, jardins, anexos ou zonas de lazer 
  • Potencial para turismo, eventos, produção agrícola ou uso familiar
  • Proximidade a serviços, cidades e aeroporto 
  • Capacidade de valorização futura

Segundo esta perspetiva, uma boa compra no mercado de imobiliário de luxo no Norte de Portugal é aquela que consegue unir prazer, utilidade e racionalidade financeira. 

Quando a casa é também uma experiência de vida 

Para Fábio Neves, o conceito de luxo mudou. Hoje, o comprador valoriza cada vez mais a experiência que a propriedade proporciona.

Espaços exteriores amplos, zonas de lazer, piscina, campo de ténis, jardins e privacidade são elementos que podem transformar uma casa num verdadeiro refúgio. 

Um excelente exemplo é uma moradia V4 de luxo em Arcos de Valdevez, com piscina e campo de ténis.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

Este tipo de propriedade mostra como uma moradia pode ir além da função habitacional, oferecendo conforto, lazer e qualidade de vida num só espaço. 

Na mesma lógica, uma moradia de ultra-luxo em Ponte de Lima representa o perfil de imóvel procurado por compradores que valorizam exclusividade, arquitetura diferenciada e localização com identidade.

Para quem procura moradias de luxo no Norte de Portugal, estes elementos são cada vez mais decisivos.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

O valor das propriedades com história e carácter 

Na perspetiva do CEO da FNAI, uma das grandes vantagens do Norte está na autenticidade das suas propriedades. Casas em pedra, quintas antigas recuperadas e imóveis com ligação à história local têm um valor emocional e patrimonial difícil de replicar. 

Um excelente exemplo é uma moradia em pedra em Ponte de Lima, com piscina e casa T1 independente.

Este tipo de imóvel combina tradição e conforto atual, permitindo viver numa propriedade com carácter, mas preparada para as exigências modernas.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

A existência de uma casa independente acrescenta versatilidade. Pode servir para receber familiares, acolher convidados ou apoiar um projeto de alojamento premium.

Para Fábio Neves, este tipo de detalhe é muitas vezes o que transforma uma boa propriedade numa oportunidade diferenciadora. 

Terreno, produção e potencial de rentabilidade 

Para quem compra com uma visão de investimento, Fábio Neves considera que o terreno e a capacidade produtiva devem ser analisados com atenção.

Uma quinta pode ser uma casa de família, mas também pode ser um ativo com potencial agrícola, turístico ou empresarial. 

Um excelente exemplo é uma quinta com produção em Celorico de Basto, que reúne habitação, terreno amplo e possibilidade de diferentes utilizações.

Este perfil pode interessar a quem pretende investir numa propriedade com margem para desenvolver projetos ligados à agricultura, ao turismo rural ou à valorização patrimonial.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

Outro exemplo é uma quinta em Ponte de Lima com moradia V3, piscina e cavalariça.

A presença de cavalariça, zonas exteriores e terreno amplo permite pensar a propriedade como espaço de lazer, turismo equestre ou residência familiar com forte ligação à natureza.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

O Douro como território de oportunidades premium 

Na análise de Fábio Neves, falar de imobiliário de luxo no Norte de Portugal implica também olhar para zonas com forte reconhecimento internacional, como o Douro. A paisagem, a ligação ao vinho, o turismo e o valor patrimonial tornam esta região especialmente atrativa para investidores. 

Um excelente exemplo é uma quinta T10 no Douro Vinhateiro, com queijaria e terreno de 65.000 m². Pela dimensão, características produtivas e enquadramento territorial, este tipo de propriedade pode ser visto como uma oportunidade para turismo, produção, eventos ou projeto empresarial ligado ao território.

Imobiliário de luxo no Norte: Como escolher uma quinta exclusiva para viver ou investir 
Foto: FNAI / Divulgação

Para o CEO da FNAI, imóveis deste perfil mostram que o valor de uma propriedade premium não está apenas na casa, mas também na história, na localização e na capacidade de criar experiências. 

Viver no Minho: autenticidade e qualidade de vida 

Para Fábio Neves, o Minho continua a ser uma das regiões mais interessantes para quem procura viver no Norte com tranquilidade, espaço e ligação ao território. A paisagem verde, a gastronomia, o património, a segurança e a forte identidade cultural tornam a região particularmente atrativa. 

Para famílias, o Minho oferece uma vida mais equilibrada. Para compradores internacionais, representa uma forma mais autêntica de viver Portugal, longe da pressão dos grandes centros urbanos, mas com boas acessibilidades e proximidade ao Porto. 

É esta combinação entre qualidade de vida, autenticidade e potencial de valorização que tem impulsionado a procura por quintas de luxo no Norte de Portugal.

Comprar com emoção, decidir com estratégia 

Na opinião de Fábio Neves, comprar uma quinta ou uma moradia de luxo envolve sempre emoção. A paisagem, a arquitetura, a privacidade e a sensação de exclusividade têm peso na decisão. No entanto, no segmento premium, a emoção deve ser acompanhada por análise. 

O comprador deve perceber se o imóvel responde ao seu estilo de vida, se tem manutenção adequada ao seu perfil, se oferece privacidade, se está bem localizado e se pode valorizar no futuro. 

Uma boa decisão no mercado de imobiliária luxo Norte de Portugal deve unir desejo, conforto e estratégia. 

FNAI Quintas e Luxo: uma visão especializada do mercado premium 

A FNAI Quintas e Luxo posiciona-se como uma marca especializada em imobiliária luxo Norte de Portugal, com foco em quintas, moradias de luxo, propriedades premium e imóveis de ultra-luxo. 

Sob a liderança de Fábio Neves, a empresa alia conhecimento local, experiência internacional, agentes internacionais e fluência em 15 línguas. Esta combinação permite acompanhar compradores de diferentes nacionalidades com rigor, proximidade e visão estratégica. 

Para quem procura comprar, vender ou investir em imóveis de luxo no Norte de Portugal, a recomendação de Fábio Neves é clara: escolher uma propriedade deve ser um processo criterioso, informado e alinhado com o objetivo de vida ou investimento. No segmento premium, mais do que comprar uma casa, trata-se de escolher um património com valor presente e futuro. 

Contactos FNAI Quintas e Luxo 

Para conhecer as propriedades disponíveis ou obter acompanhamento especializado no segmento de imobiliária luxo Norte de Portugal, pode contactar diretamente a FNAI Quintas e Luxo.

  • Site: www.fnai.pt 
  • Contactos da agência: +351 258 948 070 / +351 925 378 010
  • Email da agência: contact@fabioneves.pt 
  • Morada: Largo da Feira n.º 34, 4990-043 Ponte de Lima
  • Contacto direto de Fábio Neves: +351 925 378 010

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UMinho quer médicos a prescrever atividades culturais para promover saúde mental

5 June 2026 at 17:52

A Universidade do Minho (UMinho) formalizou, na terça-feira, a sua adesão ao Consórcio de Prescrição Cultural na Região Norte, que prevê a criação de mecanismos práticos para que médicos e psicólogos possam prescrever atividades culturais específicas e devidamente enquadradas como “ferramentas terapêuticas complementares a doentes com ansiedade, depressão ligeira, stress ou pré-burnout”.

O protocolo foi assinado na Reitoria da Universidade do Porto (UPorto), no âmbito do 3.º Encontro Nacional de Prescrição Cultural.

Liderado pela Universidade do Porto e financiado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), este consórcio integra-se na “Estratégia Nacional para a Saúde, Cultura e Outros Contextos” da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Inspirada em modelos internacionais de sucesso, nomeadamente em experiências no Norte da Europa, a iniciativa procura reforçar o papel da cultura na promoção do bem-estar e da saúde mental, contribuindo simultaneamente para a qualidade de vida da população e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, refere a instituição em comunicado.

Para além da UMinho, UPorto e CCDR-N, integram ainda o consórcio a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, seis museus, a DGS e a Ordem dos Médicos.

Com esta adesão, a Universidade do Minho avança de imediato para a fase de preparação de um projeto-piloto de prescrição cultural.

A coordenação estará a cargo da Escola de Psicologia, mas o projeto cruza várias unidades orgânicas da instituição, numa “lógica de colaboração interdisciplinar”.

“A UMinho beneficia de experiências já desenvolvidas, nomeadamente nas Escolas de Psicologia, Medicina, Enfermagem e Letras, Artes e Ciências Humanas, articulando a resposta clínica com uma oferta interna diversificada de oficinas artísticas em áreas como a música, o teatro, a literatura e as artes visuais”, nota.

O modelo prevê a participação dos utentes em atividades de grupo ao longo de dez semanas, centradas em práticas criativas dinamizadas por artistas e mediadores culturais certificados, em articulação com equipamentos culturais da região, designadamente museus.

UMinho quer médicos a prescrever atividades culturais para promover saúde mental
Foto: UMinho

O momento da assinatura do protocolo contou com as intervenções de Pedro Arezes, reitor da UMinho, António de Sousa Pereira, reitor da UPorto, e de Rui Costa, vice-presidente da CCDR-N, sublinhando o compromisso conjunto na articulação entre a academia, a saúde e o território.

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Duas peregrinas portuguesas em estado grave após serem atropeladas na Galiza

5 June 2026 at 13:57

Duas peregrinas portuguesas, uma delas menor, ficaram em estado grave após serem atropeladas, na manhã desta sexta-feira, em Santiago de Compostela, na Galiza.

Segundo o jornal La Voz de Galicia, o acidente ocorreu pelas 09:10 na rua Rosalía de Castro, junto à igreja de Santa Susana, no centro da cidade.

O condutor do carro, um homem de idade avançada, perdeu o controlo da viatura e invadiu o passeio, atropelando as duas peregrinas que caminhavam no local.

A Polícia Local de Santiago está a investigar as causas do acidente e admite a hipótese de o automobilista ter sofrido um desmaio ou indisposição súbita.

As duas vítimas foram transportadas de ambulância para o Hospital Clínico de Santiago de Compostela.

O condutor também recebeu assistência médica após sofrer uma crise de ansiedade.

Ainda de acordo com o jornal galego, depois de subir ao passeio, o automóvel embateu ainda num semáforo e na fachada de um edifício.

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Onda de calor no Minho: Maio com 10 dias “extremamente quentes” e noites “quase tropicais”

4 June 2026 at 14:47

O mês de maio foi marcado por uma onda de calor no Minho, com 10 dias “extremamente quentes” e “noites quase tropicais”, segundo o Centro do Estudos Climáticos do MeteoFreixo, de Ponte de Lima.

O relatório, elaborado por Matilde Santos e Eduardo Fernandes, define o mês de maio no Minho como tendo sido “moderadamente pouco chuvoso e com grande variação térmica entre dias frescos e uma onda de calor”

Termograma

Na análise de pormenor, o mês de maio teve dois momentos distintos com os primeiros 20 dias frescos e os últimos 10 extremamente quentes, culminando no dia 27 com uma temperatura média de 25ºC. “Este dia registou valores típicos de um dia muito quente de verão com máximas acima de 32ºC e noites quase tropicais com uma mínima de 18,5ºC”, assinala o MeteoFreixo.

Entre os dias 21 e 28 foram bastante quentes com médias acima dos 20ºC, havendo nesse mesmo período uma onda de calor.

Outro facto assinalado foi a subida repentina da temperatura em 48 horas. Entre os dias 19 e 21, a temperatura subiu 7,5ºC, passando de 14,9ºC  para 22,5ºC.

“Como foi dito anteriormente, maio ficou marcado por uma onda de calor, ou seja, uma sucessão de pelo menos 5 dias extremamente quentes com desvios da sua máxima, acima de 5ºC. Este período de calor extremo, durou 6 dias, mais concretamente entre os dias 24 e 29. A máxima normal de maio é de 22,6ºC, e desde o dia 24 que as máximas estiveram acima de 27,6ºC, chegando aos 32ºC no dia 27. Este período de onda de calor durou 6 dias no Minho central, mas estima-se que tenha durado 10 dias sub-região do Minho interior. De salientar que o dia 22 de maio foi o mais quente registando um desvio de 10ºC”, pode ler-se no relatório.

Pluviograma

Ao nível da pluviosidade, os 87 mm (litros por metro quadrado) de acumulado mensal, determinaram este período como tendo moderadamente pouco chuvoso face ao seu padrão normal (106 mm) com – 17%. Ainda assim, a precipitação de maio foi comparativamente superior a março e abril, estes bastante secos.

O maior quantitativo de precipitação ocorreu entre os dias 10 e 12 de maio, destacando-se o dia 20 com a precipitação acima de 20 mm. Apesar de pouca, a distribuição temporal da precipitação ao longo do mês contribuiu para o baixo risco de incêndio.

“Numa análise dos primeiros cinco meses de 2026 que até começou extremamente chuvoso com mais de 500 mm (nos dois primeiros meses), acumulando mais de 1.000 mm, ao contrário dos três meses da primavera com acumulados abaixo de 100 mm. Esta situação de escassez de pluviosidade na primavera é preocupante quanto ao agravamento do risco de incêndios. Conforme o gráfico de dispersão, os três meses da primavera apresentam homogeneidade no padrão de desvio mais quente e seco que o normal”, destaca o MeteoFreixo.

Previsão da primeira quinzena de junho

A previsão do MeteoFreixo para os primeiros dias de junho na região Minho aponta para tempo com alguma instabilidade com temperaturas amenas e precipitação pouco significativa e dispersa.

Na próxima semana volta o tempo seco, subida gradual de temperatura e atenção aos dias ventosos que rapidamente se tornam favoráveis ao agravamento do risco de incêndio.

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Estes são os alunos de “excelência” da UMinho

3 June 2026 at 19:07

A Universidade do Minho distinguiu, na tarde desta quarta-feira, duas centenas de estudantes com bolsas de excelência e mérito pelo seu percurso académico “exemplar”, numa cerimónia realizada em Braga.

Houve 168 alunos a receber a bolsa de excelência, com o valor pecuniário igual ao da propina e o respetivo diploma. 

A UMinho tem vindo a distinguir anualmente com esta bolsa os estudantes de todas as licenciaturas e mestrados integrados que obtiveram a melhor nota de candidatura e de cada ano do respetivo curso, desde que igual ou superior a 17 valores. 

A iniciativa teve início em 2012 e representa um investimento acumulado de cerca de 1,5 milhões de euros. De acordo com a UMinho, isto traduz o “modo particular com que esta academia reconhece o trabalho e o percurso académico dos seus alunos”.

O evento incluiu, ainda, a atribuição de 39 bolsas de estudo por mérito do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, para estudantes da UMinho com “aproveitamento excecional” em cada ano curricular, com média ponderada igual ou superior a 16 valores.

Esta bolsa tem um valor anual igual a cinco vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor no início do ano letivo em que é entregue.

A cerimónia decorreu no salão medieval da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga. Na sessão intervieram o reitor, Pedro Arezes, a vice-reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias e o presidente da Associação Académica (AAUMinho), Luís Guedes.

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Vão ser distinguidos 168 estudantes pelo seu percurso exemplar, com uma bolsa no valor da propinaA cerimónia realiza-se a 3 de junho, pelas 15h00, no Salão M...

Há um novo guia descobrir “riqueza” natural ao longo 8 km junto ao mar em Viana do Castelo

3 June 2026 at 18:08

A Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) e a Câmara de Viana do Castelo lançaram um guia de campo que convida a “explorar, de forma acessível, a riqueza biológica, geológica e cultural da Ecovia do Litoral Norte, entre a Praia Norte e o Fortim de Paçô”.

Designada “Caminhada com Ciência”, a publicação gratuita de 147 páginas é, de acordo com a UMinho, a “companhia ideal” para residentes, visitantes, docentes e alunos percorrerem aquele “laboratório vivo” de oito quilómetros.

“Na centena de exemplos de plantas, animais e vestígios fósseis e materiais lista-se, por exemplo, os pitorescos pilrito-das-praias e gaivota-de-patas-amarelas, o lírio-das-areias e o estorno que ajudam a estabilizar as dunas, os moinhos de Montedor e as casas do sargaço que evocam a atividade humana, as 25 grandes bolas graníticas com milhões de anos ou as gravuras rupestres em Fornelos. Também se fala de desafios ambientais e de plantas invasoras, como a acácia-de-espigas e o chorão-da-praia”, refere a instituição.

O guia visa a”proximar a ciência da comunidade” e é coordenado por Amaro Rodrigues, Raimundo Castro e Ricardo Carvalhido, envolvendo especialistas em Biologia, Geologia, Física, Química e Matemática.

A obra resulta de uma iniciativa homónima inserida nos 50 anos da ECUM, permitindo “alargar agora aos cidadãos a experiência de observação e aprendizagem neste território de elevada riqueza natural, ecológica, histórica e cultural”.

“Estamos a valorizar a bio/geodiversidade e a tornar a ciência aberta à sociedade”, afirma o presidente da ECUM, José González-Méijome. O trilho costeiro passa, por exemplo, pelo aspirante UNESCO Geoparque Litoral de Viana do Castelo.

O guia pode ser consultado consultado gratuitamente aqui.

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Três raparigas atropeladas em Ponte de Lima

3 June 2026 at 14:31

Três raparigas, com idades entre os 14 e os 15 anos, foram atropeladas por um automóvel, ao início da tarde desta quarta-feira, na Via D. Pedro I, em Ponte de Lima.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte dos bombeiros, duas das vítimas foram transportadas para os hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima com ferimentos ligeiros. A outra foi apenas assistida no local e recusou transporte hospital.

O atropelamento deu-se junto a uma passadeira na Estrada Nacional 201, disse a O MINHO fonte da PSP.

O alerta foi dado às 13:38.

Os Bombeiros de Ponte de Lima mobilizaram seis operacionais e três viaturas, os Bombeiros de Ponte da Barca enviaram dois elementos e uma ambulância.

No local esteve ainda a SIV de Ponte de Lima e a VMER de Ponte de Lima.

A PSP registou a ocorrência.

Notícia atualizada às 15h24 com a informação de que as vítimas eram todas do sexo feminino.

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UMinho lança seis cursos de línguas para o verão

2 June 2026 at 18:38

O BabeliUM – Centro de Línguas da Universidade do Minho vai promover “Verão das Línguas”, disponibilizando os cursos de Alemão, Espanhol, Inglês, Italiano, Japonês e Português Língua Estrangeira, foi hoje anunciado.

O plano formativo vai decorrer nos regimes e-learning e presencial, neste caso com aulas no campus de Gualtar, em Braga.

As inscrições estão abertas até 23 de junho, havendo mais detalhes em babelium.elach.uminho.pt e pelos telefones 253 601 662 /4 171.

Com esta oferta, o BabeliUM pretende “munir os participantes de mais competências linguísticas, dando também a conhecer alguns aspetos das culturas associadas às diferentes línguas”.

O início das aulas está agendado, na maioria das línguas, para a primeira semana de julho e os cursos de Português Língua Estrangeira começam a 29 de junho.

Estas formações oferecem vários níveis de aprendizagem (A1 iniciação a C1), sendo a carga horária de 30, 48, 60 ou 72 horas.

Em comunicado, o BabeliUM informa que as aulas são lecionadas por falantes nativos dos diversos idiomas e com experiência de docência, proporcionando uma “aprendizagem de qualidade”.

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Vieira do Minho pede limpeza “urgente” das bermas das estradas nacionais

2 June 2026 at 17:14

A Câmara de Vieira do Minho manifestou junto da Infraestruturas de Portugal (IP) a necessidade “urgente” de proceder à limpeza e manutenção das Estradas Nacionais que atravessam o concelho, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a autarquia alerta para o “crescente estado de degradação e acumulação de vegetação em diversos troços”.

“Consciente da importância destas vias para a segurança rodoviária, para a mobilidade dos cidadãos e para a boa imagem do território, o Município já estabeleceu contacto com a entidade responsável pela gestão e manutenção das Estradas Nacionais, alertando para a necessidade de uma intervenção célere”, nota a Câmara.

Para a autarquia, por todo o concelho é “notória a existência de bermas com vegetação densa, taludes por limpar e zonas onde a falta de manutenção compromete a visibilidade e as condições de circulação”.

Esta situação tem “gerado preocupação junto da população e dos utilizadores destas vias, sobretudo numa época do ano em que o crescimento da vegetação é mais acentuado”.

Neste sentido, o Município sensibilizou e pressionou as Infraestruturas de Portugal para a “urgência” da realização dos trabalhos necessários, defendendo que “a limpeza das Estradas Nacionais deve constituir uma prioridade, tanto por razões de segurança como de valorização da paisagem e do espaço público”.

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