Braval garante que trata resíduos na Póvoa de Lanhoso com sistema mecânico e biológico
A empresa Braval – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, contrariou, hoje, em comunicado, a associação ambiental Zero, garantindo que dispõe do sistema TMB (Tratamento Mecânico e Biológico) em pleno funcionamento há cerca de 10 anos, contribuindo de forma significativa para a redução da quantidade de resíduos depositados em aterro.
Em resposta à posição da Zero – que defende a impossibilidade de deposição em aterro sem tratamento prévio e se pronunciou contra o alargamento do aterro sanitário da empresa na Póvoa de Lanhoso, a administradora da AGERE, Alexandra Roeger, esclarece que, “à exceção dos sistemas ValorSul e LIPOR, a generalidade das entidades gestoras de resíduos em alta em Portugal tem como base estratégica o recurso a aterro sanitário, coexistindo, em simultâneo, com sistemas de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), como é o caso da Braval ”.
Explica que, de facto, “a Braval desenvolveu o projeto e promoveu o concurso público para a construção da nova célula do Aterro Sanitário, a qual já se encontrava prevista no processo inicial datado de 1996. À data, foi deliberado avançar apenas com a construção das duas primeiras células, dado que o seu período de exploração permitiria, numa fase posterior, o alargamento da área de aterro”.
E, acentua: “Atendendo, no momento atual, à necessidade de proceder ao encerramento das células em exploração e, simultaneamente, assegurar a continuidade do serviço através da nova célula, foi realizado o respetivo Estudo de Impacte Ambiental, no âmbito do processo de Avaliação de Impacte Ambiental, conforme exigido pela legislação em vigor”.
Aterro é indispensável
É precisamente no contexto deste processo, – prossegue – “nomeadamente durante a fase de consulta pública, que surge a posição da Zero, manifestando a sua discordância e qualificando este alargamento como um “modelo ilegal e insustentável”.
Importa, contudo, referir – diz, ainda – que a Braval “tem vindo a defender, no âmbito dos programas Terra e Terra+, a necessidade de repensar a estratégia nacional de gestão de resíduos, promovendo a valorização energética dos refugos como forma de minimizar o recurso ao aterro. No entanto, enquanto essas soluções técnicas não estiverem plenamente disponíveis, a deposição em aterro mantém-se como uma solução indispensável”.
Aumento das taxas de reciclagem
A gestora salienta, também, que, “sem prejuízo disso, a Braval continua a investir em campanhas de sensibilização junto da comunidade, com vista ao aumento das taxas de reciclagem em todas as fileiras, incluindo os biorresíduos. Regista-se, aliás, com satisfação, que a taxa de recolha seletiva da Braval se encontra acima da média nacional, ainda que, como em outros sistemas, exista margem significativa de melhoria ao nível da separação na origem por parte dos cidadãos”.
Em suma, – anota – “a construção da nova célula revela-se inevitável. Importa ainda destacar que o Estudo de Impacte Ambiental prevê um conjunto abrangente de medidas de minimização e mitigação dos impactes ambientais, bem como rigorosos mecanismos de acompanhamento e monitorização, assegurando elevados padrões de segurança ambiental, de saúde pública e de bem-estar das populações”.
Modernização da Estação de Tratamento de Águas Lixiviadas
Acresce ainda a este investimento, o da “requalificação/modernização da Estação de Tratamento de Águas Lixiviadas, equipada com tecnologias de última geração, que permitirá o reaproveitamento da água tratada em diversas operações, como a lavagem de camiões, contentores e pavimentos, bem como a sua utilização em processos como a digestão anaeróbia. Esta medida vem demonstrar, mais uma vez, a visão e a capacidade de antecipação da Braval no que diz respeito à contínua adaptação e melhoria das suas infraestruturas e a implementação das melhores tecnologias ao seu dispor no que concerne ao tratamento e valorização de resíduos”.
A concluir, a Braval – que gere os resíduos urbanos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro – sublinha que, “para além dos municípios integrantes do sistema multimunicipal, as entidades competentes ao nível regional e nacional têm vindo a acompanhar todos estes fortes investimentos, numa conjugação de esforços, cujo interesse público está bem patente e cujo cumprimento de metas nacionais e europeias é fulcral objetivo”.
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