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Braval garante que trata resíduos na Póvoa de Lanhoso com sistema mecânico e biológico

9 June 2026 at 14:45

A empresa Braval – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, contrariou, hoje, em comunicado, a associação ambiental Zero, garantindo que dispõe do sistema TMB (Tratamento Mecânico e Biológico) em pleno funcionamento há cerca de 10 anos, contribuindo de forma significativa para a redução da quantidade de resíduos depositados em aterro.

Em resposta à posição da Zero – que defende a impossibilidade de deposição em aterro sem tratamento prévio e se pronunciou contra o alargamento do aterro sanitário da empresa na Póvoa de Lanhoso, a administradora da AGERE, Alexandra Roeger, esclarece que, “à exceção dos sistemas ValorSul e LIPOR, a generalidade das entidades gestoras de resíduos em alta em Portugal tem como base estratégica o recurso a aterro sanitário, coexistindo, em simultâneo, com sistemas de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), como é o caso da Braval ”.

Explica que, de facto, “a Braval desenvolveu o projeto e promoveu o concurso público para a construção da nova célula do Aterro Sanitário, a qual já se encontrava prevista no processo inicial datado de 1996. À data, foi deliberado avançar apenas com a construção das duas primeiras células, dado que o seu período de exploração permitiria, numa fase posterior, o alargamento da área de aterro”.

E, acentua: “Atendendo, no momento atual, à necessidade de proceder ao encerramento das células em exploração e, simultaneamente, assegurar a continuidade do serviço através da nova célula, foi realizado o respetivo Estudo de Impacte Ambiental, no âmbito do processo de Avaliação de Impacte Ambiental, conforme exigido pela legislação em vigor”.

Aterro é indispensável

É precisamente no contexto deste processo, – prossegue – “nomeadamente durante a fase de consulta pública, que surge a posição da Zero, manifestando a sua discordância e qualificando este alargamento como um “modelo ilegal e insustentável”.

Importa, contudo, referir – diz, ainda – que a Braval “tem vindo a defender, no âmbito dos programas Terra e Terra+, a necessidade de repensar a estratégia nacional de gestão de resíduos, promovendo a valorização energética dos refugos como forma de minimizar o recurso ao aterro. No entanto, enquanto essas soluções técnicas não estiverem plenamente disponíveis, a deposição em aterro mantém-se como uma solução indispensável”.

Aumento das taxas de reciclagem

A gestora salienta, também, que, “sem prejuízo disso, a Braval continua a investir em campanhas de sensibilização junto da comunidade, com vista ao aumento das taxas de reciclagem em todas as fileiras, incluindo os biorresíduos. Regista-se, aliás, com satisfação, que a taxa de recolha seletiva da Braval se encontra acima da média nacional, ainda que, como em outros sistemas, exista margem significativa de melhoria ao nível da separação na origem por parte dos cidadãos”.

Em suma, – anota – “a construção da nova célula revela-se inevitável. Importa ainda destacar que o Estudo de Impacte Ambiental prevê um conjunto abrangente de medidas de minimização e mitigação dos impactes ambientais, bem como rigorosos mecanismos de acompanhamento e monitorização, assegurando elevados padrões de segurança ambiental, de saúde pública e de bem-estar das populações”.

Modernização da Estação de Tratamento de Águas Lixiviadas

Acresce ainda a este investimento, o da “requalificação/modernização da Estação de Tratamento de Águas Lixiviadas, equipada com tecnologias de última geração, que permitirá o reaproveitamento da água tratada em diversas operações, como a lavagem de camiões, contentores e pavimentos, bem como a sua utilização em processos como a digestão anaeróbia. Esta medida vem demonstrar, mais uma vez, a visão e a capacidade de antecipação da Braval no que diz respeito à contínua adaptação e melhoria das suas infraestruturas e a implementação das melhores tecnologias ao seu dispor no que concerne ao tratamento e valorização de resíduos”.

A concluir, a Braval – que gere os resíduos urbanos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro – sublinha que, “para além dos municípios integrantes do sistema multimunicipal, as entidades competentes ao nível regional e nacional têm vindo a acompanhar todos estes fortes investimentos, numa conjugação de esforços, cujo interesse público está bem patente e cujo cumprimento de metas nacionais e europeias é fulcral objetivo”.

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Ambientalistas contra ampliação de aterro na Póvoa de Lanhoso: “Modelo ilegal e insustentável”

9 June 2026 at 08:59

A Zero defendeu hoje que a ampliação do aterro da Braval, responsável pela gestão dos resíduos urbanos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro, “perpetua modelo ilegal e insustentável”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação ambientalista diz que o “projeto de ampliação do aterro da Braval [na Póvoa de Lanhoso] perpetua modelo ilegal e insustentável de deposição de resíduos”, considerando “inviável [o] licenciamento sem tratamento prévio da fração orgânica e redução efetiva da deposição em aterro”.

No âmbito da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projeto de reengenharia e alargamento do aterro do Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos da Braval, a Zero emitiu parecer desfavorável, por este perpetuar “um modelo de gestão de resíduos assente na deposição massiva em aterro de resíduos orgânicos não estabilizados, em incumprimento da legislação nacional e europeia”.

A Lusa questionou a Braval sobre as acusações da Zero, aguardando resposta da empresa.

Durante a fase de consulta pública, que decorreu entre 30 de março a 12 de maio, foram submetidas na Plataforma Participa 19 participações, das quais 15 “revelaram tipologia de discordância com o projeto”, uma “revelou tipologia de reclamação” e três participações “revelaram tipologia de sugestão”, não havendo “participações de concordância com o projeto”.

Segundo a Zero, “o projeto prevê a união das células 1 e 2 do aterro e o aumento da sua altura, disponibilizando capacidade adicional para cerca de 678 mil toneladas de resíduos”.

“Contudo, a própria documentação do EIA demonstra que esta solução apenas prolonga temporariamente a vida útil do aterro, mantendo uma dependência estrutural da deposição em aterro”, frisa a associação.

Para a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, “a solução não pode passar por aumentar sucessivamente a capacidade do aterro, mas sim por transformar estruturalmente o modelo de gestão de resíduos urbanos da região”.

Nesse sentido, defende “a instalação urgente de capacidade adequada de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), capaz de tratar integralmente os resíduos indiferenciados antes da deposição em aterro, garantindo a estabilização da fração orgânica e a recuperação adicional de materiais recicláveis”.

Acrescenta que sistemas como os da Resialentejo (Beja) e Ambilital (Santiago do Cacém) “demonstram que esta solução é tecnicamente viável, desviando 70% de resíduos de aterro e os que têm esse destino deixaram de ter características biodegradáveis”.

A Zero defende igualmente o reforço da recolha seletiva porta a porta, incluindo biorresíduos, bem como a implementação do sistema PAYT (Pay-as-You-Throw), com tarifação baseada na produção de resíduos indiferenciados.

A associação ambientalista lembra que o Artigo 5.º do Regime Jurídico da Deposição de Resíduos em Aterro (RJDRA) estabelece que apenas podem ser depositados em aterro resíduos sujeitos a tratamento prévio, incluindo seleção de fluxos e estabilização eficaz da fração orgânica, acrescentando que, desde 01 de janeiro, é também proibida a deposição em aterro de resíduos urbanos biodegradáveis que mantenham características biodegradáveis após tratamento.

“O projeto da Braval não demonstra a existência de capacidade efetiva instalada e operacional de tratamento suficiente para garantir a estabilização integral da matéria orgânica presente nos resíduos indiferenciados antes da deposição em aterro”, diz a Zero.

De acordo com a Zero, o próprio EIA “identifica os odores como um dos impactes negativos mais relevantes da exploração do aterro”, salientando que “a monitorização realizada confirma a perceção de odores na envolvente da instalação, sendo já previstas medidas adicionais de minimização”.

“A deposição continuada de resíduos orgânicos não estabilizados tende igualmente a agravar a produção de lixiviados e biogás, aumentando os riscos ambientais associados à qualidade do ar, águas subterrâneas e saúde pública”, alerta a associação.

A Zero exige a não aprovação do projeto “enquanto não for demonstrado o cumprimento integral do Artigo 5.º do RJDRA, incluindo tratamento prévio e estabilização eficaz da fração orgânica”, e até que seja garantido o cumprimento do Artigo 9.º, impedindo a deposição em aterro de resíduos urbanos biodegradáveis não estabilizados”.

Defende ainda que não se permita o aumento da capacidade de deposição sem a existência prévia de capacidade suficiente de TMB, exigindo a implementação de “metas vinculativas, calendarizadas e verificáveis de redução da deposição em aterro”.

“Sem estas garantias, a Zero considera que o projeto de reengenharia do aterro da Braval não deve ser aprovado”, lê-se no comunicado.

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Audi elétrico voltou a incendiar-se em cima do reboque a caminho de Braga

6 June 2026 at 19:51

O Audi elétrico que tinha ardido, a meio da tarde deste sábado, na Póvoa de Lanhoso, voltou a incendiar-se, também na Estrada Nacional 103 (EN103) e igualmente na Póvoa de Lanhoso, ao final da tarde, quando estava a ser rebocado em direção a Braga.

O automóvel, totalmente elétrico, da marca e modelo Audi E-TRON GT, estando equiparado a um Porsche Panamera, já tinha incendiado cerca das 15h55, em Frades, na Póvoa de Lanhoso, tendo voltado a incendiar-se, em Covelas, na Póvoa de Lanhoso.

Apesar de ter sido totalmente extinto, o incêndio rodoviário, pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o automóvel elétrico, cerca das 18h20, voltou a incendiar-se, na zona da Rita, em Covelas, ficando, então aí, sim, completamente incinerado.

O veículo estava a ser rebocado, para a cidade de Braga, quando inesperadamente, apesar de ter sido apagado o primeiro fogo, voltou a arder, tendo o motorista daquele reboque, por razões de segurança, largado imediatamente o automóvel para a EN103.

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Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso

6 June 2026 at 17:12

Um automóvel de marca e modelo Audi ardeu totalmente a meio da tarde deste sábado, na Estrada nacional (EN103), entre Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, não havendo danos pessoais, mas o trânsito ainda está muito condicionado naquela via.

Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Audi destruído pelas chamas na estrada Vieira do Minho-Póvoa de Lanhoso
Foto: BV Póvoa de Lanhoso

O sinistro irrompeu cerca de cinco minutos antes das 16 horas, na localidade de Frades, da União das Freguesias de Calvos e de Frades, no concelho da Póvoa de Lanhoso, por razões que ainda são indeterminadas, no sentido entre Igreja Nova e Frades.  

A ocorrência foi resolvida pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, com o recurso a 16 operacionais e seis veículos, e foi registada pela GNR da Póvoa de Lanhoso, que participou nas operações e manteve a segurança naquele troço da EN103.

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José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho

6 June 2026 at 14:27

O popular jornalista José Milhazes, natural da Póvoa de Varzim, está estes dias na zona da Póvoa de Lanhoso e de Vieira do Minho, onde participa este sábado numa feira do livro.

Milhazes até entrou na sexta-feira em direto num dos programas informativos da SIC através do computador, na esplanada da cervejaria Fura, no centro da vila da Póvoa de Lanhoso. O momento foi partilhado pelo próprio nas suas redes sociais.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Na cervejaria Fura. Foto: DR

Partilhou ainda o momento em que almoçou no restaurante Sol da Cabreira, em Vieira do Minho.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Foto: DR

Este sábado, o jornalista e comentador que esteve várias décadas radicado na Rússia (e antiga União Soviética), irá, depois das 18.00 horas, falar sobre o livro “O favorito português de Pedro o Grande”, no Centro Cultural de Vieira do Minho.

José Milhazes troca estúdios da SIC pelas esplanadas do Minho
Foto: DR

O principal personagem do livro, António de Vieira, nasceu precisamente em Vieira do Minho, e trata-se de um judeu português real que vingou nas cortes russas no século dezoito.

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