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CCDR Algarve e AMAL promovem seminário sobre ‘Gestão de Combustíveis no Algarve’

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) promovem, no próximo dia 18 de junho, pelas 14h30, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Silves (FISSUL), o seminário ‘Gestão de Combustíveis no Algarve’, dedicado à prevenção do risco de incêndio rural e à gestão integrada da paisagem.

A iniciativa terá como principal destaque a apresentação do Plano Intermunicipal de Gestão de Combustíveis do Algarve, um instrumento estratégico para o planeamento e execução de ações de prevenção de incêndios rurais à escala regional.

O programa inclui ainda a apresentação das novas normas de gestão de combustíveis, bem como um debate com representantes da academia, do setor florestal e da administração pública sobre os desafios atuais da prevenção e gestão do risco de incêndio.

A sessão de encerramento contará com a participação do Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, juntamente com representantes da CCDR Algarve, da AMAL, da Universidade de Vigo e dos municípios de Silves e Monchique.

O seminário integra as atividades do projeto FIREPOCTEP+ (0139_FIREPOCTEP_MAS_6_E), uma iniciativa de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha destinada a reforçar os sistemas de prevenção e combate aos incêndios florestais. Liderado pela Universidade de Vigo, o projeto reúne entidades públicas, universidades, centros tecnológicos e organizações dos dois países, promovendo a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções para aumentar a resiliência dos territórios face aos incêndios rurais e às alterações climáticas.

O FIREPOCTEP+ é cofinanciado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027.

Frio avança pelo Sul com temperaturas negativas e geadas; veja previsão

16 June 2026 at 18:07

Uma intensa massa de ar polar avança pelo Brasil e deve provocar queda nas temperaturas nos estados do Sul do país. Com isso, a última semana do outono de 2026 deve ser marcada por frio intenso, geadas e temperaturas abaixo de 0°C.

Segundo o Climatempo, na última segunda-feira (15), várias áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registraram temperaturas negativas. A mínima de -4,7°C em São Joaquim, na Serra Catarinense, entrou para o ranking das dez menores temperaturas registradas no ano.

Ao todo, 26 cidades do Sul registraram mínimas abaixo de 2°C. São elas:

Previsão para os próximos dias

Ainda segundo o Climatempo, nesta terça-feira (16), o frio será mais generalizado, já que o centro da massa de ar que atua sobre a região avança pelo interior do Sul do Brasil.

Com isso, a previsão é que Porto Alegre (RS) possa registrar um novo recorde de frio. A menor temperatura na capital gaúcha até agora é de 6,4°C no dia 22 de maio.

Já na quarta-feira (17), uma nova frente fria deve avançar pela região costeira. A chuva ficará concentrada sobre o oceano, mas a massa de ar frio manterá as condições para baixas temperaturas.

Na quinta-feira (18), o amanhecer ainda será gelado, mesmo que o risco de temperaturas negativas seja menor do que nos dias anteriores, já que o centro da massa de ar frio estará sobre o oceano.

Entre os dias 19 e 20, uma nova frente fria deve avançar, mas dessa vez trará chuva pela região Sul.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Conta de luz subirá mais de 16% para 3,2 milhões de imóveis no RS

16 June 2026 at 17:46

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (16) o reajuste tarifário anual de 2026 da RGE Sul Distribuidora de Energia, empresa do grupo CPFL Energia que atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul. As novas tarifas entram em vigor em 19 de junho e resultarão em um aumento médio de 16,06% para os consumidores da concessionária.

Segundo a decisão relatada pela diretora Agnes da Costa, o reajuste médio será de 19,02% para os consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias e grandes empresas, e de 14,93% para os consumidores de baixa tensão. Para os clientes residenciais, enquadrados no subgrupo B1, o aumento médio será de 14,97%.

A Aneel destacou que parte relevante do reajuste está relacionada à recomposição tarifária iniciada após a calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. Naquele ano, a agência decidiu manter as tarifas sem aumento, reconhecendo um ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão em favor da distribuidora.

A medida evitou um impacto tarifário imediato para os consumidores após as enchentes, mas determinou que os valores fossem recuperados ao longo dos processos tarifários subsequentes. Em 2025, já haviam sido recompostos cerca de R$ 370 milhões desse montante.

De acordo com a Aneel, o reajuste deste ano é resultado de três componentes principais. O reposicionamento dos custos de Parcela A e Parcela B respondeu por 3,03 pontos percentuais do índice final. A inclusão dos componentes financeiros acumulados no período adicionou 8,15 pontos percentuais ao reajuste, enquanto a retirada dos componentes financeiros considerados no processo anterior respondeu por outros 4,89 pontos percentuais.

Entre os custos que mais pressionaram as tarifas estão os encargos setoriais e os custos de transmissão. A CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), principal encargo do setor elétrico, teve impacto de 2,82 pontos percentuais no resultado final. Já os custos de transmissão contribuíram com 1,97 ponto percentual, refletindo principalmente o aumento das receitas anuais permitidas e das tarifas de uso da rede básica de transmissão aprovadas para o ciclo 2025-2026.

A agência também apontou que os componentes financeiros tiveram forte influência no reajuste. Entre eles, destacam-se os valores da Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA), que somaram impacto de 6,87 pontos percentuais, e a recomposição do diferimento tarifário de 2024, responsável por mais 3,63 pontos percentuais. Essa parcela corresponde a aproximadamente um quarto do valor efetivamente diferido durante o período das enchentes, totalizando R$ 424,2 milhões neste processo tarifário.

Por outro lado, alguns fatores ajudaram a reduzir o reajuste. A reversão de créditos de PIS/Cofins retirou 2,41 pontos percentuais do índice, enquanto a reversão dos valores relacionados à Conta Escassez Hídrica reduziu o efeito tarifário em 1,07 ponto percentual.

A decisão da Aneel mostra ainda que os custos classificados como Parcela A (que incluem energia comprada, transmissão, encargos setoriais e receitas irrecuperáveis) representam cerca de 66% dos custos totais da distribuidora. Já a Parcela B, ligada à remuneração da atividade de distribuição, responde por 34% da receita requerida da concessionária.

A RGE, sediada em São Leopoldo, atende consumidores em grande parte do território gaúcho e registra faturamento anual da ordem de R$ 11,68 bilhões.

Porto Alegre tem menor temperatura do ano; RS registra frio abaixo de 0°C

16 June 2026 at 17:24

A cidade de Porto Alegre registrou o dia mais frio do ano na manhã desta terça-feira (16). De acordo com a Defesa Civil Municipal, a estação meteorológica da Lomba do Sabão registrou 3°C.

Em outros pontos do estado gaúcho, as temperaturas chegaram a ficar negativas. A mais baixa foi em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, onde os termômetros marcaram -2,9°C.

Em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, fez -2,5ºC. No município de São Francisco de Paula, os termômetros apontaram -2°C.

Em Bom Jesus, também nos Campos de Cima da Serra, a cidade foi atingida por geada e os campos ficaram cobertos por uma camada de gelo.

Em Santa Catarina, fez ainda mais frio nesta terça-feira: -4,2ºC em Bom Jardim da Serra. A cidade de São Joaquim, também na serra catarinense, registrou -1,1°C e também teve geada. Registros foram feitos por moradores do município.

Para esta quarta-feira (17), a agência de meteorologia Climatempo prevê que a entrada de uma nova massa de ar frio deve manter o tempo gelado. Novamente, há chance de temperaturas abaixo de 0°C além de geada ampla em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

MDIC lança ferramenta de consulta de alteração temporária de tarifária

16 June 2026 at 16:58

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) implementou duas novas ferramentas na plataforma Camex360 para que os exportadores possam conferir os mecanismos alteração tarifária temporária e o andamento de pleitos apresentados pelo setor privado.

Com a atualização, os dados estarão integrados em um único ambiente, facilitando a consulta e a tomada de decisão por empresas, analistas e formuladores de políticas públicas.

Os produtos comercializados entre países do Mercosul, por exemplo, seguem uma uma tarifa comum de importação, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). Apesar disso, o bloco prevê mecanismos que permitem ajustes temporários nessas tarifas, dentro de limites definidos, como a Lista de Exceções (Letec), a Lista de Desabastecimento e a de Desequilíbrios Comerciais (DCC).

Dessa forma, com os novos painéis do Camex360, será possível visualizar de forma simples como esses mecanismos estão sendo utilizados atualmente e acompanhar os pedidos feitos pelo setor privado para incluir produtos nessas listas.

Conheça as novas ferramentas:

  • Painel de Mecanismos de Alteração Tarifária: oferece estatísticas atualizadas sobre o número de NCMs incluídas em cada instrumento; informações sobre efeitos tarifários (redução, elevação ou retorno ao nível TEC); distribuição setorial dos produtos afetados; classificação dos itens segundo o tipo de bem (capital, intermediário, consumo); e indicadores complementares, como valores importados associados às NCMs vigentes;
  • Painel de Pleitos de Alteração Tarifária: apresenta informações sobre os pedidos encaminhados pelo setor privado para inclusão de produtos nos instrumentos de alteração tarifária. Também, permite o acompanhamento das solicitações submetidas à Secretaria-Executiva da Camex, com estatísticas de pleitos apresentados para cada lista de exceção; tempo médio de análise; distribuição setorial e por tipo de bem; e status do pleito.

Lula encontra premiê do Japão no G7 e fala sobre acordo com o Mercosul

16 June 2026 at 12:19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em uma reunião bilateral na Cúpula do G7 na França, nesta terça-feira (16).

Lula falou que espera anunciar a abertura de negociações entre Japão e Mercosul na próxima reunião do bloco, em 30 de junho.

“Eu fico muito feliz com essa perspectiva virtuosa de um acordo Japão-Mercosul. Nós estamos aguardando isso, com muita intensidade. Eu espero que na próxima reunião do Mercosul, dia 30 de junho, a gente possa ter boas notícias”, disse o presidente. 

 

Operação prende quatro suspeitos por envolvimento em golpe do falso boleto

16 June 2026 at 11:38

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (16), uma operação que mira um esquema do “falso boleto” contra clientes de diversas instituições financeiras. Durante a ação, quatro alvos foram presos em São Paulo por envolvimento no crime.

Conduzida pela DPRCPE/DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos), a ação cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra o grupo, que é investigado por fraude eletrônica, falsificação de documento particular, falsa identidade e associação criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos utitlizados para o golpe, sendo mais de 15 telefones celulares.

 

Investigações

As investigações tiveram início a partir do registro de um boletim de ocorrência que denunciou o pagamento de mais de R$ 52 mil em dois boletos falsos que teriam sido enviados por uma mulher que se identificou como funcionária de um banco via aplicativo de mensagens.

Os boletos apresentavam, de acordo com a polícia, aparência idêntica aos originais da instituição, inclusive com o CNPJ desta como suposto beneficiário final. Os valores adquiridos com o golpe, no entanto, eram direcionados a conta bancária controlada pela associação criminosa.

Segundo as apurações, o golpe, efetuado por meio de um esquema estruturado e com divisão de funções, deixou vítimas em pelo menos três estados do país.

Como funcionava o esquema

A investigação apontou que o grupo atuava sob um modus operandi dividido em quatro etapas.

  • Na primeira etapa, a fase de captação, os investigados monitoravam a plataforma Reclame Aqui em busca de clientes que descreviam dificuldades para obter boletos de quitação antecipada de empréstimos.
  • Em seguida, as vítimas eram abordadas via aplicativo de mensagens por números registrados em nome de terceiros, enquanto os operadores se passavam por representantes das instituições financeiras.
  • Já na etapa de falsificação, boletos legítimos emitidos em nome de um dos investigados no Banco Inter eram alterados para substituir os dados do beneficiário pelos das instituições financeiras alvo.
  • Por fim, os valores pagos pelas vítimas eram depositados na conta do integrante responsável pela movimentação financeira do grupo, que ficava com 10% dos recursos recebidos pela disponibilização da conta bancária.

A partir do rastreamento dos boletos pagos por uma das vítimas, foi possível identificar a conta bancária receptora dos valores. Com isso, a Polícia Civil obteve autorização judicial e realizou quebras de sigilo telefônico, telemático e informático dos suspeitos.

De acordo com a polícia, a conta de e-mail utilizada no golpe, criada no mesmo dia do crime, continha boletos fraudulentos enviados a pelo menos três vítimas já identificadas. No entanto, os investigadores indicam que o número de vítimas é superior ao apurado até o momento.

Também foram encontrados registros de novas tentativas de fraude na plataforma de gestão de cobranças vinculada à terceira investigada, com operações que chegavam a R$ 23,1 mil.

Alvos

A investigação apontou que o grupo era formado por quatro integrantes com funções bem definidas dentro do esquema criminoso. A operação prendeu os quatro alvos.

O principal suspeito, um homem de 35 anos, foi identificado como o operador central da fraude. Segundo polícia, ele tinha acesso ao sistema interno de uma das financeiras alvo por meio de um contrato de correspondente bancário, o que permitia identificar clientes com empréstimos ativos e interesse em quitar dívidas antecipadamente.

Cabia a ele monitorar reclamações publicadas na plataforma Reclame Aqui em busca de potenciais vítimas e adulterar os boletos utilizados nos golpes. O investigado possui antecedente por estelionato eletrônico com o mesmo modus operandi, registrado em outro estado em 2021.

A companheira dele, uma mulher de 28 anos, foi apontada como coautora do esquema e integrante do núcleo responsável pela execução das fraudes.

Já uma terceira investigada, de 33 anos, desempenhava papel estratégico na movimentação financeira. De acordo com as apurações, ela gerava os boletos originais que serviam de base para as falsificações e disponibilizava a conta bancária utilizada para receber os valores pagos pelas vítimas.

O quarto integrante, um homem de 30 anos, atuava como elo entre os núcleos operacional e financeiro. Ele supostamente coordenava a emissão dos boletos fraudulentos, repassava as linhas digitáveis à responsável pela conta receptora e garantia a sincronização necessária para a execução dos golpes. O suspeito possui antecedentes por furto qualificado e estelionato.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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