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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

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Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Amupe apresenta plano de renegociação de dívidas dos municípios com a Compesa

16 June 2026 at 18:15

Os prefeitos e prefeitas de Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (16), no Recife, em Assembleia Extraordinária promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro tratou de alternativas para a regularização de débitos municipais junto à Compesa, da destinação dos recursos provenientes da concessão dos serviços da companhia e de orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre prevenção de acidentes em obras e serviços públicos.

O ponto central da reunião foi a apresentação de um programa de negociação de débitos, construído pela Amupe em parceria com a Compesa e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A proposta garante desconto de até 50% aos municípios que optarem pelo pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 120 meses, com correção pelo IPCA.

O programa também prevê o encontro de contas entre débitos municipais e créditos que as prefeituras eventualmente tenham junto à companhia, como valores referentes à recomposição de pavimentação após intervenções da Compesa na rede.

O presidente da companhia, Douglas Nóbrega, destacou o caráter conciliatório da iniciativa. "Conseguimos apresentar um plano excepcional de quitação de débitos, de acordo e de parceria, naquele espírito de conciliação entre a Compesa, os municípios, o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça", afirmou.

Já o diretor comercial e de tecnologia da Compesa, Cleber Coelho Paz, explicou que a proposta foi estruturada com apoio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJPE. "Estamos oferecendo as melhores condições de pagamento, com prazo elástico e também a possibilidade de os municípios apresentarem eventuais créditos para realizar a conciliação", disse, acrescentando que o objetivo é evitar a judicialização e buscar soluções pelo diálogo.

O presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que "a Amupe lança uma alternativa para os municípios que estão inadimplentes poderem regularizar suas dívidas", e destacou que a assembleia também trouxe orientações importantes sobre o uso dos recursos da concessão e sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública.

Freitas informou que Aliança não possui dívidas com a Compesa e que os recursos da concessão – mais de R$ 6 milhões, dos quais 60% já foram repassados – serão usados em obras de infraestrutura.

Cobrança 

Durante o encontro, o prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz (PP), pediu mais transparência da Compesa quanto aos valores pagos pela recomposição de pavimentação após intervenções da companhia. "Quando eles fazem a medição, consideram uma área muito menor do que aquela que efetivamente precisa ser recuperada", afirmou.

Para o gestor, parte do problema decorre da idade avançada da rede de abastecimento, que exige reparos constantes para conter vazamentos: "a rede é muito antiga e muitos canos já não têm mais condições adequadas de funcionamento", disse. Buenos Aires deve receber cerca de R$ 5,6 milhões da concessão, dos quais R$ 3,1 milhões já foram repassados.

Já o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), avaliou que "o momento da assembleia foi importante para deixar os prefeitos seguros sobre como utilizar os recursos oriundos da concessão da Compesa".

O município deve receber cerca de R$ 16 milhões, com 60% do valor já transferido, recursos que, segundo o prefeito, serão aplicados principalmente em pavimentação asfáltica e obras de contenção de encostas – investimentos que devem beneficiar diretamente a população.

MPT alerta para subnotificação de acidentes e foco no setor elétrico

A assembleia contou ainda com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou orientações sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública e na execução de obras públicas.

Simone Holmes, médica do trabalho, sanitarista e chefe do setor responsável pelas políticas de saúde ocupacional na Superintendência Regional do Trabalho, chamou atenção para a subnotificação de acidentes de trabalho no país: trabalhadores informais, do setor público e de atividades fora do regime da CLT geralmente não entram nas estatísticas oficiais, o que distorce a real dimensão do problema mesmo quando os números já são considerados altos.

Segundo Simone Holmes, uma das principais frentes de atuação do órgão é a análise das causas dos acidentes de trabalho, com o objetivo de preveni-los, já que, na maioria dos casos, não há uma causa única, mas um conjunto de fatores que se acumulam até o acidente ocorrer.

Esse trabalho de investigação abrange diversos setores, da construção civil à área rural, passando pela pecuária e pela saúde. Nos últimos dois ou três anos, o foco tem se voltado especialmente para o setor elétrico, já que o choque elétrico está entre as principais causas de acidentes de trabalho e atinge não apenas a construção civil, mas também o comércio, a manutenção de redes elétricas e o setor de telecomunicações.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC

 

 

© Divulgação

Sede da Amupe

Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs ao fim de semana na União Europeia

16 June 2026 at 18:03

Os adolescentes portugueses estão entre os que mais tempo gastam na União Europeia (UE) à frente de ecrãs durante o fim de semana, acima das seis horas, indica um Eurobarómetro hoje divulgado.

Segundo este Eurobarómetro, os adolescentes portugueses inquiridos, entre 13 e 18 anos, dizem estar cerca de 6,7 horas à frente de telemóveis, ‘tablets’, computadores, televisões ou consolas durante o fim de semana, o quarto valor mais elevado em toda a União Europeia (UE), semelhante ao registado em França, Espanha, Roménia e Letónia.

A média europeia é de 6,1 horas e o valor de Portugal só é superado na Suécia (7,3 horas), Chéquia (7,0) e Polónia (6,8). O país da UE onde os adolescentes usam menos ecrãs ao fim de semana é Chipre, com 4,3 horas.

Instados a fazer uma avaliação sobre o tempo que os filhos gastam à frente de ecrãs, 40% dos pais portugueses consideram que é “demasiado elevado” – abaixo da média europeia de 44% –, 37% afirmam ser um “tempo adequado” e 16% que é “muito pouco”.

Já interrogados se consideram que os ecrãs têm um impacto positivo ou negativo na vida dos adolescentes, 62% dos pais portugueses afirmam ser negativo – a segunda taxa mais elevada em toda a UE, apenas ultrapassada pela Grécia (66%).

Esta avaliação dos pais contrasta com a dos adolescentes portugueses: só 34% consideram que a utilização de ecrãs é nociva, o sexto valor mais elevado no bloco. Outros 34% estimam que a utilização de ecrãs “não é positiva nem negativa”, enquanto 31% consideram-na positiva.

No entanto, mais de um em três (41%) admite que, nos últimos 30 dias, se sentiram “cansados ou sobrecarregados”, 38% têm “dificuldade em concentrar-se”, 36% tiveram dores de cabeça e 33% cansaço nos olhos.

A principal preocupação dos pais portugueses quanto à utilização de ecrãs pelos seus filhos prende-se com a exposição a conteúdos inapropriados ou prejudiciais (79% manifestam-se preocupados com essa possibilidade), seguida da possibilidade de serem contactados por desconhecidos (72%) e do impacto que terá no sono (64%).

Sobre quais acham que são as melhores medidas que podem ser introduzidas para garantir o bem-estar dos seus filhos ‘online’, a maioria dos pais portugueses (57%) defende limites ou restrições consoante a idade, enquanto 54% pedem uma melhor aplicação das regras atualmente em vigor e 46% mais campanhas de informação destinadas aos jovens.

Essas taxas baixam quando se questionam os adolescentes: 49% são favoráveis a restrições de idade, 47% a uma melhor aplicação das regras e 46% a mais campanhas de informação.

Interrogados especificamente sobre uma medida de proibição das redes sociais como a que tem sido aplicada na Austrália, os adolescentes portugueses estão entre os mais céticos da UE: 41% consideram que seria positivo para o seu bem-estar mental – uma taxa superada noutros 15 Estados-membros –, 38% afirmam que não teria um impacto positivo nem negativo e 20% manifestam-se contra.

A nível da média UE, os adolescentes gastam 4,5 horas durante a semana à frente de ecrãs e 6,1 horas ao fim de semana. Cerca de 14% dos adolescentes relatam estar diariamente mais de 10 horas à frente de ecrãs.

Este Eurobarómetro foi divulgado no dia em que se realiza a última reunião do painel especial sobre a segurança das crianças ‘online’, criado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre medidas que podem vir a ser implementadas, incluindo uma eventual restrição na utilização de redes sociais por menores.

O Eurobarómetro baseia-se em entrevistas feitas entre 30 março e 16 de abril a mais de 26 mil adolescentes e quase 13 mil pais em toda a União Europeia (UE). Em Portugal, foram entrevistados mil adolescentes e 500 pais.

O conteúdo Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs ao fim de semana na União Europeia aparece primeiro em O MINHO.

Escoliose Idiopática do Adolescente e a importância do diagnóstico precoce

16 June 2026 at 16:05

27 de junho – Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose

A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos.

A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.

Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (< 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia

Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.

No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.

Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.

As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.

Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.

A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses.

Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.

As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.

Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório.

No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado.

Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.

Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra. Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite o website www.sppcv.pt.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

Presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)

UE proíbe os “bifes” vegetais. Os “hambúrgueres” vegetarianos continuam na grelha

By: AFP
16 June 2026 at 16:00
Nova lei restringe o uso de rótulos com os termos carne, vitela, carne de porco, frango, peru, pato e borrego, em alimentos que não têm carne, e define claramente “carne” como sendo “partes comestíveis de animais”.  Já os “hambúrguers” e “salsichas” vegetais escaparam à proibição. O Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira a proibição de comercializar alimentos de origem vegetal como “bife” ou “bacon”. Os “hambúrgueres” vegetarianos, porém, podem permanecer nas ementas europeias. A proibição, que carece ainda de luz verde definitiva dos Estados-membros, representa uma vitória para os produtores pecuários, que defendem que os alimentos vegetais que imitam carne correm

Parlamento da UE aprova acordo comercial com EUA para evitar novas tarifas

16 June 2026 at 12:50

O Parlamento europeu aprovou nesta terça-feira (16) a redução das taxas sobre ​diversas importações de produtos norte-americanos a fim ​de cumprir a parte da União Europeia no acordo comercial firmado no ano passado e evitar uma nova rodada de conflitos tarifários entre os maiores parceiros comerciais do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo com a União Europeia em seu campo de golfe em Turnberry, na Escócia, em julho passado, segundo o ⁠qual a UE concordou em ​remover as taxas de importação sobre produtos industriais dos EUA e conceder ​acesso preferencial aos produtos agrícolas norte-americanos em troca de tarifas de 15% dos ⁠EUA sobre a maioria dos produtos da ⁠UE.

Quase 11 meses após esse acordo, a UE ainda não ​havia ‌aprovado a legislação para implementar essas reduções. Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” se ⁠a UE não agir até 4 de julho.

A UE deve cumprir esse prazo depois que o Parlamento Europeu aprovou a implementação dos cortes nas taxas de importação por 440 ‌votos ⁠a favor e ‌151 contra. Eles também prorrogaram as importações isentas de impostos de lagostas dos EUA, um mini-acordo firmado com Trump em seu primeiro mandato como presidente. Obter a aprovação ⁠parlamentar foi o último grande obstáculo da legislação.

Os ⁠Estados Unidos precisam aplicar as tarifas gerais de 15% sobre produtos da UE. Elas estavam nesse nível ‌até que a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas globais de Trump em fevereiro.

O governo Trump planeja replicar as tarifas do acordo de Turnberry até 24 de julho, quando expira um regime provisório de alíquotas de 10%.

A votação desta ‌terça-feira deve evitar a ameaça tarifária de Trump para 4 de julho, mas deixa muitas incertezas. Ainda na segunda-feira, Trump disse que adotará tarifas de 100% ⁠sobre o vinho francês, a menos que Paris elimine seu imposto sobre vendas digitais.

A legislação da UE aprovada pelo Parlamento Europeu expira no final de 2029 e inclui ​várias salvaguardas que permitem à UE suspender concessões caso os Estados Unidos violem os ​termos do Acordo Turnberry.

Ela também exige uma resposta da UE caso Washington não reduza as tarifas de mais de 15% sobre produtos derivados de metal, como máquinas de lavar e talheres, até o final do ‌ano.

Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA

Von der Leyen saúda aprovação de acordo UE-EUA que permite à Europa “cumprir a sua parte”

16 June 2026 at 12:40

A presidente da Comissão Europeia saudou hoje a aprovação pelo Parlamento Europeu de dois atos legislativos que permitem implementar o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Estados Unidos, permitindo ao bloco comunitário “cumprir a sua parte”.

“Congratulo-me com a votação positiva de hoje no Parlamento Europeu sobre o nosso acordo comercial entre a UE e os EUA. Um acordo é um acordo – e a União Europeia está a cumprir a sua parte”, reagiu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

“Com este marco, estamos a poucos dias de cumprir o nosso compromisso de eliminar as tarifas sobre as importações de bens industriais dos Estados Unidos”, assegurou a responsável.

De acordo com a líder do executivo comunitário, instituição que detém o poder comercial na UE, “com a plena implementação por ambas as partes, o acordo trará ainda mais benefícios para os cidadãos e empresas”, permitindo assim garantir “um comércio e investimento transatlânticos fortes e estáveis”.

O Parlamento Europeu aprovou hoje, com salvaguardas para o bloco comunitário, dois atos legislativos que permitem implementar o acordo entre UE e Estados Unidos sobre tarifas aduaneiras e trocas comerciais.

O aval foi dado na sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre esta semana na cidade francesa de Estrasburgo.

A proposta principal de regulamento – aprovada por 440 votos a favor, 151 contra e 50 abstenções – elimina as tarifas sobre todos os bens industriais norte-americanos e concede acesso preferencial ao mercado para uma vasta gama de produtos do mar e produtos agrícolas norte-americanos, enquanto a segunda – aprovada por 444 votos a favor, 152 contra e 54 abstenções – diz respeito à prorrogação das importações de lagosta sem tarifas, passando agora a incluir também a lagosta transformada.

As principais exigências do Parlamento Europeu incluem um mecanismo de proteção com cláusula de caducidade, disposições para revisão do acordo e salvaguardas contra a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos.

Em causa está o chamado Acordo de Turnberry, resultado das negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos no verão de 2025, que definiu um novo enquadramento para as relações comerciais entre os dois blocos.

Após vários meses de negociações e de sucessivos adiamentos motivados por preocupações comunitárias quanto à imprevisibilidade da política comercial norte-americana, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia alcançaram, em maio de 2026, um acordo provisório sobre a legislação que implementa os compromissos tarifários assumidos pela União Europeia no Acordo de Turnberry com os Estados Unidos.

Os Estados-membros já deram aval no Conselho e faltava a ‘luz verde’ da assembleia europeia.

Após a aprovação pelo Parlamento, caberá ao Conselho aprovar formalmente os textos acordados.

Para implementar os compromissos assumidos pela UE, era necessário aprovar dois atos legislativos europeus.

O objetivo principal deste acordo é estabilizar as relações comerciais transatlânticas, evitando uma escalada de tarifas aduaneiras e assegurando condições mais previsíveis para empresas e exportadores de ambos os lados do Atlântico.

Taxa de empregos vagos recua no 1.º trimestre na zona euro e UE

16 June 2026 at 10:42

A taxa de vagas de emprego recuou, no primeiro trimestre, para 2,3% na zona euro e 2,1% na União Europeia (UE), face ao mesmo período de 2025, divulga hoje o Eurostat.

Na comparação homóloga, o indicador avançou 0,1 pontos percentuais (pp) tanto na zona euro quanto na média dos 27 Estados-membros.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, na comparação com o quarto trimestre de 2025, a taxa de empregos vagos cresceu 0,1 pp na área do euro e manteve-se estável na UE.

Entre os Estados-membros, as taxas de vagas de emprego mais elevadas nos primeiros três meses do ano foram registadas nos Países Baixos (4,0%), na Bélgica (3,4%) e Malta.

As taxas mais baixas foram observadas na Roménia (0,6%) e na Polónia (0,8%), seguidas pela Bulgária, Espanha e Eslováquia (todas com 0,9%).

Em Portugal, o indicador avançou para 1,6%, face aos 1,4% registados no trimestre homólogo e no anterior.

No primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a taxa de postos de trabalho vagos aumentou em três Estados-membros, permaneceu estável em oito Estados-Membros e diminuiu em 16 Estados-Membros.

Os aumentos foram observados em Malta (0,4 pp), Portugal e Eslovénia (ambos 0,2 pp) e as maiores descidas registaram-se na Bélgica (-0,7 pp) e na Áustria (-0,5 pp), seguidas da Dinamarca e da Itália (ambas -0,4 pp).

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