TAP conclui plano de reestruturação e devolve 25 milhões de euros ao Estado


A operação, agora finalizada com a compra dos 49,9% que permaneciam nas mãos da TAP Air Portugal, foi aprovada pelo Tribunal de Contas e marca um novo capítulo na estratégia de expansão da multinacional britânica em Portugal.
Após ter adquirido uma posição maioritária de 50,1% em 2024, a Menzies passa a deter o controlo integral da SPdH, empresa responsável por mais de 100 mil movimentos de aeronaves por ano nos principais aeroportos do país — Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo. A companhia presta serviços de assistência em escala e carga aérea a várias transportadoras internacionais, desempenhando um papel central na operação aeroportuária portuguesa.
A decisão surge num momento em que o setor da aviação continua a recuperar e a adaptar-se a um contexto de crescente procura e exigência operacional. Com esta aquisição, a Menzies pretende acelerar a execução do seu plano estratégico em Portugal, apostando na modernização tecnológica e na qualificação dos seus mais de 3.500 trabalhadores no país.
“Este é um passo natural na nossa estratégia de longo prazo para Portugal”, afirmou Hassan El-Houry, chairman executivo da Menzies Aviation. “Ao assumirmos a totalidade do capital da empresa, reforçamos a nossa capacidade de investir, inovar e assegurar elevados padrões de serviço num mercado que consideramos estratégico.”
Também o CEO da empresa, Philipp Joeinig, sublinhou o impacto da operação na agilidade da gestão e na relação com clientes. “Esta aquisição permite-nos avançar com maior rapidez na implementação da nossa estratégia e reforça a nossa posição como parceiro de confiança das companhias aéreas e dos aeroportos em Portugal”, afirmou.
A multinacional, que opera em 347 localizações em mais de 65 países, vê no mercado português um ponto-chave para o seu crescimento europeu, num contexto em que o turismo e a conectividade aérea continuam a ser motores essenciais da economia nacional. A aposta reforçada na SPdH reflete, assim, uma visão de longo prazo para o setor, com foco na eficiência operacional, segurança e sustentabilidade.
Num setor altamente competitivo e dependente de infraestruturas críticas, o controlo total da operação em Portugal permite à Menzies alinhar decisões estratégicas e investimentos, num momento em que os aeroportos enfrentam desafios crescentes de capacidade e qualidade de serviço. A empresa assume agora a responsabilidade integral por uma das principais operadoras de assistência em escala no país, consolidando a sua posição como um dos maiores players globais do setor.
Sobre a Menzies Aviation
A Menzies Aviation é líder mundial de serviços para aeroportos e companhias aéreas operando em seis continentes, em mais de 347 aeroportos localizados em 65 países, prestando apoio a mais de 5,3 milhões de voos por ano e movimentando mais de 2,4 milhões de toneladas de carga.
Apoiando-se numa equipa de mais de 65.000 profissionais altamente qualificados, a empresa fornece serviços de assistência em escala complexos e críticos, incluindo serviços a passageiros, lounges e placa; serviços de carga aérea, incluindo assistência, armazenagem e agenciamento de carga; bem como serviços de combustível, incluindo gestão de parques de combustível e abastecimento de aeronaves.
A Menzies Aviation é amplamente reconhecida no setor pela prestação de serviços seguros e sustentáveis, adaptados às necessidades dos seus clientes, desempenhando um papel essencial para garantir a circulação contínua de passageiros, aeronaves e carga, 24 horas por dia, todos os dias do ano. Com sede em Londres, a Menzies Aviation tornou-se, desde a sua fundação em 1833, no maior grupo mundial de serviços de aviação em número de países, aeroportos e movimentos de aeronavesassistidos.

O plano de reestruturação tinha sido acordado com a Comissão Europeia em 2021. O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que a conclusão do plano marca o momento em que a empresa “acelera o olhar para a frente”




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Um novo estudo publicado por ODI Global, em parceria com a Transport & Environment e com dados do International Council on Clean Transportation, analisou cerca de 1.300 aeroportos em todo o mundo e conclui que as emissões da aviação continuam a crescer de forma estrutural, apesar dos compromissos internacionais de descarbonização.
De acordo com a investigação, em 2023 — o último ano com dados consolidados — os aeroportos de Dubai International Airport, Heathrow Airport e Los Angeles International Airport destacam-se como alguns dos maiores emissores individuais do planeta, somando em conjunto três vezes mais CO₂ do que toda a cidade de Paris.
O relatório sublinha ainda um padrão de forte concentração: apenas 100 aeroportos são responsáveis por cerca de dois terços das emissões globais da aviação comercial. Em paralelo, aeroportos em apenas dois países — Estados Unidos e China — representam mais de um terço do total mundial.
Um dos dados mais salientes do estudo é o papel da Europa. Segundo a análise, os aeroportos europeus emitem mais CO₂ do que os da América Latina, Médio Oriente e África combinados. Londres surge como a principal cidade emissora ligada à aviação, com seis aeroportos a contribuir para os vários tipos de poluição analisados — desde CO₂ a óxidos de azoto (NOx) e partículas finas (PM2.5).
O próprio Heathrow Airport é destacado como o segundo aeroporto mais poluente do mundo.
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Para além do dióxido de carbono, o estudo avalia também poluentes com impacto direto na saúde pública, incluindo monóxido de carbono e partículas finas. Segundo os autores, cerca de 20 aeroportos em todo o mundo emitem mais do que uma central elétrica a carvão individual.
A análise conclui ainda que a aviação continua fora de rota para cumprir as metas de neutralidade carbónica, mesmo com o crescimento de soluções como combustíveis sustentáveis de aviação ou mecanismos de compensação.
As organizações envolvidas defendem que os planos de expansão aeroportuária em várias capitais europeias entram em contradição com os objetivos climáticos.
“Permitir que um setor dependente de combustíveis fósseis continue a expandir-se apenas reforça a sua vulnerabilidade climática”, afirmou Denise Auclair, da campanha Travel Smart da Transport & Environment, defendendo a necessidade de alinhar capacidade aeroportuária com metas de clima, qualidade do ar e ruído.
Já Sam Pickard, investigador da ODI Global, sublinha que, desde o Acordo de Paris, “enquanto outros setores reduziram emissões, a aviação continuou a crescer”, defendendo uma estratégia que inclua gestão da procura e não apenas soluções tecnológicas.
O estudo reforça assim uma tendência estrutural: apesar da pressão política e climática, a aviação mantém-se como um dos setores mais difíceis de descarbonizar, com emissões altamente concentradas em poucos pontos críticos da rede global.

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A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não autorizou a realização do Air Invictus, agendado para 19, 20 e 21 de junho no Porto, Gaia, Maia e Matosinhos, acrescentando que o promotor apresentou alterações no início desta semana.
“A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não proferiu decisão sobre o pedido de realização do evento aeronáutico em apreço, encontrando-se o mesmo em fase de avaliação técnica. Salienta-se que o promotor do evento apresentou alterações, no início desta semana, que abrangem diversos domínios”, explica o regulador da aviação civil, em resposta enviada hoje à agência Lusa, quando faltam nove dias para o início do festival.
Segundo a ANAC, “a avaliação em curso incide sobre as diversas atividades que o requerente [promotor] pretende integrar no evento aeronáutico”.
“A decisão final será proferida após a conclusão da análise dos novos elementos apresentados e terá por base critérios exclusivamente relacionados com a segurança operacional, a proteção de terceiros (no solo e no ar) e o cumprimento do enquadramento legal e regulamentar aplicável ao evento e a cada uma das operações nele integradas”, salienta o regulador.
A ANAC lembra que a sua atuação visa a “prossecução do interesse público na salvaguarda da segurança de pessoas e bens”, sublinhando que o princípio da segurança é “o seu objetivo primordial e orientador em todas as vertentes da sua ação regulatória e de supervisão, encontrando-se empenhada na concretização e garantia efetiva desse desígnio”.
Em 08 de maio, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), após uma reunião com a organização do Air Invictus e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), revelou, em comunicado, que o evento ainda “não tinha a autorização definitiva para a sua realização”, por parte da ANAC.
No comunicado, emitido há um mês, a AAMTD adiantou que, de acordo com a informação transmitida pela organização, o regulador da aviação civil “apenas emitiria o seu parecer cerca de 15 dias antes da data do evento, agendado para 19, 20 e 21 de junho”.
Na ocasião, esta associação exigiu respostas e soluções, sublinhando que o facto de a ANAC vir a pronunciar-se cerca de 15 dias antes do evento era “estruturalmente inviável para operadores que planeiam a dois e três anos de antecedência”.
A AAMTD adiantou que a paragem total da navegação no Rio Douro durante os três dias do evento implicaria “perdas de milhões de euros para os operadores marítimo-turísticos, sem qualquer mecanismo de compensação definido”, acrescentando “não existirem locais alternativos para recolocar as embarcações, pois o encerramento do rio não tem solução logística conhecida”.
Fundada em 2018, a AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na Via Navegável do Douro, entre navios-hotéis, cruzeiros diários, embarcações de animação turística e navegação local e tem como missão defender os interesses do setor, promover a sustentabilidade da atividade e assegurar um diálogo institucional permanente com as autoridades competentes.
Em comunicado já divulgado pelos promotores do Air invictus lê-se que “está a chegar o maior evento aéreo e aeroespacial alguma vez organizado em Portugal”.
“O Air Invictus traz aos céus do Porto, Gaia, Maia e Matosinhos uma animação ímpar. A adrenalina vai estar ao máximo com acrobacias e corridas onde estarão os melhores pilotos do mundo, mas há também espaço para o desfile de modelos clássicos e contemporâneos civis e militares, muita música e animação com o Revenge of The 90’S e a espetacularidade de um show de drones que pode fazer história em Matosinhos, logo no primeiro dia do evento”, adiantou a organização.
Segundo os promotores, “muito mais do que uma corrida, a primeira edição do Air Invictus em Portugal contempla uma vasta oferta em terra e no ar, com um total de 15 eventos distribuídos” pelas cidades do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos.

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