Normal view

Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan

Logo Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.

Notícias relacionadas:

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.

“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.

A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. 

Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.

Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).

Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.  

O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.

A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.

Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização. 

Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Frame: MS/Youtube - MS/Youtube

Casos graves

A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.

Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue - 0,7% do total de vacinados.

Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.

Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:

  • Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
  • Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
  • Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.

Observação

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.

A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

Reavaliação da estratégia

Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.

“O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição. 

Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.

 

*Texto ampliado às 18h08 para acréscimo de informações

‘Slumping’ afflicted soft corals around a South Korean island in 2024. Will it return this year?

JEJU ISLAND, South Korea — In April 2025, I zipped myself up into a thick wetsuit and inched down a steep, rocky ledge toward the gray-blue water encircling Beomseom, a small island off the southern coast of Jeju Island in South Korea. Then I leapt into the chilly sea and wriggled into my scuba gear while floating on the surface. In the water with me was Sanghoon Yoon, an adviser for Paran Ocean Citizen Science Center, a South Korean civil society group that advocates for the protection of the ocean. That day, Yoon was my scuba dive buddy. Yoon and I sank beneath the dangling legs of snorkelers into a watery realm of rocks and kelp. Once in deeper water, I encountered gelatinous stalks of soft coral. The polyps appeared purple, pink, red, and even orange, depending on the light. The islet of Beomseom off South Korea’s Jeju Island hosts colorful gardens of soft coral. Image courtesy of Paran. Sanghoon Hoon, an adviser to the Paran Ocean Citizen Science Center, dives among  corals in the waters off Jeju, South Korea. Image courtesy of Paran. The soft corals I saw that day were healthy. But in 2024, soft corals around Beomseom Island and other parts of Jeju experienced what scientists are calling a “slumping” event — and what Yoon describes as “melting” — which saw soft corals losing their shape, drooping, and even dying. The event was widely reported in local media and attributed to marine heat as Jeju waters hovered…This article was originally published on Mongabay

Desembargador e deputado de MT são alvos da PF por venda de sentenças

Logo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Gemini, tendo como alvo um desembargador e um deputado estadual de Mato Grosso suspeitos de venda de sentenças e lavagem de dinheiro.

Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Mato Groso (TJMT), e do deputado estadual Faissal Calil (PL), além do advogado Bruno Castro.

Notícias relacionadas:

De acordo com a PF, eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Ambos também tiveram quebrados os sigilos bancário, fiscal e telemático.

À imprensa local, que se aglomerou em frente a sua residência, o deputado Faissal Calil declarou ter entregue seu celular e senha para a PF e negou qualquer envolvimento com esquema de venda de sentenças.

Ex-servidor da Justiça matogrossense, tendo trabalhado no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, o parlamentar negou manter contato com o magistrado.

“Desde que virei deputado, que saí do Tribunal de Justiça, perdi todo o meu contato”, afirmou aos jornalistas.

A Agência Brasil tenta contato com o desembargador e com o advogado Bruno Castro, apontado como intermediário. O TJMT ainda não se manifestou sobre as investigações.

CNJ

Dirceu dos Santos já tem contra ele um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o afastou das funções no início de março, em meio à apuração de movimentações financeiras acima do compatível com o salário de juiz.

De acordo quebras de sigilo bancário e fiscal já promovidas pelo CNJ, o magistrado movimentou nos últimos cinco anos mais de mais de R$ 14,6 milhões. No mesmo período, ele teve rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão.

Segundo o órgão de controle da Justiça, “foram identificados indícios de que o magistrado requerido proferiu decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, realizando a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados”.

O afastamento cautelar do desembargador não tem prazo determinado e deve perdurar ao menos até o fim das investigações.

Governo prepara linha de crédito para motociclistas de aplicativos

Logo Agência Brasil

O governo federal lançará uma nova linha de crédito para motociclistas de aplicativos financiar motos novas. A Move Motos seguirá a lógica do Move Aplicativos, lançada no mês passado para ajudar motoristas de aplicativos e taxistas a financiarem veículos.

A medida foi anunciada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, na semana passada, durante reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Lula lembrou que todas as entregas do governo federal devem ocorrer até 3 de julho, em razão do calendário eleitoral.

Notícias relacionadas:

“Seguimos atuando para sustentar o crescimento e estimular o investimento produtivo.”

Miriam fazer balanço do programa Move Brasil, que também foi ampliado recentemente e visa à renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Movo Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores turísticos.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

O que importa saber sobre radiações

Para muitas pessoas, a palavra “radiação” surge imediatamente associada a momentos de preocupação, exame médico ou um tratamento.

Quando se fala em radiação, surgem, frequentemente, na memória imagens marcantes e assustadoras, como os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki ou o acidente nuclear de Chernobyl.

Atualmente, o tema continua muito presente nas conversas, não só por estas memórias terem sido marcantes e com repercussões extremamente severas, mas também porque está ligado a questões atuais, como a transição para energias mais limpas, a necessidade de maior independência energética na Europa e as preocupações com a segurança internacional, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia.

Estes episódios reforçam a perceção de um perigo invisível, quase abstrato, mas profundamente inquietante.

Mas e se a radiação fizer parte da nossa vida muito mais do que pensamos?

Na verdade, a radiação faz parte do nosso dia a dia, maioritariamente sem nos darmos conta. Está no solo que pisamos, no ar que respiramos, nos alimentos que consumimos e até no nosso próprio corpo.

Vem também do espaço, sob a forma de radiação cósmica, que atravessa a atmosfera, sendo que a quantidade a que estamos expostos pode até variar: por exemplo, quanto mais elevada for a altitude, maior tende a ser essa exposição.

Ou seja, a radiação não é algo raro ou excecional, faz parte do ambiente que nos rodeia. Talvez por isso, a verdadeira questão não seja se ela existe, mas sim como é utilizada e em que condições.

E apesar de falarmos muitas vezes de “radiação” como se fosse uma única coisa, na realidade nem toda a radiação é igual.

No dia a dia, convivemos sobretudo com a chamada radiação não ionizante, de baixa energia, presente na luz visível, nas ondas de rádio ou no micro-ondas, ao qual somos expostos diariamente.

A radiação ionizante, por ser mais energética, é aquela que encontramos sobretudo em áreas como a medicina. É também a que costuma gerar mais dúvidas e, de forma compreensível, mais receios.

Falar de radiação implica, naturalmente, falar de riscos. Quando utilizada em doses elevadas ou de forma inadequada, pode provocar danos nas células e aumentar o risco de doença.

Mas também é verdade que o seu uso, especialmente na medicina, é altamente controlado. Existe um princípio internacional, conhecido como ALARA, que orienta a prática para garantir que a exposição é sempre a mínima necessária para obter benefício terapêutico.

No caso das baixas doses, como aquelas associadas à maioria dos exames médicos ou à exposição natural do dia a dia, o risco é considerado reduzido.

E talvez seja importante lembrar que esta não é a única fonte de risco à nossa volta. O tabaco, a poluição ou os alimentos processados têm impactos muito mais evidentes na saúde da população.

É na saúde que a radiação mostra, talvez, o seu lado mais invisível e ao mesmo tempo mais transformador.

A radiação X é das mais utilizadas para o diagnóstico de diversas patologias, nomeadamente traumáticas, degenerativas, infeciosas ou malignas. Uma radiografia é muitas vezes o primeiro passo para um diagnóstico.

Existem, no entanto, tecnologias mais avançadas que utilizam baixas doses de radiação X que permitem a deteção de doença em fases precoces, como é o caso do cancro de mama através da mamografia e da osteoporose, através da Densitometria Óssea, que avalia a densidade mineral óssea, contribuindo para o aumento da sobrevida e da qualidade de vida das populações.

 A medicina personalizada e de precisão não dispensa diagnósticos completos e de elevada fiabilidade para os quais em muito contribuem, por exemplo, os exames de Tomografia Computorizada (TC) e Angiografia, que permitem uma avaliação anatómica tridimensional e funcional, baseada na aplicação de doses mais elevadas de radiação X.

Atualmente estas técnicas de imagem até possibilitam o tratamento de algumas patologias através de imagem guiada sem existir necessidade de procedimentos cirúrgicos mais invasivos.

 A radioterapia — uma palavra que, à partida, pode assustar, mas que, todos os dias, ajuda a tratar pessoas com cancro, pela aplicação terapêutica de radiação X. Com uma precisão cada vez maior, permite destruir células tumorais ao mesmo tempo que preserva, tanto quanto possível, os tecidos saudáveis.

Para quem passa por este processo, ou acompanha de perto, a radiação deixa de ser um conceito distante ou abstrato. Torna-se algo concreto, uma ferramenta essencial e, muitas vezes, uma verdadeira aliada no tratamento e na melhoria da qualidade de vida.

Mas a presença da radiação não se limita à medicina. Está nas tecnologias que executam tratamento de águas, monitorizam o ambiente ou ajudam a desenvolver culturas agrícolas mais resistentes. Na indústria, permite analisar estruturas sem as danificar. Na ciência, abre caminho à inovação.

Mas compreender a radiação o que é, como funciona, quando e onde é utilizada, ajuda a transformá-la de ameaça difusa em realidade concreta. E, muitas vezes, menos assustadora.

Em suma, a radiação faz parte do nosso quotidiano e, quando utilizada de forma segura, constitui uma ferramenta essencial ao serviço da saúde, da ciência e da sociedade. Mais do que alimentar receios, importa promover literacia científica que permita compreender os seus riscos reais, mas também os seus benefícios

Porque, no fim, aquilo que não se compreende tende a assustar. Mas aquilo que se conhece… pode ajudar-nos a viver melhor.

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo O que importa saber sobre radiações aparece primeiro em Sul Informação.

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

Logo Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20.

Cibo non sicuro, l’allarme dell’Oms: 1,5 milioni di morti l’anno per infezioni e contaminazioni tossiche. I bambini i più colpiti

8 June 2026 at 13:47

I più a rischio sono i bambini molto piccoli, sotto i cinque anni di età, con una probabilità di ammalarsi a causa di alimenti non sicuri quasi tre volte superiore rispetto ad adulti e bambini più grandi. Nonostante rappresentino solo il 9% della popolazione mondiale, infatti, i bambini piccoli soffrono di quasi un terzo di tutti i casi di malattie alimentari, in particolare malattie diarreiche che possono essere letali per questa fascia d’età. Non solo: l’esposizione a rischi chimici come il metilmercurio e il piombo negli alimenti può danneggiare il cervello in via di sviluppo e causare problemi neurologici permanenti, sempre nei bambini. Sono alcuni dei dati diffusi dall’Organizzazione Mondiale della Sanità (OMS) e pubblicati nello studio scientifico su “The Lancet Global Health”, in occasione della Giornata Mondiale della Sicurezza Alimentare del 7 giugno (dal titolo “Dal peso alle soluzioni – cibo sicuro ovunque”). Secondo l’Oms la stima globale per tutte le età è di circa 866 milioni di casi di malattia (il riferimento è al 2021, anno a cui sono stati aggiornati i dati precedenti) e 1,5 milioni di decessi a causa di ingestione di cibo non sicuro. Un impatto sanitario paragonabile a quello di tubercolosi, HIV/AIDS, malaria. Le regioni più colpite? Africa e Sud-est Asiatico, con i tre quarti di tutte le malattie trasmesse dagli alimenti e il 60% dei decessi a livello mondiale, anche se la situazione è migliorata rispetto agli anni duemila.

La novità dello studio: stimare l’esposizione a metalli

Tra i 42 rischi enterici, parassiti e chimici analizzati, oltre la salmonella enterica, ci sono la listeria, che può causare setticemia e meningite; la brucella, spesso contratta attraverso latte o formaggi non pastorizzati; il colera, che provoca diarrea acquosa che può risultare fatale. Inoltre, virus come l’epatite A, che danneggia il fegato, la toxoplasmosi, causata da un parassita trasmesso attraverso carne cruda o poco cotta, la tenia del maiale (la più frequente causa prevenibile di epilessia nel mondo); le tenie del genere Echinococcus, che si trasmettono tramite alimenti contaminati da feci di cani o volpi, il distoma epatico cinese contratto attraverso il consumo di pesce crudo o preparato in modo inadeguato. E poi ci sono tossine come l’aflatossina, prodotta da muffe che crescono su cereali conservati in modo improprio e che può causare cancro al fegato e l’avvelenamento da cianuro.

Dei circa 860 milioni di casi, 666 milioni sono provocati dai pericoli che causano diarrea, 194 da malattie parassitarie e pericoli enterici invasivi. Invece l’esposizione a sostanze chimiche presenti negli alimenti è la causa dello 0,7% di casi di malattie alimentari a livello globale (6,26 milioni) ma responsabili di ben il 73% dei decessi dovuti ad alimenti contaminati: piombo (31% dei decessi), metilmercurio, arsenico inorganico (42%) e cadmio, che una volta entrati nella catena alimentare sono difficili da eliminare.

Per la prima volta dunque viene – rispetto alle stime del 2015 – evidenziato il notevole impatto delle malattie non trasmissibili associate all’esposizione alimentare ai metalli, in particolare: malattie cardiovascolari (arsenico e piombo soprattutto), tumori e disabilità intellettive. Il calcolo dei decessi legati a metalli è stato fatto non in base alle persone morte da intossicazioni acute ma valutando l’esposizione della popolazione a piccole quantità di metalli e calcolando quanto questa esposizione ha aumentato il rischio di sviluppare malattie cardiovascolari e tumori, per cui una quota di queste malattie viene statisticamente attribuita all’esposizione alimentare. Questo spiega l’incremento delle morti rispetto alla precedente stima Oms del 2010 (che indicava 420.000 decessi).

Come contrastare malattie e decessi

Se lo studio ha incluso anche elementi nuovi, come alcuni metalli pesanti, il rotavirus e il parassita Trypanosoma cruzi, alcuni rischi potenzialmente importanti sono stati invece esclusi per scarsità di dati, tra cui batteri resistenti agli antimicrobici, diversi contaminanti chimici emergenti, residui di pesticidi e PFAS, così come l’esposizione alle aflatossine e i casi di morte fetale legati alla listeriosi. Lacune fanno sì che le stime presentate siano una sottostima del carico reale, il che evidenzia la necessità di raccogliere più dati e rafforzare i sistemi di sorveglianza per comprendere meglio l’effettiva portata delle malattie causate dagli oltre 200 rischi biologici conosciuti e dai numerosi rischi chimici trasmissibili attraverso gli alimenti.

Gli autori evidenziano inoltre che il peso elevato attribuito ad arsenico e piombo non deve distogliere l’attenzione dai rischi microbiologici, per i quali esistono già efficaci misure preventive. Moltissimi decessi, spiega l’Oms, potrebbero essere evitati con miglioramento dell’acqua potabile, igiene, cottura adeguata degli alimenti, pastorizzazione e controlli in allevamenti e macelli, vaccinazioni di animali e persone, migliori pratiche agricole e controlli industriali più rigorosi. Per i contaminanti chimici, invece, è fondamentale prevenire la contaminazione all’origine, attraverso il controllo ambientale, agricolo e industriale lungo tutta la filiera alimentare.

“Questo rapporto è un campanello d’allarme. I dati mostrano che le malattie trasmesse dagli alimenti non solo sono persistenti, ma vengono aggravate dal cambiamento climatico, che aumenta i rischi di contaminazione, e dalla resistenza agli antimicrobici, che rende le infezioni più difficili da trattare” ha detto Yuki Minato, responsabile tecnico dell’OMS per la sicurezza alimentare e autrice senior del documento di “The Lancet Global Health”. “I paesi devono agire con urgenza, utilizzando questi dati per orientare gli interventi, investire nella sorveglianza e rafforzare la collaborazione tra i settori della salute, dell’agricoltura e dell’ambiente. Il ritardo costa vite”.

L'articolo Cibo non sicuro, l’allarme dell’Oms: 1,5 milioni di morti l’anno per infezioni e contaminazioni tossiche. I bambini i più colpiti proviene da Il Fatto Quotidiano.

Davi Alcolumbre fará reunião para debater tramitação da PEC da Escala 6×1 no Senado

Na volta do feriado, o Congresso segue discutindo o fim da escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, 9 de junho, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, reune-se com Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e os líderes partidários para discutir a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Senado Federal. Após a aprovação na Câmara, Alcolumbre tem sinalizado que o texto atual da proposta vai passar pelas comissões da Casa para que haja um “aperfeiçoamento do texto”. 

Em contrapartida a cautela da votação da PEC, Alcolumbre junta esforços para garantir a votação do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta semana. Com indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente do Senado convocou a presença dos senadores para o pleito, tendo em vista que ele deveria ter ocorrido no dia 20 de maio, mas foi adiado por causa do número insuficiente de votantes.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o plenário julga, nesta quinta-feira,11 de junho, a anulação da audiência que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de ter estuprado Mariana Ferrer em 2018. O recurso (ARE) 1541125 tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. Durante uma audiência virtual realizada durante o processo, o advogado da defesa de Aranha proferiu comentários ofensivos sobre a vítima. O argumento que será analisado pela Corte é de que o princípio constitucional da dignidade humana foi violado pelo advogado e, portanto, a audiência deve ser anulada. Na época, a promotoria argumentou que o empresário não teve “intenção” de estuprar e que, portanto, seria um  “estupro culposo”, o que não está previsto na lei como crime e gerou a sentença favorável a Aranha. 

Na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 9, a Comissão de Educação vai debater sobre a regularização da educação domiciliar. Em uma audiência pública, a pauta foi sugerida após o STF considerar a prática constitucional se for feita uma lei federal. Na Câmara, o projeto de lei 1338/22 que permite a educação domiciliar já foi aprovada e, hoje, tramita no Senado.

Agenda Brasília da semana de 08 a 12 de junho:

DIREITOS HUMANOS

  • Câmara
    • Territórios Indígenas (CPOVOS, 09/6, 14h): Audiência pública deve debater sobre segurança territorial, acesso a direitos sociais, oportunidades econômicas aos indígenas  e a proteção contra violência.
    • Ambulantes e Artesãos (CLP e CDHMIR, 11/6, 10h): Audiência pública para debater as condições de trabalho em São Paulo dos ambulantes e artesãos.  
  • Senado
    • Seguro desemprego (CRA, 10/6, 14h10): A Comissão vota em projeto de lei que concede benefício do seguro-desemprego ao trabalhador extrativista vegetal, e ao seringueiro proprietário de seringueiras cultivadas. 

POLÍTICA

  • Câmara 
    • Erika Hilton (COETICA, 09/6, 14h): Comissão de ética vai a votação na ação do Partido Novo contra a deputada federal Erika Hilton. O partido alega de quebra de decoro parlamentar pela deputada tentar reprimir “toda e qualquer pessoa que expresse o fato dela não ser mulher cis”
    • Bolsa Família (CFT, 09/6, 14h): Comissão debate sobre os impactos financeiros dos desvios de dinheiro do auxílio Bolsa Família e como prevenir. 

  • Senado
    • Presidente do BRB (CAE, 09/6, 10h): Presidente do Banco de Brasília comparece à comissão para  debater casos e fraudes do Banco Master

  • STF
    • Registro de conexão (ADC 91, 10/6, 14h): Ministros votam na legitimação de parte do Marco Civil da Internet que garante que dados de registro de conexão só serão acessados por decisão judicial.
    • Dados fiscais (RE 1296829, 10/6, 14h): Ministros discutem se há violação do sigilo fiscal em casos de compartilhamento ao Ministério Público Eleitoral dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos sem autorização prévia 
    • Requisitar documentos (ADI 5059, 10/6, 14h): Ministros decidem  se delegados de polícia podem requisitar diretamente dados ou documentos durante as investigações criminais sem a necessidade de prévia autorização judicial.

EDUCAÇÃO

  • Câmara
    • “Lista de estudantes estupráveis” (CE, 10/6,10h): Em função de diversos casos de alunos fazendo listas de meninas “mais estupráveis”, a comissão realiza uma audiência pública sobre o avanço da misoginia nos ambientes escolares. 

  • Senado
    • Estágio em atletas (CEsp, 10/6,10h): Comissão vota no projeto de lei que dispensa o estágio obrigatório a atletas profissionais no curso de educação física. 

SAÚDE

  • Câmara
    • Doenças Raras (CPD, 09/6, 13h): Em audiência pública, a comissão debate sobre o diagnóstico precoce, o acesso equitativo  às terapias avançadas e medicamentos e ao fortalecimento da rede de referência em doenças raras.

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

Architetta a Madrid. “In Italia si rimane stagisti a vita dentro qualche studio. Qui i giovani trovano contratti veri”

6 June 2026 at 14:06

A Madrid, dopo quasi trent’anni, Nicoletta Del Bufalo continua a sentirsi profondamente romana. “Sono innamorata della mia città”, racconta a ilfattoquotidiano.it. “Ho ancora casa a Roma e mantenerla è quasi un lusso personale”. Eppure la vita che lei, architetta di 65 anni, è riuscita a costruirsi in Spagna ammette che difficilmente avrebbe potuto realizzarla in Italia. Non soltanto sul piano professionale, ma anche in quello umano, familiare e quotidiano.

Nicoletta non parte giovanissima né spinta da una precarietà immediata. Arriva in Spagna intorno ai 35 anni, dopo un percorso già internazionale nel settore della consulenza per progetti legati alla Commissione europea. “Le ragioni del trasferimento furono personali, perché mio marito è spagnolo”, spiega. “Ma fu una coincidenza fortunata: l’azienda per cui lavoravo stava aprendo una sede a Madrid e io mi ritrovai qui senza conoscere praticamente nessuno e con uno spagnolo molto approssimativo”. Quello che trova, però, la colpisce subito. Non solo un mercato del lavoro aperto, ma un sistema che almeno ai suoi occhi premia davvero le competenze. “Io ne ho la certezza: qui contano più le capacità che le relazioni personali”, racconta. “In Italia tutto quello che avevo fatto era stato estremamente legato alle conoscenze. Qui invece non ho mai sperimentato tutto ciò, né nel lavoro né nella vita quotidiana”.

Nicoletta lavora ancora oggi per una multinazionale europea che si occupa di consulenze e valutazioni per enti pubblici. Un settore molto specializzato, fatto di gare pubbliche, concorsi, progetti con amministrazioni locali e istituzioni nazionali. “La possibilità di partecipare a concorsi pubblici, vincerli o perderli in totale trasparenza, è stata una delle differenze più grandi”, dice. “Se fai bene il tuo mestiere, ti fanno lavorare. Sembra banale, ma non lo è”. La distanza dall’Italia emerge soprattutto quando osserva le nuove generazioni di professionisti. “Conosco giovani architetti italiani che sono al ventesimo anno di schiavitù dentro qualche studio”, racconta amaramente. “Arrivano qui e trovano subito un contratto vero. Per noi fare un contratto è normale, è virtuoso. Non puoi tenere stagisti a vita”.

Oggi Nicoletta coordina un team di circa 25 persone a Madrid. Molti sono giovani. “Noi gli stagisti li teniamo massimo 6 mesi, pagati e seguendo tutte le regole del caso. Poi o crescono o fanno altro. Se non fai così, qui ti guardano male”. Una cultura professionale diversa da quella che, secondo lei, continua a dominare in Italia. “In Italia ormai sembra normale che un neolaureato debba sopravvivere con 600 o 700 euro al mese aspettando che qualcuno gli prometta un posto stabile un giorno”. Ma è soprattutto diventando madre di un figlio autistico che Nicoletta comprende fino in fondo la differenza tra i due sistemi. “Io mi sono trovata davanti a una rete di servizi pubblici che non mi aspettavo”, spiega. “Una volta riconosciuta la disabilità di mio figlio, non ho dovuto fare praticamente niente. Ho seguito le istruzioni, compilato semplici moduli e il sistema ha funzionato”.

Parla di percorsi sanitari prioritari, assistenza pubblica, supporto educativo. “Qui esiste l’educazione speciale, che in Italia non c’è”, racconta. “Può essere meno inclusiva, certo, ma è anche molto più strutturata e specializzata rispetto a molte situazioni italiane”. E soprattutto, sottolinea, senza dover combattere continuamente con la burocrazia. “Non ho dovuto chiedere favori a nessuno, né conoscere qualcuno. Mio figlio aveva diritto a quei servizi e li ha ottenuti”. Il confronto con l’Italia diventa inevitabile quando pensa alla sorella, che vive a Roma e convive con una grave disabilità. “Mi racconta cose inenarrabili”, dice Nicoletta. “Liste d’attesa, anticipi da pagare, visite private necessarie per ottenere cure che dovrebbero essere garantite. Cercare di ottenere ciò che ti spetta diventa quasi un secondo lavoro”. Secondo lei il nodo è anche culturale. “Qui le tasse le pagano tutti. È normale. E questo si riflette nei servizi pubblici”.

Non idealizza la Spagna, ma la considera un Paese che ha costruito un rapporto più maturo tra cittadini e Stato. “La Spagna è probabilmente il Paese europeo più simile all’Italia come mentalità, ma funziona meglio”. La differenza si percepisce anche nella vita quotidiana. “A Roma sapevo quando uscivo di casa, ma non sapevo mai quando sarei tornata”, racconta. “A Madrid invece tutto funziona”. La metropolitana, soprattutto, diventa il simbolo concreto di una qualità della vita diversa. “Con 3 euro vai dall’aeroporto al centro città. In 40 minuti attraversi Madrid da una parte all’altra. Pioggia o neve non importa: i mezzi pubblici funzionano sempre”. E questo cambia le giornate, riduce lo stress, restituisce tempo per sé. “La mobilità influisce sulla qualità della vita in modo profondissimo”, spiega. “Ti permette di lavorare, ma anche di avere tempo per lo sport, per la famiglia, per i tuoi interessi”. E quando guarda all’Italia di oggi, Nicoletta vede soprattutto un sistema che rallenta i giovani. “I ragazzi italiani non se ne vanno di casa perché spesso non possono permetterselo”, osserva. “Studiano più a lungo di tutti gli altri europei e arrivano a 30 anni ancora senza stabilità”. Un ritardo che, secondo lei, spinge inevitabilmente molti professionisti a partire. “Non credo che i giovani italiani siano meno preparati”, conclude. “È il sistema che non permette loro di crescere nei tempi giusti”.

Sei una italiana o un italiano che ha deciso di andare all’estero per lavoro o per cercare una migliore qualità di vita? Se vuoi segnalaci la tua storia a fattocervelli@gmail.com

L'articolo Architetta a Madrid. “In Italia si rimane stagisti a vita dentro qualche studio. Qui i giovani trovano contratti veri” proviene da Il Fatto Quotidiano.

Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos, é o único candidato à liderança do PS/Algarve

6 June 2026 at 12:00

Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, é o único candidato à liderança da Federação do PS/Algarve, anunciou o partido.

A candidatura do autarca de Lagos foi formalizada ontem, último dia do prazo, junto da Comissão Organizadora do Congresso.

Luís Graça, curiosamente também de Lagos, deputado eleito pelo Algarve, que era, até agora, o presidente do PS/Algarve, já não se pode voltar a candidatar, por limite estatutário de mandatos (cumpriu quatro mandatos, ao longo de oito anos).

Em declarações ao Sul Informação, Luís Graça garantiu que Hugo Pereira conta com o seu «total apoio e empenho».

Sob o mote «Sim, pelo Algarve e pelos algarvios, vamos conseguir!», Hugo Pereira defende um Partido Socialista «mais próximo das pessoas, focado na habitação, nos rendimentos das famílias e na concretização dos investimentos estruturantes de que a região necessita».

Em comunicado, o PS salienta que o candidato assume «o compromisso de reforçar a capacidade do partido para liderar a defesa dos interesses da região e reconstruir uma proposta política mobilizadora para os algarvios».

O projeto agora apresentado sublinha que «o PS continua a ser a principal força política autárquica do Algarve, liderando a maioria dos municípios e freguesias da região, o que representa uma responsabilidade acrescida na defesa dos interesses dos algarvios e na promoção do desenvolvimento regional».

No entanto, Hugo Pereira reconhece que «os resultados das últimas eleições legislativas refletem um afastamento de parte do eleitorado, associado à perceção de insuficientes respostas aos problemas específicos da região».

Por isso, considera «essencial iniciar um novo ciclo de proximidade, escuta e construção de soluções concretas para os desafios do Algarve».

Entre as prioridades assumidas pelo candidato destacam-se a concretização dos investimentos estruturantes sucessivamente adiados, a resposta à crise da habitação, o reforço dos rendimentos das famílias e a mitigação dos efeitos do elevado custo de vida, que tem um impacto particularmente significativo na região.

«Apresento esta candidatura com sentido de responsabilidade, convicto de que o PS Algarve deve assumir plenamente o papel de liderança regional que os algarvios lhe confiaram. É tempo de ouvir mais, preparar melhor e construir um projeto ambicioso que coloque o Algarve no centro das decisões nacionais», afirma.

Segundo o comunicado do PS, a candidatura de Hugo Pereira à liderança dos socialistas algarvios «tem como objetivo fortalecer o Partido Socialista no Algarve e contribuir para uma região mais justa, desenvolvida, coesa e com mais oportunidades para todos».

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos, é o único candidato à liderança do PS/Algarve aparece primeiro em Sul Informação.

Autoinnovazione e potere, perché la velocità dell’AI cambia la geopolitica globale

6 June 2026 at 08:46

Per anni la competizione sull’Intelligenza artificiale è stata descritta come una corsa a costruire modelli sempre più potenti. Oggi sta emergendo una dinamica diversa. La sfida non riguarda soltanto le capacità raggiunte da un sistema, ma la rapidità con cui è possibile sviluppare il successivo.

È il messaggio che emerge dal nuovo documento pubblicato da Anthropic. L’azienda afferma che Claude contribuisce ormai alla maggioranza del codice integrato nei propri sistemi e che gli strumenti di AI stanno aumentando in modo significativo la produttività della ricerca e dell’ingegneria. La prospettiva dell’auto-miglioramento ricorsivo resta teorica e piena di incognite. Più concreto è ciò che sta accadendo oggi: l’Intelligenza artificiale viene utilizzata sempre più spesso per accelerare il lavoro necessario a costruire altra Intelligenza artificiale.

La differenza può sembrare tecnica. In realtà tocca uno dei nodi principali della competizione tecnologica contemporanea.

Finora il vantaggio dei grandi laboratori dipendeva dall’accesso a capitale, talenti, dati e capacità computazionale. Se i modelli iniziano a ridurre il tempo necessario per scrivere codice, testare soluzioni, individuare errori o supportare la ricerca, entra in gioco una nuova forma di vantaggio competitivo: la velocità del ciclo di innovazione.

In uno scenario simile, il valore di un modello non si misura soltanto in ciò che è in grado di fare oggi, ma nella sua capacità di contribuire alla realizzazione della generazione successiva. Anche miglioramenti limitati possono produrre effetti cumulativi. Un laboratorio che sviluppa più rapidamente nuove capacità potrebbe accrescere il proprio vantaggio con una velocità difficilmente replicabile da chi resta indietro.

La questione non riguarda soltanto le aziende. Coinvolge anche le istituzioni chiamate a governare questa trasformazione.

Negli ultimi anni il dibattito sulla regolazione dell’Intelligenza artificiale si è concentrato prevalentemente sulle capacità dei modelli. Quali rischi presentano? Quali limiti imporre? Quali obblighi di trasparenza richiedere? Il documento di Anthropic suggerisce una domanda ulteriore: cosa accade quando la velocità dell’evoluzione tecnologica cresce più rapidamente della capacità delle istituzioni di monitorarla?

La politica opera attraverso procedure che richiedono tempo. Le agenzie regolatorie, i parlamenti e le organizzazioni internazionali ragionano in termini di mesi o anni. I laboratori di frontiera descrivono invece cicli di sviluppo che si misurano sempre più spesso in settimane. Il problema non è soltanto governare sistemi più potenti. È governare sistemi che potrebbero cambiare molto rapidamente.

Questo elemento conferisce alla discussione una dimensione geopolitica sempre più evidente.

L’Intelligenza artificiale è ormai al centro della competizione tecnologica tra Stati Uniti e Cina. Se la capacità di innovare diventa il principale moltiplicatore di vantaggio, allora assumono un peso ancora maggiore tutte le infrastrutture che rendono possibile quell’innovazione. Semiconduttori avanzati, capacità energetica, data center, reti di ricerca e capitale umano qualificato diventano asset strategici in misura crescente.

La corsa all’AI viene spesso raccontata come una gara per costruire il modello migliore. Potrebbe essere più corretto interpretarla come una competizione per costruire l’ecosistema capace di migliorare più rapidamente. In questo quadro, il controllo delle infrastrutture conta quanto il controllo degli algoritmi.

Per questo il documento di Anthropic merita attenzione anche al di là delle previsioni sull’auto-miglioramento ricorsivo. Il punto più rilevante non è stabilire se le macchine siano vicine a progettare autonomamente versioni superiori di sé stesse. Il punto è che i principali laboratori stanno già sperimentando forme di sviluppo nelle quali l’Intelligenza artificiale contribuisce direttamente al processo di innovazione.

Se questa tendenza dovesse consolidarsi, la velocità potrebbe diventare la risorsa più preziosa della nuova economia dell’Intelligenza artificiale. E, come spesso accade con le tecnologie strategiche, la distribuzione della velocità finirebbe per incidere anche sulla distribuzione del potere.

Roma punta su Washington per ridisegnare la sicurezza europea

6 June 2026 at 08:25

Guido Crosetto si prepara a volare a Washington per incontrare il segretario alla Guerra americano, Pete Hegseth, in un momento in cui il dibattito sulla sicurezza europea è tornato al centro delle relazioni transatlantiche, anticipando in forma bilaterale parte dei contenuti che potrebbero caratterizzare il tavolo del confronto al Nato Summit di Ankara in luglio. L’appuntamento di Crosetto è fissato per il 15 giugno, e arriva pochi giorni dopo le dichiarazioni con cui il ministro della Difesa ha proposto la costruzione di una nuova rete di sicurezza europea, più ampia dell’Unione europea e capace di includere partner come Regno Unito, Norvegia, Turchia e Ucraina.

Le due iniziative si collocano sullo stesso terreno politico: il tentativo di definire quale debba essere il ruolo dell’Europa in una fase in cui gli Stati Uniti chiedono agli alleati di assumere maggiori responsabilità per la propria difesa. Nell’intervista, che anticipa la missione, sul New York Times, Crosetto descrive la sua proposta come una risposta ai cambiamenti intervenuti negli ultimi anni nel quadro strategico europeo. La guerra in Ucraina, l’evoluzione delle minacce alla sicurezza e la crescente pressione americana sugli alleati europei hanno alimentato una riflessione sul modo in cui il continente organizza la propria difesa.

Il ministro sostiene che una politica di sicurezza credibile non possa essere limitata ai soli membri dell’Unione europea. Da qui l’idea di una struttura capace di coinvolgere Paesi che condividono interessi e responsabilità nella sicurezza del continente pur rimanendo al di fuori delle istituzioni comunitarie.

La proposta assume particolare rilievo perché arriva mentre in diverse capitali europee si discute del rapporto tra il rafforzamento della difesa continentale e il futuro della Nato. Nelle parole di Crosetto, tuttavia, il tema non viene posto in termini di alternativa.

Il ministro respinge esplicitamente l’idea che il progetto possa sostituire l’Alleanza atlantica. Al contrario, sostiene che l’obiettivo sia quello di rafforzare il pilastro europeo della sicurezza occidentale. La distinzione è significativa perché intercetta uno dei principali interrogativi emersi dopo il ritorno di Donald Trump alla Casa Bianca: come aumentare le capacità europee senza indebolire il legame transatlantico.

La visita a Washington offre un banco di prova concreto di questo approccio. Sul tavolo dei colloqui con Hegseth ci saranno la spesa militare, il ruolo delle basi americane presenti in Italia, il futuro della Nato e alcune delle principali crisi regionali – il blocco di Hormuz in primis, perché la guerra americana contro l’Iran, scaricata nel chokepoint del Golfo, ha prodotto enormi complessità nel mercato energetico. Sono tutti temi che riflettono le priorità dell’amministrazione americana, ma che coincidono anche con il dibattito in corso tra gli alleati europei.

Il confronto si sviluppa però su un terreno articolato, dove la cooperazione strategica si incastra con i rispetti interessi nazionali. L’amministrazione americana continua a chiedere agli alleati europei un maggiore impegno finanziario nel settore della difesa e il tema sarà inevitabilmente presente nei colloqui di Washington. Il segretario di Stato, Marco Rubio, lo scorso mese in Italia e successivamente al vertice Nato, era stato molto chiaro nel ribadire la necessità che l’Europa aumenti le risorse dedicate alla difesa

Nelle ultime settimane il dibattito si è concentrato anche sul programma europeo Safe (Security Action for Europe), lo strumento con cui l’Unione europea intende sostenere gli investimenti nel settore della difesa attraverso prestiti comuni, e sulle modalità con cui il governo italiano punta a reperire nuove risorse per la spesa militare – anche pensando a capitoli di spesa complessi, come per esempio quello energetico. Parallelamente, Roma guarda con attenzione al dibattito in corso negli Stati Uniti sulla presenza militare americana nel continente e punta a preservare il ruolo delle basi presenti sul territorio italiano.

Il dossier marca una fase di ridefinizione delle responsabilità all’interno dell’alleanza, nella quale europei e americani stanno cercando un nuovo equilibrio tra contributi, capacità e presenza militare. L’incontro Crosetto-Hegseth diventa un utile introduzione per quello che sarà il tema dei temi nel summit Nato di luglio, dove sarà il presidente Trump a chiedere agli alleati un balzo nell’assunzione di responsabilità e un amento della condivisione degli impegni. E spetterà agli alleati l’onore di trovare una quadra tra queste dinamiche irreversibili del pensiero strategico statunitense e le necessità interne, tra gestione delle spese, mantenimento del rapporto col corpo elettorale, protezione dell’interesse nazionale.

Salvador Dalí at art school: A wayward and insolent student expelled for life

A century has passed since the day that forever changed the life of Salvador Dalí: his second dismissal, this one permanent, from the Special School of Drawing, Sculpture and Printmaking at Madrid’s prestigious San Fernando Fine Art Royal Academy. In such a rigid, rule‑bound environment, Dalí felt out of place — and perhaps for that reason, this academic period has been overshadowed in scholarly writing. What dominates the narrative of those years in Madrid — which he described as the happiest of his life— are his escapades and artistic exchanges with Federico García Lorca, Maruja Mallo, and Luis Buñuel, his companions at the Residencia de Estudiantes, a pioneering cultural and academic residence, and a circle of mutual inspiration.

Seguir leyendo

Ana Rocasolano, director of the Complutense University’s general archive holds up several of the Dalí documents in the law department.From left, the UCM fine arts librarians Javier Pérez Iglesias and Laura Bomati and Dean Raquel Monje.

Design:

Ruth Benito

Development:

Fernando Anido

Graphic design:

Inés Arcones

Coordination:

Brenda Valverde Rubio

Featured image:

Salvador Dalí and his classmates at the Special School of Painting, Sculpture, and Engraving (Academy of San Fernando). 1922–1923. GALA-SALVADOR DALÍ FOUNDATION

© Museo Nacional del Prado

Several artists, including Salvador Dalí and Maruja Mallo, during a visit to the Prado Museum with King Alfonso XIII.

© Archivo Residencia de Estudiantes

From left to right, Salvador Dalí, José Moreno Villa, Luis Buñuel, Federico García Lorca, and José Antonio Rubio Sacristán in La Bombilla Park (Madrid) in May 1926.

© ARCHIVIO GBB / Alamy Stock Photo (Alamy Stock Photo)

Portrait of Salvador Dalí, dated to the 1920s.

© FUNDACIÓN GALA - SALVADOR DALÍ

Salvador Dalí with his classmates at the Special School of Painting, Sculpture, and Printmaking during the 1922–1923 academic year.

© Juan Vicens (Archivo Residencia de Estudiantes)

From left to right: José Bello, José Moreno Villa, Luis Buñuel, José María Hinojosa (seated), María Luisa González, and Salvador Dalí at a meeting of the Order of Toledo at the Venta de Aires (Toledo) in 1924.

L’algoritmo e l’umanesimo. Perché il discorso del Nunzio Caccia a Washington parla al cuore del potere globale

5 June 2026 at 15:02

Oltre 400 tra responsabili politici, dirigenti del settore tecnologico, accademici e funzionari pubblici si sono riuniti a Washington il 3 giugno per la seconda edizione degli AI Honors organizzati dal Washington AI Network. Presentato come “l’unico gala in black tie della capitale americana dedicato all’intelligenza artificiale”, l’evento ha riunito esponenti del governo, dell’industria e del mondo della ricerca per premiare alcune delle personalità che stanno contribuendo a plasmare il futuro della tecnologia.

In questo contesto, la presenza dell’Arcivescovo Gabriele Caccia, da poche settimane Nunzio Apostolico negli Stati Uniti, non è passata inosservata. La sua partecipazione ha richiamato un dato sempre più evidente: l’intelligenza artificiale non è più una discussione confinata ai laboratori di ricerca, alle aziende tecnologiche o alle agenzie governative. È diventata una questione che coinvolge un numero crescente di istituzioni interessate alle implicazioni sociali, culturali e umane del cambiamento tecnologico. Tra queste dinamiche, il Vaticano vuole avere il suo spazio.

Caccia ha utilizzato l’occasione per presentare una delle priorità emergenti del pontificato di Leone XIV: garantire che lo sviluppo dell’intelligenza artificiale rimanga ancorato alla dignità della persona e orientato al bene comune.

Al centro del suo intervento vi era la “Magnifica Humanitas”, la prima enciclica di Papa Leone XIV, pubblicata il 15 maggio scorso. Portare questo documento in una platea dominata da discussioni sull’innovazione, sulle politiche tecnologiche e sul futuro dell’intelligenza artificiale rappresenta un segnale della volontà della Santa Sede di partecipare a un dibattito che va assumendo una portata sempre più ampia e trasversale.

Uno dei temi nevralgici del suo discorso è stato il rapporto tra le grandi trasformazioni tecnologiche e le conseguenze che esse producono sul piano sociale ed etico. Richiamando l’eredità della Rerum Novarum di Leone XIII, pubblicata nel 1891 nel pieno delle trasformazioni della Rivoluzione Industriale, Caccia ha sottolineato alcuni parallelismi con le sfide poste oggi dall’intelligenza artificiale.

Se la Rivoluzione Industriale costrinse le società dell’epoca a confrontarsi con questioni legate al lavoro, al capitale e alla giustizia sociale, la rivoluzione dell’IA solleva nuovi interrogativi sul ruolo della persona, sulla responsabilità e sul rapporto tra uomo e tecnologia. In entrambi i casi, il punto centrale non è l’innovazione in sé, ma il modo in cui le società decidono di governarne gli effetti.

L’Arcivescovo ha inoltre evidenziato come l’intelligenza artificiale richieda il contributo di una pluralità di attori e non possa essere guidata da una sola categoria di esperti. “Questo stesso incontro rappresenta ciò che Papa Leone invoca nella sua recente enciclica Magnifica Humanitas: un documento condiviso che coinvolge molti settori della società”, ha affermato Caccia. “Il futuro di questa tecnologia non può essere guidato da un solo ambito. Ha bisogno della scienza e della politica, dell’impresa e del servizio pubblico, dell’etica e della fede”.

Si tratta di un passaggio che spiega bene la presenza della Santa Sede in un appuntamento come gli AI Honors. Nella prospettiva vaticana, l’intelligenza artificiale è molto di più di una questione tecnologica: Oltretevere c’è la consapevolezza di quanto sia un tema che tocca la società nel suo insieme, con implicazioni che attraversano la politica, l’economia, l’istruzione, la cultura, le relazioni umane e i conflitti.

Per questo il messaggio di Caccia si è concentrato sui principi che dovrebbero accompagnarne lo sviluppo, spostandosi dalla miope, anacronistica critica al progresso tecnologico. “Fin dall’inizio e in ogni fase, lo sviluppo e l’applicazione dell’intelligenza artificiale devono essere guidati dalla dignità della persona umana e dal bene comune della famiglia umana”, ha affermato.

Sono temi che negli ultimi anni hanno assunto un peso crescente nelle riflessioni della Santa Sede sulle tecnologie emergenti e che la Magnifica Humanitas sembra destinata a consolidare nel nuovo pontificato, cristallizzando l’AI come sfida totale del nostro secolo. L’enciclica rappresenta infatti un tentativo di affiancare alle discussioni sull’innovazione e sulle opportunità economiche una riflessione più ampia su etica, morale, responsabilità e sviluppo umano.

In un dibattito spesso dominato da considerazioni sulla competitività, sulla regolazione e sul vantaggio strategico, l’intervento di Caccia ha proposto una prospettiva diversa. Non una riflessione sulle capacità degli algoritmi o sulla potenza di calcolo, ma sulle finalità che dovrebbero guidarne l’impiego.

Il significato della sua presenza a Washington risiede nell’affermare la volontà della Chiesa di contribuire a una discussione destinata a influenzare sempre più la politica, l’economia e la vita pubblica. Portando il messaggio della Magnifica Humanitas a uno dei principali appuntamenti americani dedicati all’AI, Caccia ha segnalato che la Santa Sede intende essere parte di questa conversazione.

Gonçalo Duarte Gomes é o novo diretor de departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do ICNF no Algarve

5 June 2026 at 14:30

O arquiteto paisagista Gonçalo Duarte Gomes é o novo diretor de departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no Algarve, tendo assumido essas funções no passado dia 1 de Junho.

Gonçalo Duarte Gomes sucede no cargo ao engenheiro florestal Paulo Silva e à bióloga marinha Ana Margarida Magalhães, que foi a primeira diretora deste departamento, depois da reestruturação do ICNF, em 2019.

Gonçalo Duarte Gomes é licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade do Algarve (2006), tendo sido aluno de Fernando Santos Pessoa. Tem uma pós-graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (2020). Foi professor assistente convidado na Universidade do Algarve (2024).

Era, até agora, técnico superior especialista em Coordenação Transversal de Administração e Políticas Públicas na Secretaria-Geral do Governo (Abril 2025 – presente), tendo, antes disso, sido técnico superior na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (Dezembro 2023 – Abril 2025) e na Agência Portuguesa do Ambiente (Dezembro 2021 – Dezembro 2023).

Foi ainda Chefe de Projeto na Parque EXPO 98, S.A. (Setembro 2009 – Abril 2016), assumindo depois as mesmas funções na Polis Litoral Ria Formosa, S.A. (Abril 2016 – Dezembro 2021).

Antes tinha sido técnico superior na Câmara Municipal de São Brás de Alportel (Abril 2007 – Abril 2008). Foi também arquiteto paisagista em regime de profissional liberal (2002 – 2021).

É vereador em regime de não-permanência na Câmara Municipal de Faro (Outubro 2025 – presente), eleito como independente nas listas do PSD.

Gonçalo Gomes sempre esteve muito ligado às questões do Património Natural e Cultural, tendo sido vice-presidente da Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e presidente do Núcleo do Algarve da LPN, bem como presidente da Direção da Al-Portel – Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel, secretário da Direção Nacional da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas e ainda membro do CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora.

Veja o currículo completo:

Dados pessoais:

Nome: Gonçalo Manuel Duarte Gomes
Data de Nascimento: 22 de Maio de 1980

Formação Académica:

Licenciatura em Arquitectura Paisagista pela Universidade do Algarve (2006)
Pós-graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (2020)

Experiência Profissional mais relevante:

Vereador em regime de não-permanência na Câmara Municipal de Faro (Outubro 2025 – presente)
Técnico Superior Especialista em Coordenação Transversal de Administração e Políticas Públicas na Secretaria-Geral do Governo (Abril 2025 – presente)
Professor Assistente Convidado na Universidade do Algarve (2024)
Técnico Superior na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (Dezembro 2023 – Abril 2025)
Técnico Superior na Agência Portuguesa do Ambiente (Dezembro 2021 – Dezembro 2023)
Chefe de Projecto na Polis Litoral Ria Formosa, S.A. (Abril 2016 – Dezembro 2021)
Chefe de Projecto na Parque EXPO 98, S.A. (Setembro 2009 – Abril 2016)
Técnico Superior na Câmara Municipal de São Brás de Alportel (Abril 2007 – Abril 2008)
Arquitecto Paisagista em regime de profissional liberal (2002 – 2021)

Formação/capacitação profissional mais relevante:

Percurso para Dirigentes e Técnicos da Administração Local, do Programa de Formação em Territórios Inteligentes (2025)
Curso Executivo – AI Business School AP (2024)
Gestão Florestal Sustentável (2012)
Restauração de Rios com recurso à Engenharia Natural (2011)
Monitores de Educação Ambiental (2007)
Formador Certificado em Igualdade de Oportunidades pela REAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza (2007)
Formador Certificado pelo IEFP, I. P. – Instituto de Emprego e Formação Profissional I. P. (2007)
Concepção e Gestão de Projectos (2006)
Liderança, Gestão e Negociação de Conflitos (2006)

Informação complementar:

Membro do CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora
Arquitecto Paisagista inscrito na APAP – Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e Delegado (cooptado) do Distrito de Faro
Ex-representante cooptado da APAP na Comissão de Acompanhamento da Política Nacional de Arquitectura e Paisagem
Ex-secretário da Direcção Nacional da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
Ex-Vice-Presidente da Direcção Nacional e ex-Presidente do Núcleo do Algarve da Liga para a Protecção da Natureza
Ex-Conselheiro Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve
Ex-membro do Conselho de Região Hidrográfica do Algarve
Ex-Presidente da Direcção da Al-Portel – Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel
Autor de um livro, de diversos artigos de investigação e divulgação, na comunicação social, e capítulos de livros
Orador e moderador convidado em diversos eventos nacionais e internacionais

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Gonçalo Duarte Gomes é o novo diretor de departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do ICNF no Algarve aparece primeiro em Sul Informação.

Chi ha votato per il nucleare in Parlamento sa poco o nulla di energia

5 June 2026 at 13:14

In totale disprezzo dei due referendum contro il nucleare votati dagli italiani, la Camera ha approvato il nucleare civile nella forma dei così detti “mini-reattori di ultima generazione”. Ciò che è accaduto, in sostanza è questo: un piccolo plotone di parlamentari del centrodestra , che – da quanto si è ampiamente visto – nulla sanno di energia, ha deciso che in Italia deve tornare il nucleare. Tutto questo senza avere quasi alcuna contezza di quello che ciò significhi in termini di costi, di scorie, di compatibilità con l’attuale sistema energetico e soprattutto di tempi.

L’operazione, particolarmente avallata anche da giornali progressisti come la Stampa con un apposito sondaggio in cui gli italiani sarebbero favorevoli, pubblicato qualche giorno fa, è stata resa possibile probabilmente dal nome di questo nucleare. Già, perché “mini-reattori di ultima generazione” fa pensare a qualcosa di innocuo, piccolo, trasportabile. Secondo me i deputati se lo immaginano come una sorta di nucleare pret-à-porter, da borsetta insomma, che si attiva magicamente quando vogliamo e produce l’energia necessaria. Gli stessi giornali riportano notizie confuse sulla dimensione, se è vero che il Messaggero scrive oggi venerdì che le dimensioni sarebbero quelle di un tir (l’altra voce che circola è anche quella di un nucleare “galleggiante”), quando lo stesso Pichetto Fratin, nelle tante interviste gongolanti appena rilasciate ammette che, quanto a dimensioni, si parla di almeno tre campi da calcio.

Il problema è che, ripeto, chi ha votato questo nucleare di energia sa poco o nulla. Si vota per il nucleare in nome di una visione “anti-ideologica”, come se le energie rinnovabili fossero qualcosa di ideologico, e non quanto di più concreto esista. Si vota per il nucleare immaginando che già domani entri in funzione, probabilmente quasi nessun deputato sa che non si avrà energia prima di anni, almeno dieci. Di che stiamo parlando? In dieci anni tutto può succedere, soprattutto noi abbiamo bisogno di ridurre le emissioni e decarbonizzare ora, visto che non lo abbiamo fatto abbastanza con il PNRR e ora ci troviamo ad elemosinare soldi alla UE che, speriamo, vengano rigorosamente usati per questo scopo e non per inutili sconti all’energia che non danno nessun beneficio a chi li riceve (figuriamoci a chi non li riceve). Si vota per il nucleare senza sapere dove finiranno le scorie, se i territori accetteranno di averlo, quali saranno i costi. In pratica, è una cambiale in bianco che di fatto, come già avvenuto in passato, servirà solo ad una cosa: rallentare ulteriormente lo sviluppo delle rinnovabili, mettere soldi in progetti che non servono (e che probabilmente non si faranno), dare agli italiani l’illusione di una energia facile e pronta che non esiste, e così confonderli. Insomma, una mezza truffa.

A ciò occorre aggiungere che la fantomatica credenza per cui il nucleare possa servire a compensare le intermittenze delle rinnovabili è falsa per il semplice fatto che il nucleare non lo puoi accendere o spegnere a piacimento, è un’energia continua, appunto, dunque in che senso sarebbe “complementare alle rinnovabili?”. Ma è inutile chiederlo perché questo, con tutta probabilità, i deputati che hanno votato a favore non lo sanno, come il resto.

Resta dunque una operazione questa sì ideologica, sbagliata, preoccupante e anche antidemocratica, visto il “no” degli italiani al nucleare. E i mini-reattori di ultima generazione sono sempre nucleare, punto e basta. Ciò che davvero allarma, su questo fronte come su altri tipi di scelte energetiche, come la dipendenza dal gas, è che a scegliere su questioni molto tecniche e scientifiche sia una politica che non sa nulla né di tecnica né di scienza e che spesso e volentieri è legata mani e piedi alle lobby dell’energia. Assurdo che manchi, come spesso richiesto dai veri esperti, ad esempio Antonello Pasini del Cnr, un comitato di scienziati che dia indicazioni alla politica su questioni che riguardano l’ambiente e il clima, e dunque anche le scelte energetiche. Si tratta davvero di questioni di vita e di morte, perché con l’energia facciamo tutto quello che serve, non potremmo vivere un’ora senza, e al tempo stesso l’energia è anche la causa del collasso del pianeta, perché quella non rinnovabile produce, appunto, emissioni climalteranti che hanno raggiunti livelli insostenibili. Ingannare così gli italiani, facendogli credere magari che le bollette caleranno col nucleare, è una vera impostura.

Sarebbe ora di ribellarsi a tutto questo, a questa ignoranza scientifica, a questa arroganza che addita le rinnovabili come ideologia, a un parlamento che vota un provvedimento che gli italiani non vogliono e che non porterà beneficio all’Italia, né ridurrà la povertà energetica. Perché se mai ci sarà energia nucleare, ripeto, sarà tra tantissimo tempo e certo non a costo zero. Il motivo per cui dobbiamo subire questo non è chiaro. Invece è chiaro perché i giovani se ne vadano all’estero: che un paese con una politica così medioevale, e dove l’antiscienza regna sovrana, è davvero un posto quasi intollerabile in cui vivere.

L'articolo Chi ha votato per il nucleare in Parlamento sa poco o nulla di energia proviene da Il Fatto Quotidiano.

I giovani fanno sempre meno se**o: perché nell’epoca delle app, del porno online e dell’AI il desiderio sembra essersi spento

5 June 2026 at 12:58

Di che cosa parliamo quando parliamo di desiderio? Di soldi, di oggetti (borse, scarpe, vestiti, orologi) di sesso, di potere, di amore, di successo? Di una vita lunghissima, quasi eterna (i miliardari ci stanno già lavorando). Di tutto, forse. ma anche di assenza, di crisi, in un mondo svogliato che delega alla tecnologia le emozioni umane. Kano, un’impiegata giapponese di 32 anni, ha sposato Lune Klaus, fidanzato creato con ChatGpt che esiste soltanto nel suo smartphone. Con una certa apprensione, diamo una sbirciatina a quello che le proiezioni ipotizzano, anche se è come guardare il paesaggio nella nebbia: in parte lo immaginiamo. Potremmo provare il brivido della sex-roulette, una lotteria, dove a ogni scelta corrisponde un incontro a sorpresa, con un uomo, una donna o chissà. Potremmo frequentare centri che offrono rilassanti pacchetti wellsex. Laura Berman, psicologa delle relazioni all’Università di Chicago, sostiene sul “Wall Street Journal” che in dieci-quindici anni riusciremo a “disegnare” l”anima gemella perfetta, con la voce giusta e l’AI creata per sussurrarci parole dolci:” La tecnologia trasformerà il sesso, spingendolo a un livello completamente nuovo. Avremo perfetti simulacri di tecno-amanti, con la formula soddisfatti o rimborsati”.

Quest’anno si parla tanto di desiderio, soprattutto nei Festival. C’è “Il desiderio e la Legge”, tema della Milanesiana di Elisabetta Sgarbi (fino al 22 luglio). C’è Seminare idee a Prato (5-7 giugno) che prova a definire il desiderio in tutte le sue sfumature. E in qualcuna di sicuro ci possiamo riconoscerci. Per lo psicoanalista-star Massimo Recalcati, desiderio è una parola chiave. Spesso viene frainteso e confuso con il capriccio, con il godimento immediato, la spinta irrazionale. Non è così, al contrario è “una forza capace di rendere viva la vita”. Poi ce ne sono tanti: il desiderio invidioso, il desiderio di riconoscimento, il desiderio angosciante, il desiderio sessuale, il desiderio d’amore. A Prato l’andrologo Nicola Mondaini, famoso per il manuale “Wikipene”, spiega la fisiologia e, involontariamente, la psicologia mettendo in guardia il mondo maschile dalla medicalizzazione del desiderio. Troppe pillole blu in giro, anche tra in ragazzi. Mentre la scrittrice Natasha Solomons rivaluta Cleopatra, diversa da come ce l’ha raccontata Shakespeare, la seduttrice non più giovane, coinvolta nelle complesse dinamiche politiche dell’amore. Nel romanzo “E io sono Cleopatra”, Solomons la considera soprattutto una stratega del desiderio: il suo corpo era uno strumento.

Già Umberto Eco, negli anni ‘70 aveva colto un’ ossessione per il desiderio come categoria culturale. Mezzo secolo dopo il filosofo Byung-Chul Han proclama che l‘Eros è in agonia. Viviamo una particolarissima contraddizione. Oggi non c’è quasi niente di proibito. Vuoi vivere in una comune poliandrica? Bene. Vuoi sviluppare sentimenti romantici verso l’intelligenza artificiale del tuo telefono? Splendido. Vuoi una maratona di sesso promiscuo con centinaia di partner nel corso di pochi anni? Serviti pure. Vuoi” farlo strano” (ricordate il film con Carlo Verdone), kinky, sadomaso? Non c’è problema. A parte commettere reati o violare il consenso di un’altra persona, c’è ben poco che non si possa fare nel mondo sviluppato. Eppure la solitudine è al massimo storico e secondo David Baker, popolarissimo divulgatore specializzato in antropologia e biologia evolutiva, “uno studio ha rilevato che la frequenza di sesso occasionale è calata del 14 % fra il 2007 e il 2017. Nello stesso periodo, gli under 30 che dichiarano di non aver fatto sesso nell’anno precedente è quasi raddoppiato”: Ragioni? Il massiccio uso di social media riduce il numero di situazioni in cui può accendersi spontaneamente il desiderio (Mondaini è d’accordo con Baker) , i corteggiamenti di persona tendono a essere più selettivi quando si guarda una foto sull’app, rispetto a rimorchiare in discoteca. E il porno online ha sostituito la realtà.

Però desideriamo desiderare. I cinque romanzi della saga “After” di Anna Todd, diventati altrettanti film, un’odissea del voglio-non posso- non devo, sono ora una collezione di fragranze con nomi come “Sin” e “Secret.” Desideriamo desiderare. Perciò Giulia Savarese ha appena creato Almoud (mandorla affumicata, fiori bianchi, oud) immaginando una sintesi chimica del desiderio.” Un po’ come nell’indimenticabile romanzo di Patrick Süskind, “Il Profumo” (1985) dove il protagonista cerca disperatamente di sintetizzare l’odore meraviglioso dell’amore (e uccide per ottenerlo)” racconta. Lei pensa di esserci riuscita senza far male a nessuno, e la sua linea si chiama UAHIQUE (Uniamo anime uniche). Concorda con il filosofo Maurizio Ferraris che sostiene, in barba all’apocalittico Byung-Chul: “Oggi non si desidera meno, solo che i codici sono cambiati. Se c’è una cosa che non ci abbandona mai, dalla nascita alla morte, è proprio il desiderio, Non è un sovrappiù culturale, una moda. L’intelligenza artificiale può calcolare, ottimizzare, riprodurre schemi; ma non soffre per la distanza fra ciò che è e ciò che potrebbe essere. Anche quando le piattaforme digitali sembrano saturare ogni attesa con una risposta immediata, non eliminano il desiderio, lo riorganizzano”.

Poi, mettendo da parte la filosofia, ci sono le canzoni, del passato e del presente. Sarà un caso, ma, come ricorda il critico musicale Gino Castaldo, le più belle sono in gran parte ispirate dal desiderio, “pensiamo a Judy Garland che guarda lontano e canta “Over the rainbow”, o ai Pink Floyd di Wish you were”. Ma potremmo citare anche Sanremo e “Per sempre sì”. Invocato nelle più amate canzoni napoletane e nelle serenate di ogni tempo, assume forme nuove e impreviste. Anche “Imagine” di John Lennon era un gigantesco inno al desiderio. Osava chiedere un mondo liberato (quanto mai attuale). Cerchiamo di non essere troppo montaliani (nel senso di Eugenio Montale). Di sapere come nella poesia “Non chiederci la parola” soltanto “ciò che non siamo, ciò che non vogliamo”.

L'articolo I giovani fanno sempre meno se**o: perché nell’epoca delle app, del porno online e dell’AI il desiderio sembra essersi spento proviene da Il Fatto Quotidiano.

“Oggi la politica climatica è sovrapposta e conflittuale: così non funziona”

5 June 2026 at 07:10

Una gestione integrata del rischio ambientale, che punti sulla prevenzione; un’integrazione e armonizzazione delle politiche climatiche; una fiscalità energetica faccia sia che almeno una parte di quelle tasse sia utilizzata per finanziare nuovi impianti di produzione di energia rinnovabile e che questo sia chiaro al consumatore; l’assegnazione di un valore economico alla biodiversità e, infine, una visione finalmente sistemica dei servizi idrici, troppo frammentati: sono cinque le riforme proposte, in occasione della Giornata dell’Ambiente oggi 5 giugno, dalla professoressa Valeria Costantini – Ordinaria di Politica Economica, Direttrice del Dipartimento di Economia dell’Università degli Studi Roma Tre, già presidente dell’Associazione Italiana degli Economisti dell’Ambiente (IAERE) e attuale vicepresidente della Società Italiana di Economia (SIE) – e contenute anche nel libro da lei curato “L’economia italiana e la transizione ecologica”, edito da Carocci e reso possibile grazie alle due associazioni (IAERE e SIE).

Partiamo dalle catastrofi ambientali e dal rischio ambientale.
La gestione integrata del rischio ha che fare con il fatto che ci sia una capacità da parte di tutte le istituzioni preposte alla salvaguardia del territorio, su scala nazionale, regionale, locale, di mettere a sistema un insieme di tecniche e tecnologie, oltre che di politiche, che in qualche modo riescano a convergere verso l’obiettivo della prevenzione. Rispetto al disastro ambientale, infatti, non serve solo una macchina organizzativa e amministrativa che, come nel caso dell’Emilia Romagna, sia in grado di arrivare immediatamente a portare soccorso; ma occorre anche mettere in piedi un sistema di “early warning”, allarme preventivo, anche grazie alla tecnologie e alla gestione integrata dei dati. Mettere a sistema informazioni che arrivano dai satelliti e farne dei modelli matematici o dei modelli di simulazione che possano anticipare il rischio ed effettuare interventi, come ad esempio l’evacuazione preventiva.

Venendo alle politiche climatiche. Tra Green Deal, PNIEC, PNACC, PNRR, Fondo Clima le leggi non mancano. Eppure siamo indietro su emissioni e rinnovabili.
Questa frammentazione del policy mix all’interno della strategia climatica ed energetica rappresenta un elemento critico non solo per l’Italia. Oggi c’è una stratificazione di leggi e decreti attuativi che riguardano diversi ambiti e che rendono complicato capire qual è l’efficacia delle politiche, sia sul fronte rinnovabili, che sull’efficienza energetica. Il tema è quello della cosiddetta “regolazione sovrapposta”: ci sono diverse leggi che toccano lo stesso ambito e vanno a confliggere negli obiettivi o nelle modalità di ottenimento degli obiettivi. Un esempio: lo stato dà dei sussidi per il consumo e la produzione di fonti fossili però al tempo stesso abbiamo le aziende che pagano il prezzo delle emissioni di carbonio (ETS), quindi ci sono due politiche chiaramente confliggenti.

E sul fronte fondamentale della finanza verde?
Il problema principale è che, nell’attuale sistema di gestione, abbiamo un sistema di contabilità nazionale che registra le entrate e le uscite che sono associate alle questioni ambientali, ma nella maggior parte dei casi non abbiamo una fiscalità dedicata. Bisognerebbe pensare a una specifica funzione delle entrate che derivano dalla tassazione energetica; ad esempio, imporre un’accisa sull’acquisto di benzina alla pompa e dirottare questa entrata per aumentare la quota di rinnovabili nel mix energetico italiano. La fiscalità energetica deve essere percepita anche dal consumatore come una fiscalità pro ambiente, in modo che sia consapevole che almeno una parte di quelle tasse sia utilizzata per finanziare nuovi impianti. In Italia invece gran parte della fiscalità ambientale confluisce nel bilancio dello stato senza una finalità specifica di protezione ambientale.

Nel libro raccontate anche il declino della biodiversità. E lanciate una proposta che vada oltre la conservazione.
A mio avviso la biodiversità dovrebbe essere riconosciuta dal punto di vista economico, e andrebbero riconosciuti i benefici che la collettività ottiene. Si può mettere in campo un sistema di prezzi che faccia pagare agli agenti economici il costo che stanno imponendo alla collettività, riducendo il valore della biodiversità, conteggiando appunto i benefici e i danni della mancata protezione. È quello che nel mondo anglosassone viene definito come Payment for Environmental Services, concetto che oggi sempre più viene richiesto come elemento da integrare nelle valutazioni di impatto ambientale dei grandi progetti infrastrutturali.

Infine, un punto importante del libro riguarda la gestione frammentata delle risorse idriche.
Ritengo che la gestione delle risorse idriche andrebbe completamente riformulata. Pensiamo alla gestione dei bacini: per ciascun fiume abbiamo un ente bacino che si occupa della gestione della risorsa specifica e questo va a confliggere con il sistema amministrativo che noi abbiamo della gestione del sistema Italia, perché, appunto, la gestione del singolo bacino si deve confrontare con decisioni su scala nazionale e regionale. Ci vorrebbe a mio avviso un tavolo di lavoro aperto, ad esempio a livello regionale, per arrivare a una visione sistemica dei servizi idrici, anche per la prevenzione dei disastri naturali causati da una mancata gestione appropriata dei bacini idrici. Anche per l’acqua potabile alcune cose sono state fatte col Pnrr, ma ci vorrebbe maggiore integrazione dei diversi livelli di competenza.

L'articolo “Oggi la politica climatica è sovrapposta e conflittuale: così non funziona” proviene da Il Fatto Quotidiano.

❌