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Ministério abre inscrição para prêmio Melhores Práticas em Jogo

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Estão abertas até o dia 30 de agosto as inscrições para o prêmio Melhores Práticas do Desenvolvimento em Jogo. Podem participar professores e facilitadores de instituições de ensino superior que inovam em métodos pedagógicos, utilizando o jogo Desenvolvimento em Jogo.

A ferramenta foi criada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e executada pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR). O objetivo de demonstrar que é possível adotar metodologias criativas e acessíveis na formulação e na implementação de políticas públicas.

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De acordo com o ministério, 30 práticas pedagógicas serão vencedoras, sendo três de cada uma das dez categorias do prêmio: Semiárido, Amazônia Legal, Faixa de Fronteira e Vale do Jequitinhonha, entre outras, com a cerimônia de premiação em Brasília.

Na mesma ocasião os premiados poderão participar de um seminário de intercâmbio, para trocar experiências e fortalecer as redes de aprendizagem sobre desenvolvimento regional. Para conferir o edital com as regras, basta acessar aqui

O que é

Inspirado nos jogos de RPG, o Desenvolvimento em Jogo propõe uma abordagem inovadora para comunicar os conceitos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico, interativo e participativo.

Os participantes são divididos em cinco equipes, cada uma representando uma das macrorregiões brasileiras, e desafiados a simular processos de decisão que envolvem diferentes interesses e realidades locais. O objetivo é formar jovens e gestores comprometidos com a redução das desigualdades regionais e com a promoção do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o ministério, a experiência estimula a reflexão sobre a diversidade do território nacional e sobre a importância da cooperação entre regiões para alcançar um desenvolvimento equilibrado.

A ferramenta simplifica conceitos e estimula o engajamento da população na construção de políticas públicas, buscando explorar metodologias inovadoras de aprendizagem voltadas à compreensão das políticas públicas e dos desafios do desenvolvimento regional.

“Queremos reconhecer as diferentes práticas, porque não tem um jeito certo ou um jeito único de aplicar o jogo. O prêmio identifica justamente essas várias formas criativas que discutem as questões sobre o desenvolvimento regional, os desafios de tomada de decisão em um colegiado, os imprevistos que acontecem no meio do caminho de um processo decisório. Não tem jeito certo nem errado, tem o jeito de enfrentar as desigualdades dos territórios”, explicou a coordenadora-geral de Fortalecimento de Capacidades dos Entes Federados do MIDR, Taciana Leme.

Segundo Taciana, muitos docentes e facilitadores já utilizam o jogo em salas de aula, projetos de extensão, oficinas, cursos e atividades comunitárias, o que fomenta soluções inovadoras. Taciana ainda destaca a importância do prêmio para o desenvolvimento territorial.

“O prêmio surge como uma oportunidade para registrar essas experiências, compartilhar metodologias e inspirar novas aplicações em diferentes contextos do país. Eu convido aqueles que trabalham com formação de pessoas que se inscrevam neste edital. É uma excelente oportunidade para a gente construir uma rede, um ecossistema de pessoas comprometidas com a redução das desigualdades no nosso país”, afirmou.

Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio.

Segundo a organização, os sem-terra plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

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A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que começou na última segunda-feira (1°) e termina neste domingo (7), marcando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

Este ano, a jornada teve como lema o mote “combater o agronegócio é cuidar da natureza!” e serve como plataforma para o MST defender a reforma agrária “como solução para o avanço dos cuidados com o meio ambiente”.

Ao mesmo tempo, a organização denuncia o que classifica como “crimes ambientais do agro-hidro-minero-negócio” e os “que exploram os bens comuns da natureza em larga escala”, em um momento em que, na avaliação do movimento, “o agronegócio aprova leis que aumentam a destruição ambiental”.

Incinerador

Neste sábado (6), em São Paulo, o MST promoveu um ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Além dos sem-terra, a manifestação reuniu moradores da região, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.

O incinerador integra o chamado EcoParque Bandeirantes, que a prefeitura de São Paulo pretende instalar no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, em parceria com uma empresa privada.  

O aterro funcionou por 28 anos e teve suas operações encerradas em 2007. Desde então, consta da lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação (ACRe), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Além do incinerador, o projeto do EcoParque prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, outra de biossecagem, e uma central mecanizada de triagem de resíduos. E, segundo a prefeitura, visa a “otimização da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a agregação de valor aos diversos subprodutos gerados, a geração de energia com baixa emissão de GEE e a redução dos volumes destinados à disposição final em aterros.

No entanto, de acordo com o MST, o projeto contraria os interesses de diferentes segmentos sociais que coabitam o bairro de Perus e região, incluindo indígenas que vivem no Pico do Jaraguá, próximo ao antigo aterro sanitário.

“O projeto de instalação do Incinerador em Perus mostra qual é o projeto da burguesia e do agronegócio para o Brasil: para a periferia, para o povo pobre, para os camponeses, para a classe trabalhadora é sempre a poluição, os detritos. Para deixar bonita a área da burguesia, empurram para nós os detritos”, criticou, em nota, Luciano Carvalho, da direção estadual do movimento.

Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

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Jovens de bairros periféricos e de comunidades vulnerabilizadas estão reunidos, neste sábado (6), na Fundição Progresso, espaço vizinho aos Arcos da Lapa, antigo aqueduto colonial do século 18 e que hoje é cartão-postal no Centro do Rio de Janeiro.

Aqueduto é a estrutura projetada para transportar água de uma fonte até centros urbanos. É justamente a água o assunto que faz esses ativistas se encontrarem. Eles participam de uma série de painéis sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.

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O encontro é organizado pela organização da sociedade civil Águas Resilientes e terá, ao fim do dia, a confecção de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes. O documento será endereçado a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de dezembro.

O evento global no país árabe é considerado o mais importante encontro sobre o tema e busca fortalecer a governança da água e elevar o assunto na agenda internacional.

Custo de não fazer

A especialista em planejamento urbano Andrea Pulici levantou a discussão sobre o custo da universalização do saneamento no Brasil. Ela lembrou que o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e regulações voltadas a todas as esferas de governo, determina que o país alcance a universalização até o fim de 2033. Isso representa a meta de ter 99% da população brasileira com acesso à água tratada; e 90% à coleta e tratamento do esgoto.

De acordo com a especialista, são necessários investimentos na ordem de R$ 114 bilhões por ano para atingir o objetivo. O dado vai ao encontro da estimativa já divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), órgão federal que regula o setor, que projeta até R$ 900 bilhões em 2033. 

Para Andrea Pulici, mais importante que o investimento necessário, é preciso foco no “custo de não fazer”.

“Quanto vale ter uma comunidade inteira sem medo de ter uma inundação? Quanto custa para uma família ter, de fato, acesso à água e com isso ter acesso a serviços?”, questiona ela.

Ela  exemplifica a falta de saneamento como obstáculo à cidadania quando uma família não tem água na escola do filho. “Será que não ter isso não é muito mais caro que os R$ 114 bilhões?”, completa.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico apontam que 84,1% da população é atendida com rede de abastecimento de água. Em termos de coleta, 62,3% da população é atendida com rede coletora de esgoto, enquanto 51,8% do volume gerado de esgoto é tratado. 

Água e dignidade

A ativista Johari Silva, da organização não governamental Ação da Cidadania, defende que o debate sobre direito à água deve ser relacionado à dignidade.

"Sem água a gente não tem dignidade, não tem sobrevivência alimentar, não tem saúde, a gente não tem nada”, afirma.

Johari defende que a “diplomacia climática” não pode ser restrita a governos e entidades privadas, sem ouvir as organizações da sociedade civil. “Precisa ouvir as comunidades tradicionais, as periferias urbanas, os povos indígenas, os ribeirinhos e todos os outros grupos que são impactados diretamente pela falta de acesso à água”, sustenta.

A ativista também é educadora e ressaltou que a Ação da Cidadania possui projetos voltados para “instrumentalizar jovens”. “Para que eles consigam ocupar espaços de tomada de decisão de onde, muitas vezes, somos tirados ou não conseguimos ter acesso”.

Carta para encontro da ONU

A diretora de Planejamento da Águas Resilientes, Verena Meirelles, aponta que a missão do instituto é desenvolver estratégias para o acesso a água.

“Qual estratégia é melhor que escutar quem pensa e quem passa na pele as dificuldades sobre o acesso a água?”, indaga.

Ela espera que levar a Declaração das Juventudes para o encontro da ONU seja um passo a mais na concretização da missão do instituto.

“Fazer com que todos saibam que não dá para deixarmos para depois essa pauta, devemos agir agora e com todos”, pontua.

O fundador e diretor-presidente da organização, Erleyvaldo Bispo, enxerga na declaração uma forma de mostrar ao mundo “a importância da valorização da água” e incluir o Brasil e toda a América Latina e o Caribe no centro do debate.

“No mundo temos 2,2 bilhões de pessoas que não têm acesso a uma fonte segura de água e no Brasil são aproximadamente 35 milhões”, contextualiza. 

Ele ressalta que a maioria dessas pessoas está no chamado Sul Global, espaço geopolítico que reúne países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Precisamos ser vistos nesse espaço multilateral e estar na tomada de decisão. Aliás até quando a água será subvalorizada?”, pergunta.

Força da juventude

Ao comentar o papel dos jovens na sociedade, a gerente de programas para democracia na América Latina na Open Society Foundations, Sylvia Siqueira, aponta que eles "não são apenas o futuro", mas também "as referências que o mundo precisa para o futuro poder existir".

“Vocês são nossas referências de imaginário e poder de sonho. Então, vamos continuar sentindo essa força e essa chama, não só ao longo do dia de hoje, mas por muito tempo adiante”, declarou Sylvia.

O cientista político e estrategista internacional Matheus Marlisson classifica a crise climática como “o maior desafio que a gente está enfrentando nesse milênio”.

Ele defende que o Brasil tem lugar de destaque na diplomacia global sobre água e meio ambiente, que precisa unir proteção ambiental e desenvolvimento justo, sustentável e próspero.

“O Brasil no debate da Conferência da Água, pode trazer uma visão cada vez mais integrada com a sociedade civil, com a política e com outros atores que fazem parte desse processo de desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Ele acredita que a juventude brasileira é “extremamente potencializada” e caminha para lugar de referência no debate global.

“A gente vê nas favelas do Rio de Janeiro, nas comunidades ribeirinhas, no Nordeste, no contexto rural que a juventude não está parada”, avalia.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), criada na comunidade de São Carlos, região central do Rio de Janeiro, relaciona justiça pela água e justiça climática. “Os dois temas andam atrelados”.

Ela aponta que a governança de temas ligados à água é “um desafio” e que encontros como o deste sábado, com jovens de territórios vulnerabilizados, contribuem para que haja marcos de governança territorial.

“O espaço do debate desse encontro é o primeiro passo importantíssimo, porque não existe gestão democrática de recursos que não seja com participação cidadã”, afirmou à Agência Brasil.

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

SP tem programação infantil gratuita na Feira do Livro do Pacaembu

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A 5ª edição da Feira do Livro, que ocupa a praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer para crianças e jovens na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário tem oficinas, mediação de leitura e contação de histórias até este domingo (7).

No Espaço Rebentos, as crianças poderão participar de oficinas de escrita criativa, em que poderão produzir contos de fadas; marcadores de livros, com papel reciclado e pigmentos naturais, e de construção de cadernos por meio de técnicas artesanais. Além de mediações de leitura, haverá um bate-papo com o público infantojuvenil sobre como criar personagens e contar histórias em quadrinhos.

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Destaque também para o espetáculo infantil Canções do Mar, no domingo, a partir das 11h40, no Espaço Motiva Tablado Literário. Gislaine Caitano e Patrícia Franco apresentam canções e poemas ritmados, explorando o oceano e suas criaturas marinhas em uma experiência de música e imaginação.

O autor Walcyr Carrasco, que também traduziu e adaptou clássicos da literatura infantojuvenil, receberá o público para conversa e sessão de autógrafos a partir das 15h, deste sábado (6), na tenda das editoras Moderna e Salamandra. Entre os títulos adaptados ao público jovem, estão Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Escritores como Pedro Bandeira - autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações - e as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, já passaram pela feira em encontros com o público. 

Para Belisa, levar uma obra com essa temática para um festival literário é “fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória".

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”, afirmou.

Acesso à cultura

No evento, houve ainda o lançamento do Circuito Cultural, uma iniciativa do Instituto Motiva com objetivo de ampliar o acesso de jovens estudantes da rede pública a museus e centros culturais em três estados. 

O projeto inaugura, durante a Feira do Livro de São Paulo, uma agenda de mais de 80 visitas ao longo deste ano. Durante o festival literário, mais de 400 jovens vão participar de visitas guiadas e atividades educativas.

No total, serão 15 espaços culturais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além da feira, as visitas acontecerão em locais como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Amanhã (RJ) e Casa Jorge Amado (BA). Para este ano, a expectativa é beneficiar cerca de 3 mil pessoas.

A programação completa da feira está disponível no site do evento.

*texto atualizado às 15h17

Tassare i super ricchi, Schlein frena dopo le polemiche: “La patrimoniale non è nel programma dell’alleanza progressista”

“La patrimoniale non è tra le cose già condivise nel programma dell’alleanza progressista, come ho detto sempre ne discuteremo ma non è all’ordine del giorno”. La segretaria del Partito Democratico, Elly Schlein, ospite a Rapallo (Genova) al 55esimo convegno nazionale dei giovani imprenditori di Confindustria, frena sulla patrimoniale dopo le polemiche per le sue affermazioni sulla tassazione dei super ricchi.

Ospite ad Accordi&Disaccordi il 30 maggio scorso, la segretaria dem aveva parlato del tassare i super ricchi e i grandi patrimoni, sottolineando che non dovrebbe essere “un tabù” e di essere “sempre stata favorevole” a introdurre una tassazione a livello europeo. Parole che avevano fatto storcere il naso al centrodestra. Mentre la deputata M5s, Vittoria Baldino, aveva sottolineato che la patrimoniale, in questo momento, “è fumo negli occhi” e che non è inclusa nel programma in discussione.

“Ho letto le dichiarazioni che ha fatto ieri Elly Schlein: se il tema è che questo punto (la patrimoniale ndr.) non è ancora stato definito come un punto del programma – ha ribattuto Nicola Fratoianni a margine dell’assemblea di European Left Alliance – è vero, ci sono altre leggi, altre proposte che sono già definite, firmate da tutte le forze politiche, sono largamente assunte come un punto programmatico, dal salario minimo alla riduzione dell’orario di lavoro”. “Se il tema è che di questo non si deve discutere, allora non sono d’accordo, ma non credo che si tratti di questo – ha spiegato -. In ogni caso lo verificheremo, perché redistribuire la ricchezza è fondamentale e soprattutto è una questione su cui esiste una solida maggioranza nel Paese”.

L'articolo Tassare i super ricchi, Schlein frena dopo le polemiche: “La patrimoniale non è nel programma dell’alleanza progressista” proviene da Il Fatto Quotidiano.

Despite oil spills in Nigeria’s mangrove forests, Shell continued operations, documents show

Global oil giant Shell continued operating a compromised pipeline in Nigeria’s Niger Delta despite knowing it posed a pollution risk in the surrounding coastal wetland environment, newly disclosed internal company communications reveal. The emails and memos, reviewed by Mongabay, show senior leadership knew of the poor conditions of the 97-kilometer (60-mile) Nembe Creek Trunk Line as early as 2008. Despite concerns it was operating outside technical integrity standards and proposals to shut it down, a top executive decided to keep pumping oil through the line. Carrying 150,000 barrels of oil per day to the export terminal at Bonny Island Rivers state, the Nembe Creek Trunk Line is a critical oil artery in Nigeria. Throughout the years, theft from the pipeline using illegal connections caused spills into the vast mangrove ecosystem of true (Rhizophora sp.) and flowering black (Avicennia sp.) tree species. An internal 2013 Shell document coded such tampered lines as “red,” requiring either their immediate shutdown or immediate action to remove all illegal connections. Locals from the nearby riverine Bille community said the oil spills killed about 2,000 hectares (4,900 acres) of mangrove swamps around the village while impacting an area of 13,200 hectares (32,600 acres). The contaminated waterways and degraded ecosystem, they told Mongabay, killed fish and other aquatic life. Satellite imagery surrounding the village shows massive degradation of the mangroves. “The aquatic life is gone. Our people can no longer go to the river and catch reasonable fish — they can’t even find the fish in the…This article was originally published on Mongabay

Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Le rejet en commission de la proposition de loi autorisant l’exploration et l’exploitation des hydrocarbures en outre-mer provoque une rupture entre les députés guyanais Jean-Victor Castor et Davy Rimane et la gauche française. Les deux élus dénoncent une « bien-pensance » idéologique qui, selon eux, condamne la Guyane à la dépendance économique alors que ses voisins profitent pleinement du boom pétrolier régional.

Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Les deux députés guyanais Jean-Victor Castor et Davy Rimane (GDR) ont officialisé jeudi leur rupture avec la gauche française. Ils dénoncent une « bien-pensance » qui a conduit au rejet en commission d’une proposition de loi visant à autoriser l’exploration et l’exploitation des hydrocarbures en outre-mer. Adopté en janvier au Sénat grâce au sénateur macroniste Georges Patient, le texte doit être examiné le 11 juin à l’Assemblée. Mercredi, la commission des affaires économiques l’a vidé de son contenu, sur amendements de LFI et des Écologistes (28 voix contre 18).

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Un texte sabordé à 28 contre 18

La scène s'est jouée mercredi en commission des affaires économiques de l'Assemblée nationale : la proposition de loi portée par le sénateur macroniste Georges Patient, visant à lever l'interdiction d'exploration et d'exploitation des hydrocarbures dans les territoires ultramarins, a été vidée de sa substance.

Hydrocarbures en Guyane : Paris décide, Cayenne subit
Niche GDR du 11 juin : la PPL hydrocarbures de Castor rejetée en commission. La gauche hexagonale refuse aux Guyanais le droit de décider de leur développement.
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologiel'Avant-Garde.fr
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Adoptée au Sénat en janvier, elle devait passer en séance le 11 juin. Les groupes LFI et Écologistes ont fait adopter les amendements de suppression de son article unique par 28 voix contre 18. Résultat : le texte n'existe plus.

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L’UE confirme la catastrophe : la stagflation s’installe et va faire très mal, par Elise Rochefort
Le grand virage : Bruxelles vient de briser l’espoir d’une reprise sereine en 2026. Valdis Dombrovskis, vice-président de la Commission, confirme officiellement que l’Union européenne entre dans un “choc stagflationniste” majeur. 65% de risque de stagflation en France dans les 6 mois : comment s’y préparer? Par Vincent ClairmontL’économie française
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologieLe Courrier des StratègesRédaction
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Les deux députés guyanais Jean-Victor Castor et Davy Rimane (Gauche Démocrate et Républicaine) ont immédiatement tiré les conclusions politiques de ce vote. Dans un communiqué sans ambages, ils ont acté leur « rupture avec la gauche française », dénonçant « une bien-pensance de gauche rejointe par les macronistes » , une coalition de circonstance parfaitement révélatrice des priorités réelles de chaque camp.

La Guyane face au paradoxe pétrolier

Les deux élus mettent en avant une Guyane confrontée à une forte précarité, à un chômage élevé et à une dépendance persistante aux transferts publics. Selon eux, refuser même la possibilité d’explorer les ressources énergétiques locales revient à priver le territoire d’un levier potentiel de développement.

Écologie : Macron invente la planification sans calendrier
Attendues depuis plusieurs mois, et plusieurs fois repoussées par le Président, notamment faute de souffle, les annonces officielles en matière
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologieLe Courrier des StratègesÉric Verhaeghe
Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Le contraste est d’autant plus frappant que le Guyana, le Suriname et, dans une moindre mesure, le Brésil connaissent depuis plusieurs années un véritable essor économique grâce à la découverte de gigantesques gisements offshore. Le Guyana est devenu l’un des pays à la croissance la plus rapide du monde grâce aux investissements pétroliers menés notamment par ExxonMobil.

Pétrole: la Guyane sacrifiée sur l’autel de l’écologie

Face à cet argument, les organisations écologistes rappellent que les précédentes campagnes d’exploration menées au large de la Guyane n’ont pas permis d’identifier de réserves commercialement exploitables. Le permis détenu par Total, devenu TotalEnergies en 2021, a expiré en juin 2019 sans découverte décisive. PDG, Patrick Pouyanné, avait déclaré : «Il n’y a pas d’hydrocarbures accessibles en Guyane”. Soit. Mais alors pourquoi le Suriname, frontalier, produit-il aujourd'hui à grande échelle ? La géologie ne s'arrête pas aux frontières administratives françaises.

L'argument écologiste mérite d'être soumis à son propre tribunal. La France a abandonné le nucléaire, une énergie pilotable et décarbonée, au profit d'éoliennes dont la filière industrielle est largement étrangère et dont la rentabilité réelle reste un sujet de débat sérieux. Elle subventionne du solaire produit à 80 % en Chine, dans des conditions sociales et environnementales que nul n'ose auditer. Et c'est au nom de cette cohérence-là qu'on refuse à la Guyane le droit d'exploiter ses propres ressources pour sortir de la dépendance aux transferts publics.

Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice

Condamné à deux ans de prison avec sursis, 75.000 euros d’amende et cinq ans d’inéligibilité, l’ancien député LREM Jean-Jacques Bridey rejoint la longue liste des élus sanctionnés pour détournement de fonds publics. Le motif : 230 000 euros de fonds publics détournés au fil de mandats cumulés. L’affaire illustre une nouvelle fois les dérives d’un système où le contrôle intervient souvent bien après les faits.

Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice

Jean-Jacques Bridey, ancien pilier LREM et premier soutien d’Emmanuel Macron en 2016, a été condamné jeudi 4 juin par le tribunal correctionnel de Paris à deux ans de prison avec sursis, 75 000 euros d’amende et cinq ans d’inéligibilité pour détournement de fonds publics et concussion. Le tribunal a ordonné l’exécution provisoire de l’inéligibilité : l’ex-député du Val-de-Marne a immédiatement démissionné de son mandat de conseiller municipal d’opposition à Fresnes. Au total, ce sont près de 230 000 euros de préjudice qui ont été relevés, soit l’équivalent de 3 200 euros par mois prélevés sur la collectivité.

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Des spas, du vin et des vêtements aux frais du contribuable

Élu socialiste puis passé en 2017 dans le sillage macroniste, Jean-Jacques Bridey cumulait les mandats depuis plus de vingt ans. Le tribunal a estimé qu’il lui incombait de connaître les règles élémentaires de rémunération et de frais.

Spa, bouteilles… L’ex-député Bridey condamné pour avoir détourné ses frais de mandat
Jean-Jacques Bridey était notamment poursuivi pour avoir dépensé 145.000 euros supposément en frais de mandat de député pour des séances de spa, des amendes pour des contraventions routières, des bouteilles de vin…
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice20 MinutesElise Martin
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice

Or, sur les 145 000 euros déclarés en frais de mandat de député, une partie significative a servi à financer des séances de spa, des bouteilles de vin, des amendes routières et des vêtements féminins.

Menacée d’inéligibilité pour détournement de fonds publics, Marine Le Pen sauve Macron et Barnier…
Y a-t-il un gouvernement des juges en France ? Chacun en tirera les conséquences qu’il voudra, mais enfin, quelques coïncidences
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justiceLe Courrier des StratègesÉric Verhaeghe
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Lors de l’audience du 3 avril, l’intéressé avait invoqué son besoin de « détente » dans les bains bouillonnants ou affirmé que les tenues étaient destinées à sa collaboratrice en représentation. Le tribunal a été clair : « Aucun lien avec l’exercice du mandat parlementaire. »

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Parallèlement, la concussion porte sur le cumul illégal d’indemnités dépassant de plus de 84 000 euros le plafond légal. L’Assemblée nationale doit déjà récupérer les 145 000 euros ; une audience complémentaire le 20 janvier fixera les montants dus à la commune de Fresnes et aux autres parties civiles.

Une affaire de plus dans une série devenue banale

Ce jugement, aussi sévère soit-il sur le papier, intervient après des années de mandats cumulés et illustre une mécanique bien rodée : des élus qui considèrent les fonds publics comme une rente personnelle.

Assistants parlementaires : la justice referme le dossier Mélenchon
La justice française a clôturé, mardi 26 mai 2026, l’instruction ouverte depuis novembre 2018 contre Jean-Luc Mélenchon et La France insoumise pour détournement présumé de fonds publics européens. Aucune mise en examen n’a été prononcée. Seuls deux anciens assistants restent en statut de témoin assisté. LFI célèbre une
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justiceLe Courrier des StratègesLalaina Andriamparany
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice

L’ancien maire de Fresnes, reconverti en député LREM, incarne cette génération politique qui a prospéré sous les couleurs successives du socialisme puis du macronisme sans jamais vraiment changer de pratiques.

Socialiste hier, marcheur demain, il fut de ceux qui permirent à Emmanuel Macron de se draper dans une respectabilité de gauche au moment décisif de 2016. La récompense fut un mandat de député et manifestement, la conviction que l'argent public était un prolongement naturel du confort privé.

L’étrange procès de Marine Le Pen sera-t-il vraiment impartial ?
Donc on récapitule : Michel Barnier prononce une déclaration de politique générale aujourd’hui. Il a besoin du soutien du RN
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justiceLe Courrier des StratègesÉric Verhaeghe
Détournement de fonds : un élu macroniste rattrapé par la justice

Ce que cette affaire révèle, c'est la logique d'un système où les élites recyclées d'un bord à l'autre n'ont comme boussole que leurs propres intérêts. La justice a dit son mot. Elle s'est, pour une fois, montrée plus lucide que l'électeur.

Finalement, au vu du nombre d’affaires n’ayant qu’un seul objet le détournement de fonds , on ferait mieux de demander qui n’en a pas commis, ça irait plus vite.

Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

Quand un mensonge suffit à faire d'une victime un suspect... Henry Nowak, 18 ans, agonisait sur le trottoir, poignardé cinq fois. La police l'a menotté. Elle croyait la version de son agresseur invoquant des « injures racistes ». La vidéo diffusée lundi soir a provoqué une onde de choc et des émeutes à Southampton. Derrière l’émotion, c’est tout un système fondé sur l’identité ethnique qui vacille.

Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers
Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

Le 2 juin 2026, Vickrum Digwa est condamné à la prison à vie avec une peine de sûreté de 21 ans . Sa condamnation n’a pas clos l’affaire. Bien au contraire. Depuis la diffusion des images de l’intervention policière survenue le 3 décembre 2025 à Southampton, l’émotion s’est transformée en colère.

Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

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Une erreur policière aux conséquences dramatiques

Cette nuit-là, Henry Nowak, étudiant de 18 ans, est poignardé à cinq reprises alors qu’il rentre d’une soirée. Lorsque les policiers arrivent sur place, son agresseur affirme avoir été victime d’insultes racistes et avoir agi en état de légitime défense. Les agents prennent alors son récit pour argent comptant.

Royaume-Uni : des centaines de personnes défilent après la condamnation du meurtrier d’Henry Nowak
Henry Nowak a été poignardé par Vickrum Digwa, jeune sikh de 23 ans, qui a assuré avoir agi en légitime défense après l’avoir accusé à tort d’injures racistes. Lundi, il a été condamné à la prison à perpétuité.
Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policierseuronewsNathan Rennolds
Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

La vidéo montre pourtant une scène glaçante. Allongé au sol, la victime répète à plusieurs reprises : « Je n’arrive pas à respirer » et « J’ai été poignardé ». Malgré cela, les policiers menottent Henry Nowak et lui notifient son arrestation alors qu’il est déjà à l’agonie.

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Royaume-Uni :arrestation musclée d’un humoriste après ses tweets jugés “homophobes”
L’humoriste Graham Linehan a été arrêté à Heathrow à son retour des États-Unis, il est accusé d’avoir publié trois tweets jugés offensants par des militants trans. Un épisode qui interroge sur les limites de la liberté d’expression au Royaume-Uni. L’auteur a révélé que le stress généré par
Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiersLe Courrier des StratègesLalaina Andriamparany
Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

Face à l’indignation, la police du Hampshire a reconnu avoir été « trompée » par les mensonges du meurtrier. L'Independent Office for Police Conduct (IOPC) — la "police des polices" a ouvert une enquête dont les conclusions sont attendues sous trois mois. Le lendemain du meurtre, la police découvrait chez Digwa une machette et des épées.

Colère populaire et récupération politique

Mardi soir, plus d’un millier de personnes, dont Tommy Robinson, se sont rassemblées devant le commissariat de Southampton. Des heurts ont éclaté : bouteilles, briques et poubelles lancées sur les forces de l’ordre. Nigel Farage, chef de Reform UK, à deux semaines d'une élection partielle, a dénoncé un pays « à deux vitesses » et reproche que "les droits des Blancs comptent moins".

Royaume-Uni: la prison pour un tweet, le cas de Lucy Connolly
Lucy Connolly n’avait rien d’une militante. Mère de deux enfants de 42 ans, vivant à Northampton, elle menait une vie discrète jusqu’au jour où un massacre à Southport – où trois jeunes filles furent tuées – bouleversa le pays. Dans un moment de colère, elle posta un message sur
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Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

Elon Musk s’est lui aussi emporté, et a fustigé un «deux poids deux mesures» médiatique de la presse anglo-saxonne, comparé à la mort de George Floyd aux États-Unis. Il se dit prêt à financer une action judiciaire contre la police du Hampshire. Cette dernière s’est excusée, admettant avoir été « trompée » par les mensonges de Digwa, tout en dénonçant un « flot de désinformation ».

Keir Starmer a parlé d’images « atroces » lui ayant donné la nausée, tandis que la ministre de l’Intérieur Shabana Mahmood accuse certains responsables politiques de chercher à tirer profit d’une tragédie.

Affaire Nowak : quand la peur du racisme paralyse le jugement des policiers

L'affaire Nowak est la preuve que des procédures policières mal calibrées, dans un contexte de pression idéologique réelle sur la notion de racisme, peuvent conduire à des décisions absurdes et mortelles.

Les élites travaillistes, comme les précédentes, préfèrent dénoncer l’« extrême droite » plutôt que d’interroger les effets d’une immigration de masse non assimilée et d’une justice à géométrie variable.

Le Royaume-Uni, sorti de l’Union européenne, reste prisonnier d’une idéologie multiculturaliste qui broie l’individu au profit des groupes. Henry Nowak en est mort.

Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

Le gouvernement se félicite de 636 500 demandes reçues pour son aide aux "grands rouleurs" et de 14 millions d'euros de prêts aux entreprises. Derrière les chiffres flatteurs, un dispositif bureaucratique qui ne traite qu'une fraction infime des victimes de la guerre des prix énergétiques.

Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper
Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

Depuis le 1er juin 2026, les aides gouvernementales liées à la flambée des carburants provoquée par l'escalade au Moyen-Orient sont obligatoirement "en vigueur". Le ministère de l'Économie s'est empressé de communiquer ses premiers bilans dès le 2 juin. Le résultat : 636 500 demandes reçues pour une aide forfaitaire de 100 euros destinée aux "grands rouleurs", sur un vivier théorique de trois millions d'éligibles. En clair, après cinq jours d'ouverture du guichet, moins d'un Français sur cinq concernés a réussi à naviguer dans les méandres d'impots.gouv.fr.

Un État qui subventionne ce qu'il taxe

Le paradoxe central de ce dispositif mérite d'être posé franchement : l'État distribue des aides carburant avec la main droite tout en prélevant, via la TICPE, près de 60 centimes de taxe par litre d'essence avec la main gauche.

“Grands rouleurs”, agriculteurs, transporteurs... Combien de Français ont déjà demandé une aide carburant ? | TF1 Info
[VIDÉO] Dans le sillage de la hausse des coûts de l’énergie liée à la guerre au Moyen-Orient, le gouvernement a mis en place plusieurs aides ciblées. Dans un point de situation ce mercredi 3 juin, l’exécutif fait notamment état de 636.500 demandes pour l’aide “grands rouleurs”, accessible depuis la semaine passée. Des milliers de dossiers ont aussi été déposés pour les dispositifs par secteurs professionnels, tandis que les prêts “flash” rencontrent un “succès important”. - “Grands rouleurs”, agriculteurs, transporteurs... Combien de Français ont déjà demandé une aide carburant ? (Économie).
Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimperTF1 InfoM.L.
Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

La "prime carburant doublée" jusqu'à 600 euros que les employeurs peuvent verser n'est "défiscalisée et désocialisée" que parce qu'elle échappe à un prélèvement que l'État aurait lui-même institué.

Crise du carburant, aides sélectives : les « vrais travailleurs » d’abord, les autres après
Pas de bouclier universel, pas de blocage des prix, pas de date pour les nouvelles mesures. Maud Bregeon annonce des soutiens « dans les jours à venir »… sans dire à qui ni pour combien. Face à cette crise, l’exécutif assume : pas d’aide pour tous. Après les pêcheurs et les
Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimperLe Courrier des StratègesRédaction
Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

La revalorisation de 3,2 % des indemnités kilométriques des fonctionnaires soit 20 centimes/litre entre juin et décembre est une correction partielle d'une distorsion structurelle, présentée en bonne fortune politique.

Bpifrance, bénéficiaire silencieux

Du côté des entreprises, 9 500 dossiers ont été déposés pour les "prêts flash" via Bpifrance, pour 14 millions d'euros déjà financés et 22 millions en cours d'instruction.

Hausse du prix du carburant: Bercy préfère aider certains plutôt que tous
Le gouvernement persiste. Face à la hausse des prix du carburant, Roland Lescure, ministre de l’Économie, a exclu ce 26 mars sur RTL toute baisse générale des taxes ou tout plafonnement à la pompe. Seules des aides ciblées, réservées aux « gros rouleurs » et à certains professionnels, seront annoncées « dans
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Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

Les transporteurs raflent 70 % des demandes, suivis des agriculteurs (20 %) et du BTP (10 %). Le guichet, ouvert le 13 avril 2026 pour les transports, agriculture et pêche, a été étendu au BTP le 13 mai.

Carburant : l’État distribue les aides, mais la facture continue de grimper

Ces chiffres révèlent une réalité classique : les secteurs les mieux organisés et les plus proches de l’administration captent l’essentiel des fonds publics. Les pêcheurs, symboliquement présents à 0,1 %, illustrent la marginalisation des plus petits acteurs.

Au final, l'État crée le problème, le refinancement à crédit, et présente la note au contribuable. Un grand classique du capitalisme de connivence à la française où l'urgence sert invariablement de paravent à l'extension discrète de l'appareil étatique.

Why It Takes California So Long to Count Votes

Experts say speeding up the count in California would take more resources, but also scaling back rules that expand voting access.

© Jae C. Hong/Associated Press

Ballots are sorted the day after California’s primary election at the Los Angeles County Ballot Processing Center in City of Industry, Calif., on Wednesday.

El estancamiento en las negociaciones entre Estados Unidos e Irán se prolonga mientras el conflicto se acerca a los 100 días

Donald Trump afirma que Estados Unidos tiene éxito con Irán y sostiene que Teherán no está en condiciones de tener un arma nuclear. (Reuters)

Estados Unidos e Irán continúan en un punto muerto respecto a una posible tregua al comenzar el fin de semana, con el conflicto a punto de cumplir 100 días y Teherán afirmando que tanto él como Omán tienen soberanía sobre el estrecho de Ormuz.

Tras los enfrentamientos nocturnos entre Hezbollah e Israel en el sur del Líbano, Irán siguió insistiendo en un alto el fuego antes de alcanzar un acuerdo con EEUU. Mientras tanto, un asesor militar del líder supremo iraní, el ayatolá Mojtaba Jamenei, declaró a CNN que “la pelota está en el tejado de Trump” en lo que respecta a un acuerdo, e insistió en el descongelamiento de 24.000 millones de dólares en activos.

El presidente estadounidense, Donald Trump, ha insistido durante meses en que Irán está al borde del colapso. El viernes declaró a la prensa que “estamos teniendo un gran éxito con Irán”, y añadió que “no están en condiciones de tener un arma nuclear”.

Incluso restó importancia al aumento del precio del petróleo, un incremento que ha contribuido a la subida de los precios de la gasolina: “La gente pensaba que iba a ser mucho peor. Hoy vi que el precio era de 96 dólares el barril; la gente creía que iba a llegar a 300”.

Teherán sostiene que Irán y Omán tienen soberanía sobre el estrecho de Ormuz en medio de la disputa regional. (Reuters)

Los precios del petróleo cayeron más del 2% el viernes, con el crudo estadounidense cotizando cerca de los 90 dólares el barril, ante las señales de que China ha reducido su consumo y gracias a que las exportaciones de crudo estadounidenses ayudaron a compensar parte de la escasez de suministro.

Sin un avance significativo, el continuo estancamiento sugiere que Teherán cree poder soportar la presión actual durante más tiempo, apostando a que la presión política en Estados Unidos podría llevar al líder estadounidense a ceder en algunos de sus objetivos.

El ministro de Asuntos Exteriores iraní, Abbas Araghchi, declaró anteriormente que no se había producido “ningún progreso tangible” en las conversaciones, a pesar de que ambas partes seguían intercambiando mensajes a través de mediadores. No se observaron tránsitos comerciales por el estrecho de Ormuz el viernes por la mañana, mientras que el jueves se registraron tres pasos en cada dirección, según datos de seguimiento de buques recopilados por Bloomberg.

Según un funcionario familiarizado con las operaciones del Comando Central de Estados Unidos, las fuerzas estadounidenses han contabilizado cerca de 1.000 tránsitos de buques comerciales por el estrecho de Ormuz en los últimos dos meses. Esta cifra sigue estando muy por debajo de los más de 100 barcos que transitaban diariamente por esta vía marítima vital para el transporte de petróleo y gas del Golfo Pérsico antes del conflicto.

El tránsito comercial por el estrecho de Ormuz sigue por debajo de los niveles previos al conflicto, con cerca de 1.000 buques en dos meses. (REUTERS/Amr Alfiky)

A medida que el conflicto que comenzó el 28 de febrero se acerca a los 100 días, Trump viajó a Wisconsin para un acto político interno tras dos reprimendas del Congreso, de mayoría republicana, por su política exterior. La primera fue cuando la Cámara de Representantes votó a favor de detener la guerra con Irán, una medida en gran medida simbólica que subraya la creciente pérdida de influencia del presidente en el Capitolio. Cuatro miembros republicanos se unieron a los demócratas para aprobar la medida.

Posteriormente, el Congreso aprobó legislación para proporcionar ayuda adicional a Ucrania e imponer más sanciones a Rusia. Estas medidas se producen después de que el aumento de la inflación desde el inicio de la guerra haya mermado los salarios de los estadounidenses, dificultando la situación de los consumidores, que ya estaban frustrados por el alto costo de la vida. Según una encuesta del New York Times/Siena realizada en mayo, el 64% de los estadounidenses considera que ir a la guerra con Irán fue una decisión equivocada.

Sin embargo, Trump declaró el jueves que las negociaciones se encuentran en la fase final, sin dar más detalles. A principios de esta semana, Irán lanzó misiles y drones contra Kuwait y Baréin, causando la muerte de una persona y dejando decenas de heridos en el principal aeropuerto de Kuwait. Este fue el peor de varios enfrentamientos desde que el frágil alto el fuego entre Estados Unidos e Irán entró en vigor el 8 de abril.

Bloomberg

Resultado do 1º turno na Colômbia confirma apuração prévia, contrariando denúncias de fraude

5 June 2026 at 21:30
O órgão eleitoral da Colômbia divulgou nesta quinta-feira (4), quatro dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, o resultado final da votação: apesar das acusações de fraude vindas do presidente Gustavo Petro e de seu candidato, a contagem coincide em quase 100% com a apuração preliminar, finalizada apenas algumas horas após o pleito do último domingo (31). Leia mais (06/05/2026 - 17h30)

As ebola virus spreads, we see the terrifying effects of Trump dismantling USAID

5 June 2026 at 16:06
Healthcare workers put on personal protective equipment (PPE) in the dressing area under the supervision of specialists before going to examine patients in the isolation ward during their shift at the Ebola Treatment Center (ETC) following its rehabilitation by Doctors Without Borders (MSF) in Munigi on June 2, 2026. Photo by Jospin Mwisha / AFP via Getty Images

This article was originally published by Truthout on June 04, 2026. It is shared here under a  Creative Commons (CC BY-NC-ND 4.0) license.

In 2018, when the Democratic Republic of the Congo (DRC) experienced a severe Ebola outbreak, more than 30 experts from the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), close to 20 disaster-response specialists from the U.S. Agency for International Development (USAID), and 120 additional USAID staff were on the ground attempting to manage the outbreak, according to estimates from Friends of USAID, an advocacy organization mainly made up of ex-USAID staffers. With that level of staffing in 2018, by and large, they succeeded in limiting the extent to which the disease spread.

This year, as a particularly virulent strain of the Ebola virus — the Bundibugyo strain, against which there is no approved vaccine and for which there are no medicinal cures — runs rampant in the Democratic Republic of the Congo, Friends of USAID estimate there is only one CDC staffer on the ground there, along with five additional State Department personnel. There are of course no USAID workers present, since the Trump administration dismantled USAID during the purges led by the so-called “Department of Government Efficiency” (DOGE) in 2025, summarily firing local health care contractors around the world, including in countries with extreme poverty rates such as the Democratic Republic of the Congo.

In addition, since Donald Trump signed an executive order pulling the U.S. out of the World Health Organization in early 2025 — a pullout that was completed in January of this year — CDC experts are no longer allowed to communicate with World Health Organization personnel. And despite a waiver having been granted for Ebola-related correspondence, in practice there has been a significant breakdown in communication between the two agencies over the past year — a breakdown promoted by the Trump administration, which recently sent out an email reminder to CDC staff not to correspond with the World Health Organization.

The consequences have already been devastating. In past Ebola outbreaks, even before mass testing of disease victims got underway, the CDC and USAID were able to tell when an epidemic was picking up steam based on on-the-ground medical observations and data about excess mortality figures. And, in response, they were able to position medical resources effectively.

In the current outbreak, the decimated remnants of the CDC were caught unawares, only finding out about the outbreak once hundreds, and possibly thousands, of people had already been infected — thus making it far more likely that this outbreak will prove particularly difficult to corral.

Because so many experts have been fired over the past 16 months, and because political overseers have been limiting what the remaining scientists can say and write, “the CDC is not really functional anymore,” Angela Rasmussen, professor of virology at the University of Saskatchewan in Canada, told Truthout. Rasmussen, who also serves as science chair for the Save America Movement, a nonpartisan organization that works to stop ongoing assaults on public health, added that the administration was no longer bothering to consult remaining CDC experts when making policy to respond to the outbreak. “It used to be an evidence-driven process and now it’s a political-driven process,” Rasmussen said.

“I equate it to having the mayor’s office taking on a fire without having a fire department or a fire hose,” Demetre Daskalakis, former director of the CDC’s National Center for Immunization and Respiratory Diseases, told Truthout. Daskalakis, who resigned last August because he was so concerned about the direction that the Department of Health and Human Services was taking under Robert F. Kennedy Jr.’s leadership, says that when faced with grave public health challenges, the administration is simply resorting to “a lot of posturing, with, I think, bad consequences.”

I equate it to having the mayor’s office taking on a fire without having a fire department or a fire hose.

Faced with the twin public health emergencies of the Ebola virus outbreak in the Democratic Republic of the Congo and Uganda, alongside the hantavirus outbreak on a cruise ship from which people disembarked to the four corners of the Earth, the Trump administration’s response has been, at best, ad hoc. Instead of implementing expert-driven protocols, it has leaned on its nativist instincts to simply attempt to lock the virus out. That attempt proved a colossal failure during the early days of the COVID-19 pandemic. And, according to Rasmussen and Daskalakis, the signs are not auspicious for it being a successful strategy against the global health crises of 2026.

For U.S. residents exposed to hantavirus, the Trump administration has ordered mandatory 42-day quarantines in a secure facility in Omaha, Nebraska — despite the fact that experts say the virus doesn’t spread easily and that home quarantine would be just as effective. For U.S. residents exposed to the Ebola virus in Africa, the response has been to refuse them entry back into the United States and to instead have them isolated and, if need be, treated in Kenya — a situation that Rasmussen and other experts say makes little sense given the huge investments made over the past decade in secure biocontainment units in the U.S. “They’re throwing evidence-based risk assessment out the window, and are trampling people’s 14th Amendment rights,” Rasmussen told Truthout. “If we’re going to take Americans’ freedom away, there should be a real basis for that — and there’s not.”

It took so long for the CDC to say anything about hantavirus or to hear from the DRC about Ebola. Relationships that took decades to build have simply disappeared.

Telling people in the U.S. that if they get exposed to the Ebola virus, they won’t be allowed back into their home country for months is, experts believe, a surefire way to discourage U.S. doctors and public health professionals from heading to Africa to try to contain the outbreak. In other words, it is a strategy all but guaranteed to make a bad situation worse.

At the same time, African victims of the disease, who could certainly benefit from access to the treatment center being established in Kenya, are being deliberately excluded from it. “There’s an equity issue,” Daskalakis says of this policy. This, too, will end up hurting public health, as the Ebola patients denied access to the Kenyan facility will, in all likelihood, end up spreading the disease further in their communities or in poorly resourced medical facilities to which some eventually may turn.

Aryn Backus, a CDC employee who has been on administrative leave for more than a year since her job was targeted by DOGE, and who is now deputy executive director of the National Public Health Coalition, told Truthout that the ham-handed U.S. response to the outbreak overseas makes it more likely that the disease will ultimately find its way to the United States. “Diseases don’t understand borders,” she said. And, without detailed international coordination, the likelihood of their spreading far and wide grows.

“We are seemingly not at the table anymore,” Daskalakis added, as he detailed the myriad ways that the U.S.’s role as global public health leader has been corroded. “It took so long for the CDC to say anything about hantavirus or to hear from the DRC about Ebola. Relationships that took decades to build have simply disappeared.”

Chi ha votato per il nucleare in Parlamento sa poco o nulla di energia

5 June 2026 at 13:14

In totale disprezzo dei due referendum contro il nucleare votati dagli italiani, la Camera ha approvato il nucleare civile nella forma dei così detti “mini-reattori di ultima generazione”. Ciò che è accaduto, in sostanza è questo: un piccolo plotone di parlamentari del centrodestra , che – da quanto si è ampiamente visto – nulla sanno di energia, ha deciso che in Italia deve tornare il nucleare. Tutto questo senza avere quasi alcuna contezza di quello che ciò significhi in termini di costi, di scorie, di compatibilità con l’attuale sistema energetico e soprattutto di tempi.

L’operazione, particolarmente avallata anche da giornali progressisti come la Stampa con un apposito sondaggio in cui gli italiani sarebbero favorevoli, pubblicato qualche giorno fa, è stata resa possibile probabilmente dal nome di questo nucleare. Già, perché “mini-reattori di ultima generazione” fa pensare a qualcosa di innocuo, piccolo, trasportabile. Secondo me i deputati se lo immaginano come una sorta di nucleare pret-à-porter, da borsetta insomma, che si attiva magicamente quando vogliamo e produce l’energia necessaria. Gli stessi giornali riportano notizie confuse sulla dimensione, se è vero che il Messaggero scrive oggi venerdì che le dimensioni sarebbero quelle di un tir (l’altra voce che circola è anche quella di un nucleare “galleggiante”), quando lo stesso Pichetto Fratin, nelle tante interviste gongolanti appena rilasciate ammette che, quanto a dimensioni, si parla di almeno tre campi da calcio.

Il problema è che, ripeto, chi ha votato questo nucleare di energia sa poco o nulla. Si vota per il nucleare in nome di una visione “anti-ideologica”, come se le energie rinnovabili fossero qualcosa di ideologico, e non quanto di più concreto esista. Si vota per il nucleare immaginando che già domani entri in funzione, probabilmente quasi nessun deputato sa che non si avrà energia prima di anni, almeno dieci. Di che stiamo parlando? In dieci anni tutto può succedere, soprattutto noi abbiamo bisogno di ridurre le emissioni e decarbonizzare ora, visto che non lo abbiamo fatto abbastanza con il PNRR e ora ci troviamo ad elemosinare soldi alla UE che, speriamo, vengano rigorosamente usati per questo scopo e non per inutili sconti all’energia che non danno nessun beneficio a chi li riceve (figuriamoci a chi non li riceve). Si vota per il nucleare senza sapere dove finiranno le scorie, se i territori accetteranno di averlo, quali saranno i costi. In pratica, è una cambiale in bianco che di fatto, come già avvenuto in passato, servirà solo ad una cosa: rallentare ulteriormente lo sviluppo delle rinnovabili, mettere soldi in progetti che non servono (e che probabilmente non si faranno), dare agli italiani l’illusione di una energia facile e pronta che non esiste, e così confonderli. Insomma, una mezza truffa.

A ciò occorre aggiungere che la fantomatica credenza per cui il nucleare possa servire a compensare le intermittenze delle rinnovabili è falsa per il semplice fatto che il nucleare non lo puoi accendere o spegnere a piacimento, è un’energia continua, appunto, dunque in che senso sarebbe “complementare alle rinnovabili?”. Ma è inutile chiederlo perché questo, con tutta probabilità, i deputati che hanno votato a favore non lo sanno, come il resto.

Resta dunque una operazione questa sì ideologica, sbagliata, preoccupante e anche antidemocratica, visto il “no” degli italiani al nucleare. E i mini-reattori di ultima generazione sono sempre nucleare, punto e basta. Ciò che davvero allarma, su questo fronte come su altri tipi di scelte energetiche, come la dipendenza dal gas, è che a scegliere su questioni molto tecniche e scientifiche sia una politica che non sa nulla né di tecnica né di scienza e che spesso e volentieri è legata mani e piedi alle lobby dell’energia. Assurdo che manchi, come spesso richiesto dai veri esperti, ad esempio Antonello Pasini del Cnr, un comitato di scienziati che dia indicazioni alla politica su questioni che riguardano l’ambiente e il clima, e dunque anche le scelte energetiche. Si tratta davvero di questioni di vita e di morte, perché con l’energia facciamo tutto quello che serve, non potremmo vivere un’ora senza, e al tempo stesso l’energia è anche la causa del collasso del pianeta, perché quella non rinnovabile produce, appunto, emissioni climalteranti che hanno raggiunti livelli insostenibili. Ingannare così gli italiani, facendogli credere magari che le bollette caleranno col nucleare, è una vera impostura.

Sarebbe ora di ribellarsi a tutto questo, a questa ignoranza scientifica, a questa arroganza che addita le rinnovabili come ideologia, a un parlamento che vota un provvedimento che gli italiani non vogliono e che non porterà beneficio all’Italia, né ridurrà la povertà energetica. Perché se mai ci sarà energia nucleare, ripeto, sarà tra tantissimo tempo e certo non a costo zero. Il motivo per cui dobbiamo subire questo non è chiaro. Invece è chiaro perché i giovani se ne vadano all’estero: che un paese con una politica così medioevale, e dove l’antiscienza regna sovrana, è davvero un posto quasi intollerabile in cui vivere.

L'articolo Chi ha votato per il nucleare in Parlamento sa poco o nulla di energia proviene da Il Fatto Quotidiano.

“Oggi la politica climatica è sovrapposta e conflittuale: così non funziona”

5 June 2026 at 07:10

Una gestione integrata del rischio ambientale, che punti sulla prevenzione; un’integrazione e armonizzazione delle politiche climatiche; una fiscalità energetica faccia sia che almeno una parte di quelle tasse sia utilizzata per finanziare nuovi impianti di produzione di energia rinnovabile e che questo sia chiaro al consumatore; l’assegnazione di un valore economico alla biodiversità e, infine, una visione finalmente sistemica dei servizi idrici, troppo frammentati: sono cinque le riforme proposte, in occasione della Giornata dell’Ambiente oggi 5 giugno, dalla professoressa Valeria Costantini – Ordinaria di Politica Economica, Direttrice del Dipartimento di Economia dell’Università degli Studi Roma Tre, già presidente dell’Associazione Italiana degli Economisti dell’Ambiente (IAERE) e attuale vicepresidente della Società Italiana di Economia (SIE) – e contenute anche nel libro da lei curato “L’economia italiana e la transizione ecologica”, edito da Carocci e reso possibile grazie alle due associazioni (IAERE e SIE).

Partiamo dalle catastrofi ambientali e dal rischio ambientale.
La gestione integrata del rischio ha che fare con il fatto che ci sia una capacità da parte di tutte le istituzioni preposte alla salvaguardia del territorio, su scala nazionale, regionale, locale, di mettere a sistema un insieme di tecniche e tecnologie, oltre che di politiche, che in qualche modo riescano a convergere verso l’obiettivo della prevenzione. Rispetto al disastro ambientale, infatti, non serve solo una macchina organizzativa e amministrativa che, come nel caso dell’Emilia Romagna, sia in grado di arrivare immediatamente a portare soccorso; ma occorre anche mettere in piedi un sistema di “early warning”, allarme preventivo, anche grazie alla tecnologie e alla gestione integrata dei dati. Mettere a sistema informazioni che arrivano dai satelliti e farne dei modelli matematici o dei modelli di simulazione che possano anticipare il rischio ed effettuare interventi, come ad esempio l’evacuazione preventiva.

Venendo alle politiche climatiche. Tra Green Deal, PNIEC, PNACC, PNRR, Fondo Clima le leggi non mancano. Eppure siamo indietro su emissioni e rinnovabili.
Questa frammentazione del policy mix all’interno della strategia climatica ed energetica rappresenta un elemento critico non solo per l’Italia. Oggi c’è una stratificazione di leggi e decreti attuativi che riguardano diversi ambiti e che rendono complicato capire qual è l’efficacia delle politiche, sia sul fronte rinnovabili, che sull’efficienza energetica. Il tema è quello della cosiddetta “regolazione sovrapposta”: ci sono diverse leggi che toccano lo stesso ambito e vanno a confliggere negli obiettivi o nelle modalità di ottenimento degli obiettivi. Un esempio: lo stato dà dei sussidi per il consumo e la produzione di fonti fossili però al tempo stesso abbiamo le aziende che pagano il prezzo delle emissioni di carbonio (ETS), quindi ci sono due politiche chiaramente confliggenti.

E sul fronte fondamentale della finanza verde?
Il problema principale è che, nell’attuale sistema di gestione, abbiamo un sistema di contabilità nazionale che registra le entrate e le uscite che sono associate alle questioni ambientali, ma nella maggior parte dei casi non abbiamo una fiscalità dedicata. Bisognerebbe pensare a una specifica funzione delle entrate che derivano dalla tassazione energetica; ad esempio, imporre un’accisa sull’acquisto di benzina alla pompa e dirottare questa entrata per aumentare la quota di rinnovabili nel mix energetico italiano. La fiscalità energetica deve essere percepita anche dal consumatore come una fiscalità pro ambiente, in modo che sia consapevole che almeno una parte di quelle tasse sia utilizzata per finanziare nuovi impianti. In Italia invece gran parte della fiscalità ambientale confluisce nel bilancio dello stato senza una finalità specifica di protezione ambientale.

Nel libro raccontate anche il declino della biodiversità. E lanciate una proposta che vada oltre la conservazione.
A mio avviso la biodiversità dovrebbe essere riconosciuta dal punto di vista economico, e andrebbero riconosciuti i benefici che la collettività ottiene. Si può mettere in campo un sistema di prezzi che faccia pagare agli agenti economici il costo che stanno imponendo alla collettività, riducendo il valore della biodiversità, conteggiando appunto i benefici e i danni della mancata protezione. È quello che nel mondo anglosassone viene definito come Payment for Environmental Services, concetto che oggi sempre più viene richiesto come elemento da integrare nelle valutazioni di impatto ambientale dei grandi progetti infrastrutturali.

Infine, un punto importante del libro riguarda la gestione frammentata delle risorse idriche.
Ritengo che la gestione delle risorse idriche andrebbe completamente riformulata. Pensiamo alla gestione dei bacini: per ciascun fiume abbiamo un ente bacino che si occupa della gestione della risorsa specifica e questo va a confliggere con il sistema amministrativo che noi abbiamo della gestione del sistema Italia, perché, appunto, la gestione del singolo bacino si deve confrontare con decisioni su scala nazionale e regionale. Ci vorrebbe a mio avviso un tavolo di lavoro aperto, ad esempio a livello regionale, per arrivare a una visione sistemica dei servizi idrici, anche per la prevenzione dei disastri naturali causati da una mancata gestione appropriata dei bacini idrici. Anche per l’acqua potabile alcune cose sono state fatte col Pnrr, ma ci vorrebbe maggiore integrazione dei diversi livelli di competenza.

L'articolo “Oggi la politica climatica è sovrapposta e conflittuale: così non funziona” proviene da Il Fatto Quotidiano.

The couple traveling with Bad Bunny to make coffee for the singer and his entire team

4 June 2026 at 16:14

In September 2017, just as Abner Román and Karla Ly Quiñones were about to open the doors of Café Comunión in the Santurce neighborhood of San Juan, Puerto Rico, Hurricane Maria devastated the island.

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© Harold Camilo

Abner Román and Karla Ly Quiñones in their mobile coffee shop on Bad Bunny’s tour in Madrid.
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