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Advierten bajo ritmo en vacunación antigripal en Uruguay

13 June 2026 at 13:11

Montevideo, 13 jun (Prensa Latina) El invierno y sus bajas temperaturas pegan hoy en Uruguay y la ministra de Salud Pública (MSP), Cristina Lustemberg, advirtió sobre el bajo ritmo de la campaña de vacunación antigripal.

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SpaceX "é única" mas "muitas coisas têm de correr bem"

13 June 2026 at 12:12
Conhecido como "o sr. IPO", o professor Jay Ritter admite que ser de Elon Musk pode ter tido impacto na oferta inicial da SpaceX, mas no final o que vai contar é o que fará a empresa futurista.

Jay Ritter, diretor da IPO Initiative, realça que com esta avaliação haverá menos espaço de valorização para a SpaceX.

SpaceX "é única" mas "muitas coisas têm de correr bem"

13 June 2026 at 12:12
Conhecido como "o sr. IPO", o professor Jay Ritter admite que ser de Elon Musk pode ter tido impacto na oferta inicial da SpaceX, mas no final o que vai contar é o que fará a empresa futurista.

Jay Ritter, diretor da IPO Initiative, realça que com esta avaliação haverá menos espaço de valorização para a SpaceX.

Primera imagen del tiburón duende en su hábitat: "El más emblemático de los de aguas profundas"

13 June 2026 at 12:07

Por primera vez, un equipo de científicos ha logrado avistar ejemplares de tiburón duende vivos en su hábitat natural. Esta rara especie, cuyo nombre científico es Mitsukurina owstoni, acostumbra a vivir a miles de metros de profundidad en completa oscuridad, por lo que apenas han podido ser observados desde su descubrimiento, hace más de 100 años.

"El tiburón duende es uno de esos animales carismáticos de las profundidades marinas que nunca pensé que veríamos vivo, y lograrlo fue asombroso", ha manifestado el biólogo marino Alan Jamieson, director fundador del Centro de Investigación de Aguas Profundas Minderoo-UWA, en un comunicado.

Jamieson es coautor del artículo publicado en la revista Journal of Fish Biology que plasma dos avistamientos de esta esquiva criatura de las profundidades marinas: uno llevado a cabo por científicos australianos durante una expedición a la Fosa de Tonga en 2024, y otro de científicos de la Universidad de Hawái, que pudieron observar a estos tiburones cerca de la isla Jarvis.

"Ver al más emblemático de todos los tiburones de aguas profundas vivo y en buen estado de salud en su hábitat natural es un honor único", ha declarado Aaron Judah, autor principal del estudio e investigador del Departamento de Oceanografía de la Universidad de Hawái en Mānoa.

Las grabaciones en ambos lugares han ayudado a los científicos a aprender un poco más sobre el hábitat natural de este animal. "Prácticamente no sabemos nada sobre ellos", apunta Jamieson en declaraciones recogidas por el diario The Guardian.

Para este biólogo marino, el tiburón duende "es el animal más extraño". "Todo el mundo conoce al tiburón duende por su peculiar boca. Pero cuando está vivo, la boca está completamente retraída dentro de la cabeza, por lo que solo tiene una cabeza muy puntiaguda", describe Jamieson.

Hasta ahora, las pocas ocasiones en que esta especie había podido ser observada tenía lugar cuando eran capturados por los pescadores. A principios de este año, investigadores de la Universidad de La Laguna informaban de haber registrado por primera vez un tiburón duende vivo en aguas de Canarias gracias a que había sido capturado de manera accidental frente a la costa de San Cristóbal, en Gran Canaria. Esta captura, que tuvo lugar en mayo de 2024, permitió liberar posteriormente al tiburón y grabarlo en vídeo para documentar así sus características morfológicas.

Esta especie, de la que hasta la fecha se han documentado menos de 250 individuos en el mundo, vive en aguas tropicales y templadas, a profundidades que van desde los 250 a los 1.500 metros. El nombre de tiburón duende se debe a su parecido basado en una criatura legendaria japonesa y a su aterrador aspecto: un cuerpo rosado y blando y una nariz tan grande que oculta una afilada dentadura.

Anteriormente se pensaba que el tiburón duende habitaba la costa oeste de Estados Unidos, así como de Australia y Japón, en el océano Pacífico, y regiones estrechas en los océanos Atlántico e Índico. Sin embargo, estos nuevos hallazgos extienden el área geográfica donde se encuentra esta peculiar especie conocida como "fósil viviente", ya que son los únicos que quedan de su familia (Mitsukurinidae), que data de hace 125 millones de años, indica el Servicio de Pesca y Vida Silvestre de Estados Unidos.

"Es un caso clásico de un animal de aguas profundas con una abundancia muy baja, pero con una distribución geográfica absolutamente enorme", apunta Jamieson. Judah, por su parte, apunta que descubrimientos como este "demuestran que aún queda mucho por explorar en las profundidades del océano".

“A dor muda quem somos”

13 June 2026 at 12:06
Para o médico paliativista Hugo Sarmento Ribeiro, “é bizarro que dor, geriatria e cuidados paliativos não sejam áreas obrigatórias em todos os cursos de medicina”

© Igor Martins

Hugo Sarmento Ribeiro é médico paliativista da Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos de Gaia-Espinho

“A dor muda quem somos”

13 June 2026 at 12:06
Para o médico paliativista Hugo Sarmento Ribeiro, “é bizarro que dor, geriatria e cuidados paliativos não sejam áreas obrigatórias em todos os cursos de medicina”

© Igor Martins

Hugo Sarmento Ribeiro é médico paliativista da Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos de Gaia-Espinho

El Niño virá mais forte; veja impactos e áreas que devem ser mais afetadas

13 June 2026 at 12:00

Cientistas da NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera), principal agência climática dos Estados Unidos, confirmaram oficialmente o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e as projeções indicam que ele pode se intensificar significativamente nos próximos meses, com potencial para se tornar um episódio de forte intensidade histórica.

De acordo com um relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11), a NOAA aponta uma probabilidade de 60% de que o El Niño atinja intensidade forte até o final do ano, o que representa um agravamento considerável das previsões climáticas globais.

O que é o El Niño e como ele se desenvolve

O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes explicou que o El Niño consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico na região equatorial central. “Quando essa temperatura fica acima de meio grau, numa média de 30 anos, e durante três meses, caracteriza-se o início do El Niño”, afirmou.

Atualmente, a temperatura da região está 0,7°C acima da média histórica, configurando um evento de fraca intensidade, mas com tendência de crescimento. Segundo Pedro Côrtes, essa temperatura pode ultrapassar 2°C nos próximos seis meses, o que caracterizaria um El Niño forte.

Impactos esperados no Brasil

Pedro Côrtes destacou que os efeitos do fenômeno no Brasil seguem um padrão bem definido: aumento das chuvas na região Sul, tendência de secas no Norte e no Nordeste, e risco elevado de incêndios florestais no Centro-Oeste.

“Houve episódios, como recentemente, onde nós tivemos com o El Niño as enchentes no Rio Grande do Sul e secas históricas na Amazônia”, recordou o analista, citando rios que ficaram com volume de água drasticamente reduzido, isolando comunidades inteiras e causando mortes de animais.

O analista também alertou que o aquecimento global potencializa os efeitos do El Niño, independentemente da intensidade do fenômeno. “A gente não precisa ter um El Niño forte para que as consequências sejam exacerbadas em função do aquecimento global”, disse Pedro Côrtes.

Ele lembrou que a tragédia no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, ocorreu quando o El Niño já estava em fase de enfraquecimento, o que demonstra a gravidade dos impactos mesmo fora do pico do fenômeno.

Fator que pode moderar os efeitos no Brasil

Pedro Côrtes apontou um elemento que pode ajudar a reduzir a intensidade dos impactos no país: Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), fenômeno que alterna fases de águas quentes e frias no norte do Oceano Pacífico ao longo de décadas.

“Nós estamos numa fase fria e quando essa fase fria ocorre, nós não temos um evento tão forte para o Brasil”, explicou. Ainda assim, o analista foi categórico: “De qualquer forma, a gente vai enfrentar problemas com ele.”

Mais de 8 milhões vivem em áreas de risco

O pesquisador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) Giovanni Dolif alertou que o Brasil conta com mais de 8,5 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco, muitas das quais sequer têm conhecimento dessa situação. “Muitas dessas pessoas não têm noção de que vivem em uma área de risco”, afirmou.

Ele recomendou que a população busque informações junto à Defesa Civil para identificar o tipo de risco ao qual está exposta — seja inundação ou deslizamento de terra — e saiba como agir diante de alertas. Giovanni Dolif destacou ainda que a pressão da sociedade sobre as autoridades contribui para acelerar ações preventivas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Qué es el síndrome de Kessler y por qué puede ser "una condena" para la Tierra si no actuamos ya

13 June 2026 at 10:14

Uno de los problemas que más preocupa a los astrónomos es la acumulación de basura espacial. El ser humano lleva décadas lanzando al espacio satélites y todo tipo de elementos y muchos de ellos orbitan sin control alrededor de la Tierra.

El síndrome de Kessler fue teorizado en 1991 por el astrofísico Donald J. Kessler, y hace referencia a un fenómeno de avalancha en el cual, a partir de una densidad crítica de objetos, un choque con basura espacial produce más basura, que produce más colisiones.

Esto provocaría un evento en cascada que resultaría en la destrucción a gran escala de satélites y naves a lo largo de una región orbital, y la dejaría inservible para posteriores lanzamientos.

Según el profesor b, experto en basura espacial, esta situación ha comenzado ya, tal y como explicó en una entrevista en el pódcast Future Tech Feed, presentado por Sean Keach.

Lewis, profesor en la Universidad de Birmingham, explicó lo grave que podría volverse rápidamente el problema: podría significar que la Tierra quedara rodeada por una impenetrable "colmena" de basura.

El experto advierte que esta acumulación de basura pone en riesgo nuestros satélites y "probablemente no podríamos funcionar como una sociedad moderna sin ellos".

"Cuando realizas tus operaciones bancarias, probablemente también estés utilizando servicios satélite", pone como ejemplo el profesor Lewis. "Esos sistemas también nos proporcionan datos de sincronización, lo cual es realmente importante para cosas como la banca. Son muy vulnerables a las amenazas de los desechos espaciales".

Es más, Lewis advierte de que el problema podría impedirnos abandonar la Tierra. Lewis teoriza que los planes de exploración de la Luna o Marte, o incluso una hipotética situación en la que los seres humanos deban abandonar el planeta para evitar una extinción, estarían en peligro.

Ejemplos de los problemas actuales

Lewis ha explicado que ya se están produciendo problemas. "Solo en 2025, los satélites Starlink realizaron unas 300.000 maniobras para intentar evitar colisionar con otros objetos en órbita", dice el profesor Lewis.

"Lo que están haciendo es algo enorme. Les cuesta dinero, le cuesta dinero a SpaceX en términos de sus ganancias para intentar mantener la seguridad. Si bien creo que es justo decir que la regulación podría ser mejor en todo el mundo, lo cierto es que estas empresas son muy conscientes de sus responsabilidades en órbita. Y están haciendo un gran trabajo al intentar ir más allá de ellos", prosigue.

¿Y qué soluciones pueden aplicarse? Los científicos barajan varias ideas, entre ellas el uso de brazos robóticos e incluso redes gigantes para recoger los escombros y trasladarlos a un lugar seguro. "Hay brazos robóticos en la Estación Espacial Internacional que se utilizan casi a diario. Así que se conocen muy bien", dice el profesor Lewis. El problema es la financiación.

"Vamos a tener que tomar algunas decisiones difíciles sobre lo que haremos en órbita. Y si lo hacemos, creo que entonces ese futuro comenzará a abrirse para nosotros", concluye Lewis.

OVNI em forma de batata sobre montanhas foi relatado nos EUA; veja detalhes

13 June 2026 at 07:38

Imagens da representação de um OVNI (Objeto Voador Não-Identificado) em formato de batata, localizado sobre montanhas no Colorado, nos Estados Unidos, foram cedidas pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) para o Departamento de Guerra, em documentos desclassificados na sexta-feira (12).

No site do Departamento, consta que o OVNI foi visto em 2022 e o documento classificado como “não resolvido”.

A imagem em destaque é uma representação de uma descrição narrativa dada ao FBI.

A descrição relata que o OVNI tinha formato de batata, era de cor branca-fosca ou quase branca e com a superfície coberta por linhas que se cruzavam, formando um padrão abstrato, porém parecido com um polígono. O relator ainda descreveu que o objeto estava imóvel e que não emitia nenhum som.

No documento, há uma nota do FBI relatando que a AARO (Agência de Revisão e Análise de Acidentes) entrou em contato com o indivíduo para entrevistas adicionais, que subsidiarão as análises do incidente.

Esse caso está presente no terceiro lote de registros do programa Pursue (Sistema Presidencial de Abertura e Relatório para Encontros com UAPs), divulgado pelo Departamento de Guerra e criado para localizar, revisar, identificar, desclassificar e divulgar publicamente registros e documentos históricos relacionados a OVNIs e que estão em posse do governo federal dos Estados Unidos.

Os materiais divulgados referem-se a casos não resolvidos, pois o governo não consegue determinar a natureza dos objetos. Isso se dá por diversos motivos, como falta de dados, sendo recolhidos pelo Departamento de Guerra para aplicação de análises, informações e conhecimentos especializados.

No site do Departamento, o Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declara que: “O Departamento de Guerra está em total sintonia com o Presidente Trump para trazer transparência sem precedentes em relação ao entendimento do nosso governo sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados. Esses arquivos, ocultos por trás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano ver por si mesmo. Esta liberação de documentos desclassificados demonstra o compromisso sincero do governo Trump com uma transparência sem precedentes.”

É informado ainda que o Departamento continuará à divulgar os relatórios e realizará relatórios separados para casos resolvidos, conforme é solicitado na lei.

Outro caso

Em julho de 2025, por volta das 21h, horário local do nordeste dos Estados Unidos, uma testemunha ocular observou luzes intensas e brilhantes em seu quintal ao estacionar o carro após retornar do trabalho.

Relatos ocorreram em julho de 2025 • Departamento de Guerra dos EUA

A luz pairava a aproximadamente 7,5 metros do chão, abaixo de uma fileira de árvores perto do centro do quintal, a uma distância estimada de 27 metros. Neste momento, a testemunha saiu brevemente do veículo, o que chamou a atenção de seu companheiro, que também foi avaliar a situação.

 

As curiosidades mais interessantes sobre OVNIs

Escorpião gigante maior que cachorro: o que sabemos da descoberta

13 June 2026 at 07:37

Imagine um escorpião enorme, do tamanho de um cachorro, escalando rochas cobertas de musgo e contornando grandes estruturas semelhantes a árvores, antes de deslizar para dentro de um riacho próximo.

Foi assim que uma equipe de cientistas descreveu a aparência que o maior escorpião já conhecido teria rondado seu ambiente há aproximadamente 415 milhões de anos, no que hoje é a Grã-Bretanha.

Para chegar a essa nova e fascinante compreensão, os especialistas revisitaram fósseis que estavam no Museu de História Natural de Londres há mais de 100 anos. Reunindo esses espécimes com fósseis recém-descobertos, o grupo conseguiu formar uma imagem mais completa de um organismo que antes era considerado um crustáceo, semelhante a lagostas e outros moluscos.

O Praearcturus gigas tinha aproximadamente 1 metro — um pouco mais de 3 pés — de comprimento, estimaram os cientistas em um estudo publicado em 2 de junho na revista Palaeontology.

“Esse organismo tem uma aparência bem robusta”, disse Russell Bicknell, paleobiólogo e pesquisador da Universidade Flinders em Adelaide, Austrália, que não participou do novo relatório. “Você não gostaria de encontrar essa coisa em um beco escuro. Seria uma fera absoluta.”

Estudos anteriores sobre o escorpião, identificado pela primeira vez na década de 1870, sugeriam que ele poderia ter pertencido a um grupo de crustáceos conhecidos como isópodes. No entanto, foi somente na década de 1980, à medida que os cientistas aprenderam mais sobre o *P. gigas* e animais relacionados, que a comunidade científica também começou a considerar a possibilidade de ele ser outro tipo de artrópode, ou um invertebrado com exoesqueleto e apêndices articulados — especificamente um escorpião.

O estudo reforça a importância da ciência revisionista, afirmou Elizabeth Dowding, catedrática de análise paleoambiental da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha. Ela não participou da nova pesquisa.

“A forma como pensamos sobre extinção e biologia evolutiva deriva da capacidade dos cientistas de trabalharem no mesmo terreno, por meio da repetição”, disse Dowding. “É simplesmente incrível que essa história em si seja uma história de revisão e curiosidade constante sobre o mesmo conjunto de rochas. … Isso demonstra como a ciência funciona.”

• Google • Imagem gerada por IA

Identificando um escorpião gigante primitivo

Trabalhando com oito fósseis escavados ao longo dos anos em três sítios arqueológicos, a equipe de estudo utilizou tomografias computadorizadas e outras ferramentas para examinar mais de perto o espécime da coleção do Museu de História Natural. Os pesquisadores também trabalharam com um artista para criar representações de como o animal poderia ter sido no ambiente daquela época.

A “prova cabal” de que os restos fossilizados pertenciam a outra espécie, segundo o autor principal do estudo, Richard Howard, curador de artrópodes fósseis do Museu de História Natural, foi um estudo de 2015 que descreveu um escorpião no Canadá.

Essa criatura, Eramoscorpius brucensis, tinha uma característica fundamental que, para Howard e seus colegas, era reveladora. Seu esterno, que é a placa na parte inferior do escorpião entre a base das pernas, era longo e triangular e tinha um sulco no meio, exatamente como o esterno de P. gigas, disse Howard.

“É exatamente a mesma coisa nos dois escorpiões. Portanto, podemos inferir que são dois animais intimamente relacionados”, disse ele.

O P. gigas viveu no que é conhecido como o início do período Devoniano, quando a vida na Terra ainda era predominantemente aquática. A presença de um escorpião como esse durante esse período, portanto, é um tanto surpreendente, segundo Howard.

“Isso é muito mais antigo do que esperaríamos encontrar artrópodes gigantes”, disse ele. Escorpiões e outros artrópodes gigantes, incluindo versões primitivas de libélulas e milípedes, viveram cerca de 50 milhões de anos depois, explicou Howard. As selvas e as árvores daquela época criaram um influxo de oxigênio que tornou possível a vida terrestre de gigantes, afirmou.

Mas durante o início do Devoniano, quando havia pouco oxigênio, “as linhas que separam o que é um animal terrestre do que é um animal aquático ficam muito mais tênues”, disse Howard.

Além de seu tamanho gigantesco, o P. gigas era uma criatura cujas pernas, garras e cabeça eram cobertas por protuberâncias ásperas, uma característica típica dos escorpiões, segundo os cientistas. Embora não haja olhos preservados nas amostras fósseis do museu, os autores do estudo acreditam que o P. gigas, assim como os escorpiões modernos, também possuía olhos na parte frontal da cabeça.

Um fragmento fóssil indica que o P. gigas provavelmente possuía pinças com cerca de 15 centímetros de comprimento • Richie Howard/NHM

Notavelmente, o P. gigas provavelmente possuía pinças com cerca de 16 centímetros de comprimento, aproximadamente o tamanho de uma nota de um dólar. “É como quatro vezes o comprimento de um escorpião grande moderno”, disse Bicknell, da Universidade Flinders. Em comparação, o escorpião-gigante-da-floresta, considerado a maior espécie de escorpião da atualidade, geralmente mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento.

O escorpião também parece ter tido estruturas semelhantes a abas no abdômen, chamadas epímeras laterais. “Nenhum outro escorpião que conhecemos possui essas estruturas”, disse Howard. Os cientistas geralmente associam essas partes do corpo a artrópodes marinhos, como os caranguejos-ferradura. De acordo com Howard, essas estruturas semelhantes a abas podem ter ajudado o P. gigas a nadar.

O novo trabalho também permitiu à equipe classificar outros dois artrópodes do mesmo período. Esses organismos, um dos quais provavelmente também era um escorpião gigante, não eram anteriormente considerados relacionados ao *P. gigas*, mas, no presente estudo, os autores sugerem que essas outras espécies provavelmente também pertencem à espécie *P. gigas*.

Criatura terrestre ou marinha?

Especialistas reexaminaram fósseis que estavam no Museu de História Natural de Londres há mais de 100 anos • Sam Bond/NHM

Os autores também levaram em consideração alguns dos comportamentos do animal. Uma teoria para explicar por que o escorpião atingiu um tamanho tão grande é a de que ele buscava evitar ser devorado, sendo um dos primeiros seres terrestres de sua espécie, de acordo com o estudo.

Esse tamanho enorme também representaria um problema, já que suas fontes de alimento em terra eram todas criaturas minúsculas, como ácaros e outros aracnídeos muito menores. “Com certeza, algo do tamanho de um cachorro não consegue sair por aí comendo todas essas coisinhas minúsculas”, disse Howard. “Não sei nem como conseguiria pegá-las.”

A equipe, em vez disso, levanta a hipótese de que o P. gigas tinha um estilo de vida anfíbio, alimentando-se de peixes primitivos sem mandíbula e com carapaça que habitavam as águas naquela época.

Nem todos estão convencidos de que P. gigas seja um escorpião. “O problema que tenho, e para ser justo com os autores, eles reconhecem isso… é que só temos fragmentos do animal original”, disse Jason Dunlop, diretor científico da coleção de aracnídeos, miriápodes e artrópodes do grupo-tronco do Museu de História Natural (Museum für Naturkunde) em Berlim, em um e-mail para a CNN.

Duas características essenciais dos escorpiões — o ferrão na ponta da cauda e os órgãos sensoriais em forma de pente chamados pectinas na parte inferior do corpo — não foram encontradas, disse Dunlop, um dos autores do artigo de 2015 e revisor do novo estudo. “Coisas como grandes pinças também podem ser encontradas em alguns crustáceos”, afirmou.

Howard reconhece que sua equipe estava trabalhando com um espécime incompleto, mas não há razão para presumir que a cauda não terminaria em um ferrão, disse ele. “Se você descobre um esqueleto de dinossauro e ele não tem cabeça, você não presume que ele não tinha cabeça”, afirmou.

Para Dunlop, o ceticismo demonstra o quão difícil pode ser trabalhar com fósseis — os espécimes raramente são desenterrados intactos como retratado em filmes populares como “Jurassic Park”. “Fósseis reais são frequentemente quebrados, desorganizados e incompletos, e o desafio é então interpretar o que estamos vendo usando as evidências que temos disponíveis”, disse ele.

Revisitando fósseis

O trabalho tem várias implicações. “Ele prepara o terreno para revitalizar a forma como pensamos sobre os animais desse período”, disse Bicknell. “Acho que o que poderemos ver nos próximos cinco a dez anos é um aumento na taxa de documentação de novos escorpiões desse período.”

De acordo com Dowding, a revisão da classificação de P. gigas para escorpião também tem implicações práticas.

“Devido a essa revisão, todos os bancos de dados de paleobiologia terão que atualizar suas informações para incorporar esses novos dados”, disse Dowding, especialmente porque os autores também usaram seu conhecimento sobre P. gigas para esclarecer outros dois organismos.

“As ramificações deste trabalho podem alterar a compreensão global da diversidade deste grupo.”

Vazamento radioativo na USP: quem cuida da segurança nuclear no Brasil?

13 June 2026 at 07:34

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) confirmou o vazamento de material radioativo na sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizada no campus da USP, em São Paulo.

O incidente, ocorrido em 29 de maio, envolveu traços de tecnécio-99 durante o manuseio de insumos para radioterapia.

De acordo com informações do CNEN, a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia. Nenhum profissional foi atingido ou está em observação por impacto da contaminação.

Órgãos de fiscalização e controle

No Brasil, a segurança nuclear é coordenada por duas instâncias principais mencionadas no caso. A Cnen, autarquia federal, gerencia a resposta inicial e abriu um relatório de ocorrência interna.

Paralelamente, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) conduz a investigação técnica, solicitando registros para avaliar a situação.

A ANSN notificou o instituto com um prazo até 18 de junho para o atendimento de exigências regulatórias, no caso da USP.

Este acompanhamento visa garantir que protocolos de proteção radiológica sejam seguidos rigorosamente.

O que vazou?

De acordo com a autarquia, foram detectados traços de tecnécio-99 durante o manuseio de geradores de molibdênio. O vazamento foi reportado inicialmente por entidades sindicais e confirmado pelo órgão regulador após a abertura de um relatório de ocorrência interna.

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

La subida del nivel del mar alcanza niveles récord: la expansión térmica del agua es el verdadero culpable oculto

13 June 2026 at 07:23

La expansión térmica de los océanos se ha consolidado como el factor determinante en la alarmante aceleración del nivel del mar a escala global. Lejos de lo que indicaban las teorías tradicionales centradas casi exclusivamente en el deshielo polar, un estudio publicado en la revista Science Advances ha logrado cuantificar con precisión que el incremento del volumen físico del agua, provocado por la absorción de calor atmosférico, es el fenómeno predominante en esta tendencia preocupante.

El factor invisible tras la inercia oceánica

Hasta el momento, la comunidad científica se enfrentaba a una "frustrante brecha" entre las observaciones satelitales y la suma de las causas individuales. La investigación internacional ha permitido resolver este rompecabezas metodológico, revelando que el calentamiento interno de la masa de agua representa el 43% de la subida total registrada en las últimas décadas. Esta cifra sitúa al fenómeno térmico por encima de otras dinámicas, como el deshielo de los glaciares de montaña (27%), Groenlandia (15%) o la Antártida (12%).

Al respecto, el ingeniero mecánico John Abraham, de la Universidad de St. Thomas, ha subrayado la fiabilidad de estos nuevos datos tras años de incertidumbre: "Durante años, ha existido una frustrante brecha entre cuánto se observaba que subían los océanos y cuánto podíamos explicar a partir de las causas individuales". El experto enfatiza que el desarrollo de sensores de alta resolución y la red global de boyas Argo han sido decisivos: "Este trabajo demuestra que, con mejores instrumentos, procesos y análisis más inteligentes, esta brecha de conocimiento puede cerrarse. Ahora podemos explicar el aumento del nivel del mar con mayor confianza".

Aceleración y riesgos para las regiones costeras

El análisis estadístico no solo identifica la causa, sino que alerta sobre la velocidad del proceso. Los datos evidencian que el ritmo de subida se ha duplicado: si entre 1960 y 2023 la media fue de 2.06 milímetros anuales, el periodo comprendido entre 2005 y 2023 registró un ascenso de 3.94 milímetros por año.

Las proyecciones proyectan un escenario complejo, pues las inercias físicas del planeta garantizan que este calentamiento y la consecuente expansión oceánica se mantendrán durante al menos los próximos 50 años. Incluso con la aplicación inmediata de políticas de reducción de emisiones, el fenómeno continuará transformando los ecosistemas costeros, amenazando a millones de habitantes en regiones de baja altitud. Este proceso, definido por los especialistas como una amenaza silenciosa, conlleva consecuencias estructurales que afectarán inevitablemente a la distribución demográfica, las rutas comerciales marítimas y la seguridad alimentaria en todo el mundo.

© Azti

Nivel naranja en las costas de Galicia y el Cantábrico con grandes olas

© AP

Deshielo y cambio climático

Dos factores ancestrales explican por qué el 90% de los humanos son diestros

13 June 2026 at 07:00

Aunque el porcentaje puede variar por países, la mayoría de las personas —entre el 85 y el 90%— son diestras. Los humanos somos los únicos primates que tenemos una preferencia manual generalizada en toda la población, un enigma al que una nueva investigación liderada por científicos de la Universidad de Oxford y la Universidad de Reading (Reino Unido) ha encontrado una posible explicación.

Según el estudio, publicado en la revista PLOS Biology, el bipedismo y la expansión del cerebro humano pudieron haber jugado un papel fundamental en este aspecto.

Para llegar a esta afirmación, los investigadores recopilaron datos de 2.025 individuos de 41 especies de monos y simios y puso a prueba las principales hipótesis existentes sobre la evolución de la lateralidad manual, incluyendo el uso de herramientas, la dieta, el hábitat, la masa corporal, la organización social, el tamaño del cerebro y la locomoción.

"Este es el primer estudio que pone a prueba varias de las principales hipótesis sobre la lateralidad manual humana en un mismo marco", explica en un comunicado Thomas Püschel, antropólogo evolutivo de la Universidad de Oxford.

De este modo, añade, "al analizar diversas especies de primates, podemos empezar a comprender qué aspectos de la lateralidad manual son ancestrales y compartidos, y cuáles son exclusivamente humanos".

En dicho estudio, los humanos presentaban una anomalía evolutiva al situarse fuera del patrón que explicaba a todos los demás primates. Sin embargo, cuando los investigadores añadieron los factores del tamaño del cerebro y el marcador de la locomoción bípeda, esa anomalía evolutiva dejaba de serlo.

A partir de este hallazgo, el equipo ha tratado de averiguar si otros homínidos ya extintos, como los neandertales, pudieron haber tenido también una preferencia por una mano en particular. De este modo, apuntan que los primeros homininos, como el Australopithecus, probablemente tenían ya una leve preferencia por la mano derecha, similar a la de los grandes simios modernos.

Sin embargo, con la aparición del género Homo, ese sesgo se acentúa a través del Homo ergaster, el Homo erectus y los neandertales, hasta el moderno Homo sapiens.

Los investigadores desgranan la historia de esta preferencia por la mano derecha en dos etapas. Primero surgió la bipedestación, que dejaba las manos libres para otros cometidos.

Posteriormente, el tamaño del cerebro fue creciendo y reorganizándose, y con ello la preferencia por la derecha, que terminó por convertirse en el patrón casi universal presente en prácticamente el total de la población.

El secreto del plutonio que lleva décadas escondido: el hallazgo del Laboratorio de Idaho que reabre la era nuclear en EE UU

13 June 2026 at 07:00

El plutino nunca ha sido fácil de tratar cuando hablamos de física cuántica. No obstante, un equipo del Laboratorio Nacional de Idaho, liderado por Krzysztof Gofryk, ha dado un paso muy importante al estudiar de cerca cómo se comportan sus electrones. Descubrieron que un compuesto específico, el hexaboruro de plutonio, actúa como lo que en física se conoce como un aislante Kondo topológico. Aunque el término suena bastante abstracto, este hallazgo representa una oportunidad única para entender cómo se relacionan la estructura de un material y las fuerzas que empujan a sus electrones en los elementos más pesados de la tabla periódica.

Lo más llamativo es que, a pesar de que el plutonio es imprescindible cuando hablamos de tecnología nuclear y reactores, todavía no comprendemos del todo qué pasa en su interior a escala subatómica. Desde que se sintetizó por primera vez hace casi noventa años, trazar un mapa de su actividad electrónica ha sido un desafío debido a su inestabilidad y complejidad. En ese sentido, el comportamiento del hexaboruro de plutonio les ha dado a los investigadores un punto de partida para empezar a descifrar las reglas que rigen a estos elementos de la naturaleza.

Cuando el interior es un aislante y la superficie se convierte en una autopista

Laboratorio Nacional de Idaho Laboratorio Nacional de Idaho

Para entender qué hace de especial a este compuesto, ayuda pensar cómo clasificamos normalmente los materiales. Por lo general, un objeto conduce electricidad o la bloquea. Los aislantes topológicos, en cambio, rompen esa regla de una forma peculiar: su interior es completamente impermeable a la corriente, pero sus bordes externos funcionan como canales conductores muy eficaces. Lo interesante de estas corrientes superficiales es que resultan increíblemente robustas, lo que significa que la electricidad sigue fluyendo de forma constante, aunque el material tenga imperfecciones físicas o impurezas.

A este descubrimiento hay que sumar el efecto Kondo. En el mundo de la física cuántica, esto ocurre cuando los electrones se repelen entre sí con tanta fuerza que dejan de comportarse de manera individual y empiezan a actuar en bloque, de forma colectiva. El plutonio es propenso a este tipo de interacciones debido a la configuración de sus electrones externos. Al analizar este compuesto de hexaboruro, los investigadores pudieron observar de primera mano cómo se organiza toda esa actividad en la superficie del material.

Experimentar con elementos radiactivos no es fácil. Para trabajar de forma segura, el equipo tuvo que usar un haz de iones de plasma para cortar muestras tan diminutas que apenas se aprecian a simple vista. Después, las enfriaron a temperaturas extremadamente bajas, casi rozando el cero absoluto. Al congelar el material de esta manera, se eliminan las vibraciones térmicas que suelen afectar a los experimentos, lo que permite medir las propiedades cuánticas puras de forma más precisa. 

Para asegurarse de que los datos eran reales y no había un error en la medición, los científicos cruzaron sus resultados con los modelos teóricos de la Universidad de Columbia, y todo salió según lo previsto. Ahora bien, todavía estamos lejos de ver esto aplicado en diversas tecnologías, pero el estudio abre un camino para el desarrollo futuro de procesadores más estables en computación cuántica, sensores magnéticos de alta sensibilidad o simplemente para comprender mejor cómo simular la física de materiales nucleares complejos.

© Difoosion

Esta investigación ha servido para que los investigadores puedan obtener una mayor comprensión de cómo se comportan los elementos actínidos

¿Y si no llega la luz del sol donde vives? Viganella, un espejo solar y la antítesis del Sr. Burns

13 June 2026 at 06:58

Cualquier fan mínimamente acérrimo de la serie Los Simpson recordará con cariño el capítulo ¿Quién disparo al señor Burns? donde el anciano multimillonario dueño de la central nuclear de Springfield, por puro egocentrismo y maldad, decide crear un artefacto que tapa la luz del sol a toda la población para que así deban consumir más electricidad.

Springfield se convierte en una noche eterna y sus ciudadanos se molestan muchísimo con Burns. Tanto que de repente, al darse cuenta de que había sido disparado y había quedado inconsciente en el reloj de sol al lado del ayuntamiento, a nadie le extrañó el suceso, pero tampoco sabían quién había sido.

Esta historia, dividida en dos partes, es una de los mejores de la serie con diferencia, y eso que en esta temporada hay verdaderas joyas, pero he de centrarme en el artilugio que tapa totalmente la estrella que nos da calorcito. bloquear totalmente la luz solar requeriría de un aparato de proporciones colosales, pero la realidad, que supera muchas veces la ficción, tiene como contrapartida un caso en el que se usa justamente unos espejos para hacer que la luz del sol, que a priori no llega, puede alcanzar la plaza de un pueblo.

Mientras Burns buscaba la desolación para aumentar sus ganancias, el alcalde Pierfranco Midali y el arquitecto Giacomo Bonzani buscaron devolver el alma a una plaza que quedaba desierta durante 83 días al año. Este es el peculiar caso de Viganella, un pequeño pueblo alpino italiano.

Un alma oscura que oscureció un pueblo

En la trama de Los Simpson, el señor Burns construye un dispositivo conocido como "el bloqueador solar de Burns". Se trata de un disco gigante de material opaco, sostenido por un brazo mecánico articulado de dimensiones colosales, capaz de pivotar para cubrir el disco solar desde la perspectiva del pueblo.

El objetivo de Burns era sencillo pero perverso. Si eliminas la luz natural, los ciudadanos se verían obligados a mantener las luces eléctricas encendidas las 24 horas del día, incrementando exponencialmente los beneficios de su planta nuclear. Este artefacto es, en esencia, un helióstato inverso; en lugar de seguir al sol para aprovechar su energía, lo sigue para interceptarla.

Las medidas aproximadas que requeriría un artefacto así en la vida real serían abismales, además de que para que un disco pueda tapar el sol por completo sobre una ciudad de tamaño medio como Springfield, dependería de su altitud, además de tener que ser de varios kilómetros de diámetro.

Sin embargo, en la serie, el aparato se muestra anclado a una montaña cercana, lo que sugiere una estructura de escala kilométrica similar a la de un satélite de órbita baja, pero fijado mecánicamente al suelo. Un disco de acero o material compuesto de esas dimensiones enfrentaría retos estructurales insuperables, como la presión del viento y la carga de su propio peso, requiriendo una superficie de miles de metros cuadrados, mucho más allá de las dimensiones de un espejo como el de Viganella.

La energía necesaria para mover un brazo mecánico de tal magnitud superaría probablemente cualquier ganancia obtenida por la venta de electricidad adicional, convirtiéndo en una obra de ingeniería puramente distópica y asombrosamente inútil, como la gran mayoría de ocurrencias de un ricachón loco.

Espejito, espejito

Viganella se sitúa en un valle alpino profundo y sufre un fenómeno de "encajonamiento" debido a la orografía circundante. Durante el solsticio de invierno, la trayectoria del sol en el cielo es tan baja que las montañas situadas al sur del pueblo actúan como una barrera física infranqueable. Como resultado, desde el 11 de noviembre hasta el 2 de febrero, los rayos solares directos nunca alcanzan el fondo del valle, dejando a Viganella en una penumbra constante durante 83 días. Esta falta de luz no es solo un problema estético ya que afecta la sensación térmica y el bienestar de los habitantes, dando como resultado que no aparezca ni un alma por la plaza en mucho tiempo.

Para solucionar este aislamiento lumínico, se recurrió al simple mecanismo de rebotar luz en un espejo, la ley fundamental de la reflexión. En 2006, se instaló en el Monte Scagiola, a unos 1.100 metros de altitud y a una distancia de aproximadamente 874 metros de la plaza del pueblo, un helióstato gigante. Este dispositivo consiste en un espejo plano de acero inoxidable pulido con una superficie de 40 metros cuadrados, equivalente a unas dimensiones de un rectángulo de 8×5 metros.

La elección del acero inoxidable frente al vidrio se debe a su durabilidad y resistencia ante condiciones climáticas extremas, como vientos que pueden superar los 100 km/h. El concepto teórico detrás del sistema es la motorización de doble eje (azimutal y de elevación), controlada por un software astronómico que calcula la posición exacta del sol cada segundo para que la reflexión sea eficiente y caiga justo en la plaza del pueblo.

El funcionamiento es una coreografía de precisión geométrica. El espejo se inclina de manera que el ángulo de incidencia de los rayos solares sea igual al ángulo de reflexión dirigido hacia la plaza de Viganella que, por la configuración del terreno, es de un desnivel de unos 481 metros entre el espejo y el pueblo. El helióstato se orienta hacia el sur y ligeramente hacia abajo para proyectar un haz permanente de luz.

Aunque no se trata de una iluminación idéntica a la solar directa en todo el pueblo, el haz reflejado cubre una zona de hasta 250 metros cuadrados en la plaza principal, proporcionando una luminancia que se estima en el 80% de la irradiación solar natural. Este "sol artificial" funciona unas 6 horas al día durante el invierno, aumentando la sensación térmica local y permitiendo la interacción social en espacios abiertos que, de otro modo, estarían gélidos y oscuros.

La doble cara de las tecnologías modernas es que el sistema es una pieza de ingeniería compleja que requiere mantenimiento constante. En el invierno de 2023-2024, el espejo sufrió una avería grave, probablemente causada por el impacto de un rayo, lo que inutilizó el mecanismo motorizado y devolvió al pueblo a las sombras. No fue hasta 2025-2026 cuando se asumió la reparación técnica para reactivar el dispositivo.

El proyecto de Viganella, que costó aproximadamente 100.000 €, no solo ha servido para iluminar un pequeño rincón de los Alpes, sino que ha sentado un precedente para otras localidades con problemas similares, siendo la antítesis del magnate nuclear de la serie de Los Simpsons. Mientras el señor Burns intentaba domesticar el sol para someter a un pueblo, Viganella lo domesticó para liberarlo y pudieron ver la luz al final del tunel. Bueno, al final del espejo, en su plaza.

Acercamiento de ondas del este favorecerá lluvias en Guatemala

13 June 2026 at 06:38

Ciudad de Guatemala, 13 jun (Prensa Latina) El acercamiento de ondas del este favorecerá hoy las lluvias en Guatemala, principalmente durante la tarde y noche, advirtió el Instituto Nacional de Sismología, Vulcanología, Meteorología e Hidrología (Insivumeh).

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Cómo responder a un marciano

13 June 2026 at 04:30

Lo único que sé sobre El día de la revelación, la última película de Steven Spielberg, es que no le ha gustado a Carlos Boyero —lo que no es precisamente una noticia de primera página—, así que no te preocupes que no puedo hacer espóiler. Entiendo, en cualquier caso, que la cinta reflexiona sobre el posible descubrimiento de que no estamos solos en el cosmos, y sobre cuál sería la reacción de la humanidad ante esa evidencia. Ya conocía precedentes de ficción que tratan el mismo tema, como la novela Contact, publicada en 1985 por el astrofísico y divulgador Carl Sagan y llevada al cine en 1997 por Robert Zemeckis, con Jodie Foster y Matthew McConaughey. Aunque esta película no le gusta a nadie más que a mí, sigo pensando que Contact es la especulación más interesante que se ha escrito sobre la cuestión, y la que tiene una mayor profundidad científica. Ya veré la nueva de Spielberg, nunca tengo prisa con estas cosas.

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© Europa Press

Delaney Anne Cuthbert, en un momneto de 'El día de la revelación' de Steven Spielberg.

Diez años de relaciones entre Trump y Netanyahu: de “Bibi es un hombre fuerte” a “estás como una cabra”

13 June 2026 at 04:30

Donald Trump y Benjamín Netanyahu llevan una década alternando gestos de apoyo y momentos de fuerte tensión, a menudo con pocos meses de diferencia. El presidente de Estados Unidos ha presentado al primer ministro israelí como uno de sus socios más valorados y también le ha dedicado algunas de sus críticas más duras. Netanyahu, con un perfil más contenido, ha oscilado entre proponerlo para el Nobel de la Paz y admitir “desacuerdos tácticos”. La guerra iniciada en febrero ha llevado al límite una relación marcada por los intereses compartidos y los frecuentes desencuentros.

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