Genebra reforça segurança para manifestação durante cúpula do G7 na França
A França sediará uma cúpula do G7 na próxima semana, mas são os comerciantes da vizinha Suíça que já começaram a proteger seus estabelecimentos, fechando fachadas com painéis de madeira antes de um protesto anti-G7 que deve percorrer Genebra neste fim de semana.
Autoridades de segurança de Genebra apresentaram, na quinta-feira (11), seus planos para o protesto de domingo (14), que deve reunir cerca de 50 mil pessoas. As medidas incluem o fechamento e controle de 27 postos de fronteira entre França e Suíça a partir da noite de sexta-feira (12).
Os líderes do G7 desembarcarão em Genebra, na região francófona do oeste da Suíça, antes de serem transportados pela fronteira até o local da cúpula, na cidade francesa de Évian-les-Bains.
A Suíça está mobilizando 4 mil soldados em seu território para garantir a segurança durante os três dias de reunião dos líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Europeia, informou o Exército na semana passada.
A França anunciou o envio de 8 mil policiais para a cúpula em Évian, que começa na segunda-feira.
Dezenas de lojas em Genebra foram protegidas com tapumes devido ao temor de danos durante a manifestação.
Damien Gall, proprietário da empresa de carpintaria Espace, afirmou que sua equipe instalou mais de 2 mil metros quadrados de painéis de madeira para ajudar empresas a proteger seus imóveis.
O taxista Lamine Lasbet disse que os preparativos para o protesto estão causando um impacto “catastrófico” nos negócios. “Vamos ficar em casa, para ser sincero. Serão três ou quatro dias sem trabalhar”, afirmou.
Impacto econômico
Alguns moradores de Genebra demonstraram preocupação com os efeitos da cúpula na cidade.
“Genebra não fica na França, então o problema está transbordando para outro país”, disse Eric Affolter, dono de uma loja de souvenirs. Ele relembrou os danos causados a propriedades em 2013, quando uma cúpula do então G8 foi realizada em Évian e manifestantes entraram em confronto com a polícia na margem esquerda de Genebra.
Carole-Anne Kast, integrante da administração local, afirmou que o cantão de Genebra provavelmente terá de gastar cerca de US$ 25 milhões em custos de segurança.
Segundo ela, as autoridades têm buscado reduzir ao máximo os riscos de violência e danos ao patrimônio.


