A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou nesta sexta-feira (12) a anuência prévia para a transferência do controle societário da plataforma de aeroportos da Motiva, antiga CCR, para o Asur(Grupo Aeroportuario del Sureste), do México.
A operação envolve a venda de 20 aeroportos administrados pela CPC(Companhia de Participações em Concessões), braço de infraestrutura aeroportuária da companhia brasileira.
A decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria colegiada da agência reguladora.
Segundo o diretor-relator, Roberto Honorato, a área técnica da agência avaliou que a compradora atendeu aos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais exigidos para operações dessa natureza e que a operação não compromete a continuidade, a regularidade nem a qualidade da prestação dos serviços aeroportuários concedidos.
Com a aprovação, a transação, anunciada pelas companhias em novembro de 2025, ainda depende da conclusão das etapas contratuais e societárias entre as partes, mas já tem aval regulatório para avançar.
A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) encerrou seu processo de privatização na noite da quinta-feira (11) movimentando nas duas fases de sua oferta secundária de ações (follow on) um montante de R$ 8,4 bilhões, o qual deve chegar aos cofres do Estado mineiro, único vendedor das ações.
Esta é a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.
A Equatorial Energia, que já é o maior acionista da Sabesp, passou a ser também o maior acionista individual da Copasa, após arrematar 30% da oferta por R$ 5,6 bilhões em uma fase anterior da oferta, na qual participou sem concorrentes.
O governo mineiro tinha 50% da Copasa e agora passa a deter 5% e terá o poder de veto (golden share) em decisões.
A ação foi vendida a R$ 49,03, no mesmo preço que a Equatorial Energia desembolsou pela fatia na primeira fase do processo, e somente o lote base, de 56,4 milhões de ações, foi vendido, movimentando R$ 2,8 bilhões.
Houve uma demanda de mais de R$ 70 bilhões em ordens para a fatia de R$ 1,9 bilhão que foi colocada à disposição de investidores institucionais.
O lote extra de ações, que poderia aumentar a operação em quase R$ 1 bilhão, não foi vendido. Esse lote representa 5% da Copasa, a participação que o governo mineiro ficou. Segundo uma fonte, como já havia um investidor de referência, a Equatorial, o governo de MG preferiu ficar com 5% da Copasa e garantir assento no conselho.
O BTG Pactual atuou como coordenador líder da transação e os bancos UBS BB, Itaú BBA, Citi e Bank of America como coordenadores globais. O Bradesco BBI assessorou a Equatorial durante o processo de entrega de propostas para investidor de referência.
A Equatorial se comprometeu com metas de universalizar o acesso a água e saneamento no Estado de Minas Gerais até 2033.
“O saneamento é avenida prioritária de crescimento para o grupo”, disse o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, em teleconferência na quinta para comentar a aquisição. “É um setor com enorme necessidade de investimento, regulação cada vez mais madura e oportunidades relevantes de geração de valor”, completou.
A forte demanda pelos papéis foi impulsionada pela perspectiva positiva de crescimento do setor de saneamento, mas também por uma oportunidade de ganho imediato, por conta do preço menor ofertado em relação aos negociados no mercado.
Na quinta, o papel fechou a R$ 58,50, ou seja, o preço de venda na privatização teve um desconto de 16%.
“Múltiplos investidores locais e estrangeiros”, incluindo fundos soberanos, de pensão e fundos dedicados a saneamento participaram da oferta, disseram fontes ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A estratégia também foi assegurar que as ações da Copasa chegassem as mãos de maior número de investidores institucionais de longo prazo, os chamados fundos ‘long only’, que acabaram representando 85% dos compradores. Investidores de prazo mais curto prazo, e mais especulativos, os hedge funds, somaram 15%.
As alocações foram previamente discutidas com o governo de Minas Gerais. Uma reunião aconteceu na quinta a partir das 18h com representantes do governo mineiro para discutir os detalhes finais da operação. O resultado final da transação aconteceu já próximo à meia-noite.
Os 10 investidores principais receberam 30% dos pedidos da oferta de mercado, enquanto os 20 maiores receberam 50%, segundo uma fonte. A Equatorial havia manifestado interesse em comprar até 48 milhões de ações no lote de mercado, o equivalente a R$ 2,35 bilhões, não foi alocada.
Equatorial
Para pagar os R$ 5,6 bilhões pela fatia de 30% na Copasa, a Equatorial contratou um financiamento ao prazo de 18 meses com um grupo de bancos.
De acordo com a diretora de Estratégia Financeira e de Relações com Investidores da empresa, Tatiana Queiroga Vasques, a companhia vai avaliar agora as opções de “take-out” – as operações financeiras em que uma dívida de curto prazo é substituída por outra operação de mais longo prazo.
Entre elas, emissão de títulos de dívida ou operação de venda de ações (follow-on) no mercado, além do uso de caixa e dividendos.
A Equatorial se comprometeu em não vender metade das ações que comprou da Copasa pelo prazo de 4 anos, ou seja, até junho de 2030, no chamado ‘lock-up’, disse o CFO da empresa, Leonardo Lucas, em teleconferência.
Os outros 50% restantes só podem ser vendidos após dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização do acesso a águe a esgoto em Minas Gerais, o que ocorrer primeiro.
A privatização da Copasa era uma bandeira do governo de Romeu Zema, mas só começou a ganhar força em setembro do ano passado, quando começaram os trâmites no legislativo mineiro. Desde então, a empresa dobrou seu valor de mercado, chegando atualmente a R$ 21 bilhões.
O bitcoin operou em alta na tarde desta sexta-feira (12) com a melhora do sentimento de risco em meio às esperanças de um acordo nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, acompanhando expectativas para a decisão de política monetária dos EUA da próxima semana. O mercado acompanha, ainda, o primeiro dia de negociações da SpaceX.
Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin subia 2,1%, a US$ 64.099,73, enquanto o ethereum caía 0,84%, a US$ 1.664,95, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, as moedas digitais ganharam cerca de 5,5% e de 7%, respectivamente.
No começo da tarde, a primeira criptomoeda avançou ao valor mais alto da semana, em US$ 64.305,7, ainda segundo a Binance. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um acordo nunca esteve tão próximo, pedindo o fim das especulações sobre os termos após o presidente americano, Donald Trump, acusar o país de mentir sobre as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão deve viajar à Suíça ainda hoje em continuidade à mediação.
Na avaliação do Saxo Bank, o cenário geral permanece construtivo, com a redução das tensões geopolíticas melhorando o sentimento por ativos de risco. Contudo, os investidores continuam acompanhando os fluxos de ETFs (Exchange Traded Funds), à espera da decisão do Fed (Federal Reserve), “em busca de confirmação de que a recente recuperação pode se estender ainda mais”, afirma a instituição.
Com os avanços no Oriente Médio, as expectativas de aperto monetário foram “adiadas”, observa a corretora XM, com um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros totalmente precificado apenas em março de 2027.
Dados da CoinGlass mostram que as saídas de capital de ETFs continuam acontecendo, mas em ritmo mais lento. A Coinbase Institutional avalia que um dos fatores impulsionando o fluxo negativo para criptomoedas é a SpaceX, além da expectativa em torno do IPO de outras empresas como OpenAI e Anthropic.
Para a corretora, a empresa de Elon Musk está competindo “diretamente pelo mesmo conjunto de capital de risco que financia ativos especulativos como criptomoedas”. Em seu primeiro dia de negociações nas bolsas, a empresa ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado.
O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira (12) em meio a esperanças de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que pressionaram o dólar e diminuíram as expectativas por um aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve). Apesar dos ganhos desta sexta, os metais ainda registraram perdas semanais.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy, perdendo 2,9% na semana. A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, perdendo 1,6% semanalmente.
O ouro operava em alta desde as primeiras horas do dia, ajustando os ganhos conforme as novidades sobre as negociações no Oriente Médio circulavam pelo mercado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações. Poucas horas depois, contudo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações, afirmando que nunca estiveram tão próximos de um tratado, comentário compartilhado posteriormente por Trump em suas redes sociais.
Mesmo com persistentes divergências entre os lados, o noticiário indica avanço nas negociações e há expectativa do mercado pela reabertura do Estreito de Ormuz, o que enfraqueceu os preços do petróleo e o dólar.
O Deutsche Bank aponta que os investidores reduziram as expectativas pela possibilidade de aumentos rápidos das taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Anteriormente, uma alta em dezembro era dada como certa, segundo a instituição.
Contudo, o TD Securities afirma que os metais preciosos continuam pressionados e com ganhos limitados frente ao nível ainda elevado dos juros dos Treasuries. “A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo”, alerta.
Para o banco canadense, uma queda do ouro abaixo do nível chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em queda.
As bolsas europeias fecharam em alta firme nesta sexta-feira (12) sustentadas pela melhora do apetite por risco diante das expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e de alívio nas tensões geopolíticas levou para baixo os preços do petróleo, reduzindo preocupações inflacionárias e favorecendo principalmente setores mais sensíveis ao ciclo econômico, como turismo, bancos e consumo.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,63%, a 10.471,72 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,66%, a 24.612,56 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,83%, a 8.350,87 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,97%, a 51.497,21 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,50%, a 18.747,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,76%, a 9.093,82 pontos. As cotações são preliminares.
Investidores acompanharam novos desdobramentos das negociações entre Washington e Teerã. Apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar o Irã de divulgar informações falsas sobre os termos de um eventual acordo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando de entendimento “nunca esteve tão próximo” da conclusão.
A queda do petróleo reforçou a percepção de menor pressão inflacionária. Para o Deutsche Bank, o recuo da commodity e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz levaram investidores a reduzir apostas em novas altas rápidas de juros. Já a Jefferies avaliou que o mercado permanece em “modo de alívio”, diante da possibilidade de evitar uma nova escalada do conflito.
Na agenda econômica, a inflação anual ao consumidor da Alemanha desacelerou para 2,6% em maio, enquanto a produção industrial do Reino Unido ficou estável no mês, abaixo da expectativa do mercado.
Companhias ligadas a viagens e lazer se destacaram na Europa, com alta de 4,75% no setor, refletindo a perspectiva de combustíveis mais baratos e melhora da atividade econômica.
Entre as farmacêuticas, a Novo Nordisk subiu cerca de 1,6% depois que o Reino Unido aprovou a versão em comprimido do medicamento para perda de peso Wegovy. Bancos europeus figuraram entre os principais suportes dos índices, acompanhando a melhora do sentimento de risco no continente. O setor teve forte alta de 3,9%.
A OceanPact assinou um contrato de R$ 443,7 milhões com a Petrobras para executar serviços especializados de pull-out (desconexão) e recolhimento de linhas flexíveis voltados ao descomissionamento de Unidades Estacionárias de Produção (UEPs). O projeto terá como foco os risers (dutos conectores) da plataforma P-18, instalada no campo de Marlim, na bacia de Campos.
Pelo acordo, a empresa fará operações de pull-out e o recolhimento de linhas flexíveis e umbilicais. O escopo inclui inspeções submarinas, cortes, desconexões e intervenções consideradas complexas, com uso de embarcação do tipo MPSV (Multipurpose Support Vessel), ROVs (veículos submarinos operados remotamente), guindaste de grande capacidade e equipamentos para recolhimento, manuseio, armazenamento e intervenção subsea.
A execução reunirá diferentes unidades de negócio da OceanPact. A Engenharia Submarina ficará responsável pelos estudos técnicos e o planejamento operacional, enquanto a unidade de Subsea e descomissionamento conduzirá a operação dos ROVs, das ferramentas, das inspeções e da planta de recolhimento das linhas.
Já a divisão de Navegação atuará com as embarcações dedicadas ao projeto. A EnvironPact, por sua vez, responderá pelos estudos ambientais, pela gestão de riscos e pelas diretrizes de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) previstas para a operação.
Segundo o diretor Comercial, Marketing e responsável pela área de descomissionamento da OceanPact, Erik Cunha, a companhia aposta em um modelo integrado para ganhar eficiência e elevar a segurança em todas as etapas.
“Nosso modelo operacional baseado na integração resulta em eficiência e maior segurança em todas as fases do projeto, da concepção à destinação final, incluindo iniciativas voltadas ao desmantelamento, reciclagem e economia circular, quando aplicável”, afirmou Cunha em nota.
Em setembro, a empresa fechou um acordo de mais de R$ 1 bilhão com a Trident Energy para descomissionamento no modelo EPRD (Engenharia, Preparação, Recolhimento e Destinação Final), também na bacia de Campos, além de revitalização de estrutura subsea.
A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)votará na próxima terça-feira (16) o aguardado processo sobre o aprimoramento da norma referente aos critérios para redução ou limitação de geração de energia elétrica no SIN (Sistema Interligado Nacional). A relatoria é da diretora Agnes Aragão da Costa.
A Aneel busca estabelecer diretrizes para o ordenamento das manobras de redução ou corte da geração (ou curtailment, no jargão setorial) – quando usinas solares e eólicas são obrigadas a interromper sua geração por limitações da rede elétrica ou excesso momentâneo de oferta.
As novas regras, que serão tratadas pela Aneel, fazem parte das discussões da Consulta Pública (CP) nº45/2019, já em fase de conclusão.
Em outra frente, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, informou na terça-feira que será feita uma revisão da resolução normativa 1.030, que trata dos cortes obrigatórios de geração de energia elétrica.
Na prática, isso vai destravar o ressarcimento às empresas prejudicadas pela obrigação de cortar a geração, segundo parâmetros e prazos estabelecidos em lei aprovada no ano passado. A relatoria deste processo será sorteada na próxima segunda-feira, 15.
Sandoval Feitosa também disse que a Aneel irá avaliar se houve prejuízos “fora do que seria considerado normal” aos geradores de energia elétrica que foram obrigados a fazer cortes no último domingo, em plano de emergência acionado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Um estudo técnico do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que cerca de 6% dos empreendimentos hidroviários do Brasil previstos nos planos nacionais de desenvolvimento do setor na última década foram efetivamente concluídos até 2020.
A mesma análise mostrou que pouco mais de 3% dos investimentos planejados e anunciados para o setor se materializaram em obras entregues “evidenciando baixo grau de execução física das intervenções previstas”.
“Estudo técnico que analisou o desempenho orçamentário e a governança na gestão de projetos associados ao setor hidroviário indicou que, dos mais de 50 empreendimentos hidroviários previstos nos principais planos nacionais ao longo da última década, apenas três foram efetivamente concluídos até o ano de 2020”, afirmou o ministro Bruno Dantas, que relatou um processo sobre a atenção que o governo federal empenha ao setor hidroviário.
No diagnóstico, o Tribunal também chamou atenção para a subutilização crônica do modal: apesar de o Brasil ter cerca de 63 mil quilômetros de rios potencialmente navegáveis, apenas cerca de 20 mil quilômetros são efetivamente utilizados comercialmente. No transporte de cargas, o hidroviário respondeu por 5,58% da matriz medida em toneladas-quilômetro útil (TKU) em 2017, segundo Dantas.
O TCU afirma que o problema não se resume à falta de obras concluídas. O acórdão aponta fragilidades institucionais e de governança na política hidroviária, como ausência de estrutura normativa e de indicadores voltados a resultados, além de coordenação interinstitucional fragmentada, o que contribui para descontinuidade das ações e baixa capacidade de transformar planos em entregas efetivas.
O relator também atribuiu o baixo avanço físico à combinação de descontinuidade orçamentária com falhas de planejamento e execução de empreendimentos complexos, cenário que favorece atrasos, paralisações e distorções em cronogramas e custos, reduzindo a previsibilidade necessária para atrair investimentos e consolidar corredores hidroviários.
“A baixa governança no setor é um fator crítico, evidenciado pela fragmentação de competências e pela falta de coordenação entre os múltiplos órgãos e entidades responsáveis. Essa desarticulação resulta em sobreposição de esforços, ineficiências e desperdício de recursos públicos.”
Como exemplo de entrave socioambiental que prolonga intervenções estruturantes, o TCU citou o derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins. O empreendimento enfrentou “alto grau” de complexidade e discussões sobre consulta prévia a comunidades potencialmente afetadas, e seu processo de licenciamento se estendeu por cerca de uma década – com Licença Prévia em 2022 e Licença de Instalação em 2025.
O Tribunal recomendou ao Ministério de Portos e Aeroportos que proponha à Casa Civil a criação de instâncias colegiadas permanentes de coordenação do setor hidroviário (com participação de órgãos ambientais como Ibama, Funai, Iphan e ICMBio), que institucionalize a política hidroviária em instrumento normativo próprio.
A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) investiga uma possível contaminação e vazamento de material radioativo que teria ocorrido no dia 29 de maio no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizado na Cidade Universitária da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista.
A ANSN, que afirma ter tomado conhecimento dos fatos por meio de uma denúncia anônima, informou que foram solicitadas informações ao Ipen para verificação dos fatos relatados e que a investigação está ocorrendo, mas ainda não há outras informações a serem divulgadas. A USP, responsável pelo campi da Cidade Universitária, o Ipen e a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) não responderam às tentativas de contato do Estadão.
Em nota, a ANSN esclarece ainda que a radiofarmácia do Ipen tem autorização de operação vigente e informa que expediu notificação para o instituto, com prazo até a próxima quinta-feira, 18 de junho, com dois conjuntos de solicitações: o primeiro conjunto diz respeito à manutenção das condições de licenciamento da instalação, como previsto na regulamentação; e o segundo conjunto tem pedidos de esclarecimentos em relação à denúncia recebida pela autoridade sobre o possível vazamento.
“A notificação garante à instalação o exercício do contraditório e da ampla defesa, sendo que eventuais medidas adicionais dependerão da análise técnica das informações e documentos apresentados pelo Ipen”, diz o comunicado da ANSN.
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) informaram terem encaminhado pedidos de informações sobre o caso e sobre quais foram as providências tomadas às direções do Ipen e da CNEN após o início dos relatos da contaminação.
Em nota divulgada em seu site oficial, o Sindsef-SP relatou que, segundo informações preliminares, a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos, inclusive terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da situação.
De acordo com o sindicato, parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações se a infraestrutura disponível é adequada e sobre o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades com materiais radioativos.
No texto, o Sindsef-SP atribui o incidente a cortes no orçamento, redução no quadro de pessoal e deficiências na gestão, e alerta que os servidores que trabalham direta e permanentemente com materiais ou substâncias radioativas estão com exames médicos específicos atrasados em mais de um ano. O órgão também cobra apuração e divulgação das informações sobre o que teria ocorrido em 29 de maio.
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira (12), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que houve avanços nas negociações com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Liderando os ganhos, o índice sul-coreano Kospi saltou 4,63% em Seul, a 8.123,62 pontos. Em Tóquio, o japonês Nikkei avançou 2,81%, a 66.020,04 pontos.
Já o Hang Seng subiu 1,93% em Hong Kong, a 24.718,10 pontos, interrompendo uma sequência de sete pregões negativos, enquanto o Taiex avançou 2,36% em Taiwan, a 44.169,04 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composite teve alta de 1,12%, a 4.031,51 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composite subiu 0,99%, a 2.697,17 pontos.
No fim da madrugada, circularam relatos de que o acerto prevê que Washington se comprometa a suspender as sanções ao petróleo iraniano e que Teerã garanta a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde, em condições normais, transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Na Oceania, a bolsa da Austrália também foi impulsionada pelo otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã: o S&P/ASX 200 avançou 1,98% em Sydney, a 8.804,00 pontos.