Santo António, no alto de Val de Poldros, em Riba de Mouro (Monção), prepara-se para a festa. Este ano, o dia grande é já no sábado, dia 13, o mesmo em que se festeja por toda a Lisboa.
Cá em cima, na ‘aldeia dos hobbits’, como é popularmente conhecida, o santo não perde poder de intercessão, mas mais do que casamenteiro ou namoradeiro, é advogado das coisas e causas perdidas. Desde o gado no monte às mais comezinhas – um baraço do carro de vacas ou uma enxada, perdida desde a sementeira –, vale tudo para apelar ao santo.
Agora, é momento de reflexão e de louvar. A um dia do início das celebrações, junto à capela, os homens da empresa de montagem de arcos e iluminação começam a levantar as estruturas. Na capela, João Alves, de 72 anos, mesário há quatro, natural de Riba de Mouro, garante que o templo está preparado para as celebrações que vão encher o espaço vernacular no sábado e domingo.
Este ano, os mesários – João Alves, João Alípio, José António e Cedric Pinto – providenciaram para que fosse comprada uma imagem de Nossa Senhora da Orada (padroeira dos Bombeiros e celebrada em Melgaço) de dimensões mais razoáveis para colocar no andor, “de 60 centímetros de altura”, avança João Alves.
Foto: João Martinho / O MINHO
Durante muito tempo, fazia-se o clamor a Nossa Senhora da Orada. Foi colocada uma réplica na capela de Santo António (muito parecida com a de Melgaço, diga-se em reconhecimento do artista) há muitos anos, mas a imagem venerada exigia um esforço hercúleo aos homens que a levavam no andor, a cada dia de festa. A partir deste ano, a imagem que sai é a nova, mais leve e mais pequena, e as ‘joias’ deste altar da montanha permanecem no templo.
Limpo e de relva cortada, o espaço em torno da capela, emoldurado de um dos lados por uma fileira de quartéis onde os romeiros pernoitavam, assemelha-se a São João d’Arga pela rusticidade da moldura. Contudo, os conhecedores do património religioso alto-minhoto poderão ir buscar-lhe outras tantas referências a templos que se refugiam no alto da serra e criam aí um certo habitat de devoção e particular comunhão com a natureza envolvente.
Um dos devotos é Fernando Fernandes, natural de Fundegos (Riba de Mouro). Junto a uma cardenha emprestada por um amigo, reforçava com lenha uma fogueira improvisada num grelhador, onde um pote de ferro fervia a todo o vapor. Dentro, chouriça, um naco de carne de vaca, outro de porco, os chispes… O resto que é devido a um cozido, é deitado depois de cozidas as carnes.
Foto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHO
A esposa, Lurdes, natural de Vila Real, de um olho no pote e outro no ‘smartphone’ – onde a falta de cobertura de rede não deixava aceder ao Facebook para mandar fotos nem pesquisar a página d’O MINHO para “pôr like” e ficar atenta ao momento em que este texto sair -, assistia também às tarefas de Fernando, mais experiente na vida da branda e que, entre dois goles de rosé de Favaios, providenciava o necessário para manter o pote na fervura.
Foto: João Martinho / O MINHO
Num momento ia à lenha, no seguinte ia à fonte buscar água para reforçar o cozido, que o pote, cercado de chamas, fazia ferver até lhe saltar o testo. “É assim que os potes devem ferver, assim é que eu gosto de ver”, diz Fernando.
Foto: João Martinho / O MINHO
“Sabe-me melhor uma sardinha aqui do que um bife na vila de Monção”, assume ainda o tornado brandeiro por uns dias. De sexta à noite até domingo, a branda de Val de Poldros, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, será a sua casa.
Foto: João Martinho / O MINHO
Mais acima, outro Fernando olha para a sua cozinha com mais tranquilidade. O histórico habitante da serra – o último residente de Val de Poldros, como tantas vezes foi referenciado em reportagens pelos media -, viu-se obrigado a descer à aldeia por motivos de saúde: uma perna a precisar de prótese na anca, à espera de cirurgia. Viveu uma temporada com a mãe, em Riba de Mouro.
“Nunca me atrapalhou estar sozinho aqui”, confessa Fernando Gonçalves a O MINHO, mas admite ser um desafio cada vez maior manter a porta aberta todos os dias.
“Estamos abertos durante a semana, mas o melhor é fazer marcação”, avisa. “Não tenho gente para trabalhar. É o meu grande problema, como o de muita gente.”
Foto: João Martinho / O MINHO
Nos feriados e fins de semana, conta com mais duas ou três pessoas, a quem vai delegando a cozinha e o serviço de mesa. Continua a ser o garante da qualidade das carnes e do serviço que o tornaram referência na montanha: o costeletão, as carnes grelhadas, o cabrito (por encomenda), o bacalhau “e a simplicidade do serviço” continuam a valer a visita.
Espera um aumento de movimento nos dias 12, 13 e 14 de junho, se a meteorologia ajudar, e uns bons dias de romaria, mas recorda com saudosismo as ‘peregrinações’ de outros tempos. “Juntava muita gente; era uma festa muito famosa. Agora, como em todas as romarias, há muito menos gente. A população diminuiu”, observa.
Para os que não levarem merendeiro, o restaurante Val de Poldros é porto seguro para quem “quer uma comida diferente, uma comida daqui” – e os vinhos a preços de bom senso.
Foto: João Martinho / O MINHO
O preço do prato não será o mesmo de outrora, mas Fernando diz que foi o governo e as taxas a fazer toda a gente entrar em maior esforço.
“O bacalhau subiu, mas não é por causa da guerra, acho que os da guerra não estão a matar o bacalhau, esse vai por outro lado, passa por outro ‘estreito’. O problema são as taxas que temos de pagar”, atira.
Desanimado pelo problema de saúde que não o deixa mexer e fazer mais pela montanha, critica alguma imobilidade das entidades na preservação da branda e das suas características originais, para dar lugar a uma branda “imaginada por arquitetos”.
Foto: João Martinho / O MINHO
“Não há muito tempo fizeram um plano de pormenor, mas nesses planos escreve-se muito, põem-se muitas letras e diz-se pouco. Temos caminhos antigos aqui, que eram da branda, que se estão a eliminar para fazer outros, porque isto é tudo movido por interesses. Tem-se feito alguma coisa e já se limpam os caminhos, mas pouco mais. Tivemos um ex-presidente da Junta que ainda fez algo por isto, que se interessou, mas eu tive mais reconhecimento de Melgaço do que de Monção, porque Monção é vila e arredores”, considerou.
O gerente do restaurante que mantém a última das luzes acesas na branda a cada dia – em algumas das cardenhas ainda é preciso levar painel solar, como fez Fernando Fernandes, para utilizar à noite – diz não ter receio que alguns visados fiquem “chocados” e olha, a partir do seu miradouro sobre a serra, para as incongruências de projetos e até de inusitados percalços que acontecem em zona remota.
Um cruzeiro de pedra, logo abaixo do seu estabelecimento, está partido em três ou mais peças. Um choque de carro ou trator? Fernando Gonçalves admite que há ali algo mais que infelicidade na manobra: “Está assim há uma semana. Já no passado o partiram, uma semana antes [da festa de Santo António]; não sei se há alguém a quem isso interessa ou incomoda. O melhor será meter ali umas grades a protegê-lo”, atira ainda.
Foto: João Martinho / O MINHO
A sua luta é agora a preservação dos caminhos antigos da branda e para que os ‘ex-líbris’ do imobiliário daquela branda não vão mudando conforme o traço dos novos desenhadores.
Para já, a luz da branda continua acesa a receber quem precise de algo para beber num dia de passeio pela serra; mas, face à falta de pessoal e o desânimo de Fernando – que admite estar a lutar contra moinhos de vento -, quanto tempo durará?
The tournament should have been postponed. Instead, the media machine is polishing the brand and pretending not to see the blood.
There was never a chance that Washington’s man in FIFA, football’s world governing body, was going to do the right thing and postpone the World Cup. Nor that he would strip the US and Canada of hosting rights after their attack on Iran. The FIFA president, Lebanese-Swiss Gianni Infantino, is doing what’s right for his sport, his ‘shareholders’, and a compliant sports media will assist the most bigly sportswashing psy-op ever.
Sports media, no fur coat and no underwear
The term “fanboys/girls with laptops” is attributed to our former Capital Sports guest, Irish journalist Paul Kimmage. The ex-pro cyclist ‘spat in the soup’ of the sport he loved by exposing rampant doping in ‘Rough Ride’, to date, the finest sports book ever written. His target: the press pass wearing, goodie bag hungry mob of oddballs so in thrall to the stars they report on, that no crime or offence can be mentioned.
The nub is that the majority of these folks, who exist in every media outlet’s sports department in every country, were the last kids picked for teams in school. Devoid of sports ability (they believed), they vicariously live sporting lives by following their heroes and quietly going weak at the knees when Cristiano Ronaldo, Lance Armstrong, Tiger Woods, or Maria Sharapova, cast a smile their way.
Some have landed top media management spots in FIFA, from where they dispense largesse [access and goodie bags] to those desperate to be favored. And media organizations, in order to ensure their reporters and commentators are granted permission to cover the World Cup, will ‘play ball’. What FIFA wants, FIFA gets, and the media will give it up happily.
Selling out to avoid missing out
It’s been interesting to witness my peers brag about covering this upcoming ‘show’. From LinkedIn to Instagram, so many decent folk are making sure everyone knows they’re going to the World Cup and their previous posts critiquing US or Israeli military adventures, or indeed FIFA, have either been edited or removed.
I asked one woman, who will work with a European broadcaster, where was her excellent takedown of the awarding of the FIFA Peace Prize to US President Donald Trump? It had garnered hundreds of likes and comments on LinkedIn, yet, had vanished.
“My agent,” she replied, with a smiley face emoji, explaining that they were warned that any social media posts critical of the US or US government could mean a refusal at border control.
I guess I was lucky that I turned down the chance to work at the event, though my decision was formed pre-Iran attacks. I couldn’t morally perform a Men in Black on my brain and scrub my social media, articles, broadcasts, and soul clean.
One football writer I expected to take a stand was Alexander Abnos, a senior sports editor with The Guardian US. With the anti-ICE protests in his nation as a background, he wrote that the US “is not fit to stage soccer’s showpiece event.” He signed off with “it would be hard to argue if the World Cup was moved out of the US entirely.”
– Messi, mascots, tickets and Trump: 48 questions for the 48-team World Cup (April 1)
– Lionel Messi exits Miami game before World Cup with possible injury (May 25)
– World Cup 2025: a visual guide to the stadiums across the trio of host nations (June 1)
And he outdid himself, also on June 1, with a real doozy to show he was chugging the FIFA Kool Aid: “Gathered around a laptop, the USMNT create their World Cup journey’s first memeable moment.”
Alexander is not the worst, he’s just an example of what was already underway before the June 11 kick-off – and what is now in full swing. The media has already gone into overdrive with superlatives for the brand ambassadors of fizzy drinks and sportswear. We are already being encouraged to forget that the US, with the collusion of Canada and a clatter of other countries taking part in the jamboree, are complicit in the ongoing killing of Iranians, Palestinians, Russians, Lebanese, and more. The football is now on, and the brainwashing has already begun.
In the last two weeks, I’ve chatted with 19 fellow sports journalists and commentators, asking if they were off to the World Cup. From 6 different countries, working with a range of outlets from TV to radio to newspapers, they happily engaged.
Only three weren’t going, as they were covering it from home. Of the others, every single person felt “uneasy” or “not at all happy” to be going, telling that it was their job and that they had to “pay the mortgage.”
I asked the travelling 16 if they disagreed with the World Cup going ahead. Fourteen felt it should be postponed, two said it should be removed from the US and Canada, and given solely to Mexico. Those two, I should add, are French. All said they felt nervous about safety and that the fans will be ripped off.
One reporter, from BBC, said the only bonus is no English hooligan violence.
“As the old joke from 1994 goes, they’ll lose on small arms fire alone,” he joked. He was referring to asides made when the English team failed to qualify for the last time a World Cup was held in the US.
Yet the potential for a terrorist attack at a mega-event (World Cup or Olympic Games), has never been higher, or more expected.
Bombs and bedlam
The last successful terrorist attack, pardon the phrasing, at a mega-event was at the Atlanta Olympics in 1996. That was by an anti-abortion activist and resulted in a single death. Atlanta will host seven games this summer, including a semi-final. Although combined intelligence agencies and police forces foiled a reported Osama Bin Laden plot at the 1998 World Cup in France, and Russia’s FSB thwarted several drone attacks in 2018, everyone was caught out on July 18 that year.
On the biggest stage of all, the Final between France and Croatia, with hundreds of millions watching and listening around the world, a rag tag collection of attention seekers dressed up as police officers charged onto the field. In my opinion, causing Croatia to wobble and lose their shape.
From my commentators spot in Moscow’s Luzhniki Stadium, I saw uniformed people leap onto the field and thought, they shouldn’t be here, something’s wrong. A wave of panic hit the media zone and a prominent British commentator took off his headset and stood up to leave. It left a sour taste in the mouths of those there to cover the game.
Later, I was not alone in being infuriated when NPR’s Scott Simon called this dangerous precedent “a conspicious act of bravery.” I hope he’ll be happy if similar idiots or terrorists carry out a copy cat “act” this summer.
Entering end game
There is a real chance that there will be at least 3-5 occurrences like this, though they could be far more dangerous. The clowns who illegally entered the field of play in Moscow in 2018 may have cost Croatia the title, but at this World Cup, lives could be lost.
The Center for Strategic and International Studies gave their usual rundown of threats to the World Cup in regurgitated AI slop, which one FIFA insider told me is “what we all know anyway… and they offer zero insight.” FIFA are so concerned with safety, that they lumped in around $650 million to bolster security in host cities. In Russia and Qatar, this wasn’t needed. The US and their subordinate to the north are actively involved in wars in Palestine, Lebanon, and Iran. A lot of people are ready to make a statement, FIFA know this.
“This is the most dangerous World Cup ever,” the FIFA man told me on on May 29. “Here in the [marketing] department, it’s the first time in my experience where staff are turning down the chance to go.” He’s been with FIFA since 2004.
The sentiment is echoed in fan group WhatsApp group chats, many are truly worried for their safety.
In an Eintracht Frankfurt ‘Nationalmannschaft’ [German National Team] group with over 1,000 followers, a debate has been raging over the wisdom of following their side in North America. One man, from Wiesbaden, made the point that the danger isn’t the German matches in Houston, Texas and East Rutherford, New Jersey, but the middle one against Cote d’Ivoire in Toronto. “It is a soft underbelly and the most dangerous. It could be bombs and bedlam,” he noted.
Yet, for sports media, the genuine fears of fans are hidden. England’s sports media is missing in action. They previously lied about and sneered at Qatar, Russia, Brazil, and South Africa. For the BBC in 2022, the biggest danger for ‘fans’ was not being able to drink beer in Qatar. In Russia, it was being murdered at passport control or disappeared to a gulag. It’s crickets for this World Cup.
The flash has already gone off, and most of the sports media seems happy to forget what came before. The biggest ever sportswashing event kicks off on June 11 and all we can hope for is no terrorist attacks, and some good football. I’m already halfway there.
The US president has previously threatened to hit the country “very hard” and to seize Kharg island
US President Donald Trump has cancelled planned strikes on Iran, saying talks with the Islamic Republic are moving forward with the country’s top leadership. The announcement came just hours after he again threatened to hit Iran “very hard.”
Tensions between Washington and Tehran have surged in recent days despite a nominal ceasefire agreed in April. The US launched strikes on Iran on Wednesday after a US AH‑64 Apache helicopter was lost near the Strait of Hormuz – an incident Washington blamed on Tehran. Iran denied responsibility and responded with a missile barrage targeting American bases in the region.
In a post on Truth Social on Thursday, Trump said the “scheduled strikes and bombings” had been canceled because of negotiations “brought to the highest level of Iranian leadership and approved.” He said “discussions and final points” had been agreed by all sides involved, including the US, Israel, Saudi Arabia and several other regional states.
The US‑led naval blockade of Iranian ports in the Strait of Hormuz “will remain in full force,” Trump added.
Earlier in the day, the US president had vowed to hit Iran “very hard tonight” and “at some point” seek to take control of Kharg Island and other oil infrastructure, stating that Washington could “assume total control of their oil and gas markets.”
Tehran has not confirmed or commented on any deal. Iranian parliament speaker Mohammad Bagher Qalibaf warned earlier that “wrong strategies and impulsive decisions” would damage global energy markets and “create an endless quagmire that you will be stuck in for years.”
Negotiations had stalled for weeks, with both sides accusing each other of bad faith and ceasefire violations. Last week, Iran threatened to suspend the talks in response to continued Israeli airstrikes in Lebanon.
Tehran’s conditions for a peace agreement include the cessation of hostilities “on all fronts,” including Lebanon, where Israel has been waging a war against Hezbollah since early March.
Israel and Iran exchanged strikes on Monday. Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has reiterated that Iran must never obtain a nuclear weapon and defended military action against the country. Tehran maintains its nuclear program is peaceful.
The US president has previously threatened to hit the country “very hard” and to seize Kharg island
US President Donald Trump has cancelled planned strikes on Iran, saying talks with the Islamic Republic are moving forward with the country’s top leadership. The announcement came just hours after he again threatened to hit Iran “very hard.”
Tensions between Washington and Tehran have surged in recent days despite a nominal ceasefire agreed in April. The US launched strikes on Iran on Wednesday after a US AH‑64 Apache helicopter was lost near the Strait of Hormuz – an incident Washington blamed on Tehran. Iran denied responsibility and responded with a missile barrage targeting American bases in the region.
In a post on Truth Social on Thursday, Trump said the “scheduled strikes and bombings” had been canceled because of negotiations “brought to the highest level of Iranian leadership and approved.” He said “discussions and final points” had been agreed by all sides involved, including the US, Israel, Saudi Arabia and several other regional states.
The US‑led naval blockade of Iranian ports in the Strait of Hormuz “will remain in full force,” Trump added.
Earlier in the day, the US president had vowed to hit Iran “very hard tonight” and “at some point” seek to take control of Kharg Island and other oil infrastructure, stating that Washington could “assume total control of their oil and gas markets.”
Tehran has not confirmed or commented on any deal. Iranian parliament speaker Mohammad Bagher Qalibaf warned earlier that “wrong strategies and impulsive decisions” would damage global energy markets and “create an endless quagmire that you will be stuck in for years.”
Negotiations had stalled for weeks, with both sides accusing each other of bad faith and ceasefire violations. Last week, Iran threatened to suspend the talks in response to continued Israeli airstrikes in Lebanon.
Tehran’s conditions for a peace agreement include the cessation of hostilities “on all fronts,” including Lebanon, where Israel has been waging a war against Hezbollah since early March.
Israel and Iran exchanged strikes on Monday. Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has reiterated that Iran must never obtain a nuclear weapon and defended military action against the country. Tehran maintains its nuclear program is peaceful.
A primeira Copa do Mundo realizada em três países trouxe também uma particularidade: três cerimônias de abertura, uma no Estádio Azteca, no México; outra em Toronto, no Canadá e uma terceira em Los Angeles, nos Estados Unidos. As duas últimas ocorrem nesta sexta-feira (12).
A solenidade na Cidade do México ocorreu nesta quinta-feira (11), começando precisamente às 11h30, sob uma temperatura de 24 graus. Mais de 85 mil pessoas prestigiaram a cerimônia no gigantesco Estádio Azteca – rebatizado de Estádio Banorte – e que já tinha recebido as aberturas das Copas de 1970 e de 1986.
Bailarinos vestidos de indígenas, representando as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca, sob um tapete azul-claro que cobriu o gramado, dançaram ao redor de uma réplica gigante da taça da Copa do Mundo da Fifa. Era como se os povos de outras gerações mexicanas cultuassem o valioso troféu.
Quando a cantora mexicana Lila Downs subiu pela escadaria que dava acesso à réplica da taça, no centro do gramado, e declarou em inglês: "football unites all", traduzindo em seguida para o espanhol, "fútbol nos une a todos".
A abertura no México acontece no contexto de uma Copa marcada por fatos como a deportação de um árbitro somali, longo interrogatório na imigração de um jogador iraquiano, restrições à hospedagem da delegação do Irã e negativa de vistos para turistas que iriam ver a Copa nos Estados Unidos.
Em seguida, o estádio virou palco para várias apresentações musicais sucessivas, sempre enaltecendo a música latina.
A apresentação começou com a banda mexicana Maná. Depois, passaram pelo gramado o venezuelano Danny Ocean, a espanhola Belinda, interpretando uma canção com os veteranos da banda Los Ángeles Azules, um dos pilares da música Latino Americana.
A entrada do cantor colombiano J. Balvin, um dos artistas latinos mais vendidos no mundo, aconteceu de forma diferente, em um carro cenográfico.
Até que a popstar colombiana Shakira apareceu no tapete azul do estádio Azteca, com várias bailarinas e a participação do nigeriano Burna Boy. Juntos cantaram a música tema da Copa, Dai Dai, uma tentativa de alcançar novamente o estrondoso sucesso de Waka Waka, tema da Copa da África do Sul de 2010.
Logo, uma fumaça verde e vermelha tomou conta do estádio. O tapete azul foi retirado e um globo terrestre apareceu no círculo central do gramado. Entraram, então, vários porta-bandeiras, representando as 45 seleções que disputam a Copa, terminando com a entrada dos estandartes dos três países sede.
O ponto alto foi a apresentação do italiano Andrea Bocelli, fazendo dueto com a cantora coreana EJAE.
Como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, já havia dito desde maio que não compareceria à cerimônia de abertura, como uma demonstração de solidariedade aos mexicanos que não têm condição de pagar por ingressos para o evento, coube ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarar aberta a Copa ao lado da atriz mexicana Salma Hayek, indicada ao Oscar pelo filme Frida.
México e África do Sul
Quando as seleções do México e da África do Sul entraram em campo, os hinos nacionais foram executados por cantores dessas duas nacionalidades.
A popstar sul-africana Tyla, vencedora do Grammy em 2024 e 2026, entoou o hino dos africanos. Enquanto o mexicano Alejandro Fernández, “El Potrillo”, cantor popular de boleros e música ranchera, executou os versos do hino, uma marcha militar que diz que cada filho do solo mexicano é “un soldado” pronto para defender a Pátria numa guerra. A ovação do público foi instantânea e automática, num momento de grande emoção.
Logo em seguida, começou o jogo inaugural, apitado pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
Seleções do México e da África do Sul abriram a disputa da Copa do Mundo 2026- REUTERS/Hannah Mckay/ Proibido reprodução
A primeira Copa do Mundo realizada em três países trouxe também uma particularidade: três cerimônias de abertura, uma no Estádio Azteca, no México; outra em Toronto, no Canadá e uma terceira em Los Angeles, nos Estados Unidos. As duas últimas ocorrem nesta sexta-feira (12).
A solenidade na Cidade do México ocorreu nesta quinta-feira (11), começando precisamente às 11h30, sob uma temperatura de 24 graus. Mais de 85 mil pessoas prestigiaram a cerimônia no gigantesco Estádio Azteca – rebatizado de Estádio Banorte – e que já tinha recebido as aberturas das Copas de 1970 e de 1986.
Bailarinos vestidos de indígenas, representando as antigas civilizações asteca, maia, olmeca e tolteca, sob um tapete azul-claro que cobriu o gramado, dançaram ao redor de uma réplica gigante da taça da Copa do Mundo da Fifa. Era como se os povos de outras gerações mexicanas cultuassem o valioso troféu.
Quando a cantora mexicana Lila Downs subiu pela escadaria que dava acesso à réplica da taça, no centro do gramado, e declarou em inglês: "football unites all", traduzindo em seguida para o espanhol, "fútbol nos une a todos".
A abertura no México acontece no contexto de uma Copa marcada por fatos como a deportação de um árbitro somali, longo interrogatório na imigração de um jogador iraquiano, restrições à hospedagem da delegação do Irã e negativa de vistos para turistas que iriam ver a Copa nos Estados Unidos.
Em seguida, o estádio virou palco para várias apresentações musicais sucessivas, sempre enaltecendo a música latina.
A apresentação começou com a banda mexicana Maná. Depois, passaram pelo gramado o venezuelano Danny Ocean, a espanhola Belinda, interpretando uma canção com os veteranos da banda Los Ángeles Azules, um dos pilares da música Latino Americana.
A entrada do cantor colombiano J. Balvin, um dos artistas latinos mais vendidos no mundo, aconteceu de forma diferente, em um carro cenográfico.
Até que a popstar colombiana Shakira apareceu no tapete azul do estádio Azteca, com várias bailarinas e a participação do nigeriano Burna Boy. Juntos cantaram a música tema da Copa, Dai Dai, uma tentativa de alcançar novamente o estrondoso sucesso de Waka Waka, tema da Copa da África do Sul de 2010.
Logo, uma fumaça verde e vermelha tomou conta do estádio. O tapete azul foi retirado e um globo terrestre apareceu no círculo central do gramado. Entraram, então, vários porta-bandeiras, representando as 45 seleções que disputam a Copa, terminando com a entrada dos estandartes dos três países sede.
O ponto alto foi a apresentação do italiano Andrea Bocelli, fazendo dueto com a cantora coreana EJAE.
Como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, já havia dito desde maio que não compareceria à cerimônia de abertura, como uma demonstração de solidariedade aos mexicanos que não têm condição de pagar por ingressos para o evento, coube ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarar aberta a Copa ao lado da atriz mexicana Salma Hayek, indicada ao Oscar pelo filme Frida.
México e África do Sul
Quando as seleções do México e da África do Sul entraram em campo, os hinos nacionais foram executados por cantores dessas duas nacionalidades.
A popstar sul-africana Tyla, vencedora do Grammy em 2024 e 2026, entoou o hino dos africanos. Enquanto o mexicano Alejandro Fernández, “El Potrillo”, cantor popular de boleros e música ranchera, executou os versos do hino, uma marcha militar que diz que cada filho do solo mexicano é “un soldado” pronto para defender a Pátria numa guerra. A ovação do público foi instantânea e automática, num momento de grande emoção.
Logo em seguida, começou o jogo inaugural, apitado pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
Seleções do México e da África do Sul abriram a disputa da Copa do Mundo 2026- REUTERS/Hannah Mckay/ Proibido reprodução
Para celebrar a Copa do Mundo, o Sesc decidiu oferecer uma programação diversificada e gratuita em suas unidades do estado de São Paulo, toda relacionada ao universo futebolístico. Chamada de Sesc na Copa, a programação prevê vivências esportivas, aulas, debates, exposições, encontros com especialistas e transmissões de partidas do Mundial, como a realizada na tarde desta quinta-feira (11) no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista.
"A gente quer que as pessoas consumam o esporte de uma maneira mais equilibrada, que tenha conteúdo e mais conhecimento sobre a modalidade. Queremos ampliar a cultura esportiva não só a respeito dos jogos, mas também dos nossos ídolos, das nossas conquistas, das nossas derrotas, falando um pouco sobre essas histórias todas e, de alguma maneira, fazer com que mais pessoas integrem esse meio esportivo, seja jogando, seja consumindo conteúdos esportivos", disse o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.
Em entrevista à Agência Brasil, ele contou que a programação do Sesc na Copa foi dividida em três eixos temáticos, com o primeiro deles tratando sobre o futebol como uma linguagem social e uma manifestação simbólica. "A primeira área é Cultura, Memória e Arquibancada, que fala um pouco dessa relação das grandes equipes que passaram e que jogaram uma Copa do Mundo. Quando a gente fala de memória, não é só a memória dos vencedores, porque é muito fácil falar das cinco copas que nós ganhamos, mas também sobre quantas pessoas e personagens deixamos para trás e que não ganharam uma Copa", disse Silveira.
Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
O segundo eixo fala sobre gênero, destacando experiências que desafiam os padrões tradicionais. Já o terceiro eixo convida o público a vivenciar o esporte na prática. "A segunda parte, a gente vai falar um pouco sobre a diversidade no esporte. Então, é uma forma de valorizar e de alguma de alguma maneira garantir um espaço para que outras masculinidades possam tomar parte desse esporte. E a terceira parte do Sesc na Copa é a parte prática. Vamos ter festivais esportivos, jogos. É o Sesc na prática", explicou Silveira.
A programação é bastante diversificada. O Sesc 24 de Maio, por exemplo, localizado no centro da capital paulista, vai transmitir dois jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo: Brasil x Marrocos, no dia 13 de junho, e Brasil x Escócia, no dia 24 de junho. As transmissões vão contar com narração, comentarista e DJ tanto para os jogos do Brasil, quanto para jogos de seleções africanas. Também haverá transmissão de alguns jogos no Sesc Pinheiros.
Além disso algumas unidades do Sesc também vão promover cursos de locução, cinema, intervenções, torneios de futebol e até um bate-papo com as ex-jogadoras Fran Alves e Roseli de Belo, que vão falar sobre as expectativas para a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil. "Nós temos 44 unidades [no estado] e cada uma delas puxa esse recorte e desenvolve as suas programações. São mais de 200 programações que vão acontecer nas unidades neste período", contou o assessor técnico do Sesc.
A cerimônia de abertura, na Cidade do México, contou com a participação da cantora Shakira, responsável pela música oficial do evento, o hitDai Dai. Ao lado do nigeriano Burna Boy, a colombiana levantou o enorme público presente ao Estádio Azteca. O evento também contou com as presenças de artistas como Alejandro Fernández, Maná, Belinda, Los Ángeles Azules, Danny Ocean, J Balvin e Ryan Castro.
Mesmo distantes do evento – que neste ano tem como países-sede o México, Canadá e os Estados Unidos –, alguns brasileiros decidiram assistir à cerimônia e ao jogo entre México e África do Sul no espaço gratuito montado no Sesc Pompeia.
Embora o espaço não estivesse lotado, muita gente decidiu ir ao local para acompanhar as transmissões. Foi o caso, por exemplo, do músico Bonfim, de 79 anos. Frequentador do Sesc, ele decidiu aproveitar para esticar sua passagem pela unidade do Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Eu moro aqui perto e faço a academia aqui [no Sesc]. E também venho almoçar aqui. Eu gosto do Sesc. E hoje vim assistir à abertura da Copa."
Bonfim disse que pretende voltar ao Sesc Pompeia para assistir a outros jogos da Copa. E que vai torcer bastante para a seleção brasileira ser campeã. "Olha, eu espero que ela chegue à final, né? Ela está um pouco desacreditada, com jogadores diferentes. Mas eu acredito que nós vamos ser campeões."
Programação especial para a Copa do Mundo nas unidades do Sesc em São Paulo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Já a aposentadora Bárbara Clara, de 67 anos, foi ao Sesc Pompéia já toda caracterizada para torcer pelo Brasil. Com camisa nas cores do Brasil e uma tiara verde e amarela, ela se sentou na miniarquibancada montada no Galpão do Sesc Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Ah, é muito legal [torcer aqui], mais divertido do que [assistir] sozinha, né? Dá para vibrar todo mundo junto", disse.
Bárbara elogiou a abertura da Copa do Mundo e a presença da cultura local na cerimônia. E disse que vai torcer muito para o Brasil conquistar o hexacampeonato. "Faço atividade física aqui também. Então, vou aproveitar para já ficar por aqui. Venho mais cedo e já fico por aqui mesmo", contou.
Quem também aproveitou um momento de descanso rápido no trabalho para assistir à abertura da Copa foi a funcionária do Sesc Laura Rocha. "A gente estava esperando a abertura desse espaço [do Sesc Pompeia] com bastante ansiedade porque é um projeto bem especial. E aí eu dei uma paradinha para ver aqui."
"Achei bem legal a abertura da Copa, achei bem bonita. Tinha os figurinos, a troca de artistas. Acho bem bonito quando tem essa valorização da cultura regional", disse ela.
Um grupo de amigas que também frequentam o Sesc Pompeia para atividades físicas escolheu o espaço para assistir à partida entre México e África do Sul. Elas vibraram bastante com o jogo, principalmente em um momento de quase gol, em que a seleção mexicana chutou a bola na trave.
“Eu gostei bastante [desse espaço do Sesc]. Vem gente de todas as categorias daqui de dentro, então tem convivência de todo mundo, o pessoal participa. Achei bem legal”, contou a aposentada Sandra Regina Monteiro, de 62 anos.
Amiga de Sandra, a aposentada Cleusa Aparecida de Oliveira também gostou do espaço. “Eu particularmente mesmo não sou muito chegada em futebol, mas torço quando tem a seleção”, disse. “A gente tem uma galera. Se os jogos acontecerem quando a gente estiver aqui [no Sesc], a gente vai assistir aqui, senão a gente vai para outros lugares [para ver o jogo]”, acrescentou
Ambas disseram que vão assistir aos jogos do Brasil e torcer muito, embora suas expectativas sejam bastante diferentes em relação à seleção brasileira. Enquanto Sandra está bem otimista com o hexacampeonato, Cleusa disse não acreditar que o Brasil vá disputar a final. “Para te dizer a verdade, não sou positiva não. Estou sendo sincera, mas a gente torce”, disse Cleusa.
Já Sandra acredita em mais um título: “Minha expectativa é a melhor possível. Ah, eu quero que seja [campeão].Não sei se vai, mas eu torço. A esperança tem que ter, né? São 24 anos sem ganhar, temos que ganhar. A gente merece. E estou com fé no Endrick.”
Ativações no Sesc Pompeia
A ativação montada no Sesc Pompeia é composta por um imenso telão para transmissão dos jogos, uma miniarquibancada e mesas para jogos e trocas de figurinhas. Além da transmissão dos jogos, o espaço apresenta também uma pequena mostra chamada Colecionadores de Copas.
Mostra Colecionadores de Copas, montada no Sesc Pompeia - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Com curadoria de Marcelo Duarte, o espaço expositivo reúne objetos de entusiastas e colecionadores e apresenta a história da Copa do Mundo por meio de peças cheias de significado, como camisetas, pôsteres e mascotes.
No espaço, o público terá a oportunidade de ver peças autênticas e que carregam histórias reais como camisas oficiais usadas por jogadores em Copas do Mundo. Entre elas, a utilizada por Ronaldo Fenômeno em 1994 e a de Lionel Messi, na Copa de 2018. Há também álbuns de figurinhas, ingressos de jogos, livros, brinquedos e outros objetos relacionados ao mundo do futebol.
“Tem mais de 300 itens aqui, que são raros e que fazem parte das coleções de pessoas que vêm acumulando, guardando e tendo cuidado com essa memorabilia do esporte, desde os anos 50. Tem camisas, tampinhas, figurinhas, uniformes antigos, livros sobre esporte. Enfim, essa é uma história muito interessante que a gente está apresentando para as novas gerações”, contou o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.
A programação completa do Sesc na Copa pode ser consultada aqui.
Para celebrar a Copa do Mundo, o Sesc decidiu oferecer uma programação diversificada e gratuita em suas unidades do estado de São Paulo, toda relacionada ao universo futebolístico. Chamada de Sesc na Copa, a programação prevê vivências esportivas, aulas, debates, exposições, encontros com especialistas e transmissões de partidas do Mundial, como a realizada na tarde desta quinta-feira (11) no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista.
"A gente quer que as pessoas consumam o esporte de uma maneira mais equilibrada, que tenha conteúdo e mais conhecimento sobre a modalidade. Queremos ampliar a cultura esportiva não só a respeito dos jogos, mas também dos nossos ídolos, das nossas conquistas, das nossas derrotas, falando um pouco sobre essas histórias todas e, de alguma maneira, fazer com que mais pessoas integrem esse meio esportivo, seja jogando, seja consumindo conteúdos esportivos", disse o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.
Em entrevista à Agência Brasil, ele contou que a programação do Sesc na Copa foi dividida em três eixos temáticos, com o primeiro deles tratando sobre o futebol como uma linguagem social e uma manifestação simbólica. "A primeira área é Cultura, Memória e Arquibancada, que fala um pouco dessa relação das grandes equipes que passaram e que jogaram uma Copa do Mundo. Quando a gente fala de memória, não é só a memória dos vencedores, porque é muito fácil falar das cinco copas que nós ganhamos, mas também sobre quantas pessoas e personagens deixamos para trás e que não ganharam uma Copa", disse Silveira.
Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
O segundo eixo fala sobre gênero, destacando experiências que desafiam os padrões tradicionais. Já o terceiro eixo convida o público a vivenciar o esporte na prática. "A segunda parte, a gente vai falar um pouco sobre a diversidade no esporte. Então, é uma forma de valorizar e de alguma de alguma maneira garantir um espaço para que outras masculinidades possam tomar parte desse esporte. E a terceira parte do Sesc na Copa é a parte prática. Vamos ter festivais esportivos, jogos. É o Sesc na prática", explicou Silveira.
A programação é bastante diversificada. O Sesc 24 de Maio, por exemplo, localizado no centro da capital paulista, vai transmitir dois jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo: Brasil x Marrocos, no dia 13 de junho, e Brasil x Escócia, no dia 24 de junho. As transmissões vão contar com narração, comentarista e DJ tanto para os jogos do Brasil, quanto para jogos de seleções africanas. Também haverá transmissão de alguns jogos no Sesc Pinheiros.
Além disso algumas unidades do Sesc também vão promover cursos de locução, cinema, intervenções, torneios de futebol e até um bate-papo com as ex-jogadoras Fran Alves e Roseli de Belo, que vão falar sobre as expectativas para a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil. "Nós temos 44 unidades [no estado] e cada uma delas puxa esse recorte e desenvolve as suas programações. São mais de 200 programações que vão acontecer nas unidades neste período", contou o assessor técnico do Sesc.
A cerimônia de abertura, na Cidade do México, contou com a participação da cantora Shakira, responsável pela música oficial do evento, o hitDai Dai. Ao lado do nigeriano Burna Boy, a colombiana levantou o enorme público presente ao Estádio Azteca. O evento também contou com as presenças de artistas como Alejandro Fernández, Maná, Belinda, Los Ángeles Azules, Danny Ocean, J Balvin e Ryan Castro.
Mesmo distantes do evento – que neste ano tem como países-sede o México, Canadá e os Estados Unidos –, alguns brasileiros decidiram assistir à cerimônia e ao jogo entre México e África do Sul no espaço gratuito montado no Sesc Pompeia.
Embora o espaço não estivesse lotado, muita gente decidiu ir ao local para acompanhar as transmissões. Foi o caso, por exemplo, do músico Bonfim, de 79 anos. Frequentador do Sesc, ele decidiu aproveitar para esticar sua passagem pela unidade do Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Eu moro aqui perto e faço a academia aqui [no Sesc]. E também venho almoçar aqui. Eu gosto do Sesc. E hoje vim assistir à abertura da Copa."
Bonfim disse que pretende voltar ao Sesc Pompeia para assistir a outros jogos da Copa. E que vai torcer bastante para a seleção brasileira ser campeã. "Olha, eu espero que ela chegue à final, né? Ela está um pouco desacreditada, com jogadores diferentes. Mas eu acredito que nós vamos ser campeões."
Programação especial para a Copa do Mundo nas unidades do Sesc em São Paulo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Já a aposentadora Bárbara Clara, de 67 anos, foi ao Sesc Pompéia já toda caracterizada para torcer pelo Brasil. Com camisa nas cores do Brasil e uma tiara verde e amarela, ela se sentou na miniarquibancada montada no Galpão do Sesc Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Ah, é muito legal [torcer aqui], mais divertido do que [assistir] sozinha, né? Dá para vibrar todo mundo junto", disse.
Bárbara elogiou a abertura da Copa do Mundo e a presença da cultura local na cerimônia. E disse que vai torcer muito para o Brasil conquistar o hexacampeonato. "Faço atividade física aqui também. Então, vou aproveitar para já ficar por aqui. Venho mais cedo e já fico por aqui mesmo", contou.
Quem também aproveitou um momento de descanso rápido no trabalho para assistir à abertura da Copa foi a funcionária do Sesc Laura Rocha. "A gente estava esperando a abertura desse espaço [do Sesc Pompeia] com bastante ansiedade porque é um projeto bem especial. E aí eu dei uma paradinha para ver aqui."
"Achei bem legal a abertura da Copa, achei bem bonita. Tinha os figurinos, a troca de artistas. Acho bem bonito quando tem essa valorização da cultura regional", disse ela.
Um grupo de amigas que também frequentam o Sesc Pompeia para atividades físicas escolheu o espaço para assistir à partida entre México e África do Sul. Elas vibraram bastante com o jogo, principalmente em um momento de quase gol, em que a seleção mexicana chutou a bola na trave.
“Eu gostei bastante [desse espaço do Sesc]. Vem gente de todas as categorias daqui de dentro, então tem convivência de todo mundo, o pessoal participa. Achei bem legal”, contou a aposentada Sandra Regina Monteiro, de 62 anos.
Amiga de Sandra, a aposentada Cleusa Aparecida de Oliveira também gostou do espaço. “Eu particularmente mesmo não sou muito chegada em futebol, mas torço quando tem a seleção”, disse. “A gente tem uma galera. Se os jogos acontecerem quando a gente estiver aqui [no Sesc], a gente vai assistir aqui, senão a gente vai para outros lugares [para ver o jogo]”, acrescentou
Ambas disseram que vão assistir aos jogos do Brasil e torcer muito, embora suas expectativas sejam bastante diferentes em relação à seleção brasileira. Enquanto Sandra está bem otimista com o hexacampeonato, Cleusa disse não acreditar que o Brasil vá disputar a final. “Para te dizer a verdade, não sou positiva não. Estou sendo sincera, mas a gente torce”, disse Cleusa.
Já Sandra acredita em mais um título: “Minha expectativa é a melhor possível. Ah, eu quero que seja [campeão].Não sei se vai, mas eu torço. A esperança tem que ter, né? São 24 anos sem ganhar, temos que ganhar. A gente merece. E estou com fé no Endrick.”
Ativações no Sesc Pompeia
A ativação montada no Sesc Pompeia é composta por um imenso telão para transmissão dos jogos, uma miniarquibancada e mesas para jogos e trocas de figurinhas. Além da transmissão dos jogos, o espaço apresenta também uma pequena mostra chamada Colecionadores de Copas.
Mostra Colecionadores de Copas, montada no Sesc Pompeia - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Com curadoria de Marcelo Duarte, o espaço expositivo reúne objetos de entusiastas e colecionadores e apresenta a história da Copa do Mundo por meio de peças cheias de significado, como camisetas, pôsteres e mascotes.
No espaço, o público terá a oportunidade de ver peças autênticas e que carregam histórias reais como camisas oficiais usadas por jogadores em Copas do Mundo. Entre elas, a utilizada por Ronaldo Fenômeno em 1994 e a de Lionel Messi, na Copa de 2018. Há também álbuns de figurinhas, ingressos de jogos, livros, brinquedos e outros objetos relacionados ao mundo do futebol.
“Tem mais de 300 itens aqui, que são raros e que fazem parte das coleções de pessoas que vêm acumulando, guardando e tendo cuidado com essa memorabilia do esporte, desde os anos 50. Tem camisas, tampinhas, figurinhas, uniformes antigos, livros sobre esporte. Enfim, essa é uma história muito interessante que a gente está apresentando para as novas gerações”, contou o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.
A programação completa do Sesc na Copa pode ser consultada aqui.
Am 14. April 2026 vereinbarte der deutsche Bundeskanzler Friedrich Merz eine strategische Partnerschaft mit dem ukrainischen Machthaber Wladimir Selenskij, und einen Monat später war Verteidigungsminister Boris Pistorius in Kiew, um eine intensivere militärische Zusammenarbeit zu besprechen. Deutschland soll – wieder einmal – die stärkste Militärmacht in Europa werden, und Deutschland soll die Kiewer Ukraine in ihrem Krieg bis zum Sieg über Russland unterstützen – auf Kosten der eigenen Bevölkerung, der im Kriegsfall die existenzielle Vernichtung droht.
Wie konnte es so weit kommen? Bahnte sich doch nach der sogenannten Wiedervereinigung im Jahre 1990 eine für beide Seiten erfolgversprechende Kooperation an. Nachdem aber die US-Regierung unter Barack Obama die Devise ausgegeben hatte, Russland müsse ruiniert werden, um es den westlichen Kapitalinteressen zu öffnen, wurden von den USA und der EU immer schärfere Sanktionen verhängt. Die westliche Führungselite, die sich zunächst sperrte, wurde – wie Joseph Biden 2014 in einer Rede verriet – von Barack Obama genötigt, sich zu beteiligen.
Es ist ein Treppenwitz der Geschichte, dass eine europäische "Koalition der Willigen" die 2014 aufgezwungene Aggressionspolitik gegen Russland geradezu erbittert weiterführt, obwohl ihr der Rückhalt aus den USA unter der Regierung Trump entzogen wurde. Offensichtlich haben die meinungsbildenden europäischen Politiker und Journalisten, von denen viele ihre Führungspositionen noch durch Patronage der US-Netzwerke und der Regierungen Obama und Biden erlangt haben, den Russlandhass dermaßen verinnerlicht, dass sie sogar Krieg gegen Russland planen. Wie das enden kann, ist nur allzu bekannt.
Nun ist jüngst der Ruf nach einer Neutralität Deutschlands aufgekommen, die bereits 1952 von Stalin vorgeschlagen worden war. Damals unterbreitete er den anderen drei Siegermächten des Zweiten Weltkriegs das Angebot, über einen Friedensvertrag mit Deutschland zu verhandeln. Bedingung war die Neutralität eines künftigen vereinten Deutschlands, die unter polnischer Verwaltung gestellten Ostgebiete ausgenommen. Weil zur selben Zeit unter der Regierung Adenauer in Geheimverhandlungen bereits die Wiederbewaffnung und der Beitritt zur NATO beschlossen waren, boykottierten die westlichen Alliierten den sowjetischen Vorschlag. Auch Konrad Adenauer wies ihn als unseriöses "Störmanöver", mit dem die Westintegration der BRD blockiert werden sollte, zurück und vergab damit die Chance für eine selbstbestimmte deutsche Politik.
Stattdessen blieben die beiden deutschen Relikte, denen von den Siegermächten nach der bedingungslosen Kapitulation die Souveränität aberkannt worden war, unter Fremdbestimmung, die erst nach und nach gelockert wurde. Nach herrschender Meinung erhielt dann die Bundesrepublik Deutschland als "mit dem Deutschen Reich identisches Völkerrechtssubjekt" durch den Zwei-plus-Vier-Vertrag vom 12. September 1990 die "volle Souveränität" zurück (Artikel 7 Absatz 2), sodass – theoretisch – eine Neutralität Deutschlands heute erreichbar wäre.
Das ist die offizielle Faktenlage. Aber die Zubilligung der Souveränität ist durch Zusatzverträge, zum Beispiel den Truppenstationierungsvertrag, die NATO-Mitgliedschaft, das Militärbündnis für "Ständige Strukturierte Zusammenarbeit" (PESCO), sonstige militärische und wirtschaftliche Vereinbarungen sowie die übergeordnete EU-Gesetzgebung relativiert worden. Insbesondere der außenpolitische Handlungsspielraum ist aufgrund der alliierten Vorbehaltsrechte und Einflussmöglichkeiten eingeschränkt.
Zwar können Abkommen wie der Truppenstationierungsvertrag oder der NATO-Vertrag gekündigt werden, Deutschland könnte auch aus der EU austreten, es ist jedoch außerordentlich fraglich, ob eine deutsche Regierung diesen Schritt wagen würde beziehungsweise sich gegenüber den USA und Großbritannien behaupten könnte. Bekannt ist außerdem, dass sich die USA an keine Verträge halten, sobald sie ihrer jeweiligen Regierung nicht mehr passen.
Der CDU-Politiker Wolfgang Schäuble, der die deutsche Politik jahrzehntelang maßgeblich mit geprägt hat, sagte am 18. November 2011, also 20 Jahre nach der sogenannten Wiedervereinigung und dem Zwei-plus-Vier-Vertrag, anlässlich des "European Banking Congress" in Frankfurt am Main: "[…] Wir in Deutschland sind seit dem 8. Mai 1945 zu keinem Zeitpunkt mehr voll souverän gewesen." Das war die Meinung eines erfahrenen Politikers.
Im Völkerrecht ist Souveränität nach älterer Rechtsauffassung die absolute Hoheit eines Staates über sein innen- und außenpolitisches Handeln. Das ist für Deutschland erkennbar nicht gegeben. Doch nach neuerer völkerrechtlicher Auffassung kann ein Staat durch Verträge mit anderen Staaten von bestimmten Rechten absehen, also eine Einschränkung seiner Souveränität selbstbestimmt vornehmen. Das könnte für Deutschland infrage kommen. Allerdings sind verschiedene Einschränkungen, denen Deutschland unterliegt, nicht selbstbestimmt.
Daher stellen sich folgende Fragen:
1. Kann ein Land, dessen Bevölkerung ständig belogen, betrogen und gedemütigt wird, das keinen Friedensvertrag hat und nach der Charta der Vereinten Nationen (Artikel 53 und 107) immer noch ein Feindstaat gegenüber den Siegermächten des Zweiten Weltkriegs ist, souverän sein? Die Feindstaatenklausel besagt, dass Zwangsmaßnahmen ohne besondere Ermächtigung durch den UN-Sicherheitsrat verhängt werden könnten, was militärische Interventionen einschließt, falls Deutschland erneut eine aggressive Politik verfolgen sollte. Was das bedeutet, ist weit auslegbar, und die Auslegung würde gegebenenfalls von den Siegermächten des Zweiten Weltkriegs erfolgen, also maßgeblich von den USA.
Zwar wird diskutiert, ob die sich aus den genannten Artikeln ergebende Feindstaatenregelung durch die Mitgliedschaft Deutschlands in den Vereinten Nationen obsolet geworden ist. Aber wenn dem so wäre, hätten diese Bestimmungen längst gestrichen werden können.
2. Kann ein Land mit elf riesigen Militärstützpunkten der USA, die permanent ca. 39.000 Soldaten in Deutschland unter Waffen halten (unter anderem Atomwaffen) und zu internationalen Konferenzen auf ihre Militärbasis Ramstein einladen, von der aus sie Drohnenmorde befehligen, souverän sein?
3. Kann ein Land, in dem sich die Siegermächte des Zweiten Weltkriegs immer noch Befugnisse vorbehalten haben, souverän sein? Es besteht die Auffassung, dass nach wie vor ein sogenanntes "versteinertes Besatzungsrecht" gilt, das heißt "Besatzungsrecht, welches bei Abschluss des 'Überleitungsvertrags' von 1955 keinerlei Disposition für die deutsche Staatsgewalt unterlag", und von dem einzelne Bestimmungen weiterhin in Kraft bleiben.
4. Kann ein Land, dem widerspruchslos die günstige Energiezufuhr aus Russland abgeschnitten wird, das sich ständig Vorschriften machen und von der EU-Kommission nachteilige Gesetze aufzwingen lässt, souverän sein?
Eine neue Konstellation
Die Frage nach der Souveränität Deutschlands ist ein schwieriges, die Bevölkerung existenziell betreffendes Thema, das von offizieller Seite vermieden wird. Aber es wäre an der Zeit, es in den öffentlichen Diskurs einzubringen, was aktuell von mehreren Friedensorganisationen versucht wird.
In der Tat wäre die politische Situation, wie sie sich im Frühjahr 2026 darstellt, günstig, um eine Neutralität Deutschlands in die Wege zu leiten und durchzusetzen. Der amerikanische Präsident Donald Trump hat mit der neuen Sicherheitsstrategie der USA (NSS) die Möglichkeit geschaffen, eine grundlegende Neubewertung des transatlantischen Systems und der eigenen Sicherheitsbedingungen vorzunehmen. Er beendet mit diesem Dokument unter anderem die weitere Expansion der NATO und damit die Spekulationen der westeuropäischen "Koalition der Willigen" auf eine NATO-Mitgliedschaft der Ukraine.
Aber die Berliner Politiker sind nach wie vor dem tiefen Staat der Regierungen Obama und Biden verhaftet, der sie mit seinen Medien- und Netzwerk-Kampagnen regierungsfähig gemacht und gegen Russland in Stellung gebracht hat. Anstatt die Gelegenheit zu nutzen, die Interessen Deutschlands wahrzunehmen, arbeitet sich die Regierung Merz seit ihrem Amtsantritt im Mai 2025 daran ab, auf Kosten der eigenen Bevölkerung Geld und Waffen für die Ukraine bereitzustellen, um den Stellvertreterkrieg gegen Russland immer noch zu verlängern. Ein Wandel könnte sich durch den Iran-Krieg und den sich abzeichnenden wirtschaftlichen Ruin Deutschlands ergeben.
Resümee
Vielleicht könnte man sagen, Deutschland sei nicht vollständig souverän (falls es überhaupt eine unvollständige Souveränität gibt), und mit einer selbstbewussten, eigenständig agierenden Regierung wäre eine zumindest annähernde Souveränität im Sinne einer neueren völkerrechtlichen Auffassung zu erreichen. Aber unter Berücksichtigung der genannten Umstände liegt der Schluss nahe, dass die deutsche Regierung nicht selbstbestimmt zum Wohle der Bevölkerung zu handeln vermag, Deutschland also nicht souverän in dem Sinne ist, wie es im Zwei-plus-Vier-Vertrag kodifiziert wurde. Fraglich ist zudem, ob der Zwei-plus-Vier-Vertrag noch Geltung hat, nachdem er von Deutschland nicht eingehalten wurde.
Insofern stehen der Verwirklichung einer deutschen Neutralität, wodurch viele der heutigen Probleme zu lösen wären, die derzeitigen realen Bedingungen entgegen. Intensive diplomatische Bemühungen auf höchster Ebene wären nötig, um den Weg in eine friedlichere Zukunft vorzubereiten. Dafür besteht zurzeit wenig Hoffnung. Aber trotz nahezu unüberwindlich erscheinender Hürden sollte das Ziel, die Souveränität und Neutralität Deutschlands, nicht aus den Augen verloren werden. In dieser Hinsicht gibt es verdienstvolle, zu unterstützende Ansätze.
Zu berücksichtigen sind bei allem zwei eminent wichtige weltpolitische Vorgänge, die sowohl von den Berliner als auch den Brüsseler Politikern verkannt, geleugnet oder gar nicht wahrgenommen werden.
Erstens: Bei den derzeitigen ausufernden globalen Konflikten, hinter denen die westlichen Kapital- und Wirtschaftseliten stehen, handelt es sich um eine grundlegende Auseinandersetzung zwischen dem Kollektiven Westen und dem Globalen Süden einschließlich Russlands. Das birgt die Gefahr eines weltweiten, womöglich atomaren Krieges, der das Ende der Menschheit bedeuten könnte. Ein Ausweg wäre die Weiterentwicklung von BRICS sowie die Schaffung eines globalen Sicherheitssystems.
Zweitens: Die derzeitige Vorkriegssituation böte die Chance, sich aus der militärischen und kulturellen Umklammerung der USA zu lösen und zu den eigenen kulturellen Wurzeln zurückzufinden. Insofern stellt sich der Ukraine-Konflikt im weitesten Sinne auch als Auseinandersetzung zwischen zwei Kulturkreisen dar: der in die Dekadenz abgleitenden US-amerikanisch dominierten westlichen Kultur und einer historisch gewachsenen konservativen europäischen Kultur.
Das im Krieg befindliche Russland mag zwar nicht das Vorzeigeland für Bürgerrechte sein, und in den USA gibt es natürlich nicht nur minderwertige Unterhaltung, aber ausgehend von der Überzeugung, dass Kultur die Grundlage einer Gesellschaft ist, kommt dem Kulturimperialismus der USA eine wesentliche Bedeutung zu. Es ist nicht zu übersehen, dass sie sich mit Hollywood und Disneyland neben ihrem militärischen Vorgehen den Einfluss auf Milliarden Menschen geschaffen haben. Und es scheint so, dass in Russland, dem größten Land Europas, trotz der Aggressions- und Kriegspolitik des Westens und trotz vieler Probleme versucht wird, eine europäische Kultur der Bewusstheit, Spiritualität und Humanität zu bewahren, wie immer man dazu stehen mag.
Es wird schwierig sein, mit Russland in absehbarer Zeit wieder zu einem vertrauensvollen Miteinander zurückzufinden, was aber erforderlich wäre, um wirtschaftlich wieder zu gesunden und die europäische Kultur vor den destruktiven, politisch zu bewertenden US-amerikanischen Einflüssen zu bewahren. Das muss eines der Ziele der sich in Europa neu formierenden Friedensbewegung sein, und dazu ist es erforderlich, möglichst viele Menschen über die Ursachen und Hintergründe der insbesondere von den Angloamerikanern betriebenen Aggressionspolitik aufzuklären.
Der Schriftsteller und Publizist Dr. jur. Wolfgang Bittner lebt in Göttingen. Zuletzt erschien im Hintergrund-Verlag sein Buch "Geopolitik im Überblick. Deutschland-USA-EU-Russland", Berlin 2025. Vorstehender Text ist das Redemanuskript eines Vortrags, den Wolfgang Bittner am 30. Mai 2026 in Berlin anlässlich einer internationalen Konferenz des Schiller-Instituts hielt.
Moscow has said Britain, France, and Germany cannot demand a role in peace talks while arming and backing Kiev
The ambassadors of Britain, France, and Germany visited the Russian Foreign Ministry on Thursday to present their governments’ Ukraine “peace” position, despite Moscow’s insistence that the three countries are not mediators but direct backers of Kiev.
The conference with Deputy Foreign Minister Mikhail Galuzin reportedly lasted around 90 minutes. French Ambassador Nicolas de Riviere said afterwards that the conversation had gone well, while the British and German envoys declined to comment.
The meeting comes as Kiev's European backers have been trying to force their way back into Ukraine diplomacy after Washington signaled it could step back from mediation efforts. Moscow has dismissed the move as hollow, arguing that the EU and the E3 (Britain, France, and Germany) are arming, funding and politically shielding Kiev while posing as peace brokers.
The Russian Foreign Ministry said that during the meeting, Galuzin accused the three governments of pursuing a “destructive policy” aimed at pushing Kiev to keep fighting Russia “on behalf of, at the expense of and with the direct assistance” of the Western “coalition of the willing.”
The British Embassy in Moscow said the ambassadors had condemned Russia’s alleged “escalation and intensified disinformation campaigns” and outlined a recent E3 declaration backing Vladimir Zelensky’s call for direct ceasefire talks with Russia involving the US and Europe.
Russian Foreign Minister Sergey Lavrov said ahead of the meeting that he consented to the envoys’ talks with his deputy largely out of curiosity. Russia has “never refused dialogue,” he said, but doubted the ambassadors would say anything new after their leaders’ recent statement with Zelensky.
Moscow has rejected that statement as a demand for Russia’s “capitulation.” Lavrov said Britain, France, and Germany have repeatedly undermined earlier settlement efforts, including the 2014-2015 Minsk accords and the 2022 Istanbul draft deal.
Foreign Ministry spokeswoman Maria Zakharova has also dismissed the latest E3 proposal as a repackaged version of Zelensky’s “peace formula,” which Russia rejects as unacceptable. She said the plan is aimed not at peace, but at further militarizing Ukraine and Europe.
Moscow has repeatedly said that any lasting settlement must address the root causes of the conflict, including by requiring Ukraine’s neutrality, demilitarization, protection of Russian speakers and recognition of territorial changes.
This article was originally published by Progressive Hub on June 11, 2026. It is shared here with permission.
This film presents a synthesis of my father’s book The Doomsday Machine. His book depicts the evil murderousness of nuclear war plans, and the particular dangers posed by ICBMS, with their first strike capability, intended to be launched on warning.
He believed that with these weapons both the U.S. and the USSR/now Russia had constructed Doomsday Machines, capable of destroying most life on earth — machines that are particularly dangerous because neither side acknowledges this reality but continue to proceed as if there were some circumstances in which it was possible to win a nuclear war.
The epigraph from Dad’s book is from Nietzsche: “Madness in individuals is something rare; but in groups, parties, nations and epochs, it is the rule.”
And I am very glad that this film expands on that particular theme with the title: “Ordinary Insanity” — ordinary, as he says, because it is so widely shared.
And that points to a theme that underlies his most recent, posthumous book, Truth and Consequence: Reflections on Catastrophe, Civil Resistance, and Hope. These reflections, drawn from notes he wrote for himself over fifty years, reflect his deep meditation on what kind of flaw in the human species makes us vulnerable to this kind of insanity.
In other words, we have to face, on the one hand, the particular danger posed by the weapons we have created and the strategies that dictate their function and use. But we also have to contend with the kind of danger posed by human beings — all of us capable of participating in projects that are evil, participating in the widest sense through our silence.
If we are to dismantle the Doomsday Machine, it will require widespread and concerted efforts to awaken from the spell of this ordinary insanity. In other words, we need to cultivate an ordinary sanity.
One of the ways of promoting that is through educational efforts such as this film, which may alert the public to the dangers we are facing. But it will also require widespread conscientious action, a kind of pandemic of courage, wisdom, enlightenment, and dedication to the survival of our planet.
Only when such sanity becomes ordinary will we have a chance of surviving the nuclear era.
My dad said that until his last breath he would continue to do everything he could to avert this peril. I am happy that through this film, even after his last breath, he may continue to plant seeds of sanity and hope.
O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.
Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame.
Concluintes em 2026
Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática, pela primeira vez. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, fazer a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.
Inclusão e acessibilidade
A solicitação de tratamento pelo nome social em todas as fases do exame também teve o prazo alterado, podendo ser feita até esta sexta-feira (12).
A opção é destinada às pessoas trans, que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. A sinalização deve ser marcada no momento da inscrição.
O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.
Neste ano do Enem 2026 novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estão entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.
Entre outras condições específicas para pedir o atendimento especializado estão: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições.
A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.
Taxa de inscrição
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.
O pagamento da taxa de inscrição no exame deve ser feito entre 25 de maio e 17 de junho.
A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.
A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento desta taxa.
Mais locais de provas
Em 2026, a aplicação das provas do Enem está agenda para os domingos 8 e 15 de novembro.
Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.
Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.
Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.
Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame.
Concluintes em 2026
Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática, pela primeira vez. Nesse caso, o estudante precisará apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, fazer a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.
Inclusão e acessibilidade
A solicitação de tratamento pelo nome social em todas as fases do exame também teve o prazo alterado, podendo ser feita até esta sexta-feira (12).
A opção é destinada às pessoas trans, que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. A sinalização deve ser marcada no momento da inscrição.
O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.
Neste ano do Enem 2026 novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estão entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.
Entre outras condições específicas para pedir o atendimento especializado estão: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições.
A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.
Taxa de inscrição
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.
O pagamento da taxa de inscrição no exame deve ser feito entre 25 de maio e 17 de junho.
A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.
A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento desta taxa.
Mais locais de provas
Em 2026, a aplicação das provas do Enem está agenda para os domingos 8 e 15 de novembro.
Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.
Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.
Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão do prazo de 60 dias para que as big techspossam implementar as medidas determinadas pela Corte a fim de ampliar a comprometimento das plataformas em relação às postagens dos usuários nas redes sociais.
O voto do ministro foi proferido no julgamento no qual a Corte analisa recursos das empresas contra a decisão que, em junho do ano passado, reconheceu a responsabilidade das big techs pelas publicações ilegais feitas por seus usuários. Ele é um dos relatores das ações julgadas.
Toffoli votou para estabelecer um marco temporal para aplicar a decisão e conceder prazo de 60 dias para as empresas implementarem as obrigações estruturais definidas no julgamento que reconheceu a responsabilização.
Entre as medidas, as empresas devem proibir acesso dos usuários a vídeos com:
exploração e abuso sexual;
violência física;
indução a comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças ou adolescentes.
Além disso, as plataformas são obrigadas a manter representante legal no país para receber intimações da Justiça.
"Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes em decorrência dos esclarecimentos ora prestados", afirmou o Toffoli.
O ministro também decidiu reafirmar que as regras definidas valem para casos futuros. Conforme o entendimento, o marco temporal para eficácia da decisão deve ser o dia 27 de junho de 2025, quando a ata do julgamento foi publicada.
"Não basta dizer que a tese somente se aplica prospectivamente. É preciso definir expressamente o marco temporal a partir do qual ela começará a produzir os efeitos que lhe são próprios", justificou Toffoli.
Após o voto do relator, o plenário iniciou a coleta dos demais votos. Mais nove votos serão proferidos.
O STF julga recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte que estabeleceu a responsabilização das redes. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google.
Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento ou que seja garantida aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão do prazo de 60 dias para que as big techspossam implementar as medidas determinadas pela Corte a fim de ampliar a comprometimento das plataformas em relação às postagens dos usuários nas redes sociais.
O voto do ministro foi proferido no julgamento no qual a Corte analisa recursos das empresas contra a decisão que, em junho do ano passado, reconheceu a responsabilidade das big techs pelas publicações ilegais feitas por seus usuários. Ele é um dos relatores das ações julgadas.
Toffoli votou para estabelecer um marco temporal para aplicar a decisão e conceder prazo de 60 dias para as empresas implementarem as obrigações estruturais definidas no julgamento que reconheceu a responsabilização.
Entre as medidas, as empresas devem proibir acesso dos usuários a vídeos com:
exploração e abuso sexual;
violência física;
indução a comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças ou adolescentes.
Além disso, as plataformas são obrigadas a manter representante legal no país para receber intimações da Justiça.
"Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes em decorrência dos esclarecimentos ora prestados", afirmou o Toffoli.
O ministro também decidiu reafirmar que as regras definidas valem para casos futuros. Conforme o entendimento, o marco temporal para eficácia da decisão deve ser o dia 27 de junho de 2025, quando a ata do julgamento foi publicada.
"Não basta dizer que a tese somente se aplica prospectivamente. É preciso definir expressamente o marco temporal a partir do qual ela começará a produzir os efeitos que lhe são próprios", justificou Toffoli.
Após o voto do relator, o plenário iniciou a coleta dos demais votos. Mais nove votos serão proferidos.
O STF julga recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte que estabeleceu a responsabilização das redes. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google.
Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento ou que seja garantida aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário.
La Fuerza Aérea de Chile enfrenta una decisión estratégica que trasciende el recambio de una flota envejecida. La búsqueda de un sucesor para los históricos C-130 Hércules abrió una competencia entre algunos de los principales fabricantes aeronáuticos del mundo y podría tener consecuencias para toda la región, según analizó Andrei Serbin Pont en Infobae al Mediodía.
Durante su columna, el especialista explicó que los Hércules chilenos acumulan más de medio siglo de servicio y comienzan a presentar dificultades operativas que obligan a pensar en un reemplazo. “Muchas de estas células tienen muchísimos años encima y ya cuesta mantenerlas operativas”, señaló.
El fin de una era para el transporte militar chileno
El reemplazo natural parece ser el C-130J Super Hércules, la versión más moderna del avión desarrollado por Lockheed Martin. La propuesta mantiene la lógica operacional que Chile conoce y contempla participación de la industria local a través de ENAER.
Sin embargo, la decisión está lejos de cerrarse. El principal desafío para el fabricante estadounidense es el avance del KC-390, el avión de transporte militar de Embraer, que en pocos años logró posicionarse como una de las opciones más competitivas.
“Es una aeronave que viene posicionándose muy fuerte en el mercado”, destacó Serbin Pont, remarcando que ya fue adquirida por 13 países y ofrece costos significativamente menores que los del modelo norteamericano.
La evaluación chilena también contempla otras plataformas, como el C-27J de Leonardo y el Airbus A400M, aunque ambas aparecen con menos posibilidades por sus características operativas y económicas.
El ascenso internacional del KC-390
Más allá del caso chileno, el analista subrayó que el KC-390 representa uno de los proyectos aeronáuticos más exitosos desarrollados en América Latina. El modelo brasileño logró abrirse camino en mercados tradicionalmente dominados por fabricantes estadounidenses y europeos, con contratos en América Latina, Europa y Medio Oriente.
Serbin Pont atribuyó su éxito a la combinación de velocidad, capacidad de carga y costos operativos más bajos: “Ofrece una alternativa atractiva para fuerzas aéreas que buscan modernizar sus flotas sin afrontar las inversiones que requieren otros modelos occidentales”.
El crecimiento del KC-390 también ilustra la consolidación de Brasil como un actor relevante en la industria global de defensa.
La oportunidad industrial para Argentina
Uno de los aspectos centrales del análisis fue el rol argentino en el programa. FAdeA, la fábrica cordobesa, produce componentes clave del KC-390 y se integró a la cadena de producción internacional de Embraer. En 2025, la planta realizó veintiún envíos vinculados al programa, consolidando su integración industrial.
Serbin Pont enfatizó el impacto regional: “Ojo que podría pasar que el día de mañana Chile esté operando una aeronave que tiene componentes fabricados en Argentina”.
Una eventual compra chilena permitiría aumentar la escala de producción y fortalecer el peso de la industria aeronáutica argentina en uno de los programas militares más exitosos de la región.
El desafío pendiente para la Fuerza Aérea Argentina
La discusión funciona también como espejo para Argentina. Los C-130 nacionales siguen siendo una herramienta fundamental, pero el envejecimiento de la flota obliga a pensar en alternativas. El KC-390 aparece como un candidato natural, por su costo y disponibilidad.
No obstante, el proyecto enfrenta un obstáculo sensible: la presencia de componentes británicos. “Cualquier adquisición requeriría una negociación con Embraer para reemplazar esos sistemas o la obtención de garantías que eviten eventuales restricciones de Londres”, explicó Serbin Pont. Aun así, el contexto actual abre una ventana de oportunidad para retomar conversaciones en el futuro.
Una competencia que redefine el mapa regional
La decisión que tome Santiago será un nuevo indicador del avance de los fabricantes emergentes frente a los históricos. Mientras Lockheed Martin busca sostener el liderazgo del Hércules, Embraer procura consolidar al KC-390 como alternativa global.
La definición chilena no sólo determinará qué avión transportará tropas, vehículos y suministros en el país. También puede marcar un nuevo paso en la consolidación de una industria aeronáutica regional que apunta a ganar protagonismo internacional.
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• De 12 a 15: Infobae al Mediodia: Maru Duffard, Andrei Serbin Pont, Jimena Grandinetti, Fede Mayol y Facundo Kablan.
• De 15 a 18: Infobae a la Tarde: Manu Jove, Maia Jastreblansky y Paula Guardia Bourdin; rotan en la semana Marcos Shaw, Lara López Calvo y Tomás Trapé
• De 18 a 21: Infobae al Regreso: Gonzalo Aziz, Diego Iglesias, Malena de los Ríos y Matías Barbería; rotan en la semana Gustavo Lazzari, Martín Tetaz y Mica Mendelevich
La licitación abierta por el gobierno chileno enfrenta a fabricantes de Brasil y Estados Unidos en la mayor compra de transporte militar de la región, con impacto en la industria argentina y proyección estratégica para las próximas décadas
Das Pentagon-Gebäude, in dem das US-Kriegsministerium seinen Sitz hat, war am Donnerstag aufgrund eines Fehlalarms eines Gefahrstoffdetektors mehrere Stunden abgeriegelt und teilweise evakuiert worden, wie der Sender CNN und weitere US-Medien berichtet hatten.
Mehrere Stockwerke und Flure im Inneren des Gebäudes waren gesperrt worden, andere wurden aufgrund eines "Gefahrstoffvorfalls" evakuiert, wie drei mit der Angelegenheit vertraute Quellen und die örtliche Feuerwehr am Donnerstag dem Sender mitteilten.
Die Evakuierung wurde ausgelöst, nachdem ein Sensorsystem des Pentagons auf eine mögliche Anthrax-Kontamination hingewiesen hatte, wie aus Funkmeldungen der Ersthelfer und einer mit dem Vorfall vertrauten Quelle hervorgeht. Inzwischen steht fest: Das Sensorsystem hat offenbar eine Fehlfunktion gehabt, was den Fehlalarm auslöste.
"Pentagon-Sprecher Sean Parnell bestätigte am Donnerstag, dass die Systeme ein Problem mit der Luftqualität festgestellt haben, das Vorsichtsmaßnahmen erfordert, bis dessen Ausmaß geklärt ist", heißt es in der Meldung von CNN.
Parnell zufolge habe die herbeigerufene Feuerwehr Standardprotokolle eingeleitet, darunter die Selbstisolierung der Mitarbeiter am Ort des Vorfalls. Nach Angaben von Quellen bewegten sich die Spezialisten innerhalb des Gebäudes in Atemschutzmasken und Schutzanzügen.
Este jueves, el Estadio Azteca de Ciudad de México se convirtió en el primero del planeta en albergar tres inauguraciones mundialistas (tras las ediciones de 1970 y 1986). El coloso de Santa Úrsula dio el pistoletazo de salida a la inédita Copa del Mundo de 2026, organizada de manera conjunta por México, Estados Unidos y Canadá, con un espectacular despliegue musical que rindió homenaje a las raíces prehispánicas y consagró la riqueza de la cultura latina ante miles de aficionados locales e internacionales.
La vibrante ceremonia previa al choque inaugural entre las selecciones de México y Sudáfrica arrancó con la actuación de la banda de rock Maná y la cantante Lila Downs. Ataviada con un huipil blanco y respaldada por un numeroso cuerpo de baile, Downs dio la bienvenida al planeta: "Pueblos del mundo, bienvenidos a México". Acto seguido, los originarios de Guadalajara desataron la euforia en las gradas al ritmo de su emblemático éxito 'Oye mi amor'.
El repertorio musical continuó desgranando los principales temas del álbum oficial de la FIFA. El venezolano Danny Ocean interpretó 'Partidazo', cediendo el testigo a Belinda y Los Ángeles Azules con la rítmica 'Por ella'. La temperatura en el Azteca siguió en aumento con la aparición del colombiano J Balvin, quien hizo bailar al estadio vestido con los colores de la selección mexicana –rojo y verde– al interpretar 'Qué calor' e 'I Like It', su conocida colaboración con Bad Bunny.
Clímax con Shakira
El clímax llegó con la irrupción de Shakira, coronada como la gran reina de esta cita mundialista. Vestida con un atuendo amarillo y morado, la estrella colombiana interpretó 'Dai Dai', el tema oficial del torneo, junto al nigeriano Burna Boy. En el centro de la cancha, custodiada por cientos de bailarines, brilló el trofeo de la Copa del Mundo acompañado por el lema "Estamos listos", el mensaje central de la canción que da inicio a un torneo que por primera vez contará con 48 selecciones y un total de 104 partidos.
Para los compases previos al pitido inicial, estaba prevista la entonación de los himnos nacionales a cargo del mexicano Alejandro Fernández y de la cantante Tyla por parte de la delegación sudafricana. Pero fue la actriz Salma Hayek la acompañó al presidente de la FIFA, Gianni Infantino, en el momento de la inauguración oficial del torneo.
Sheinbaum rompe la tradición por temor a protestas
La presidenta de México, Claudia Sheinbaum, rompió con una tradición de décadas al decidir no acudir al palco de honor del Estadio Azteca para presenciar la inauguración. En un gesto cargado de simbolismo, la mandataria regaló su entrada para el partido a una niña indígena.
Asimismo, Sheinbaum tampoco acudió finalmente al masivo Fan Fest instalado en la plaza del Zócalo capitalino, tal y como se había barajado inicialmente. Ante la previsión de posibles protestas y un eventual boicot por parte de los maestros de la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) –quienes mantienen un plantón en las inmediaciones de la plaza central–, la presidenta optó por trasladarse al norte de la ciudad.
Acompañada por la jefa de Gobierno de Ciudad de México, Clara Brugada, la mandataria se presentó en el Deportivo Los Galeana, situado en la alcaldía Gustavo A. Madero, a unos 12 kilómetros del Zócalo. Vestida con la camiseta de la selección mexicana con su nombre y el número 26 a la espalda, Sheinbaum fue vitoreada por los cientos de aficionados que se congregaron en este recinto, una de las 18 sedes habilitadas por las autoridades locales con pantallas gigantes. Desde allí, la presidenta compartió un vídeo en sus redes sociales disfrutando de la actuación de Shakira junto a los asistentes, sumándose de forma alternativa a la fiesta del fútbol que vuelve a México 40 años después de su última cita en 1986.