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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

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“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Amupe apresenta plano de renegociação de dívidas dos municípios com a Compesa

Os prefeitos e prefeitas de Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (16), no Recife, em Assembleia Extraordinária promovida pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). O encontro tratou de alternativas para a regularização de débitos municipais junto à Compesa, da destinação dos recursos provenientes da concessão dos serviços da companhia e de orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre prevenção de acidentes em obras e serviços públicos.

O ponto central da reunião foi a apresentação de um programa de negociação de débitos, construído pela Amupe em parceria com a Compesa e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A proposta garante desconto de até 50% aos municípios que optarem pelo pagamento à vista, além da possibilidade de parcelamento em até 120 meses, com correção pelo IPCA.

O programa também prevê o encontro de contas entre débitos municipais e créditos que as prefeituras eventualmente tenham junto à companhia, como valores referentes à recomposição de pavimentação após intervenções da Compesa na rede.

O presidente da companhia, Douglas Nóbrega, destacou o caráter conciliatório da iniciativa. "Conseguimos apresentar um plano excepcional de quitação de débitos, de acordo e de parceria, naquele espírito de conciliação entre a Compesa, os municípios, o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça", afirmou.

Já o diretor comercial e de tecnologia da Compesa, Cleber Coelho Paz, explicou que a proposta foi estruturada com apoio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do TJPE. "Estamos oferecendo as melhores condições de pagamento, com prazo elástico e também a possibilidade de os municípios apresentarem eventuais créditos para realizar a conciliação", disse, acrescentando que o objetivo é evitar a judicialização e buscar soluções pelo diálogo.

O presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), afirmou que "a Amupe lança uma alternativa para os municípios que estão inadimplentes poderem regularizar suas dívidas", e destacou que a assembleia também trouxe orientações importantes sobre o uso dos recursos da concessão e sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública.

Freitas informou que Aliança não possui dívidas com a Compesa e que os recursos da concessão – mais de R$ 6 milhões, dos quais 60% já foram repassados – serão usados em obras de infraestrutura.

Cobrança 

Durante o encontro, o prefeito de Buenos Aires, Henrique Queiroz (PP), pediu mais transparência da Compesa quanto aos valores pagos pela recomposição de pavimentação após intervenções da companhia. "Quando eles fazem a medição, consideram uma área muito menor do que aquela que efetivamente precisa ser recuperada", afirmou.

Para o gestor, parte do problema decorre da idade avançada da rede de abastecimento, que exige reparos constantes para conter vazamentos: "a rede é muito antiga e muitos canos já não têm mais condições adequadas de funcionamento", disse. Buenos Aires deve receber cerca de R$ 5,6 milhões da concessão, dos quais R$ 3,1 milhões já foram repassados.

Já o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (Republicanos), avaliou que "o momento da assembleia foi importante para deixar os prefeitos seguros sobre como utilizar os recursos oriundos da concessão da Compesa".

O município deve receber cerca de R$ 16 milhões, com 60% do valor já transferido, recursos que, segundo o prefeito, serão aplicados principalmente em pavimentação asfáltica e obras de contenção de encostas – investimentos que devem beneficiar diretamente a população.

MPT alerta para subnotificação de acidentes e foco no setor elétrico

A assembleia contou ainda com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentou orientações sobre prevenção de acidentes em serviços de iluminação pública e na execução de obras públicas.

Simone Holmes, médica do trabalho, sanitarista e chefe do setor responsável pelas políticas de saúde ocupacional na Superintendência Regional do Trabalho, chamou atenção para a subnotificação de acidentes de trabalho no país: trabalhadores informais, do setor público e de atividades fora do regime da CLT geralmente não entram nas estatísticas oficiais, o que distorce a real dimensão do problema mesmo quando os números já são considerados altos.

Segundo Simone Holmes, uma das principais frentes de atuação do órgão é a análise das causas dos acidentes de trabalho, com o objetivo de preveni-los, já que, na maioria dos casos, não há uma causa única, mas um conjunto de fatores que se acumulam até o acidente ocorrer.

Esse trabalho de investigação abrange diversos setores, da construção civil à área rural, passando pela pecuária e pela saúde. Nos últimos dois ou três anos, o foco tem se voltado especialmente para o setor elétrico, já que o choque elétrico está entre as principais causas de acidentes de trabalho e atinge não apenas a construção civil, mas também o comércio, a manutenção de redes elétricas e o setor de telecomunicações.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC

 

 

© Divulgação

Sede da Amupe
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Adolescentes portugueses entre os que mais usam ecrãs ao fim de semana na União Europeia

Os adolescentes portugueses estão entre os que mais tempo gastam na União Europeia (UE) à frente de ecrãs durante o fim de semana, acima das seis horas, indica um Eurobarómetro hoje divulgado.

Segundo este Eurobarómetro, os adolescentes portugueses inquiridos, entre 13 e 18 anos, dizem estar cerca de 6,7 horas à frente de telemóveis, ‘tablets’, computadores, televisões ou consolas durante o fim de semana, o quarto valor mais elevado em toda a União Europeia (UE), semelhante ao registado em França, Espanha, Roménia e Letónia.

A média europeia é de 6,1 horas e o valor de Portugal só é superado na Suécia (7,3 horas), Chéquia (7,0) e Polónia (6,8). O país da UE onde os adolescentes usam menos ecrãs ao fim de semana é Chipre, com 4,3 horas.

Instados a fazer uma avaliação sobre o tempo que os filhos gastam à frente de ecrãs, 40% dos pais portugueses consideram que é “demasiado elevado” – abaixo da média europeia de 44% –, 37% afirmam ser um “tempo adequado” e 16% que é “muito pouco”.

Já interrogados se consideram que os ecrãs têm um impacto positivo ou negativo na vida dos adolescentes, 62% dos pais portugueses afirmam ser negativo – a segunda taxa mais elevada em toda a UE, apenas ultrapassada pela Grécia (66%).

Esta avaliação dos pais contrasta com a dos adolescentes portugueses: só 34% consideram que a utilização de ecrãs é nociva, o sexto valor mais elevado no bloco. Outros 34% estimam que a utilização de ecrãs “não é positiva nem negativa”, enquanto 31% consideram-na positiva.

No entanto, mais de um em três (41%) admite que, nos últimos 30 dias, se sentiram “cansados ou sobrecarregados”, 38% têm “dificuldade em concentrar-se”, 36% tiveram dores de cabeça e 33% cansaço nos olhos.

A principal preocupação dos pais portugueses quanto à utilização de ecrãs pelos seus filhos prende-se com a exposição a conteúdos inapropriados ou prejudiciais (79% manifestam-se preocupados com essa possibilidade), seguida da possibilidade de serem contactados por desconhecidos (72%) e do impacto que terá no sono (64%).

Sobre quais acham que são as melhores medidas que podem ser introduzidas para garantir o bem-estar dos seus filhos ‘online’, a maioria dos pais portugueses (57%) defende limites ou restrições consoante a idade, enquanto 54% pedem uma melhor aplicação das regras atualmente em vigor e 46% mais campanhas de informação destinadas aos jovens.

Essas taxas baixam quando se questionam os adolescentes: 49% são favoráveis a restrições de idade, 47% a uma melhor aplicação das regras e 46% a mais campanhas de informação.

Interrogados especificamente sobre uma medida de proibição das redes sociais como a que tem sido aplicada na Austrália, os adolescentes portugueses estão entre os mais céticos da UE: 41% consideram que seria positivo para o seu bem-estar mental – uma taxa superada noutros 15 Estados-membros –, 38% afirmam que não teria um impacto positivo nem negativo e 20% manifestam-se contra.

A nível da média UE, os adolescentes gastam 4,5 horas durante a semana à frente de ecrãs e 6,1 horas ao fim de semana. Cerca de 14% dos adolescentes relatam estar diariamente mais de 10 horas à frente de ecrãs.

Este Eurobarómetro foi divulgado no dia em que se realiza a última reunião do painel especial sobre a segurança das crianças ‘online’, criado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre medidas que podem vir a ser implementadas, incluindo uma eventual restrição na utilização de redes sociais por menores.

O Eurobarómetro baseia-se em entrevistas feitas entre 30 março e 16 de abril a mais de 26 mil adolescentes e quase 13 mil pais em toda a União Europeia (UE). Em Portugal, foram entrevistados mil adolescentes e 500 pais.

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Escoliose Idiopática do Adolescente e a importância do diagnóstico precoce

27 de junho – Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose

A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos.

A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.

Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (< 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia

Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.

No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.

Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.

As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.

Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.

A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses.

Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.

As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.

Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório.

No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado.

Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.

Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra. Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite o website www.sppcv.pt.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

Presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)

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UE proíbe os “bifes” vegetais. Os “hambúrgueres” vegetarianos continuam na grelha

Nova lei restringe o uso de rótulos com os termos carne, vitela, carne de porco, frango, peru, pato e borrego, em alimentos que não têm carne, e define claramente “carne” como sendo “partes comestíveis de animais”.  Já os “hambúrguers” e “salsichas” vegetais escaparam à proibição. O Parlamento Europeu aprovou esta terça-feira a proibição de comercializar alimentos de origem vegetal como “bife” ou “bacon”. Os “hambúrgueres” vegetarianos, porém, podem permanecer nas ementas europeias. A proibição, que carece ainda de luz verde definitiva dos Estados-membros, representa uma vitória para os produtores pecuários, que defendem que os alimentos vegetais que imitam carne correm

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Parlamento da UE aprova acordo comercial com EUA para evitar novas tarifas

O Parlamento europeu aprovou nesta terça-feira (16) a redução das taxas sobre ​diversas importações de produtos norte-americanos a fim ​de cumprir a parte da União Europeia no acordo comercial firmado no ano passado e evitar uma nova rodada de conflitos tarifários entre os maiores parceiros comerciais do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo com a União Europeia em seu campo de golfe em Turnberry, na Escócia, em julho passado, segundo o ⁠qual a UE concordou em ​remover as taxas de importação sobre produtos industriais dos EUA e conceder ​acesso preferencial aos produtos agrícolas norte-americanos em troca de tarifas de 15% dos ⁠EUA sobre a maioria dos produtos da ⁠UE.

Quase 11 meses após esse acordo, a UE ainda não ​havia ‌aprovado a legislação para implementar essas reduções. Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” se ⁠a UE não agir até 4 de julho.

A UE deve cumprir esse prazo depois que o Parlamento Europeu aprovou a implementação dos cortes nas taxas de importação por 440 ‌votos ⁠a favor e ‌151 contra. Eles também prorrogaram as importações isentas de impostos de lagostas dos EUA, um mini-acordo firmado com Trump em seu primeiro mandato como presidente. Obter a aprovação ⁠parlamentar foi o último grande obstáculo da legislação.

Os ⁠Estados Unidos precisam aplicar as tarifas gerais de 15% sobre produtos da UE. Elas estavam nesse nível ‌até que a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas globais de Trump em fevereiro.

O governo Trump planeja replicar as tarifas do acordo de Turnberry até 24 de julho, quando expira um regime provisório de alíquotas de 10%.

A votação desta ‌terça-feira deve evitar a ameaça tarifária de Trump para 4 de julho, mas deixa muitas incertezas. Ainda na segunda-feira, Trump disse que adotará tarifas de 100% ⁠sobre o vinho francês, a menos que Paris elimine seu imposto sobre vendas digitais.

A legislação da UE aprovada pelo Parlamento Europeu expira no final de 2029 e inclui ​várias salvaguardas que permitem à UE suspender concessões caso os Estados Unidos violem os ​termos do Acordo Turnberry.

Ela também exige uma resposta da UE caso Washington não reduza as tarifas de mais de 15% sobre produtos derivados de metal, como máquinas de lavar e talheres, até o final do ‌ano.

Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA

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Von der Leyen saúda aprovação de acordo UE-EUA que permite à Europa “cumprir a sua parte”

A presidente da Comissão Europeia saudou hoje a aprovação pelo Parlamento Europeu de dois atos legislativos que permitem implementar o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Estados Unidos, permitindo ao bloco comunitário “cumprir a sua parte”.

“Congratulo-me com a votação positiva de hoje no Parlamento Europeu sobre o nosso acordo comercial entre a UE e os EUA. Um acordo é um acordo – e a União Europeia está a cumprir a sua parte”, reagiu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

“Com este marco, estamos a poucos dias de cumprir o nosso compromisso de eliminar as tarifas sobre as importações de bens industriais dos Estados Unidos”, assegurou a responsável.

De acordo com a líder do executivo comunitário, instituição que detém o poder comercial na UE, “com a plena implementação por ambas as partes, o acordo trará ainda mais benefícios para os cidadãos e empresas”, permitindo assim garantir “um comércio e investimento transatlânticos fortes e estáveis”.

O Parlamento Europeu aprovou hoje, com salvaguardas para o bloco comunitário, dois atos legislativos que permitem implementar o acordo entre UE e Estados Unidos sobre tarifas aduaneiras e trocas comerciais.

O aval foi dado na sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre esta semana na cidade francesa de Estrasburgo.

A proposta principal de regulamento – aprovada por 440 votos a favor, 151 contra e 50 abstenções – elimina as tarifas sobre todos os bens industriais norte-americanos e concede acesso preferencial ao mercado para uma vasta gama de produtos do mar e produtos agrícolas norte-americanos, enquanto a segunda – aprovada por 444 votos a favor, 152 contra e 54 abstenções – diz respeito à prorrogação das importações de lagosta sem tarifas, passando agora a incluir também a lagosta transformada.

As principais exigências do Parlamento Europeu incluem um mecanismo de proteção com cláusula de caducidade, disposições para revisão do acordo e salvaguardas contra a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos.

Em causa está o chamado Acordo de Turnberry, resultado das negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos no verão de 2025, que definiu um novo enquadramento para as relações comerciais entre os dois blocos.

Após vários meses de negociações e de sucessivos adiamentos motivados por preocupações comunitárias quanto à imprevisibilidade da política comercial norte-americana, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia alcançaram, em maio de 2026, um acordo provisório sobre a legislação que implementa os compromissos tarifários assumidos pela União Europeia no Acordo de Turnberry com os Estados Unidos.

Os Estados-membros já deram aval no Conselho e faltava a ‘luz verde’ da assembleia europeia.

Após a aprovação pelo Parlamento, caberá ao Conselho aprovar formalmente os textos acordados.

Para implementar os compromissos assumidos pela UE, era necessário aprovar dois atos legislativos europeus.

O objetivo principal deste acordo é estabilizar as relações comerciais transatlânticas, evitando uma escalada de tarifas aduaneiras e assegurando condições mais previsíveis para empresas e exportadores de ambos os lados do Atlântico.

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Taxa de empregos vagos recua no 1.º trimestre na zona euro e UE

A taxa de vagas de emprego recuou, no primeiro trimestre, para 2,3% na zona euro e 2,1% na União Europeia (UE), face ao mesmo período de 2025, divulga hoje o Eurostat.

Na comparação homóloga, o indicador avançou 0,1 pontos percentuais (pp) tanto na zona euro quanto na média dos 27 Estados-membros.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, na comparação com o quarto trimestre de 2025, a taxa de empregos vagos cresceu 0,1 pp na área do euro e manteve-se estável na UE.

Entre os Estados-membros, as taxas de vagas de emprego mais elevadas nos primeiros três meses do ano foram registadas nos Países Baixos (4,0%), na Bélgica (3,4%) e Malta.

As taxas mais baixas foram observadas na Roménia (0,6%) e na Polónia (0,8%), seguidas pela Bulgária, Espanha e Eslováquia (todas com 0,9%).

Em Portugal, o indicador avançou para 1,6%, face aos 1,4% registados no trimestre homólogo e no anterior.

No primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a taxa de postos de trabalho vagos aumentou em três Estados-membros, permaneceu estável em oito Estados-Membros e diminuiu em 16 Estados-Membros.

Os aumentos foram observados em Malta (0,4 pp), Portugal e Eslovénia (ambos 0,2 pp) e as maiores descidas registaram-se na Bélgica (-0,7 pp) e na Áustria (-0,5 pp), seguidas da Dinamarca e da Itália (ambas -0,4 pp).

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