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Especialistas preveem El Niño positivo para safra argentina

Embora condições intensas do El Niño possam ​prejudicar as colheitas em grande parte ​do mundo, o fenômeno climático provavelmente impulsionará a produção agrícola na Argentina no segundo semestre do ano, afirmaram especialistas em clima.

Na quinta-feira, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos informou que as condições do El Niño se intensificarão à medida que o segundo ⁠semestre de 2026 avança.

O ​fenômeno El Niño causa o aquecimento das águas oceânicas ​na região central e oriental do Pacífico equatorial, levando a uma ⁠redução das chuvas em grande parte ⁠da Ásia e da Austrália e gerando temores ​quanto ‌à diminuição do abastecimento global de alimentos e ao aumento dos ⁠preços devido às secas.

Mas na Argentina, um dos principais exportadores de soja, milho e trigo, o fenômeno aumenta a frequência e a intensidade ‌das chuvas, ⁠o que ‌geralmente favorece o desenvolvimento das culturas, afirmaram especialistas em clima.

“A safra de 2026/27 será inteiramente marcada pela presença do El Niño e ⁠será um fator positivo”, disse German ⁠Heinzenknecht, meteorologista da Consultoria Argentina de Climatologia Aplicada.

O último El Niño intenso ocorreu no ‌ciclo 2015/16, quando a Argentina registrou a segunda maior safra de soja de sua história, com 59,1 milhões de toneladas métricas, e a produtividade média do milho foi 7% superior à média ‌dos últimos 10 anos, segundo dados oficiais.

“No coração agrícola, uma área que não sofre inundações por ter boa drenagem de água, ⁠o El Niño produz rendimentos muito bons”, disse o especialista em clima Eduardo Sierra.

O plantio de milho na Argentina começará em setembro ​e o de soja em outubro.

Os produtores do país já estão ​semeando a safra de trigo 2026/27, que pode chegar a 20 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Rosário, o que seria a terceira maior safra do cereal ‌para a Argentina.

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Autoridades do BCE mantêm em aberto chance de alta dos juros em julho

Autoridades do Banco Central Europeu mantiveram em aberto, nesta sexta-feira (12), a possibilidade de um novo aumento das taxas de ​juros em julho devido à inflação acelerada, mas afirmaram que ainda ​é muito cedo para determinar se tal movimento será necessário para evitar que a alta dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio se espalhe.

O BCE elevou as taxas de juros na quinta-feira (11), tornando-se o primeiro grande banco central a apertar a política monetária diante do salto nos preços do petróleo, depois que a inflação ultrapassou os 3% e até mesmo o aumento subjacente dos preços — que exclui as variações no setor de energia — subiu bem acima da meta ⁠de 2%.

“O Conselho do BCE se reunirá ​para sua próxima reunião de política monetária em julho”, afirmou o presidente do banco central alemão, Joachim ​Nagel, em comunicado. “Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e estamos prontos para agir novamente, caso seja ⁠necessário.”

Ulo Kaasik, o recém-empossado presidente do banco central da Estônia, ⁠por sua vez, alertou que a inflação pode ser mais forte do que o previsto, ​já ‌que a incerteza á excepcionalmente alta.

“Considerando os vários riscos, é bastante provável que o aumento dos preços na zona ⁠do euro seja mais rápido do que o esperado”, disse ele em uma postagem de blog, acrescentando que o BCE ainda deve manter sua abordagem de decidir a política monetária reunião a reunião.

Embora os comentários públicos tenham sido cautelosos e evasivos ‌nesta ⁠sexta-feira, fontes próximas à ‌discussão disseram à Reuters que um aumento em julho não é o cenário base por enquanto, e que será necessário um aumento nos preços da energia ou outra surpresa negativa na inflação para que eles ajam nessa ocasião.

Ainda assim, uma ⁠pausa pode ser seguida por outro aumento em setembro, acrescentaram.

Os mercados ⁠financeiros veem uma chance em três de outro aumento dos juros em julho, mas um movimento até setembro já está totalmente precificado.

O presidente do ‌banco central austríaco, Martin Kocher, mostrou-se mais cauteloso do que alguns, dada a queda acentuada nos preços da energia mais cedo, em meio a rumores de que o Irã e os EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

“Faltam seis semanas para a próxima reunião de definição de juros no final de julho”, ‌disse Kocher em uma coletiva de imprensa, acrescentando: “Muita coisa pode acontecer nesse período… Quem sabe quais desenvolvimentos teremos.”

Primoz Dolenc, presidente do banco central da Eslovênia, disse que o BCE tem toda a flexibilidade para agir se isso ⁠se tornar necessário.

“Acreditamos que, no contexto de alta incerteza sobre a magnitude e a persistência do choque energético, esse nível de taxas de juros nos permite responder adequadamente a novos desenvolvimentos”, disse ele em uma postagem de blog.

Nagel, um potencial ​candidato à sucessão da presidente do BCE, Christine Lagarde, no próximo ano, disse que o aumento das taxas de juros na ​quinta-feira foi necessário, pois a inflação agora está se espalhando para além do setor energético e começando a afetar os preços de outros bens e serviços.

“O choque de oferta desencadeado pela guerra no Oriente Médio está se mostrando forte e persistente”, disse ele. “É por isso que não podemos simplesmente ‘ignorá-lo’.”

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Banco do Japão deve elevar juros ao nível mais alto em 31 anos

O Banco do Japão deve elevar as taxas de juros para o nível mais alto em 31 anos na ​próxima semana e sinalizar que está disposto a continuar aumentando os ​custos dos empréstimos, enquanto se concentra em combater os riscos de inflação decorrentes da guerra no Oriente Médio.

A decisão alinharia o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando políticas mais restritivas, incluindo o BCE (Banco Central Europeu), que anunciou um amplamente esperado aumento dos juros na quinta-feira (11).

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, atualmente hospitalizado para um tratamento de duas semanas devido a um cisto hepático, não participará da reunião de dois dias que se ⁠encerra em 16 de junho.

Os oito membros restantes ​do conselho, muitos dos quais alertaram para as crescentes pressões sobre os preços, provavelmente elevarão a taxa ​de juros de 0,75% para 1% — levando-a a níveis não vistos desde 1995.

“A ausência de Ueda não afetará a decisão institucional ⁠do Banco do Japão de se concentrar nos crescentes riscos ⁠de inflação, em vez dos riscos ao crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio”, disse Saisuke ​Sakai, ‌economista sênior do Mizuho Research Institute.

O aumento seria o primeiro desde dezembro e marcaria uma mudança na abordagem cautelosa do Banco ⁠do Japão, que vem desmantelando os resquícios do estímulo radical do antecessor de Ueda, rumo a um foco no papel convencional do banco central de combater a inflação.

Com um aumento na próxima semana praticamente precificado, os mercados estão voltando a atenção para o momento e ‌o ⁠ritmo dos aumentos futuros.

Uma ‌pesquisa da Reuters mostrou que economistas projetam que o Banco do Japão elevará as taxas para 1,25% no quarto trimestre, após um aumento em junho para 1%.

Uma complicação para os investidores será comparar a linguagem dos comentários anteriores de Ueda com a do vice-presidente ⁠Shinichi Uchida, que conduzirá a coletiva pós-reunião da próxima semana em nome ⁠do presidente.

Os investidores estarão atentos a pistas de Uchida sobre se sinais de ampliação da inflação poderiam levar o Banco do Japão a acelerar os ‌aumentos dos juros.

O Banco do Japão provavelmente enfatizará sua determinação em continuar aumentando os juros, já que o choque energético, os custos crescentes de importação devido ao iene fraco e um mercado de trabalho restrito alimentam os riscos de inflação.

Mas a autoridade monetária vê pouca necessidade de aumentos de juros mais rápidos ou consecutivos, pelo menos por enquanto, segundo fontes ouvidas pela ‌Reuters, citando a incerteza sobre as repercussões econômicas da guerra no Irã.

“Embora Uchida seja visto como um dos membros mais dovish do conselho, ele provavelmente tentará soar bastante hawkish para evitar provocar quedas indesejáveis do iene”, disse Nobuyasu Atago, economista-chefe ⁠do Instituto de Pesquisa Econômica da Rakuten Securities.

“É um dilema. O Banco do Japão não vai querer se comprometer antecipadamente com nenhum prazo, dada tanta incerteza. Mas parecer muito cauteloso sobre o próximo passo poderia enfraquecer o iene, elevar os preços e aumentar o ​risco de ficar para trás.”

Um aumento para 1% colocaria a taxa de juros de referência do Banco do Japão na parte inferior ​da faixa nominal estimada de 1,1% a 2,5%, considerada neutra para a economia — motivo para agir com cautela.

Mas o ritmo lento dos aumentos das taxas do BC japonês tem sido apontado como responsável pelo enfraquecimento do iene, que oscila em torno da marca de 160 por dólar, o que aumenta a chance de uma ‌intervenção cambial.

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Copasa confirma precificação de ações a R$49,03 por papel

A Copasa ​comunicou oficialmente nesta sexta-feira ​(12) que a oferta pública de ações que privatiza a companhia foi precificada a R$49,03 por ⁠papel, somando ​quase R$8,4 bilhões, sem ​considerar as ações adicionais.

O preço ⁠foi a aprovado ⁠pelo Estado de Minas ​Gerais, ‌representado por delegação pela ⁠Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, acionista vendedor na oferta, que ‌teve apenas ⁠distribuição ‌secundária.

A companhia disse que foram alocadas à Equatorial, na ⁠qualidade de investidor ⁠de referência, exclusivamente as ações da ‌alocação prioritária, em um total de 114.075.921 papéis, correspondentes a 66,67% das ações inicialmente ofertadas ‌e a 30% do capital social votante e total ⁠da companhia.

A operação teve como coordenadores o BTG Pactual (líder), o ​Itaú BBA, o Bank of ​America Merrill Lynch, o Citigroup e o UBS BB.

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Ariana Grande estalla contra Trump y le pide que no utilice su música en vídeos de inmigración

Aunque el equipo de la cantante consiguió que se borrara su música de una publicación en redes, la artista pidió que no se utilicen sus canciones para este "sinsentido abominable, cruel y bárbaro" Leer

Aunque el equipo de la cantante consiguió que se borrara su música de una publicación en redes, la artista pidió que no se utilicen sus canciones para este "sinsentido abominable, cruel y bárbaro"
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El expresidente surcoreano Yoon es condenado a 30 años de cárcel por envío de drones sobre Corea del Norte

Un tribunal de Seúl condenó el viernes 11 de junio al expresidente surcoreano Yoon Suk Yeol a 30 años de prisión en un caso en el que se le acusaba de ordenar el envío de drones militares sobre Pyongyang para crear un pretexto para su fallida declaración de ley marcial de 2024, informó la agencia de noticias Yonhap. El exmandatario ya había sido condenado a cadena perpetua en febrero pasado, señalado de insurrección por la misma ley marcial.

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