Refeições. Moedas quer alterar regras de descontos

© CARLOS BARROSO/LUSA

© CARLOS BARROSO/LUSA

O programa federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC).
Desde 8 de junho, a adesão pode ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta.
As mantenedoras das faculdades privadas devem preencher, para cada curso, turno e local de oferta, as informações sobre: os valores das semestralidades escolares dos períodos que compõem a formação; a forma de reajuste do valor do curso financiado; e a realização de processo seletivo próprio.
Além disso, também deverão ser enviadas as propostas de oferta, observando a necessidade mínima de seis vagas por formação.
Conforme o edital deste processo seletivo (nº 40/2026), o termo de participação deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora da instituição de ensino.
O edital desta segunda edição do Fies de 2026, prevê a aplicação de medidas cautelares para os cursos de graduação em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
Entre as sanções, está a suspensão da possibilidade de celebrar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais, como o Programa Universidade para Todos (Prouni).
De acordo com listas publicadas em março no Diário Oficial da União, 99 cursos de medicina estão em situação de baixo desempenho no Enamed.
Os estudantes obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – o que representa que menos de 60% dos estudantes concluintes nestas instituições apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed.
Anualmente, o Fies faz dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

O programa federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC).
Desde 8 de junho, a adesão pode ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta.
As mantenedoras das faculdades privadas devem preencher, para cada curso, turno e local de oferta, as informações sobre: os valores das semestralidades escolares dos períodos que compõem a formação; a forma de reajuste do valor do curso financiado; e a realização de processo seletivo próprio.
Além disso, também deverão ser enviadas as propostas de oferta, observando a necessidade mínima de seis vagas por formação.
Conforme o edital deste processo seletivo (nº 40/2026), o termo de participação deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora da instituição de ensino.
O edital desta segunda edição do Fies de 2026, prevê a aplicação de medidas cautelares para os cursos de graduação em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
Entre as sanções, está a suspensão da possibilidade de celebrar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais, como o Programa Universidade para Todos (Prouni).
De acordo com listas publicadas em março no Diário Oficial da União, 99 cursos de medicina estão em situação de baixo desempenho no Enamed.
Os estudantes obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – o que representa que menos de 60% dos estudantes concluintes nestas instituições apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed.
Anualmente, o Fies faz dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.
O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu esta sexta-feira, 12 de Junho, cerca de 40 alunos das escolas Paula Nogueira e Alberto Iria para uma dinâmica educativa do programa MyPolis focada na participação cívica.
A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6º ano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1º ao 3º ciclo.
Durante a atividade, as crianças foram convidadas a partilhar o que conhecem do concelho e a sugerir ideias de melhoria para a comunidade num contexto de aprendizagem.
A sessão incluiu ainda a “Mansão Civitas”, uma escape room digital onde os alunos do 2.º ciclo exploraram conceitos democráticos através de um jogo virtual.
O conteúdo Alunos de Olhão participaram em atividade de cidadania do programa “MyPolis” aparece primeiro em Sul Informação.

Os promotores da iniciativa defendem que a medida corrige injustiças acumuladas ao longo dos últimos anos e garante maior equidade na progressão da carreira docente.
O movimento "Missão Escola Pública" considera que as medidas adotadas pelo Ministério da Educação para atrair docentes não estão a produzir os efeitos desejados.

As inscrições para o Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio) terminam nesta sexta-feira (12). O exame é a principal porta de acesso ao ensino superior no Brasil.
Pela primeira vez, estudantes matriculados no terceiro ano do ensino médio da rede pública terão a inscrição realizada de forma automática. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), a medida busca ampliar a participação dos concluintes no exame nacional.
Neste ano, as provas serão aplicadas em 95 novas cidades, um aumento em relação ao ano anterior. O MEC afirma que a “ampliação dos municípios de aplicação integra o conjunto de ações para facilitar o acesso ao exame”.
Além disso, o exame nacional também terá a ampliação da acessibilidade especializada para candidatos.
Para ajudar os candidatos, a Folha reuniu alguns tópicos sobre o Enem 2026, como valor da taxa, calendário, prazos e orientações sobre o exame nacional. Confira abaixo:
Como realizar a inscrição para o Enem 2026?
Confira o passo a passo para realizar a inscrição no exame nacional:
O candidato deve acessar a Página do Participante, no site do Inep, com acesso por meio de uma conta Gov.br. Após o login, o candidato precisará preencher os dados cadastrais, incluindo informações pessoais, como CPF e CEP, e outras informações solicitadas. Durante o processo de inscrição, o candidato deve escolher o idioma da prova de língua estrangeira: inglês ou espanhol. Em seguida, o estudante deve escolher o estado e a cidade na qual deseja realizar a prova. Logo após, o candidato deve responder ao questionário socioeconômico. O último ato da inscrição é conferir os dados cadastrados e depois clicar em “enviar inscrição”. Após enviada, o estudante deve gerar a guia de pagamento da taxa de inscrição na própria Página do Participante. A inscrição no Enem 2026 só será confirmada após o pagamento da taxa.
Quem tem inscrição automática ainda precisa acessar o sistema do Enem?
Sim. Mesmo com a inscrição automática, o estudante deverá confirmar a participação no exame e informar dados complementares, como município de prova, a língua estrangeira da prova e recursos de acessibilidade.
Quanto custa a taxa de inscrição?
A taxa de inscrição é de R$ 85, mesmo valor cobrado na edição anterior do exame. O pagamento deve ser feito até 17 de junho, via pagamento por boleto e Pix.
O período para solicitar a isenção da taxa já foi encerrado. Mesmo os candidatos beneficiados com a gratuidade deverão confirmar a participação por meio da inscrição até 12 de junho.
Como saber se a inscrição foi confirmada?
O participante deve acompanhar a situação de sua inscrição e a divulgação do local de prova pela Página do Participante. O Inep disponibilizará o Cartão de Confirmação de Inscrição nesse endereço em data a ser definida.
Quando serão aplicadas as provas do Enem 2026?
As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, 8 e 15 de novembro.
Os portões dos locais de prova do Enem 2026 serão abertos às 12h. Eles serão fechados pontualmente às 13h, no horário de Brasília. A aplicação das provas terá início às 13h30.
No primeiro dia, os candidatos poderão permanecer nas salas até às 19h. Já no segundo dia, o encerramento está previsto para às 18h30.
Como vai funcionar o atendimento especializado no Enem 2026?
A partir de 2026, o Enem ampliará as condições de acessibilidade para candidatos que necessitam de atendimento especializado.
Entre as novidades, estudantes com diagnóstico de fibromialgia e transtornos mentais, como crises de ansiedade, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), passarão a ter direito a atendimento especializado.
Para esses participantes, será permitida a presença de um acompanhante -familiar ou profissional- ou de um cão de apoio emocional no local de aplicação do exame.
A principal mudança para esse grupo é a possibilidade de contar com um acompanhante ou um cão de apoio emocional. No entanto, o acompanhante não poderá permanecer na sala durante a realização da prova e ficará em um espaço reservado enquanto o exame estiver em andamento.
Os candidatos que já tinham direito ao atendimento especializado continuarão contemplados pela medida. Entre eles estão pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual, surdos, diabéticos, pessoas com dislexia, TEA (Transtorno do Espectro Autista), gestantes, lactantes e idosos.
Como solicitar o atendimento especializado no Enem 2026?
O pedido de atendimento especializado deverá ser realizado no momento da inscrição no Enem 2026.
Além de informar a necessidade do atendimento, o candidato deverá apresentar documentos que comprovem sua condição, como laudo médico ou relatório especializado. A documentação será analisada pelo Inep, responsável por validar a solicitação antes da aplicação do exame.
Como serão divididos os dias de provas?
No primeiro dia, 8 de novembro, os candidatos realizam a prova de redação, além de 45 questões de linguagens (português, inglês ou espanhol, literatura, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação).
Além disso, o primeiro dia também tem as 45 perguntas de ciências humanas (história, geografia, sociologia e filosofia).
Já no segundo dia, 15 de novembro, o exame terá 45 questões de ciências da natureza (química, física e biologia) e 45 itens de matemática.
Quais são as formas de utilizar a nota do Enem?
Com o resultado do exame, os estudantes podem ingressar em universidades públicas e privadas por meio de programas como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
As notas do Enem também são aceitas por algumas universidades do exterior, com instituições em países europeus, como Portugal.
Calendário do Enem 2026
Período de inscrição: até 12 de junho
Valor da taxa de inscrição: R$ 85
Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho
Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro (FOLHAPRESS)
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Programa MyPolis promoveu uma atividade de cidadania com alunos de Olhão.
O conteúdo Programa MyPolis desafia alunos de Olhão a pensar a cidade aparece primeiro em Barlavento.
A Câmara de Braga aprovou hoje o projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica de Palmeira, uma intervenção com um valor estimado de 14 milhões de euros e reclamada há décadas.
Segundo o presidente da câmara, João Rodrigues, a obra avançará após garantido o financiamento, sendo o prazo de execução de 730 dias.
“É um anseio de décadas da população, das juntas de freguesia, dos vários executivos municipais que se foram sucedendo”, referiu.
O autarca sublinhou que a educação é uma das prioridades do seu executivo e lembrou que, em oito meses, já foram lançados investimentos de cerca de 40 milhões de euros só para as escolas.
“Quarenta milhões de euros foi provavelmente o que se gastou nos oito anos anteriores”, sublinhou.
Das quatro escolas definidas como de intervenção prioritária, a Câmara de Braga já tinha aprovado, na reunião anterior, o projeto para a Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, com um investimento previsto de 16,5 milhões de euros.
A próxima será a de Trigal Santa Maria e depois a do Conservatório Calouste Gulbenkian.
“O conservatório é o que está mais atrasado. Nós estamos à espera de uma série de indicações por parte do conservatório para a concretização do projeto”, disse ainda João Rodrigues.
O conteúdo Esta escola em Braga vai ser requalificada por 14 milhões: “Anseio de décadas da população” aparece primeiro em O MINHO.
O castigo físico não traz benefícios na educação de crianças e pode resultar em comportamentos agressivos e em prejuízos acadêmicos, é o que aponta um estudo de pesquisadores da University College London.
A pesquisa foi feita no Reino Unido e mostrou que crianças que sofreram punição física entre três, cinco e sete anos de idade (considerada a primeira infância) apresentaram 40% mais chances de se envolverem em comportamentos de risco contra outras pessoas aos 14 anos.
O estudo detalhou que, aos 14 anos, esses adolescentes que sofreram algum tipo de punição física nessa faixa etária tinham 33% mais probabilidade de apresentar comportamentos de risco para com os outros, o que inclui:
Já em se tratando de desempenho escolar, crianças agredidas fisicamente entre as três idades tiveram uma probabilidade quase 6% maior de não atingir as cinco notas acadêmicas mais altas no exame de conclusão do ensino médio do Reino Unido em inglês e matemática.
Para a autora principal da pesquisa, os resultados corroboram evidências de que os castigos físicos não são benéficos para as crianças e, ao contrário, prejudicam o desenvolvimento e o bem-estar delas.
“As crianças têm o direito de serem criadas livres de todas as formas de violência. Nossos filhos não podem receber a mensagem de que podemos impor nossa vontade aos outros infligindo dor física”, afirmou Anja Heilmann.
Heilmann defende que, na Inglaterra e na Irlanda do Norte, a agressão contra crianças (incluindo as chamadas palmadas) seja considerada ilegal. Na Escócia, País de Gales e Irlanda a medida já é proibida. “Mudar a lei na Inglaterra e na Irlanda do Norte sinalizaria que a violência nunca é aceitável”. O estudo mostra também que, em 2021, uma em cada cinco crianças de 10 anos havia sofrido algum tipo de punição física no Reino Unido.
No Brasil, qualquer ato de violência e castigos físicos contra crianças são proibidos. Duas leis garantem a proteção dos menores de idade. A Lei Menino Bernardo, sancionada em 2014, estabelece o direito de crianças e adolescentes serem educados e cuidados sem o uso de tratamento cruel ou degradante.
A mais recente, Lei Henry Borel, de 2022, estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, e considera crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos.
Em 1990, o Brasil criou o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), considerado um dos principais instrumentos nacionais que garante e prevê os direitos do grupo no país.
Para a parte quantitativa, os pesquisadores analisaram a frequência da punição física no Reino Unido e a relação entre a punição e os resultados comportamentais, cognitivos e educacionais das crianças.
Eles utilizaram dados do estudo longitudinal Millennium Cohort, que acompanhou cerca de 19 mil crianças nascidas no Reino Unido entre 2000 e 2002.
Os dados foram coletados em intervalos regulares desde os nove meses até os 17 anos de idade dos participantes e cruzou as punições físicas com as características de cada família.
O estudo cruzou essas informações do MCS com o Banco de Dados Nacional de Alunos da Inglaterra para avaliar o impacto no desempenho acadêmico na adolescência.
Castigo físico traz danos duradouros à saúde das crianças, alerta OMS

A inscrição é on-line e deve ser feita diretamente na Página do Participante no portal do Inep e com o login do portal Gov.br.
O prazo ampliado até esta sexta-feira (12) também vale para solicitar tratamento pelo nome social e, se necessário, pedir atendimento especializado.
O Inep incluiu no Enem 2026 a possibilidade de atendimento especializado para pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre as situações.
Todas as condições específicas para pedir recursos de acessibilidade estão descritas no edital.
A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.
Pela primeira vez, todos os concluintes do ensino médio de escolas públicas foram inscritos automaticamente pelo governo federal.
A única obrigação do estudante é confirmar, até esta sexta-feira, sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social em todas as fases do exame.
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85 aos candidatos não isentos.
Com a prorrogação do período de inscrições, o pagamento da taxa do exame deve ser feito até 17 de junho.
A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.
O Inep destaca que participantes do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) e os concluintes do ensino médio de escolas públicas são isentos do pagamento.
A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias, na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso e reduzir deslocamentos.
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

A inscrição é on-line e deve ser feita diretamente na Página do Participante no portal do Inep e com o login do portal Gov.br.
O prazo ampliado até esta sexta-feira (12) também vale para solicitar tratamento pelo nome social e, se necessário, pedir atendimento especializado.
O Inep incluiu no Enem 2026 a possibilidade de atendimento especializado para pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre as situações.
Todas as condições específicas para pedir recursos de acessibilidade estão descritas no edital.
A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.
Pela primeira vez, todos os concluintes do ensino médio de escolas públicas foram inscritos automaticamente pelo governo federal.
A única obrigação do estudante é confirmar, até esta sexta-feira, sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social em todas as fases do exame.
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85 aos candidatos não isentos.
Com a prorrogação do período de inscrições, o pagamento da taxa do exame deve ser feito até 17 de junho.
A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.
O Inep destaca que participantes do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) e os concluintes do ensino médio de escolas públicas são isentos do pagamento.
A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias, na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso e reduzir deslocamentos.
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.


Pedro Oliveira, dean da Nova School of Business and Economics (NOVA SBE), foi apresentado aos jornalistas em fevereiro de 2023, no metaverso. Engenheiro de formação, entusiasta do avanço tecnológico, defensor de um ensino superior português exportador, tem mandato até 2027.
No início da polémica com a Universidade Nova de Lisboa, escreveu no “Expresso” que o debate sobre a utilização do inglês nas designações académicas “não deve distrair-nos do essencial”. O que é essencial?
O essencial é muito simples: Portugal precisa de instituições públicas fortes capazes de competir a nível global. Orgulhamo-nos de ser uma escola pública que representa Portugal no mundo ao mais alto nível, e que tem impacto real no país e, por consequência, nos portugueses. O essencial é não só a qualidade de ensino e investigação, mas também a internacionalização e a capacidade de colocar Portugal e os portugueses no mapa do conhecimento global. Queremos ser um “farol” para o ensino superior em Portugal e isso é o que não podemos perder de vista. Obviamente não vamos deixar que isso aconteça.
Mais do que a pequena polémica que se instalou, o que está verdadeiramente em causa é algo maior: é se o ensino superior público português tem ambição para desenvolver as capacidades que lhe permitam ser uma alavanca de desenvolvimento económico e científico do país, ou se se resigna a uma lógica burocrática e administrativa como a dessa polémica.
O nome Nova School of Business and Economics/Nova SBE é vital para a internacionalização, como defendem alguns professores da instituição?
Sem dúvida. A marca é um ativo construído ao longo de décadas, reconhecido nos rankings e no mercado global. Mas não é a marca em si, o que internacionaliza uma escola é o que essa marca representa e que foi construído ao longo das últimas décadas e não permitiremos que seja destruído. O que a Nova SBE comunica a um aluno, um investigador ou professor, ou a uma empresa (seja ela nacional ou estrangeira), é um padrão de excelência académica, de rigor científico e de ambiente globalizado. Mudar – ou diluir – essa marca seria destruir um investimento feito pelo país, por toda uma comunidade de alunos, professores, alumni e parceiros empresariais.
A designação legal em português existe, sempre existiu e existirá. As duas coexistem com naturalidade. A questão não é uma ou outra, é perceber que proteger a marca é defender um ativo público de grande valor.
Falemos dos resultados dessa estratégia. Quantos alunos de fora estudam aqui e quais as nacionalidades dominantes?
Conseguimos tornar Portugal num destino mundial de talento, num país procurado por alunos de todo o mundo para estudar. Mais de metade da nossa comunidade académica é internacional. Só no ano letivo 2025/2026, recebemos quase 4.000 novos alunos vindos de 90 países. Os países mais representados são, além de Portugal, a Alemanha, Itália, França e Áustria. Registámos, este ano, crescimentos muito expressivos: a ‘fatia’ de alunos dinamarqueses e polacos subiu 67% e 41%, respetivamente; enquanto a de alunos belgas aumentou 23% e de americanos 18%. Nada disto acontece por acaso, pelo contrário: é o resultado de décadas de investimento consistente em qualidade, reputação e ligação às redes internacionais do conhecimento.
E de aposta nos estrangeiros.
Importa dizer com clareza que o nosso objetivo nunca foi ter muitos alunos estrangeiros como um fim em si mesmo. O objetivo é trazer para Portugal e para os portugueses o melhor que se faz no mundo e gerar um polo de ensino e investigação que coloque Portugal, os portugueses e as nossas empresas no mapa global. E isto não se faz em isolamento.
Por outro lado, enquanto escola pública portuguesa, para nós foi essencial desenvolver um programa de bolsas e apoios financeiros para garantir que todos os alunos nacionais que tenham capacidade académica para serem admitidos na nossa escola, o fazem e não deixar de estudar na Nova SBE por dificuldades financeiras relacionadas com custos de deslocação (alojamento e refeições) ou propinas.
Que montante destinaram a bolsas neste ano letivo?
Em 2025, investimos 3,1 milhões de euros no nosso programa de bolsas, de modo a garantir que qualquer aluno com a excelência académica necessária para estudar na Nova SBE não ficasse impedido de o fazer por questões financeiras. Para os próximos anos, o objetivo é continuar a garantir que o talento não pode ser desperdiçado por razões económicas.
No corpo docente, qual o rácio de estrangeiros?
Temos uma percentagem muito significativa de docentes internacionais (cerca de 55%), e isso é deliberado e desejado. Uma escola que quer estar no top europeu não pode recrutar apenas no mercado local – nem, na nossa opinião, recrutar os seus próprios alunos doutorados, como parte de uma estratégia que a Nova SBE já assume de recusa de endogamia académica. Competimos globalmente por talento académico, tal como as melhores universidades do mundo.
Quais as principais vantagens?
Beneficia diretamente os nossos alunos portugueses porque estudar com professores que publicam nas melhores revistas científicas do mundo e que trazem perspetivas de diferentes culturas académicas é uma vantagem competitiva que nenhuma escola fechada sobre si própria consegue oferecer. A qualidade académica não tem passaporte.
A cada ranking seja de que segmento for (Formação Executiva é o último), a NOVA SBE continua a subir. O que está na base deste sucesso?
A base é a consistência da qualidade de ensino ao longo dos anos. Não há segredos. São décadas de investimento em qualidade científica, em atrair os melhores professores e investigadores, em construir uma comunidade académica verdadeiramente internacional, e em manter padrão muito elevado. Em 2025, o nosso Mestrado em Gestão ficou em 4.º lugar mundial no Financial Times e o Mestrado em Finanças em 6.º. Somos a primeira escola portuguesa com dois mestrados no top 10 mundial do FT. Também a formação de executivos entrou, este ano, no top 10 mundial do FT de programas customizados (9.º lugar mundial) e no top 20 mundial em programas abertos.
Fazemos parte do 1% de escolas no mundo com acreditação Triple Crown (AACSB, EQUIS e AMBA) e pertencemos, ainda, a redes como o CEMS, que junta as mais prestigiadas business schools do mundo.
Até onde podem ir?
A pergunta “até onde podemos e queremos ir” é a mais interessante: a minha resposta honesta é que ainda há muito caminho a trilhar. E temos as condições para isso, se tivermos a autonomia e o investimento necessários para continuar a construir.
Ouvi-o dizer várias vezes que o Ensino Superior pode vir a ser tão bem-sucedido como o turismo ou o futebol. Já estamos no ponto de ser considerados um exportador?
Estamos a caminho. Ter seis escolas de negócios portuguesas com programas reconhecidos internacionalmente no mesmo ranking é um sinal inequívoco de que o país desenvolveu uma capacidade real. Tal como aconteceu com o turismo ou o futebol, o ensino superior pode tornar-se um setor de exportação de referência, não porque o tentamos imitar, mas porque reunimos as condições estruturais de qualidade, localização, custo-benefício, segurança e diversidade. O que falta é, sobretudo, escala e coordenação. Uma escola só não faz um setor. Precisamos de mais instituições com esta ambição e de uma aposta política consistente que trate o ensino superior como ativo estratégico nacional, não como centro de custo a gerir.
Disse-nos há dias que não tem intenção de aprofundar a polémica com a Universidade Nova, que, em rigor, não originou, mas esclareça-nos: já está enterrado o machado de guerra que tem vindo a decepar valor nas duas marcas?
Somos UNL e isso não muda com os reitores que passam. O que existe é, como é normal em qualquer organização complexa, um debate sobre como as instituições se organizam para responder aos desafios do futuro. Uma escola com o nível de internacionalização e de competitividade da Nova SBE precisa de agilidade para tomar decisões rápidas, para fechar parcerias internacionais, para gerir o campus. Vivemos tempos institucionalmente desafiantes, não vou negar isso. Mas existe um alinhamento muito forte entre as unidades orgânicas da UNL para que este impasse se resolva da melhor forma possível para todos. Esse é o único critério que importa.
Disse numa conferência do JE que a Nova SBE quer liderar o conceito de “escola do futuro”. Como a descreve em cinco palavras?
Adaptabilidade. Inovação. Interdisciplinaridade. Impacto. Comunidade.
Como se preparam os estudantes para profissões que não existem? Que ferramentas lhes estão a dar aqui que não sejam obsoletas amanhã?
Essa é, na verdade, a pergunta mais importante que qualquer escola deve fazer a si própria. A ferramenta mais valiosa que podemos dar a um estudante hoje não é técnica, é a capacidade de aprender a pensar e aprender a aprender – é a capacidade de navegar a incerteza com rigor, inovação e criatividade. As profissões vão continuar a mudar. O que não muda é a necessidade de pensar bem e criticamente, de colaborar e de ter princípios. É nisso que estamos a investir.
A resposta não está nos currículos, está na forma de ensinar e de aprender. O que estamos a construir aqui não é um conjunto de disciplinas atualizadas, é uma plataforma onde a inteligência artificial é infraestrutura, não tema de estudo; onde a multidisciplinaridade é o ponto de partida, não um módulo opcional; onde os estudantes aprendem a aprender, a questionar e a adaptar-se.
Com base em que pressupostos estão a formar os futuros líderes?
Com base em três pressupostos: primeiro, que a liderança se exerce em contextos de incerteza radical. Não adianta formar para a estabilidade quando a estabilidade já não existe. Segundo, que os melhores líderes não são os que têm todas as respostas, mas os que fazem as perguntas certas e constroem equipas capazes de responder. Terceiro, que ética e impacto social não são ornamentos da formação em gestão, devem ser o seu centro. Uma escola de negócios que forma pessoas para maximizar resultados sem consciência do contexto em que operam está a produzir um problema, não uma solução. O nosso objetivo é formar líderes que sejam simultaneamente competitivos e responsáveis.
O que falta ao país para conseguir transformar a ciência em inovação, fazer produto e criar riqueza?
Falta menos do que costumava faltar, e mais do que deveria. Já temos investigação de qualidade, temos proximidade com empresas e temos ecossistemas de empreendedorismo. O que ainda falta é velocidade na transferência de conhecimento, é tolerância ao risco e ao fracasso, é capital paciente para fazer a ponte entre a investigação e o mercado. E falta, também, uma cultura empresarial que veja a universidade não como fornecedora de mão de obra barata, mas como parceira estratégica de inovação. Quando isso existir – e há sinais de que está a emergir – Portugal tem condições reais para criar riqueza a partir do conhecimento.
Quando termina o seu mandato? Já pensou no que vai fazer a seguir?
O meu atual mandato termina em janeiro de 2027. Sou professor e empreendedor, mas quanto ao que se segue ainda é cedo para anunciar seja o que for. O que posso dizer é que sou uma pessoa de projetos e de objetivos. O poder pelo poder não me interessa, nem serve o país, nem a Nova SBE. O que me interessa atualmente é o espetacular projeto que temos na Nova SBE, o impacto que geramos, e, enquanto estiver neste cargo, o foco é o de deixar a escola numa melhor posição do que a encontrei: mais preparada para um futuro incerto e com capacidade de ajudar a definir esse mesmo futuro e com muita ambição de continuar a contribuir para o nosso país.

Há uma semana, neste mesmo espaço, escrevi sobre o nó português: a demografia que se contrai, a tecnologia que rompe, o Estado que se mantém quando devia transformar-se, e a soberania que se dissolve enquanto insistimos em não olhar. Faltou dizer que há uma reforma que vem antes de todas as que ali nomeei. É a do ensino. E é discutida com a mesma pequenez de sempre: manuais, plataformas, calendários de exames, a aritmética do costume. Discutimos a mobília enquanto a casa muda de função.
A escola que temos foi pensada para um mundo em que saber era ter acesso. Fazia sentido quando a informação era escassa e cara. Esse mundo acabou. A inteligência artificial torna o acesso à informação instantâneo e quase gratuito, e continuar a premiar quem decora é treinar pessoas para uma corrida que já perderam à partida.
Isto não é uma abstracção pedagógica, é economia real, e é já. O mercado de trabalho está a ser reconfigurado agora, não daqui a dez anos. Profissões inteiras mudam ou desaparecem, e impõe-se uma lógica simples: tudo o que a máquina faz bem e barato perde valor, e tudo o que só o humano faz ganha-o. Preparar os mais novos não é ensiná-los a perseguir a última “skill” da moda, que estará obsoleta antes de eles se formarem, é formar as faculdades que sobrevivem a qualquer reconfiguração. A inteligência artificial não é a ameaça, é a alavanca. Mas a alavanca precisa de quem a saiba mover, e não de quem se deixe substituir por ela.
A resposta começa por uma estrutura antiga, o Trivium: gramática, lógica e retórica. Usar a língua com precisão, raciocinar sem se enganar, exprimir-se com clareza. Mas não basta reorganizar horários. É preciso reinventar as próprias disciplinas de base. A filosofia e a história, para situar o homem no tempo e no pensamento. A matemática, a física e a química, para raciocinar sobre o real e não apenas opinar sobre ele. O desporto, porque o corpo e a disciplina também formam a pessoa. A música e a arte, porque a sensibilidade e a forma não são um luxo, são parte do que nos distingue da máquina. Nenhuma destas matérias é ornamento de currículo. São a arquitectura do pensamento.
E há uma incidência que tem de começar cedo, e que hoje tratamos como acessório: a cidadania, a educação cívica e a defesa nacional. A escola não forma apenas trabalhadores, forma cidadãos. O sentido do bem comum, o conhecimento das instituições, a ideia de que um país se defende e não se herda por inércia, é isto que molda o tipo de gente que queremos ser. Uma democracia que não ensina os seus a compreendê-la e a protegê-la está a preparar a própria erosão.
No fundo, é uma questão civilizacional. Já Aristóteles, na Política, advertia que há uma educação que se deve dar aos jovens não por ser útil ou necessária, mas por ser nobre e própria de um homem livre. Não é por acaso que lhes chamamos artes liberais: são as artes de quem é senhor de si. Andamos a formar especialistas competentes e dependentes, peças afinadas para uma função que a máquina aprende depressa a executar melhor. Falta o ser humano completo, o que pensa para além da sua especialidade, se adapta e se governa. O Trivium e as artes liberais são a espinha dessa tradição, que vem da Grécia e de Roma e fez do Ocidente o que ele é. Abandoná-la para correr atrás da máquina não é modernizar, é esquecer quem somos.
Há ainda o número. Se as crianças serão cada vez menos, cada uma vale mais, e nenhuma se pode desperdiçar. Mas o mesmo raciocínio estende-se ao outro extremo da vida. Se vivemos e trabalhamos mais anos, a educação deixa de ser uma idade e passa a ser uma condição permanente. Já temos universidades seniores e reconversão profissional, mas de forma tímida e tardia. Teremos de reconverter muito mais gente do que o sistema hoje imagina. A escola, dos seis aos setenta anos.
Dirão que tudo isto é um regresso ao passado. É exactamente o contrário. O clássico tornou-se estratégico precisamente porque forma autonomia. Um país que não ensina a julgar entrega o discernimento a quem programa a máquina, e uma nação que delega o seu juízo deixa de ser soberana muito antes de o saber. A isto chamo soberania intelectual, e talvez seja a condição de todas as outras de que falei há uma semana.
Não precisamos de uma escola que ensine a competir com a máquina em memória e em velocidade. Essa corrida está perdida e não valia a pena ganhá-la. Precisamos de uma escola, dos primeiros anos aos últimos, que ensine a pensar melhor do que a máquina pensa por nós. O resto é mobília.
