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Conversa com o Autor homenageia poeta amazonense Thiago de Mello

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Vai ao ar neste domingo (7), às 12h30, na Rádio MEC, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor. A jornalista Katy Navarro entrevista o poeta, educador e compositor Thiago Thiago de Mello, em programa que celebra o centenário de seu pai, o ícone da literatura Thiago de Mello (1926-2022), e seu primeiro livro de poesias, Uma varanda no meio do rio

Thiago Thiago de Mello nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado na Amazônia, ao lado do Rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no interior amazonense onde nasceu seu pai.

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Durante o programa, ele conta como surgiu a ideia de escrever um livro durante a pandemia que apresenta textos, poemas e letras de músicas, além de cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados.  

Thiago também festeja o centenário de nascimento do pai, autor de livros célebres que marcaram a literatura brasileira, como Faz escuro mas eu canto, Os Estatutos do Homem e Silêncio e Palavra.

Amadeu Thiago de Mello foi um jornalista e diplomata que foi preso durante a ditadura e se exilou no Chile, onde conheceu Pablo Neruda e Paulo Freire, figuras históricas que influenciaram sua obra. 

Em paralelo ao trabalho na literatura, Thiago Thiago de Mello também está lançando o seu sexto álbum musical, intitulado Nada vai sumir, no qual canta sobre a Amazônia, o poder da memória e a impermanência.  

Sobre o Conversa com o Autor 

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube. 

Sobre a Rádio MEC 

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos. 

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa. 

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC. 

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

Rádio MEC na internet e nas redes sociais 

Site: https://radios.ebc.com.br 
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WhatsApp: (21) 99710-0537 

Como sintonizar a Rádio MEC 

Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 
Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 
Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 
Parabólica - Star One C2 - 3748,00 MHz - Serviço 3 
Celular - App Rádios EBC para Android e iOS 

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Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

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SP tem programação infantil gratuita na Feira do Livro do Pacaembu

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A 5ª edição da Feira do Livro, que ocupa a praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer para crianças e jovens na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário tem oficinas, mediação de leitura e contação de histórias até este domingo (7).

No Espaço Rebentos, as crianças poderão participar de oficinas de escrita criativa, em que poderão produzir contos de fadas; marcadores de livros, com papel reciclado e pigmentos naturais, e de construção de cadernos por meio de técnicas artesanais. Além de mediações de leitura, haverá um bate-papo com o público infantojuvenil sobre como criar personagens e contar histórias em quadrinhos.

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Destaque também para o espetáculo infantil Canções do Mar, no domingo, a partir das 11h40, no Espaço Motiva Tablado Literário. Gislaine Caitano e Patrícia Franco apresentam canções e poemas ritmados, explorando o oceano e suas criaturas marinhas em uma experiência de música e imaginação.

O autor Walcyr Carrasco, que também traduziu e adaptou clássicos da literatura infantojuvenil, receberá o público para conversa e sessão de autógrafos a partir das 15h, deste sábado (6), na tenda das editoras Moderna e Salamandra. Entre os títulos adaptados ao público jovem, estão Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Escritores como Pedro Bandeira - autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações - e as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, já passaram pela feira em encontros com o público. 

Para Belisa, levar uma obra com essa temática para um festival literário é “fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória".

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”, afirmou.

Acesso à cultura

No evento, houve ainda o lançamento do Circuito Cultural, uma iniciativa do Instituto Motiva com objetivo de ampliar o acesso de jovens estudantes da rede pública a museus e centros culturais em três estados. 

O projeto inaugura, durante a Feira do Livro de São Paulo, uma agenda de mais de 80 visitas ao longo deste ano. Durante o festival literário, mais de 400 jovens vão participar de visitas guiadas e atividades educativas.

No total, serão 15 espaços culturais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além da feira, as visitas acontecerão em locais como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Amanhã (RJ) e Casa Jorge Amado (BA). Para este ano, a expectativa é beneficiar cerca de 3 mil pessoas.

A programação completa da feira está disponível no site do evento.

*texto atualizado às 15h17

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Programa de rádio «A Rua 80» leva a festa a 8 concelhos do Algarve

A Rua 80, programa de rádio de referência na música dos anos 80 no Algarve, celebra este ano o seu 15º aniversário. Para assinalar a data, lança a Tournée Rua 80 – 15 Anos, com 23 festas temáticas, animadas pelo DJ Nuno Silva, que saem dos estúdios da RUA FM para ocupar praças, jardins e espaços culturais entre 6 de junho, em Alte (Loulé), e 26 de setembro, na Cortelha (Loulé).

As festas passam pelos oito concelhos de Loulé, Portimão, Silves, Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel, Vila do Bispo, Castro Marim e Olhão, com paragens em zonas turísticas emblemáticas, como Armação de Pêra, Monte Gordo e Quarteira, mas também no interior, reforçando o compromisso da marca com a coesão territorial.

O projeto conta com o apoio crescente de juntas de freguesia, câmaras municipais e associações locais. A entrada é livre.

«A “Festa da Rua 80” é mais do que um evento musical; é um espaço de partilha de memórias afetivas. Quando ouvimos aquelas canções, todos temos uma história para contar. Queremos que o Algarve inteiro se sinta parte desta celebração», explica Nuno Silva, DJ e criador do projeto.

Sul Informação

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Fernando Pessanha apresenta o pirata e corsário Rui Valente em Castro Marim

Uma sessão pública dedicada à apresentação da obra O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador Fernando Pessanha, está marcada para sexta-feira, 12 de Junho, às 19h00, na na Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim.

Trata-se de uma sessão promovida pela Comendadoria do Algarve do Grão‑Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém.

A Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho” é apresentada como um «local cuja ambiência histórica reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa».

A sessão contará com a presença do autor, sendo a apresentação conduzida por Mariana Ornelas do Rego.

A obra em destaque foi distinguida com o 1.º lugar na 3.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro.

Com esta iniciativa, a Ordem de São Lázaro diz reafirmar «o seu compromisso em preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento e valorizando os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio».

Clique aqui para ler uma reportagem completa sobre o cavaleiro e corsário Rui Valente e o livro que, sobre ele, escreveu Fernando Pessanha.

Sul Informação

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Da Garlasco a Netflix, come il true crime è diventato un’industria. I dati di Giordano

È da diversi anni che l’interesse digitale per il true crime ha frantumato la nicchia nella quale per molto tempo è stato relegato – in parte, anche volontariamente per non pagare pegno a quel pregiudizio moralizzante, oggi molto meno diffuso di una volta, che censurava ogni forma di monetizzazione e di spettacolarizzazione della tragedia umana – diventando così molto più di una tendenza passeggera, di una curiosità episodica. Il true crime, in particolare quello italiano, è in una fase di definitiva maturazione, parliamo di un genere che si è strutturato come un vero e proprio mercato. Del resto, se così non fosse non si spiegherebbero neanche l’attenzione crescente da parte dei talk televisivi, alcuni dei quali devono la loro programmazione e fortuna proprio alla notiziabilità del tema, o quella che ha spinto diverse media company a investire nella produzione e distribuzione sulle principali piattaforme di streaming, ma non solo, di mini-serie dedicate ai delitti e ai misteri che hanno catalizzato per intere settimane e mesi ogni secondo della nostra attenzione.

Su Netflix è ancora possibile on demand seguire la docu-serie Vatican girl, che ricostruisce per filo e per segno e in modo avvincente la vicenda di Emanuela Orlandi, scomparsa a Roma nel 1983. Mentre, qualche anno fa, era il 2023, Sky crime ha raccontato la storia dell’omicidio di Meredith Kercher, la giovanissima studentessa inglese trovata morta nella sua casa di Perugia, dove studiava all’Università per stranieri, la mattina del primo novembre 2007 e il travagliato percorso processuale che portò prima alla condanna e poi all’assoluzione di Amanda Knox e Raffaele Sollecito. Poi non sono mancate le serie sugli omicidi di Sarah Scazzi, di Elisa Claps e Yara Gambirasio, ma ciò che ha contribuito a sdoganare definitivamente il genere e trasformarlo in un prodotto commerciale è stato il lavoro di alcuni podcaster e youtuber. In particolare, tra i primi ci sono Pablo Trincia e Alessia Rafanelli che hanno realizzato Veleno, podcast che ha raggiunto un’audience straordinaria, nel quale i due ricostruivano una vicenda che non tutti ricordavano, quella dei cosiddetti diavoli della bassa modenese.

Mentre, passando a YouTube, a dare il là al successo del genere ci hanno pensato Luca Zanella con il suo canale DarkSide, che conta oggi 123 mila iscritti, Francesca Bugamelli, in arte Bugalalla, nota per il suo canale YouTube Bugalalla crime, che ha una fanbase di 307 mila iscritti. Entrambi hanno pubblicato decine di video sull’omicidio di Chiara Poggi, avvenuto nell’agosto del 2007, in particolare dall’anno scorso con la riapertura delle indagini della Procura di Pavia a carico di Andrea Sempio. Entrambi, nei video che hanno incassato migliaia di visualizzazioni, hanno diffuso gli atti processuali, a volte anche inediti, stralci di intercettazioni e persino presunte registrazioni audio che hanno riacceso il dibattito su uno dei misteri italiani più discussi. YouTuber e podcaster che grazie alla vicenda Garlasco hanno aumentato notevolmente i loro fandom social, sono diventati delle celebrity e grazie a questa popolarità hanno pubblicato libri e vengono invitati nei salotti televisivi o partecipano a convegni e rassegne varie.

Sempre su YouTube, per restare sull’omicidio Poggi è nato, sempre l’anno scorso quando la curiosità e l’interesse degli utenti si è improvvisamente riacceso, un profilo che conta già 18 mila iscritti e che si chiama Garlasco channel, dove è possibile trovare analisi dettagliate, ricostruzioni, interviste, e approfondimenti per comprendere ogni sfumatura di questa vicenda che ha segnato la storia della giustizia italiana. In questi ultimi 14 mesi, cioè da quando a marzo del 2025 il procuratore capo della Repubblica di Pavia, Fabio Napoleone, ha deciso di indagare nuovamente sull’omicidio per il quale è stato condannato a 16 anni di reclusione l’ex fidanzato Alberto Stasi, il termine Garlasco, toponimo della cittadina pavese in questi anni è diventato suo malgrado anche l’etichetta mediatica che sintetizza tutto ciò che riguarda la vicenda, è stata utilizzato in Rete da oltre 29 mila autori unici con un milione e mezzo di menzioni. Ma, qui il dato diventa ancora più straordinario e ci aiuta a comprendere l’esplosione di questo genere, le menzioni su Garlasco hanno generato un volume totale di 26,7 milioni di interazioni. Numeri di per sé già notevoli, ma che crescono ancora di più se alla prima keyword – la parola-chiave del monitoraggio di listening – aggiungiamo un secondo termine di ascolto del parlato digitale, questa volta però nominativo. Infatti aggiungendo il nome Andrea Sempio nell’ultimo mese, da quando si è avuta la conferma di un suo coinvolgimento nell’indagine, le interazioni totali sono arrivate a ben 31 milioni. C’è da scommettere che cresceranno ancor di più con i possibili sviluppi investigativi.

A conti fatti, il driver Garlasco ha avuto questa audience digitale dirompente non tanto perché metteva in discussione una verità processuale acquisita che ha portato, dopo due assoluzioni, alla condanna di Stasi, ma perché la riapertura dell’azione investigativa si è innestata in una bolla già matura, in una community uscita dall’auto-isolamento e che da anni produce contenuti che hanno incassato attenzione e milioni di visualizzazioni e interazioni.

Formiche 225

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Teatro do Mar apresenta em Sines espetáculo de rua itinerante “Strata”

O Teatro do Mar estreou ontem e volta a apresentar hoje, sábado, em Sines, o espetáculo “Strata”, uma criação de rua itinerante que cruza dança, teatro físico, acrobacia e instalação, e aborda questões como a produtividade e o desgaste. 

A mais recente produção da companhia alentejana propõe um olhar sobre as várias camadas que o ser humano constrói na vida quotidiana.

“’Strata’ significa camadas e, curiosamente, é a origem da palavra ‘street’, rua, e também da palavra estrada, mas a relação maior [do espetáculo] tem a ver com esta coisa das camadas”, referiu a encenadora Julieta Aurora Santos.

Em declarações à agência Lusa, a também diretora artística explicou que o espetáculo se debruça sobre o facto de o ser humano “estar sempre a produzir” e da necessidade de ser “sempre eficaz”, numa “busca [pelo] sucesso”.

“Na verdade, é um sistema sempre ligado à produtividade”, que alterou “a nossa relação com o tempo” e nos deixa com “a sensação de que não temos tempo para nada”, observou. 

Segundo Julieta Aurora Santos, esta lógica de produtividade constante provoca “um desgaste muito grande no corpo, ao longo do tempo, que vai criando camadas”, podendo refletir-se em problemas como o stress, a ansiedade e outras doenças associadas à saúde mental.

“Tenho sempre uma perspetiva social, no meu trabalho artístico, de olhar para o mundo e perceber quais são as doenças da sociedade”, realçou a encenadora, salientando que, em “Strata”, o foco está no “desgaste e na lógica contemporânea de produtividade”.

Ao longo do espetáculo, os intérpretes Carlos Campos, João Pataco, Joana Teixeira, Luís João Mosteias e Sofia Santos deixam “sair camadas” até ser “revelada a vulnerabilidade dos corpos que começam muito eficazes”, desvendou.

Segundo a encenadora, o público é convidado a viver a experiência de forma física, acompanhando o percurso do espetáculo, “que se adapta ao público presente” e “à arquitetura da rua”, até uma instalação final. 

“O espetáculo não tem texto. Como a esmagadora maioria dos espetáculos do Teatro do Mar, é um espetáculo físico, e provoca o espetador a viver a experiência connosco”, revelou. 

“Strata” é dedicado a Luís Santos, colega e amigo do Teatro do Mar durante cerca de 20 anos, que morreu no passado dia 04 de maio, autor da cenografia da instalação que constituiu o seu último trabalho artístico. 

“Esta presença e esta ausência fazem parte das camadas de que o espetáculo é feito e dedicamo-lo a ele com todo o coração”, afirmou Julieta Aurora Santos. 

Depois da estreia de ontem, o espetáculo volta a ser apresentado este sábado, às 19h00, no exterior do Centro de Artes de Sines.

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Santos Populares regressam ao concelho de Vila Real de Santo António

O concelho de Vila Real de Santo António volta a celebrar os Santos Populares durante o mês de junho, com um programa que leva música, tradição e animação a diferentes localidades das três freguesias do município.

Ao longo de várias semanas, arraiais populares, bailes ao ar livre e atuações musicais prometem dinamizar espaços emblemáticos de Vila Real de Santo António, Monte Gordo, Vila Nova de Cacela e Manta Rota, envolvendo residentes e visitantes numa das festividades mais enraizadas da cultura popular portuguesa.

As iniciativas decorrem na Praça Marquês de Pombal e nas Hortas, em Vila Real de Santo António, na zona poente de Monte Gordo, no Largo Manuel Cabanas, em Vila Nova de Cacela, e na Rua da Nora, na Manta Rota.

Marchas Populares percorrem diferentes localidades do concelho

As Marchas Populares assumem um papel central na programação deste ano, com vários desfiles previstos ao longo do mês.

A Marcha da Vila, promovida pelo Grupo de Marchas da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, desfila nos dias 12, 23 e 28 de junho, na Praça Marquês de Pombal, e a 20 de junho, nas Hortas, sempre a partir das 21:30.

Já a Marcha da Associação Juvenil, Social, Cultural e Desportiva de Monte Gordo apresenta-se nos dias 12, 23 e 28 de junho, na zona poente da vila, seguindo depois para Vila Real de Santo António, onde desfila a 13 de junho, na Avenida da República, e para Vila Nova de Cacela, onde atua a 24 de junho, no Largo Manuel Cabanas. Todas as apresentações têm início às 22:00.

O programa contempla ainda a participação da marcha convidada “Poetas da Nossa Terra e o Nosso Padroeiro São Brás”, agendada para o dia 14 de junho, na Praça Marquês de Pombal, bem como da Marcha da Banda Musical Castromarinense, que se junta às celebrações em Monte Gordo no dia 28 de junho.

Arraiais e bailes populares reforçam tradição e convívio

Além dos desfiles, os bailes populares voltam a marcar presença em vários pontos do concelho, proporcionando momentos de convívio e animação através da participação de diversos artistas e grupos musicais.

Com entrada livre, os Santos Populares voltam a afirmar-se como uma das iniciativas mais aguardadas do calendário festivo local, promovendo a valorização das tradições e da cultura popular.

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Governo distingue Lídia Jorge e debate o impacto da tecnologia no 4.º Fórum Cultura

Escritora algarvia recebe Medalha de Mérito Cultural em Loulé

A escritora Lídia Jorge será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo, no âmbito da 4.ª edição do Fórum Cultura, que decorre nos dias 8 e 9 de junho, no Algarve, cuja cerimónia, presidida pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, está marcada para as 18h30 de 8 de junho, segunda-feira, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé.

Será a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas”, afirma Margarida Balseiro Lopes.

O evento contará com a participação do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.

O Fórum Cultura arranca na manhã de dia 8, no Museu Zer0, em Tavira, o primeiro do país dedicado à arte digital, com a habitual reunião de trabalho à porta fechada com os responsáveis pelas entidades tuteladas pelo Ministério na área da Cultura e representantes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

A partir das 14h30, o mesmo espaço acolhe a sessão pública “Impacto da tecnologia na Cultura: efeitos e novas expressões”. Especialistas de várias áreas, como o artista Leonel Moura, a professora catedrática Mirian Tavares, o cineasta Mário Patrocínio, a cantora Viviane ou Pedro Pina, vice-presidente do YouTube, abordam os desafios da digitalização e as novas formas de criação artística.

Margarida Balseiro Lopes

Para Margarida Balseiro Lopes, “a tecnologia deve estar ao serviço da Cultura, mas não pode substituir a visão, o pensamento crítico, a sensibilidade e a experiência humana”. Uma posição sublinhada na reunião informal dos Ministros da Cultura da União Europeia que decorreu esta semana em Nicósia, Chipre.

No dia 9 de junho, o Teatro das Figuras, em Faro, recebe a sessão “Políticas Culturais para a Música: da criação à circulação” com vários agentes e entidades culturais. A iniciativa pretende identificar respostas para um setor em transformação, marcado por novos modelos de negócio e desafios para a criação artística.

É preciso refletir sobre as condições da produção e da circulação da música e os novos padrões de consumo e os impactos no trabalho, valorização e reconhecimento dos artistas portugueses”, considera a Ministra afirmando que “uma discussão que é e será sempre indissociável da importância dos hábitos culturais e está em linha com uma das prioridades do Governo: mais Cultura para todos.

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La Biennale Teatro diretta da Willem Dafoe apre con Miyagi e Banushi: purezza o disimpegno?

“E qualcosa rimane/ tra le pagine chiare e/ le pagine scure”: con l’eco di anni lontani che furono detti ‘di piombo’, la polemica sul dichiarato disimpegno di Francesco De Gregori continua a tener banco. Eppure, si sa che ’sono solo canzonette’, ormai dal 1980, da quando Edoardo Bennato ha voluto mettere la parola fine a un certo cantautorismo politico. Ma il mondo delle rappresentazioni cosiddette artistiche della realtà offre ogni giorno sempre buoni pretesti per accapigliarsi.

Si apre a Venezia, per esempio, una Biennale Teatro dal maiuscolo titolo “ALTER NATIVE”, che fa tanto contro-cultura da sembrare pescato in un vecchio numero della rivista ‘Re Nudo’. Ciò non toglie che sia la rassegna istituzionale che segna l’apice internazionale di una stagione dei festival che anche in Italia si sta presentando con scelte diverse. Così pare da quanto s’è visto ai primi assaggi a Milano, con un eccellente FOG 2026 in Triennale Teatro, poi con LIFE di Zona K, dedicato alla polarizzazione politica, con ‘Presente Indicativo’ al Piccolo Teatro, piuttosto che, in questi stessi giorni, con il sostanzioso 30mo festival Da vicino nessuno è normale di Olinda all’ex ospedale psichiatrico Pini. E anche se si alza lo sguardo verso le grandi manifestazioni europee per studiarne i programmi, si nota che oggi i nomi di punta del teatro, della danza e delle arti performative privilegiano uno spiccato interesse per la realtà, prima ancora che la ricerca della bellezza e della poesia, o meglio attraverso di essa.

Di questa seconda edizione di Biennale affidata a Willem Dafoe – sempre che si possa parlare di costruzioni coerenti di linee editoriali – si nota una scelta di fondo legata invece all’idea di un teatro artistico per così dire ‘allo stato puro’. Questa linea s’intuisce fin dalla doppia apertura, davvero originale, di domenica 7 giugno: la riproposta di ‘Ragada’, primo atto del Romance Familiare di Mario Banushi, che avverrà nel contesto di un salotto privato, in Ca’ Malcanton; e la prima europea, al Teatro Piccolo Arsenale, di ‘Mugen Noh Othello’ di Satoshi Miyagi, rivisitazione allegorica orientale di un classico shakespeariano.

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Banushi è una sorta di nuova stella del post-teatro europeo, greco di origine albanese, giovane autore di una prima trilogia di storie di famiglia rappresentate senza che in scena sia pronunciata una sola parola, la sua visionarietà oscilla tra la tradizione popolare mediterranea e un’estetica che si direbbe queer. Satoshi Miyagi è un maestro riconosciuto del teatro classico giapponese: in questo suo recente capolavoro ribalta Otello nella chiave di una Desdemona dall’immenso potere mistico, riportando addirittura Shakespeare dentro il Mugen Noh, ‘variazione ancora più spirituale del Teatro Noh che guarda a un’antica pratica religiosa di pacificazione degli spiriti rabbiosi’.

Così lo stesso Miyagi ha dichiarato in un’intervista recente a Cristina Piccino su ‘Alias’, dove ha poi toccato con invidiabile chiarezza i temi forti dell’attualità del teatro: ‘Abbiamo la tecnologia, l’intelligenza artificiale ma se guardi la tragedia greca le questioni e i conflitti i dei suoi personaggi sono gli stessi ai quali ci si confronta oggi. C’è poi un altro punto: i testi moderni si identificano col punto di vista di una singola persona mentre nei testi classici la visione è generale. Va oltre una vita, una storia, una realtà specifica che di per sé va bene ma restituisce una immagine più individuale. I classici invece permettono una lettura universale che come in Shakespeare non appartiene solo al suo tempo’.

Ecco, l’accostamento di questo ‘Mugen Noh Othello’ dichiaratamente spirituale e universalista, in apertura di Biennale, con il primo atto teatrale domestico, e per pochi intimi, del romanzo familiare personale di Banushi, fa riflettere ben aldilà dei contrasti estetici e poetici che rivela. In fondo ci racconta di un mondo occidentale che, pur ancora intriso di tossicità ideologiche e derive pseudo-identitarie, vede le classi medio-alte delle nuove generazioni imboccare decisamente la via d’uscita sociale e culturale della singolarità (o della singolarizzazione).

Attenzione: l’atteggiamento ‘singolarista’ è qualcosa di diverso dal cosiddetto individualismo, inteso anche nel senso buono, di un certo anticonformismo alla De Gregori, per intenderci. E’ quello che la filosofa Francesca Rigotti, in un pamphlet del 2021 per Einaudi, aveva definito L’era del singolo, in cui ‘ognuno è originale e speciale e realizza un’opera d’arte unica e irripetibile, la propria vita’. Ed è questo profilo intenzionalmente singolarista a dividere il pubblico di età più matura o più engagé rispetto al ‘romance familiare’ di Banushi, che in fondo è l’esempio aulico di un certo teatro generazionale che si vede sovente in scena anche in Italia. Forse questa Biennale Teatro, con un programma tanto internazionale, sarà davvero così ‘alternativa’ da evocare in concreto la suggestione che si possa superare lo steccato tra singolare e plurale?

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Chi paga le nostre scelte

Qualche giorno fa siamo tornati a casa stanchi dal lavoro, abbiamo messo a bollire l’acqua per la pasta. Abbiamo aperto un barattolo di pelati e ci siamo preparati un sughetto rapido. Abbiamo condito la pasta e abbiamo acceso la tv. Al telegiornale abbiamo ascoltato di quattro braccianti morti arsi vivi dai loro aguzzini, che li obbligavano a dormire in dieci nella stessa stanza e non volevano pagare loro il pattuito, che comunque sarebbe stato sempre troppo poco per un lavoro faticosissimo, ripetitivo, da fare a temperature improponibili.

Ci siamo indignati, abbiamo pensato che sono dei criminali e abbiamo augurato loro di passare il resto della vita in carcere, a pagare quello che avevano fatto a dei lavoratori inermi.

Poi abbiamo girato il viso, incrociando con gli occhi il barattolo di pelati. Quello arraffato nello scaffale più basso al supermercato, quello primo prezzo.

No: non è colpa nostra se quei braccianti sono morti. Sì, il caporalato è un reato, e va perseguito dalle autorità, che devono fare il massimo possibile per evitare che queste cose succedano. Qualcuno direbbe che i cittadini non possono farsi carico di questi problemi, e forse ha ragione. Ma anche le nostre piccole scelte quotidiane possono fare la differenza: e non possiamo chiudere gli occhi quando le facciamo.

Avete mai guardato il prezzo al chilo delle Vigorsol? Prima di risparmiare su frutta, verdura, uova, carne e pesce, proviamo a farlo evitando di acquistare cose inutili a prezzi assurdi. Prima di risparmiare su quello che diventa parte di noi, che ci costituisce, proviamo a capire chi pagherà le nostre scelte. Noi, con la nostra salute. Il pianeta, sempre più inquinato. E, a volte, anche altri esseri umani, con la sola colpa di essere nati dalla parte sbagliata del mondo e di aver provato a riscattarsi qui, nel continente ricco e avanzato.

È facile scegliere meglio? Pagando di più saremo certi che non stiamo finanziando aziende che sfruttano i lavoratori? Purtroppo no. Ma la scelta giusta la possiamo fare con la curiosità e la conoscenza: informarci, incontrare produttori virtuosi, scegliere con maggiore consapevolezza e attenzione è un nostro diritto, una nostra possibilità, e forse – oggi – anche un nostro dovere. È faticoso? Sì, ma anche incredibilmente bello. È costoso? Sì. Ma se paghiamo troppo poco per quello che diventa noi, se paghiamo l’olio per il motore della nostra auto più di quanto paghiamo per l’olio che condisce la nostra insalata siamo sicuri che stiamo risparmiando davvero?

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I lettori fittizi dei giornali, le offerte speciali, e il successo percepito

Ho un amico che non ascolta mai. Ho molti amici che non ascoltano mai, ma questo appartiene a un sottinsieme ancora più fastidioso: quelli che fanno le domande e non ascoltano le risposte. Tu ti sbatti ad articolare una risposta che non ti frega niente di dare, solo perché loro hanno chiesto e non vuoi essere cafona, e dopo un po’ ti accorgi che non ti stanno ascoltando. Oppure non te ne accorgi lì per lì, ma una settimana dopo ti rifanno la stessa domanda.

Questo amico negato per l’arte della conversazione ieri mi ha mandato uno screenshot, ma prima di dirvi cosa mi aveva immortalato devo riferirvi un’altra conversazione, una di qualche mese fa, una durante la quale – indovinate un po’ – non mi aveva ascoltata.

Gli stavo raccontando che in Francia c’era una polemica che riguardava Hélène Mercier, pianista ma soprattutto moglie di Bernard Arnault, uno degli uomini più ricchi del mondo. Aveva dato un’intervista nella quale aveva detto che essere senzatetto era una scelta di vita: l’opinione pubblica era ovviamente insorta, lei aveva ovviamente dato la colpa ai tagli di montaggio dell’intervistatore.

Non ne sono sicura, ma mi sa che glielo stavo raccontando solo perché mi aveva fatto molto ridere scoprire che anche i francesi cianciano di tribunal médiatique. Fatto sta che lui, che non mi ascolta mai, mi ha chiesto dove l’avessi letto, e per una volta ha ascoltato mentre gli rispondevo: su Libération.

«Ma quanti abbonamenti hai?», aveva obiettato, che è un’obiezione che ricevo spesso, perché sono effettivamente abbonata a un numero ridicolo di giornali, e la domanda successiva è sempre quella che mi aveva formulato anche l’amico non ascoltante: «Ma quanto spendi?».

La risposta è sempre «pochissimo», e sempre procedo a illustrare a tutti i curiosi anche quel che, inascoltata, avevo in quell’occasione detto a lui. L’abbonamento a Libération era in offerta: un euro per tre mesi. Certo, poi sperano che ti dimentichi di disdire, e che paghi almeno un mese a prezzo pieno, e a volte succede.

Il Boston Globe? Otto mesi a un dollaro, un po’ più costoso di quando, l’anno scorso, mi ero abbonata per leggere un’intervista al figlio di Bob Dylan: allora era un anno a un dollaro. Quando gli interlocutori ascoltano, vedo accendersi nei loro occhi la possibilità di essere anche loro gente che può leggere ciò che vuole invece di elemosinare lo screenshot d’un articolo da chi è abbonato.

«C’è un’intervista delirante a Marc Jacobs sullo Style del Sunday Times». «Uh, me la mandi?» «Io se vuoi te la mando, ma c’è un’offerta a una sterlina al mese per sei mesi». «E quando finisce poi come faccio?».

Quando finisce dipende, la maggior parte dei giornali esteri ti supplicano di restare, ci manca poco che ti diano dei soldi loro. Il mese scorso finiva la mia offerta a un dollaro al mese per il Washington Post, non è che mi sarebbe costato uno sproposito a prezzo pieno, diventavano 6 al mese, ma è il principio (figurarsi: dietro le questioni di principio ci son sempre i soldi): ho cliccato per disdire, e mi hanno rinnovato lo sconto.

C’era una pubblicità di divani in tv anni fa, erano sempre gli ultimi giorni di offerte che sarebbero finite alla fine di quella settimana, e passavano gli anni ed erano sempre lì, sempre gli ultimi giorni di offerte, sempre l’ultima occasione di Mina.

Il New York Times alla fine dell’anno in offerta ti rinnova l’abbonamento al prezzo normale, tu clicchi sulla disdetta e loro, col tono con cui Natasha in “Sesso senza amore” diceva «Vabbuo’, tras’», ti concedono di restare scontata: facciamo che ti concediamo un altro anno a due euro al mese, dai. Saranno vent’anni che andiamo avanti così: mai pagata una cifra sensata.

Un mese fa il New York Times ha annunciato d’aver superato i tredici milioni di abbonamenti. Tutti probabilmente simili a me, non dico gratis ma poco ci manca, e in questo modello che più che economico è comunicativo a me manca un tassello per la comprensione. D’accordo, vi serve dire che avete molto traffico, perché molto traffico significa molta appetibilità per gli inserzionisti, ma poi il sistema come sta su? Le seimila persone che tu giornale stipendi (numeri ufficiali del NYT), come le paghi? Coi miei due euro al mese?

Ogni tanto mi arriva una notifica di Substack che mi dice che sono, chessò, la ventitreesima più in crescita sulla piattaforma. Gli abbonati di Substack sono come le vendite dei libri autopubblicati: li controlli in tempo reale. Tizio si abbona, e a te arriva una mail, e l’interfaccia del sistema di pagamenti ti dice che i suoi soldi ti sono stati accreditati. Quando Substack mi dice che sono la ventitreesima, di solito è perché si sono abbonate, quel giorno, un paio di persone. Il quarantesimo avrà un nuovo abbonato al mese, il centesimo due all’anno.

L’economia del giornalismo digitale sembra ricalcare quel che una quindicina d’anni fa erano le serie di Hbo. Su tutte le copertine, al centro di tutti i dibattiti, e poi i dati d’ascolto dicevano che “Girls” lo guardavano un milione e poco più di americani. Che poi sono gli stessi numeri che adesso, in America, fanno i varietà condotti dai comici in seconda serata, e infatti Cbs ha potuto agevolmente dire che chiudeva Colbert perché col “Late Show” perdevano quaranta milioni di dollari l’anno.

Il New York Magazine ha in copertina Jimmy Kimmel, che conduce l’ancora non chiuso programma analogo sulla Abc, e dice che secondo lui sono numeri inventati, figurati se perdono tutti quei soldi; lo dice non potendo dire: ma quindi anche noi siamo una voragine di bilancio? Come può reggere l’economia d’un varietà che costa come un varietà e fa gli ascolti della Gruber?

Tutti i comunicati ormai dicono siamo trending topic, siamo i più visti nelle clip social, siamo i più amati ovunque tranne che dove si fanno i soldi, e tutti sembrano dimenticare che l’economia dei giornali non vive di quanti commentano il titolo su Twitter (o come si chiama ora): quello al massimo fa guadagnare Elon Musk; tutti sembrano dimenticare che il bilancio dei programmi televisivi non vive di «guarda quanti like su Instagram» (di nuovo: traffico regalato a Zuckerberg).

Però il traffico è illusione d’esistenza, e quindi se vai sulla classifica di quelli che hanno più abbonati su Substack trovi che gente con la spunta viola (che nel codice di Substack significa: ha più di diecimila abbonati paganti) è sotto, in classifica, a gente con la spunta arancione (che significa: ha più di mille abbonati paganti). Il che mi pare interpretabile in un solo modo: una volta che Substack ti ha dato il bollino viola, non te lo leva più, anche se in novemila lasciano scadere l’abbonamento ai tuoi penzierini senza rinnovarlo, perché non vuole si capisca che quella piattaforma è una nicchia e non c’è poi tutto ’sto traffico.

Il mio amico che non ascolta (mica vi sarete già dimenticati di lui? ma allora non mi ascoltate!) quel giorno mi ha risposto che il futuro stava nel dare la possibilità ai lettori di far pagare il singolo articolo. Ma, amico, ti ho detto che mi sono abbonata per tre mesi a un euro all’intero giornale, l’articolo quanto me lo devono far pagare, una frazione di nichelino?

Non mi ha risposto perché non mi stava ascoltando, ma poi ieri mi ha mandato uno screenshot che gli era comparso cliccando su un link del Corriere. Un anno a un euro, c’era scritto. Ma come un anno a un euro, mi ha domandato. Allora non mi ascolti, gli ho risposto io.

Sono stata lieta di vedere che il Corriere adotti i metodi dei giornali forestieri, ma continuo a non capire poi da dove vengano i soldi per stipendiare i giornalisti, mandarli in giro, far fare dei pezzi interessanti: dagli inserzionisti che illudi col doping del traffico?

Magari funziona, eh. Magari il sistema regge. Chissà cosa ne pensa Hélène Mercier, il cui marito è diventato fantastiliardario non scontando mai le borse di Vuitton. Chissà se viene prima l’uovo del farsi pagare a prezzo pieno la merce e se non ve la potete permettere peggio per voi, o la gallina del fatto che per permetterti prezzi alti devi vendere merce che tutti vogliano, e incredibilmente la gente vuole i ciondoli di Tiffany più di quanto voglia leggere le pagine culturali.

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Il riso scende dal piatto, il caffè sale sul palco, la bistecca non si schioda

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Un uomo che non rinuncia alla bistecca, una nazione che compra meno riso, un caffè che gira il mondo nel backstage di un concerto, un’isola che teme di somigliare alle altre e un caldo arrivato troppo presto. La settimana mette in fila cinque cibi che avevano un posto assegnato – nel piatto e nell’identità di chi li mangia – e che oggi cominciano a starci stretti.

Si comincia dal corpo, o meglio da quello che un uomo crede di essere. Il Guardian racconta che in Australia due uomini su tre mangiano carne ogni giorno e oltre la metà ne supera i centonovantotto grammi, parecchio oltre le soglie consigliate. Gli uomini ne consumano più delle donne e resistono più a lungo alle diete vegetali, vissute come una minaccia personale prima ancora che alimentare. Il conto lo paga il clima, per il metano degli allevamenti, e lo paga la salute, per i rischi delle carni rosse e lavorate. La via d’uscita, secondo il quotidiano, non è diventare vegetariani ma semplicemente mangiarne meno. Il vero ostacolo, però, non sta nel piatto ma nella testa: la bistecca resta legata a un’idea di mascolinità. Per molti uomini ridurla somiglia troppo a rinunciare a un pezzo di sé.

Se in Australia l’identità si difende a tavola, in Giappone cede al prezzo. Il Japan Times riferisce che nell’anno fiscale 2025 il consumo di riso è caduto al minimo da sette anni, meno 6,1 per cento sul periodo precedente, fino a 4,435 chili a testa al mese. È lo strascico della crisi della scorsa estate, quando il riso era sparito dagli scaffali e la confezione da cinque chili aveva sfiorato i quattromila yen. Al suo posto sono arrivati pane e noodles, mentre comprare direttamente dai produttori arriva a costare quasi la metà rispetto al convenience store, il minimarket aperto a ogni ora. Ad aprile i primi dati indicavano una possibile ripresa, segno che potrebbe trattarsi di un riassestamento più che di un addio. L’inflazione ha tolto l’automatismo anche all’alimento più ovvio del Paese: la ciotola di riso, oggi, è una scelta che si discute.

C’è chi il posto, invece, lo cambia di proposito. El País segue Abner Roldán e Karla Ly Quiñones, fondatori del Café Comunión di San Juan, in Puerto Rico, che hanno lasciato il bancone fisso per accompagnare Bad Bunny in tournée e preparare il caffè al cantante e alle centocinquanta-duecento persone che ogni giorno lavorano dietro le quinte. Tutto è nato quando l’artista è entrato in uno dei loro locali dopo aver votato alle elezioni portoricane del 2024. Finita la residenza di trenta concerti sull’isola, la caffetteria mobile li ha portati dal Messico all’Australia, e in ogni Paese cercano torrefattori e baristi del posto. Lo specialty coffee – quello selezionato e tracciato lotto per lotto – esce dal locale e diventa il pretesto per il backstage di fermarsi a tirare il fiato.

Dal caffè che si radica ovunque al vino che desidera l’esatto opposto. Il Financial Times racconta la Tasmania, diventata una delle mete enologiche più ambite d’Australia grazie a un clima fresco perfetto per spumanti, Pinot Noir e Chardonnay. L’isolamento, a lungo un limite, è diventato il suo capitale: protegge il paesaggio e tiene viva una cultura produttiva indipendente. Per questo l’arrivo di Bird in Hand, grande cantina dell’Adelaide Hills che ha comprato vigneti nella West Tamar Valley e sulla costa orientale, fa notizia. Il progetto promette vini di alta gamma, ristorazione, arte e una nuova sala di degustazione nei giardini botanici di Hobart. Resta da capire se un territorio che vale proprio perché non somiglia a nessun altro possa crescere senza cominciare a somigliare a tutti.

In Francia, intanto, a muoversi per prima è stata la stagione. Le Monde descrive una canicola primaverile senza precedenti che ha spinto l’agricoltura francese in territorio sconosciuto. Sopra i venticinque gradi le vacche rallentano e la produzione di latte è già calata fino al dieci per cento; il caldo rende le uova più piccole e fragili, mette a rischio il grano in piena fioritura e accelera le vigne verso vendemmie sempre più anticipate. Ma più della resa, agli agricoltori manca il terreno fermo dei riferimenti: un caldo così, in questa fase del ciclo, non si era mai visto. E nessuno, oggi, sa dire se sarà l’eccezione di una primavera o la prima di molte.

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Perché dei paccheri al pomodoro sono diventati leggenda

Da Vittorio decide di inaugurare i festeggiamenti per i suoi sessant’anni trasformando i suoi celeberrimi Paccheri in un dessert, e la notizia fa nascere una domanda: come ha fatto un piatto di pasta al pomodoro a diventare uno dei simboli assoluti dell’alta cucina italiana?

La nuova Torta Pacchero, realizzata dalla famiglia Cerea insieme al pastry chef Simone Finazzi e al maître chocolatier Davide Comaschi, è una dichiarazione d’identità prima ancora che una creazione dolce. Perché richiama immediatamente un piatto che, da anni, rappresenta Da Vittorio quanto le tre stelle Michelin.

In un universo gastronomico spesso associato a ingredienti rari, tecniche sofisticate e costruzioni complesse, i Paccheri alla Vittorio raccontano una storia diversa. Sono pasta, pomodoro e pochi altri elementi, ingredienti e tecnica che appartengono al patrimonio quotidiano della cucina italiana. Che si possono mangiare al ristorante, che sono protagonisti di tanti eventi in cui la “paccherata” è già una festa in sé, ma che si possono gustare anche a casa, acquistando il kit per realizzarli nella propria cucina. E forse è proprio questa apparente semplicità che li ha resi straordinari.

La storia dell’alta cucina è piena di piatti che hanno cercato di stupire, molto più rara è la capacità di rendere memorabile qualcosa che tutti conoscono già. Il successo dei paccheri dei Cerea nasce da qui: dalla ricerca quasi ossessiva sulla materia prima, dalla precisione dell’esecuzione e dalla costanza nel tempo. Un piatto che chiunque potrebbe descrivere in poche parole ma che quasi nessuno riesce a replicare con la stessa efficacia.

C’è poi un altro elemento che spiega il fenomeno. I Paccheri alla Vittorio rappresentano un’idea di lusso molto italiana, distante dall’ostentazione. Non il lusso dell’eccezionalità a tutti i costi, ma quello della perfezione applicata a ciò che è familiare. Un concetto che attraversa molta della grande cucina del nostro Paese, dove il valore non risiede necessariamente nella rarità dell’ingrediente ma nella capacità di esaltarne l’identità. La coreografia che sta dietro alla preparazione, con l’ospite d’onore che viene coinvolto nella mantecatura, il formaggio che cade dall’alto e una quantità di sugo enorme, così che gli ospiti siano “costretti” a fare la scarpetta in un gesto liberatorio e quotidiano, ma ai tavoli di un grande ristorante e con un delizioso bavaglino fatto apposta per l’occasione. C’è poi un motivo tutto made in Brusaporto, e ha a che fare con la famiglia Cerea, e con la sua grande unione, che si vede anche nel reel che presenta il nuovo dolce. I paccheri sono a tutti gli effetti un affare di una famiglia che non ha mai smesso di fare ospitalità con il sorriso e con l’accoglienza come mantra: la felicità di Chicco quando manteca i paccheri esprime meglio di un corso di coaching quanto è importante essere felici di fare il proprio lavoro perché questa felicità si trasmette agli altri. 

Per questo il piatto è diventato un simbolo. Non perché fosse il più complesso del menu, ma perché condensa la filosofia del ristorante, è preparato in sala con grande doti comunicative e positive, e soprattutto è comprensibile per chiunque, non ha bisogno di spiegazioni, di lunghe litanie di accompagnamento, di pensiero e di riflessione. È buono, e tanto basta. Lo stesso Vittorio Cerea costruì la reputazione della casa scegliendo una strada controcorrente per l’epoca, puntando sul pesce quando non era ancora una scelta scontata nell’alta ristorazione lombarda. Le generazioni successive hanno continuato a innovare senza rinunciare alla riconoscibilità e al piacere di avere ospiti a casa propria.

Per festeggiare un grande anniversario arriva così la Torta Pacchero, come un gioco serio, una provocazione affettuosa e persino un po’ kitsch verso uno dei piatti più amati dai clienti. Cambiano consistenze, temperature e linguaggio gastronomico, ma resta intatta la forza evocativa di un’icona che, dopo decenni, continua a essere immediatamente associata al nome Da Vittorio. A prima vista sembra proprio il piatto della famiglia Cerea, ma dietro l’illusione prende forma un dessert che ne richiama la forma e che nella sua composizione dà vita alla versione dolce con la stessa semplice bontà: una chantilly alla vaniglia con pan di Spagna Margherita e cioccolato bianco, accompagnato da una composta di fragole e limone e un delicato croccante allo yuzu. I “pomodorini” sono di cioccolato con cuore alla fragola e completano questa reinterpretazione giocosa e ironica.

In fondo, è questo il traguardo che ogni ristorante sogna di raggiungere: creare un piatto talmente identitario da diventare un simbolo. E pochi esempi in Italia raccontano questo fenomeno meglio di un semplice piatto di paccheri al pomodoro serviti da un bergamasco che manteca il tutto con tanto formaggio versato dall’alto.

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