Reading view

Lagarde, do BCE, comemora acordo EUA-Irã, mas temores de inflação continuam

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, comemorou nesta segunda-feira (15) a notícia de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que isso poderia ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, mas alguns membros do Banco alertaram que a medida não reduziria imediatamente a alta inflação da zona do euro.

Autoridades americanas e iranianas anunciaram no domingo (14) que chegaram a um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito, uma importante via de acesso para o transporte de energia, em um pacto preliminar que fez com que os preços do petróleo caíssem e diminuiu as apostas em aumentos de juros pelo BCE.

“Se essa notícia for confirmada pelos desdobramentos nos próximos dias e pela assinatura de um memorando de entendimento… é uma boa notícia. Só podemos comemorar”, declarou Lagarde à rádio France Culture. Ela alertou, no entanto, que “toda a questão do enriquecimento de urânio ainda precisa ser debatida, acordada e concluída na forma de um acordo”.

O BCE aumentou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada, em uma tentativa de conter a inflação antes que o aumento nos custos de energia, consequência da interrupção no fornecimento devido à guerra no Oriente Médio, se espalhe ainda mais pela economia da zona do euro.

Os investidores financeiros, que em grande parte apostavam em mais dois aumentos da taxa de juro do BCE ao longo do próximo ano, reduziram as expectativas nesta segunda-feira (15). Agora, preveem apenas um aumento adicional, com uma probabilidade marginal de um novo aumento.

Em declarações posteriores em Frankfurt, Joachim Nagel, membro do Conselho do BCE, observou que a reação dos mercados financeiros ao acordo anunciado demonstrava que os investidores antecipavam uma solução duradoura para o conflito com o Irã.

Mas ele se mostrou mais cauteloso quanto ao impacto na inflação da zona do euro, afirmando que não haverá alívio imediato mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levaria meses para que o fornecimento de petróleo retornasse aos níveis pré-guerra.

“Não há alívio à vista em um futuro próximo”, destacou Nagel, que preside o Bundesbank, o banco central alemão. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz se torne navegável novamente em breve, levaria meses para que o fornecimento de petróleo retornasse ao normal”, apontou.

Nagel reafirmou a opinião de que todas as opções – tanto manter as taxas de juros estáveis ​​quanto aumentá-las – permanecem em aberto para a próxima reunião de política monetária do banco central, nos dias 22 e 23 de julho.

O presidente do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, também afirmou que os danos ao fornecimento de petróleo não podem ser revertidos da noite para o dia e colocou em discussão a possibilidade de um maior aperto monetário.

Martins Kazaks, do Banco da Letônia, destacou em uma postagem que “a reposição das reservas provavelmente levará mais tempo” e que cada reunião está “em aberto” para um possível aumento da taxa de juros.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

  •  

Memorando dos EUA com Irã tem “cerca de uma página e meia”, diz Vance à CNN

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse à CNN, nesta segunda-feira (15), que o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã tem “cerca de uma página e meia”, descrevendo-o como uma estrutura ampla que deixa os detalhes para serem definidos durante futuras negociações técnicas.

“Sim, o memorando de entendimento tem cerca de uma página e meia, então é um documento muito geral”, disse o vice-presidente.

“Em relação a várias questões, teremos que resolver isso durante a fase de negociação técnica, mas o que o memorando de entendimento faz é estabelecer uma estrutura pela qual os iranianos obtêm os benefícios do acordo ao cumprirem suas obrigações”, acrescentou.

Vance disse que o “parágrafo um” do documento estabelece a expectativa de que o Irã se comprometa com a “paz e estabilidade regional”, o que, segundo ele, inclui não financiar grupos que os EUA consideram terroristas.

“O primeiro parágrafo do acordo afirma, na prática, que o Irã se compromete, assim como os Estados Unidos, com a paz e a estabilidade regional”, disse Vance.

“Parte disso, Jake, é que os iranianos precisam parar de financiar organizações terroristas violentas e de financiar a instabilidade regional”.

O que esperar do acordo entre EUA e Irã?

O Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo que encerrará o bloqueio dos portos iranianos pelos EUA, reabrirá o Estreito de Ormuz e dará início a 60 dias de negociações sobre questões nucleares.

O texto do memorando de entendimento entre os dois países será divulgado publicamente. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que isso ocorrerá “muito em breve”, provavelmente após uma cerimônia formal de assinatura na sexta-feira (19).

Já um alto funcionário do governo Trump disse que o documento deverá ser publicado nas próximas 24 a 48 horas.

Veja o que se sabe — e o que ainda não se sabe — sobre os principais temas envolvidos:

Estreito de Ormuz

Os EUA afirmaram que o estreito será reaberto após a assinatura do acordo na sexta-feira, com Trump declarando que a passagem pela via marítima será “permanentemente livre de pedágios”.

No entanto, duas agências de notícias iranianas semioficiais informaram na segunda-feira (15) que, embora Teerã permita o trânsito gratuito durante a janela de 60 dias em que ocorrerão novas negociações, pretende cobrar taxas após esse período.

A agência Fars News afirmou que o Irã “pretende obter benefícios financeiros do tráfego comercial de navios pelo Estreito de Ormuz”.

Questões de segurança também influenciarão o cronograma da reabertura.

CNN informou anteriormente que o Irã instalou minas no estreito, e os negociadores precisarão chegar a acordos sobre como removê-las.

Cessar-fogo

O Paquistão, que mediou o acordo, declarou que ambos os lados “anunciaram o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano”.

No entanto, o acordo não inclui uma exigência para que Israel se retire do Líbano, segundo um alto funcionário dos EUA na segunda-feira. Israel, que não é parte do acordo, reiterou que suas forças não deixarão o território libanês.

Os EUA manterão sua atual presença militar no Oriente Médio durante as negociações técnicas entre EUA e Irã, com uma redução planejada caso um acordo final seja alcançado, afirmou um alto funcionário do governo americano.

Questões nucleares

Os EUA disseram que o Irã forneceu garantias de que nunca desenvolverá uma arma nuclear. Contudo, não há compromissos concretos sobre o programa nuclear iraniano nem sobre seus estoques de urânio. Essas questões foram deixadas para negociações futuras.

Sanções e recursos congelados

O Irã afirmou que as negociações nucleares de 60 dias só começarão depois que os EUA liberarem bilhões de dólares em recursos financeiros congelados. Porém, uma autoridade americana declarou que nenhum valor será liberado sem compromissos claros por parte do Irã.

A economia

Os preços do petróleo caíram para os níveis mais baixos dos últimos três meses após o anúncio do acordo, mas ainda permanecem cerca de US$ 10 por barril acima dos níveis registrados antes do conflito.

Uma recuperação econômica mais ampla provavelmente levará meses para acontecer.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

  •  

Israel bombardeia Líbano após anúncio de acordo entre Irã e EUA

Logo Agência Brasil

Um drone israelense destruiu um carro em Kfar Tebnit, vila do Sul do Líbano, e matou o motorista, informou nesta segunda-feira (15) a Agência Nacional de Notícias (NNA) do país do Oriente Médio. Além disso, o jornalista libanês Hadi Abdel Moneim Hoteit foi alvo de ataques israelenses na mesma cidade.

“Ele foi transferido para o Hospital Najdeh Shaabia em Nabatieh, onde está sendo submetido a uma cirurgia na perna após ser ferido por estilhaços”, disse a agência estatal de notícias NNA, por volta das 11h de hoje, no horário local.

Notícias relacionadas:

Os ataques ocorrem horas após o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos (EUA) e Irã, divulgado nesse domingo (14), que incluiria também o cessar-fogo no Líbano, que é uma das exigências de Teerã.

A continuação do conflito no Líbano poderia atrapalhar esse processo de paz. A expectativa é que seja assinado na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, um memorando de entendimento, entre representantes dos EUA e do Irã, que abriria caminho para o acordo de paz.

As autoridades israelenses ainda não comentaram a notícia do ataque de hoje. Ainda nesta segunda-feira (15), a ANN noticiou que um drone israelense foi flagrado voando em baixa altitude na capital do país, Beirute.
 

Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer
Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano 15 de junho de 2026 - Foto: Reuters/Stringer/Proibida reprodução

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Hezbollah ataca israelenses

Também nesta segunda-feira, o grupo político-militar Hezbollah informou que atacou um comboio do Exército inimigo no mesmo local onde foram registrados os ataques israelenses, na entrada da vila em Kfar Tebnit, por volta das 18h no horário local.

Segundo o Hezbollah, o ataque forçou os israelenses a recuarem e teria ocorrido “após observarmos uma força pertencente ao exército inimigo israelense, composta por um trator e dois tanques Merkava, avançando da área de Arnoun em direção ao ponto de travessia nos arredores de Kfar Tebnit”.

Impasse segue no Líbano

Apesar do anúncio de acordo entre EUA e Irã, que incluiria um cessar-fogo também no Líbano, o Exército Libanês pediu que os moradores do Sul do país não retornem ainda às suas residências devido ao risco de violações do acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta segunda-feira, que desconhece os termos do acordo entre Irã e EUA em relação ao programa nuclear de Teerã, apontado por Israel e EUA como principal justificativa para atacar o Irã.

"Permaneceremos na zona tampão de segurança do Líbano pelo tempo que for necessário", disse Netanyahu em coletiva de imprensa, segundo o jornal The Jerusalem Post.

O Hezbollah, por sua vez, parabenizou o Irã pelo memorando de entendimento com os EUA.

“Afirmamos que o que foi alcançado é um prelúdio para completar o caminho da plena libertação de nossa terra, o retorno de nossos prisioneiros à sua pátria e famílias, o retorno de todo o povo, especialmente os moradores das aldeias da linha de frente”, disse comunicado do grupo divulgado pela TV Al Manar, ligada ao grupo xiita.

Guerra no Líbano

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março deste ano, foram mortas no país 3,7 mil pessoas e 11,7 mil ficaram feridas. Os dados são do Ministério da Saúde do Líbano.

A atual fase do conflito entre Israel e Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o Norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a Defesa israelense.

Após mais de um ano de troca de ataques, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benajmin Netanyahu, em novembro de 2024, após a morte de importantes lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, que evitava reagir. Com o início da guerra no Irã, o Hezbollah retomou os ataques contra Israel alegando legítima defesa e resposta à violação do cessar-fogo vigente.

O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

  •  

Israel bombardeia Líbano após anúncio de acordo entre Irã e EUA

Logo Agência Brasil

Um drone israelense destruiu um carro em Kfar Tebnit, vila do Sul do Líbano, e matou o motorista, informou nesta segunda-feira (15) a Agência Nacional de Notícias (NNA) do país do Oriente Médio. Além disso, o jornalista libanês Hadi Abdel Moneim Hoteit foi alvo de ataques israelenses na mesma cidade.

“Ele foi transferido para o Hospital Najdeh Shaabia em Nabatieh, onde está sendo submetido a uma cirurgia na perna após ser ferido por estilhaços”, disse a agência estatal de notícias NNA, por volta das 11h de hoje, no horário local.

Notícias relacionadas:

Os ataques ocorrem horas após o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos (EUA) e Irã, divulgado nesse domingo (14), que incluiria também o cessar-fogo no Líbano, que é uma das exigências de Teerã.

A continuação do conflito no Líbano poderia atrapalhar esse processo de paz. A expectativa é que seja assinado na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, um memorando de entendimento, entre representantes dos EUA e do Irã, que abriria caminho para o acordo de paz.

As autoridades israelenses ainda não comentaram a notícia do ataque de hoje. Ainda nesta segunda-feira (15), a ANN noticiou que um drone israelense foi flagrado voando em baixa altitude na capital do país, Beirute.
 

Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer
Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano 15 de junho de 2026 - Foto: Reuters/Stringer/Proibida reprodução

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Hezbollah ataca israelenses

Também nesta segunda-feira, o grupo político-militar Hezbollah informou que atacou um comboio do Exército inimigo no mesmo local onde foram registrados os ataques israelenses, na entrada da vila em Kfar Tebnit, por volta das 18h no horário local.

Segundo o Hezbollah, o ataque forçou os israelenses a recuarem e teria ocorrido “após observarmos uma força pertencente ao exército inimigo israelense, composta por um trator e dois tanques Merkava, avançando da área de Arnoun em direção ao ponto de travessia nos arredores de Kfar Tebnit”.

Impasse segue no Líbano

Apesar do anúncio de acordo entre EUA e Irã, que incluiria um cessar-fogo também no Líbano, o Exército Libanês pediu que os moradores do Sul do país não retornem ainda às suas residências devido ao risco de violações do acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta segunda-feira, que desconhece os termos do acordo entre Irã e EUA em relação ao programa nuclear de Teerã, apontado por Israel e EUA como principal justificativa para atacar o Irã.

"Permaneceremos na zona tampão de segurança do Líbano pelo tempo que for necessário", disse Netanyahu em coletiva de imprensa, segundo o jornal The Jerusalem Post.

O Hezbollah, por sua vez, parabenizou o Irã pelo memorando de entendimento com os EUA.

“Afirmamos que o que foi alcançado é um prelúdio para completar o caminho da plena libertação de nossa terra, o retorno de nossos prisioneiros à sua pátria e famílias, o retorno de todo o povo, especialmente os moradores das aldeias da linha de frente”, disse comunicado do grupo divulgado pela TV Al Manar, ligada ao grupo xiita.

Guerra no Líbano

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março deste ano, foram mortas no país 3,7 mil pessoas e 11,7 mil ficaram feridas. Os dados são do Ministério da Saúde do Líbano.

A atual fase do conflito entre Israel e Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o Norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a Defesa israelense.

Após mais de um ano de troca de ataques, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benajmin Netanyahu, em novembro de 2024, após a morte de importantes lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, que evitava reagir. Com o início da guerra no Irã, o Hezbollah retomou os ataques contra Israel alegando legítima defesa e resposta à violação do cessar-fogo vigente.

O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

  •  

Guerra no Oriente Médio elevou custos de transporte para 95% da indústria brasileira

O impacto da guerra no Oriente Médio chegou à indústria brasileira. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao qual a reportagem teve acesso, mostra que 95% das empresas do setor industrial registraram algum aumento dos custos de transporte de mercadorias no primeiro trimestre de 2026. Além disso, 56% das companhias relataram alta elevada nos gastos com frete, seguro e logística.

Segundo o relatório, o cenário é reflexo da escalada dos conflitos entre Estados Unidos, Irã e Israel, iniciados em 28 de fevereiro. A crise levou ao fechamento do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.

Entre as empresas que registraram aumento nas despesas de transporte, 52% apontaram relação direta com os conflitos na região. Outros 35% consideram essa associação moderada. Apenas 5% afirmam que a alta dos custos não tem ligação com a guerra.

A pesquisa da CNI foi realizada entre 16 de abril e 5 de maio e ouviu 145 empresas de todos os portes, distribuídas por 31 setores industriais em todas as regiões do país. O levantamento buscou medir os impactos do choque internacional do petróleo sobre as operações das companhias e avaliar a percepção do setor em relação às medidas adotadas pelo governo federal.

O efeito foi mais intenso entre empresas ligadas ao comércio exterior. Seis em cada dez exportadoras afirmaram que o aumento dos custos está fortemente associado ao conflito, enquanto 37% apontaram impacto moderado. Entre as importadoras, a percepção foi semelhante.

Os dados também mostram que a elevação dos preços do petróleo atingiu diferentes modais logísticos. No transporte marítimo nacional, 40% das empresas registraram forte aumento de custos e 50% relataram alta moderada. Já no transporte marítimo internacional, 54% apontaram forte aumento e 38%, crescimento moderado.

No transporte rodoviário nacional, principal modal utilizado no Brasil, 54% das empresas registraram forte elevação dos custos, enquanto 41% relataram aumento moderado. No transporte rodoviário internacional, 42% apontaram forte aumento e 56% observaram alta moderada.

Petróleo mais caro pressiona logística e inflação

A média trimestral do petróleo Brent passou de US$ 63,10 por barril no quarto trimestre de 2025 para US$ 78,10 no primeiro trimestre de 2026, período marcado pelo início da crise entre Estados Unidos, Irã e Israel. Em março, durante o auge das tensões, a cotação chegou a superar US$ 113 por barril.

Na semana passada, o barril fechou em US$ 87,33 após uma queda impulsionada pelas expectativas de um acordo que poderia resultar na reabertura do Estreito de Hormuz, corredor marítimo por onde circulam entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo.

Como os combustíveis representam um dos principais componentes do transporte de cargas, a alta foi rapidamente repassada para toda a cadeia logística, elevando os custos de produção e distribuição no Brasil. O movimento acaba pressionando os preços ao consumidor e contribuindo para o avanço da inflação.

A alimentação no domicílio registrou alta de 1,65% em maio, segundo dados do IBGE. Trata-se do maior índice para o mês desde 2008, quando a variação foi de 2,27%.

Embora a guerra seja apontada como o principal fator por trás do aumento dos fretes, as empresas também citam problemas estruturais do país. A tributação sobre o transporte foi mencionada por 36% dos entrevistados, enquanto os custos de fornecedores apareceram em 26% das respostas. Questões relacionadas à mão de obra foram citadas por 24% das empresas.

A CNI também avaliou a reação do setor às medidas anunciadas pelo governo federal em março para reduzir os impactos da disparada do petróleo. Entre as ações estão o subsídio ao diesel, a desoneração temporária de PIS/Pasep e Cofins sobre o combustível e a criação de uma alíquota de 12% de Imposto de Exportação sobre as vendas externas de petróleo bruto, com o objetivo de ampliar a oferta interna.

Apesar disso, a percepção predominante entre os empresários é de baixa efetividade. Para 54% dos entrevistados, as medidas terão pouco impacto na redução dos custos de transporte nos próximos meses. Outros 16% classificam as iniciativas como ineficazes. Apenas 3% acreditam que elas serão efetivas.

Entre os motivos apontados estão as dúvidas sobre a capacidade fiscal do governo para manter os incentivos por um período prolongado, o receio de aumento da carga tributária no futuro e a concentração do mercado de combustíveis, que pode limitar o repasse dos benefícios aos preços finais. (FOLHAPRESS/ANDRÉ BORGES)

The post Guerra no Oriente Médio elevou custos de transporte para 95% da indústria brasileira appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

Líderes internacionais elogiam acordo EUA-Irã e cobram sua implementação

Lideranças internacionais elogiaram a conclusão do acordo entre os Estados Unidos e o Irã neste domingo, 14. "Congratulo calorosamente os EUA e o Irã por terem alcançado um acordo de paz que prevê um cessar-fogo imediato e permanente, a reabertura do Estreito de Ormuz, bem como uma estrutura para novas negociações. Isso representa um passo crucial rumo à solução pacífica do conflito", disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterrez, em seu perfil no X.

Na mesma linha, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que apela "à implementação rápida e completa do acordo por todos os beligerantes". A guerra teve início no final de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã. O Líbano foi tragado para o conflito, após o Hezbollah, grupo libanês aliado ao Irã, alvejar Israel em retaliação. Desde então, Israel invadiu o Sul do Líbano e vem bombardeando continuamente posições no país vizinho.

"Este acordo deve permitir a reabertura urgente e incondicional do Estreito de Ormuz, que a missão internacional estabelecida pela França com o Reino Unido está pronta para acompanhar", disse Macron.

De modo semelhante, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o acordo anunciado neste domingo "é um passo muito importante rumo ao fim da guerra, à garantia de estabilidade para a região do Oriente Médio e para a reabertura do Estreito de Ormuz".

"Este acordo abre também o caminho para uma negociação global em prol da paz e da segurança de todos no Oriente Médio. Esta deverá permitir responder às preocupações relacionadas aos programas nuclear e balístico do Irã, bem como à sua política de desestabilização regional", acrescentou Macron.

Da mesma forma, Starmer destacou que deve ser dada especial atenção à adoção do acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz - e que ele permaneça aberto - e que "elementos detalhados do acordo nuclear sejam finalizados". "Nós estamos prontos para apoiar as conversas técnicas que vão começar agora", declarou.

Programa nuclear

Em comunicado conjunto, os governos da França, Reino Unido, Alemanha e Itália disseram que "este é um momento de oportunidade para restabelecer a estabilidade regional e estabilizar a economia mundial".

"A reabertura urgente do Estreito de Ormuz, com liberdade de navegação incondicional e sem restrições, é indispensável. Comprometemo-nos a desempenhar nosso papel para que isso aconteça - em conformidade com nossas respectivas exigências constitucionais - inclusive por meio de uma missão estritamente defensiva e independente destinada a tranquilizar o tráfego comercial e a conduzir operações de retirada de minas", diz o comunicado.

O documento acrescenta que "o Irã nunca deve ter uma arma nuclear". "Estamos prontos para trabalhar com os Estados Unidos, o Irã e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) com esse objetivo. Estamos dispostos a suspender as sanções relevantes em resposta a medidas claras e verificáveis por parte do Irã relacionadas ao seu programa nuclear", destacam os governos no comunicado.

© Reprodução do X / @ONU_fr

"Representa um passo crucial", disse António Guterrez
  •  

Estados Unidos e Irã: o que já se sabe sobre o acordo de paz entre os países

Os Estados Unidos anunciaram, neste domingo (14), um acordo de paz para colocar fim aos mais recentes desentendimentos belicosos com o Irã e aliados do Oriente Médio. O tratado foi desenhado em duas etapas: um cessar-fogo militar imediato e uma janela técnica para resolver os problemas de longo prazo. Os pontos principais incluem negociações que ainda estão sendo fechadas, com condições impostas por ambos os lados. Veja a seguir alguns pontos divulgados informalmente pela mídia local. 

Cessação imediata e permanente de todas as ações militares diretas entre as forças dos EUA e do Irã. O pacto estabelece explicitamente que o cessar-fogo se estende aos teatros de guerra regionais, incluindo uma trégua nos combates no Líbano envolvendo o grupo Hezbollah.

Os Estados Unidos oficializaram a suspensão imediata do bloqueio naval que mantinham sobre os portos comerciais iranianos, permitindo que o país volte a escoar sua produção e receba suprimentos.

A assinatura do memorando abre formalmente um prazo de 60 dias para negociações técnicas profundas sobre o programa nuclear do Irã. A pauta prioritária será o destino dos estoques iranianos de urânio altamente enriquecido e o recolhimento de resíduos.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou internamente que o acordo foi redigido sob uma "atmosfera de contínua desconfiança" mútua, funcionando mais como um freio de emergência pragmático do que como um reatamento de amizade diplomática.

Como funcionará a reabertura do Estreito de Ormuz?

A interrupção do tráfego marítimo no estreito disparou os preços globais de energia nas últimas semanas. A normalização da via seguirá as seguintes diretrizes:

Donald Trump emitiu um comunicado ordenando que o estreito opere de forma totalmente livre de pedágios ou taxas de passagem criadas durante o conflito. O lema publicado pelo governo americano foi direto: "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir".

O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que o processo de reabertura física começa imediatamente. Contudo, para que navios petroleiros comerciais voltem a transitar em segurança total, as marinhas precisarão limpar as minas navais e remover ameaças remanescentes. O Pentágono estima que o ambiente estará 100% livre e seguro em até 30 dias, desde que o Irã colabore ativamente na segurança local.

A mídia estatal de Teerã pontuou que o fluxo de tráfego marítimo nas águas do Golfo voltará a ocorrer "sob arranjos organizacionais iranianos", respeitando as fronteiras marítimas que já existiam antes da escalada da guerra.

Mediadores paquistaneses e catarianos garantem que os governos de Washington e Teerã mantiveram a palavra para o protocolo que ocorrerá na Suíça.

© REPRODUÇÃO

Estreito de Ormuz é um dos pontos centrais do acordo entre EUA e Irã
  •  

Diplomacia histórica: entenda o conflito dos EUA e Irã ao longo do tempo

O anúncio de um acordo de paz definitivo entre os Estados Unidos e o Irã — mediado pelo Paquistão e com assinatura oficial marcada para o próximo dia 19 de junho, na Suíça — põe fim imediato às operações militares diretas que vinham escalando de forma alarmante. Mais do que encerrar os embates recentes e reabrir o vital Estreito de Ormuz, o tratado tenta virar a página de quase cinco décadas de uma das rivalidades mais profundas e perigosas da geopolítica moderna. Para entender o peso histórico deste momento, confira a cronologia dos principais pontos de ruptura que moldaram o conflito entre Washington e Teerã até a atualidade.

O Histórico do conflito

1953 | O Golpe de Estado (Operação Ajax): A CIA (agência de inteligência norte-americana) e o serviço secreto britânico orquestram a derrubada do primeiro-ministro iraniano democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo do país. O poder é devolvido ao xá Mohammad Reza Pahlavi, transformando o Irã em um forte aliado ocidental, mas gerando um profundo ressentimento popular contra os EUA.

1979 | A Revolução Islâmica e a Crise dos Reféns: O xá é deposto e o aiatolá Ruhollah Khomeini assume o poder, instituindo uma teocracia xiita e rotulando os EUA como o "Grande Satã". Em novembro, estudantes islâmicos invadem a embaixada americana em Teerã, mantendo 52 americanos como reféns por 444 dias.

1980 | Ruptura Diplomática e Guerra Irã-Iraque: Washington rompe formalmente os laços diplomáticos com Teerã e passa a apoiar implicitamente (e depois explicitamente) o Iraque de Saddam Hussein na longa e sangrenta guerra contra o Irã (1980-1988).

1988 | A Tragédia do Voo 655 da Iran Air: No auge da "Guerra dos Petroleiros" no Golfo Pérsico, o navio de guerra norte-americano USS Vincennes abate por engano um avião comercial iraniano, matando todas as 290 pessoas a bordo. O episódio solidifica a desconfiança mútua.

2002 | O "Eixo do Mal" e a Questão Nuclear: O presidente George W. Bush inclui o Irã no chamado "Eixo do Mal" (junto com Iraque e Coreia do Norte). No mesmo ano, revelações sobre instalações secretas de enriquecimento de urânio dão início à crise internacional sobre o programa nuclear iraniano, resultando em duras sanções econômicas globais.

2015 | O Acordo Nuclear (JCPOA): Sob a gestão de Barack Obama, o Irã e as potências mundiais assinam o Plano de Ação Conjunto Global. O Irã aceita limitar drasticamente seu programa nuclear em troca do alívio das sanções econômicas, marcando o maior momento de relaxamento de tensões em décadas.

2018 | A Política de "Pressão Máxima": Donald Trump retira unilateralmente os EUA do acordo nuclear e restabelece sanções econômicas severas e asfixiantes contra o Irã, paralisando a economia do país persa. Teerã responde retomando gradualmente o enriquecimento de urânio acima dos limites permitidos.

2020 | O Assassinato de Qasem Soleimani: Um ataque de drone ordenado por Trump mata o principal general do Irã, Qasem Soleimani, em Bagdá. O Irã retalia com ataques de mísseis contra bases americanas no Iraque, levando os dois países à beira de uma guerra aberta.

2025–2026 | Escalada Direta e Bloqueio de Ormuz: Após meses de hostilidades indiretas regionalizadas envolvendo milícias apoiadas pelo Irã e forças americanas/israelenses, o cenário evolui para confrontos militares diretos no início de 2026. O Irã impõe um bloqueio rigoroso ao Estreito de Ormuz, sufocando o comércio global de energia.

O que muda com o acordo atual?

O pacto alcançado neste fim de semana prevê não apenas o cessar-fogo permanente e a suspensão do bloqueio naval americano, mas estabelece uma janela crítica de 60 dias para que equipes técnicas finalizem os termos de desarmamento, a destinação do urânio altamente enriquecido do Irã e o cronograma de alívio definitivo das sanções financeiras.

A assinatura no dia 19 de junho representa o esforço mais contundente do século XXI para encerrar o ciclo de retaliações e redesenhar a arquitetura de segurança do Oriente Médio.

Embora o texto completo do Memorando de Entendimento (MoU) só vá a público na cerimônia oficial de assinatura do dia 19 de junho, na Suíça, os mediadores e as lideranças dos dois países já detalharam os termos centrais e o modelo de reabertura da rota de energia mais sensível do planeta.

© VAHID SALEMI / ESTADÃO CONTEÚDO

Acordo põe fim imediato às operações militares diretas que vinham escalando de forma alarmante
  •  

Paquistão anuncia acordo de paz entre os EUA e o Irã

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou neste domingo, 14, que os Estados Unidos e o Irã chegaram ao que ele chamou de Acordo de Paz, que inclui um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano.

"As duas partes declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano", explicou Sharif em uma mensagem publicada nas redes sociais.

A cerimônia oficial de assinatura do acordo será na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, indicou Sharif, que aproveitou para expressar sua gratidão aos Estados Unidos e ao Irã "por seu compromisso em alcançar uma solução diplomática para o conflito"

"Também queremos destacar nossos irmãos na mediação", assinalou Sharif, referindo-se assim ao Catar "por seu apoio para alcançar este acordo", à Arábia Saudita por sua "liderança visionária" e à Turquia "por suas imensas contribuições".

Agora, os mediadores promoverão uma série de reuniões que serão realizadas ainda esta semana. "Esses contatos de pré-implementação estabelecerão as bases para as conversas técnicas e a cerimônia oficial de assinatura", explicou.

© ALI MOHAMMADI / divulgação

Estados Unidos e Irã assumiram compromisso em "alcançar uma solução diplomática para o conflito"
  •  

Por qué el papa habla sobre la inmigración pero no critica a Israel por los ataques a cristianos en Oriente Medio

El papa León XIV en su encuentro con inmigrantes en Canarias

Durante los seis días que ha estado en España, León XIV ha dejado mensajes contundentes relacionados con cuestiones políticas. De la defensa de la dignidad de los inmigrantes en pleno debate por la regularización extraordinaria y la "prioridad nacional" a sus críticas al aborto, algunos de los discursos papales han levantado ampollas en ambos lados del espectro ideológico español. Sin embargo, el santo padre se ha mantenido al margen de otros asuntos que han tenido relevancia en nuestro país los últimos meses. Decisiones que tienen mucho más que ver con la estrategia diplomática vaticana que con un deseo de pronunciarse sobre asuntos internos en nuestro país.

La cercanía de Pedro Sánchez al papa durante su visita no ha sido casual. El presidente del Gobierno ha querido exhibir sintonía con el pontífice en un momento crítico para los socialistas, cercados por los casos de corrupción y contra el entorno íntimo de Sánchez. Así, le ha venido bien poder anotarse un tanto con los mensajes de León XIV a favor de la paz, obviando otros aspectos más incómodos de su discurso. Pero las críticas a la escalada bélica del santo padre, de las que el Ejecutivo también ha hecho gala durante meses, no se traducen en una correspondencia absoluta con las posturas del Gobierno sobre la guerra en Oriente Medio.

En el caso del papa, León XIV ha evitado pronunciarse de una forma tan abierta como lo hacía Francisco sobre la situación en Gaza, donde la única parroquia católica ha sido bombardeada en más de una ocasión, o el Líbano, donde el Ejército israelí ataca y humilla a las comunidades cristianas del sur del país. Un "silencio nominal" que no se traduce en una falta de interés, remarca el vaticanista chileno Luis Badilla. Para el experto, la actitud del nuevo pontífice tiene que ver con un deseo por dar un lavado de cara a la diplomacia de la Santa Sede, que fue eclipsada por la figura de Francisco durante la anterior etapa.

Un silencio que podría romperse

"El papa tiene que dibujar una línea fina en esta clase de conflictos porque es importante para la práctica política del Vaticano desde el siglo XX", explica Miles Pattenden, de la Universidad de Oxford. En este sentido, el caso de Francisco, que llamaba todos los días al sacerdote de la parroquia de Gaza, fue una desviación de la actitud habitual de la Santa Sede, que busca mantener la neutralidad en este tipo de situaciones. De hecho, el historiador recuerda que Francisco recibió numerosas críticas desde diversos sectores dentro del catolicismo. Tampoco gustó a Israel, que permaneció callado tras la muerte del pontífice.

No puede parecer que toma partido por uno de los bandos en el conflicto, porque entonces las personas que apoyan a la otra parte podrían descartar todo lo que dice

MILES PATTENDEN

Según Pattenden, León XIV trata de evitar una línea tan confrontativa. Aun así, cree que si los ataques contra las comunidades cristianas en el Líbano se intensifican, el papa podría verse interpelado a adoptar una postura más contundente contra Israel. El caso libanés es especialmente sangrante, porque se trata de un país donde alrededor del 40% de la población es cristiana.

Una postura que comparte Badilla, que ve poco probable que el Vaticano no tenga una política precisa respecto al conflicto en el Líbano. Más aún teniendo en cuenta que la estructura constitucional del país da un rol preciso a los cristianos: "Siguen siendo fundamentales".

León XIV no hablaba solo para España

Pese al incremento de la presión sobre los creyentes cristianos en el país árabe, España no era el escenario adecuado para hablar sobre el conflicto en Oriente Medio. A pesar del apoyo del Gobierno y la opinión pública a la causa palestina, y la correspondiente crítica a las acciones de Israel en la región. Aunque un mensaje así podría haber sido bien recibido en nuestro país, en otras partes podría haber resultado más incómodo, como le sucedía a Francisco.

León XIV ha visitado España, pero sabía que sus palabras aquí serían escuchadas en todo el mundo. Así, no ha hablado solo para los españoles, sino para el conjunto de cristianos repartidos por el mundo. Y, aunque su mensaje a favor de la inmigración se haya interpretado como uno dirigido a los políticos nacionales, el papa quería dar una lección a todo aquel que prestase atención. "Quizás en España se ha comentado como una cuestión interna, pero el rechazo a los inmigrantes se produce en todo el mundo", explica Pattenden.

Francisco tenía el problema de llevar cualquier planteamiento, cualquiera proposición a su persona, a su biografía y a su historia personal

LUIS BADILLO

Así, el papa no ha venido a España a hablar de los temas que interesan a los españoles, sino de su agenda como líder espiritual en un nivel general. Y por mucho que le preocupen los cristianos en el Líbano, debe ser muy cauteloso a la hora de abordar el conflicto. "No puede parecer que toma partido por uno de los bandos en el conflicto, porque entonces las personas que apoyan a la otra parte podrían descartar todo lo que dice", resume el historiador de Oxford. Esto pesa más para el santo padre que el hipotético apoyo que hubiesen podido encontrar sus palabras en España.

Un nuevo estilo de diplomacia

Esta actitud comedida de León XIV se enmarca en un esfuerzo por eliminar el personalismo de la figura del papa de la política internacional vaticana. "Francisco tenía el problema de llevar cualquier planteamiento, cualquiera proposición a su persona, a su biografía y a su historia personal", señala Badilla. En este sentido, apunta a que la versión mediática del papa argentino creó la idea de que el pontífice "siempre tiene que hacer escándalos o estar en primera página".

El nuevo papa ha restituido el papel central del personal diplomático de la Santa Sede y a sus embajadores por todo el mundo, que en los últimos años "no venían considerados como correa de transmisión importante para llevar y traer mensajes". Así, el experto vaticano señala que no se trata de que León XIV no quiera hablar sobre Oriente Medio o no le preocupe la situación allí, sino que ha decidido no centrar todo el discurso en el que él opina.

  •  

Memorando de entendimento EUA-Irã exige saída de Israel do Líbano, diz Hezbollah à Al Jazeera

O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã exige a saída de Israel do território libanês, afirmou o membro do Hezbollah, Hussein Hajj Hassan, à Al Jazeera. A presença do Líbano nos termos do acordo foi confirmada também pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

Hassan afirmou à agência de notícias árabe que o Hezbollah não vai aceitar "o retorno ao status quo" anterior aos ataques israelenses no início de março, declarando que Israel "não tem o direito de permanecer" em território libanês. O Irã declarou "claramente" que o Líbano está incluído no memorando de entendimento com os EUA, disse Hassan.

Araghchi confirmou o relato e afirmou que o acordo deve declarar o fim da guerra em todas as frentes. "O fim da guerra no Líbano significa a retirada de Israel das áreas ocupadas", frisou, em entrevista à TV estatal do Irã no fim da tarde desta sexta-feira 12.

Durante a tarde, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que os compromissos assumidos devem ser cumpridos, em uma publicação no X. "Sem 'se', sem 'mas', sem desculpas. Para o negócio fechado que temos pela frente, não há outro caminho".

Fontes da Agência Reuters vazaram mais cedo o que seriam trechos do acordo firmado. Os Estados Unidos concordariam em fornecer imediatamente bilhões de dólares em ativos descongelados ao Irã. Além disso, as sanções às exportações de petróleo iraniano seriam suspensas. Em contrapartida, o Irã suspenderia o bloqueio ao Estreito de Ormuz, via marítima que esteve praticamente fechada desde o início do conflito.

Qualquer discussão sobre as exigências americanas relativas ao programa nuclear iraniano seria adiada por 60 dias para negociações de um acordo final. 

Versões preliminares do documento também indicam que as principais concessões dos EUA incluiriam a discussão de centenas de bilhões de dólares em potenciais reparações de guerra para Teerã.

© ALI MOHAMMADI / divulgação

Presença do Líbano nos termos do acordo foi confirmada por líder iraniano
  •  

Trump anuncia avanço em acordo com Irã, mas Teerã evita falar em fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) que o confronto com o Irã estaria chegando ao fim após, segundo ele, obter garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares. A fala, porém, foi recebida com cautela pelo governo iraniano, que negou qualquer desfecho definitivo para a crise.

As negociações entre os dois países avançam em torno de um possível memorando de entendimento dividido em etapas. A primeira prevê a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz em até 30 dias. Já a segunda abriria um período de cerca de dois meses para discutir um novo acordo nuclear.

Trump chegou a afirmar que o documento pode ser assinado já nos próximos dias. Apesar disso, representantes iranianos ressaltaram que ainda não há uma decisão final sobre os termos apresentados.

Especialistas avaliam que o cenário atual representa mais uma ampliação da trégua existente do que propriamente o encerramento do conflito. Segundo analistas, diversos pontos seguem sem consenso entre as partes.

 Trump afirma que um acordo com o Irã está próximo, mas negociações ainda enfrentam divergências | Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Entre os principais obstáculos estão a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos, o apoio a grupos armados aliados na região e a exigência de acesso a parte dos recursos financeiros bloqueados pelos Estados Unidos como condição para avançar nas negociações.

Além dos desafios diplomáticos, Trump enfrenta pressão dentro dos próprios Estados Unidos. O aumento dos preços dos combustíveis, a alta da inflação e a proximidade das eleições legislativas ampliam a cobrança por uma solução rápida para a crise.

No cenário regional, Israel também segue como peça central nas tratativas. O governo de Benjamin Netanyahu mantém posições consideradas sensíveis para um acordo mais amplo, especialmente em relação à atuação de grupos armados no Líbano e na região.

The post Trump anuncia avanço em acordo com Irã, mas Teerã evita falar em fim da guerra appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

EUA lançam novos ataques contra Irã; forças iranianas fecham Ormuz

Logo Agência Brasil

Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.

"Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã", disse o Comando Central das Forças Armadas em uma publicação na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 0h45 em Teerã.

Notícias relacionadas:

Os ataques são o mais recente desdobramento em uma escalada de investidas que ameaçam reacender uma guerra em grande escala, interrompida no início de abril, quando os dois lados concordaram com um frágil cessar-fogo.

Uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, informou a agência de notícias iraniana Mehr.

Trump havia dito mais cedo a jornalistas nesta quarta-feira na Casa Branca: "Vamos atacá-los, atacá-los com muita força."

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse posteriormente durante uma visita ao Comando Central na Flórida que os ataques "devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática".

"Vamos atacá-los com força nesta noite, e esperamos que o Irã tome uma boa decisão", disse. "Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas."

Os Estados Unidos e o Irã trocaram tiros diversas vezes desde a vigência do cessar-fogo provisório, mesmo com as tentativas frustradas dos negociadores de pôr fim à guerra que já dura três meses. Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, embora não haja sinais de avanços significativos, além de ameaçar retomar os bombardeios.

Na terça-feira, as Forças Armadas dos EUA atacaram sistemas de defesa aérea e radares ao redor do Estreito de Ormuz, após um helicóptero de ataque norte-americano ser abatido próximo à estratégica via navegável na segunda-feira. O Irã respondeu com mísseis e drones a bases dos EUA na Jordânia, Kuweit e Bahrein. Uma autoridade norte-americana afirmou que não houve danos significativos.

O Irã acusou os EUA de atacar reservatórios que abasteciam 10 aldeias com água potável e de violar o direito internacional.

"Isto não é dano colateral -- é um crime de guerra premeditado e uma violação flagrante dos direitos humanos", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghei.

O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump, que já ameaçou destruir a infraestrutura civil do Irã, não disse se os próximos ataques teriam como alvo usinas de energia e pontes.

Em resposta, o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, alertou que "a guerra não se limitará à região".

Apesar da linguagem beligerante de ambos os lados, houve sinais de continuidade dos esforços diplomáticos.

Uma delegação do Catar, que tem atuado como mediadora entre os Estados Unidos e o Irã, desembarcou em Teerã nesta quarta-feira para discutir os últimos acontecimentos, informou a mídia iraniana.

* Reportagem de Menna Alaa El Din, Ahmed Tolba e Yomna Ehab

* É proibida a reprodução deste conteúdo

  •  

EUA lançam novos ataques contra Irã; forças iranianas fecham Ormuz

Logo Agência Brasil

Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.

"Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã", disse o Comando Central das Forças Armadas em uma publicação na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 0h45 em Teerã.

Notícias relacionadas:

Os ataques são o mais recente desdobramento em uma escalada de investidas que ameaçam reacender uma guerra em grande escala, interrompida no início de abril, quando os dois lados concordaram com um frágil cessar-fogo.

Uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, informou a agência de notícias iraniana Mehr.

Trump havia dito mais cedo a jornalistas nesta quarta-feira na Casa Branca: "Vamos atacá-los, atacá-los com muita força."

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse posteriormente durante uma visita ao Comando Central na Flórida que os ataques "devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática".

"Vamos atacá-los com força nesta noite, e esperamos que o Irã tome uma boa decisão", disse. "Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas."

Os Estados Unidos e o Irã trocaram tiros diversas vezes desde a vigência do cessar-fogo provisório, mesmo com as tentativas frustradas dos negociadores de pôr fim à guerra que já dura três meses. Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, embora não haja sinais de avanços significativos, além de ameaçar retomar os bombardeios.

Na terça-feira, as Forças Armadas dos EUA atacaram sistemas de defesa aérea e radares ao redor do Estreito de Ormuz, após um helicóptero de ataque norte-americano ser abatido próximo à estratégica via navegável na segunda-feira. O Irã respondeu com mísseis e drones a bases dos EUA na Jordânia, Kuweit e Bahrein. Uma autoridade norte-americana afirmou que não houve danos significativos.

O Irã acusou os EUA de atacar reservatórios que abasteciam 10 aldeias com água potável e de violar o direito internacional.

"Isto não é dano colateral -- é um crime de guerra premeditado e uma violação flagrante dos direitos humanos", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghei.

O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump, que já ameaçou destruir a infraestrutura civil do Irã, não disse se os próximos ataques teriam como alvo usinas de energia e pontes.

Em resposta, o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, alertou que "a guerra não se limitará à região".

Apesar da linguagem beligerante de ambos os lados, houve sinais de continuidade dos esforços diplomáticos.

Uma delegação do Catar, que tem atuado como mediadora entre os Estados Unidos e o Irã, desembarcou em Teerã nesta quarta-feira para discutir os últimos acontecimentos, informou a mídia iraniana.

* Reportagem de Menna Alaa El Din, Ahmed Tolba e Yomna Ehab

* É proibida a reprodução deste conteúdo

  •  

Trump prevê acordo entre Irã e Israel em poucos dias e fala em reabertura de Ormuz

Donald Trump declarou nesta terça-feira (9) que as negociações para encerrar o conflito entre Irã e Israel estão próximas de um desfecho. Segundo o presidente dos Estados Unidos, um entendimento entre as partes poderá ser concluído em até três dias, abrindo caminho para a retomada da circulação no Estreito de Ormuz e para novas garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Ao conversar com jornalistas após acompanhar as finais da NBA, Trump afirmou que as duas nações aceitaram interromper os ataques recentes após uma nova rodada de confrontos registrada nos últimos dias. De acordo com ele, os avanços ocorreram com participação direta da diplomacia americana.

Presidente dos EUA diz que acordo prevê reabertura do Estreito de Ormuz | Foto: Tom Williams/Getty Images

O republicano também declarou estar confiante de que as negociações caminham para um resultado positivo e disse não enxergar obstáculos significativos para a assinatura do acordo. Mesmo com o otimismo, destacou que as restrições impostas pelos Estados Unidos aos portos iranianos permanecem em vigor.

Um dos pontos centrais das conversas, segundo Trump, é impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear. Ele afirmou que o eventual acordo incluirá mecanismos para evitar esse cenário e contribuirá para reduzir a instabilidade na região.

Apesar das declarações, o momento segue delicado. Irã e Israel suspenderam temporariamente as ofensivas mútuas após uma escalada recente de violência, mas autoridades iranianas já sinalizaram que novos ataques poderão ocorrer caso operações militares israelenses continuem no sul do Líbano.

The post Trump prevê acordo entre Irã e Israel em poucos dias e fala em reabertura de Ormuz appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

A seleção iraniana chegou ao México na madrugada deste domingo (7) para a disputa da Copa do Mundo. O torneio será realizado em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em fevereiro, a delegação do país conseguiu mudar sua base durante a Copa.

Inicialmente os iranianos ficariam hospedados no Arizona, nos Estados Unidos. Nos últimos dias, ficou acertada a mudança para a cidade de Tijuana, no México. A seleção do Irã, no entanto, vai jogar as três partidas da primeira fase nos EUA.

Notícias relacionadas:

Seus dois primeiros jogos serão perto de Los Angeles; contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Depois, no dia 26 de junho, enfrentará o Egito em Seattle.

Esta é a primeira Copa do Mundo desde a sua criação, em 1930, na qual a nação anfitriã receberá um país com o qual está em guerra. A recepção, no entanto, não é calorosa nem amigável. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão de vistos à agência Reuters, destacando a concessão do documento “aos atletas e à equipe de apoio necessária”.

“Não permitiremos que a seleção iraniana abuse desse sistema para levar terroristas para os EUA sob falsos pretextos”, acrescentou o funcionário do governo estadunidense.
 

FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo
Seleção iraniana de futebol - Foto: Reuters/Umit Bektas/Arquivo/Proibida reprodução

Vistos limitados

O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, se queixou da obrigação da seleção de seu país precisar viajar para os Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas na Copa do Mundo. Isso ocorreu em virtude da limitação imposta nos vistos concedidos a jogadores e comissão técnica do Irã.

Pasandideh entende que a obrigatoriedade imposta pelos EUA poderá trazer prejuízo físico à seleção iraniana.

“Viajar por tanto tempo, indo e voltando em voos, deixará os jogadores cansados. Os problemas de coordenação e perda de tempo poderão afetar a performance da nossa seleção”, disse ele em coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que a própria presença da seleção de seu país na Copa, enquanto o Irã segue sob ataque militar estadunidense, mostra a intenção pacífica de seus compatriotas. “Levando em conta que nosso país está sob ataque, para mostrar que viemos pela paz, nós trouxemos nosso time.”

Nem toda a delegação, no entanto, tem sua presença garantida no mundial. Vários membros da seleção iraniana não receberam vistos, incluindo “membros importantes da gerência e da administração”, de acordo com a federação de futebol do Irã, que acusou os EUA de não cumprirem suas obrigações como anfitriões e de violarem as normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Pasandideh afirmou que 15 dos 70 membros do grupo que chegaram a Tijuana neste domingo não receberam vistos para entrar nos EUA.

*Com informações da agência Reuters

  •  
❌