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Recém-nascido abandonado em floresta em França. Mãe de 19 anos acusada

Uma jovem de 19 anos foi acusada de tentativa de homicídio em França após alegadamente abandonar o filho recém-nascido numa floresta. O bebé foi encontrado vivo, nu e com o cordão umbilical à volta do pescoço, depois de um alerta dado às autoridades.

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

Notícias relacionadas:

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

Notícias relacionadas:

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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Cientistas do IPMA investigam verme marinho que tem potencial para nutracêutica, cosmética e farmacêutica

Há um organismo marinho pouco estudado, mas com presença relevante nas águas costeiras nacionais, nomeadamente no estuário do rio Mira, que, pela sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória), pode ser alvo de valorização e aplicações futuras em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico.

Trata-se do vermetídeo Vermetus triquetrus, que foi alvo de investigação por parte de uma equipa de investigadores do IPMA, no âmbito do projeto MAR2030 Genemare_Portugal, que visa a implementação de um repositório biológico da biodiversidade marinha das águas portuguesas, um bio-banco azul para o futuro.

Os André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra publicaram um artigo pioneiro sobre o vermetídeo Vermetus triquetrus, «um gastrópode séssil que forma recifes e tem uma presença relevante na costa nacional (no presente artigo foram estudados espécimes do Estuário do Mira), mas negligenciado pela comunidade científica», salienta o IPMA.

O artigo visou aspetos da composição bioquímica do organismo e da sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória) e diferenciou entre as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto (head-foot).

Sul Informação
Vermetus triquetrus

O artigo intitulado “Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource” foi publicado no passado dia 28 de maio na prestigiada revista científica da área, Marine Biotechnology, e, segundo o IPMA, «suscitou grande interesse e significativa repercussão dada a novidade de um estudo sobre este organismo».

O interesse pelo estudo foi também reforçado pelos resultados obtidos, «que mostraram elevados níveis de atividade biológica e permitiram identificar o V. triquetrus como uma fonte de compostos polifenólicos, especialmente no caso da massa visceral».

O artigo é de acesso livre e pode ser encontrado aqui: https://link.springer.com/article/10.1007/s10126-026-10632-3

Os investigadores do IPMA concluíram que, «dados os níveis de atividade biológica quantificados e os componentes presentes, não só se justifica um estudo mais aprofundado sobre a composição bioquímica e o refinamento das frações obtidas da biomassa, como também se pode procurar uma valorização e aplicações futuras destas frações em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico».

Este estudo «faz parte de um esforço de investigação mais amplo e de longo prazo, almejando a expansão das fronteiras do saber sobre a grande biodiversidade nas nossas águas e o aprofundamento do conhecimento sobre os diferentes grupos de organismos marinhos, indo dos microorganismos aos animais vertebrados e compreendendo as dimensões genómica, metabolómica e biotecnológica aplicada», explica o IPMA.

Tal esforço e desafio para o futuro só é possível no âmbito do projeto Genemare_Portugal “Biobanco Azul – Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos” – Projeto MAR2030 que financiou e suportou a todos os níveis a realização do estudo sobre o vermetídeo V. triquetrus.

Sul Informação
Vermetus triquetrus
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OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps

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Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.

A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.

Notícias relacionadas:

O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.

Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.

Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.

"Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.

“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.

O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.

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OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps

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Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.

A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.

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O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.

Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.

Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.

"Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.

“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.

O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.

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ADN-Madeira critica sistema de reservas nos percursos pedestres

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CQM volta a receber a iniciativa Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2026

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Homem baleado após ameaças com arma branca em Machico

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Governo recorrerá contra mudanças no Código Florestal, diz Capobianco

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (11) que vai recorrer a todas as ferramentas legais para tentar impedir que entrem em vigor as mudanças no Código Florestal que a Câmara dos Deputados aprovou em 19 de maio.

As novas normas ainda precisam ser aprovadas pelo Senado e sancionadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprová-las ou vetá-las, total ou parcialmente.

Notícias relacionadas:

“Estamos trabalhando para que o Senado inviabilize isto. Se não conseguirmos, vamos solicitar [ao presidente] que vete [as mudanças aprovadas na Câmara]”, disse Capobianco ao participar do Bom Dia, Ministro.

O programa é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e do Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“E se o veto [presidencial] for derrubado [por deputados federais e senadores], nós certamente recorreremos ao Supremo Tribunal Federal”, acrescentou Capobianco.

Para o ministro, a redação do Projeto de Lei nº 364/19 que a Câmara aprovou afrouxa as regras de proteção ambiental em biomas como Pantanal, Cerrado e Pampas, além de certas áreas da Amazônia e dos campos de altitude da Mata Atlântica.

“É um equívoco. [Uma decisão] absolutamente inconstitucional [..] E [se necessário] iremos ao STF questionar como, depois de um século de legislação bem-sucedida, o país resolve eliminar a proteção da diversidade de nossos biomas”, continuou o ministro.

Capobianco disse ainda ser “gravíssima” a decisão da Câmara de classificar como áreas rurais consolidadas os chamados campos gerais e nativos de todo o país.

Com a mudança, o corte de vegetação nessas áreas rurais poderá ser feito sem prévia autorização do órgão responsável ou medidas compensatórias, mesmo quando cobertas por vegetação campestre e reconhecidamente importantes para a proteção de espécies endêmicas, de nascentes e cabeceiras.

“Há diferentes características vegetais [...] mas a Câmara decidiu estabelecer uma norma de que só as florestas estarão protegidas, e que as demais vegetações não estarão”, criticou o ministro, destacando a importância do Código Florestal proteger toda a biodiversidade brasileira.

De acordo com Capobianco, o Brasil tem, hoje, uma das legislações ambientais mais avançadas do mundo, mas o Poder Público está sempre às voltas com fortes pressões políticas e econômicas de setores produtivos.

“Estamos avançando, aprimorando [a legislação], mas, infelizmente, em alguns momentos, temos retrocessos. Muitas vezes, para atender interesses setoriais. Temos negociado, dialogado permanentemente com o Congresso, mas, em alguns momentos, temos perdido [disputas]”, concluiu o ministro.

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Governo recorrerá contra mudanças no Código Florestal, diz Capobianco

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (11) que vai recorrer a todas as ferramentas legais para tentar impedir que entrem em vigor as mudanças no Código Florestal que a Câmara dos Deputados aprovou em 19 de maio.

As novas normas ainda precisam ser aprovadas pelo Senado e sancionadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que pode aprová-las ou vetá-las, total ou parcialmente.

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“Estamos trabalhando para que o Senado inviabilize isto. Se não conseguirmos, vamos solicitar [ao presidente] que vete [as mudanças aprovadas na Câmara]”, disse Capobianco ao participar do Bom Dia, Ministro.

O programa é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e do Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“E se o veto [presidencial] for derrubado [por deputados federais e senadores], nós certamente recorreremos ao Supremo Tribunal Federal”, acrescentou Capobianco.

Para o ministro, a redação do Projeto de Lei nº 364/19 que a Câmara aprovou afrouxa as regras de proteção ambiental em biomas como Pantanal, Cerrado e Pampas, além de certas áreas da Amazônia e dos campos de altitude da Mata Atlântica.

“É um equívoco. [Uma decisão] absolutamente inconstitucional [..] E [se necessário] iremos ao STF questionar como, depois de um século de legislação bem-sucedida, o país resolve eliminar a proteção da diversidade de nossos biomas”, continuou o ministro.

Capobianco disse ainda ser “gravíssima” a decisão da Câmara de classificar como áreas rurais consolidadas os chamados campos gerais e nativos de todo o país.

Com a mudança, o corte de vegetação nessas áreas rurais poderá ser feito sem prévia autorização do órgão responsável ou medidas compensatórias, mesmo quando cobertas por vegetação campestre e reconhecidamente importantes para a proteção de espécies endêmicas, de nascentes e cabeceiras.

“Há diferentes características vegetais [...] mas a Câmara decidiu estabelecer uma norma de que só as florestas estarão protegidas, e que as demais vegetações não estarão”, criticou o ministro, destacando a importância do Código Florestal proteger toda a biodiversidade brasileira.

De acordo com Capobianco, o Brasil tem, hoje, uma das legislações ambientais mais avançadas do mundo, mas o Poder Público está sempre às voltas com fortes pressões políticas e econômicas de setores produtivos.

“Estamos avançando, aprimorando [a legislação], mas, infelizmente, em alguns momentos, temos retrocessos. Muitas vezes, para atender interesses setoriais. Temos negociado, dialogado permanentemente com o Congresso, mas, em alguns momentos, temos perdido [disputas]”, concluiu o ministro.

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CCJ do Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece condições diferenciadas para a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de combate à endemia.

Protocolada em 2021, pelo então deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos-MT), com o apoio de outros parlamentares, a PEC nº 14/21 estipula que os agentes com 25 anos de exercício na atividade e de contribuição previdenciária possam se aposentar ao completar 57 anos de idade, no caso de mulheres, e 60 anos, no caso de homens.

Notícias relacionadas:

Além da aposentadoria especial, o texto reconhece que o exercício das duas funções é essencial e exclusivo de Estado, o que, na prática, limita a contratação de mão de obra terceirizada.

A proposta já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, com o aval da CCJ, que analisou a constitucionalidade da iniciativa, a matéria seguirá para o plenário do Senado, onde será discutida e votada em dois turnos. Se aprovada, a PEC também definirá uma assistência financeira da União para o custeio dos novos benefícios, que serão estendidos para agentes indígenas de saneamento e de saúde.

Relator do texto aprovado, o senador Irajá (PSD-TO) manifestou-se a favor do mérito da proposta, que classificou como “oportuna e socialmente justificada”. Em seu parecer, o parlamentar destacou - sobre os impactos financeiros para estados, municípios e União - que a PEC prevê “transições, estabelece assistência financeira complementar da União para compensar aumento de despesas nos regimes próprios e aporte ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social [RGPS], em razão das aposentadorias concedidas com fundamento na emenda”.  

“Esse desenho busca compatibilizar a valorização da categoria com a responsabilidade federativa na execução do SUS”, diz Irajá, no parecer.

A aprovação da PEC se soma a duas decisões do Senado, nesta quarta-feira, que impactam o Orçamento da União: a aprovação do uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos, em razão de conflitos geopolíticos internacionais, e ainda a aprovação de um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

*Com informações da Agência Senado

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CCJ do Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece condições diferenciadas para a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de combate à endemia.

Protocolada em 2021, pelo então deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos-MT), com o apoio de outros parlamentares, a PEC nº 14/21 estipula que os agentes com 25 anos de exercício na atividade e de contribuição previdenciária possam se aposentar ao completar 57 anos de idade, no caso de mulheres, e 60 anos, no caso de homens.

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Além da aposentadoria especial, o texto reconhece que o exercício das duas funções é essencial e exclusivo de Estado, o que, na prática, limita a contratação de mão de obra terceirizada.

A proposta já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, com o aval da CCJ, que analisou a constitucionalidade da iniciativa, a matéria seguirá para o plenário do Senado, onde será discutida e votada em dois turnos. Se aprovada, a PEC também definirá uma assistência financeira da União para o custeio dos novos benefícios, que serão estendidos para agentes indígenas de saneamento e de saúde.

Relator do texto aprovado, o senador Irajá (PSD-TO) manifestou-se a favor do mérito da proposta, que classificou como “oportuna e socialmente justificada”. Em seu parecer, o parlamentar destacou - sobre os impactos financeiros para estados, municípios e União - que a PEC prevê “transições, estabelece assistência financeira complementar da União para compensar aumento de despesas nos regimes próprios e aporte ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social [RGPS], em razão das aposentadorias concedidas com fundamento na emenda”.  

“Esse desenho busca compatibilizar a valorização da categoria com a responsabilidade federativa na execução do SUS”, diz Irajá, no parecer.

A aprovação da PEC se soma a duas decisões do Senado, nesta quarta-feira, que impactam o Orçamento da União: a aprovação do uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos, em razão de conflitos geopolíticos internacionais, e ainda a aprovação de um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

*Com informações da Agência Senado

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Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na noite dessa quarta-feira (10), um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB), o PL nº 1.365/202 também reajusta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras; assegura um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos trabalhados e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos só seja ocupada por profissionais das respectivas áreas.

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Se nenhum senador apresentar recurso para que a proposta seja votada pelo plenário do Senado, ela seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovadas, as novas regras valerão para os profissionais dos setores público e privado.

No caso do setor privado, o novo piso será reajustado anualmente, com base na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os municípios, estados e o Distrito Federal poderão aplicar outros indicadores, conforme a legislação local.

Segundo cálculos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, só na rede pública federal, a medida acarretará, em 2027, um impacto de cerca de R$ 7,7 bilhões para os cofres públicos.

Relator da proposta, o senador Fernando Dueire (PSD-PE) classificou a medida como uma "reparação histórica". Em seu parecer, ele argumenta que a valorização financeira dos médicos é condição necessária para o êxito de políticas de interiorização desses profissionais. A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) afirmou que o piso atualmente praticado é insuficiente para a categoria.

Em nota, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comemorou a aprovação, classificando-a como uma conquista histórica para a categoria, ao avançar no sentido de atualizar a legislação em vigor, que estabelece o piso dos médicos correspondente a três salários mínimos de 2022.

“O Senado analisou e reconheceu que os médicos brasileiros merecem um salário digno. Essa aprovação representa o reconhecimento da importância dos profissionais para o sistema de saúde e para a sociedade brasileira. Trata-se de uma medida de valorização profissional e de justiça”, afirmou.

A aprovação do PL se somou a outras duas decisões de ontem, do Senado, que impactam o Orçamento da União: a aprovação do uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos em razão de conflitos geopolíticos internacionais e a aprovação de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

*Com informações da Agência Senado

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