Reading view

Toffoli vota para conceder 60 dias para big techs implementarem regras

Logo Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão do prazo de 60 dias para que as big techs possam implementar as medidas determinadas pela Corte a fim de ampliar a comprometimento das plataformas em relação às postagens dos usuários nas redes sociais.

O voto do ministro foi proferido no julgamento no qual a Corte analisa recursos das empresas contra a decisão que, em junho do ano passado, reconheceu a responsabilidade das big techs pelas publicações ilegais feitas por seus usuários. Ele é um dos relatores das ações julgadas.

Notícias relacionadas:

Toffoli votou para estabelecer um marco temporal para aplicar a decisão e conceder prazo de 60 dias para as empresas implementarem as obrigações estruturais definidas no julgamento que reconheceu a responsabilização. 

Entre as medidas, as empresas devem proibir acesso dos usuários a vídeos com:

  • exploração e abuso sexual;
  • violência física;
  • indução a comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças ou adolescentes.

Além disso, as plataformas são obrigadas a manter representante legal no país para receber intimações da Justiça.

"Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes em decorrência dos esclarecimentos ora prestados", afirmou o Toffoli.

O ministro também decidiu reafirmar que as regras definidas valem para casos futuros. Conforme o entendimento, o marco temporal para eficácia da decisão deve ser o dia 27 de junho de 2025, quando a ata do julgamento foi publicada.
  
"Não basta dizer que a tese somente se aplica prospectivamente. É preciso definir expressamente o marco temporal a partir do qual ela começará a produzir os efeitos que lhe são próprios", justificou Toffoli.

Após o voto do relator, o plenário iniciou a coleta dos demais votos. Mais nove votos serão proferidos.

O STF julga recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte que estabeleceu a responsabilização das redes. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google. 

Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento ou que seja garantida aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário. 

  •  

Toffoli vota para conceder 60 dias para big techs implementarem regras

Logo Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão do prazo de 60 dias para que as big techs possam implementar as medidas determinadas pela Corte a fim de ampliar a comprometimento das plataformas em relação às postagens dos usuários nas redes sociais.

O voto do ministro foi proferido no julgamento no qual a Corte analisa recursos das empresas contra a decisão que, em junho do ano passado, reconheceu a responsabilidade das big techs pelas publicações ilegais feitas por seus usuários. Ele é um dos relatores das ações julgadas.

Notícias relacionadas:

Toffoli votou para estabelecer um marco temporal para aplicar a decisão e conceder prazo de 60 dias para as empresas implementarem as obrigações estruturais definidas no julgamento que reconheceu a responsabilização. 

Entre as medidas, as empresas devem proibir acesso dos usuários a vídeos com:

  • exploração e abuso sexual;
  • violência física;
  • indução a comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças ou adolescentes.

Além disso, as plataformas são obrigadas a manter representante legal no país para receber intimações da Justiça.

"Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes em decorrência dos esclarecimentos ora prestados", afirmou o Toffoli.

O ministro também decidiu reafirmar que as regras definidas valem para casos futuros. Conforme o entendimento, o marco temporal para eficácia da decisão deve ser o dia 27 de junho de 2025, quando a ata do julgamento foi publicada.
  
"Não basta dizer que a tese somente se aplica prospectivamente. É preciso definir expressamente o marco temporal a partir do qual ela começará a produzir os efeitos que lhe são próprios", justificou Toffoli.

Após o voto do relator, o plenário iniciou a coleta dos demais votos. Mais nove votos serão proferidos.

O STF julga recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte que estabeleceu a responsabilização das redes. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google. 

Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento ou que seja garantida aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário. 

  •  

Skeptics Question Whether SpaceX Is Worth $1.77 Trillion

Elon Musk’s rocket company is spending big and losing money. That has raised questions about whether it can justify its valuation for its blockbuster initial public offering.

© John Raoux/Associated Press

SpaceX has set an initial public offering price of $135 a share, which would value it at $1.77 trillion. Some investors are skeptical that the valuation is justified.
  •  

Condenado un informático a 60 años por robar fotos íntimas a 14 personas mientras les arreglaba el ordenador

Guadalupe N., una de las víctimas del informático condenado tras robar imágenes íntimas de los ordenadores de sus clientes, este jueves en un parque frente a los juzgados de Ibiza.

Guadalupe N. ha quitado los sistemas de videovigilancia que tenía en el interior de su casa y ha tapado la cámara de sus ordenadores personal y de trabajo. Han pasado 10 años desde que violaron flagrantemente su intimidad, pero ella continúa obsesionada con tomar todas las precauciones posibles. La persona que lo hizo acaba de ser condenada por la Audiencia Provincial de Baleares a penas que suman 60 años y 6 meses de prisión. Guadalupe es una de las al menos 14 víctimas de Yago F.

Seguir leyendo

  •  

Jeff Bezos Wants to Build an ‘Artificial General Engineer’

As co-chief executive of the start-up Prometheus, the Amazon founder is using A.I. to improve how devices ranging from computers to jet engines are made.

© Jeenah Moon for The New York Times

With his new company, Prometheus, Jeff Bezos is training A.I. on the design and manufacturing process of various industries.
  •  

Microsoft C.E.O. Satya Nadella Says ‘Everyone Is a Stakeholder’ in A.I.

At The New York Times’s Hard Fork Live event, Mr. Nadella addressed the backlash against artificial intelligence and President Trump’s comments about Americans sharing in the wealth of A.I. companies

© Mike Kai Chen for The New York Times

Satya Nadella, left, the chief executive of Microsoft, at the Hard Fork Live event in San Francisco on Wednesday.
  •  

Ton prof lit le « Diplo ». Toi aussi.

JPEG - 94.3 kio
Ilia Répine. — « Préparation à l'examen », 1864.

Les épreuves approchent, les fiches s'accumulent, la panique aussi. Et si la révision la plus efficace procédait du Monde diplomatique plutôt que d'un manuel scolaire ?

Les sujets de bac — géopolitique, mondialisation, démocratie, environnement, inégalités — font l'objet dans nos archives d'une mise en contexte internationale, d'une analyse rigoureuse, avec une argumentation construite. De quoi nourrir une dissertation, affûter un commentaire de document ou tout simplement comprendre le monde dont on vous demande de parler.

Parce que réviser, ce n'est pas seulement mémoriser des dates et des définitions. C'est apprendre à réfléchir d'une manière critique. Et ça, le Diplo le fait depuis 1954.

I. Histoire-Géographie, Géopolitique et Sciences Politiques (HGGSP)

Pour comprendre comment les sociétés se construisent, s'affrontent et transforment le monde, des révolutions aux rivalités géopolitiques contemporaines.

II. Sciences économiques et sociales (SES)

Pour comprendre les mécanismes de l'économie, le rôle de la monnaie, les crises financières et les grands débats qui traversent nos sociétés.

III. Humanités, littérature et philosophie (HLP)

Pour réfléchir au langage, aux représentations du monde, aux identités et aux grandes questions éthiques de notre temps.

IV. Langues, littératures et cultures étrangères (LLCER)

Pour explorer les imaginaires du monde anglophone, les héritages coloniaux, les circulations culturelles et les formes contemporaines d'influence.

Voir en ligne : /dossier/bac2026
  •  

A.I. and the Chip Boom: Take a Quiz on New Korean Slang and Memes

What’s a “silicon-collar”? South Korea’s chip industry has been supercharged by the advent of the A.I. age, inspiring a host of new phrases.

© Anthony Wallace/Agence France-Presse — Getty Images

  •  

Canada Moves to Ban Social Media Use for Youth Under 16

The country’s previous attempt to get tech companies to shelter young users failed amid heavy criticism from civil liberty groups.

© Fred Thornhill/Reuters

People holding up cellphones at a concert in Toronto.
  •  

Trump Muses About Government Taking a Piece of A.I. Companies

President Trump touched on what is an increasingly hot topic in Washington: how average Americans can get a piece of the tech industry’s A.I. windfall.

© Doug Mills/The New York Times

President Trump, shown here in the Oval Office on Wednesday, has not been shy about the government’s taking a stake in companies.
  •  

Antonio Gracias, Elon Musk’s Friend, Is Set to Reap Billions From SpaceX’s IPO

Antonio Gracias, an investor who has built a $65 billion stake in the company, exemplifies the economic upside of being Mr. Musk’s ally.

© Jim Vondruska for The New York Times

Antonio Gracias, left, and Elon Musk at a political event in Green Bay, Wis., last spring. Mr. Gracias and his private equity firm control a $65 billion stake in SpaceX.
  •  

SpaceX’s IPO Could Turn 4,400 Employees Into Millionaires

While Elon Musk may soon become a trillionaire, his rocket company’s market debut is set to the change the lives of its current and former employees, too.

© Chelsea Beck

  •  

La diplomatie du téléphone portable à la conquête des pauvres

Après le coup d'Etat au Mali, le directeur de Microsoft pour l'Afrique, M. Cheick Modibo Diarra, a été nommé premier ministre. Google, dont certains employés se sont illustrés dans le « printemps arabe », recrute des militants des droits humains, et la secrétaire d'Etat américaine Hillary Clinton soutient des projets humanitaires mêlant affaires et technologie : voici venue l'ère de la diplomatie numérique.

JPEG - 262.3 kio

Dans les heures qui suivent le tremblement de terre du 12 janvier 2010 en Haïti, plusieurs initiatives permettent de cartographier les besoins, les demandes d'aide, les appels de familles de disparus… Enseignant-chercheur spécialisé dans la cartographie de crise, Patrick Meier s'associe au programmeur kényan David Kobia, qui, en 2007, avait fondé le système Ushahidi, destiné à permettre à des citoyens de signaler les affrontements postélectoraux. De façon inattendue, cet outil va offrir une plate-forme à l'information d'urgence en Haïti : Meier et Kobia mettent en effet sur pied un système d'alertes géolocalisées transmises par téléphone mobile. L'opérateur Digicel leur emboîte le pas et fournit aux Haïtiens un numéro d'urgence unique, le 4636. Des centaines de vies seront sauvées.

A l'aide du service de messagerie (SMS) des téléphones portables et d'instruments de géolocalisation, Ushahidi permet d'organiser la réponse avec très peu de moyens. De tout le pays affluent des signalements : disparitions, manque de nourriture ou d'eau dans les orphelinats, personnes rescapées, etc. Traduits en français, anglais et créole par deux organisations non gouvernementales (ONG) — Samasource et Crowdflower —, les textos sont localisés, vérifiés et catégorisés avant d'être publiés sur une carte par une équipe de volontaires rassemblés à la Fletcher School of Law and Diplomacy, basée dans le Massachusetts, où enseigne Meier.

Grâce à une passerelle SMS mise en place par Instedd, une start-up américaine spécialisée dans la gestion informatisée des situations de crise, la Croix-Rouge — mais également les marines américains — est en mesure de recevoir les alertes signalant une situation dangereuse et sa localisation.

Cette rencontre inédite entre informaticiens kényans et armée américaine a joué un rôle déterminant dans la redéfinition, sous l'impulsion de Mme Hillary Clinton, des méthodes du département d'Etat. Les Etats-Unis ont certes une longue tradition d'usage des technologies de communication, liée à la transmission de la Voix de l'Amérique — nom de la radio de diffusion internationale lancée durant la seconde guerre mondiale et destinée à promouvoir les intérêts américains. Mais, ces dernières années, le smart power est devenu un axe stratégique de cette politique. Variante du soft power pouvoir doux ») de Joseph Nye — terme désignant le déploiement de moyens d'influence non coercitifs, structurels, culturels ou idéologiques —, ce « pouvoir de l'intelligence » théorisé en 2004 par Mme Suzanne Nossel, présidente de l'organisation Human Rights Watch, propose un catalogue d'outils — diplomatiques, économiques, militaires, politiques, légaux ou culturels — adaptés à chaque situation. Il s'agit aussi de favoriser les sociétés américaines de haute technologie dans le cadre d'une coopération renouvelée entre l'Etat, le marché et les ONG ou les fondations d'intérêt public. Avec cette doctrine, la diplomatie américaine favorise donc un modèle économique nouveau, hybridant les secteurs marchand et non lucratif.

Un outil pour déjouer
la censure d'Internet

Les réseaux de télécommunication numériques et mobiles en sont les instruments privilégiés. « La communauté technique a mis en place la technologie des cartes interactives pour nous aider à identifier les besoins et à cibler les ressources, indique ainsi Mme Clinton dans son discours fondateur du 15 février 2011. Ce lundi [en Haïti], une fillette de 7 ans et deux femmes ont été retirées des décombres d'un supermarché qui s'était effondré par une équipe américaine de recherche et de sauvetage, après avoir envoyé un texto appelant à l'aide. » La secrétaire d'Etat insiste sur la nécessité de faire en sorte que le peuple s'approprie les technologies numériques afin de faire avancer la démocratie et les droits humains. Elle en appelle à un « partenariat entre l'industrie, le monde universitaire et les ONG afin d'organiser un effort permanent qui permettra d'exploiter la puissance des technologies de connexion et de les mettre au service de nos objectifs diplomatiques (1) ».

Financé à hauteur de 2 millions de dollars, Commotion est un projet typique de cette approche. Il s'agit d'un réseau cellulaire autonome qui fonctionne selon les mêmes principes qu'Internet et tient dans une valise. Il doit permettre aux militants de contourner la censure du réseau — on se souvient qu'en Egypte, en janvier 2011, juste avant la chute de M. Hosni Moubarak, Internet avait été coupé. A l'origine de ce projet, un militant du logiciel libre et des libertés numériques, M. Sascha Meinrath, qui envisage de relier par Wi-Fi des ordinateurs portables et des téléphones mobiles afin de constituer une infrastructure sans fil à haut débit (2), où des outils de sécurisation permettraient d'assurer l'anonymat des utilisateurs. Ainsi, paradoxalement, au moment même où WikiLeaks piratait le département d'Etat, la smart diplomacy rejoignait les problématiques « hacktivistes » (3).

L'Afghanistan fut l'un des premiers terrains d'expérimentation de cette techno-diplomatie. En 2009 déjà, le pays comptait plus de quinze millions d'abonnés mobiles, sur une population de trente millions de personnes. 65 % d'entre eux envoient des textos, et plus de la moitié utilisent leur téléphone pour écouter la radio. Mais l'armée américaine a aussi remarqué que les talibans étaient plus actifs dans les zones peu couvertes par le réseau mobile. Y voyant un lien de cause à effet, elle a investi 113 millions de dollars pour développer les communications civiles, dans une véritable stratégie associant propagande et développement économique. En outre, dans le cadre de la lutte contre la corruption, la police afghane paye désormais ses employés par l'intermédiaire du système mobile M-Paisa (lire « Une carte SIM en guise de porte-monnaie »), et non plus en argent liquide (4).

Des acteurs très divers multiplient ainsi les initiatives technopolitiques. On peut mentionner le programme des « Routes de la soie numériques » lancé par l'Internet Bar Organization. 85 % des Afghans vivent de leur terre ; après des années de guerre, il existe d'importants conflits de propriété foncière. Le programme utilise les fonctionnalités du GPS, les photographies et les textos pour envoyer des informations sécurisées dans une base de données. Un cadastre virtuel a ainsi été constitué, et une assistance juridique est proposée pour régler les conflits, en lien avec le droit coutumier.

Il arrive également que le smart power se concrétise dans la surveillance d'élections. C'est le cas en Afrique subsaharienne. L'ambassade des Etats-Unis en Guinée a appuyé la commission électorale du pays pour la mise en place, lors du scrutin du 27 juin 2010, le premier depuis 1958, d'un programme baptisé « I vote, I see, I send » (« je vote, j'observe, j'envoie »). Ce programme permettait de relayer des textos sur un site Web où ils pouvaient être analysés par les observateurs et les électeurs (5). L'ambassade de France a été associée à ce programme à travers la mise en place d'un centre de presse. Surveillance officielle et « sous-veillance » citoyenne (comme celle d'Ushahidi au Kenya) se complètent, utilisant parfois les mêmes plates-formes.

En 2010 et 2011, au Soudan, le contrôle citoyen des élections a également reçu l'appui des membres du département d'Etat, tandis qu'en Ethiopie, en Egypte, en Tanzanie, en Côte d'Ivoire et au Liberia des systèmes inspirés par Ushahidi ont été déployés (6). Les rapports envoyés pointent les fraudes (impossibilité de voter, bulletins manquants pour certains candidats…), mais aussi des irrégularités durant la campagne (harcèlements, illégalité de certaines actions, provocations racistes…) et permettent de signaler les violences postélectorales.

Signalés à la vitesse d'un texto — dans des situations d'observation sur le terrain, on a plus facilement sous la main un téléphone portable qu'un ordinateur —, les actes délictueux sont épinglés sur une carte. Cette approche relève du principe, difficile à traduire en français, d'accountability. Si le sens politique du terme évoque la responsabilisation des gouvernements, dans le vocabulaire de la sociologie l'accountability renvoie à un réseau conceptuel associant factualité, visibilité et responsabilité (7). Dans ce cadre, la transparence ressort d'une philosophie politique qui autorise à rendre visibles des éléments pour étayer un pacte de factualité — au sens où il est indéniable qu'« il s'est passé là quelque chose pour quelqu'un » — engageant la responsabilité de chacun.

Depuis la Silicon Valley, Mme Clinton a lancé un appel aux entrepreneurs ès technologies dans le monde : « Il faut soutenir les personnes qui sont derrière ces outils, les innovateurs et les entrepreneurs eux-mêmes. Nous savons que les chefs d'entreprise sont nombreux à vouloir consacrer une partie de l'expertise de leurs salariés à résoudre les problèmes dans le monde entier ; mais, souvent, ils ne savent pas comment faire. Quel est le point d'entrée ? Quelle idée va avoir le plus d'impact (8)  ? » Discours assorti d'un appel à la coopération entre diplomates, entrepreneurs et organisations sans but lucratif pour soutenir l'espace d'innovation mobile que représente l'Afrique.

Application pour femmes enceintes

Un appel aux bonnes volontés ? Pas seulement. Deuxième marché régional après l'Asie, celle-ci connaît la plus forte croissance du monde, avec 649 millions de connexions à la fin de 2011 et 735 millions d'abonnés prévus à la fin de 2012, selon le rapport de l'Association mondiale des opérateurs mobiles (GSMA). Google, implanté en Afrique du Sud et au Kenya, a mis en place, en lien avec la Fondation Grameen (9) et l'opérateur MTN, une structure de développement d'applications — un « AppLab » où ont été réalisés différents services mobiles : SMS Tips, qui répond aux questions sur la santé ou l'agriculture envoyées par texto, ou encore Google Trader, qui met en relation petites entreprises et acheteurs en temps réel.

Par le biais de concours comme Apps4Democracy, basé sur les données publiques ouvertes et librement utilisables que diffuse le gouvernement sur le site Data.gov, les acteurs du smart power recrutent de nouveaux partenaires. C'est sur ce modèle qu'une compétition baptisée Apps4Africa a été lancée, en juillet 2010 à Nairobi, par Mme Judith McHale, sous-secrétaire à la diplomatie et aux affaires publiques. Elle a suscité une vingtaine de propositions venues du Kenya, du Rwanda, de l'Ouganda et de la Tanzanie. L'application gagnante, Mamabika, est un dispositif qui propose aux femmes enceintes des bidonvilles de Nairobi d'épargner neuf mois durant sur un compte lié à leur téléphone, pour pouvoir accoucher dans une clinique (10). Autres concours et programmes soutenus par le smart power « féministe » et technologique de Mme Clinton : le mWomen BOP App Challenge (ou TechWomen), dont le but est de créer des applications spécifiques pour les femmes des pays pauvres. Son modèle : HarassMap, un système de cartographie qui rapporte des cas de harcèlement sexuel et de violence conjugale en Egypte.

Bon nombre de fondations américaines sont engagées dans cette voie. On peut s'interroger sur leur rôle, quand certains acteurs locaux clament, à l'instar du chanteur militant afro-américain Gil Scott Heron : « The revolution will be not funded (11) » La révolution ne sera pas financée »). Créée par le fondateur d'eBay, M. Pierre Omidyar — qui théorise son approche dans la Harvard Business Review (12) —, la Fondation Omidyar Network a ainsi ouvert un fonds doté de 2 millions d'euros pour favoriser, en Afrique subsaharienne, les initiatives axées sur « les technologies qui donnent aux citoyens des outils » contraignant les gouvernements à les prendre en compte. Une ONG néerlandaise, Hivos, administre le fonds basé à Nairobi. En septembre 2010, au sommet de la Clinton Global Initiative (fondée en 2005 par l'ancien président William Clinton), la Fondation Omidyar avait annoncé un versement de 55 millions de dollars au réseau Tech for Transparency, dont près de la moitié pour l'innovation dans le domaine mobile. La fondation soutient aussi FrontlineSMS, une passerelle consacrée à la communication des ONG et souvent associée à la plate-forme Ushahidi.

Pour M. Bill Gates, fondateur de Microsoft et acteur le plus en vue dans le monde de la technophilanthropie, il est peu efficace de vendre des ordinateurs dans les pays pauvres, mais il faut absolument utiliser les téléphones portables, qui permettent de sauver des vies (13). Il intervient donc dans le domaine du m-health (usage du mobile en santé), en organisant des concours pour des logiciels de lutte contre le virus de l'immunodéficience humaine (VIH/sida), le paludisme, la tuberculose, etc. En favorisant, naturellement, Windows Mobile, le système d'exploitation de Microsoft.

Créée en 1994, la Fondation Bill et Melinda Gates (BMGF) dispose d'un capital de 66 milliards de dollars. Pour bénéficier du régime d'exonération fiscale des fondations, au moins 5 % de ses avoirs doivent être consacrés à des donations. Restent 95 %, qui sont investis dans des activités lucratives et parfois bien peu philanthropiques (14). En 2009, la BMGF a fourni plus de 3 milliards de dollars de subventions et dépensé 409 millions de dollars en frais d'exploitation, principalement pour des projets visant à améliorer la vie des pauvres dans les pays en développement. Dans le domaine de la santé publique, à part le gouvernement des Etats-Unis, aucun bailleur de fonds n'est aussi influent (15). Grâce au don de 30 milliards de dollars de M. Warren Buffett, la fondation a plus que doublé son fonds initial, devenant ainsi l'institution caritative la plus importante.

Cette rencontre entre MM. Gates et Buffett a permis à M. Matthew Bishop, chef du bureau du journal The Economist à New York, de forger la notion de « philanthrocapitalisme (16) » pour désigner la convergence entre grandes causes et bonnes affaires. MM. Buffett et Gates imposent en effet un nouveau type de partenariat avec les organisations caritatives et les gouvernements. Il s'agit de montrer que l'entreprise peut être « la plus grande force du bien dans le monde », au moment où les Etats réduisent leurs budgets sociaux et prennent souvent moins de risques que ne peuvent le supporter ces nouvelles organisations philanthropiques.

Grandes causes et bonnes affaires

Selon MM. Gates et Buffett, « donner » pourrait ainsi devenir le plus grand levier du changement dans le monde. Mais « donner » de façon stratégique — et selon les modèles du monde des affaires. Ces nouveaux philanthropes doivent être compris comme des investisseurs sociaux au sens propre du terme. Ils se distinguent de l'action de charité qui animait les premiers industriels créateurs des fondations américaines, comme Andrew Carnegie ou John D. Rockefeller.

Dans la culture de ces acteurs, les technologies permettent aussi de scruter les retours sur investissement. Ainsi, le téléphone portable est au philanthrocapitalisme ce que le chronomètre est au taylorisme. Grâce à ses diverses fonctionnalités — textos, caméra vidéo et appareil photo, répondeur téléphonique, GPS… —, le portable est un bon outil de reporting, et donc de transparence. Les actions soutenues financièrement par ces fondations peuvent être présentées en détail aux donateurs. Chacun peut voir comment le projet est utilisé, et combien il est utile. L'action humanitaire technicise, la philanthropie se rationalise, le don charitable devient investissement.

Les nouveaux riches de la Silicon Valley, milliardaires de l'informatique qui ont parfois pris leur retraite des affaires, semblent bien décidés à conquérir les économies des pays émergents. Le téléphone portable, ce petit objet si efficace et rendant de réels services aux populations, constitue pour cela leur outil de prédilection.

Voir en ligne : /2012/05/ALLARD/47679

(1) « Remarks on Internet freedom », 21 janvier 2010.

(2) Yves Eudes, « Commotion, le projet d'un Internet hors de tout contrôle », Le Monde, 30 août 2011.

(3) Mot-valise associant hack — bricolage informatique — et « activiste ». Lire Jean-Marc Manach, « Les “bidouilleurs” de la société de l'information », Le Monde diplomatique, septembre 2008.

(4) Monty Munford, « M-Paisa : Ending Afghan corruption, one text at a time », Techcrunch, 17 octobre 2010.

(5) Charles W. Corey, « SMS texting program allows Guinean voters to protect their votes », www.america. gov (archive), 21 juin 2010.

(6) Pour toutes les actions citées, cf. http://blog.ushahidi.com/index.php/...

(7) Cf. Harold Garkinkel, Recherches en ethno-méthodologie, Presses universitaires de France, Paris, 1967 (rééd. 2007), qui fait de l'accountability le ressort même de l'ordre social.

(8) « Clinton to tech innovators and entrepreneurs : “We want you” », 15 octobre 2010, Fastcompany.com

(9) Cette fondation spécialisée dans la microfinance a dès 1997 aidé des femmes ougandaises à développer de petits commerces de téléphonie mobile.

(11) Hakima Abbas, « The role of donors in the movement for social justice in Africa », Pambazuka News, Nairobi, 17 novembre 2010.

(12) Pierre Omidyar, « How I did it : eBay's founder on innovating the business model of social change », Harvard Business Review, Boston, septembre 2011.

(13) Brian Dolan, « Bill Gates : Mobiles not PCs for global health », 27 avril 2010, Mobihealthnews.com

(14) Cf. Charles Piller, Edmund Sanders et Robin Dixon, « Les investissements bien peu philanthropiques de la Fondation Gates », Problèmes économiques, Paris, octobre 2008.

(16) Matthew Bishop et Michael Green, Philanthrocapitalism : How the Rich Can Save the World, Bloomsbury Press, New York, 2008. www.philanthro-capitalism.net.

Voir aussi le courrier des lecteurs dans notre édition de juin 2012.

  •  

Firefox te regala su VPN de manera gratuita e ilimitada para todo el verano

Mozilla retira el tope de datos de la VPN integrada en Firefox durante todo el verano y, de paso, amplía la lista de países a los que puedes conectarte. Es ancho de banda ilimitado y sin coste dentro del propio navegador, aunque conviene leer la fecha antes de hacerse ilusiones, porque la medida no ha llegado para quedarse.

La promoción arranca desde ya y se prolonga hasta el 31 de agosto, según recoge Android Authority a partir de un texto publicado en el blog de la compañía. El momento no es casual: el verano concentra los viajes y la dependencia de redes wifi públicas en aeropuertos, hoteles y cafeterías, que es justo cuando un usuario corriente más expone su tráfico en conexiones que no controla.

Datos ilimitados con fecha de caducidad marcada en el calendario

Firefox no va a ofrecer una VPN gratis e iliimitada para siempre Firefox no va a ofrecer una VPN gratis e iliimitada para siempre

La cifra que conviene retener es esa: 50 GB mensuales son el tope habitual de la VPN que viene incrustada en Firefox. Para hacerse una idea, da para navegar, leer correo y algo de vídeo sin agobios, pero se evapora en cuanto entran el streaming en alta calidad o las descargas pesadas. Durante estas semanas, ese contador deja de correr y el límite desaparece por completo.

La concesión tiene truco. El 1 de septiembre regresa el límite de 50 GB sin más aviso que el del calendario, de modo que la oferta resulta jugosa para quien pasa el verano fuera de casa y se queda en agua de borrajas para quien la descubra ya entrado el otoño. No estamos ante una mejora permanente del producto, sino ante una ventana temporal cuyo principal atractivo es, precisamente, lo efímero.

Mozilla aprovecha el envite para ensanchar el mapa de conexiones disponibles, que hasta ahora se quedaba en 28 países. Entre los accesibles figuran Australia, Bélgica, Dinamarca, Finlandia o Singapur, y el listado al completo vive en el blog de la compañía. Eso sí, no hablamos de un servicio global: la VPN integrada solo funciona en los mercados que Mozilla detalla en su página de soporte.

Por qué no debes confundir la VPN del navegador con la de pago

Las VPN que más garantías ofrecen son las de pago Las VPN que más garantías ofrecen son las de pago

Aquí hay un matiz que conviene desbrozar para evitar sorpresas. La herramienta de la que hablamos va incluida sin coste dentro de Firefox en los países donde está disponible, y no debe confundirse con Mozilla VPN, el servicio de suscripción que la compañía vende aparte en algunos mercados. Comparten apellido, pero son dos productos con cometidos distintos.

Esa diferencia marca lo que cabe esperar de cada uno. La integrada es la opción de andar por casa, pensada para tapar los agujeros básicos de privacidad mientras navegas, una idea que enlaza con la misión que Mozilla reivindica para Firefox; la de pago, en cambio, aspira a proteger todo el tráfico del dispositivo, y no solo el del navegador. La promoción veraniega únicamente alcanza a la primera de las dos.

Conviene tomar la medida por lo que es: un incentivo de temporada, no un cambio de fondo en el producto. Quien ya use la VPN del navegador notará el alivio de inmediato; quien quiera estrenarla, mejor que lo haga antes de que el contador vuelva a su sitio el 1 de septiembre.

 

© Difoosion

Mozilla Firefox
  •  

Anthropic lanza una versión “segura” de Mythos, el programa que ha puesto en guardia a todo el planeta: “Hay que prepararse por si cae en malas manos”

El director general de Anthropic, Dario Amodei, en abril de este año a su llegada a la Casa Blanca para reunirse con el presidente de EE UU, Donald Trump.

Anthropic ha decidido no esperar más. La empresa que ha desarrollado la familia de modelos de inteligencia artificial (IA) generativa Claude desató todas las alarmas hace dos meses con la presentación de Mythos Preview, considerado lo suficientemente potente como para poner en jaque la ciberseguridad mundial. Anthropic decidió no comercializar el modelo, sino compartirlo con un grupo reducido de empresas y países, entre los que se cuenta España, con la idea de compartir su tecnología para mejorar la ciberdefensa global.

Seguir leyendo

Derek Manky, responsable de inteligencia de Fortinet, este lunes en Madrid.
  •  

Why the Real A.I. Threat Is in the Back Office

As artificial intelligence spreads, millions of middle-class jobs in human resources, billing and payroll could be at risk. Most are held by women.

© Timo Lenzen

  •  

Dutch Authorities Block $115 Million Deal by a U.S. Tech Company

The Netherlands blocked a U.S. company from buying a Dutch firm that handles its national ID system, saying it would create a “threat to the public interest.”

© Laurens Van Putten/Agence France-Presse — Getty Images

Willemijn Aerdts, the Dutch minister for the digital economy and sovereignty, spoke to the news media last month after blocking the acquisition of Solvinity, a Dutch tech company, by the U.S. firm Kyndryl.
  •  

Chinese activist in UK told by X that abusive deepfakes do not breach rules

Apple Peiqing Ni targeted by account portraying her as promiscuous drug addict after posting about Tiananmen Square

A high-profile Chinese activist in the UK who was inundated with deepfake posts on X portraying her as a sexually promiscuous drug addict was told that the abuse did not breach the rules of Elon Musk’s platform.

Apple Peiqing Ni, the 27-year-old founder of the UK-based China Dissent Network, had been advised by UK police to complain to the US-headquartered platform after she was targeted by what she believes is a pro-regime bot.

Continue reading...

© Photograph: Sarah Lee/The Guardian

© Photograph: Sarah Lee/The Guardian

© Photograph: Sarah Lee/The Guardian

  •  
❌