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Tavira convida para momentos de descoberta, reflexão e participação durante as Jornadas Europeias da Arqueologia

Momentos de descoberta, reflexão e participação ativa, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro, nos dias 13 e 14 de junho. É esta a proposta do Município de Tavira, no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias da Arqueologia, que este ano decorrem sob o mote “A Arqueologia a Acontecer”,

Trata-se de «um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva».

Realizadas em simultâneo a nível europeu, as Jornadas têm como objetivo aproximar o público da arqueologia e do seu vasto espólio de conhecimento. Este ano, o evento é dedicado à arqueologia preventiva e ao seu papel na proteção e salvaguarda do património arqueológico.

O programa do Museu Municipal de Tavira traduz o eixo central das JEA 2026 –“desde a escavação até ao museu” -, percorrendo as várias etapas do trabalho arqueológico: da investigação de campo à conservação em laboratório, dos objetos expostos às histórias que eles contam.

Programa:

Sábado, dia 13

10h30: “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, no Núcleo Islâmico, orientada por Ana Sofia Vieira, Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).

Os participantes são convidados a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a perceber de que modo eram aplicadas as estampilhas nas peças. Após esta visita, cada participante poderá criar a sua própria estampilha e aplicá-la em papel, reproduzindo gestos intemporais. A atividade destina-se a famílias com crianças a partir dos 10 anos.

Inscrições: https://forms.office.com/e/mRH84U0gmd

15h00: “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, no Laboratório de Conservação e Restauro, orientada por Leonor Esteban (Conservadora Restauradora, Museu Municipal de Tavira).

A atividade proporciona a oportunidade para conhecer um espaço menos visível do Museu: as reservas, o espólio e o trabalho quotidiano de conservação.

Inscrições: https://forms.office.com/e/L3RDNWPHxK

16h00: “Conversas sobre Arqueologia”, no Núcleo Islâmico, sob orientação das arqueólogas Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).

Em dois momentos complementares — “Arqueologia em Tavira: Uma História em Construção” e “Conheces o que Comiam os Nossos Antepassados?” —, as arqueólogas partilham os resultados das últimas décadas de investigação em Tavira: das estruturas defensivas aos fornos de produção cerâmica, dos espaços habitacionais às espécies animais consumidas pelas populações que aqui viveram desde, pelo menos, o século X a.C.

Inscrições: https://forms.office.com/e/16MDfkSNas

Domingo, 14 de junho

10h30: Visita orientada à Exposição “Tavira Islâmica”, no Núcleo Islâmico, conduzida por Celso Candeias (arqueólogo, Museu Municipal de Tavira).

Inaugurado em fevereiro de 2012, o Núcleo nasceu da descoberta de vestígios arqueológicos de excecional relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre eles a mais antiga rede de pesca de atum conhecida (século VI a.C.), a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.

Inscrições: https://forms.office.com/e/wag78sFrjx

Todas as atividades são gratuitas. A participação requer inscrição, através das ligações indicadas, dado o número limitado de vagas disponível.

+ Info:

Museu Municipal de Tavira

E-mail: edu.museus@cm-tavira.pt

Tel.: 281 320 545 | 281 320 568

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"O fazer artístico é uma luta por sobrevivência", diz Luciana Souza

Dona de uma longa trajetória no cinema e no teatro, Luciana Souza é um dos rostos mais conhecidos do cinema brasileiro na atualidade. De participações em filmes como O Paí Ó (2007), Bacurau (2019), A Matriarca (2023) e Inabitável (2020), pelo qual recebeu o Kikito de Melhor Atriz no festival de Gramado, passando por diversos trabalhos no teatro e na televisão, Luciana está com um novo filme.Após ser premiado na Berlinale, Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, da diretora Janaína Marques, acaba de estrear no Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba. No papel enérgico de Dalva, que divide uma viagem pelas estradas do interior do Ceará ao lado da filha, Rosa (Verônica Cavalcanti), Luciana traz uma presença magnética. Filmado durante a pandemia, a produção representou um respiro para todas as pessoas envolvidas na criação.Com temas importantes de resgate de um afeto familiar, bem como de uma denúncia contra o feminicídio, a obra traz ao espectador uma viagem onírica de dor, mas, também, de redenção.Nessa entrevista ao jornal A TARDE, Luciana Souza falou sobre a produção, sobre os aspectos aprofundados pelo roteiro e pela construção de sua personagem, além de abordar os caminhos de sua longeva carreira. Confira!Sua personagem em Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, apesar de todo denso drama que ela traz em sua trágica trajetória de vida, possui muito de uma liberdade cômica em sua construção. Como foi esse processo de mesclar esses dois pesos ao dar vida à Dalva?Interessante você falar de desse lado cômico, né? Eu agora estou pensando aqui nesses momentos cômicos. Porque eu também tive um certo entendimento sobre a liberdade da personagem. Isso me deixou um tanto à vontade. Tivemos uma preparação com Armando Praça, diretor e preparador de elenco também do Ceará com encontros virtuais. Na época, eu não conhecia Janaína e nem Verônica e ficamos um bom tempo nessa preparação, com encontros constantes e bastante substanciosos, estudando, analisando o roteiro e as personagens. Isso foi dando um tom para a construção da personagem, porque como era uma relação intensa de duas personagens e Armando provocava essa intimidade entre mim e Verônica eu ia ali entendendo melhor o contexto. Quando eu encontro pessoalmente com Verônica e Janaina e toda equipe, inclusive de caracterização, já emendamos direto com o início das gravações. Então o laboratório a partir daí foi no processo do fazer. Janaína também atuou como uma diretora que sabia o que queria e poder estar direto com Verônica, onde trocamos muitas ideias e experiências facilitou muito nossa intimidade, algo que é fundamental na história. Então, a construção vinha muito do que saia desses encontros. E eu penso que Dalva, sendo também uma construção da imaginação de Rosa, ela vai para um caminho da liberdade, já que a mente, o pensar, o sonhar, a utopia lhe permite muitas coisas, muitas possibilidades. Então, eu trouxe para mim, também, esse tom de ser uma personagem livre, ainda que ela tenha uma história de assassinato, tendo ficado encarcerada um tempo. Mas no pensamento de Rosa, sua filha, Dalva é uma mulher livre. Um fato que foi também importante pra mim foi eu ter pintado o cabelo. Eu nunca tinha pintado o meu cabelo de vermelho. É interessante porque é uma coisa externa, mas que contribui, que dá um tom de transformação. Então, foi muito isso das coisas que iam acontecendo. O conhecer espaços e paisagens tão diversas e incríveis do Ceará me transmitiu uma certa liberdade. Eu fui muito por essas impressões que aconteciam, mesmo vivendo uma história dramática, a personagem é livre a partir do seu olhar diante da diversidade que se apresenta no seu caminho.Como o roteiro, que é assinado por duas mulheres, a Tais Monteiro junto com Xenia Rivery, ao lado de Pedro Candido e Pablo Arellano, chegou até você? O texto te ganhou de cara?A produção entrou em contato me convidando para fazer o filme, a gente conversou de forma virtual e depois de um tempo eu recebi o roteiro. Toda vez que eu recebo um convite de um trabalho, eu fico contente, sabe? Contente por poder interpretar uma nova personagem, uma nova faceta. Poder mergulhar em outras personalidades. Eu me preocupo em atender ao propósito da direção, do roteiro, mas uma proposta de criar personagem me soa como uma missão de dar uma nova vida a mim mesma. É um roteiro que lida com temas que perpassam pela nossa história de gênero, feminismo, feminilidade, feminicídio, sobre todos esses temas que nos atravessam, então é um roteiro que traz temas familiares e que nos pegam de imediato. Foto: Divulgação Leia Também: TEATRO Montagem inspirada em Shakespeare chega a Salvador com nova temporada LITERATURA Flipiaú: evento gratuito na Bahia reúne grandes nomes da literatura LANÇAMENTO PÓSTUMO Clipe gravado por Zau O Pássaro antes de sua morte é lançado Como um dos seus temas principais, o filme traz a questão do feminicídio para uma discussão muito importante. Quando você leu o roteiro e percebeu essa temática no texto, foi algo que também lhe atraiu para o papel?Você sabe que eu sou uma atriz também de teatro. E eu sempre me envolvi, na maioria das minhas participações em teatro, em trabalhos voltados para questões que dizem respeito à cidadania, emancipação, à libertação, à compreensão de coisas que impede a gente avançar para uma melhoria coletiva, mas também pessoal e individual. Então, eu fiz trabalhos na minha vida que seguiram uma militância e que passam por essas questões. Eu fiz uma peça em 2008 com Edvana Carvalho, Gal Sarkis e Waldélia Diaz que se chama Quem é ela? E era um momento em que a sociedade não estava, ainda, discutindo tanto essas questões da violência contra a mulher, da violência doméstica, como hoje. E ali nós já trazíamos essas questões, em depoimentos de nossas próprias experiências e também com textos de Machado de Assis e de José de Alencar que tinham essas referências em histórias mais longínquas. Hoje, estamos com esses assuntos mais em pauta, mas na minha trajetória de trabalho e lutas por cidadania, essas questões estiveram sempre presentes. E ao ter a oportunidade de fazer essa personagem que também está inserida nesse contexto, a base que trago de vivências, estudos e discussões me deram mais liberdade ainda de poder desenvolver a personagem e querer dar vida com muito gosto a essa história.Sua trajetória profissional, tanto em curtas metragens quanto em longas, passando pela TV e pelo teatro, denota um perfil que, como espectador, gosto de chamar de atriz/operária. Queria lhe perguntar sobre esse perfil que representa muito essa luta constante de tentar sobreviver dentro de sua arte.Eu já usei algum tempo também essa expressão. Que eu era uma operária da arte. Porque a arte vem para mim primeiramente como um ofício. Eu me identifico com a arte desde criança. Só que no processo da minha vida, com todo esse histórico de classe popular, de que você tem que estudar e trabalhar para conseguir ser alguma coisa na vida, não passava por mim que a arte seria uma oportunidade de trabalho, de realização. Então, eu fui trilhando outros caminhos trabalhando e estudando, mas praticando arte: teatro, dança, música, capoeira. Fiz a primeira graduação em filosofia. Trabalhei em diversas coisas, mas, em paralelo a isso, eu fazia o teatro. Mesmo trabalhando em coisas diferentes, eu me mantive fazendo aquilo que eu gostava. Apesar de que, se eu tivesse me concentrado mais nisso, talvez eu estivesse em melhores condições hoje (risos). Quando eu vou me encontrar com os grupos de teatro, e eu falo do teatro porque é ele que me leva para o cinema e para a TV, mas quando eu vou para os grupos, encontro lá pessoas que na sua maioria têm realidades um tanto semelhantes à minha: origem na classe popular, afro descendente, família grande, matriarcal, baixo poder aquisitivo etc. E ali eu começo a perceber que o fazer artístico é uma luta por identidade, por sobrevivência, por ocupação de espaços de direito em uma sociedade racista, machista e com todas essas questões problemáticas que já conhecemos. Permanecer na arte, fazer teatro e ir para o cinema, é como se essas coisas me empurrassem junto para uma experiência de vida mais intensa e consciente do meu papel e de minha realidade. São essas coisas que me levam. Eu fiz um tempo teatro infantil, onde eu aprendi muito, também. Além disso, fiz teatro de rua, fiz teatro em empresas. Recebi esses conhecimentos que também me prepararam, mas o que vai levar para buscar uma compreensão melhor sobre como sobreviver nessa sociedade, como poder seguir na direção daquilo que eu gostaria de ser, é esse fazer artístico mais politizado, sabe? Mais consciente. Trazer personagens também que muitas vezes não estavam tão representados nas diversas produções. E graças a Deus vou encontrando pessoas que são atraídas pelo trabalho e vamos tendo esses encontros. Eu estou fazendo agora uma novela em que eu faço uma empregada e que é uma artesã, também. Uma pessoa que trabalha com a arte do tear. É uma novela que beira à comicidade. Mas eu estou ali, o meu posicionamento, é com o meu corpo que é impregnado dessa luta. Da luta contra esses padrões que a gente ainda tem na nossa sociedade e que dificultam a nossa passagem para uma liberdade maior. É interessante porque eu comecei a falar com você sobre liberdade da personagem e é essa mesma luta que a gente leva consigo para estar no mundo, para fazer as coisas que quer fazer. Então, é sempre com muita garra. É sempre de uma forma aguerrida, eu diria.Cinco anos depois de sua gravação, o filme tem sua primeira exibição nacional no Olhar de Cinema de Curitiba após passar pelo festival de Berlim. Sensação boa, né?Sim. Ir para Berlim foi fantástico. Uma experiência linda. Interessante que o Eu Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha é um filme que foi feito há tanto tempo, e depois dele eu fiz outros. Inclusive, dois deles são filmes feitos no Ceará. Esses filmes vieram depois e tiveram estreias já há algum tempo. Eu Fiz um Foguete é um filme que estava um tanto guardado, sabe? E aí quando vem essa estreia em Berlim, poxa, para mim foi uma coisa triunfal. Um filme que eu não tinha criado tanta expectativa e quando ele vem, vem dessa forma. Com uma estreia num festival tão importante, político, que é a Berlinale. Tivemos uma recepção muito calorosa, com ricos debates, uma agenda bem recheada e eu fui muito feliz por lá e acredito que no festival Olhar de Cinema também será assim.

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Ministro admite que apoio de 20 milhões aos agricultores é insuficiente e pede resposta europeia

VTM

“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.

O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.

O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.

“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.

Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.

Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.

O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.

Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.

Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.

José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).

O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.

No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.

O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.

“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.

O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.

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Mostra “Maestro da Paisagem” homenageia António Viana Barreto em Albufeira

A Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira, recebe até 25 de junho a exposição “Maestro da Paisagem”, dedicada ao centenário de António Viana Barreto, considerado uma das figuras mais relevantes da arquitetura paisagista em Portugal.

A mostra é organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas e pelo Centro de Estudos de História da Arte da Universidade de Évora, e integra a programação cultural promovida pela Câmara Municipal de Albufeira.

Considerado um “Maestro da Paisagem”, António Viana Barreto destacou-se pela criação de soluções técnicas inovadoras e pela aplicação de metodologias científicas no estudo, análise e valorização da paisagem.

Mostra revela legado de um pioneiro da arquitetura paisagista

A exposição apresenta uma seleção diversificada da vasta obra de António Facco Viana Barreto, procurando dar a conhecer diferentes dimensões do seu trabalho e o papel pioneiro que desempenhou na arquitetura paisagista portuguesa.

Entre os aspetos em destaque estão a criação de soluções técnicas e construtivas inovadoras e o desenvolvimento de metodologias científicas de análise da aptidão da paisagem, áreas em que o arquiteto paisagista deixou um contributo marcante.

Coordenada por Paula Corte-Real, da Fundação Calouste Gulbenkian, e Paula Simões, da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas, a mostra conta com curadoria de Maria António Coruche Castro e Almeida e Maria da Conceição Marques Freire.

Exposição patente até 25 de junho

Referência incontornável na promoção das políticas de ordenamento do território e na prática da arquitetura paisagista, Viana Barreto foi reconhecido pelo seu saber, rigor e sensibilidade.

O seu percurso foi guiado pela convicção de que “é do conjunto da articulação e ponderação de todas as vontades que se constrói qualquer coisa”.

A exposição, descrita como pequena, mas significativa, integra a memória coletiva da arquitetura paisagista em Portugal e pretende contribuir para divulgar o legado de um profissional que marcou profundamente a disciplina.

A mostra pode ser visitada até 25 de junho, à segunda-feira, entre as 12:00 e as 18:30, e de terça a sexta-feira, das 9:30 às 19:15.

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Conservatório de Albufeira encerra 30.º ano letivo com gala na Herdade dos Salgados

O Conservatório de Albufeira realizou a Gala Especial de Encerramento do 30.º Ano Letivo no Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, em Albufeira. A iniciativa contou com a presença de cerca de 700 pessoas, que assistiram à apresentação do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo por alunos da instituição.

Criado em 1996 por António Góis Nóbrega, o Conservatório de Albufeira é uma instituição de natureza cultural, educativa e social, funcionando em regime de total voluntariado. O estabelecimento é licenciado pelo Ministério da Educação.

António Nóbrega, presidente e fundador do Conservatório de Albufeira. Foto DR

Três décadas dedicadas à educação artística

Ao longo de 30 anos de atividade, milhares de alunos passaram pelo Conservatório de Albufeira, onde desenvolveram competências nas áreas artísticas. Alguns desses antigos alunos são hoje professores na escola que os acolheu.

António Nóbrega sublinha esse regresso como um sinal positivo para a instituição. “Felizmente”, afirma, “pois enfrentamos dificuldades enormes em encontrar professores habilitados”.

Instalações continuam a ser a principal preocupação

Apesar do percurso feito, a degradação das instalações é apontada como o principal problema do Conservatório. Segundo António Nóbrega, “o nosso maior problema reside na degradação das instalações”, acrescentando que o presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, anunciou a disponibilização da verba necessária à recuperação do edifício onde funciona a instituição.

O fundador recorda ainda que o objetivo de dotar o Conservatório de um espaço com melhores condições acompanha o projeto desde os primeiros anos. António Nóbrega afirma ter reunido o que considera necessário para instalar um estabelecimento de ensino superior em Albufeira, mantendo-se em cima da mesa, agora nas mãos da autarquia, o projeto de criação de um Instituto Politécnico de Artes Criativas no município.

“O sonho comanda a vida…”, conclui António Nóbrega.

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Santos Populares levam música e tradição a todo o concelho de Castro Marim

Manjericos, sardinhadas, marchas populares, mastros e bailes voltam a marcar o mês de junho no concelho de Castro Marim, com mais uma edição dos Santos Populares, que decorre entre os dias 9 e 27 de junho.

A programação promete levar música, animação e convívio a várias localidades do concelho, mantendo viva uma das tradições mais emblemáticas do calendário popular.

Os bailes e arraiais vão decorrer em diferentes pontos do território, passando por Furnazinhas, Castro Marim, Altura, Azinhal, Rio Seco, Monte Francisco, Alta Mora, Junqueira, Barrocal e Odeleite.

Associativismo mantém tradição dos mastros populares

O movimento associativo volta a ter um papel central na dinamização dos Santos Populares em Castro Marim. Várias coletividades do concelho recebem bailes e arraiais nas suas sedes, contribuindo também para a produção dos tradicionais mastros populares.

A iniciativa pretende reforçar a ligação entre as comunidades locais, as juntas de freguesia, o município e as associações, preservando uma tradição que continua a mobilizar residentes e visitantes.

Marchas populares e Grande Arraial de São João em destaque

As marchas populares são um dos momentos mais aguardados da programação e serão apresentadas na Praça 1.º de Maio, em Castro Marim, no dia 12 de junho, a partir das 21:00.

O ponto alto das celebrações está marcado para 23 de junho, também em Castro Marim, com o Grande Arraial de São João. A iniciativa contará com sardinhada para toda a população e desfile das marchas populares.

Os Santos Populares são organizados pelo Município de Castro Marim e pelas juntas de freguesia, em parceria com várias coletividades do concelho.

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Brincadeiras antigas dão vida ao Dia Internacional do Brincar em Lagoa

O Município de Lagoa assinala, no próximo dia 11 de junho, o Dia Internacional do Brincar, com uma iniciativa dedicada às crianças e famílias no espaço envolvente ao Auditório Carlos do Carmo.

A celebração decorre entre as 17:00 e as 20:00 e pretende valorizar o brincar enquanto direito essencial, especialmente na infância, numa data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 78/268, adotada a 25 de março de 2024.

A iniciativa procura reforçar a importância do brincar no bem-estar infantil, destacando o seu contributo para o desenvolvimento emocional, social e criativo das crianças.

Brincadeiras antigas e momentos de partilha ao ar livre

À semelhança de edições anteriores, o espaço envolvente ao Auditório Carlos do Carmo será transformado num local de descoberta, imaginação e convívio, proporcionando momentos de diversão em família ao ar livre.

O programa convida os participantes a revisitar brincadeiras de antigamente e jogos que marcaram várias gerações, promovendo a partilha entre crianças, pais, avós e restante comunidade.

Com esta iniciativa, o Município de Lagoa pretende sensibilizar para a necessidade de garantir mais tempo e oportunidades para que as crianças possam brincar livremente no quotidiano.

A autarquia sublinha o espírito da celebração com a mensagem “Porque, afinal… é a brincar que a gente se entende!”.

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“Quella mattina il prof Angiolillo ebbe la sgradita sorpresa di trovare la moglie a letto con un altro”

Da un racconto apocrifo di Vitaliano Brancati. Tornato a casa anzitempo a metà mattina, il professor Angiolillo ebbe la sgradita sorpresa di scoprire sua moglie a letto con un altro. Avendo sempre visto nella moglie la buona donna di casa, il tradimento non era mai entrato nelle sue congetture. Lì per lì rimase dunque nell’atteggiamento di stupore di chi non sa a qual partito appigliarsi. Poi riaccostò la porta, s’allontanò in punta di piedi e finì per ritrovarsi, senza sapere né come né perché, in strada.

Innanzitutto cercò di mettere un po’ d’ordine nelle sue idee. L’avvenimento non solo era di una certa importanza, ma meritava d’essere esaminato al lume di una critica serena, scevra di ogni preconcetto. Sedette su una panchina solitaria ai giardinetti. “Sono un uomo disonorato?”, propose a se stesso come primo quesito. Domanda ardua per un marito, anche se professore di matematica come lui, vale a dire uso a sottomettere problemi assai più difficili alla sua mente speculativa. L’affrontò con serenità. “Vediamo un po’ “, continuò fra sé, incrociate le braccia. “Atteso che l’uomo, sposandosi, elegge come sede del proprio onore un luogo così poco adatto alla sua vigilanza e al suo controllo, il disonore è un pregiudizio sociale al quale uno spirito indipendente dovrebbe ribellarsi. Ma il pregiudizio non è forse la prima virtù dell’uomo civilizzato? I pregiudizi formano il substrato stesso della vita sociale. Non solo bisogna accettarli come immutabili, ma considerarli anche necessari. E poiché la sede del mio onore di marito è stata violata, debbo logicamente considerarmi, da oggi, un cornuto“.

Il professor Angiolillo non fu per nulla contento del risultato a cui era pervenuto. Gli suonavano ancora nelle orecchie le commosse parole pronunciate quella mattina dal preside del liceo nel rimettergli in un gonfio astuccio di pelle la croce di Cavaliere; e si chiedeva come mai, uomo così onorabile fino alle 10:30, additato all’intera scolaresca come esempio di virtù civili, egli, a solo mezz’ora di distanza, senza averci messo nulla del suo, fosse così irreparabilmente disonorato! Qui il professore ebbe un moto d’orgoglio.

“Disonorato? Calma!” disse fra sé e sé. “Un marito è costretto da un pregiudizio sociale, ma questo pregiudizio, senza l’altrui conoscenza, non ha alcuna possibilità d’esercitarsi. In altre parole, il pregiudizio presuppone lo scandalo. Ora esaminiamo il mio caso. Nessun altro ha visto, nessun altro sa: perché dovrei mettermi alla stregua di certi mariti così soddisfatti del loro infortunio da volerlo vedere esteso in un atto pubblico, accompagnato per giunta dalle firme di coloro che hanno presieduto al sopralluogo? Non sono così imbecille! Tacerò, invece. Tacendo, il pregiudizio non potrà esercitarsi in mio danno. E, ottenuto ciò, potrò onestamente considerarmi ancora un uomo non solo onorabile, ma anche onorato”. Bene. Ma come ricomparirle davanti? Escluso ogni atto di violenza, doveva trovare il modo più adatto a trarsi immediatamente d’impaccio. Un piglio indifferente non poteva bastare. Con quale argomento avviare la conversazione? Un’idea l’illuminò.

Rientrò verso sera e fece un’irruzione delle più sorprendenti, con una mano infilata nella tasca del cappotto, che poteva sembrare minacciosa. La moglie cacciò un grido. Era pronta a cadere in ginocchio lì in corridoio e a chiedergli perdono quando lui cavò di tasca l’astuccio e l’aprì sotto i suoi occhi atterriti. “L’avevi mai vista, una croce di Cavaliere?” Lei prese l’astuccio, forse non lo guardò neppure, e glielo restituì senza dire una parola. Poi andò in cucina ad apprestare il pranzo, biascicando qualcosa. Aveva detto “pagliaccio”? Il professore non udì bene la parola, ma ne intuì il senso.

L'articolo “Quella mattina il prof Angiolillo ebbe la sgradita sorpresa di trovare la moglie a letto con un altro” proviene da Il Fatto Quotidiano.

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Terras sem Sombra em Viana do Alentejo: «Sob as Estrelas», com um dos melhores coros europeus

O Festival Terras sem Sombra ruma a Viana do Alentejo e Alcáçovas, no fim de semana de 13 e 14 de Junho. No sábado, dia 13, às 21h30, apresenta o concerto «Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», pelo coro feminino romeno-italiano Arpeggio, sob a direção musical de Gian Luigi Zampieri, com Irene Corgnale na flauta e Sofia Cocco no clarinete.

A tarde de sábado, 13 de junho, será marcada pela atividade de Património, que tem como tema «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real».

Será uma tarde em busca de um dos mais singulares conjuntos decorativos do Alentejo e uma das expressões mais raras das artes decorativas portuguesas do Maneirismo e do Barroco.

A manhã de domingo, 14 de junho, dedicada à salvaguarda da biodiversidade, como é hábito. Com o lema «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama», será possível conhecer a riqueza ecológica de um dos principais afluentes do Sado, num território onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.

Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Fundado em Roma por um excecional conjunto de músicas profissionais romenas, o coro Arpeggio percorreu mais de 150 palcos europeus, de Itália à Áustria, de Espanha à Roménia, da Cripta de Gaudí em Barcelona à Expo Milano 2015.

A 13 de junho, este ensemble, já senhor de um percurso notável, assina um novo capítulo da sua história, desta feita no concelho de Viana do Alentejo.

A igreja matriz de São Salvador, em Alcáçovas, recebe um concerto que junta o madrigal renascentista italiano e a música romena dos séculos XX e XXI, num encontro de geografias e tempos distintos, em mais um fim de semana de atividades do Festival Terras sem Sombra. 

À componente musical junta-se uma leitura do património de embrechados do jardim do Paço Real, em Alcáçovas, e uma incursão pela ecologia da bacia do rio Xarrama. Recorde-se que as atividades em Alcáçovas integram a Semana Cultural desta freguesia.

Na sua presença em Viana do Alentejo, a 13 e 14 de junho, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município local, da Junta de Freguesia de Alcáçovas, do Instituto Cultural Italiano e do Instituto Cultural Romeno em Lisboa.

Conta também com o apoio sustentado da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação «La Caixa» e da CCDR-Alentejo.

Sul Informação

Do madrigal renascentista à identidade musical romena: confluências de Leste a Oeste

«Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», assim se intitula o concerto da noite de sábado, 13 de junho (21h30).

O cenário é sublime: a igreja matriz de São Salvador guarda no seu interior, entre outras obras raras, o panteão dos Henriques de Trastâmara, senhores de Alcáçovas. A acústica das três naves de proporções excecionais é o garante de um concerto memorável.

Em palco, o Coro Arpeggio conta com a direção musical de Simona Moldoveanu, o acompanhamento ao piano de Gian Luigi Zampieri e as participações da flautista Irene Corgnale e da clarinetista Sofia Cocco.

O programa percorre vários séculos da música europeia, entretecendo o repertório renascentista italiano com composições romenas dos séculos XX e XXI.

Fundado em Roma em 2014, o ensemble Arpeggio dedica-se à divulgação da música coral romena e italiana no panorama europeu, com um percurso marcado pelo intercâmbio cultural e pela circulação internacional.

O coro mantém estreita ligação às comunidades da diáspora, colaborando regularmente com a Academia da Roménia em Roma, e organiza o Roots Fest – Festival Internacional de Coros.

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Os embrechados do Paço Real: onde a natureza se faz arquitetura e símbolo

A tarde de sábado, dia 13 (15h00), propõe a visita guiada «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real», com ponto de encontro no Paço dos Henriques e orientação de Aurora Carapinha, arquiteta paisagista, professora emérita da Universidade de Évora e investigadora do CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística.

Os embrechados – composições ornamentais executadas com conchas, seixos, vidro, cerâmica e outros materiais naturais – afirmaram-se entre os séculos XVII e XVIII como uma das linguagens estéticas mais singulares do barroco ibérico, presente em jardins, fontes, grutas artificiais e espaços de devoção, onde criava ambientes de forte dimensão cénica e espiritual.

No Paço Real de Alcáçovas, estes revestimentos atingem uma rara fusão entre natureza, arquitetura e transcendência: a capela e o jardim, também denominado Jardim das Conchinhas, com as suas 28 espécies distintas de conchas identificadas.

Destaque também para a assinatura do protocolo de colaboração entre a Pedra Angular, entidade organizadora do Festival Terras sem Sombra, e a Associação Portuguesa dos Jardins Históricos, a que preside Fernando Guedes.

O acordo abre caminho ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas em jardins históricos e outros espaços de elevado interesse paisagístico, acolhendo concertos, atividades culturais e ações de sensibilização.

Sul Informação
Rio Xarrama – Por Xuaxo – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=8939794

A bacia do Xarrama: ecologia, paisagem e a urgência de preservar

Na manhã de domingo, 14 de junho (09h30), a atividade «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama» convida ao conhecimento de um dos principais afluentes do Sado. O périplo, que decorre nas freguesias de Aguiar, Alcáçovas e Viana do Alentejo, conta com ponto de encontro no Jardim Público de Alcáçovas.

A visita é guiada pelos biólogos Miguel Porto, investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Universidade do Porto), e Sara Lobo Dias, investigadora do CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Universidade de Lisboa).

O Xarrama atravessa zonas de montado, áreas agrícolas, galerias ripícolas e barragens, criando habitats diversificados para aves, peixes, anfíbios e mamíferos e albergando espécies características do ecossistema mediterrânico, como sobreiros, azinheiras, freixos e outras espécies de vegetação ribeirinha, fundamentais para o equilíbrio hídrico e climático da região.

A sua bacia é igualmente um espaço onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.

As zonas húmidas e as margens do rio funcionam como corredores ecológicos essenciais para espécies vulneráveis e é precisamente nessa articulação entre ciência, conhecimento empírico e conhecimento de base científica que a atividade do TSS se funda.

Sublinhe-se que, pela primeira vez, o festival promove também um bioblitz, iniciativa de ciência cidadã que desafia os participantes a registar fotograficamente a fauna e a flora observadas ao longo do percurso.

A informação recolhida dará origem a um inventário-relâmpago da biodiversidade local, num contributo para um melhor conhecimento dos valores ecológicos deste espaço.

A programação da 22.ª edição do TSS prossegue a 27 e 28 de junho em Gavião, com um concerto pela mão do italiano Duo Baldo-Consonni, no concerto intitulado «Do Romantismo ao Âmago da Modernidade: Essências e Ruturas».

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Conversa com o Autor homenageia poeta amazonense Thiago de Mello

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Vai ao ar neste domingo (7), às 12h30, na Rádio MEC, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor. A jornalista Katy Navarro entrevista o poeta, educador e compositor Thiago Thiago de Mello, em programa que celebra o centenário de seu pai, o ícone da literatura Thiago de Mello (1926-2022), e seu primeiro livro de poesias, Uma varanda no meio do rio

Thiago Thiago de Mello nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado na Amazônia, ao lado do Rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no interior amazonense onde nasceu seu pai.

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Durante o programa, ele conta como surgiu a ideia de escrever um livro durante a pandemia que apresenta textos, poemas e letras de músicas, além de cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados.  

Thiago também festeja o centenário de nascimento do pai, autor de livros célebres que marcaram a literatura brasileira, como Faz escuro mas eu canto, Os Estatutos do Homem e Silêncio e Palavra.

Amadeu Thiago de Mello foi um jornalista e diplomata que foi preso durante a ditadura e se exilou no Chile, onde conheceu Pablo Neruda e Paulo Freire, figuras históricas que influenciaram sua obra. 

Em paralelo ao trabalho na literatura, Thiago Thiago de Mello também está lançando o seu sexto álbum musical, intitulado Nada vai sumir, no qual canta sobre a Amazônia, o poder da memória e a impermanência.  

Sobre o Conversa com o Autor 

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube. 

Sobre a Rádio MEC 

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos. 

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa. 

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC. 

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

Rádio MEC na internet e nas redes sociais 

Site: https://radios.ebc.com.br 
Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec 
YouTube: https://www.youtube.com/radiomec 
Facebook: https://www.facebook.com/radiomec 
X: https://x.com/radiomec 
WhatsApp: (21) 99710-0537 

Como sintonizar a Rádio MEC 

Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 
Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 
Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 
Parabólica - Star One C2 - 3748,00 MHz - Serviço 3 
Celular - App Rádios EBC para Android e iOS 

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Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

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SP tem programação infantil gratuita na Feira do Livro do Pacaembu

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A 5ª edição da Feira do Livro, que ocupa a praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer para crianças e jovens na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário tem oficinas, mediação de leitura e contação de histórias até este domingo (7).

No Espaço Rebentos, as crianças poderão participar de oficinas de escrita criativa, em que poderão produzir contos de fadas; marcadores de livros, com papel reciclado e pigmentos naturais, e de construção de cadernos por meio de técnicas artesanais. Além de mediações de leitura, haverá um bate-papo com o público infantojuvenil sobre como criar personagens e contar histórias em quadrinhos.

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Destaque também para o espetáculo infantil Canções do Mar, no domingo, a partir das 11h40, no Espaço Motiva Tablado Literário. Gislaine Caitano e Patrícia Franco apresentam canções e poemas ritmados, explorando o oceano e suas criaturas marinhas em uma experiência de música e imaginação.

O autor Walcyr Carrasco, que também traduziu e adaptou clássicos da literatura infantojuvenil, receberá o público para conversa e sessão de autógrafos a partir das 15h, deste sábado (6), na tenda das editoras Moderna e Salamandra. Entre os títulos adaptados ao público jovem, estão Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Escritores como Pedro Bandeira - autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações - e as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, já passaram pela feira em encontros com o público. 

Para Belisa, levar uma obra com essa temática para um festival literário é “fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória".

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”, afirmou.

Acesso à cultura

No evento, houve ainda o lançamento do Circuito Cultural, uma iniciativa do Instituto Motiva com objetivo de ampliar o acesso de jovens estudantes da rede pública a museus e centros culturais em três estados. 

O projeto inaugura, durante a Feira do Livro de São Paulo, uma agenda de mais de 80 visitas ao longo deste ano. Durante o festival literário, mais de 400 jovens vão participar de visitas guiadas e atividades educativas.

No total, serão 15 espaços culturais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além da feira, as visitas acontecerão em locais como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Amanhã (RJ) e Casa Jorge Amado (BA). Para este ano, a expectativa é beneficiar cerca de 3 mil pessoas.

A programação completa da feira está disponível no site do evento.

*texto atualizado às 15h17

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Programa de rádio «A Rua 80» leva a festa a 8 concelhos do Algarve

A Rua 80, programa de rádio de referência na música dos anos 80 no Algarve, celebra este ano o seu 15º aniversário. Para assinalar a data, lança a Tournée Rua 80 – 15 Anos, com 23 festas temáticas, animadas pelo DJ Nuno Silva, que saem dos estúdios da RUA FM para ocupar praças, jardins e espaços culturais entre 6 de junho, em Alte (Loulé), e 26 de setembro, na Cortelha (Loulé).

As festas passam pelos oito concelhos de Loulé, Portimão, Silves, Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel, Vila do Bispo, Castro Marim e Olhão, com paragens em zonas turísticas emblemáticas, como Armação de Pêra, Monte Gordo e Quarteira, mas também no interior, reforçando o compromisso da marca com a coesão territorial.

O projeto conta com o apoio crescente de juntas de freguesia, câmaras municipais e associações locais. A entrada é livre.

«A “Festa da Rua 80” é mais do que um evento musical; é um espaço de partilha de memórias afetivas. Quando ouvimos aquelas canções, todos temos uma história para contar. Queremos que o Algarve inteiro se sinta parte desta celebração», explica Nuno Silva, DJ e criador do projeto.

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Fernando Pessanha apresenta o pirata e corsário Rui Valente em Castro Marim

Uma sessão pública dedicada à apresentação da obra O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador Fernando Pessanha, está marcada para sexta-feira, 12 de Junho, às 19h00, na na Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim.

Trata-se de uma sessão promovida pela Comendadoria do Algarve do Grão‑Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém.

A Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho” é apresentada como um «local cuja ambiência histórica reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa».

A sessão contará com a presença do autor, sendo a apresentação conduzida por Mariana Ornelas do Rego.

A obra em destaque foi distinguida com o 1.º lugar na 3.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro.

Com esta iniciativa, a Ordem de São Lázaro diz reafirmar «o seu compromisso em preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento e valorizando os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio».

Clique aqui para ler uma reportagem completa sobre o cavaleiro e corsário Rui Valente e o livro que, sobre ele, escreveu Fernando Pessanha.

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