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Moedas quer acabar com desconto nas refeições para alunos sem escalão. “Opção política, como o Chic-Nic”

Mais de 30 mil alunos passam a pagar totalidade do valor da refeição nas escolas, em vez de 50%, na nova proposta do PSD/CDS-PP/IL. Carlos Moedas renovou a medida de gratuitidade do PS, no ano passado. Agora, é contra. A liderança PSD/CDS-PP/IL na Câmara de Lisboa quer eliminar o desconto de 50% nas refeições a alunos não abrangidos por ação social, em vigor desde 2024, com críticas da oposição, que defende a gratuitidade universal. Em causa está uma notícia desta sexta-feira do Expresso sobre uma proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), que vai à reunião camarária da

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Universidade do Algarve disponibiliza provas digitais gratuitas para preparação das avaliações nacionais | Por Mauro Figueiredo

Num momento em que as avaliações externas em formato digital assumem um papel cada vez mais relevante no sistema educativo português, a Universidade do Algarve acaba de disponibilizar uma nova funcionalidade gratuita na plataforma MILAGE APRENDER+, permitindo aos alunos prepararem-se para as provas nacionais em ambiente digital igual ao das avaliações oficiais.

A novidade surge numa altura em que milhares de alunos do ensino básico se preparam para realizar provas e exames em formato digital, exigindo não apenas a consolidação dos conteúdos curriculares, mas também a familiarização com novas formas de interação, navegação e resolução de questões no computador.

Desenvolvida pela Universidade do Algarve e atualmente explorada pela Associação Ser MILAGE, a plataforma MILAGE APRENDER+ passou a permitir a geração automática de provas de treino digitais, estruturadas de forma igual às provas oficiais disponibilizadas pelo EduQA. Os alunos podem realizar múltiplas tentativas, praticar ao seu próprio ritmo e receber feedback imediato sobre o seu desempenho, identificando mais facilmente os conteúdos em que apresentam maiores dificuldades.

MAURO FIGUEIREDO – Coordenador do Projeto MILAGE APRENDER+ da Universidade do Algarve
Os resultados alcançados demonstram a crescente adesão da comunidade educativa a este modelo de aprendizagem

Esta funcionalidade integra-se num projeto educativo que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a apoiar escolas de diferentes regiões do país na integração das tecnologias digitais ao serviço das aprendizagens. Resultado da investigação académica e da experiência acumulada em contexto escolar, a plataforma MILAGE APRENDER+ procura responder a um dos grandes desafios da educação contemporânea: utilizar a tecnologia não apenas como um recurso complementar, mas como uma plataforma educativa capaz de promover uma aprendizagem mais ativa, personalizada e inclusiva.

Disponível gratuitamente para todas as disciplinas, desde o pré-escolar até ao 12.º ano de escolaridade, a plataforma reúne vídeos educativos, recursos digitais interativos, atividades diferenciadas e funcionalidades de acompanhamento que permitem aos professores monitorizar o progresso dos seus alunos em tempo real.

O modelo pedagógico da MILAGE assenta em princípios reconhecidos pela investigação educacional como potenciadores do sucesso escolar. A autonomia dos alunos é incentivada através da realização de atividades ao seu próprio ritmo, enquanto mecanismos de gamificação contribuem para aumentar a motivação e o envolvimento nas tarefas propostas. Paralelamente, os processos de autoavaliação e avaliação entre pares promovem a reflexão crítica sobre as aprendizagens e o desenvolvimento de competências de responsabilidade e autorregulação.

Uma das características mais valorizadas pelos professores é a possibilidade de diferenciar percursos de aprendizagem dentro da mesma turma. Através da plataforma, é possível identificar dificuldades específicas, acompanhar a evolução individual dos alunos e disponibilizar recursos adequados às necessidades de cada um, promovendo uma resposta educativa mais equitativa e ajustada à diversidade existente nas escolas.

Também as famílias assumem um papel importante neste processo. Através das contas de encarregado de educação, os pais podem acompanhar o percurso dos seus educandos, consultar o trabalho realizado e participar de forma mais ativa no acompanhamento das aprendizagens.

A plataforma promove igualmente a participação ativa da comunidade educativa, incentivando professores e alunos a criar e partilhar recursos educativos digitais que podem ser reutilizados por outros utilizadores, promovendo uma cultura de colaboração, inovação pedagógica e construção coletiva do conhecimento.

A introdução das novas provas digitais de treino representa mais um passo na evolução deste ecossistema educativo. Além de apoiar os alunos na preparação para as avaliações externas, a plataforma permite agora aos professores criar gratuitamente testes digitais de avaliação sumativa, utilizando questões próprias ou recorrendo ao vasto banco de recursos educativos já disponível.

Anualmente, o projeto promove a Conferência Internacional de Aprendizagem Móvel no Projeto MILAGE e os Prémios MILAGE APRENDER+, iniciativas que visam divulgar boas práticas educativas e reconhecer o trabalho desenvolvido por alunos e professores em escolas de todo o país. A edição de 2026 realiza-se nos dias 8 e 9 de julho, em Matosinhos.

Os resultados alcançados demonstram a crescente adesão da comunidade educativa a este modelo de aprendizagem. Atualmente, a plataforma MILAGE APRENDER+ disponibiliza cerca de 80 mil recursos educativos digitais e registou, apenas no presente ano letivo, mais de um milhão de problemas resolvidos pelos alunos. Desde a sua criação, a plataforma já impactou mais de 223 mil alunos.

A dimensão nacional do projeto reflete-se também na diversidade de escolas, regiões, disciplinas e níveis de ensino envolvidos. Da educação pré-escolar ao ensino secundário, os professores utilizam diariamente a plataforma para apoiar as aprendizagens, criar recursos educativos digitais, acompanhar o progresso dos alunos e promover práticas pedagógicas mais personalizadas e inclusivas.

Os dados recolhidos em diferentes contextos educativos evidenciam igualmente resultados encorajadores. Em várias escolas que integraram iniciativas apoiadas pela plataforma MILAGE APRENDER+, verificaram-se melhorias significativas nos desempenhos dos alunos.

Os números representam apenas uma parte do impacto alcançado. Mais significativa é a forma como professores, alunos e famílias reconhecem na plataforma uma ferramenta capaz de tornar a aprendizagem mais motivadora, mais personalizada e mais próxima das necessidades reais de cada estudante.

Ao longo dos últimos anos temos acompanhado milhares de alunos, professores e famílias que utilizam diariamente a plataforma. Essa proximidade às escolas tem-nos permitido compreender melhor os desafios que enfrentam e desenvolver soluções que procuram responder às necessidades reais dos diferentes contextos educativos.

Num contexto em que a transformação digital da educação continua a colocar novos desafios às escolas, a experiência acumulada ao longo dos últimos anos reforça a convicção de que a inovação tecnológica produz melhores resultados quando é colocada ao serviço das pessoas e integrada em práticas pedagógicas que valorizam o papel dos professores.

A plataforma encontra-se disponível gratuitamente em webmilage.ualg.pt, permitindo a qualquer aluno, professor ou encarregado de educação explorar os seus recursos e funcionalidades. Mais informações sobre a Conferência Internacional de Aprendizagem Móvel no Projeto MILAGE e os Prémios MILAGE APRENDER+ podem ser consultadas em milagelearnmore.org.

Continuaremos, por isso, a trabalhar para que a tecnologia contribua para uma educação mais inclusiva, mais humana e mais capaz de responder aos desafios de uma sociedade em permanente transformação.

MILAGE APRENDER+ em números

  • 223 278 alunos impactados desde 2016
  • 79 660 recursos educativos digitais criados
  • 1 086 328 problemas resolvidos em 2025/2026
  • Recursos disponíveis do pré-escolar ao 12.º ano
  • Utilização em escolas de norte a sul do país
  • Plataforma gratuita: webmilage.ualg.pt
  • Conferência e Prémios MILAGE 2026: milagelearnmore.org

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Infantário Pimpão: mais de 40 anos dedicados à infância em Tavira

A funcionar como creche para crianças dos 0 aos 2 anos e jardim de infância dos 3 aos 5, o Infantário Pimpão é hoje uma das instituições de referência na educação de infância em Tavira. Fundado em fevereiro de 1983, o espaço acompanha há mais de quatro décadas várias gerações de famílias tavirenses.

Numa fase inicial, o infantário funcionou onde é hoje a Escola D. Manuel I em Tavira, acolhendo sobretudo filhos de funcionários do Ministério da Educação. Em setembro de 1989, abriu portas para a restante comunidade e mudou-se para as instalações construídas de raiz, onde continua a funcionar até hoje.

Maria Luís, presidente da direção, e Eugénia Sousa, diretora pedagógica, estão ligadas ao Pimpão há 42 anos. As duas educadoras assumiram a direção em 1996, numa altura marcada por dificuldades financeiras que chegaram a colocar em risco a continuidade da instituição.

“Pegámos nisto para salvar o nosso posto de trabalho e o das restantes funcionárias”, recordam as responsáveis. Com uma gestão rigorosa e muito esforço pessoal, conseguiram recuperar a estabilidade da instituição sem comprometer o projeto educativo nem a qualidade do trabalho desenvolvido com as crianças.

Educação participativa e ligação próxima às famílias

Ao longo dos anos, o Pimpão distinguiu-se pela aposta numa educação participativa, próxima das famílias e centrada no desenvolvimento infantil. “Nunca vimos a creche apenas como um espaço para guardar crianças”, sublinham ao POSTAL.

A instituição trabalha segundo as orientações curriculares estruturadas em três áreas fundamentais: formação pessoal e social, expressão e comunicação e conhecimento do mundo para a educação infantil, desenvolvendo projetos pedagógicos adaptados aos interesses e necessidades das crianças, referiu a presidente ao POSTAL.

A aprendizagem é construída através da exploração, da comunicação e da interação com o meio envolvente, numa metodologia que valoriza a curiosidade natural dos mais novos.

A relação com as famílias continua a ser uma das principais marcas do infantário. Os pais podem acompanhar de perto o quotidiano das crianças, numa lógica de “porta aberta” que, segundo as responsáveis, fortalece a confiança e o envolvimento familiar.

“As crianças são o melhor veículo de comunicação. São elas que mostram aos pais aquilo que aprenderam e viveram aqui”, acrescenta Maria Luís ao POSTAL.

Gerações de tavirenses continuam ligadas ao Pimpão

Ao longo das últimas décadas, o Infantário Pimpão estabeleceu ainda parcerias com diversas entidades locais, escolas profissionais, universidades e instituições internacionais.

Atualmente, muitas das crianças que passaram pelo infantário regressam enquanto pais dos novos alunos, algo que as responsáveis encaram como reflexo do impacto que o Pimpão continua a ter na comunidade tavirense.

Para Eugénia Sousa, o segredo continua a estar na forma como vivem diariamente a profissão. “Transformar as ações educativas numa festa é o mais importante”, afirma, acrescentando que “se nós não estivermos motivadas, também não conseguimos motivar as crianças.”

Já Maria Luís resume o percurso no Pimpão como “um privilégio”.

“Transformar a educação num prazer continua a ser o mais importante”, concluem as responsáveis.

EJ/CM

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Lisboa e Algarve recebem encontros dedicados ao International Baccalaureate

O International Baccalaureate (IB) vai promover, em junho, dois encontros em Portugal dedicados à educação internacional, ao reconhecimento académico e à preparação dos alunos para o ensino superior e para o futuro profissional.

As iniciativas incluem o Dia da Universidade do IB – Lisboa, marcado para quarta-feira, 17 de junho, e o Dia do IB no Algarve, que se realiza na sexta-feira, 19 de junho, no Nobel Algarve British International School Almancil, reunindo representantes de universidades, escolas, diretores e coordenadores académicos.

Segundo o IB, a organização é “um líder global em educação internacional, com quatro programas para alunos dos 3 aos 19 anos”, procurando oferecer aos estudantes ferramentas para desenvolverem pensamento crítico, capacidade de resolução de problemas e competências para um mundo em rápida mudança.

Fundado em 1968, o International Baccalaureate está atualmente presente em mais de 163 países, com mais de 6.230 escolas e mais de dois milhões de alunos. Em Portugal, o IB está ativo desde 1986 e conta com programas disponibilizados em 18 escolas independentes.

Encontros em Lisboa e no Algarve reforçam debate educativo

O Dia da Universidade do IB – Lisboa dirige-se a representantes de universidades em Portugal e pretende promover o diálogo sobre o acesso ao ensino superior, o reconhecimento do Diploma do IB e os desafios enfrentados pelos alunos na transição da escola para a universidade.

De acordo com a organização, o evento reúne “universidades, escolas do IB e parceiros internacionais numa tarde de diálogo e reflexão sobre o acesso à educação superior, o reconhecimento do Diploma do IB e os desafios que os alunos enfrentam ao fazerem a transição da escola para a universidade”.

O programa inclui um painel com representantes de universidades, que irão partilhar perspetivas sobre admissões, reconhecimento académico e o valor do perfil da comunidade de aprendizagem do IB.

Dois dias depois, o Dia do IB no Algarve reunirá diretores e coordenadores académicos de escolas públicas e privadas de Portugal, num encontro dedicado à colaboração, ao intercâmbio de experiências e à partilha de boas práticas.

Após uma primeira edição realizada em Lisboa, em 2022, o Dia do IB volta a Portugal com sessões interativas lideradas por escolas autorizadas e candidatas do IB, momentos de networking com a equipa da organização e contacto com a comunidade educativa nacional.

Programas preparam alunos para universidade e mundo profissional

O IB afirma que os seus programas procuram formar jovens resilientes e equilibrados, com conhecimento, competências e sentido de propósito para contribuir para um mundo melhor.

A organização sublinha que o seu currículo é deliberadamente flexível, permitindo que alunos, professores e escolas adaptem a aprendizagem à cultura, ao contexto, às necessidades e aos interesses de cada comunidade educativa.

Os programas disponibilizados pelo IB abrangem diferentes faixas etárias: o Programa da Escola Primária, dos 3 aos 12 anos; o Programa dos Anos Intermédios, dos 11 aos 16; o Programa do Diploma, dos 16 aos 19; e o Programa de formação profissional, também dos 16 aos 19 anos.

O Programa do Diploma é apresentado como uma qualificação rigorosa e reconhecida internacionalmente, preparando os alunos para a universidade através de disciplinas académicas e componentes centrais como Teoria do Conhecimento, Criatividade, Atividade, Serviço e Monografia.

Segundo o IB, as competências necessárias para o sucesso no ensino superior ou na carreira profissional vão hoje além do conteúdo académico tradicional.

A organização defende que os seus graduados estão preparados para compreender melhor as complexidades do mundo, com competências, empatia e mentalidade adequadas a um contexto em rápida transformação.

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Portimão reforça oferta de certificação internacional de inglês no Algarve

O British Council anunciou a abertura de um novo centro de exames IELTS em Portimão, reforçando no Algarve a oferta de certificação internacional de inglês para fins académicos e profissionais.

A partir deste mês de junho, os candidatos passam a poder realizar o exame em sessões regulares no CLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação, situado na Rua D. Maria Luísa, 122, junto à estação de comboios de Portimão.

Segundo o British Council, a abertura do novo centro vem reforçar a presença do “teste internacional de inglês mais reconhecido para mobilidade académica e profissional na região do Algarve”.

As primeiras datas já confirmadas para a realização do exame são 26 de junho, 11 de julho, 23 de outubro e 20 de novembro de 2026.

Exame passa a estar disponível em sessões regulares no Algarve

Com esta abertura, o British Council prossegue a expansão da sua rede de centros IELTS em Portugal, que já conta com sessões regulares no Porto, Coimbra, Lisboa, Almancil e Funchal, aproximando o exame dos candidatos em diferentes regiões do país.

O IELTS, sigla de International English Language Testing System, é aceite por mais de 12 mil instituições em mais de 140 países, incluindo universidades, entidades de imigração e empresas internacionais.

De acordo com o comunicado, o exame desempenha, em Portugal, “um papel essencial para estudantes e profissionais que pretendem integrar programas académicos lecionados em inglês ou candidatar-se a oportunidades internacionais”.

Desenvolvido por especialistas em avaliação linguística, o IELTS avalia a compreensão escrita, a expressão escrita, a compreensão oral e a expressão oral, refletindo a forma como cada candidato utiliza o inglês para estudar, trabalhar e viver num ambiente de língua inglesa.

A certificação assume também uma importância crescente no contexto dos programas de mobilidade académica, como o Erasmus+, em especial após o anúncio oficial de que o Reino Unido vai aderir ao programa a partir de 1 de janeiro de 2027. O IELTS é reconhecido por todas as universidades britânicas como comprovativo de proficiência em inglês.

Parceria com o CLCC reforça acessibilidade à certificação

A abertura do novo centro em Portimão resulta da parceria entre o British Council e o CLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação. A colaboração permite alargar a oferta do exame no Algarve, assegurando aos candidatos um espaço preparado para acolher exames de elevada exigência, numa localização central e de fácil acesso.

Para Tim Perry, diretor dos Exames no British Council Portugal, “a abertura do novo centro IELTS em Portimão representa mais um passo no compromisso do British Council em tornar esta certificação internacional mais acessível em diferentes regiões do país. Através da parceria com o CLCC, conseguimos disponibilizar sessões regulares no Algarve, uma região também marcada pelo turismo em que tantas pessoas necessitam de uma certificação em inglês, permitindo que estudantes e profissionais possam realizar o exame num espaço de elevada qualidade”.

As inscrições para o IELTS são realizadas exclusivamente online no website do British Council, onde os candidatos podem consultar todas as datas disponíveis, modalidades e informações práticas.

O British Council é a organização internacional do Reino Unido para a cultura e a educação, trabalhando nas áreas das artes e cultura, educação e língua inglesa. A entidade está presente em mais de 100 países e trabalha com pessoas de mais de 200 países e territórios.

O CLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação é uma instituição de ensino privada fundada em 1991, em Portimão. A entidade é certificada pela DGERT, reconhecida pelo Ministério da Educação e mantém protocolos e parcerias com várias instituições.

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A reforma antes das reformas

Há uma semana, neste mesmo espaço, escrevi sobre o nó português: a demografia que se contrai, a tecnologia que rompe, o Estado que se mantém quando devia transformar-se, e a soberania que se dissolve enquanto insistimos em não olhar. Faltou dizer que há uma reforma que vem antes de todas as que ali nomeei. É a do ensino. E é discutida com a mesma pequenez de sempre: manuais, plataformas, calendários de exames, a aritmética do costume. Discutimos a mobília enquanto a casa muda de função.

A escola que temos foi pensada para um mundo em que saber era ter acesso. Fazia sentido quando a informação era escassa e cara. Esse mundo acabou. A inteligência artificial torna o acesso à informação instantâneo e quase gratuito, e continuar a premiar quem decora é treinar pessoas para uma corrida que já perderam à partida.

Isto não é uma abstracção pedagógica, é economia real, e é já. O mercado de trabalho está a ser reconfigurado agora, não daqui a dez anos. Profissões inteiras mudam ou desaparecem, e impõe-se uma lógica simples: tudo o que a máquina faz bem e barato perde valor, e tudo o que só o humano faz ganha-o. Preparar os mais novos não é ensiná-los a perseguir a última “skill” da moda, que estará obsoleta antes de eles se formarem, é formar as faculdades que sobrevivem a qualquer reconfiguração. A inteligência artificial não é a ameaça, é a alavanca. Mas a alavanca precisa de quem a saiba mover, e não de quem se deixe substituir por ela.

A resposta começa por uma estrutura antiga, o Trivium: gramática, lógica e retórica. Usar a língua com precisão, raciocinar sem se enganar, exprimir-se com clareza. Mas não basta reorganizar horários. É preciso reinventar as próprias disciplinas de base. A filosofia e a história, para situar o homem no tempo e no pensamento. A matemática, a física e a química, para raciocinar sobre o real e não apenas opinar sobre ele. O desporto, porque o corpo e a disciplina também formam a pessoa. A música e a arte, porque a sensibilidade e a forma não são um luxo, são parte do que nos distingue da máquina. Nenhuma destas matérias é ornamento de currículo. São a arquitectura do pensamento.

E há uma incidência que tem de começar cedo, e que hoje tratamos como acessório: a cidadania, a educação cívica e a defesa nacional. A escola não forma apenas trabalhadores, forma cidadãos. O sentido do bem comum, o conhecimento das instituições, a ideia de que um país se defende e não se herda por inércia, é isto que molda o tipo de gente que queremos ser. Uma democracia que não ensina os seus a compreendê-la e a protegê-la está a preparar a própria erosão.

No fundo, é uma questão civilizacional. Já Aristóteles, na Política, advertia que há uma educação que se deve dar aos jovens não por ser útil ou necessária, mas por ser nobre e própria de um homem livre. Não é por acaso que lhes chamamos artes liberais: são as artes de quem é senhor de si. Andamos a formar especialistas competentes e dependentes, peças afinadas para uma função que a máquina aprende depressa a executar melhor. Falta o ser humano completo, o que pensa para além da sua especialidade, se adapta e se governa. O Trivium e as artes liberais são a espinha dessa tradição, que vem da Grécia e de Roma e fez do Ocidente o que ele é. Abandoná-la para correr atrás da máquina não é modernizar, é esquecer quem somos.

Há ainda o número. Se as crianças serão cada vez menos, cada uma vale mais, e nenhuma se pode desperdiçar. Mas o mesmo raciocínio estende-se ao outro extremo da vida. Se vivemos e trabalhamos mais anos, a educação deixa de ser uma idade e passa a ser uma condição permanente. Já temos universidades seniores e reconversão profissional, mas de forma tímida e tardia. Teremos de reconverter muito mais gente do que o sistema hoje imagina. A escola, dos seis aos setenta anos.

Dirão que tudo isto é um regresso ao passado. É exactamente o contrário. O clássico tornou-se estratégico precisamente porque forma autonomia. Um país que não ensina a julgar entrega o discernimento a quem programa a máquina, e uma nação que delega o seu juízo deixa de ser soberana muito antes de o saber. A isto chamo soberania intelectual, e talvez seja a condição de todas as outras de que falei há uma semana.

Não precisamos de uma escola que ensine a competir com a máquina em memória e em velocidade. Essa corrida está perdida e não valia a pena ganhá-la. Precisamos de uma escola, dos primeiros anos aos últimos, que ensine a pensar melhor do que a máquina pensa por nós. O resto é mobília.

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Ontem, como professor, ganhei 10-0 à Inteligência Artificial | Por Paulo Freitas do Amaral

Ontem revi dezenas de ex-alunos meus num sarau de ginástica. Após muitas emoções e, já em casa, com alguma frieza, revi rostos, momentos e ensinamentos e percebi que o tempo também nos pode dar felicidade, por permanecermos no coração e na memória de quem partilhou conhecimento e sentimento numa sala de aula connosco.

Foi aí que o meu pensamento, antes de adormecer no sofá, me levou para mais longe… As palavras de um comentador “elétrico”, aos berros na televisão, ecoavam, dizendo que a profissão de professor iria ser dizimada pela Inteligência Artificial.

Pensei para comigo: será que este comentador diria o mesmo se tivesse ensinado o António, que agora ama a disciplina de História porque viveu as minhas aulas sobre a cultura egípcia como se tivesse sido o melhor amigo de Ramsés III? Será que este comentador tem noção de que o Manel descobriu o seu jeito para fazer os outros rir, por se sentir à vontade comigo, quando contou uma piada provocadora na sala e fez o resto da turma rir? Será que o comentador da televisão tem noção de que a Matilde disse à mãe, no dia em que me despedi da sua turma, que queria ser professora de Português quando crescesse, tal e qual como o professor Paulo era?

A Inteligência Artificial, por mais que pense sozinha, aja sozinha e até possa dar aulas, nunca ouvirá um agradecimento de um aluno por o ter mandado para a rua numa aula por ter feito uma asneira, como a Rita me disse ontem durante o sarau… E já passaram quatro anos desde que fui professor dela, em Évora.

Por mais que a Inteligência Artificial se ligue a um robô e resulte num maravilhoso humanoide, ao rever a Catarina, jamais lhe perguntará, como lhe perguntei ontem, se as razões das lágrimas que deitou no seu 5.º ano já desapareceram. Jamais conhecerá o olhar cúmplice ou o abraço sentido que ontem troquei com o Dinis, por saber das dificuldades que passou com os seus colegas… e que ele sabe que eu sei.

A exigência de um professor no futuro não pode ser a mesma que pautou o ensino quando éramos crianças. Nisso dou razão aos “profetas da desgraça” que vaticinam o desaparecimento da profissão de professor. Aos professores mais insensíveis para com os alunos, a sua hora chegará.

A profissão de professor no futuro, utilizando o recurso expressivo da comparação e recorrendo ao exemplo de uma profissão que, segundo o comentador “elétrico” da televisão, jamais desaparecerá, terá de ser como a de um canalizador: analisa (ensina), descobre o problema (cativa os alunos para gostarem da sua disciplina) e repara (encaminha os alunos para serem bons profissionais).

Os discursos monocórdicos da exigência do passado terão de ser reformulados. A alegria de ensinar e a construção de bons seres humanos não passam por uma máquina, por mais que ela se assemelhe ao ser humano.

Aquilo que faz correr um aluno para um abraço de reencontro a um professor é muito mais do que um algoritmo disfarçado de “olhar humano”.

Os avisos da Anthropic para os professores servirão apenas para aqueles que acham que uma nota reflete toda a exigência do mundo, que a alegria é sinónimo de irresponsabilidade e que uma cara mal-disposta representa autoridade.

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Escolas de Lagoa e Portimão recebem Selo Ouro da RedEscolas AntiCorrupção

Duas escolas do distrito de Faro foram distinguidas com Selo Ouro na 5.ª edição da RedEscolas AntiCorrupção, programa escolar de literacia anticorrupção promovido pela Associação All4Integrity.

A cerimónia final realizou-se na passada segunda-feira, 1 de junho, na Sala do Senado da Assembleia da República, reunindo mais de 160 convidados, entre os quais o presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção, João Mouraz Lopes, e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo.

A sessão assinalou o encerramento de mais um ano letivo de trabalho desenvolvido pelas escolas junto das suas comunidades, no âmbito da promoção da literacia anticorrupção e de uma cultura de integridade.

De acordo com a organização, a cerimónia permitiu celebrar o trabalho realizado pelas escolas, “fomentar a troca de experiências entre os participantes e o contacto direto com os agentes de decisão”.

Escolas de Lagoa e Portimão receberam Selo Ouro

No distrito de Faro, participaram nesta edição o Agrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira, através da Escola Básica Jacinto Correia, e a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, ambas distinguidas com Selo Ouro.

Durante a cerimónia, além da entrega dos certificados de participação, as escolas ficaram a conhecer o Selo Digital atribuído pelo júri, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano.

A RedEscolas AntiCorrupção é um programa criado e desenvolvido pela All4Integrity, dirigido a jovens em idade escolar e implementado em contexto local.

Segundo a associação, a iniciativa promove, “no quadro dos valores de uma democracia participativa”, o desenvolvimento de competências relacionadas com o fenómeno da corrupção e crimes conexos, através de uma metodologia de projeto assente numa narrativa pedagógica própria.

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UNINASSAU é destaque em três categorias do JC Recall de Marcas 2026

Em feito histórico, a UNINASSAU conquistou o primeiro lugar em três categorias do JC Recall de Marcas 2026. A instituição foi a mais lembrada pelos pernambucanos nas categorias 'Ead - Ensino a Distância', 'Faculdade Particular' e 'Faculdade Particular de Medicina'.

O feito não só comprova a presença da marca no imaginário do público, como reforça o constante compromisso da UNINASSAU com o acesso à educação de qualidade. Destaque para o curso de Medicina, que tem recebido investimentos destinados à infraestrutura, tecnologia e método de ensino prático.

"A UNINASSAU ser continuamente lembrada pela população é um ótimo indicativo de que a UNINASSAU está presente na memória afetiva da sociedade", afirma Jânyo Diniz, Presidente do Grupo Ser Educacional, mantenedor da UNINASSAU.

Divulgação
Jânyo Diniz, CEO do Grupo Ser Educacional - Divulgação

Presença em Pernambuco

Atualmente com 22 anos de atuação, a UNINASSAU possui forte presença no Estado, totalizando onze unidades - todas tomando como base o Sistema Ubíqua, modelo educacional e tecnológico do Grupo. Como pilares desse formato, estão a aprendizagem híbrida, com tecnologia integrada e foco no mercado. Assim, o aluno ingressa na universidade e desenvolve não só habilidades pessoais, como skills voltadas para o que o mercado profissional exige atualmente.

"Nosso maior desafio é mudar o modelo de ensino para que este seja focado no aprendizado completo do aluno", complementa Jânyo Diniz. O Sistema Ubíqua também permite que o aluno tenha experiências e vivências com profissionais renomados do Brasil e de outros países, dentro das plataformas digitais. Esse é um sistema que nasceu para oferecer um diferencial para os estudantes.

Investimento e inovação na educação

Tendo como carro-chefe o curso de Medicina, que possui nota 5 no MEC, a UNINASSAU amplifica os investimentos nos cursos de saúde, oferecendo tecnologia e infraestrutura completa em seus laboratórios.

JONAS QUIRINO/JC IMAGEM
Cursos de saúde recebem constante investimento na UNINASSAU - JONAS QUIRINO/JC IMAGEM

Além disso, a instituição se mostra aliada das novas tendências ao usar Inteligência Artificial a favor do processo de aprendizado dos alunos. A ideia é oferecer um diferencial competitivo para o mercado, que cada vez mais requer esse tipo de habilidade. "O uso de IA tem que permitir que os cursos sejam mais customizados para o aluno ter um aprendizado individualizado", complementa Jânyo. "A inovação permeia os mais diversos setores com ações como o Sistema Ubíqua, que ajuda o aluno a se desenvolver."

Além desses aspectos, a UNINASSAU promove diferentes propostas que vão para além da sala de aula, como congressos, seminários, festivais e oportunidades, no geral, que permitam se relacionar de forma prática com a futura profissão.

"Temos o propósito de ser uma empresa inovadora, empreendedora e tecnológica, que oferece a melhor educação para que os alunos possam ser bem sucedidos em sua vida profissional, seja empreendendo ou buscando uma posição em uma empresa. Essa é a nossa missão e reflete o nosso compromisso diário de colocar o aluno no centro, preparando-o para vencer desafios e criar valor, seja como empreendedor ou colaborador", finaliza Jânyo Diniz, presidente do Grupo Ser Educacional.

© Jonas Quirino/JC IMAGEM

Unidade da UNINASSAU em Boa Viagem
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PR apela a que Luxemburgo alargue opção curricular de ensino de português

VTM

António José Seguro falava numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo, país que visita desde sexta-feira e que marca o arranque das comemorações oficiais do Dia de Portugal, a que se juntou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O chefe de Estado salientou que o português “é uma chave que abre portas no mundo inteiro”, falado por 260 milhões de pessoas em quatro continentes.

“Quando estiverem cansados nas aulas, lembrem-se disso. Não estão apenas a aprender uma língua, estão a ligar-se ao mundo”, afirmou.

Aos pais e professores, assegurou que o seu papel “é reconhecido e valorizado pelo Presidente da República de Portugal e também pelo primeiro-ministro”, que tinha discursado minutos antes.

“Deixei aos responsáveis luxemburgueses um apelo claro: que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular do nosso ensino, aqui, num país onde cerca de um terço de residentes é lusófono, onde o português é a segunda língua principal falada em casa pelos alunos do ensino público e isso é relevante para o nosso país”, disse.

Para Seguro, esta é “uma opção decisiva para o fortalecimento de uma comunidade dinâmica e coesa”.

O Presidente da República e o primeiro-ministro encontraram-se hoje com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem.

“Olhar para esta sala e ver estes rostos cheio de energia, cheios de futuro, é ver Portugal vivo no centro da Europa e perceber melhor do que qualquer discurso poderia explicar, porque é que escolhi o Luxemburgo para celebrar o primeiro dia de Portugal no meu mandato”, afirmou Seguro.

O chefe de Estado voltou a agradecer às autoridades luxemburguesas a forma como tem tratado a comunidade portuguesa, que classificou como “uma força do Luxemburgo”.

Para Seguro, ter dois países “não significa ter um coração dividido, significa ter um coração maior, onde cabem dois países e dois povos extraordinários”.

“Portugal está nos vossos avós que ligam pelo telefone. Está na comida que a vossa mãe faz ao fim de semana, ou o vosso pai. Está nas histórias que ouviram contar. Está nas músicas que conhecem sem saber bem quando as aprenderam. E acima de tudo, está na língua que estão a aprender aqui nesta sala”, disse.

O Presidente da República assegurou que “Portugal está sempre de braços abertos” para receber estes emigrantes, quer seja de férias, quer seja para construírem uma vida num país “que precisa de todos”.

“Continuem a falar português em casa. E quando alguém vos perguntar de onde são, digam com a cabeça erguida e um sorriso, sou português, do Luxemburgo e de Portugal”, pediu.

PRIMEIRO MINISTRO

Também no Luxemburgo, o primeiro-ministro prometeu hoje que o Governo tudo fará para “garantir condições” aos que continuam a querer ensinar português no estrangeiro, apontando a língua como “o elo mais eficaz e mais vivo” para manter a ligação entre toda a comunidade.

“Àqueles que continuam a querer ensinar português, que continuam a servir o interesse de Portugal, quero transmitir-vos que nós não deixaremos de tudo fazer para garantir as condições para que esse trabalho possa ser continuado e para garantir que este elo que liga a nossa comunidade”, afirmou Luís Montenegro.

À entrada para um encontro com alunos que aprendem português, dois professores e delegados sindicais no Luxemburgo tinham abordado o Presidente da República e o primeiro-ministro para lhe pedirem que olhem “com o coração” para o futuro regime jurídico do ensino do português no estrangeiro.

Bruno Silva, professor e delegado sindical, entregou-lhes uma proposta relativa à rede de ensino português no estrangeiro (EPE), apelando a que a transição para o novo regime seja feita “com cautela”.

“Há um aspeto fulcral que está a pôr em pânico todos os professores que estão neste momento na rede EPE: a transição que tenha de ser feita, tem de ser feita com pés e cabeça, ou seja, não se pode descartar os professores que estão na rede neste momento para o próximo regime jurídico”, disse.

O sindicalista avisou que tem de se assegurar que se mantém a qualidade do ensino português no estrangeiro e que não haja “um ano zero”.

“Vamos aguardar que a negociação corra bem”, disse o primeiro-ministro.

“Vamos analisar”, corroborou o Presidente da República.

Em causa está a possibilidade de redução dos períodos das comissões de serviço e a limitação do número de renovações, sobretudo se aplicadas com caráter retroativo.

Os professores de português no estrangeiro afirmam que a introdução destas limitações criaria um “grave fator de instabilidade estrutural” numa rede que depende da continuidade e do investimento contínuo dos profissionais.

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Escola Profissional Cândido Guerreiro lança formações em regime pós-laboral

A Escola Profissional Cândido Guerreiro, em Alte, lançou formações modulares com a duração de 25 horas cada, em regime pós-laboral.

As ações formativas visam proporcionar oportunidades de aprendizagem “flexíveis e acessíveis”, conciliáveis com os horários profissionais e pessoais dos participantes e abrangendo áreas como a tecnologia, ambiente, bem-estar pessoal e conhecimento da natureza.

Formações

“Literacia Digital” capacita os participantes para a utilização das ferramentas tecnológicas do quotidiano. Serão abordadas competências como a navegação na internet, a comunicação digital, a segurança online e a utilização de serviços públicos eletrónicos.

Em “Técnicas de Compostagem”, são introduzidos os fundamentos da compostagem doméstica e comunitária, com a aprendizagem de técnicas para transformar resíduos orgânicos em composto de qualidade.

Direcionada para o “equilíbrio emocional e a melhoria das relações interpessoais”, “Gestão de Stress e Gestão de Conflitos” oferece ferramentas para identificar e gerir situações de stress, bem como estratégias para a resolução “construtiva” de conflitos no contexto pessoal e profissional.

“Cultura de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares”: descobrir e valorizar o potencial das plantas aromáticas, medicinais e condimentares é o objetivo. Os participantes vão poder aprender técnicas de cultivo, colheita e conservação, bem como as suas propriedades e utilizações na gastronomia e na saúde.

Em “Cuidados de rotina diária e atividades promotoras do desenvolvimento das Crianças” serão identificados os materiais lúdico-didáticos e os equipamentos necessários para o exercício da atividade de “ama”.

Mais informações através do endereço epalte@epalte.pt.

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Faro aposta na dupla carreira dos alunos-atletas com programa UAARE

Conciliar uma carreira desportiva de elevado nível com o percurso académico continua a representar um desafio para muitos jovens. Para dar resposta a esta realidade, a Direção-Geral da Educação criou o programa nacional UAARE – Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola, uma iniciativa que procura garantir que os alunos possam desenvolver o seu talento desportivo sem comprometer o desempenho escolar.

O programa assenta numa articulação entre escolas, famílias, federações e clubes, permitindo criar condições para que os alunos-atletas consigam gerir simultaneamente as exigências dos treinos, estágios e competições, bem como as responsabilidades académicas.

Através de planos pedagógicos individualizados, apoio ao estudo e acompanhamento contínuo, a UAARE promove aquilo que define como uma “dupla carreira”, possibilitando a formação de atletas de excelência sem descurar a componente educativa.

Projeto acompanha alunos-atletas em Faro

Em Faro, esta missão é assegurada pelo Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (AEPROSA), integrado na Rede Nacional UAARE.

Ao longo dos últimos anos, o agrupamento tem desenvolvido respostas adaptadas às necessidades dos alunos-atletas, criando mecanismos que facilitam a recuperação de aprendizagens, a gestão das ausências motivadas por compromissos competitivos e a articulação entre todos os intervenientes do processo educativo e desportivo.

Segundo a informação divulgada pela UAARE, o projeto tem vindo a assegurar condições para que os jovens possam prosseguir os seus objetivos desportivos sem comprometer o percurso académico, promovendo uma gestão equilibrada das diferentes exigências associadas ao alto rendimento.

A intervenção desenvolvida pelo AEPROSA não se limita à vertente escolar. O programa integra também áreas ligadas à saúde, ao bem-estar psicológico e ao desenvolvimento pessoal dos estudantes, reconhecendo que o desempenho desportivo e o sucesso académico dependem de um acompanhamento abrangente e equilibrado.

Num contexto em que cresce o número de jovens que procuram conciliar metas desportivas ambiciosas com uma formação sólida, estruturas como a UAARE assumem uma importância crescente. O projeto desenvolvido em Faro demonstra que é possível criar um modelo educativo flexível e adaptado às exigências da alta competição, sem abdicar da qualidade das aprendizagens.

Mais do que apoiar atletas, a UAARE procura contribuir para a formação de jovens capazes de enfrentar desafios, gerir responsabilidades e construir percursos de sucesso dentro e fora das competições.

Leia também: Olhanense conquista primeira Taça do Algarve Futebol da sua história

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UFF | Ensino Clínico em Enfermagem na Comunidade | Parceria UFF com a Universidade do Algarve 

A União das Freguesias de Faro (UFF), tem vindo a acolher estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve, no âmbito do protocolo de colaboração existente com a UAlg – Escola Superior de Saúde. Este Ensino Clínico decorre em contexto comunitário e tem como principal objetivo aproximar os futuros enfermeiros da realidade […]

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CIM Douro quer acelerar modernização do território

A Comunidade Intermunicipal do Douro participou no “Portugal Nação Global” com o objetivo de “reforçar a ligação à diáspora portuguesa e promover novas oportunidades de investimento no território duriense”. O encontro, realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no…

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