Homem morto a tiro a um quilómetro de percurso do Papa

© PEDRO ARMESTRE/AFP/GettyImages

© PEDRO ARMESTRE/AFP/GettyImages

© PEDRO ARMESTRE/AFP/GettyImages

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

© Alejandro Garcia/EPA

O XIII Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita (POST26), que decorreu entre 1 e 3 de junho na Universidade do Algarve, em Faro, teve a participação de mais de 120 investigadores, estudantes, técnicos e empresários de Portugal, Espanha, Brasil e México.
O encontro científico teve a virtude de reuniu alguns dos principais especialistas ibéricos na área da conservação, qualidade e valorização de frutas e hortícolas, num momento em que a redução das perdas alimentares e a sustentabilidade das cadeias agroalimentares assumem importância crescente.
Foram apresentadas ao longo dos três dias do evento, mais de 100 comunicações científicas, abordando temas como tecnologias inteligentes de monitorização da qualidade, embalagens sustentáveis, revestimentos comestíveis, controlo biológico de doenças pós-colheita, valorização de resíduos agroalimentares e soluções de economia circular.

Um dos temas centrais do simpósio foi o combate ao desperdício alimentar. Durante a sessão dedicada à minimização das perdas alimentares, a investigadora Ana Cristina Santos, da Universidade de Évora, destacou que cerca de 32,2% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados, valor que pode atingir os 50% no caso das frutas e hortícolas. Em Portugal, estima-se que sejam desperdiçadas cerca de 1,9 milhões de toneladas de alimentos por ano.
Perante este cenário, investigadores de vários países apresentaram soluções inovadoras capazes de prolongar a vida útil dos produtos, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência das cadeias de abastecimento. Entre as tecnologias apresentadas destacaram-se sistemas inteligentes de avaliação
da qualidade baseados em imagem hiperespectral, sensores não destrutivos para monitorização das plantas, embalagens ativas com absorvedores de etileno, revestimentos comestíveis antifúngicos e novas estratégias de armazenamento para frutas e hortícolas.
O investigador José Blasco, do Centro de Agroingeniería do IVIA (Valência, Espanha), mostrou como a inteligência artificial e os modelos inteligentes estão a transformar a avaliação da qualidade pós-colheita.
Já Vítor Alves, do Instituto Superior de Agronomia, apresentou os mais recentes avanços em embalagens sustentáveis e bioplásticos, destacando o seu papel na redução das perdas alimentares e na diminuição do impacto ambiental.

Igualmente em evidência esteve a economia circular. Nesse âmbito foram apresentados trabalhos que demonstram como resíduos e subprodutos agroalimentares podem ser transformados em soluções de elevado valor acrescentado. Entre os exemplos apresentados destacaram-se a utilização de águas residuais da indústria da alcachofra para aumentar a conservação do tomate, o aproveitamento de resíduos de abacate e amêndoa para desenvolver revestimentos antifúngicos e a valorização de bananas não comercializáveis para produção de farinha rica em fibra prebiótica destinada à indústria alimentar.
A formação da próxima geração de investigadores foi outro dos pontos fortes do encontro. Pela primeira vez na história do simpósio foram atribuídas Bolsas de Excelência pela Associação Portuguesa de Horticultura e pela Sociedade Portuguesa de Biologia de Plantas, destinadas a reconhecer o mérito científico de jovens
investigadores na área da pós-colheita.
O elevado número de participantes e a qualidade científica das apresentações, segundo os organizadores, demonstram a importância crescente da investigação em pós-colheita para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar, as alterações climáticas, a escassez de recursos e a sustentabilidade dos sistemas
alimentares.
O POST26 foi organizado pela Associação Portuguesa de Horticultura (APH), Universidade do Algarve (UAlg), Sociedad Española de Ciencias Hortícolas (SECH), Sociedade Portuguesa de Biologia das Plantas (SPBP) e Sociedad Española de Biología de Plantas (SEBP).
Refira-se por fim, que a organização considera que esta edição reforçou o papel do Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita como um dos principais fóruns científicos da Península Ibérica dedicados à inovação, sustentabilidade e valorização da produção hortofrutícola.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

© Alejandro Garcia/EPA



© PAULO CUNHA/LUSA

© PAULO CUNHA/LUSA
O ponto culminante da viagem do chefe dos católicos a Espanha ocorrerá na quarta-feira, dia da visita à Sagrada Família e inauguração da Torre de Jesus Cristo, o principal pináculo do templo de Antoni Gaudí. No primeiro dia na Catalunha, apelou à unidade e

O papa Leão teve um breve encontro privado com o cantor porto-riquenho Bad Bunny, 32, no estádio Bernabéu, em Madri, na noite de segunda-feira (8), informou o Vaticano nesta terça-feira (9), acrescentando que não previa divulgar foto do encontro.
De acordo com um comunicado do Vaticano, o papa se encontrou com o astro do reggaeton — cujo álbum “Debí Tirar Más Fotos” (“Eu Deveria Ter Tirado Mais Fotos”, em tradução livre) ganhou o prêmio de Álbum do Ano no Grammy deste ano — junto com sua família e outras pessoas. Ele lhes dirigiu uma breve saudação antes de deixar o estádio, acrescentou o comunicado.
Leão, que despertou a ira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início do ano por criticar a guerra no Irã, está em uma viagem de uma semana pela Espanha, onde alertou que a escalada de conflitos levou o mundo a uma “profunda crise”.
Coincidentemente, provocar a ira de Trump é algo que o papa e Bad Bunny, cujo nome de batismo é Benito Antonio Martínez Ocasio, têm em comum.
O cantor tem sido franco em suas críticas às políticas anti-imigração linha-dura de Trump e apoiou a ex-vice-presidente Kamala Harris, do Partido Democrata, na corrida presidencial de 2024.
Bad Bunny foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl em fevereiro, levando a língua espanhola e os ritmos do reggaeton ao espetáculo anual do futebol americano nos EUA. Trump chamou o show de “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”.
Bad Bunny é cidadão norte-americano mesmo sendo de Porto Rico? Entenda

© ZIPI/EPA

© ZIPI/EPA

A gestora estatal de capital de risco de Abu Dhabi está interessada em comprar uma cadeia de hambúrgueres em Portugal.
A Mubadala está a preparar uma oferta pela empresa que detém a cadeia Burger King em Portugal e Espanha, detida pelo fundo britânico Cinven.
O “Expansion” revela que a Mubadala já contratou assessores para apresentar a oferta pela Restaurant Brand Europeu (RBE), que gere também as cadeias Popeyes e Tim Horton na Ibéria.
Outros interessados são os fundos americanos Meritage Group e Apollo Global Management, segundo o jornal espanhol, que preparam as ofertas não-vinculativas para apresentar nas próximas semanas.
A Mubadala chegou a ser acionista da EDP e é atualmente acionista da petrolífera espanhola Moeve.
A Burger King ibérica era detida pela Ibersol, mas foi vendida no final de 2022 por 260 milhões de euros à RBI, num total de 158 restaurantes.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

© Getty Images

© Getty Images