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Cientistas do IPMA investigam verme marinho que tem potencial para nutracêutica, cosmética e farmacêutica

Há um organismo marinho pouco estudado, mas com presença relevante nas águas costeiras nacionais, nomeadamente no estuário do rio Mira, que, pela sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória), pode ser alvo de valorização e aplicações futuras em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico.

Trata-se do vermetídeo Vermetus triquetrus, que foi alvo de investigação por parte de uma equipa de investigadores do IPMA, no âmbito do projeto MAR2030 Genemare_Portugal, que visa a implementação de um repositório biológico da biodiversidade marinha das águas portuguesas, um bio-banco azul para o futuro.

Os André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra publicaram um artigo pioneiro sobre o vermetídeo Vermetus triquetrus, «um gastrópode séssil que forma recifes e tem uma presença relevante na costa nacional (no presente artigo foram estudados espécimes do Estuário do Mira), mas negligenciado pela comunidade científica», salienta o IPMA.

O artigo visou aspetos da composição bioquímica do organismo e da sua atividade biológica (atividades antioxidante e anti-inflamatória) e diferenciou entre as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto (head-foot).

Sul Informação
Vermetus triquetrus

O artigo intitulado “Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource” foi publicado no passado dia 28 de maio na prestigiada revista científica da área, Marine Biotechnology, e, segundo o IPMA, «suscitou grande interesse e significativa repercussão dada a novidade de um estudo sobre este organismo».

O interesse pelo estudo foi também reforçado pelos resultados obtidos, «que mostraram elevados níveis de atividade biológica e permitiram identificar o V. triquetrus como uma fonte de compostos polifenólicos, especialmente no caso da massa visceral».

O artigo é de acesso livre e pode ser encontrado aqui: https://link.springer.com/article/10.1007/s10126-026-10632-3

Os investigadores do IPMA concluíram que, «dados os níveis de atividade biológica quantificados e os componentes presentes, não só se justifica um estudo mais aprofundado sobre a composição bioquímica e o refinamento das frações obtidas da biomassa, como também se pode procurar uma valorização e aplicações futuras destas frações em domínios como o nutracêutico, o cosmético ou mesmo o farmacêutico».

Este estudo «faz parte de um esforço de investigação mais amplo e de longo prazo, almejando a expansão das fronteiras do saber sobre a grande biodiversidade nas nossas águas e o aprofundamento do conhecimento sobre os diferentes grupos de organismos marinhos, indo dos microorganismos aos animais vertebrados e compreendendo as dimensões genómica, metabolómica e biotecnológica aplicada», explica o IPMA.

Tal esforço e desafio para o futuro só é possível no âmbito do projeto Genemare_Portugal “Biobanco Azul – Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos” – Projeto MAR2030 que financiou e suportou a todos os níveis a realização do estudo sobre o vermetídeo V. triquetrus.

Sul Informação
Vermetus triquetrus
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Beja inaugura escultura de homenagem ao rei e poeta Al-Mu’tamid

A escultura dedicada ao rei e poeta Al-Mu’tamid, da autoria do escultor Silvestre Raposo, vai ser inaugurada no sábado, 13 de Junho, às 18h00, no Largo das Portas de Mértola, junto à Caixa Geral de Depósitos, em Beja.

Esta iniciativa, e para assinalar o momento, conta com a participação do músico Paulo Ribeiro, para interpretar canções inspiradas nos poemas de Al-Mu’tamid, nascido em Beja, no ano de 1040.

«Com esta escultura é prestada homenagem a uma das figuras que marca a história da cidade», salienta a Câmara Municipal de Beja.

Na composição escultórica, o autor, Silvestre Raposo, evoca momentos e símbolos da vida de Al-Mu’tamid: o castelo erguido sobre o rochedo, a lágrima da saudade, a chave da casa perdida, o jardim da infância, o coração ferido, a coroa deixada para trás e a permanência da palavra poética como legado intemporal.

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Esboço da escultura

Com um percurso artístico reconhecido nacional e internacionalmente, Silvestre Raposo é autor de diversos monumentos de arte pública e de uma obra marcada por dois valores fundamentais: a paz e a cultura.

Silvestre Raposo dedica esta escultura a um poeta que nasceu em Beja há cerca de mil anos. «Quis o destino que fosse rei, mas a sua arma não foi a espada, mas a palavra escrita, a poesia. É na sua obra poética que os diferentes elementos da composição», explica o escultor.

Al-Mu’tamid referia-se ao seu reino como sendo ele próprio «uma enorme montanha». Durante o cativeiro, evocava com saudade a sua casa e a cidade da sua infância, onde existiam jardins. No final da vida, afirmava ter perdido tudo, exceto a palavra e a sua poesia.

Assim, Silvestre Raposo ergue um castelo no rochedo, com uma lágrima derramada na frente, aos lados, a chave, símbolo da sua casa, e o jardim.

Na parede de trás, um coração ferido, uma coroa que tinha ficado no passado e uma máscara fúnebre numa campa rasa.

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Local onde será inaugurada a escultura – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação (foto de arquivo)

Quem é Silvestre Raposo?

Formou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde foi também membro do Conselho Pedagógico. Foi professor de Design no Instituto Superior D. Afonso III, em Loulé;

Autor de cinco monumentos de arte pública e de mais 22 obras presentes em museus e espaços públicos. Os seus monumentos e esculturas têm sempre dois elementos comuns: a paz e a cultura.

Possui uma Casa-Museu com o seu nome;

Autor de várias obras de poesia, duas das quais editadas em Pontevedra, na Galiza.

Quem era Al-Mu’tamid?

Al-Mu’tamid (1040–1095), nascido na cidade de Beja (então no Gharb al-Andalus), foi o terceiro e último rei da dinastia Abádida da Taifa de Sevilha e um dos mais célebres poetas de Al-Andalus. Conhecido historicamente como o “rei-poeta”, a sua vida cruzou a governação política, o requinte cultural e um trágico exílio final.

Na sua juventude, governou a cidade algarvia de Silves em nome do seu pai. Herdou o trono da Taifa de Sevilha, controlando vastos territórios no sul da Península Ibérica.

Perante o avanço das forças cristãs, aliou-se aos Almorávidas do Norte de África, que mais tarde o destronaram e exilaram em Marrocos, onde morreu na pobreza.

A sua poesia é considerada como um dos maiores monumentos literários do período do Al-Andalus, possuindo uma relevância histórica, estética e biográfica profunda para as culturas árabe e ibérica

Apesar de ter morrido na pobreza, o poeta e rei está hoje sepultado no Mausoléu de Al-Mu’tamid, localizado na antiga cidade medieval de Aghmat, em Marrocos, monumento construído em 1970 e que serve como local de peregrinação para amantes da literatura e da história.

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Projetos âncora para mobilizar investimento e inovação no Alentejo vão ser apresentados em Sines

Projetos âncora que visam mobilizar investimento e inovação no Alentejo vão ser apresentados na próxima segunda-feira, 15 de Junho, em Sines, durante o evento “Da Ideia à Ação: Construir Soluções para o Alentejo”.

Este será o evento final da PlaCaPRe – Plataforma para o Reforço das Cadeias Produtivas Regionais, instrumento criado para apoiar a operacionalização da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI) do Alentejo 2030.

A sessão, a realizar no Hotel Sines Sea View, em Sines, reunirá empresas, entidades públicas, instituições do sistema científico e tecnológico, associações e parceiros regionais.

Estes Projetos Âncora para o Alentejo estão a ser desenvolvidos no âmbito da EREI Alentejo 2030, visando «gerar investimento, estimular a inovação e reforçar a competitividade do território».

Entre os temas em destaque, estarão a valorização dos recursos minerais, o hidrogénio verde, a defesa, a bioeconomia, a digitalização, a circularidade da economia, a inovação em saúde e os serviços de turismo e hospitalidade, «desenvolvidos a partir do trabalho colaborativo, promovido pela PlaCaPRe, e alinhados com os desafios e oportunidades» identificados para o Alentejo.

Mais do que um momento de apresentação, o evento pretende «criar condições para que as entidades conheçam oportunidades concretas de colaboração e possam manifestar interesse em integrar futuras parcerias e consórcios».

Como oradores participarão especialistas, investigadores e representantes de entidades de referência nacional.

O programa completo está disponível aqui.

O evento encerra com uma reflexão sobre os próximos passos necessários para transformar ideias e oportunidades em projetos concretos para o território, sobre o tema “Do Roadmap à Execução – O Futuro dos Projetos Estruturantes no Alentejo”.

A intervenção está a cargo de Tiago Teotónio Pereira, vogal executivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e membro da comissão diretiva do Programa Regional Alentejo 2030.

As inscrições para o evento podem ser efetuadas através do formulário disponível aqui.

A PlaCaPRe é uma iniciativa da CCDR Alentejo, coordenada pelo Sines Tecnopolo – Business Innovation Center do Alentejo e pela ACPMR – Associação Cluster Portugal Mineral Resources.

Contou com um investimento global na ordem dos 217 mil euros, financiado em 85% por fundos europeus.

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Fogo em Odemira foi dado como dominado ao final da noite de quarta-feira

O incêndio que deflagrou esta quarta-feira, dia 10 de Junho, numa zona de mato do concelho de Odemira foi dado como dominado ao final da noite, de acordo com o site da Proteção Civil.

O fogo que lavrou mais de 11 horas na freguesia de São Luís está em fase de resolução desde as 23h45, depois de uma segunda frente, que estava em direção a sul, também ter sido debelada.

Durante a tarde, os bombeiros tiveram de defender das chamas, que lavravam desde as 11h49, um monte onde residem dois homens.

«Não ofereceu qualquer perigo, nem para os habitantes nem para os animais», porque, graças à intervenção dos bombeiros, «o incêndio contornou o monte», adiantou à Lusa o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Cerca das 00h30, continuavam no terreno 138 operacionais, com o apoio de 54 meios terrestres.

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Odemira recebe 750 mil euros para recuperar danos provocados pelas tempestades

O Município de Odemira assinou um contrato‑programa com a Agência Portuguesa de Ambiente (APA) e o Fundo Ambiental, no valor de 750 mil euros, para financiar intervenções urgentes de recuperação e restabelecimento das zonas costeiras afetadas pelas tempestades.

A formalização deste financiamento decorreu na segunda-feira, 8 de Junho, em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo, no âmbito da iniciativa “Territórios Resilientes”.

A representar o Município de Odemira esteve o vice-presidente da Câmara, Ricardo Cardoso.

A cerimónia foi presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e contou também com a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e do presidente da APA, José Pimenta Machado.

No concelho de Odemira, o contrato-programa destina-se à reconstrução de infraestruturas das zonas costeiras danificadas e na reposição de condições de segurança, designadamente a beneficiação de escadas, passadiços, rampas e consolidação de acessos.

As obras financiadas ao abrigo destes contratos serão executadas pela autarquia, sendo que algumas intervenções já estão em curso, com a autorização do Governo para avançar com os trabalhos após as tempestades.

Este financiamento é assegurado pelo Fundo Ambiental, sob gestão da Agência para o Clima.

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Evento em Aracelis junta cultura, inovação e património de Alentejo e Andaluzia

A cultura, tradição e inovação territorial de Alentejo e Andaluzia vão estar em destaque num evento marcado para a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, na fronteira entre os concelhos de Castro Verde e Mértola, na quarta-feira, dia 10 de Junho.

O evento “O Que Move as Pessoas – Aracelis | Evento Satélite NEB Festival 2026” é promovido pela Incubadora de Inovação Social do Baixo Alentejo (IISBA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

Integra também a programação oficial do New European Bauhaus Festival 2026, organizado pela Comissão Europeia.

Em comunicado, a IISBA explicou que o evento «convida a refletir sobre aquilo que (…) faz partir, regressar, permanecer, cuidar e criar pertença aos territórios».

Também em comunicado, a Câmara de Castro Verde, parceira da iniciativa, juntamente com o município de Mértola, frisou que esta «procura lançar uma reflexão contemporânea sobre os territórios do interior».

Nesse âmbito, o programa do evento vai cruzar «três grandes dimensões», incluindo uma feira para dar «a conhecer projetos, artesãos, produtores e iniciativas territoriais do Alentejo e da Andaluzia».

Estão igualmente previstos os colóquios “Territórios Vivos”, às 11:00, e “T(i)erras de Futuro”, às 15:30, «dedicados aos desafios dos territórios rurais, à sustentabilidade, à inovação, à cooperação e às novas formas de habitar e valorizar estes lugares», acrescentou a IISB.

O programa inclui também a performance “(L)Leva Aracelis no Coração”, que reunirá artistas, comunidades e expressões culturais do território, e um espetáculo do grupo Bandidos do Cante, ambos com transmissão em direto no âmbito do NEB Festival, em Bruxelas, na Bélgica.

«Esta ligação internacional levará a identidade, a paisagem e a energia de Aracelis até ao palco europeu», lê-se no comunicado da IISBA.

A programação cultural do evento contará também com a atuação de grupos tradicionais de Puebla de Guzmán (Espanha), assim como do grupo coral Os Ganhões de Castro Verde e de alunos dos agrupamentos de escolas de Castro Verde e Mértola que frequentam aulas de cante alentejano.

«Mais do que um evento, ‘O Que Move as Pessoas’ afirma Aracelis como um laboratório vivo de celebração, reflexão e cooperação sobre o futuro dos territórios de baixa densidade», concluiu a IISBA.

Foto de destaque: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

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Odemira lança edição zero da Bienal dedicada à arte, ciência e comunidade

A edição zero da Bienal Arte e Ciência de Odemira vai decorrer de 3 e 5 de outubro, numa iniciativa da Câmara Municipal deste concelho do litoral alentejano.

Trata-se de uma nova plataforma internacional de criação, experimentação e pensamento contemporâneo ligada ao território, às comunidades e à diversidade cultural e ecológica da região.

Com curadoria de Hugo Cruz, a iniciativa pretende afirmar Odemira como um espaço de encontro entre arte, ciência, ambiente, educação e participação cidadã, através de um programa que cruza residências artísticas, espetáculos, instalações e obras em espaço público, conversas e oficinas.

Tendo como tema “Tentemos”, esta edição inaugural parte da ideia de experimentação como ponto de ignição para imaginar outras realidades futuras, integrando o exercício de tentar o “e se…” nas práticas artísticas, culturais e sociais do cotidiano.

A Bienal propõe, segundo a Câmara de Odemira, «um espaço de dúvida, escuta e construção coletiva, valorizando processos colaborativos e abordagens interdisciplinares que aproximem pessoas, territórios e saberes diversos».

Com uma forte aposta na colaboração e na criação coletiva, a programação da Bienal desenvolverá um conjunto de residências artísticas que articularão os conhecimentos do território com o pensamento contemporâneo internacional.

Esta abordagem visa estimular novas formas de imaginar e construir o presente e o futuro, entendendo as comunidades como os lugares centrais da experiência cultural e reforçando uma cultura descentralizada, acessível e participativa, com efeito artístico, social e territorial.

De acordo com Hugo Cruz, curador do evento, «esta Bienal pretende ser um cruzamento onde nos encontramos para tomarmos outras direções. A ideia é tentar a construção de um lugar de encontros improváveis e inadiáveis entre as comunidades locais, seus protagonistas e vivências quotidianas, a natureza, os espaços públicos e artistas de Odemira, do país e do mundo».

«É um apelo a tentarmos imaginar-nos de outras formas, a nos reencantarmos com todas possibilidades que a vida pode ter – isso implica que pelo menos TENTEMOS», acrescenta.

Nas palavras de Hélder Guerreiro, presidente da Câmara de Odemira, «esta Bienal inaugura uma das bases estratégicas e é um dos pilares da nossa proposta de ação política: um exercício criativo de cerzir os dois pensamentos distintos que estão no centro da cultura e da ciência, permitindo gerar mais valor e mais conhecimento aplicado que contribua para o aumento da qualidade de vida e atratividade do território. É o que nos move, que nos inspira e que mobiliza para que TENTEMOS a realização desta Bienal».

A edição inaugural decorrerá entre 3 e 5 de outubro e marcará o início de um ciclo de criação e pensamento contemporâneo em Odemira, afirmando a cultura como motor de desenvolvimento territorial, coesão social e sustentabilidade.

O programa completo será lançado em setembro.

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Terras sem Sombra em Viana do Alentejo: «Sob as Estrelas», com um dos melhores coros europeus

O Festival Terras sem Sombra ruma a Viana do Alentejo e Alcáçovas, no fim de semana de 13 e 14 de Junho. No sábado, dia 13, às 21h30, apresenta o concerto «Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», pelo coro feminino romeno-italiano Arpeggio, sob a direção musical de Gian Luigi Zampieri, com Irene Corgnale na flauta e Sofia Cocco no clarinete.

A tarde de sábado, 13 de junho, será marcada pela atividade de Património, que tem como tema «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real».

Será uma tarde em busca de um dos mais singulares conjuntos decorativos do Alentejo e uma das expressões mais raras das artes decorativas portuguesas do Maneirismo e do Barroco.

A manhã de domingo, 14 de junho, dedicada à salvaguarda da biodiversidade, como é hábito. Com o lema «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama», será possível conhecer a riqueza ecológica de um dos principais afluentes do Sado, num território onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.

Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Fundado em Roma por um excecional conjunto de músicas profissionais romenas, o coro Arpeggio percorreu mais de 150 palcos europeus, de Itália à Áustria, de Espanha à Roménia, da Cripta de Gaudí em Barcelona à Expo Milano 2015.

A 13 de junho, este ensemble, já senhor de um percurso notável, assina um novo capítulo da sua história, desta feita no concelho de Viana do Alentejo.

A igreja matriz de São Salvador, em Alcáçovas, recebe um concerto que junta o madrigal renascentista italiano e a música romena dos séculos XX e XXI, num encontro de geografias e tempos distintos, em mais um fim de semana de atividades do Festival Terras sem Sombra. 

À componente musical junta-se uma leitura do património de embrechados do jardim do Paço Real, em Alcáçovas, e uma incursão pela ecologia da bacia do rio Xarrama. Recorde-se que as atividades em Alcáçovas integram a Semana Cultural desta freguesia.

Na sua presença em Viana do Alentejo, a 13 e 14 de junho, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município local, da Junta de Freguesia de Alcáçovas, do Instituto Cultural Italiano e do Instituto Cultural Romeno em Lisboa.

Conta também com o apoio sustentado da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação «La Caixa» e da CCDR-Alentejo.

Sul Informação

Do madrigal renascentista à identidade musical romena: confluências de Leste a Oeste

«Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», assim se intitula o concerto da noite de sábado, 13 de junho (21h30).

O cenário é sublime: a igreja matriz de São Salvador guarda no seu interior, entre outras obras raras, o panteão dos Henriques de Trastâmara, senhores de Alcáçovas. A acústica das três naves de proporções excecionais é o garante de um concerto memorável.

Em palco, o Coro Arpeggio conta com a direção musical de Simona Moldoveanu, o acompanhamento ao piano de Gian Luigi Zampieri e as participações da flautista Irene Corgnale e da clarinetista Sofia Cocco.

O programa percorre vários séculos da música europeia, entretecendo o repertório renascentista italiano com composições romenas dos séculos XX e XXI.

Fundado em Roma em 2014, o ensemble Arpeggio dedica-se à divulgação da música coral romena e italiana no panorama europeu, com um percurso marcado pelo intercâmbio cultural e pela circulação internacional.

O coro mantém estreita ligação às comunidades da diáspora, colaborando regularmente com a Academia da Roménia em Roma, e organiza o Roots Fest – Festival Internacional de Coros.

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Os embrechados do Paço Real: onde a natureza se faz arquitetura e símbolo

A tarde de sábado, dia 13 (15h00), propõe a visita guiada «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real», com ponto de encontro no Paço dos Henriques e orientação de Aurora Carapinha, arquiteta paisagista, professora emérita da Universidade de Évora e investigadora do CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística.

Os embrechados – composições ornamentais executadas com conchas, seixos, vidro, cerâmica e outros materiais naturais – afirmaram-se entre os séculos XVII e XVIII como uma das linguagens estéticas mais singulares do barroco ibérico, presente em jardins, fontes, grutas artificiais e espaços de devoção, onde criava ambientes de forte dimensão cénica e espiritual.

No Paço Real de Alcáçovas, estes revestimentos atingem uma rara fusão entre natureza, arquitetura e transcendência: a capela e o jardim, também denominado Jardim das Conchinhas, com as suas 28 espécies distintas de conchas identificadas.

Destaque também para a assinatura do protocolo de colaboração entre a Pedra Angular, entidade organizadora do Festival Terras sem Sombra, e a Associação Portuguesa dos Jardins Históricos, a que preside Fernando Guedes.

O acordo abre caminho ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas em jardins históricos e outros espaços de elevado interesse paisagístico, acolhendo concertos, atividades culturais e ações de sensibilização.

Sul Informação
Rio Xarrama – Por Xuaxo – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=8939794

A bacia do Xarrama: ecologia, paisagem e a urgência de preservar

Na manhã de domingo, 14 de junho (09h30), a atividade «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama» convida ao conhecimento de um dos principais afluentes do Sado. O périplo, que decorre nas freguesias de Aguiar, Alcáçovas e Viana do Alentejo, conta com ponto de encontro no Jardim Público de Alcáçovas.

A visita é guiada pelos biólogos Miguel Porto, investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Universidade do Porto), e Sara Lobo Dias, investigadora do CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Universidade de Lisboa).

O Xarrama atravessa zonas de montado, áreas agrícolas, galerias ripícolas e barragens, criando habitats diversificados para aves, peixes, anfíbios e mamíferos e albergando espécies características do ecossistema mediterrânico, como sobreiros, azinheiras, freixos e outras espécies de vegetação ribeirinha, fundamentais para o equilíbrio hídrico e climático da região.

A sua bacia é igualmente um espaço onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.

As zonas húmidas e as margens do rio funcionam como corredores ecológicos essenciais para espécies vulneráveis e é precisamente nessa articulação entre ciência, conhecimento empírico e conhecimento de base científica que a atividade do TSS se funda.

Sublinhe-se que, pela primeira vez, o festival promove também um bioblitz, iniciativa de ciência cidadã que desafia os participantes a registar fotograficamente a fauna e a flora observadas ao longo do percurso.

A informação recolhida dará origem a um inventário-relâmpago da biodiversidade local, num contributo para um melhor conhecimento dos valores ecológicos deste espaço.

A programação da 22.ª edição do TSS prossegue a 27 e 28 de junho em Gavião, com um concerto pela mão do italiano Duo Baldo-Consonni, no concerto intitulado «Do Romantismo ao Âmago da Modernidade: Essências e Ruturas».

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Águas Públicas do Alentejo reabilita reservatórios em Almograve e Santiago do Cacém

A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) vai reabilitar os reservatórios de Almograve e São Francisco da Serra, no litoral alentejano, num investimento de 720 mil euros, para melhorar a operacionalidade e segurança destes equipamentos, foi hoje revelado.

Em comunicado, a AgdA indicou que já foi adjudicada, no mês passado, a empreitada de execução da reabilitação dos reservatórios de Almograve, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e de São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

A obra, no valor de cerca de 720 mil euros e com um prazo de execução de 210 dias, visa “a reabilitação estrutural e funcional das infraestruturas, assegurando a melhoria das condições de operação e segurança”, explicou.

Segundo a empresa, os trabalhos incluem o “tratamento de fissuras, impermeabilização, substituição de tubagens e a modernização de equipamentos hidráulicos e elétricos” dos dois reservatórios de água. 

Esta reabilitação irá contribuir para “a renovação e valorização destas infraestruturas essenciais ao sistema de abastecimento de água”, acrescentou. 

Durante a execução da empreitada serão implementados “sistemas provisórios de ‘bypass’”, com o objetivo de garantir “a continuidade do abastecimento de água, em quantidade e qualidade, às populações servidas” por aquelas infraestruturas.

No mesmo comunicado, a empresa salientou que, com esta obra, procura “reforçar a durabilidade, funcionalidade e fiabilidade dos reservatórios, garantindo melhores condições de segurança no abastecimento de água às populações servidas”.

“Esta intervenção insere-se na estratégia da AgdA de reabilitação e modernização contínua das infraestruturas, contribuindo para um serviço cada vez mais eficiente, resiliente e sustentável”, reforçou.

Constituída em 25 de setembro de 2009, a AgdA tem como acionistas a Águas de Portugal (AdP) e a AMGAP – Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo.

A empresa tem sede em Beja e gere o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA), criado em 2009, numa parceria entre o Estado e as autarquias, para a gestão integrada do ciclo urbano da água.

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Instituto Politécnico de Beja promoveu-se nos Estados Unidos da América

O Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) participou na NAFSA 2026 Annual Conference & Expo, de 25 a 29 de maio, em Orlando, Florida (EUA).

Este é considerado um dos mais importantes encontros mundiais dedicados ao ensino superior, constituindo um espaço de referência para o estabelecimento de redes de cooperação e para a definição de tendências que moldam o futuro da internacionalização neste setor.

Sob o tema “Global by Design”, a edição deste ano reuniu milhares de profissionais, instituições de ensino superior, organizações e parceiros de mais de 100 países, promovendo a cooperação internacional e a partilha de boas práticas.

Durante o evento, a delegação do IPBeja participou em diversas reuniões bilaterais com universidades, institutos politécnicos, agências de internacionalização e organizações especializadas na promoção da mobilidade académica, discutindo possibilidades de colaboração em áreas como a mobilidade de estudantes e docentes, desenvolvimento de programas conjuntos e projetos de investigação.

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Alentejo 2030 reforça dotação para municípios em 45,4 milhões de euros

O Programa Regional do Alentejo 2030 reforçou em 10,3%, equivalente a cerca de 45,5 milhões de euros, a dotação para os municípios, no âmbito de uma reprogramação intercalar, anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

A assinatura das adendas aos Contratos de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) com as Comunidades Intermunicipais, que ocorreu ontem, dia 3 de Junho, formalizou a adaptação da contratualização territorial à reprogramação intercalar do programa, reforçando o investimento público nos territórios.

Segundo a CCDR/Alentejo, as adendas refletem um aumento global da dotação financeira dos CDCT, que passa de cerca de 440 milhões de euros para 446 milhões de euros.

Em relação a instrumentos complementares, há um reforço de 15,5 milhões de euros no âmbito da Habitação do Fundo para a Transição Justa (FTJ) e 24 milhões dirigidos ao ciclo urbano da água nos municípios.

«No seu conjunto, estes montantes traduzem-se num acréscimo global de cerca de 45,5 milhões de euros, correspondente a um aumento de 10,3% face à contratualização inicial, reforçando significativamente a capacidade de investimento dos municípios», sublinha a CCDR/Alentejo.

A revisão dos contratos integra, pela primeira vez, uma componente dedicada à habitação acessível e social, «respondendo a necessidades estruturais do território e alinhando o Programa com as prioridades europeias e nacionais no domínio da coesão social e territorial», explica a entidade que gere o programa operacional.

As adendas incorporam igualmente os ajustamentos decorrentes da reprogramação intercalar do Alentejo 2030, incluindo a redefinição de prioridades, a reafetação de recursos e o alinhamento com os níveis de execução verificados, «garantindo maior eficiência e eficácia na aplicação dos fundos».

Destaca-se ainda o reforço do investimento no ciclo urbano da água, «área estratégica para a região, com impacto direto na resiliência dos sistemas, na sustentabilidade dos recursos hídricos e na resposta aos desafios climáticos».

«O novo enquadramento contratual reforça o foco na execução física e financeira dos investimentos, no cumprimento das metas estabelecidas e na observância da regra do N+3, assegurando uma utilização eficiente dos fundos europeus», lê-se, em comunicado.

Paralelamente, este processo contribui para a preparação do próximo ciclo de programação, «consolidando a capacidade de planeamento e intervenção das entidades territoriais, com base na experiência adquirida» no período em curso.

Com a assinatura destas adendas, o Alentejo 2030 «reafirma o seu compromisso com uma política de coesão orientada para resultados, centrada nos territórios e nas pessoas, promovendo uma execução mais célere, eficaz e alinhada com os desafios estratégicos da região».

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Herdade da Contenda promove passeio a pé “Da Ferrenha aos Meandros do Murtigão”

Um percurso pedestre “Da Ferrenha aos Meandros do Murtigão” é a proposta da Herdade da Contenda (Moura) para o próximo dia 13 de Junho, numa iniciativa que convida os participantes a descobrir algumas das paisagens mais emblemáticas e menos exploradas deste território.

Com um percurso de cerca de sete quilómetros e grau de dificuldade fácil, a caminhada tem início marcado para as 18h30, no Monte do 25, e decorrerá num ambiente de grande riqueza natural e patrimonial.

O percurso começa na Ferrenha, junto ao antigo posto da Guarda Fiscal, seguindo por trilhos pouco explorados até à mais importante linha de água da Contenda, o Murtigão.

O trajeto acompanha inicialmente um pequeno curso de água que desagua nos meandros desta ribeira, proporcionando a oportunidade de observar uma das zonas de maior valor ecológico da propriedade.

Esta área distingue-se pela abundância de fauna de grande porte, sendo frequente o avistamento de veados e javalis, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.

A meio do percurso, os caminhantes alcançarão um ponto elevado com uma vista privilegiada sobre a torre sineira do antigo Convento da Tomina, que se destaca na paisagem envolvente.

No regresso à Ferrenha, o trilho atravessa antigas construções em taipa, testemunhos de um tempo em que estas terras eram cultivadas pelos rendeiros que habitavam a região.

As inscrições decorrem até 11 de junho, através do e-mail geral@herdadedacontenda.pt ou do telefone 285 965 421.

A iniciativa integra o plano anual de percursos pedestres da Herdade da Contenda para 2026, reforçando o compromisso com a valorização do património natural e a promoção de experiências de contacto direto com a natureza.

Sul Informação
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APS investe 1,35 milhões em melhorias das infraestruturas portuárias do Porto de Sines

A reparação das estruturas de betão no cais do Porto de Serviços, bem como a recuperação dos diversos faróis e baías de assinalamento marítimo são duas das intervenções de reabilitação e valorização das infraestruturas portuárias e logísticas do Porto de Sines, para reforçar as suas condições de segurança, operacionalidade e sustentabilidade, que a APS – Administração do Porto de Sines tem vindo a fazer nos últimos meses.

Entre as intervenções já concluídas, destaca-se a reparação das estruturas de betão no cais do Porto de Serviços, terminando, desta forma, a reabilitação dos cais de acostagem desta infraestrutura.

Foi também concluída a intervenção de reparo e reabilitação marítima do Porto de Sines, através da recuperação dos diversos faróis e baías de assinalamento marítimo.

Deste modo, «pretende-se reforçar a segurança do tráfego marítimo associado aos vários terminais e zonas de acostagem no porto, contribuindo para a prevenção de acidentes e consecutivamente, para a eficiência das operações portuárias», salienta a APS.

No âmbito da modernização das infraestruturas portuárias, a APS anuncia que vai ser lançado um concurso público para a empreitada de reabilitação estrutural dos Postos 9 e 10 do Terminal Petroquímico.

«Esta intervenção visa assegurar a reabilitação deste cais de acostagem, de modo a garantir a vida útil desta infraestrutura, bem como a continuidade das operações portuárias sem restrições», explica.

Em paralelo, a Pedreira de Monte Chãos está oficialmente legalizada pela DGEG- Direção Geral de Energia e Geologia, «constituindo um recurso fundamental no garantir de futuras obras de expansão marítima».

O conjunto destas intervenções e investimentos representa um total de cerca de 1,35 milhões de euros, o que, segundo a APS, reflete o seu «compromisso contínuo» na «melhoria e modernização das infraestruturas portuárias, melhorando as condições operacionais e de sua segurança, impulsionando a competitividade do porto».

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Beja acolhe festival de banda desenhada enquanto prepara instalação de museu

Beatriz Brajal, Dinis Conefrey, Luckas Iohanathan e Thomas Ott estão entre os autores com exposições e presença marcada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que começa na sexta-feira.

De acordo com a programação divulgada, uma das novidades do festival, este ano, é a realização do Interstícios, o mercado de auto-edição e edição alternativa, com vários pequenos projetos editoriais, independentes, de banda desenhada e artes visuais, como por exemplo Magma Bruta, Opuntia Books, Erva Daninha e Gorila Sentado.

Tal como nos anos anteriores, o festival de BD de Beja proporciona encontros e sessões de autógrafos com autores, um mercado do livro, com cerca de 60 editoras, e várias exposições na cidade.

Entre as mostras anunciadas estão as de Beatriz Brajal, que, no outono passado, se estreou com o livro “A cada sete ondas”, e de Dinis Conefrey, a propósito do álbum desenhado “Estância do Sino Coberto”, igualmente lançado no final de 2025.

O autor brasileiro Luckas Ioanathan, distinguido com o prémio Jabuti para melhor banda desenhada com o livro “Como Pedra”, estará também em Beja com uma exposição em torno daquela obra.

Beja acolhe ainda uma exposição coletiva vinda de Espanha, intitulada “Aventureras gráficas”, que reúne obras de cinco artistas: Ana Penyas, Laura Pérez, María Medem, Natacha Bustos e Nuria Tamarit.

Haverá ainda exposições de Inês Louro (Portugal), Thomas Ott e Simone Baumann (Suíça), Benjamin Bachelier (França), a coletiva romena “Dracula in Comics” e uma dedicada ao autor Filipe Pina, que morreu em 2025, reunindo obras de André Oliveira, Filipe Andrade, Nuno Lourenço Rodrigues, Nuno Saraiva e Osvaldo Medina.

O coletivo Toupeira, que desde 1996 tem ativo em Beja um atelier de produção de banda desenhada, junta-se à programação com autores de Angola, Brasil, Espanha, Reino Unido e Portugal.

A 21ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, organizada pela autarquia, está marcada de 5 a 21 de Junho.

O festival, que tem direção do autor e programador Paulo Monteiro, acontece numa altura em que a câmara municipal prepara a instalação do Museu de Banda Desenhada (MBD) de Beja, o primeiro do género em Portugal.

O museu, que ocupará um edifício devoluto no centro histórico da cidade, tem previsão de abertura para 2027, com um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, com verbas comunitárias, e foi anunciado em janeiro deste ano.

Nessa altura, o diretor da Bedeteca de Beja e do festival de BD, Paulo Monteiro, revelou à Lusa que o futuro museu conta com «um espólio espantoso, que medeia entre meados do século XIX e o início do século XXI, contemplando uma série de grandes autores de banda desenhada».

Ao todo são «perto de 1.500 pranchas [de banda desenhada]», assim como «centenas de fotografias, manuscritos e correspondência» de quase uma centena de artistas nacionais, como Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart de Carvalhais e Carlos Botelho.

O museu terá salas de leitura, onde ficará instalada a Bedeteca de Beja, atualmente sediada na Casa da Cultura, sete salas de exposição permanente, duas salas para exposições temporárias, uma sala para oficinas pedagógicas, loja, arquivo e terraço.

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