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Bruno Proença nomeado diretor-geral do GPEARI em regime de substituição

O economista e antigo jornalista Bruno Proença foi designado, em regime de substituição, para exercer o cargo de diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), organismo estratégico do Ministério das Finanças. A nomeação foi publicada esta sexta-feira em Diário da República, através do Despacho n.º 7437-B/2026, assinado pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

A designação surge na sequência da vacatura do cargo, após o anterior titular ter sido nomeado para exercer outro alto cargo público, e manter-se-á até à conclusão do respetivo procedimento concursal conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP).

No despacho, o Governo enquadra a escolha no contexto da reforma da Administração Pública e da reorganização das estruturas do Ministério das Finanças, sublinhando o reforço das competências do GPEARI, que passou a integrar atribuições anteriormente desempenhadas pela extinta Secretaria-Geral do ministério. O executivo considera que a nova fase exige “uma liderança capaz de consolidar a reorganização em curso” e de aprofundar a articulação entre o planeamento, a execução orçamental e a avaliação das políticas públicas.

Além da nomeação, o ministro delega em Bruno Proença um conjunto alargado de competências de gestão e administração, incluindo poderes para autorizar despesas até 500 mil euros, decidir sobre procedimentos de contratação pública, aprovar determinadas alterações orçamentais e autorizar a participação de trabalhadores em ações de formação e deslocações ao estrangeiro.

Licenciado em Economia pelo ISEG, Bruno Proença apresenta um percurso profissional que cruza a administração pública, a comunicação institucional e o jornalismo económico. Atualmente desempenhava funções como coordenador do núcleo de economia e finanças e conselheiro técnico principal na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas.

Ao longo da carreira, foi também chefe do gabinete do ministro de Estado e das Finanças no XXIV Governo Constitucional, diretor de comunicação do Banco de Portugal e diretor do Museu do Dinheiro. Passou ainda pela consultora JLM & Associados, onde integrou a direção nas áreas financeira e da sustentabilidade.

Antes da passagem para funções de gestão e assessoria estratégica, construiu uma carreira no jornalismo económico, tendo sido diretor executivo do Diário Económico e jornalista em órgãos como a Agência Lusa, O Independente, a revista Exame e a Euronotícias.

No plano académico, frequenta um doutoramento no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, sendo ainda detentor de um Executive MBA da AESE/IESE Business School.

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Público do CCB sobe 12% para 854 mil em 2025 sem aumento de subvenção pública

CCB

O Centro Cultural de Belém encerrou 2025 com um balanço positivo. Por um lado mais público e por outro maior eficiência financeira. Num ano classificado como exigente para o setor, a instituição serviu 854.012 pessoas, um crescimento de 12% face a 2024, mantendo inalterado o valor da subvenção pública. O custo por visitante caiu de 13,79 euros para 12,29 euros, um indicador que, segundo a Fundação, traduz uma melhoria clara de eficiência e maior impacto cultural e social sem acréscimo de financiamento público.

Em paralelo, a Fundação Centro Cultural de Belém registou um resultado operacional positivo de 1,09 milhão de euros. Este desempenho reforça a capacidade da instituição para concretizar os investimentos estratégicos e patrimoniais previstos para os próximos anos. A evolução positiva estendeu-se a outros indicadores: aumentaram as disponibilidades, cresceram as receitas de arrendamento e de aluguer de espaços culturais, e registou-se uma evolução favorável de outros rendimentos.

As contas de 2025, auditadas pela BDO & Associados, mereceram uma opinião sem reservas nem ênfases, o que reflete a solidez da gestão financeira da Fundação. O ano ficou também marcado pelo maior investimento dos últimos cinco anos, num total de 1,72 milhões de euros. Esse montante permitiu avançar com projetos de modernização de infraestruturas e equipamentos, incluindo a instalação de painéis fotovoltaicos, a requalificação técnica de espaços de espetáculo e o início da substituição de elevadores.

Para a administração do CCB, os resultados confirmam a capacidade da instituição para alargar o acesso à cultura, chegar a mais públicos e gerar maior impacto, mantendo uma gestão rigorosa e sustentável. As contas de 2025 servem agora de base ao Plano Estratégico RE-VISITAR 2026-2030, orientado para reforçar a sustentabilidade económica, patrimonial, ambiental e cultural do Centro. Entre as prioridades estão a valorização dos Módulos IV e V, o investimento financiado pelo PRR, a modernização dos ativos técnicos e a redução estrutural dos custos energéticos.

Com vista a consolidar novas fontes de receita, será criado um Gabinete de Desenvolvimento Estratégico. A nova estrutura terá como missão identificar oportunidades, dinamizar parcerias, captar apoios, valorizar ativos e desenvolver novos modelos de relação com empresas, públicos e entidades culturais.

Com este desempenho, o CCB considera demonstrada a capacidade de maximizar o impacto do financiamento público. A instituição entra em 2026 com condições reforçadas para prosseguir a sua missão de serviço público, colocando a cultura, os cidadãos e o acesso ao conhecimento no centro da atividade.

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CAP assinala um ano de gestão sustentável de baldios com conferência em Montalegre dia 15 de junho

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) promove na próxima segunda-feira, 15 de junho, a conferência “Gestão e Produtividade nas Áreas Comunitárias”, no Auditório Multiusos de Montalegre, a partir das 09h30. O encontro marca o primeiro ano de trabalho na dinamização dos Agrupamentos de Baldios e junta cerca de 80 comunidades de baldio envolvidas no projeto.

A iniciativa pretende fazer um balanço do modelo de gestão sustentável dos territórios comunitários lançado há um ano pela CAP, em parceria com três associadas: Valminho Florestal, Aflodounorte e CoopBarroso. O projeto abrange hoje oito Agrupamentos de Baldios — cinco criados em 2025 e três já existentes — que totalizam cerca de 28 mil hectares em 80 comunidades de seis concelhos do Norte: Valença, Alijó, Mirandela, Montalegre, Murça e Sabrosa. A ação decorre no âmbito de um contrato-programa com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Fundo Ambiental.

A sessão de abertura, às 10h00, contará com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. Para o encerramento está prevista a participação da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, ainda sujeita a confirmação.

Durante a manhã, o debate vai centrar-se no impacto dos Agrupamentos de Baldios na organização dos territórios, nos modelos de governança entre Estado, CAP e comunidades locais, e nas perspetivas para as políticas públicas. Participam ainda dirigentes da CAP, das organizações dinamizadoras CoopBarroso, Aflodounorte e Valminho Florestal, representantes das comunidades e especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Às 15h00, os participantes visitam o Baldio de Montalegre para conhecer no terreno as iniciativas já desenvolvidas e os resultados alcançados.

Segundo a CAP, o trabalho do último ano reforçou a capacidade de gestão dos territórios comunitários, com maior coordenação das intervenções florestais, prevenção estrutural de incêndios rurais, valorização económica dos recursos endógenos e governança participativa das comunidades.

Neste período, a CAP deu apoio técnico e formação sobre contratação pública, regime jurídico dos baldios e enquadramento fiscal. Foram também estabelecidos contatos com entidades que desenvolvem projetos em territórios de baldio, procurando sinergias para novas oportunidades de valorização.

Entre os principais obstáculos identificados estão a reduzida capacidade administrativa de algumas comunidades, a disponibilidade limitada de recursos locais e litígios sobre limites geográficos das unidades de baldio. A CAP aponta ainda sucessivas alterações à norma técnica que define metas e indicadores do projeto, além de documentos orientadores do ICNF que continuam por concluir.

Para o segundo ano de execução, está prevista a dinamização do cadastro e do inventário florestal nos novos agrupamentos. Nos agrupamentos de continuidade, avança-se com planos de negócios e avaliação de áreas com potencial para o mercado voluntário de carbono.

A dinamização dos Agrupamentos de Baldios é uma das apostas da CAP para criar territórios comunitários mais organizados, produtivos e resilientes, contribuindo para o ordenamento do território, a valorização do mundo rural, o reforço das comunidades locais na gestão dos seus espaços e a prevenção de incêndios rurais.

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Setor dos pequenos frutos gera mais de mil milhões de euros e triplica produção em dez anos em Portugal

O setor dos pequenos frutos em Portugal consolidou-se como uma das fileiras agrícolas mais dinâmicas e relevantes da economia nacional, tendo gerado um impacto económico de 1.037 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB) em 2025. Os dados constam do estudo Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Lusomorango e a Driscoll’s.

Segundo o relatório, o impacto económico do setor distribui-se entre 252 milhões de euros de efeitos diretos, 309 milhões de euros de efeitos indiretos e 476 milhões de euros de efeitos induzidos. Isto significa que cerca de 76% do impacto total ultrapassa a atividade agrícola propriamente dita, estendendo-se a áreas como logística, comércio, energia, construção, serviços e restauração.

O estudo foi apresentado esta sexta-feira na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, numa sessão que contou com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura.

Produção mais do que triplicou numa década

A produção nacional de pequenos frutos passou de 27,6 mil toneladas em 2015 para 91,4 mil toneladas em 2025, mais do que triplicando em apenas dez anos. Este crescimento foi impulsionado sobretudo pela framboesa, pelo mirtilo e pela amora, culturas de elevado valor acrescentado e forte procura nos mercados internacionais.

Em termos económicos, a produção atingiu 580 milhões de euros em 2025, representando um aumento de 72,6% face a 2020. Para 2026, a projeção aponta para um novo recorde, com o valor da produção a atingir os 645 milhões de euros.

Para Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, os números demonstram que os pequenos frutos assumem hoje um papel estruturante na economia portuguesa.

“Estamos perante um setor que é muito mais do que a produção agrícola: é uma fileira económica estruturante, com capacidade para gerar riqueza, emprego, rendimento e receita fiscal em Portugal”, afirmou.

Mais de 34 mil empregos gerados

O impacto do setor reflete-se também no emprego. Em 2025, a fileira dos pequenos frutos gerou 34.369 postos de trabalho equivalentes a tempo completo, dos quais 17.433 resultaram diretamente da atividade produtiva.

As previsões da EY-Parthenon apontam para um crescimento para 36.702 empregos em 2026, reforçando a importância do setor para o mercado de trabalho nacional.

As remunerações associadas à atividade atingiram os 629 milhões de euros em 2025, quase o dobro dos 351 milhões registados em 2020. Deste total, 247 milhões correspondem a salários diretos, enquanto os restantes resultam dos efeitos indiretos e induzidos ao longo da cadeia de valor.

Receita fiscal ultrapassa os 276 milhões de euros

O setor contribuiu ainda com 276 milhões de euros em impostos e contribuições sociais em 2025, dos quais 96 milhões resultaram diretamente da atividade produtiva.

Para 2026, a receita fiscal deverá atingir os 298 milhões de euros. Entre 2020 e 2026, o crescimento médio anual da receita fiscal associada à fileira deverá situar-se nos 8,9%, impulsionado pela Taxa Social Única (TSU), IRC, IRS e IVA.

Exportações atingem quase 400 milhões de euros

O estudo destaca também o forte desempenho internacional do setor. Em 2025, as exportações nacionais de pequenos frutos alcançaram os 398 milhões de euros, mais do que triplicando o valor registado há uma década.

Ao contrário da tendência global e europeia, fortemente centrada no morango, Portugal tem vindo a especializar-se em culturas como a framboesa, a amora e o mirtilo, apostando em produtos diferenciados e de elevada qualidade para mercados mais exigentes.

Segundo Eduardo Bremm, diretor de operações da Driscoll’s para Portugal e Espanha, o sucesso da fileira resulta da conjugação de fatores naturais e humanos.

“O país reúne uma combinação muito particular de condições climáticas, diversidade geográfica, perícia técnica e experiência agrícola que permite produzir pequenos frutos com elevados padrões de qualidade, reconhecidos nos mercados internacionais”, afirmou.

Apesar dos resultados positivos, Lusomorango e Driscoll’s defendem que o crescimento futuro da fileira dependerá da existência de políticas públicas estáveis e de investimento estratégico.

Entre as prioridades identificadas encontram-se a melhoria das infraestruturas públicas, a gestão eficiente dos recursos hídricos, a simplificação administrativa, o apoio à inovação, a qualificação da mão de obra e soluções para habitação e mobilidade nos territórios onde a atividade tem maior expressão.

“O crescimento económico não dispensa responsabilidade territorial e social. Para continuar a crescer, o setor precisa de políticas públicas estáveis, investimento em infraestruturas e respostas equilibradas para os territórios onde a atividade está instalada”, concluiu Joel Vasconcelos.

Com um impacto superior a mil milhões de euros, mais de 34 mil empregos gerados e exportações em forte crescimento, a fileira dos pequenos frutos reforça a sua posição como um dos motores mais dinâmicos da agricultura portuguesa e um dos setores com maior potencial de crescimento sustentável nos próximos anos.

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DBRS eleva rating da Caixa Geral de Depósitos para A (high) com tendência “positiva”

A agência de notação financeira Morningstar DBRS anunciou hoje a subida do rating de emissor de longo prazo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de “A” para A (high), mantendo a tendência em Estável. A agência reviu ainda em alta o rating de curto prazo para R-1 (middle) (anteriormente R-1 (low)) e melhorou a perspetiva dos depósitos de longo prazo de Estável para Positiva.

Esta melhoria reflete a solidez financeira e a resiliência do banco público português, num contexto de forte rentabilidade e consolidação da qualidade dos seus ativos.

Em comunicado a agência de rating anuncia que “elevou os seus credit ratings da Caixa Geral de Depósitos, incluindo o Long-Term Issuer Rating e o Long-Term Senior Debt credit rating para A (high) de “A”. A Morningstar DBRS também elevou o Short-Term Issuer Rating credit rating do Bank para R-1 (middle) de R-1 (low). Simultaneamente, a Morningstar DBRS confirmou os credit ratings de Long-Term Deposits e Short-Term Deposits do Bank em A (high) e R-1 (middle), respetivamente, uma vez que estão ao mesmo nível da República de Portugal (Portugal; com rating A (high) e Positive trend pela Morningstar DBRS). A  DBRS alterou a trend do Long-Term Deposits credit rating do Bank para Positive de Stable. As trends dos restantes credit ratings mantêm-se Stable. A  DBRS também subiu a Intrinsic Assessment (IA) da CGD para A (high) de “A” e manteve a sua Support Assessment em SA3″.

De acordo com a DBRS, a revisão em alta da nota da CGD é sustentada por uma geração de resultados “robusta e resiliente”, impulsionada pelo crescimento sólido do crédito e por uma gestão controlada dos custos operacionais.

Em 2025, a CGD registou lucros recorde de 1.900 milhões de euros (um crescimento de 9,8% em termos homólogos). No primeiro trimestre de 2026, a tendência positiva manteve-se, com os lucros a atingirem os 396,7 milhões de euros.

O rácio de eficiência (cost-to-income) fixou-se em 30,7% no total do ano de 2025 e em 39,1% no primeiro trimestre de 2026, valores que demonstram uma estrutura operacional altamente otimizada.

Apesar da descida das taxas de juro ter pressionado a margem financeira para 2,4% em 2025 (face aos 2,8% em 2024), o primeiro trimestre de 2026 já deu sinais de recuperação, com um crescimento em cadeia de 5,6%.

A agência de rating destacou também a melhoria contínua na qualidade do balanço do banco liderado do por Paulo Macedo. O rácio de crédito malparado (NPL ratio) desceu para 1,4% no final de março de 2026 (abaixo da média europeia de 1,9%).

No que toca à CGD em Moçambique (onde está através do BCI), o rácio de exposição não produtiva (NPE) subiu ligeiramente para 1,7% devido ao incumprimento da dívida soberana de Moçambique. Excluindo este impacto geopolítico específico, o rácio NPE fixar-se-ia nuns limpos 1,0%.

Ao nível da solvabilidade, o grupo CGD apresenta uma posição de capital considerada “forte”, com um rácio CET1 de 21,2% em março de 2026, o que representa uma almofada confortável de 11,8% acima dos requisitos mínimos regulamentares.

As melhorias na notação de crédito refletem a geração de resultados robusta e resiliente da CGD, apoiada por um crescimento de crédito sólido, uma elevada margem de juros líquida, custos operacionais bem controlados e um custo de risco negativo, mesmo num ambiente de taxas de juro mais normalizado

A confirmação dos ratings de depósitos da CGD em A (high) — agora com tendência Positiva — coloca o banco em total alinhamento com a avaliação soberana da República de Portugal (atualmente classificada em A (high) com tendência Positiva pela DBRS).

Para que o rating da CGD volte a subir no futuro, a agência avisa que será necessária uma trajetória contínua de rentabilidade ao longo do ciclo económico e, fundamentalmente, uma subida prévia ou concomitante do próprio rating de Portugal. Por outro lado, uma deterioração material prolongada nos resultados ou na qualidade dos ativos poderá resultar numa revisão em baixa.

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Bison Bank apoia projeto educativo da Cáritas de Leiria-Fátima para promover inclusão social

Bison Bank

O Bison Bank anunciou publicamente o seu apoio à Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima através do projeto “Explica-me”. Esta iniciativa, focada no apoio ao estudo de crianças e jovens provenientes de famílias com menores rendimentos, visa reforçar a igualdade de oportunidades no acesso à educação e incentivar o tecido empresarial a contribuir para o desenvolvimento social da região.

Segundo o banco liderado por António Henriques, o “Explica-me”, criado em 2015, funciona como um programa semanal de apoio ao estudo, dinamizado por jovens voluntários.

O público-alvo são crianças e jovens em situação de vulnerabilidade económica, devidamente sinalizados pelos serviços sociais da Cáritas e o objetivo é colmatar lacunas de aprendizagem de estudantes que, por norma, não dispõem deste tipo de suporte no ambiente familiar.

A relevância do projeto foi severamente acentuada este ano. As cheias e tempestades que assolaram a região de Leiria no passado mês de janeiro agravaram a situação de fragilidade de muitas famílias. Neste cenário de crise, a continuidade do apoio educativo tornou-se um pilar essencial para garantir a estabilidade e as perspetivas de futuro dos jovens locais.

Para as instituições envolvidas, a parceria surge como uma resposta direta às dificuldades deixadas pelos fenómenos climáticos extremos.

“Estes contributos são fundamentais para a continuidade do ‘Explica-me’, especialmente num momento em que o equilíbrio das famílias que apoiamos foi posto à prova,” destaca Nelson Costa, Diretor de Serviço da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima. “Desta forma conseguimos garantir que estas crianças e jovens continuam a ter o suporte educativo de que necessitam para construir um futuro com mais oportunidades.”

Por parte do Bison Bank, este investimento enquadra-se de forma estratégica na sua política de responsabilidade social, fortemente direcionada para a promoção da literacia.

“As tempestades de janeiro mostraram-nos a vulnerabilidade das comunidades perante fenómenos extremos, mas também a extraordinária resiliência da população,” afirma António Henriques, CEO do Bison Bank. “A literacia, seja ela financeira ou geral, é uma ferramenta essencial para a reconstrução e para a resiliência a longo prazo.”

O CEO sublinha ainda que apoiar o “Explica-me” é uma forma de investir no “ativo mais valioso de qualquer comunidade: o futuro das suas crianças”, garantindo que os jovens não interrompem o seu percurso educativo e ajudando a construir uma sociedade mais justa e preparada para os desafios futuros.

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REN visita Centro de Controlo da IGNIS em Madrid e assinala consolidação da empresa no mercado elétrico português

A REN – Redes Energéticas Nacionais realizou uma visita ao Centro de Controlo da IGNIS, em Madrid, reforçando a colaboração entre as duas entidades numa altura em que a empresa energética assinala dois anos de atividade em Portugal. A deslocação contou com a participação do chefe de Gestão de Sistemas da REN, Bruno Marçalo Nunes, e do responsável pelo Despacho Nacional, Filipe Ribeiro, que foram recebidos pelo Head of IGNIS Energy, Santiago Bordiú.

A equipa de Gestão de Energia da IGNIS destacou o contributo da empresa para a integração das energias renováveis no sistema elétrico português, através da sua participação ativa nos mercados de serviços de sistema.

Durante a visita, os responsáveis tiveram oportunidade de conhecer a infraestrutura tecnológica que suporta a operação da IGNIS e de debater alguns dos principais desafios enfrentados pelos agentes responsáveis pela representação de centrais elétricas no mercado português. Entre os temas em destaque estiveram a crescente integração das energias renováveis e a necessidade de assegurar uma operação eficiente, flexível e segura do sistema elétrico.

A iniciativa coincidiu com o segundo aniversário da atividade da IGNIS em Portugal, onde a empresa tem vindo a reforçar a sua presença nos diferentes segmentos do mercado elétrico. Depois de iniciar a sua operação através da participação nos mercados diário e intradiários do OMIE, a empresa alargou a sua atuação aos serviços de sistema geridos pela REN, representando produtores e ativos de diferentes tecnologias.

Entre os principais marcos alcançados pela IGNIS em território nacional está a integração de centrais renováveis nos mercados de reserva de restabelecimento da frequência, tanto com ativação manual (mFRR) como automática (aFRR), mecanismos essenciais para corrigir desequilíbrios entre a produção e o consumo de energia e garantir a estabilidade do sistema elétrico.

Ao longo destes dois anos, a empresa desenvolveu também capacidades técnicas específicas para operar nos mercados portugueses, destacando-se a ligação do seu Centro de Controlo aos sistemas da REN através de linhas de comunicação dedicadas e do protocolo ICCP, permitindo a troca de informação operacional em tempo real. Atualmente, a IGNIS presta serviços de representação a centrais renováveis e sistemas de armazenamento por baterias e participa em fóruns e grupos de trabalho ligados à evolução do sistema elétrico nacional.

A empresa, fundada em 2015, está presente em vários mercados internacionais e desenvolve projetos nas áreas das energias renováveis, armazenamento de energia e descarbonização, gerindo cerca de 10 GW de ativos próprios e de terceiros e contando com mais de 1 GW de capacidade de produção em operação ou construção.

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SpaceX de Musk fixa o preço do seu IPO recorde de 75 mil milhões nos 135 dólares por ação e bate recorde mundial

A SpaceX de Elon Musk fixou o preço do seu IPO em 135 dólares por ação, numa operação histórica que pretende angariar 75 mil milhões de dólares e pode avaliar a empresa em cerca de 1,75 biliões de dólares, o que a projecta como uma das empresas mais valiosas do mundo. A informação, divulgada pela Reuters e repercutida por vários meios internacionais, aponta para a maior oferta pública inicial de sempre em valor nominal.

Os bancos coordenadores da operação encerraram na quarta-feira, após o fecho de Wall Street, o período de recolha de ordens junto de investidores institucionais. A oferta pública inicial foi fixada para esta quinta-feira, com as ações a começarem a ser negociadas na sexta-feira no Nasdaq também no Nasdaq Texas. A operação foi liderada por um consórcio de cinco grandes bancos de investimento — Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase – e teve a participação de outras 18 instituições financeiras.

Segundo a informação disponível, a empresa adotou uma estratégia pouco habitual em Wall Street, ao avançar diretamente para um preço fixo. O objetivo é captar capital numa escala sem precedentes e reforçar a posição da SpaceX nos setores espacial, satelital e de tecnologia.

A colocação, que envolve a venda de 555,6 milhões de ações, é descrita como o maior IPO da história em termos de montante angariado. O arranque da negociação está previsto para a Nasdaq no dia seguinte ao preço final ser confirmado.

 

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ESET investe 40 milhões de euros para reforçar cibersegurança com inteligência artificial

A ESET vai investir 40 milhões de euros no desenvolvimento de tecnologias de cibersegurança impulsionadas por inteligência artificial, numa estratégia que procura antecipar as novas ameaças geradas pela rápida adoção de sistemas de IA autónomos e agentes inteligentes. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 11 de junho, pela empresa europeia de cibersegurança, que defende a necessidade de adaptar a proteção digital a um cenário tecnológico em transformação.

A decisão surge num contexto em que a própria empresa já detetou um crescimento significativo de componentes utilizados por sistemas de inteligência artificial para executar tarefas, comunicar com serviços externos e interagir com diferentes ferramentas digitais. Desde março de 2026, a ESET analisou cerca de 800 mil componentes deste tipo, dos quais aproximadamente 25 mil foram classificados como suspeitos e mais de 3 mil considerados claramente maliciosos e bloqueados. O volume representa um aumento de 13 vezes face às cerca de 60 mil componentes identificadas no início do ano.

Para Richard Marko, CEO da ESET, a cibersegurança está a entrar “numa era completamente nova”, em que a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de defesa para passar a integrar a própria superfície de ataque. Segundo o responsável, o objetivo do investimento é garantir que a IA “fortalece a cibersegurança em vez de a enfraquecer” e desenvolver tecnologias capazes de proteger as organizações num ambiente dominado por sistemas autónomos.

Além da vertente tecnológica, a iniciativa pretende reforçar a independência e a soberania europeia na área da cibersegurança, numa altura em que o desenvolvimento de modelos avançados de IA está concentrado em grandes empresas tecnológicas globais. Nesse sentido, a ESET vai implementar um plano de recrutamento de três anos que elevará a sua equipa de investigação e desenvolvimento para mil investigadores e engenheiros.

O investimento será distribuído por três áreas estratégicas: o desenvolvimento de modelos fundamentais de IA próprios e centrados na segurança, a criação de uma arquitetura de proteção em múltiplas camadas para ambientes de inteligência artificial e a construção de uma nova geração de Centros de Operações de Segurança (SOC) apoiados por IA.

De acordo com Juraj Jánošík, vice-presidente de Inteligência Artificial da ESET, a evolução da IA está a alterar profundamente o panorama da cibersegurança. “As ferramentas de IA estão a tornar-se parte do trabalho quotidiano, os sistemas autónomos estão a expandir a superfície de ataque e as equipas de segurança precisam de formas mais rápidas de responder às ameaças”, afirma.

Entre os projetos previstos está o desenvolvimento do ESET Secure AI Relay, uma camada de segurança destinada a proteger a comunicação entre utilizadores, agentes de IA, aplicações empresariais e modelos de inteligência artificial. A empresa pretende ainda criar mecanismos de proteção ao nível das redes para as comunicações entre agentes autónomos e expandir soluções como o ESET AI Skills Checker.

Na área das operações de segurança, a ESET quer utilizar a inteligência artificial para aumentar a capacidade de deteção e resposta a incidentes, sem eliminar a supervisão humana. A ambição passa por tornar as soluções avançadas de cibersegurança acessíveis não apenas às grandes organizações, mas também às pequenas e médias empresas, através de processos altamente automatizados e mais fáceis de gerir.

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Fundação Repsol e Grupo Sylvestris registam primeiro projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono em Portugal

O Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol registaram em Portugal o primeiro projeto validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono, com uma iniciativa de reflorestação localizada em Charneca e Ferreirinhos, no concelho do Sabugal, distrito da Guarda. O anúncio foi feito a 1 de junho, e divulgado hoje em comunicado.

O projeto ocupa 18,83 hectares e prevê a captura de 2.976 toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 40 anos, com uma média de 158 tCO₂e por hectare. Desenvolvido ao abrigo da metodologia MVC1 para novas florestações, a iniciativa tornou-se a primeira a ser registada e validada no novo regime jurídico do mercado voluntário de carbono português. A fase de implementação terminou em 2025, e a permanência das remoções de carbono está assegurada por um compromisso contratual de 40 anos e pela adesão à bolsa de garantia prevista no regime.

Os cálculos ex-ante dos créditos de carbono foram realizados segundo a metodologia MVC1, com o objetivo de garantir uma estimativa sólida e prudente. O registo do projeto coloca o Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol como pioneiros num mercado que começa a estruturar-se com projetos florestais sujeitos a critérios de adicionalidade, monitorização e permanência.

Além da captura de carbono, a intervenção visa transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais com espécies como Pinus pinaster e Quercus pyrenaica. O projeto pretende contribuir para a proteção do solo contra a erosão, aumentar a resiliência da paisagem e reduzir o risco de incêndios numa zona considerada vulnerável.

A iniciativa integra o projeto Motor Verde +Floresta, impulsionado em parceria com a Fundação Repsol, que tem como foco o restauro florestal em larga escala em Espanha e Portugal. Segundo as entidades promotoras, o restauro florestal vai além do carbono, atuando também sobre a biodiversidade, o solo, a água e a resiliência territorial, podendo gerar atividade em zonas rurais.

A Fundação Repsol desenvolve projetos focados na transição energética e na sociedade, com linhas de ação que incluem investimento em empresas de baixo carbono, apoio a soluções tecnológicas em energia e mobilidade, disseminação de conhecimento e promoção de voluntariado.

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Estudo da Adyen revela que Geração Z é quem mais rejeita pagamentos automatizados, apesar de liderar compras via redes sociais

A corrida à Inteligência Artificial no retalho português já começou, mas esbarra na desconfiança de quem compra. Um novo estudo da Adyen, plataforma global de tecnologia financeira, mostra que 81% das empresas de retalho em Portugal estão abertas a permitir compras totalmente geradas por IA. Destas, 39% definem a tecnologia como prioridade estratégica para os próximos 12 meses.

O entusiasmo dos retalhistas contrasta com a cautela dos consumidores. Apenas 39,2% dos portugueses estão dispostos a deixar um assistente de IA gerir todo o processo de compra, incluindo o pagamento final. Já 32,1% rejeitam firmemente a ideia.

O ceticismo é maior precisamente entre os mais jovens. 35,2% da Geração Z recusa delegar o pagamento final à IA, valor acima dos Millennials com 30,2%. O paradoxo: são também os que mais compram nas redes sociais.

O estudo revela que 43,4% da Geração Z e 37,5% dos Millennials já usam redes sociais para fazer compras, contra 34,5% da média nacional. Para 41,4% dos Millennials e 40,4% da Geração Z, poder comprar direto na página social de uma marca aumentaria a fidelização.

A influência social pesa: 56,4% da Geração Z e 46,7% dos Millennials admitem comprar um produto se virem amigos ou influenciadores a recomendá-lo. Um artigo em “trending” leva 41,4% da Geração Z à intenção de compra.

Os 3 medos que travam a IA no checkout

Para quem hesita em adotar compras automatizadas, os motivos são a perda de controlo, 57,8% preferem pesquisar e decidir por si.

Mas também a privacidade e fraude com 50,2% a temerem pela segurança dos dados e pagamentos.

Outro motivo é o medo de erros no pedido. Há 40,3% que receiam que a IA escolha tamanho, cor ou produto errado.

Mesmo entre os adeptos, as exigências são altas: 40,2% exigem total segurança das informações de pagamento, 39% querem devoluções simples e 38% pedem regras claras sobre responsabilidade em caso de erro.

O estudo expõe um paradoxo no comportamento do consumidor português. Apesar do medo de fraude, a complexidade afasta vendas. 22,6% abandonam o carrinho se o processo de segurança for demasiado complexo ou falhar. Outros 29,8% desistem se forem obrigados a criar conta antes de pagar.

Do lado dos retalhistas, cerca de um terço aponta a garantia de segurança total contra fraude como fator mais crítico para adotar a tecnologia. Outros 27% exigem regras claras que os protejam de custos por erros da IA.

“Embora os retalhistas estejam entusiasmados com assistentes de compras baseados em IA, muitos partilham dos receios dos clientes sobre a perda de controlo no checkout”, afirma Carlo Bruno, VP de Produto da Adyen. “O maior obstáculo ao comércio automatizado não é a tecnologia de IA em si, mas sim a construção da confiança necessária para a utilizar.”

O estudo foi conduzido pela Censuswide entre 5 e 20 de maio de 2026, junto de 500 retalhistas e 2.000 consumidores portugueses com idade igual ou superior a 16 anos.

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Alentejo 2030 lança 4,5 milhões de euros para impulsionar economia circular e infraestruturas tecnológicas

O Programa Regional do Alentejo 2030 anunciou o lançamento de dois avisos de concurso com uma dotação global de 4,5 milhões de euros de financiamento FEDER. Integrados no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem, estes apoios pretendem reforçar a sustentabilidade, a inovação e a competitividade em toda a região do Alentejo.

O primeiro aviso, denominado “Economia Circular (SI) – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, conta com uma dotação de 1 milhão de euros e uma taxa máxima de cofinanciamento de 60%.

Segundo o comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, este concurso é dirigido especificamente às pequenas e médias empresas (PME) da região, visando promover a transição para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis. Entre os principais objetivos deste apoio destacam-se o incentivo à circularidade dos recursos, a redução do consumo de matérias-primas e o desenvolvimento de novos produtos a partir de subprodutos.

Adicionalmente, pretende-se fomentar a adoção de soluções de eco-design, o desenho de novos modelos de negócio sustentáveis e a circularidade da água nas empresas, promovendo a sua reutilização eficiente e a otimização dos processos produtivos. Para este aviso, o período de candidaturas mantém-se aberto até ao dia 30 de novembro de 2026.

Por sua vez, o segundo aviso foca-se nas “Infraestruturas e Equipamentos Tecnológicos – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, dispondo de uma dotação superior, de 3,5 milhões de euros, e de uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, explica a CCDR.

Ao contrário do primeiro, este apoio destina-se a instituições de ensino superior, entidades sem fins lucrativos e outras entidades em regime de cooperação. O propósito central é financiar projetos que visem a criação, qualificação ou expansão de infraestruturas tecnológicas estratégicas, com especial enfoque no domínio da Bioeconomia Sustentável.

Com esta iniciativa, o programa pretende reforçar a capacidade regional na transferência e valorização do conhecimento, apoiar o ciclo de inovação e maturidade tecnológica, e responder de forma direta às prioridades das Estratégias de Especialização Inteligente. Os interessados em concorrer a este segundo aviso dispõem de um prazo ligeiramente mais curto, com as candidaturas a decorrerem até 30 de outubro de 2026.

Ambos os concursos partilham o foco geográfico na região do Alentejo e materializam um compromisso coletivo em direção a uma gestão mais sustentável dos recursos naturais, alavancando o desenvolvimento económico regional através da inovação. Os fundos atribuídos são cofinanciados pela União Europeia.

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Deco avisa que subida do BCE vai encarecer crédito habitação e dificultar acesso ao financiamento

A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de aumentar as taxas de juro diretoras em 25 pontos-base, elevando a taxa de depósitos para 2,25%, deverá traduzir-se num agravamento das prestações do crédito à habitação para as famílias portuguesas e em condições de acesso ao financiamento mais restritivas. O alerta é da Deco PROteste, que esta quinta-feira analisou o impacto da medida para os consumidores.

A subida surge num contexto de aceleração da inflação na Zona Euro, que voltou a ultrapassar a meta de 2% definida pelo BCE, situando-se agora em 3,2%. O agravamento dos preços, inicialmente concentrado na energia, alastrou entretanto a outros setores, incluindo os serviços, aumentando a pressão sobre a autoridade monetária europeia para intervir.

O principal canal de transmissão para os consumidores será a Euribor, indexante utilizado na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável. Os mercados já antecipavam uma subida das taxas, e a confirmação da decisão do BCE deverá reforçar essa tendência ao longo dos próximos meses. O impacto efetivo nas prestações dependerá do montante em dívida, do prazo remanescente e do indexante contratado por cada família.

Para ilustrar os efeitos concretos, a Deco PROteste apresentou três cenários simulados, com base num prazo de 30 anos, spread de 1% e Euribor a seis meses como indexante, assumindo um agravamento de 0,25 pontos percentuais. Num contrato com 150.000 euros em dívida, a prestação passaria de 676,58 euros para 697,74 euros, um acréscimo mensal de 21,16 euros. Para um financiamento de 250.000 euros, o aumento seria de 35,26 euros mensais, e para 350.000 euros, de 49,36 euros.

A organização de defesa do consumidor alerta ainda para um segundo efeito desta conjuntura: o possível endurecimento das condições de acesso ao crédito. Está em discussão, a nível das autoridades nacionais, uma eventual redução da taxa de esforço máxima recomendada pelo Banco de Portugal para a concessão de novos créditos à habitação. Embora não haja ainda qualquer decisão final, a Deco PROteste considera que, num contexto de taxas mais elevadas e maior pressão inflacionista, essa alteração poderia dificultar ainda mais o acesso ao financiamento para quem está a preparar um pedido de crédito.

“A subida das taxas de juro não afeta apenas quem já tem crédito à habitação. Também pode tornar mais difícil o acesso à compra de casa para milhares de famílias que estão atualmente a preparar um pedido de financiamento. É fundamental que os consumidores avaliem cuidadosamente a sua capacidade financeira antes de assumirem novos encargos”, afirmou a organização.

A Deco PROteste recomenda que os consumidores revejam regularmente as condições do seu crédito, comparem propostas entre instituições financeiras e recorram a simuladores para antecipar o impacto de futuras variações das taxas. Para o efeito, disponibiliza o serviço Proteste Crédito e ferramentas de simulação no seu sítio na internet.

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Mundial de Futebol 2026 deverá injetar 9,1 mil milhões de dólares no PIB da América do Norte, segundo Allianz Trade

O Campeonato do Mundo FIFA 2026™, que arranca nos Estados Unidos, Canadá e México, deverá gerar um impacto económico temporário de cerca de 9,1 mil milhões de dólares no Produto Interno Bruto (PIB) da América do Norte durante o período da competição, que decorre entre junho e julho. De acordo com um estudo da Allianz Trade, o crescimento será impulsionado sobretudo pelos setores do turismo, hotelaria, transportes e serviços relacionados.

Tratando-se do maior torneio da história do futebol, com 48 seleções nacionais e 104 jogos distribuídos por 16 cidades anfitriãs, o evento promete atrair milhões de visitantes, concentrando o impulso financeiro em regiões e setores económicos específicos, explica a Allianz Trade.

Os Estados Unidos surgem como o maior beneficiário absoluto do torneio em termos financeiros, uma vez que acolhem a maioria das partidas (78 dos 104 jogos).

A seguradora de crédito projeta um contributo de aproximadamente 6,1 mil milhões de dólares para o PIB norte-americano, o que representa um acréscimo de cerca de 0,1 pontos percentuais no crescimento económico do país. Cidades como Nova Iorque/Nova Jérsia, Los Angeles, Dallas e Miami deverão registar um aumento substancial na procura hoteleira, no retalho e no entretenimento.

No entanto, o documento ressalva que fatores como a exigência na obtenção de vistos, limitações nos transportes e as grandes distâncias a percorrer podem mitigar o impacto total esperado. Em termos proporcionais ao tamanho da respetiva economia, o México será o país com o maior ganho relativo.

A previsão aponta para uma injeção de 1,7 mil milhões de dólares no PIB mexicano, correspondendo a um aumento de 0,3 pontos percentuais no crescimento económico nacional. A Cidade do México, Guadalajara e Monterrey destacam-se como os principais polos de atração de procura interna e externa, beneficiando de uma forte cultura futebolística e de custos competitivos, ainda que o impacto possa vir a ser atenuado por debilidades nas infraestruturas, preocupações com a segurança e a expressão da economia paralela.

Por sua vez, o Canadá deverá registar um incremento de 1,3 mil milhões de dólares no seu PIB (equivalente a 0,2 pontos percentuais de crescimento), com Toronto e Vancouver a liderar os ganhos no setor turístico, enfrentando também o risco de subida acentuada de preços devido a constrangimentos na capacidade de alojamento.

A análise detalhada dos canais de transmissão indica que o investimento associado ao turismo atingirá cerca de 8 mil milhões de dólares na região, divididos entre 6,8 mil milhões de gastos de visitantes internacionais e 1,2 mil milhões de turismo doméstico. Adicionalmente, as despesas governamentais em segurança vão reforçar a atividade económica regional.

Os ganhos setoriais serão, contudo, assimétricos: as companhias aéreas e o alojamento encontram-se na posição mais vantajosa para capitalizar o fluxo de passageiros, ao passo que os negócios de restauração, retalho e entretenimento sentirão uma procura acrescida no decorrer dos jogos.

Em sentido inverso, o setor das infraestruturas terá retornos limitados, dado que os investimentos estruturais mais relevantes ficaram concluídos antes do início do evento desportivo. Mesmo não integrando a organização do torneio, Portugal poderá colher dividendos económicos indiretos através do canal das exportações para o mercado norte-americano.

Tendo como referência o ano de 2025, em que Portugal exportou entre 12 a 14 mil milhões de dólares em bens para os três países anfitriões — com os Estados Unidos a assumirem a liderança como principal destino extracomunitário —, perspetiva-se um acréscimo na procura externa.

Os setores nacionais potencialmente mais beneficiados pelo pico de consumo na América do Norte são o agroalimentar e bebidas (com particular destaque para o vinho), o têxtil, vestuário e calçado, e ainda o mobiliário e artigos direcionados para a hotelaria. Apesar destas oportunidades comerciais, a Allianz Trade sublinha que este efeito na economia portuguesa será circunscrito no tempo, focado em segmentos muito particulares e sem capacidade para alterar significativamente a trajetória de crescimento do PIB nacional.

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DBRS eleva rating das Obrigações Cobertas do BPI para o nível máximo AAA

O Banco BPI viu reforçada a confiança dos mercados internacionais depois de a Morningstar DBRS  elevar o rating das suas Obrigações Cobertas de AA (high) para AAA, a classificação mais elevada atribuída pela agência de notação financeira. A decisão representa um reconhecimento da solidez da carteira de ativos que suporta estas emissões e da estratégia prudente de gestão do banco.

De acordo com a informação divulgada pelo BPI, a melhoria do rating assenta, sobretudo, na elevada qualidade da carteira de créditos hipotecários para habitação que serve de garantia às Obrigações Cobertas, bem como na manutenção consistente de níveis elevados de sobrecolateralização, um dos fatores determinantes para a avaliação positiva da DBRS.

A subida para AAA reforça a atratividade das emissões do banco junto de investidores institucionais, numa altura em que a robustez dos balanços e a qualidade dos ativos continuam a ser critérios centrais na avaliação do setor financeiro europeu. Este nível de rating traduz uma perceção de risco extremamente reduzida e poderá contribuir para condições de financiamento mais competitivas para a instituição.

Atualmente, o Programa de Obrigações Cobertas do Banco BPI integra sete séries com rating atribuído pela DBRS, abrangendo as séries 24, 25, 26, 28, 29, 30 e 31. As obrigações são garantidas por uma carteira de empréstimos hipotecários para habitação, um segmento tradicionalmente associado a baixos níveis de incumprimento e elevada estabilidade.

Para o BPI, esta revisão em alta representa mais um sinal de reconhecimento externo da qualidade dos seus ativos e da sua política de gestão de risco, reforçando a credibilidade da instituição nos mercados de capitais internacionais.

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Metro de Lisboa prolonga horário até às 03h00 na noite de Santo António

Metro de Lisboa

O Metropolitano de Lisboa anunciou que vai prolongar o serviço de transporte em todas as suas quatro linhas até às 03h00 da madrugada de dia 13 de junho, de forma a garantir a mobilidade e a segurança de quem se desloca para as celebrações dos Santos Populares na capital. A operação especial contará com comboios de seis carruagens e ações de animação nas estações da Alameda e do Cais do Sodré.

Com o objetivo de se associar às Festas de Lisboa e de se assumir como a principal solução de mobilidade para os cidadãos que se deslocam aos arraiais e regressam a casa, o Metro de Lisboa preparou uma operação especial para a noite de 12 para 13 de junho. Para responder ao aumento significativo da procura numa das noites mais emblemáticas da cidade, a empresa vai alargar o seu horário de funcionamento até às 03h00 da madrugada. Todas as quatro linhas da rede vão circular com comboios de seis carruagens, registando-se intervalos médios de cerca de 12 minutos entre as circulações. O Metropolitano ressalva, contudo, que as correspondências entre linhas não estarão garantidas após a realização dos últimos serviços, uma vez que o último comboio parte de cada estação terminal precisamente às 03h00.

Por motivos de segurança e seguindo as indicações da Polícia de Segurança Pública (PSP), a estação Avenida, localizada na Linha Azul, vai encerrar as suas portas mais cedo, às 19h30, explica a empresa pública.

Apesar do fecho da estação ferroviária, a passagem pedonal subterrânea da Avenida permanecerá aberta ao público até às 03h00 da madrugada. Para além desta alteração pontual, e de forma a assegurar que toda a operação decorre dentro da normalidade, o Metro de Lisboa terá uma articulação reforçada com a PSP e com as restantes entidades envolvidas no plano de segurança das festas.

A empresa destaca que o Metro constitui a forma mais cómoda, eficiente e sustentável de aceder a bairros típicos como Alfama, Bica, Graça, Mouraria e Madragoa, evitando os habituais constrangimentos de trânsito e estacionamento à superfície. Como recomendação prática para evitar filas nas bilheteiras, o Metro relembra os passageiros que não possuem passe de que podem efetuar o pagamento direto das suas viagens através de um cartão bancário contactless diretamente nos canais de validação.

A par do reforço do transporte, a empresa vai promover ações especiais de animação entre as 17h00 e as 20h00 nas estações Alameda e Cais do Sodré, locais que funcionarão como importantes pontos de partida para a folia. Na estação do Cais do Sodré será recriado um ambiente inspirado nos Santos Populares — decorado com música, manjericos e flores —, onde haverá a distribuição gratuita de manjericos e flores aos clientes, bem como um espaço fotográfico dedicado. Iniciativas idênticas vão decorrer em simultâneo na estação Alameda, estendendo o espírito festivo a outros pontos da rede. Em nota oficial emitida a 11 de junho, a transportadora fez ainda questão de sublinhar o profissionalismo e a dedicação dos seus trabalhadores, cujo empenho viabiliza este reforço de serviço numa das noites de maior afluência do ano na capital portuguesa.

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Trump cancela ataques ao Irão e anuncia acordo para cessar-fogo e negociações nucleares

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira a suspensão dos ataques militares planeados contra o Irão, afirmando que a liderança iraniana “aprovou” um rascunho de acordo que prevê a extensão do cessar-fogo em vigor, a reabertura do Estreito de Ormuz e o lançamento de um período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O anúncio surge num contexto de elevada tensão geopolítica na região do Golfo Pérsico e representa um novo capítulo nas prolongadas negociações entre Washington e Teerão. Contudo, e apesar do tom optimista da Casa Branca, o Governo iraniano ainda não confirmou publicamente a existência de qualquer acordo aprovado.

Não é a primeira vez que Trump afirma estar próximo de um entendimento com Teerão, tendo feito declarações semelhantes em momentos anteriores das negociações sem que estas se tenham concretizado. A falta de confirmação do lado iraniano mantém assim uma nuvem de incerteza sobre a solidez do anunciado entendimento.

Ainda assim, três fontes com conhecimento directo das conversações revelaram ao portal norte-americano Axios que diferenças-chave entre as partes terão sido resolvidas durante as negociações realizadas na quarta-feira entre representantes iranianos e mediadores do Qatar. O papel de Doha como intermediário nestas negociações tem sido determinante para manter os canais diplomáticos abertos entre as duas potências.

A reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica pela qual passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo — é um dos pontos centrais do acordo em discussão. O encerramento ou perturbação desta via marítima teria impacto imediato nos mercados energéticos globais, elevando as apostas diplomáticas em torno das negociações.

O período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano, caso avance, constituirá uma nova janela diplomática para tentar chegar a um entendimento duradouro sobre as ambições nucleares de Teerão, tema que tem dominado a agenda de segurança internacional há mais de duas décadas.

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Unidade de Combate à Fraude da Visa trava mais de 2,2 mil milhões em burlas

A Visa anunciou que a sua equipa especializada em combate à fraude, Visa Scam Disruption (VSD), já identificou mais de 2,2 mil milhões de euros em tentativas de burla a nível global desde a sua criação, há pouco mais de dois anos. O anúncio foi feito durante a Global Anti-Scam Alliance Summit, que decorreu esta semana em Lisboa.

Segundo a empresa, o montante representa um aumento significativo face aos números divulgados em outubro de 2025, tendo sido sinalizados mais 1,4 mil milhões de euros em atividades fraudulentas nos últimos meses. Apenas no segundo semestre de 2025, a equipa VSD identificou mais 22% de burlas do que no período homólogo.

A Visa Scam Disruption é uma unidade dedicada à deteção e interrupção de esquemas fraudulentos antes que estes afetem consumidores e empresas. Com recurso a análises avançadas e à inteligência gerada pela rede global da Visa, a equipa consegue identificar padrões suspeitos e redes criminosas organizadas, mesmo quando as transações aparentam ser legítimas.

“As burlas são globais, adaptáveis e rápidas — e combatê-las exige o mesmo. A Unidade de Combate à Fraude da Visa utiliza a inteligência de toda a nossa rede global para conectar sinais entre mercados, detetar ameaças em evolução mais cedo com capacidades de IA e ajudar a travar burlas com parceiros-chave do ecossistema, antes que prejudiquem os consumidores. Os 2,2 mil milhões de euros em atividade de burla que identificámos mostram tanto a escala do desafio como o valor de o interromper na origem”, afirmou Rita Mendes Coelho, Country Manager da Visa em Portugal.

Entre os casos recentes identificados pela equipa europeia da VSD destaca-se uma burla disseminada através das redes sociais, conhecida como “burla de inquérito”. O esquema prometia produtos como packs de beleza, câmaras digitais ou kits de ferramentas a preços muito reduzidos. Após efetuarem uma compra inicial, os consumidores eram inadvertidamente inscritos em subscrições com pagamentos recorrentes de valor significativamente superior.

A investigação permitiu identificar cerca de 1.000 comerciantes ligados ao esquema, distribuídos por 21 adquirentes europeus. De acordo com a Visa, a operação criminosa terá gerado aproximadamente 85 milhões de euros em ganhos fraudulentos, tendo sido posteriormente desmantelada.

A Visa destaca que o sucesso da VSD assenta numa combinação de talento especializado, tecnologia avançada e colaboração com parceiros do setor. A equipa integra engenheiros, especialistas em inteligência artificial, antigos agentes das forças de segurança, profissionais militares e especialistas em visualização de dados.

Além das investigações proativas, a unidade utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa para analisar grandes volumes de informação, identificar relações complexas entre diferentes entidades e detetar atividades fraudulentas com maior rapidez e precisão. A empresa trabalha ainda em estreita colaboração com instituições financeiras, autoridades e parceiros tecnológicos para desmantelar infraestruturas criminosas e prevenir novas tentativas de fraude.

Com o aumento da sofisticação dos esquemas fraudulentos a nível global, a Visa considera que a cooperação entre empresas, reguladores e autoridades será cada vez mais determinante para proteger consumidores e reforçar a confiança no ecossistema digital de pagamentos.

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Bright Pixel investe na Theker em ronda recorde de 85 milhões na robótica europeia

A Bright Pixel Capital participa na maior ronda Série A de robótica realizada na Europa, ao investir na startup Theker, numa operação de 85 milhões de dólares liderada pela norte-americana CRV.

A empresa de capital de risco do grupo Sonae integra assim um conjunto de investidores globais que inclui nomes como Samsung, LVMH, Cathay Innovation, 20VC, Henkel Ventures e Korelya, bem como investidores já presentes no capital da tecnológica espanhola, entre os quais Inditex, Kfund, Kibo Ventures e Mission.

Sediada em Barcelona, a Theker desenvolve robôs generalistas nativos de inteligência artificial, concebidos para operar em ambientes industriais complexos e adaptar-se em tempo real a diferentes tarefas sem necessidade de reprogramação manual. A tecnologia já está a ser utilizada em operações industriais em vários mercados europeus, com impacto na produtividade e na redução de tempos de inatividade, num contexto de escassez de mão de obra em setores como indústria, logística e retalho.

Para a Bright Pixel Capital, o investimento enquadra-se na estratégia de apoiar empresas que estão a transformar setores tradicionais através de inteligência artificial, automação e software avançado

“A Theker combina três características que procuramos: tecnologia diferenciadora, capacidade de execução e potencial de liderança global. A equipa conseguiu levar soluções de IA e robótica para ambientes industriais reais, algo ainda pouco comum nesta fase”, afirma Miguel Bagulho, diretor da Bright Pixel Capital.

Fundada pelos engenheiros Carla Gómez Cano e Jiaqiang Ye Zhu, a Theker reforça agora a sua posição no ecossistema europeu de robótica e inteligência artificial, menos de um ano depois de ter concluído a maior ronda seed da história das startups espanholas.
Segundo a cofundadora Carla Gómez Cano, o objetivo passa por acelerar a adoção de robótica inteligente em escala global.

“Construímos a Thekerpara colocar robôs que funcionam desde o primeiro dia em ambientes produtivos reais e que continuam a melhorar continuamente”, refere.

Com esta ronda, a empresa pretende expandir a implementação da sua tecnologia junto de operadores industriais, reforçar o desenvolvimento da sua plataforma proprietária e aumentar a equipa nas áreas de software, eletrónica, engenharia mecânica e operações.

A operação sublinha ainda o crescente peso do ecossistema europeu de inteligência artificial e robótica, ao atrair alguns dos principais investidores internacionais para projetos desenvolvidos no continente.

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