Reading view

Golfo Pérsico regressa a níveis de petróleo pré-guerra até ao final de julho

O Golfo Pérsico deverá regressar às exportações de petróleo aos níveis pré-guerra até ao final de julho. Esta é a previsão feita pelo Goldman Sachs (GS), caso o acordo de paz seja assinado esta semana entre os EUA e o Irão e o estreito de Ormuz seja reaberto à navegação.

O banco norte-americano chegou a prever que os níveis normalizassem mais tarde, em agosto, mas antecipou a meta, avisando, contudo, que existem, obviamente, riscos à sua previsão, dado os recuos e avanços nas negociações ao longo dos últimos meses.

Neste momento, estão a sair 11 milhões de barris diariamente do Golfo Pérsico, dado o alívio gradual nas restrições à navegação. Ao mesmo tempo, os produtores usam pipelines ou o transporte rodoviário para conseguir exportar sem recorrer ao estreito de Ormuz.

Os analistas destacam que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos vão conseguir aumentar a produção rapidamente dada a forte procura provocada por baixos stocks na Europa, Ásia e América, segundo a nota do GS citada pela “Morningstar”.

O petróleo estava a cair mais de 5% para os 78 dólares na tarde de terça-feira, a afastar-se dos 100 dólares por barril atingidos durante a guerra.

Neste momento, existem 118 petroleiros encurralados dentro do estreito de Ormuz, que podem partir no espaço de 10-15 dias, com as entregas a aumentarem sem um aumento real de produção, segundo a Kpler.

O acordo de paz chega num momento crucial para os EUA, pois o país atingiu o seu nível mais baixo de inventários de petróleo desde 1983.

Entre os riscos identificados pelo GS estão a aversão ao risco dos armadores e seguradoras que podem limitar as exportações e a produção.

A limpeza do estreito de minas é outra das questões, podendo demorar algum tempo…. isto se as negociações não forem abortadas novamente.

Os maiores importadores mundiais de petróleo deverão adotar uma postura comercial de compras para voltar a acumular stocks relevantes.

No seu pior cenário, do estreito continuar fechado, o petróleo poderá atingir os 130 dólares por barril até ao final de 2026, atingindo 105 dólares em 2027.

O Goldman Sachs reviu em baixa o preço do barril de Brent para o final de 2026: de 90 dólares para 80%, menos 11%. Cortou também a previsão para 2027: de 80 dólares para 75 dólares, menos 6%.

Já o Morgan Stanley espera que demore um pouco mais de tempo até a produção voltar aos níveis pré-guerra.

“Ainda muito está a ser negociado e permanecem os riscos principais, mas por agora, isto é um passo essencial para atingir a redução de tensão do conflito e mais exportações de petróleo via estreito de Ormuz. Vemos a produção nos 50% em setembro e nos 80% em dezembro”, segundo a nota citada pela “Bloomberg”.

“Pensamos que vai demorar meses até chegar aos níveis próximos a 27 de fevereiro”, isto é, os níveis pré-guerra, disseram, por sua vez, os analistas do RBC.

Já o Qatar planeia aumentar rapidamente a sua produção de gás após a reabertura do estreito de Ormuz, segundo a “Bloomberg”. O objetivo é recuperar a maioria da sua produção (até 80% do nível pré-guerra) no espaço de dois meses.

A estatal QatarEnergy disse aos seus compradores que espera aumentar a produção no espaço de um mês, após a reabertura do estreito, com 80% no espaço de dois meses.

Os restantes 20% vão demorar anos a recuperar, devido aos ataques iranianos contra as infraestruturas energéticas qataris.

O Qatar fechou a maior estrutura de liquidificação de gás na primeira semana de guerra, após um ataque iraniano ao complexo de Ras Laffan, responsável por fornecer um quinto do consumo mundial antes da guerra.

  •  

Descida dos preços na bomba na próxima semana? Ainda há muitos “ses” pelo caminho

O aparente acordo de paz entre os EUA e o Irão trouxe acalmia aos mercados internacionais de energia na segunda-feira. Mas quanto tempo vão durar as tréguas?

Os preços do petróleo desciam mais de 5% para quase 83 dólares na tarde de segunda-feira, com os preços do gás a recuarem mais de 9% para mais de 42 euros/Mwh.

Mas ainda é cedo para cantar vitória. Os preços dos combustíveis nas bombas portuguesas só recuam na próxima semana, se a paz se mantiver durante esta semana, pois os preços do combustível para uma semana são calculados tendo em conta as cotações de gasolina/gasóleo na semana anterior.

“Vamos esperar que não haja nenhum retrocesso. Se o preço do crude continuar aos níveis de hoje [segunda-feira] nos 83 dólares… se se mantiver e se tiver impacto no preço dos refinados, o que ainda temos que confirmar, isso implicará a descida dos preços na próxima semana que refletem as cotações da semana anterior… ainda é prematuro”, disse ao JE o secretário-geral da Epcol, associação que junta as petrolíferas a operar em Portugal.

“Se efetivamente os preços estabilizarem, e se não houver qualquer outro acontecimento que mude a situação do ponto de vista geopolítico, é natural que acabe por ter alguma redução”.

“O que nos interessa são as cotações dos produtos refinados da gasolina e do gasóleo. Se se mantiver esta tendência de estabilidade, é muito provável que assistamos na próxima semana” a uma descida.

A ministra do Ambiente e da Energia disse esta segunda-feira esperar que os preços dos combustíveis desçam com o acordo de paz entre os EUA/Israel e o Irão.

“A confirmar-se, será muito boa notícia. Esperamos que baixe o preço dos combustíveis em geral”, segundo Maria da Graça Carvalho.
“Deixa de haver o perigo de alguma falha de fornecimento que era tão receada no nosso país, ou noutros países, o que podia afetar a nossa economia”, acrescentou esta segunda-feira.
“Tudo leva a crer que a partir da semana que vem haverá uma descida. Esperemos que sim”, previu.
Neste cenário, a governante também espera que sejam reduzidos os apoios dados pelo Governo ao consumo de gasóleo em vários setores, libertando o Fundo Ambiental para os seus “principais objetivos” em todos os “processos de descarbonização” de “ajudar nos impactos das alterações climáticas”.
“Estávamos a utilizar com bastante cautela, exatamente porque não tínhamos a perspetiva de quando é que estes apoios necessários ao diesel iam acabar”, acrescentou.

Os EUA e o Irão anunciaram na segunda-feira ter chegado a um acordo interino para reabrir o estreito de Ormuz.

Os dois países vão reunir-se na Suíça a 19 de junho para assinar formalmente o acordo, o que sinaliza que ainda existem aspetos a ser resolvidos.

Não foi emitido nenhum documento, com os pontos principais a ficarem para a próxima ronda de conversações.

Agora, vão ter 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerão.

“O Grande Acordo vai trazer paz e segurança a toda a região”, escreveu o presidente norte-americano nas redes sociais.

O estreito de Ormuz deverá ser reaberto a 19 de junho, após o acordo ser assinado e a remoção das minas da via marítima.

Antes da guerra, o estreito era responsável por abastecer um quinto de todo o petróleo e gás global.

Neste momento, 600 navios aguardam por passagem no Golfo Pérsico, com várias centenas à espera do lado de fora do Golfo.

“O Irão obrigou o inimigo EUA-Israel a terminar a guerra em todas as frentes”, segundo a televisão estatal iraniana.

  •  

Chineses com projetos solares e eólicos de 1,3 gigas no Alentejo

Os chineses da Chint Solar deram os primeiros passos para licenciar vários projetos solares e de baterias com mais de 1,2 gigawatts (GW) no Alentejo.

As centrais solares fotovoltaicas em causa são as de São Gião (564 megawatts (MW)), de Tapada Grande (580 MW) e de Monte Santos (111 MW). Os dois primeiros projetos também vão contar com um total de 50 megawatts de energia eólica.

Estes projetos estão inseridos no ambicioso pipeline da companhia chinesa com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.

Ao todo, são mais de 2,1 milhões de painéis solares a instalar nos projetos do Cluster Alqueva-Portel localizados nos municípios de Vidigueira (distrito de Beja), na freguesia de Pedrógão, e de Portel (distrito de Évora), na União das freguesias de Amieira e Alqueva e na freguesia de Vera Cruz.

Em termos de baterias, São Gião vai contar com uma capacidade de 750 MWh, com a Tapada Branca a contar com 840 MWh e Monte Santos com 200 MWh. Em termos de potência instalada de baterias, os projetos contam com 375 MW, 420 MW e com 100 MW, respetivamente.

O promotor submeteu recentemente uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA), considerado um passo inicial no licenciamento ambiental.

A opção por incluir baterias destina-se a “proporcionar maior flexibilidade e estabilidade ao sistema elétrico, permitindo otimizar a gestão da energia produzida, reduzir constrangimentos associados à intermitência das fontes renováveis e reforçar a capacidade de integração de energia na rede elétrica”.

Por ano, deverão produzir 1.868 GWh/ano, o suficiente para abastecer 460 mil lares.

A Chint Solar é uma companhia chinesa que comprou a sociedade portuguesa SolCarport detida pelos alemães da ProEnergy em 2023.

A companhia herdou assim uma carteira de projetos bastante considerável com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo, conforme escreveu o Jornal Económico em agosto de 2025.

Em 2021, a SolCarport submeteu 22 pedidos de acordos diretos à REN (em que o promotor paga a ligação à rede elétrica nacional, ao contrário do que acontece nas centrais solares dos leilões, por exemplo), com a Chint Solar a submeter um. Tudo junto, pediu para ligar à rede elétrica um total de 6 gigawatts de energia solar.

A companhia chinesa tem estado a avançar nos seus projetos em Portugal. Já conta com uma central solar em operação: a de Ínsua, em Serpa, com 48 MWp, inaugurada em 2022. Em Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, arrancou em maio com a construção de uma central solar com 73 MWp.

Em 2025, entregou uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mas recebeu um parecer de “conteúdos carecem de aprofundamento”, uma resposta habitual nesta fase precoce do licenciamento ambiental. Este projeto fica no concelho da Vidigueira, que conta com uma potência solar de 340 MWp, dois aerogeradores com mais de 14 MW e com as baterias a terem uma capacidade de 620 MWh. Por ano, prevê-se que produza 671 GWh.

Entre os projetos comprados pela Chint Solar, encontram-se vários gigantes, como o de Cavandela (concelho de Castro Verde) com 504 MWp, o de Cafelado (Viana do Alentejo) com 504 MWp, Monte Coito (Mértola) – 504 MW, ou a de São Gião (Portel) – 504 MWp.

Outras centrais de destaque são as de Baldio de São Romão (Reguengos de Monsaraz) – 450 MWp; Herdade Colar de Perdizes (Montijo) – 420 MWp; Porto Mouro (Ferreira do Alentejo) – 390 MWp; Monte das Flores (Évora) – 480 MWp; Monte Novo + Amieira (Vidigueira) – 372 MWp, segundo os dados recolhidos pelo Jornal Económico.

O projeto do Pinel surge nesta lista com uma potência maior face ao apresentado no estudo ambiental (450 MWp).

A companhia conta com mais de 3,8 gigas aprovados para ligar à rede, no âmbito dos acordos diretos com a REN e a E-Redes.

Dos projetos com a REN submetidos à DGEG, a agora Chint Solar obteve autorização para avançar com nove: Divor (400 MW), cinco projetos no Alqueva – com 400 MW, 100 MW, 420 MW, 375 MW, 310 MW, 150 MW -, um projeto em Ourique com 420 MW, e dois em Ferreira do Alentejo com 420 MW e 325 MW. Tudo junto, são mais de 3,3 gigas já aprovados para ligar à rede, com a Chint Solar a pagar do seu bolso. Nos acordos com a E-Redes, foram aprovados 11 projetos, num total de 500 MW.

  •  

Agência de Geologia e Energia e DGEG já têm liderança

A Agência de Geologia e Energia (AGE) já tem os nomes da comissão instaladora.

Nuno Matias (na foto, quadro da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), onde liderava a Unidade de Reservas Petrolíferas) vai liderar a agência no período de transição.

A AGE resulta da fusão da Direção-Geral de Energia e Geologia, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, da Empresa de Desenvolvimento Mineiro e da EDMI – Empresa de Projetos Imobiliários, integrando ainda atribuições da Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Portugal.

A comissão instaladora vai ter como vice-presidente Antonieta Loureiro. Integram ainda a comissão Miguel Águas, Ana Olim e Margarida Pisco, enquanto vogais.

Numa das entidades que vai ser integrada na AGE, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) conta com novo diretor-geral para substituir Paulo Carmona que foi liderar a Infraestruturas de Portugal: Alexandre Santos que ocupava o cargo de sub-diretor-geral desde outubro de 2025. Para o cargo de sub-diretora geral, Liliana dos Santos assume o cargo. Ambos foram designados em regime de substituição.

  •  

Ministra do Ambiente espera que acordo de paz reduza preço na bomba

A ministra do Ambiente e da Energia disse hoje esperar que os preços dos combustíveis desçam com o acordo de paz entre os EUA/Israel e o Irão.

“A confirmar-se, será muito boa notícia. Esperamos que baixe o preço dos combustíveis em geral”, segundo Maria da Graça Carvalho.
“Deixa de haver o perigo de alguma falha de fornecimento que era tão receada no nosso país,  ou noutros países, o que podia afetar a nossa economia”, acrescentou esta segunda-feira.
Tudo leva a crer que a partir da semana que vem haverá uma descida. Esperemos que sim”, previu.
Neste cenário, a governante também espera que sejam reduzidos os apoios dados pelo Governo ao consumo de gasóleo em vários setores, libertando o Fundo Ambiental para os seus “principais objetivos” em todos os “processos de descarbonização” de “ajudar nos impactos das alterações climáticas”.
“Estávamos a utilizar com bastante cautela, exatamente porque não tínhamos a perspetiva de quando é que estes apoios necessários ao diesel iam acabar”, acrescentou.

O petróleo e o gás estão hoje a descer mais de 5% perante notícias de que o conflito entre os EUA/Israel e o Irão está perto do fim.

O barril de Brent recua mais de 5% para quase 83 dólares, com o preço do gás a perder quase 6% para 44 euros/MWh.

Os EUA e o Irão dizem ter chegado a um acordo interino para reabrir o estreito de Ormuz.

Os dois países vão reunir-se na Suíça a 19 de junho para assinar formalmente o acordo, o que sinaliza que ainda existem aspetos a ser resolvidos.

Não foi emitido nenhum documento, com os pontos principais a ficarem para a próxima ronda de conversações.

Agora, vão ter 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerão.

“O Grande Acordo vai trazer paz e segurança a toda a região”, escreveu o presidente norte-americano nas redes sociais.

O estreito de Ormuz deverá ser reaberto a 19 de junho, após o acordo ser assinado e a remoção das minas da via marítima.

O estreito era, pré-guerra, responsável por abastecer um quinto de todo o petróleo e gás global.

Neste momento, 600 navios aguardam por passagem no Golfo Pérsico, com várias centenas à espera do lado de fora do Golfo.

“O Irão obrigou o inimigo EUA-Israel a terminar a guerra em todas as frentes”, segundo a televisão estatal iraniana.

  •  

Petróleo e gás descem mais de 5% com acordo de paz

O petróleo e o gás estão hoje a descer mais de 5% perante notícias de que o conflito entre os EUA/Israel e o Irão está perto do fim.

O barril de Brent recua mais de 5% para quase 83 dólares, com o preço do gás a perder quase 6% para 44 euros/MWh.

Os EUA e o Irão dizem ter chegado a um acordo interino para reabrir o estreito de Ormuz.

Os dois países vão reunir-se na Suíça a 19 de junho para assinar formalmente o acordo, o que sinaliza que ainda existem aspetos a ser resolvidos.

Não foi emitido nenhum documento, com os pontos principais a ficarem para a próxima ronda de conversações.

Agora, vão ter 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerão.

“O Grande Acordo vai trazer paz e segurança a toda a região”, escreveu o presidente norte-americano nas redes sociais.

O estreito de Ormuz deverá ser reaberto a 19 de junho, após o acordo ser assinado e a remoção das minas da via marítima.

O estreito era, pré-guerra, responsável por abastecer um quinto de todo o petróleo e gás global.

Neste momento, 600 navios aguardam por passagem no Golfo Pérsico, com várias centenas à espera do lado de fora do Golfo.

“O Irão obrigou o inimigo EUA-Israel a terminar a guerra em todas as frentes”, segundo a televisão estatal iraniana.

  •  

Maior acionista da Sonae investe 450 milhões para produzir combustível verde para navios

A família Azevedo, a maior acionista da Sonae, prepara-se para investir 450 milhões de euros num projeto para produzir metanol renovável.

O projeto HyMeOH da Capwatt, detida pela Efanor Investimentos, deverá gerar 110 milhões de euros de receitas anuais.

Por ano, vai ter capacidade máxima para produzir mais de 91 mil toneladas de metanol de origem renovável.

A fábrica vai ficar localizada na freguesia de Espinho, concelho de Mangualde, distrito de Viseu.

E para que serve o metanol renovável? Basicamente, para substituir os combustíveis fósseis usados na navegação marítima, um setor considerado ‘hard-to-abate’, isto é, difícil de descarbonizar.

O objetivo é que a unidade entre em funcionamento no último trimestre de 2029, após um período de construção de 39 meses, que deverá arrancar em julho de 2026.

A unidade HyMeOH vai empregar 86 trabalhadores diretos, indo funcionar em regime de 3 turnos, 24 horas/dia e 7 dias por semana. “Em regime normal, irá laborar 8 000 horas/ano, com um total de
cerca de 32 dias de paragem por ano”.

“No domínio económico, a concretização do Projecto HyMeOH representará um investimento de 450 milhões de euros, valor que constitui 8,9% do PIB gerado na região Viseu Dão Lafões (2023). Por outro lado, espera-se que o Projecto gere receitas anuais no
valor de 110 milhões de euros por ano (valor de cruzeiro), o que irá beneficiar o VAB regional e também nacional”, segundo a Capwatt no seu estudo de impacte ambiental.

O projeto foi “concebido de raiz para ser totalmente circular, em que o valor económico e a utilidade dos recursos são maximizados e os vários fluxos de resíduos serão transformados em novas matérias-primas. São exemplo, o uso de biomassa florestal residual e águas residuais tratadas como recursos principais na produção de metanol e a utilização de gases residuais para produzir parte da energia necessária ao processo, para além da valorização externa de outros materiais residuais, como as cinzas da gaseificação e o óleo fúsel da destilação do metanol”.

A energia elétrica verde para os processos industriais vai ter origem numa unidade de energia solar de auto-consumo (UPAC) a “construir em terreno adjacente à unidade HyMeOH e de energia eléctrica fornecida por terceiros, com garantia de origem”.

A central solar vai contar com mais de 61 módulos bifaciais, com 650 Wp de potência unitária, “baseada na tecnologia de silício cristalino, instalados numa estrutura fixa. Com uma potência instalada de 40,04 MWp, a UPAC irá produzir 62,18 GWh/ano de energia eléctrica”.

A unidade industrial também vai ser ligada à rede primária de distribuição de gás natural de média pressão, “que se desenvolve próximo da instalação”, um projeto que vai ficar a cargo da Floene, entidade concessionária da rede de distribuição.

A Capwatt foi constituída em 2008 para reunir as operações da Efanor no setor da energia. Atualmente, está presente em Portugal, Espanha, Itália e México detendo e operando 20 centrais de cogeração, 84 centrais fotovoltaicas, 1 parque eólico e 17 centrais de bioenergia.

  •  

Bilhetes de avião disparam 60% em 20 anos, mas compensações aos passageiros congelaram

O preço dos bilhetes de avião dispararam mais de 60% no espaço de mais de 20 anos: de 137 para 225 euros.

Mas as compensações aos passageiros por parte das companhias aéreas ficou congelada desde que as regras foram aprovadas em 2005.

A indemnização mínima prevista permanece fixada nos 250 euros, o que representa uma perda de 65% do poder de compra, face à inflação, para um valor real na casa dos 150 euros.

Os valores foram apresentados pela AirAdvisor que recorda que o Parlamento Europeu vai votar na segunda-feira as novas regras para as companhias aéreas.

Se as alterações ao regulamento 261/2004 forem votadas favoravelmente, as companhias aéreas “passarão a estar obrigadas a enviar aos viajantes um link direto para o formulário de pedido de indemnização até 48 horas após a interrupção de um voo. Além disso, as operadoras terão de pagar ou rejeitar formalmente o pedido num prazo máximo de 30 dias”.

A AirAdvisor recorda que “não tem sido possível “alcançar um consenso relativamente ao reajuste dos valores das compensações por cancelamentos, atrasos de voos, extravio ou perda de bagagem. Sem qualquer alteração ao longo dos últimos 21 anos”.

E avisa que, se a proposta de reforma for arquivada, as regras atuais vão permanecer em vigor “por tempo indeterminado”.

Apesar de haver uma proposta inicial para um pagamento mínimo de 350 euros, o texto “mantém os valores inalterados”, com a alteração a ficar de fora do documento que vai ser votado.

Os atrasos acumulados de voos atingem o pico ao final da tarde e à noite. E com os passageiros de voos de baixo custo a usarem aeroportos secundários e mais distantes dos centros das cidades, os “pequenos atrasos” tornam-se em despesas inesperadas de alojamentos e táxis, muitas vezes difíceis de reembolsar”.

A AirAdvisor deixa várias dicas sobre o que os passageiros devem fazer em caso de perturbação durante um voo, recordando que até a revisão entrar em vigor, aplicam-se as regras atuais:

“Documente o atraso no aeroporto: Registe as horas programadas e reais de partida. Tire fotografias aos painéis de informação e solicite uma confirmação por escrito do motivo do atraso ou cancelamento junto do balcão da companhia.

Guarde todas as faturas e recibos: Despesas com refeições, transporte e alojamento são reembolsáveis ao abrigo do dever de assistência da companhia aérea, independentemente de haver direito à indemnização fixa. Este dever mantém-se mesmo em caso de força maior (como mau tempo ou greves de controladores aéreos).

Verifique a elegibilidade: A compensação financeira aplica-se se o voo chegar ao destino final com 3 ou mais horas de atraso, se for cancelado com menos de 14 dias de antecedência, ou em caso de recusa de embarque (overbooking).

Valores em vigor: 250 euros para voos até 1500 quilómetros; 400 euros para voos entre 1500 e 3500 quilómetros; e 600 euros para ligações superiores a 3500 quilómetros.

Exija pagamento em dinheiro: Apresente a reclamação por escrito e recuse vouchers ou vales de viagem como substitutos. A legislação garante o direito ao reembolso em numerário ou transferência bancária”.

  •  

Referendo na Suíça para limitar a população ameaça comunidade portuguesa

A Suíça vai a votos no domingo para decidir se limita a população do país a 10 milhões de pessoas.

A proposta para o referendo partiu do partido de extrema-direita SVP e visa limitar a entrada de cidadãos estrangeiros no país.

Mas os críticos avisam que, a acontecer, vai ter consequências devastadoras para a economia do país.

A vitória do “sim” vai obrigar o governo helvético a tomar medidas para limitar a população até 2050, incluindo fortes restrições à reunificação familiar, autorizações de residência e de asilo. As medidas são acionadas caso a meta de 9,5 milhões de pessoas de habitantes do país seja atingida ao longo das próximas décadas, segundo o “The Guardian”.

Mas se a meta de 10 milhões for atingida até 2050, a proposta vai mais além, obrigando o país a sair do acordo de livre circulação que mantém com a União Europeia (UE), o que significa o fim do acesso ao mercado europeu, sob condições mais vantajosas.

A Suíça é conhecida pelos seus referendos: se tiverem 100 mil subscritores no espaço de 18 meses, a proposta vai a votos. Tipicamente, ocorrem quatro vezes por ano. Mas têm sido usados pelo SVP para impor a sua agenda de extrema-direita.

A população suíça tem crescido mais depressa dos que a média da UE, subindo 23% desde 2022, ano em que a Suíça aderiu ao acordo de circulação com a UE. No mesmo período, a economia do país cresceu 24%.

O país conta com 27% de cidadãos estrangeiros entre os residentes e os apoiantes consideram que a entrada de trabalhadores vindos da União Europeia (UE) colocam pressão na habitação, escolas, transportes, sistema de saúde e o modo de vida suíço em geral. Mais de 250 mil portugueses vivem na Suíça, o que significa que medidas futuras podem vir a ter impacto na comunidade lusa.

O país conta com menos de 9,1 milhões de habitantes atualmente. O Observatório da Emigração estima o número de residentes estrangeiros acima dos 32%, eram menos de 20% no ano 2000, ano em que o país contava com 7,2 milhões de habitantes.

Já o número de residentes portugueses na Suíça é de 255 mil pessoas, segundo dados das autoridades helvéticas.

“Há uma certa preocupação, não por aqueles [portugueses] que já cá estão, mas por aqueles que eventualmente poderão vir a seguir, pois continuam a chegar ano após ano. A esses é que se colocará o problema se isto viesse a ser aprovado”, disse o conselheiro da comunidade portuguesa João Figueiredo à “Agência Lusa”.

O impedimento de reagrupamento familiar pode repetir o cenário da década de 80, quando os portugueses iam trabalhar durante alguns meses para depois regressarem.

“Não sentem que seja dirigida contra eles. A comunidade portuguesa é muito valorizada aqui na Suíça, os portugueses sempre foram considerados bons trabalhadores e cidadãos exemplares, que vêm para trabalhar e não para usufruir do sistema. É muito bem vista aqui”, afirmou João Figueiredo.

O SVP argumenta que a “imigração descontrolada está a levar a Suíça a crescer muito rapidamente. As consequências negativas são palpáveis em toda a sociedade”. O partido é o maior na Assembleia Federal, tendo a maioria mais larga desde 1999.

“A medida vende a ilusão de um almoço grátis e simplesmente não vai resolver os nossos problemas de habitação ou de trânsito”, segundo Rudolf Minsch, economista-chefe da patronal Economiesuisse.

O Governo suíço, ou Conselho Federal, já se mostrou coletivamente (pois conta com membros do SVP) contra a medida, avisando para os impactos negativos na estabilidade nacional, na economia e prosperidade do país.

O Conselho Federal é composto por um executivo de sete membros. São eleitos pelos 246 membros da Assembleia Federal. Os sete membros representam os maiores partidos do país e as diferentes regiões linguísticas: alemão (a maioria com 62%)), seguido do francês (23%), do italiano (8%), as três línguas usadas pelo Governo federal (ainda existe o romanche falado por menos de 1% da população). O Conselho Federal é liderado por um presidente, que não conta com mais poderes, mas que lidera as reuniões e desempenha deveres de representação. Os sete membros do Conselho Federal acumulam várias pastas que estão habitualmente dispersas por mais ministros, como no Governo português, por exemplo.

Sindicatos, a maior associação patronal do país e a maioria das
duas câmaras legislativas já recomendaram o chumbo da proposta.

Tal como a restante Europa ocidental, a Suíça enfrenta uma bomba demográfica: mais de 27% da população vai ter mais de 65 anos até 2055, hoje em dia está nos 21%.

Também tal como na restante Europa ocidental, a imigração é um tema polémico no país dos Alpes, sendo explorado por movimentos de extrema-direita de forma inflamada para ganhos eleitorais.

Este é o primeiro referendo mundial sobre um limite à população de um pais. Outros países regulam a imigração através de legislação. Em termos de demografia, a China impôs durante décadas a lei de um único filho, para conter o crescimento de população.

As sondagens apontam para uma corrida renhida, com o “não” a liderar, com mais de 50% dos votos nos inquéritos.

Apesar de as urnas abrirem no domingo, mais de 90% dos eleitores que votam no referendo usam o voto-postal. Os resultados devem ser conhecidos ao final da tarde de domingo.

Para a medida ser aprovada, é preciso ganhar tanto o voto popular como a maioria nos 26 cantões suíços (23 inteiros e seis meios cantões (já estiveram unidos historicamente, mas separaram-se a dado momento)).

  •  

EUA impediram passagem de 139 navios por Ormuz desde início do bloqueio

O Exército norte-americano confirmou ter até agora impedido a passagem de 139 navios mercantes pelo Estreito de Ormuz, cumprindo o encerramento do perímetro da zona decretado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

O bloqueio da passagem de navios de e para portos iranianos continua em vigor, apesar de Trump ter decidido na quinta-feira suspender os ataques à República Islâmica, alegando que os “últimos pontos” de um acordo preliminar com Teerão tinham sido aprovados.

“As forças norte-americanas continuam a aplicar rigorosamente o bloqueio contra o Irão. Em conformidade com tais normas, o CENTCOM desviou 139 navios mercantes e imobilizou nove, desde 13 de abril”, afirmou a Marinha norte-americana nas suas redes sociais.

A tensão no Estreito de Ormuz continua elevada, apesar do cessar-fogo vigente por tempo indeterminado.

O inquilino da Casa Branca anunciou na quinta-feira a suspensão dos ataques planeados contra o Irão, indicando que, após “conversas de alto nível” com responsáveis iranianos, todas as partes aprovaram os “últimos pontos” de um acordo para pôr fim à guerra iniciada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão há mais de três meses.

O Irão esclareceu apenas que, “assim que as autoridades competentes” cheguem a uma conclusão sobre as negociações, farão o anúncio, no âmbito das conversações em curso — mediadas pelo Paquistão —, após o cessar-fogo alcançado a 08 de abril, marcado por recentes trocas de ataques.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

O Paquistão posicionou-se como um mediador fundamental no conflito que alastrou ao Médio Oriente, negociando com êxito um cessar-fogo de duas semanas entre Teerão e Washington a 08 de abril, depois várias vezes prorrogado por Trump.

O objetivo era prosseguir as conversações indiretas para alcançar o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Por agora, Teerão mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

  •  

Primeiro avião português vai competir no mercado global

É um avião pequeno capaz de aterrar praticamente em qualquer lugar, incluindo zonas montanhosas, ou no meio da selva. Transporta carga e pessoas, consegue largar paraquedistas, mas também realiza operações de busca e salvamento ou de evacuação médica. Também pode servir para transportar VIPs.

É o LUS-222, o primeiro avião desenhado e produzido em Portugal. Vai destinar-se a fins civis, mas também militares. É um investimento público-privado. Com um alcance de mais de 2 mil km, atinge 370 km/h, com capacidade para transportar 19 passageiros e 2.700 kg de carga.

A aeronave ainda está em fase de desenvolvimento e começa a ser testado em 2028 com o objetivo de chegar ao mercado em 2031.
“Sendo o LUS-222 uma aeronave commuter, concebida como uma plataforma multifuncional e de duplo uso, tanto para missões civis e como de defesa/segurança, os mercados preferenciais para este segmento de aeronave que podemos destacar são países da América do Sul, África e Sudeste Asiático”, revelou ao JE Frederico Aguiar-Branco, gestor do CEiiA, parceiro do projeto em conjunto com a EEA Aircraft and Maintenance. Vai receber 140 milhões do PRR.

Quais as mais-valias do LUS? O gestor destaca a rampa traseira que permite a “largada de paraquedistas e de carga durante o voo, algo que neste momento é bastante requisitado e que não existe disponível”.

E a capacidade de reconverter a cabine para outros tipos de operação, do transporte de passageiros ao transporte de carga.
O LUS-222 também vai ter capacidade para fazer operações de evacuação médica e de busca e resgate, para detetar pessoas com necessidade de salvamento para as evacuar. Outra das componentes é o transporte VIP, com a redução do número de lugares para 12 para tornar a cabine “mais confortável”.

O trem de aterragem fixo permite aterrar em pistas curtas e não pavimentadas, o que “também é uma exigência que esta aeronave deve cumprir, porque naturalmente não tem acesso a infraestruturas aeroportuárias muito modernizadas e os próprios países que as operam muitas vezes necessitam deste tamanho de aeronave para conseguir fazer operações, nomeadamente o Brasil, por exemplo, na região do Amazonas, o Peru ou o Chile”.

O LUS está a ser desenvolvido desde 2021. Até 2028, vai ter lugar a produção dos dois protótipos da aeronave para o ‘rollout, o momento de saída da aeronave do hangar, poder ser concretizado em 2028. A produção em série está prevista que seja a partir de 2031, a partir do Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, onde já existe um cluster de aviação.

O avião vai ser produzido pela EEA Aircraft and Maintenance, sociedade detida pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA), que fica responsável pela engenharia, e pelos espanhóis da Cosmos.

A linha de montagem final do LUS poderá produzir “12 aeronaves por ano” no mínimo, num máximo de até “20 aeronaves”, conforme a procura.

Daqui a dois anos, os dois primeiros protótipos vão ser testados numa “base aérea da Força Aérea Portuguesa” para “confirmar que será um “produto que vai ser aceite no mercado, para não estarmos a converter uma infraestrutura para depois não haver a procura que tínhamos projetado”. O projeto só avança para a produção em série depois de “confirmada a capacidade por parte tanto da EEA Aircraft que é a empresa que vai comercializar a aeronave, quer por parte da procura”.

O LUS-222 pertence à categoria aeronave regional ligeira, um mercado que não conta com nenhum fabricante atualmente, com os grandes construtores a ignorarem este mercado, por as margens não serem tão atrativas face às aeronaves de grandes dimensões. “Há aqui um nicho de mercado e conseguimos posicionar-nos para o que o mercado vai necessitar. Estamos a falar de cinco mil aeronaves em 15 anos que vão deixar de poder operar por estarem em fim de vida útil. São aeronaves que estão a operar desde os anos 60/70 e não houve nenhuma modernização deste tipo de segmento”.

“Temos uma aeronave moderna, com materiais mais leves, com custos de horas de voo mais baixos, para poder substituir os aviões que são operados para transporte de passageiros ou por empresas de logística”, concluiu Frederico Aguiar-Branco.

  •  

Seleção nacional vai aterrar no futuro aeroporto Donald Trump

A seleção portuguesa de futebol já levantou voo rumo aos Estados Unidos da América (EUA).

Destino? Palm Beach International Airport, no estado da Flórida. Mas este aeroporto vai passar a chamar-se President Donald J. Trump International Airport a partir de 1 de julho.

É uma estreia nos EUA, ter um aeroporto com o nome de um presidente ainda no cargo.

A seleção das quinas vai ficar sediada neste condado a norte da cidade de Miami.

O seu hotel é o Four Seasons Resort Palm Beach, com os treinos a terem lugar no complexo desportivo Gardens North County District Park.

Mas Palm Beach é também conhecida por ser um dos locais de eleição do presidente norte-americano.

Entre o hotel das quinas e o hotel de Donald Trump, Mar-a-Lago, onde o presidente passa os seus fins-de-semana, distam apenas 7km.

Também o atual embaixador dos EUA em Portugal, John Arrigo, é originário de West Palm Beach, a maior cidade do condado de Palm Beach.

John Arrigo é amigo de longa data de Donald Trump e foi nomeado diretamente pelo presidente.

Curiosamente, as quinas vão ficar hospedadas num estado do país com pouca presença de emigrantes portugueses, que estão localizados maioritariamente nos estados do nordeste dos EUA.

Os códigos de identificação do aeroporto também vão mudar. O código da FAA e da ICAO vão passar a ser ‘DJT’ e ‘KDJT’ a partir de 9 de julho. Já o código da IATA continua a ser ‘PBI’.

A seleção das quinas partiu a bordo de um A330 CS-TUM (TP9035), batizado como Nuno Álvares Pereira, e decorado com o lema “It´s Portugal Time”.

  •  
❌