Crédito pessoal: intermediários conduzem a TAEG mais alta. O cliente está disposto a pagar
O central Renato Veiga recusou hoje que lhe faltem “baterias” no Mundial2026 de futebol com Portugal, apesar da época mais longa da carreira, e mostrou-se honrado por utilizar a camisola ‘13’ de Eusébio.
“Não digo que seja um peso, mas sim um privilégio. Foi a camisola que Eusébio utilizou no Campeonato do Mundo de 1966 e isso traz uma motivação extra”, afirmou Renato Veiga, em conferência de imprensa na Cidade do Futebol, em Oeiras, minutos antes de mais um treino da seleção nacional.
Aos 22 anos, o defesa viveu a mais longa época da carreira ao serviço do Villarreal, tendo disputado 42 jogos pela formação espanhola, mas assegurou que lhe não vai faltar energia no Mundial2026.
“Joguei muito e isso era algo que procurava. Isso é muito importante para um jogador da minha idade. Assim, consigo crescer e ter a continuidade que nos últimos dois anos não tive. Mas, de certeza que não faltarão baterias”, frisou, visivelmente bem disposto, lembrando que ainda está “longe” dos objetivos que quer alcançar na sua carreira.
Veiga abordou a expulsão de Rafael Leão no jogo particular com o Chile, que pode afastar o avançado do primeiro jogo do Campeonato do Mundo, e confessou que entendeu a reação do jogador do AC Milan.
“Aquilo é o nosso balneário. Quando um dos nossos está em conflito, o mais perto foi ajudar. Ele foi proteger o colega de equipa [João Cancelo]. Protegemo-nos uns aos outros, mas claro que é preciso ter cabeça fria”, referiu.
No dia em que se assinala um ano da conquista da segunda Liga das Nações de Portugal, o central confessou que ainda fica com “pele de galinha” quando pensa nesse momento e apontou o particular de quarta-feira com a Nigéria, o derradeiro antes da viagem para os Estados Unidos, como mais uma oportunidade de “experimentar e melhorar conceito” a caminho do Mundial2026.
O jogador formado no Sporting, que se estreou pelos ‘AA’ após o Euro2024, leva agora 12 jogos e um golo pela seleção portuguesa.
O Portugal-Nigéria está agendado para quarta-feira, às 20:45, em Leiria, e terá como árbitro o espanhol Mateo Busquets.
Depois de viajar no dia 12 de junho para Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai ‘montar’ o seu centro de estágio, Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).
Segue-se o estreante Uzbequistão, em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, numa partida que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).
O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
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A seleção portuguesa realizou hoje um treino vespertino que contou com todos os convocados, sem limitações, prosseguindo o estágio para o Mundial2026 de futebol na Cidade do Futebol, em Oeiras.
Tal como na véspera, no treino que marcou o início da segunda semana de estágio, já em regime fechado, os 26 eleitos de Portugal, aos quais se juntam o guarda-redes Ricardo Velho, treinaram sem limitações às ordens do selecionador Roberto Martínez no campo n.º 1 da Cidade do Futebol, após terem realizado alguns exercícios de ativação nas imediações do relvado nos 15 minutos abertos aos jornalistas.
Após a sessão de trabalho, a comitiva de Portugal receberá a visita do Presidente da República, António José Seguro, a partir das 20:15.
Antes de viajar, na sexta-feira, rumo aos Estados Unidos, onde disputará a fase final do Mundial2026, Portugal tem o segundo e último teste de preparação na quarta-feira, frente à Nigéria, em Leiria, depois de no sábado ter batido o Chile (2-1), no Estádio Nacional, em Oeiras.
O Portugal-Nigéria está agendado para quarta-feira, às 20:45, e terá como árbitro o espanhol Mateo Busquets.
Depois de viajar para Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai ‘montar’ o seu centro de estágio, Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).
Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia, em Miami, numa partida que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).
O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
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Militantes do PS, incluindo o histórico António Campos, pediram esta segunda-feira ao secretário-geral socialista que suspenda as eleições para a federação de Coimbra, denunciando “violação dos estatutos”, pagamento “massivo de quotas”, “ativação de sindicatos de votos” e cadernos eleitorais nulos.
Numa carta enviada a José Luís Carneiro, à qual a agência Lusa teve acesso, António Campos, Américo Batista (que é candidato a estas eleições para o PS/Coimbra) e Rui Moreira Claro denunciam “violações grosseiras dos estatutos e do regulamento internos” e consideram que isso torna “inviável a realização do ato eleitoral agendado para o próximo dia 20 de junho”.
“Razão pela qual se solicita ao camarada que imediatamente decrete a suspensão do mesmo, e seu adiamento, com a depuração dos Cadernos, nos termos estatutários, e a imediata participação ao Ministério Público – atenta a circunstância de se tratar de obrigação legal – dos elementos referentes ao pagamento massivo de quotas — por ser ilegal – para aferição das eventuais atividades de âmbito criminal, e dos seus agentes, tudo em nome da Democracia, Transparência e, finalmente, da Declaração de Princípios do PS”, defendem.
Segundo estes socialistas, para as eleições internas para a distrital do PS/Coimbra – à qual concorrem ainda Pedro Coimbra e Vitor Batista – tem-se “assistindo ao pagamento massivo de quotas em determinadas secções e concelhias”, com casos de “aumentos de pagamentos na ordem de 300%, face ao recente ato de eleição do secretário-geral”.
“Ora, os pagamentos massivos, e as afirmações sigilosas de camaradas que assumem que lhes pagaram as referidas quotas, e que apenas receberam telefonemas a indicarem onde votar, demonstram um fenómeno de adulteração das eleições por parte de algum, ou alguns dos candidato, com o intuito claro de defraudar as regras internas, e o livre exercício da cidadania e militância, além de impedir o debate e alternâncias decisivas para uma saudável democracia interna”, acusam.
De acordo cm estes militantes, trata-se de “ativação de sindicatos de votos, que visam assegurar que apenas os detentores de muito poder económico, poderão opor-se em fenómenos eleitorais internos”, indicando que esta situação “tem maior expressão nas três maiores concelhias” e “numa outra em que é militante e originário um candidato à liderança da Federação”.
“A situação relatada e reportada ao dia 03 do corrente mês (e notícias existem do agravamento da situação) apenas é possível por os cadernos eleitorais e de militantes se encontrarem em contravenção total com o disposto no Regulamento de Militância e Participação”, avisam.
De acordo com esta carta enviada a Carneiro, está prevista “a suspensão dos militantes com mais de dois anos de quotas por pagar, e que, depois de regularizado o seu pagamento, apenas 60 dias depois, poderá constar do recenseamento interno”, o que dizem que não acontece nos atuais cadernos.
“Ora, tais quotas estão a ser massivamente pagas, e a serem considerados como militantes e com plena capacidade eleitoral, quem, por força regulamentar, não o pode ser”, condenam
Para estes militantes “mais grave” é constarem dos cadernos “militantes com mais de quatro anos sem pagamento de quotas”, que deveriam “estar fora do recenseamento”.
“Quer isto dizer que os Cadernos de Militantes recenseados é absolutamente nulo, por inclusão de quem, nos termos estatutário ali não podia constar, e também por conferir direito de voto a quem apenas 60 dias apôs a regularização da sua situação contributiva, poderia exercer tal direito”, sintetizam.
António Campos, fundador do PS e próximo do ex-líder e Presidente da República Mário Soares, foi secretário de Estado em três Governos e deputado em várias legislaturas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu esta segunda-feira o risco para a saúde decorrente da epidemia de Ébola no continente africano de “alto” para “baixo”, com exceção da República Democrática do Congo (RDCongo) e países vizinhos.
A OMS reavaliou os riscos e considerou baixo o perigo de a epidemia se alastrar para a maior parte de África, assim como para o resto do mundo, embora o risco na RDCongo, que faz fronteira com Angola, permaneça “muito alto”.
No Uganda, onde também foram registadas infeções e a organização considerou o risco como “alto”.
Segundo o novo relatório da OMS, até ao momento foram confirmados 534 casos, 515 na RDCongo e 19 no Uganda, e 93 pessoas morreram da doença provocada pelo vírus do Ébola.
A taxa de letalidade é atualmente de 17,4%, inferior à dos dois surtos anteriores desta variante do vírus, chamada Bundibugyo, que ocorreram em 2007 no Uganda, onde 30% dos infetados morreram, e em 2012 na RDCongo, onde a taxa de mortalidade foi de 50%.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou para o Uganda esta semana para apoiar a resposta à epidemia, poucos dias depois de visitar a RDCongo com o mesmo propósito.
O Ébola, que se transmite por contacto próximo e por fluidos corporais, matou mais de 15 mil pessoas em África ao longo dos últimos 50 anos.
A OMS e a agência de saúde da União Africana lançaram na sexta-feira um plano de 518 milhões de dólares (446 milhões de euros) para combater a epidemia nos próximos seis meses, com especial foco no reforço da vigilância, nos testes de laboratório e na prevenção de infeções.
O epicentro da epidemia na RDCongo encontra-se na província oriental do Ituri, de difícil acesso devido ao mau estado das estradas e à insegurança mantida por grupos armados.
A comissária da gestão de crises da UE, Hadja Lahbib, em visita a Bunia, capital do Ituri, apelou no domingo a um cessar-fogo no leste da RDCongo, onde uma série de grupos armados estão ativos e onde o grupo antigovernamental Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda, está a controlar vastas áreas de território.

O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa avisou esta segunda-feira que se não está a acautelar o avanço da inteligência artificial, mas sim a “correr atrás do prejuízo” num tema que “praticamente não existe” em todas as leis.
Em declarações aos jornalistas no final da apresentação da Carta Encíclica “Magnífica Humanitas”, do Papa Leão XIV, na Feira do Livro, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este documento tem o “grande mérito de chamar a atenção para um tema que, de uma maneira geral, não se tem acautelado” porque “se acha que se tem todo o tempo do mundo” quando, na sua opinião, “não se tem”.
“Não podemos continuar a correr atrás do prejuízo porque a realidade é essa: a inteligência artificial avança, galopantemente, com bilhões e bilhões e bilhões ao seu serviço, no sentido de a sofisticar, e as estruturas políticas, económicas, sociais, culturais, não estão a ser capazes de acompanhar isso”, alertou.
Questionado sobre se esperava que por exemplo na revisão da legislação laboral houvesse uma maior preocupação com o tema, o antigo chefe de Estado começou por referir que há uma responsabilidade “de todos”.
“Eu diria que em todas as leis, ao longo dos últimos anos e ainda no presente, a inteligência artificial praticamente não existe. Nem na organização administrativa, nem na parte da educação, nem em muitos aspetos do domínio da solidariedade, ou da saúde, ou do trabalho. Mas é em Portugal, e é na Europa, e é um pouco em todo o mundo”, defendeu.
De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, “economias e sociedades muito evoluídas não estão a ser capazes de acompanhar este desafio”.
“E isso, obviamente, significa que quanto mais tarde se quiser tentar recuperar o tempo perdido, mais difícil é verdadeiramente recuperá-lo”, avisou.
Sobre o facto de ter na plateia membros do Governo como Paulo Rangel, Joaquim Miranda Sarmento ou Carlos Abreu Amorim eram um sinal de que este tema vai estar no centro da ação do executivo, o antigo Presidente da República acrescentou o nome do presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, à lista das presenças, referindo que “surgiram por sua iniciativa”.
“E aquilo que me impressionou, quando arrancou esta ideia – eu estive muito ligado à organização do debate de hoje – foi porque de repente sai a encíclica, as pessoas dizem, ‘olha que interessante, mas há tanta coisa importante no mundo, vamos passar por cima disto, que isto não é importante’ e, no entanto, o que é facto é que ontem o responsável de um país muito poderoso disse que é verdade que isto está nas mãos de privados, é preciso pensar como regular”, referiu.
Segundo Marcelo está a ser muito difícil dar passos sobre a inteligência artificial, como aconteceu no clima ou nos oceanos que foram considerados temas universais, esperando que o tema se torne central para todos os “responsáveis políticos de todo o mundo”.

O número de passageiros nos transportes diminuiu no primeiro trimestre, em termos homólogos, no metropolitano e por via fluvial, tendo aumentado no transporte aéreo e ferroviário, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Já no que se refere às mercadorias, registaram-se diminuições em todos os modos de transporte.
De acordo com as estatísticas da atividade dos transportes do INE, de janeiro a março viajaram por metropolitano 69,3 milhões de passageiros, o equivalente a uma diminuição homóloga de 2,2%, após a redução de 3,5% registada no trimestre anterior.
No mesmo período, o transporte ferroviário registou 57,6 milhões de passageiros, refletindo um crescimento de 0,8% (+6,7% no quarto trimestre de 2025).
Já os aeroportos nacionais movimentaram 14,5 milhões de passageiros no período, correspondendo a um crescimento homólogo de 3,9% (+4,7% no trimestre anterior), enquanto o transporte por via fluvial totalizou 5,1 milhões de passageiros, uma redução de 3,1% face ao mesmo trimestre de 2025 (-3,5% no quarto trimestre de 2025).
O Metro de Lisboa transportou 41,5 milhões de passageiros, menos 4,0% face ao mesmo período de 2025 (-5,4% no quarto trimestre de 2025), tendo o Metro do Porto movimentado 22,8 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 0,8% (+0,9%).
No Metro Sul do Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, uma diminuição de 0,6% (-6,3% no trimestre anterior).
Até março, a taxa de utilização do conjunto dos sistemas de metropolitano situou-se em 22,4%, mantendo-se inalterada face ao período homólogo de 2025 e diminuindo 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.
A taxa de utilização mais elevada foi registada no Metro do Porto (23,5%), seguindo-se o Metro de Lisboa (22,5%) e o Metro Sul do Tejo (14,0%).
No que se refere ao transporte ferroviário, o tráfego suburbano concentrou 83,3% do total de passageiros transportados, tendo movimentado 48,0 milhões pessoas (-0,3%; -0,03% no trimestre anterior).
O tráfego interurbano totalizou 9,6 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 6,9% (+58,1% no quarto trimestre de 2025), enquanto o tráfego internacional manteve a tendência de redução observada nos últimos trimestres, totalizando 14,2 mil passageiros, menos 15,8% do que no período homólogo (-15,6%).
Quanto ao transporte aéreo, o aeroporto de Lisboa concentrou 54,2% do total de passageiros movimentados, num total de 7,9 milhões, mais 3,1% face ao mesmo período de 2025 (+3,4% no quarto trimestre de 2025).
O aeroporto do Porto movimentou 3,5 milhões de passageiros, um crescimento homólogo de 8,3% (+8,1% no trimestre anterior), e o de Faro contabilizou 1,3 milhões, um aumento de 2,4%.
Por sua vez, o aeroporto da Madeira movimentou 1,2 milhões de passageiros (+3,6% do que no período homólogo), enquanto o de Ponta Delgada movimentou 422,0 mil passageiros, menos 6,2% face ao primeiro trimestre de 2025.
De janeiro a março, o tráfego aéreo internacional movimentou 12,0 milhões de passageiros, correspondendo a um crescimento homólogo de 4,7% e representando 82,8% do tráfego total de passageiros.
Relativamente ao transporte por vias navegáveis, no rio Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, menos 3,0% face ao mesmo período de 2025 (-4,2% no quarto trimestre de 2025).
No transporte de mercadorias registaram-se diminuições em todos os modos de transporte: O transporte rodoviário registou a redução mais acentuada (-12,7%; -4,9% no quarto trimestre de 2025), seguido do transporte marítimo (-6,5%; -18,0% no trimestre anterior), ferroviário (-2,1%; +4,3%) e aéreo (-0,3%; -6,2%).
Por sua vez, o transporte por oleoduto aumentou 5,0% face ao período homólogo (+2,4% no quarto trimestre 2025), enquanto no transporte de gás por gasoduto se verificaram acréscimos mais acentuados tanto na entrada (+11,0%; +0,3% no trimestre anterior) como na saída (+11,7%; +0,4%).
VTM
A greve, agendada até 13 de junho, acontece depois de um plenário nacional na passada sexta-feira, que contou com três mil trabalhadores dos serviços inscritos e que paralisou alguns serviços, com maior expressividade nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, e nas regiões da grande Lisboa e grande Porto, segundo dados sindicais.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN), que convoca a greve, denunciou também no dia do plenário tentativas de condicionamento da paralisação por parte do Governo, acusando a tutela de usar o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) como “instrumento político” para divulgar informação relativa a um acordo sindical que não inclui o STRN e que este sindicato não subscreve.
O STRN considerou-o “uma tentativa de interferir na mobilização e de mascarar a falta de soluções para os problemas estruturais do setor”.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Justiça rejeitou as acusações de instrumentalização politica do IRN.
O “flash informativo”, divulgado na quarta-feira, nas vésperas do plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, dizia respeito a um acordo celebrado há quatro meses com seis dos oito sindicatos representativos dos trabalhadores do setor.
Na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinhou que “o IRN informou os trabalhadores sobre um acordo que os abrange” e que “o diploma que o concretiza está a ser ultimado”.
O acordo, assinado em 2 de março com seis sindicatos, prevê aumentos salariais com efeitos a 1 de julho de 2025.
O sindicato, que anunciou a greve no final de maio, acusou na altura o Governo de “manter uma situação considerada ilegal, injusta e insustentável no setor dos registos”, uma vez que continua a recusar o acordo defendido pelo sindicato, decidindo deixar “o setor à beira do colapso”.
O sindicato acrescentou ainda que existe uma “ausência de soluções para os problemas estruturais que afetam os serviços de registo em todo o país”.
No pré-aviso de greve, já entregue ao Governo, o STRN faz 11 reivindicações, que incluem “um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta” e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.
A crise de recursos humanos é, para o STRN, grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta – o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.
A propósito do recrutamento, na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça referiu a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.
O sindicato acusou a tutela de falta de investimento e inação, com consequências na degradação do serviço público que é prestado.
O STRN apontou ainda que o Governo quer eliminar a categoria de oficial de registos especialista, “apesar de o PSD, atualmente no poder, ter denunciado em 2023 a mesma prática que agora procura consolidar”, lê-se no comunicado.
Além desta mudança, denunciou o sindicato, o Governo pretende “manter um modelo de poupança à custa dos direitos dos cidadãos e trabalhadores”, uma vez que as medidas reivindicadas pelo STRN representam 0,49% da receita anual do IRN.
A greve que hoje começa tem serviços mínimos previstos para casos urgentes, como casamentos civis e testamentos na iminência de morte, ou emissão e entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.
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VTM
António José Seguro falava numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo, país que visita desde sexta-feira e que marca o arranque das comemorações oficiais do Dia de Portugal, a que se juntou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O chefe de Estado salientou que o português “é uma chave que abre portas no mundo inteiro”, falado por 260 milhões de pessoas em quatro continentes.
“Quando estiverem cansados nas aulas, lembrem-se disso. Não estão apenas a aprender uma língua, estão a ligar-se ao mundo”, afirmou.
Aos pais e professores, assegurou que o seu papel “é reconhecido e valorizado pelo Presidente da República de Portugal e também pelo primeiro-ministro”, que tinha discursado minutos antes.
“Deixei aos responsáveis luxemburgueses um apelo claro: que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular do nosso ensino, aqui, num país onde cerca de um terço de residentes é lusófono, onde o português é a segunda língua principal falada em casa pelos alunos do ensino público e isso é relevante para o nosso país”, disse.
Para Seguro, esta é “uma opção decisiva para o fortalecimento de uma comunidade dinâmica e coesa”.
O Presidente da República e o primeiro-ministro encontraram-se hoje com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem.
“Olhar para esta sala e ver estes rostos cheio de energia, cheios de futuro, é ver Portugal vivo no centro da Europa e perceber melhor do que qualquer discurso poderia explicar, porque é que escolhi o Luxemburgo para celebrar o primeiro dia de Portugal no meu mandato”, afirmou Seguro.
O chefe de Estado voltou a agradecer às autoridades luxemburguesas a forma como tem tratado a comunidade portuguesa, que classificou como “uma força do Luxemburgo”.
Para Seguro, ter dois países “não significa ter um coração dividido, significa ter um coração maior, onde cabem dois países e dois povos extraordinários”.
“Portugal está nos vossos avós que ligam pelo telefone. Está na comida que a vossa mãe faz ao fim de semana, ou o vosso pai. Está nas histórias que ouviram contar. Está nas músicas que conhecem sem saber bem quando as aprenderam. E acima de tudo, está na língua que estão a aprender aqui nesta sala”, disse.
O Presidente da República assegurou que “Portugal está sempre de braços abertos” para receber estes emigrantes, quer seja de férias, quer seja para construírem uma vida num país “que precisa de todos”.
“Continuem a falar português em casa. E quando alguém vos perguntar de onde são, digam com a cabeça erguida e um sorriso, sou português, do Luxemburgo e de Portugal”, pediu.
Também no Luxemburgo, o primeiro-ministro prometeu hoje que o Governo tudo fará para “garantir condições” aos que continuam a querer ensinar português no estrangeiro, apontando a língua como “o elo mais eficaz e mais vivo” para manter a ligação entre toda a comunidade.
“Àqueles que continuam a querer ensinar português, que continuam a servir o interesse de Portugal, quero transmitir-vos que nós não deixaremos de tudo fazer para garantir as condições para que esse trabalho possa ser continuado e para garantir que este elo que liga a nossa comunidade”, afirmou Luís Montenegro.
À entrada para um encontro com alunos que aprendem português, dois professores e delegados sindicais no Luxemburgo tinham abordado o Presidente da República e o primeiro-ministro para lhe pedirem que olhem “com o coração” para o futuro regime jurídico do ensino do português no estrangeiro.
Bruno Silva, professor e delegado sindical, entregou-lhes uma proposta relativa à rede de ensino português no estrangeiro (EPE), apelando a que a transição para o novo regime seja feita “com cautela”.
“Há um aspeto fulcral que está a pôr em pânico todos os professores que estão neste momento na rede EPE: a transição que tenha de ser feita, tem de ser feita com pés e cabeça, ou seja, não se pode descartar os professores que estão na rede neste momento para o próximo regime jurídico”, disse.
O sindicalista avisou que tem de se assegurar que se mantém a qualidade do ensino português no estrangeiro e que não haja “um ano zero”.
“Vamos aguardar que a negociação corra bem”, disse o primeiro-ministro.
“Vamos analisar”, corroborou o Presidente da República.
Em causa está a possibilidade de redução dos períodos das comissões de serviço e a limitação do número de renovações, sobretudo se aplicadas com caráter retroativo.
Os professores de português no estrangeiro afirmam que a introdução destas limitações criaria um “grave fator de instabilidade estrutural” numa rede que depende da continuidade e do investimento contínuo dos profissionais.
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VTM
“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.
O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.
O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.
“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.
Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.
Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.
O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.
Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.
Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.
José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).
O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.
No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.
O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.
“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.
O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.
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VTM
Atualmente, Bragança tem apenas um abrigo temporário para os animais abandonados, perdidos ou errantes, que recentemente foi requalificado por 6.300 euros.
Existe ainda um canil intermunicipal, situado no concelho de Vimioso, a quase 50 quilómetros de distância, mas, segundo a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, há muito tempo que deixou de ser suficiente para responder às necessidades de acolhimento de animais.
“É claramente insuficiente, muitas vezes não temos vaga quando é contactado. Portanto, precisamos de alternativas”, frisou a autarca.
Por isso, o município está agora a fazer o projeto, no valor de 15 mil euros, para a construção de um Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA), que será dotado de “consultório, sala de tratamentos, sala de cirurgia e esterilização, espaços próprios para felídeos e canídeos, zonas de quarentena, áreas de recreio e condições adequadas ao alojamento e bem-estar dos animais”.
À Lusa, Isabel Ferreira explicou que o município vai submeter uma candidatura à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária que financia a 100% a construção deste tipo de infraestruturas, através do Orçamento do Estado. A empreitada pode custar até 250 mil euros.
“Como o Orçamento do Estado de 2026 previa uma verba para a construção destes centros de recolha e agora já foi sinalizado um anúncio de que iriam abrir as candidaturas, decidimos já avançar com a contratação do projeto de execução para que logo que abram estas candidaturas possamos ter um projeto que possa ser candidatado, para termos em Bragança um centro de recolha oficial de animais”, referiu.
Com esta infraestrutura, o município pretende assegurar “melhores condições para o acolhimento, acompanhamento, tratamento, quarentena, esterilização e encaminhamento de animais recolhidos pelos serviços municipais”.
Quanto ao local onde será construído, o município está ainda a “avaliar várias possibilidades”, uma vez que o terreno tem de ter ligações elétricas, água e saneamento.
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