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Lula descarta drama após empate do Brasil e cita apoio a seleções africanas

17 June 2026 at 22:23

Após participar da Cúpula do G7 nesta quarta-feira (17), na Suíça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com jornalistas e avaliou o empate da Seleção Brasileira com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026.

Para o presidente, o resultado é compreensível por se tratar, segundo ele, da seleção mais forte do grupo do Brasil. Por isso, descartou ver o 1 a 1 como motivo de preocupação.

“Todos nós esperamos que a gente ganhe o jogo. Mas também um empate no primeiro jogo… Marrocos é o melhor time do grupo que tem o Brasil. Então empatar com o Marrocos não é nada que preocupe”, afirmou.

A seleção marroquina ocupa a sexta posição no ranking da Fifa, à frente de equipes como Portugal, Holanda e Alemanha. Esta é a sétima participação do país em Copas do Mundo, sendo a melhor campanha na edição de 2022, no Catar, quando alcançou a semifinal.

Segundo Lula, mais surpreendente foi o empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde. Apontada como uma das favoritas ao título, a seleção espanhola teve atuação apagada e não conseguiu furar a defesa cabo-verdiana, que mostrou resiliência até o apito final.

Lula também declarou simpatia pelas seleções menos tradicionais em Copas do Mundo, especialmente as africanas. Segundo ele, é positivo ver equipes com menor protagonismo histórico dificultando a vida das favoritas.

“Toda vez que um time mais fraco faz um time mais forte sofrer eu fico feliz. A gente tem a tendência de torcer por times mais fracos, sobretudo time africano. Alguns times nunca ganharam uma Copa, outros nunca participaram. Mas vamos ver o que vai acontecer.”

Ao comentar as perspectivas da Seleção Brasileira para o restante do torneio, Lula demonstrou cautela, mas lembrou uma máxima popular sobre a equipe nacional.

“Dizem que toda vez que o Brasil sai muito desacreditado ele ganha a Copa, vamos ver”, concluiu.

Pesquisa: cresce o número de torcedores que acreditam no hexa

"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”

Notícias relacionadas:

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.


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Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

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Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.


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Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após reunião, Lula diz que sentiu disposição de Zelensky para negociar

17 June 2026 at 19:45

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou a jornalistas em Genebra como foi a reunião com o presidente da Ucrânia Volodymir Zelensky nesta quarta-feira (17).

Os dois conversaram por 40 minutos e, segundo Lula, “foi a melhor conversa que já tiveram”.

“Eu já achava um ano atrás que essa guerra estava na hora de acabar, porque essa guerra já não tem mais nenhuma novidade, todo mundo sabe. […] Eu acho que foi uma reunião importante. Pela primeira vez, eu senti o Zelensky com muita disposição de encontrar uma solução e, naquilo que eu puder ajudar, vou ajudar”, disse Lula.

Lula ainda disse que quem pode parar a guerra da Ucrânia são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

“São eles os donos da ONU. São eles que têm o poder de veto. São eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz. Então, nessa conversa que eu tive com o Zelensky, eu disse para o Zelensky, olha, eu já fiz muitas propostas. Eu não sentia interesse do Zelensky, não sentia interesse do Putin, não sentia interesse do Xi Jinping, ou seja, era como se fosse uma guerra em que ninguém estava interessado. Agora, o Zelensky quer a paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer paz para poder discutir a paz. Eu acho justo”, detalhou o presidente brasileiro.

Lula afirmou que se comprometeu a ligar novamente para todos os membros permanentes do Conselho de Segurança para discutir a paz na Ucrânia. “Somente eles podem dar. No que eu puder ajudar, eu vou ajudar”, afirmou.

O presidente brasileiro foi à Europa para participar da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Depois, Lula foi a Genebra, onde concedeu coletiva a jornalistas.

Me encontrei hoje em Évian, à margem da reunião do G7, a seu pedido, com o presidente Volodymir Zelensky. Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha… pic.twitter.com/RGQqkpWIdc

— Lula (@LulaOficial) June 17, 2026

 

 

O que Trump fez foi coisa desaforada, diz Lula sobre novo tarifaço

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez “uma coisa desaforada” ao sugerir uma espécie de novo tarifaço ao Brasil em meio a negociações em andamento entre os dois países.

“Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. Por isso eu disse que ele continua agindo como imperador. Nós estávamos fazendo acordo”, disse, em entrevista coletiva após o fim da cúpula do G7, em Évian, na França.

Notícias relacionadas:

Questionado se havia conversado com Trump durante a cúpula, Lula disse não ter pedido um encontro bilateral com o presidente estadunidense porque ambos os países seguem em fase de negociação. “Não tinha porque pedir bilateral. Nós estamos negociando”.

“Na hora em que terminar a negociação, se não der em nada, não tenho nenhum problema de pegar o telefone, ligar para o Trump e marcar outra conversa. Nasci no mundo político negociando. Desde muito cedo, a minha vida foi negociar com gente tão poderosa quando ele.”

O que Trump fez foi coisa desaforada, diz Lula sobre novo tarifaço

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“Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. Por isso eu disse que ele continua agindo como imperador. Nós estávamos fazendo acordo”, disse, em entrevista coletiva após o fim da cúpula do G7, em Évian, na França.

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Lula e Zelensky debatem saída diplomática para guerra Ucrânia x Rússia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (17) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O encontro ocorreu às margens da cúpula do G7, em Évian, na França.

Em seu perfil na rede social X, Lula detalhou que a reunião, de cerca de 40 minutos, tratou de temas como a situação atual do conflito entre Ucrânia e Rússia, possibilidades de um cessar-fogo e “a busca por uma solução diplomática”.

Notícias relacionadas:

No encontro, Lula defendeu ainda que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) possa atuar de forma mais efetiva para encerrar o conflito entre Ucrânia e Rússia, que já dura mais de quatro anos.

“Acordamos manter contato nas próximas semanas”, concluiu o presidente brasileiro na publicação.

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Também por meio de seu perfil no X, Zelensky avaliou o encontro com Lula como positivo. Segundo ele, o foco principal da conversa foram formas de colocar um fim à “guerra de agressões” imposta pelas Rússia.

“O presidente [Lula] compartilhou suas ideias sobre possíveis abordagens diplomáticas. Eu o informei sobre as reais atitudes da sociedade russa em relação aos compromissos diplomáticos com os Estados Unidos e outros parceiros. Combinamos contatos futuros”, escreveu Zelensky na postagem

Lula e Zelensky debatem saída diplomática para guerra Ucrânia x Rússia

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Em seu perfil na rede social X, Lula detalhou que a reunião, de cerca de 40 minutos, tratou de temas como a situação atual do conflito entre Ucrânia e Rússia, possibilidades de um cessar-fogo e “a busca por uma solução diplomática”.

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No encontro, Lula defendeu ainda que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) possa atuar de forma mais efetiva para encerrar o conflito entre Ucrânia e Rússia, que já dura mais de quatro anos.

“Acordamos manter contato nas próximas semanas”, concluiu o presidente brasileiro na publicação.

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Também por meio de seu perfil no X, Zelensky avaliou o encontro com Lula como positivo. Segundo ele, o foco principal da conversa foram formas de colocar um fim à “guerra de agressões” imposta pelas Rússia.

“O presidente [Lula] compartilhou suas ideias sobre possíveis abordagens diplomáticas. Eu o informei sobre as reais atitudes da sociedade russa em relação aos compromissos diplomáticos com os Estados Unidos e outros parceiros. Combinamos contatos futuros”, escreveu Zelensky na postagem

Trump cumprimenta Lula no G7 e diz “bom trabalho”; veja vídeo

17 June 2026 at 17:29

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cúpula do G7, que acontece em Évian-les-Bains, na França.

Um vídeo obtido pelo ICL Notícias mostra Trump apontando para Lula e indo em sua direção. Ambos se cumprimentam e o líder norte-americano diz: “Tudo bem? Bom trabalho”.

Em seguida, o republicano dá dois tapas no ombro do petista e deixa o local. Lula não se pronunciou.

De acordo com o ICL, o breve encontro aconteceu após a primeira reunião da manhã desta quarta-feira (17), em um dos corredores do hotel que hospeda a cúpula.

Lula e Trump já haviam se encontrado e trocado cumprimentos na noite de terça-feira (16), durante um evento social da cúpula do G7, de acordo com apuração de Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN Brasil.

Esses foram os primeiros encontros pessoais dos dois desde que o governo dos Estados Unidos classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas e ameaçou o Brasil com um novo tarifaço.

De toda forma, não haverá reunião entre os presidentes. O governo brasileiro confirmou que nenhum dos dois lados pediu uma reunião formal.

Entenda o que é a Cúpula do G7

Primeira-ministra da Itália conversa com líderes do G7 sobre parar de fumar

17 June 2026 at 16:08

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, conversou sobre parar de fumar com outros líderes do G7, enquanto se preparavam para se reunir para uma das reuniões da Cúpula na França.

No início de outubro de 2025, o presidente turco Tayyip Erdogan disse a Meloni que ela precisava parar de fumar, à margem de uma cúpula sobre Gaza.

O presidente francês Emmanuel Macron, que estava perto deles, disse que isso era impossível, enquanto Meloni respondeu dizendo que sabia que deveria abdicar do hábito.

O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Os países integrantes do grupo se reúnem anualmente em uma cúpula para discutir questões urgentes no cenário global e coordenar políticas. A segurança internacional e a economia global são frequentemente tópicos de discussão. Este ano, o foco se dividiu entre o conflito no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia.

Ao contrário das organizações internacionais formais, o G7 não possui qualquer estrutura administrativa permanente.

A Cúpula deste ano começou na segunda-feira (15) e vai terminar nesta quarta-feira (17).

Entenda o que é a Cúpula do G7

Líderes do G7 saúdam acordo entre EUA e Irã e oferecem ajuda para Ormuz

17 June 2026 at 15:47

Em uma declaração conjunta, os líderes mundiais reunidos na Cúpula do G7 na cidade de Évian-les-Bains, na França, saudaram o acordo entre os Estados Unidos e o Irã.

O acordo “oferece uma oportunidade histórica para impedir que o Irã adquira qualquer arma nuclear e para lidar com as ameaças relacionadas às suas atividades regionais e balísticas”, disseram os líderes, oferecendo apoio à sua implementação.

Na sequência, os líderes afirmaram que “apoiam firmemente um acordo diplomático robusto e abrangente” para trazer “paz e segurança para todos na região”.

Fazendo referência à alegação do Irã de que cobrará “taxas” pelos serviços marítimos oferecidos no Estreito de Ormuz, eles chamaram o direito de trânsito sem pedágios ou restrições de “a base do comércio internacional”.

Eles também sugeriram que uma iniciativa defensiva liderada pela França e pelo Reino Unido poderia desempenhar um papel importante para ajudar os navios a navegar pelo Estreito de Ormuz assim que este for aberto.

Para reduzir a probabilidade de vulnerabilidade caso o Estreito de Ormuz seja afetado novamente, os líderes afirmaram que se comprometerão a diversificar suas rotas de fornecimento de energia. Eles saudaram “o potencial do Canadá para fornecer capacidade adicional significativa aos mercados globais nos próximos anos”.

Em relação ao programa nuclear iraniano, as negociações precisam garantir que Teerã jamais obtenha uma arma nuclear, afirmou o comunicado. Parceiros regionais e internacionais, bem como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), devem auxiliar nessas negociações, acrescentaram.

Há apoio a um cessar-fogo imediato e robusto no Líbano, bem como aos esforços do governo para desarmar o Hezbollah. Também foi recorrido à proteção da integridade territorial e da soberania de Beirute, com as devidas garantias de segurança internacional.

Comprometeram-se a “acelerar os esforços humanitários e de reconstrução” e a implementar “medidas políticas e de segurança relevantes” em Gaza. “Apelamos ao fim da violência na Cisjordânia”, afirmaram os líderes do G7.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

“Eu sou o chefe”, diz Trump ao chegar atrasado à reunião matinal do G7

17 June 2026 at 14:21

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou com cerca de uma hora de atraso à sessão matinal do G7 na cidade de Évian-les-Bains, na França, nesta quarta-feira (17).

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estava na cadeira do líder americano, atrás de uma placa com o nome de Trump, quando o presidente francês, Emmanuel Macron, iniciou a sessão.

Após alguns instantes, Trump entrou na sala. Ele brincou ao parar na ponta da mesa onde os outros líderes mundiais estavam sentados, dizendo: “Eu sou o chefe”.

A fala foi recebida com risos pelas autoridades. Em seguida, ele se sentou ao lado de Macron.

Os líderes mundiais se reuniram no terceiro dia da Cúpula do G7, enquanto detalhes do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã eram publicados antes de sua apresentação formal, prevista para sexta-feira (19) na Suíça.

A cúpula deu a Trump a oportunidade de apresentar o acordo com o Irã a aliados importantes, como Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.

Eles compartilham, em sua maioria, as preocupações sobre o programa nuclear do Irã e outras questões, mas nunca apoiaram a decisão dos EUA de entrarem em guerra.

Os líderes também temem que Teerã tenha ganhado vantagem ao resistir ao ataque e reafirmar o controle sobre o Estreito de Ormuz.

Com aval de Trump, G7 se compromete com apoio à Ucrânia e sanções à Rússia

17 June 2026 at 02:04

Os líderes do Grupo dos Sete (G7) declararam seu “apoio inabalável à Ucrânia”, incluindo um acordo para ampliar o envio de assistência em defesa aérea a Kiev e aumentar a pressão econômica sobre a Rússia — compromissos notáveis por terem recebido o aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração dos líderes sobre questões geopolíticas, divulgada pelo Palácio do Eliseu, afirma que eles se comprometeram a reforçar as sanções contra a Rússia, “incluindo aquelas voltadas aos setores de petróleo e gás”.

“Consideramos que este é o momento adequado para avançar com medidas adicionais, já que o presidente Trump fechou um acordo que apoiamos para reabrir o Estreito de Ormuz”, segue o texto.

Sobre o Irã, os líderes disseram que apoiam o acordo firmado entre Washington e Teerã e que “estão prontos para contribuir para sua implementação”, ao mesmo tempo em que defendem “um acordo diplomático subsequente robusto e abrangente”.

Os líderes também disseram apoiar os esforços do Líbano para desarmar o Hezbollah “por meio de um cessar-fogo imediato e sólido”. Em relação a Gaza, disseram que ampliarão as iniciativas humanitárias e de reconstrução.

Na região do Indo-Pacífico, os líderes declararam que se opõem a “quaisquer tentativas unilaterais de alterar o status quo, especialmente por meio da força ou da coerção, nos mares do Leste e do Sul da China e através do Estreito de Taiwan”.

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Trump volta a aparecer com marcas nas mãos durante cúpula do G7

17 June 2026 at 00:13

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a aparecer com marcas visíveis em uma das mãos durante a cúpula do G7, realizada em Evian-les-Bains, na França.

A imagem foi registrada durante uma sessão de trabalho com líderes do grupo e parceiros internacionais de investimento. As marcas já haviam sido observadas em outras ocasiões ao longo do ano de 2025, levantando questionamentos sobre a saúde do presidente americano.

A Casa Branca já havia abordado o tema anteriormente. Em julho de 2025, a porta-voz Karoline Leavitt informou que exames realizados após episódios de inchaço nas pernas e hematomas nas mãos apontaram que Trump sofre de insuficiência venosa crônica, uma condição considerada comum em pessoas com mais de 70 anos.

Na ocasião, a Casa Branca também afirmou que os hematomas observados nas mãos eram compatíveis com irritações causadas por apertos de mão frequentes e pelo uso diário de aspirina como parte de um tratamento preventivo cardiovascular.

Em janeiro deste ano, Trump chegou a atribuir um hematoma na mão esquerda a uma batida em uma mesa durante um evento na Suíça. Na época, ele também afirmou que a dose elevada de aspirina que utiliza o torna mais propenso a desenvolver hematomas.

Segundo entrevista concedida ao Wall Street Journal, o presidente afirmou tomar diariamente 325 miligramas de aspirina, quantidade superior à dose preventiva normalmente recomendada por médicos. Seu médico pessoal, Sean Barbabella, disse que o medicamento contribui para que ele apresente manchas com mais facilidade.

Em agosto de 2025, Trump também foi fotografado com maquiagem cobrindo marcas nas mãos durante um evento no Salão Oval. Na ocasião, a Casa Branca reiterou que os hematomas estavam relacionados ao uso de aspirina e aos frequentes compromissos públicos que envolvem contato físico com apoiadores e autoridades.

Maquiagem cobre as costas da mão direita do presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto ele faz um anúncio sobre a Copa do Mundo da FIFA de 2026, no Salão Oval da Casa Branca em Washington, DC, EUA, em 22 de agosto de 2025 • REUTERS/Jonathan Ernst

Exames recentes

Os exames médicos mais recentes de Trump, divulgados pela Casa Branca em maio de 2026, apontaram que o presidente está em “excelente saúde” e apto para exercer plenamente suas funções.

O médico recomendou aumento da atividade física, continuidade da perda de peso e manutenção de cuidados preventivos.

O documento também registrou melhora no inchaço observado anteriormente nas pernas. Segundo o laudo, o presidente apresentou desempenho cognitivo considerado excelente, com pontuação máxima no Teste de Avaliação Cognitiva de Montreal, além de resultados normais nos exames neurológicos e cardiovasculares.

Até o momento, a Casa Branca não comentou especificamente as novas imagens registradas durante a cúpula do G7.

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