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Morte em salto de rope jump em SP: entenda diferença de negligência e dolo

16 June 2026 at 19:31

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) em Limeira (SP). A jovem faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança.

O inquérito policial tipifica o caso como homicídio com dolo eventual, o que gera discussões jurídicas sobre a distinção entre a falha técnica (negligência) e a assunção do risco de matar.

Negligência ou dolo eventual?

No direito penal, a negligência ocorre quando há uma omissão ou falta de cuidado por parte do agente que não prevê um resultado que era previsível.

Já o dolo eventual caracteriza-se quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco de que ele ocorra, demonstrando indiferença.

A decisão judicial destaca que, por se tratar de uma atividade de elevado risco, a ausência da dupla checagem e o arremesso da vítima sem qualquer equipamento essencial configuram uma conduta que vai além do mero erro.

Segundo os autos, o local possui histórico de acidentes graves, o que reforça a previsibilidade do dano.

A visão das especialistas

Para a advogada criminalista Ana Krasovic, a irregularidade administrativa da empresa Entre Cordas, que não possuía CNPJ nem autorização municipal, é um agravante na análise do caso.

“A situação irregular de uma empresa não gera automaticamente responsabilidade criminal, mas pode influenciar significativamente a análise de culpa ou dolo a depender do caso concreto”, explica a especialista.

Beatriz Alaia Colin, especialista em Processo Penal, alerta que a responsabilização pode se estender à cadeia de comando da empresa.

“A responsabilidade jurídica pode alcançar não apenas quem executou o salto, mas também quem exercia poder de gestão e decisão sobre a atividade”, afirma.

Colin ressalta que a investigação deve focar se os responsáveis “criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar o acidente”.

Falhas nos protocolos de segurança

Os depoimentos colhidos apontam que os operadores não conseguiram explicar a omissão da corda, alegando lapsos de memória.

Testemunhas relataram que o procedimento de segurança — que exigiria fixação no peitoral e verificação verbal em voz alta — foi ignorado no salto de Maria Eduarda.

Além disso, a tentativa de alguns envolvidos em deixar o local após o acidente foi citada como um fator que demonstra o “desprezo pelas consequências do fato”, conforme análise técnica de Colin.

Obstruções e ocultações

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

De acordo com o depoimento de uma testemunha, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Perfil de “O Agente Secreto” lamenta morte de criador da “Perna Cabeluda”

16 June 2026 at 18:24

A página oficial do filme “O Agente Secreto” lamentou, na tarde desta terça-feira (16), a morte do autor da lenda da “Perna Cabeluda”, o pernambucano Raimundo Carrero.

“Entre tantas contribuições, também ajudou a eternizar a lenda da Perna Cabeluda. Obrigado, Raimundo, pela incansável defesa da literatura como forma de compreender o mundo. Nosso abraço à família, aos amigos e aos muitos leitores que seguirão encontrando sua voz em cada livro”, escreveram.

A publicação, que foi compartilhada em colaboração com o diretor do longa Kleber Mendonça Filho, 57, reforçou a importância das contribuições de Carrero como “escritor, jornalista e professor, que passou mais de cinco décadas escrevendo, ensinando e formando outros escritores”.

Segundo um comunicado oficial compartilhado pela família de Raimundo, ele faleceu aos 78 anos em decorrência de complicações de um câncer. O funeral do escritor será aberto ao público e a família divulgará mais informações “em um momento oportuno”.

Raimundo Carrero, em publicação de “O Agente Secreto”, que lamenta sua morte • Instagram/O Agente Secreto

A lenda da “Perna Cabeluda” e “O Agente Secreto”

Ambientado em Recife durante a época da Ditadura Militar brasileira, o roteiro de Kleber conta com diversas menções reais ao período, incluindo a censura de matérias nos jornais com receitas ou histórias absurdas.

Para adicionar veracidade, em determinado momento, a produção incluiu uma das lendas folclóricas que mais assombraram o público recifense na década de 1970: a perna cabeluda. Segundo registros da época, o membro decepado assombrava os moradores do povoado de 500 moradores de Usina Tiúma, em São Lourenço da Mata.

Após a primeira “aparição” na casa do Sr. José Luis Borges e assustar seus familiares, a lenda começou a ser vista por vários vizinhos da região, causando receio em muitos. Embora tenha autoria diversa e pouco confirmada, em 1976, Carrero foi um dos primeiros a escrever em sua coluna de romance policial uma crônica de um ataque da perna cabeluda em Olinda.

Na história, a perna havia atacado uma mulher dentro de sua própria casa e deixado a vítima agonizando. Foi neste período em que se formou uma comitiva para caçar o elemento que era um perigo para os moradores.

Ainda que a existência do personagem folclórico nunca tenha sido confirmada, sua narrativa é uma das mais conhecidas do estado e continua a assombrar muitos cidadãos.

*Sob supervisão de Gabriela Maraccini

O Agente Secreto entra em lista de filmes mais enganadores da história

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

16 June 2026 at 18:09

A Polícia Civil de Limeira (SP) investiga indícios de ocultação de provas no inquérito que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13).

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

Relato de testemunha e sumiço de provas

De acordo com o depoimento da testemunha, que era um cliente que aguardava para saltar, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Análise jurídica: fraude e obstrução

A prática de remover a câmera do local do acidente possui implicações criminais diretas.

Segundo a advogada criminalista Ana Krasovic, a retirada do objeto “poderia se encaixar no crime de fraude processual, que seria a alteração da realidade física para enganar a atividade jurisdicional ou pericial”.

Por outro lado, a exclusão imediata do perfil no Instagram e do grupo de WhatsApp da empresa, embora tenha gerado críticas de clientes e familiares, possui interpretação jurídica distinta.

“Não pode ser interpretada como conduta criminosa, nem justificar qualquer responsabilização em qualquer seara do direito”, explica Krasovic sobre essa ação específica.

Para Beatriz Alaia Colin, especialista em Direito Penal, a investigação deve focar em verificar se os responsáveis criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar acidentes.

“Nesses casos, a Justiça costuma se apoiar em perícias, protocolos amplamente aceitos pela comunidade técnica, cursos de especialização, experiência prática e normas gerais de segurança aplicáveis a atividades de risco”, afirma.

Testemunha filmou e tentou ajudar

Uma enfermeira que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), prestou depoimento à Polícia Civil detalhando o ocorrido no último sábado. Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada.

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e realizou manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

O registro do acidente e o socorro

A mulher relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. No depoimento, a enfermeira explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento.

Ela só notou a gravidade da situação quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto. O vídeo, entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre.

Ao constatar o acidente, ela identificou-se como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída.

“Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas entrou em óbito por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Morte em salto de rope jump: suspeito diz que grupo saltava há meses em SP

16 June 2026 at 17:54

Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (SP), revelaram em depoimento que o grupo operava na região há aproximadamente um ano.

A jovem morreu no último sábado (13) após ser lançada da estrutura em queda livre, sem que a corda de segurança estivesse acoplada ao seu corpo.

Atuação sem regulamentação

Segundo Luis Felipe, um dos instrutores responsáveis pela operação técnica, a equipe realizava eventos frequentes no local, utilizando as redes sociais para atrair clientes.

Apesar do tempo de atuação e da estrutura comercial, os suspeitos admitiram que o grupo não possuía CNPJ ou alvará da prefeitura para explorar a atividade na Ponte do Esqueleto.

Eles alegaram à autoridade policial que o rope jump não possui federação ou regulamentação específica no Brasil.

Alto faturamento

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), o grupo organizador planejava realizar aproximadamente 100 saltos.

Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data superaria os R$ 15 mil.

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Jovem de 22 anos morre em SP dez meses após sofrer intoxicação por metanol

16 June 2026 at 16:41

Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (15), na capital paulista, após morrer depois de passar dez meses lutando pela vida em decorrência da ingestão de uma bebida contaminada por metanol.

Morador de Itapecerica da Serra, Guilherme deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim no dia 16 de agosto de 2025, por suspeita de intoxicação, após consumir algumas doses de gin compradas em uma adega ao lado de sua casa e começar a se sentir mal.

Inicialmente, ele achou que fosse “apenas uma ressaca”, mas precisou ser levado ao hospital, onde teve diversas paradas cardíacas. Guilherme chegou a ficar entubado e respirando por aparelhos.

O jovem passou cerca de 10 meses lutando contra as graves sequelas. Ele ficou paralisado e passou a utilizar cadeira de rodas.

A família criou o perfil “Cura do Metanol”, onde compartilhava diariamente a rotina de recuperação dele, incluindo suas sessões de fisioterapia, além de iniciar uma campanha de arrecadação on-line para ajudar a custear o tratamento.

Na manhã da última terça-feira (16), familiares publicaram uma nota de pesar nas redes sociais informando a morte do jovem.

A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de tratamento e no sepultamento.

“Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças”, escreveu a família.

Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda o recebimento dos laudos para confirmar a causa da morte e avaliar se há ligação com o quadro de intoxicação anteriormente investigado.

“Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025”, diz a nota.

Até o momento, oito pessoas morreram no estado de São Paulo em decorrência de intoxicação por metanol.

Entenda o caso

Entre setembro e outubro de 2025, a crise de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas gerou um alerta de saúde pública e vitimou principalmente jovens adultos em diferentes estados brasileiros. O estado de São Paulo acumulou o maior número de ocorrências, com mais de 50 casos entre suspeitos e confirmados.

A substância, que é incolor e inodora, leva a sintomas traiçoeiros que se assemelham a uma ressaca comum, como náuseas, vômitos e tontura. Contudo, entre 6 e 24 horas após o consumo, surgem sinais graves, como visão turva e cegueira, que pode ser irreversível.

Leia também: Metanol em bebidas: veja quem são as vítimas de casos de intoxicação | CNN Brasil

Até o final de 2025, 51 pessoas foram presas por algum tipo de envolvimento nas intoxicações de bebidas em São Paulo.

De acordo com balanço do governo estadual, mais de 21,4 mil garrafas e mais de 121,8 mil vasilhames vazios foram apreendidos. Também foram recolhidos mais de 105,2 mil insumos e 480 mil rótulos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Veja depoimento de enfermeira que filmou morte em salto de rope jump em SP

16 June 2026 at 16:35

Uma enfermeira identificada que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), prestou depoimento à Polícia Civil detalhando o ocorrido no último sábado (13).

Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada da estrutura sem a corda de segurança acoplada ao corpo.

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e realizou manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

O registro do acidente e o socorro

A mulher relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. No depoimento, a enfermeira explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento.

Ela só notou a gravidade da situação quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto. O vídeo, entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre.

Ao constatar o acidente, a testemunha identificou-se como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída.

“Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas entrou em óbito por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

Alto faturamento

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda, o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos. Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data seria de no mínimo R$ 15 mil.

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Morte em salto sem corda em SP: grupo iria faturar mais de R$ 15 mil no dia

16 June 2026 at 14:07

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos.

Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data seria de no mínimo R$ 15 mil.

Operação comercial sem regulamentação

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

O que dizem envolvidos

Em depoimento, o instrutor Luis Felipe, um dos presos no caso, classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano.

Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que exime a necessidade de autorizações formais, dependendo apenas da experiência dos instrutores.

Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e que não consegue compreender o que houve no momento do acidente.

“É algo que a gente está sem entender até agora”, disse à autoridade policial.

Maicon Fernandes, também responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado tem capacidade para suportar mais de duas toneladas.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Ao ser questionado sobre a ausência da corda, Maicon declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. O instrutor não soube precisar se a responsabilidade final da checagem naquele salto específico era sua ou de Felipe.

Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”, declarou que sua função era apenas equipar os clientes e ajudar no impulso inicial.

Ele afirmou que o procedimento de colocação da corda é padrão para todas as modalidades e que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Governo Federal estuda demolição de ponte em SP após morte em rope jump

16 June 2026 at 13:38

O Governo Federal estuda a demolição da ponte do Esqueleto, localizada em Limeira, no interior de São Paulo, onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu, neste sábado (13), após ser lançada sem corda durante a prática de “rope jump”.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), duas reuniões foram realizadas na região da ponte, nesta segunda-feira (15), onde os governos federal e municipais discutiram soluções em conjunto e o bloqueio do acesso ao local.

A reunião contou com a representação do Governo Federal por meio da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) e da AGU (Advocacia Geral da União), e dos municipais com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix, e suas equipes.

Durante o encontro, tanto a prefeita de Cordeirópolis quanto o prefeito de Limeira afirmaram que existem ações de contenção que já são tomadas pelos municípios para bloquear o acesso à ponte. Os dois também se posicionaram a favor da demolição.

A Prefeitura de Cordeirópolis e a SPU combinaram o reforço de ações para conter o acesso à ponte, e a Prefeitura de Limeira se comprometeu a reabrir uma vala que impedia o acesso ao local, mas foi fechada posteriormente, sem conhecimento do órgão.

A SPU-SP também se comprometeu com a instalação de barreiras físicas, além de placas de aviso, para informar que a ponte é de propriedade da União e a entrada é proibida.

Além disso, a SPU informou que a discussão com os governos locais continuará para encontrar uma solução definitiva para a ponte, podendo ser a demolição.

A ponte foi oficialmente transferida para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria em maio, e, segundo a SPU, a realização de atividades esportivas não foram autorizada no local.

Anteriormente, a Prefeitura de Limeira havia informado que processaria o Governo Federal, alegando omissão, já que seriam exclusivamente responsáveis pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte. A administração municipal diz que, desde 2025, já havia encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.

Entenda o caso de Maria Eduarda

A jovem de 21 anos que praticava rope jump em Limeira, na Trilha da Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, morreu na manhã deste sábado (13). A empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurar Maria Eduarda, que foi lançada de cerca de 40 metros.

Após a queda de Maria Eduarda, pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU, mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo. Até o momento, três funcionários da empresa foram presos.

Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos tentaram fugir em direção a uma área de vegetação. Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.

A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, e além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.

Por isso, os três foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. A audiência de custódia dos suspeitos foi realizada na manhã deste domingo (14) e a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Terremoto de magnitude 6,3 deixa 1 morto e 4 feridos na China

Logo Agência Brasil

Um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter atingiu a província de Qinghai, no noroeste da China, nesta terça-feira (16), matando pelo menos uma pessoa e ferindo mais quatro, informou a mídia estatal, citando autoridades de emergência.

O terremoto atingiu uma área alta na prefeitura de Haixi, em Qinghai, a uma profundidade de 10 km, às 17h06 (horário de Pequim) de hoje, de acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China.

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A mídia estatal informou ainda que todos os trabalhadores das minas de carvão próximas ao epicentro foram retirados e que as autoridades ainda estão avaliando o número de vítimas e os danos materiais.

Anteriormente, a agência estatal Xinhua informou que equipes de resgate estavam se dirigindo ao local para procurar pessoas presas e avaliando os riscos de desastres secundários.

A administração sísmica da China ativou a resposta de emergência para o tremor, que foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um com magnitude de 4,9.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Terremoto de magnitude 6,3 deixa 1 morto e 4 feridos na China

Logo Agência Brasil

Um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter atingiu a província de Qinghai, no noroeste da China, nesta terça-feira (16), matando pelo menos uma pessoa e ferindo mais quatro, informou a mídia estatal, citando autoridades de emergência.

O terremoto atingiu uma área alta na prefeitura de Haixi, em Qinghai, a uma profundidade de 10 km, às 17h06 (horário de Pequim) de hoje, de acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China.

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Anteriormente, a agência estatal Xinhua informou que equipes de resgate estavam se dirigindo ao local para procurar pessoas presas e avaliando os riscos de desastres secundários.

A administração sísmica da China ativou a resposta de emergência para o tremor, que foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um com magnitude de 4,9.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Morte em rope jump: polícia busca por câmera que estava com mulher

16 June 2026 at 11:49

A polícia investiga o paradeiro de uma câmera do modelo GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento em que ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante um salto de rope jump. A jovem morreu após cair de uma altura estimada entre 30 e 40 metros sem estar presa às cordas de segurança.

Durante a audiência de custódia realizada no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que Maria Eduarda segurava a câmera no momento em que foi arremessada da ponte.

O equipamento, no entanto, desapareceu após o acidente, e os investigadores acreditam que as imagens registradas por ele podem ser fundamentais para esclarecer o que ocorreu durante o salto.

Testemunha relata retirada da câmera do corpo da vítima

Uma testemunha presente no local afirmou ter visto funcionários da empresa responsável pelo salto retirando a câmera do corpo de Maria Eduarda. O evento atraía um número considerável de pessoas, e já existem vídeos obtidos por terceiros que mostram o momento em que a jovem é arremessada da ponte.

Segundo esses registros, o procedimento de segurança exigido — que incluía a colocação de uma corda no peitoral da vítima e dupla checagem pelos operadores — não foi realizado.

Prisão preventiva dos três funcionários é mantida

Três funcionários da empresa foram presos em flagrante após o ocorrido. Durante a audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg constatou que a prisão em flagrante está em  ordem e converteu o flagrante em prisão preventiva.

Conforme revelado em interrogatórios, o procedimento padrão para o salto exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da praticante antes do arremesso, seguida de dupla checagem dos operadores — etapas que não foram cumpridas no caso de Maria Eduarda.

Instrutor classifica morte como “fatalidade”

A CNN teve acesso aos vídeos dos depoimentos dos presos. Em um dos relatos, um dos instrutores afirmou não se recordar se a responsabilidade pela colocação da corda era dele ou de outro colega.

“Cara, eu acho que foi realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse”, disse o instrutor durante o depoimento.

As investigações prosseguem e, com a localização da câmera GoPro, os investigadores esperam que as imagens gravadas pelo equipamento ampliem a compreensão sobre o que foi negligenciado durante o salto.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Bombardeiro B-52 despenha-se nos EUA e faz oito mortos

By: ZAP
16 June 2026 at 10:30
Oito pessoas, incluindo dois funcionários da Boeing, morreram na sequência da queda de um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA, pouco depois da descolagem da Base Aérea de Edwards, no sul da Califórnia. Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Base Aérea de Edwards informou que a aeronave que transportava oito pessoas a bordo numa missão de teste de rotina, despenhou-se às 11h20 (hora local), momentos após levantar voo. As primeiras indicações apontam para a inexistência de sobreviventes. De acordo com o New York Times, os nomes das vítimas ainda não foram divulgados, uma vez que as autoridades

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Oito pessoas, incluindo dois funcionários da Boeing, morreram na sequência da queda de um bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA, pouco depois da descolagem da Base Aérea de Edwards, no sul da Califórnia. Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Base Aérea de Edwards informou qu

Morte em rope jump: Não lembro o que aconteceu, diz instrutor de salto

16 June 2026 at 03:28

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante uma tentativa de salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada da estrutura sem estar presa à corda.

A SPU (Secretaria de Patrimônio da União), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou à CNN que a empresa Entre Cordas, envolvida na tragédia, não possuía autorização para executar atividades esportivas no local.

Segundo a pasta, o acesso à ponte deveria estar fechado. A Secretaria reuniu-se com a AGU (Advocacia-Geral da União) e com prefeituras da região para definir, em conjunto, as medidas que serão adotadas para evitar novos acidentes.

Acesso à ponte já havia sido bloqueado anteriormente

A SPU informou ainda que o acesso à Ponte do Esqueleto chegou a ser bloqueado em 2024, após a morte de uma ciclista que caiu da estrutura, mas que o local foi reaberto meses depois.

A ponte, com cerca de 40 metros de altura, é conhecida na região por atrair turistas em busca de atividades radicais.

Três instrutores que aparecem nas imagens preparando Maria Eduarda para o salto foram presos em flagrante.

Segundo a polícia, há indícios de que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte ao deixarem de adotar procedimentos básicos de segurança.

Após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas.

Na decisão, o juiz classificou a conduta dos funcionários como negligência grosseira.

O magistrado apontou ainda que os três tentaram fugir do local após o ocorrido e que a polícia não encontrou a câmera utilizada durante a atividade por Maria Eduarda, o que, na avaliação do juiz, pode indicar uma tentativa de ocultação de provas.

Durante os depoimentos, questionados sobre o motivo pelo qual não prenderam a corda na jovem, os instrutores não souberam responder e afirmaram que o ocorrido foi uma fatalidade.

Instrutor diz não se lembrar do que aconteceu

A CNN teve acesso aos vídeos dos depoimentos dos presos.

Em um dos trechos, o instrutor Luis Felipe Egoroff afirmou que “passei lá para frente primeiro, aí depois disso já apagou da mente, eu não lembro”.

Quando questionado se conseguia se recordar de quem era o responsável por fazer a fiscalização antes do salto, ele respondeu negativamente.

Outro instrutor, Vitor de Freitas Gonçalves, declarou ainda que acredita ter sido “realmente uma fatalidade que aconteceu”, acrescentando que “ninguém sai de casa para cometer um negócio desse”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

“Ao ser arremessada, vítima segurava uma câmera que sumiu”, diz MP

16 June 2026 at 00:00

Durante a audiência de custódia realizada, no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que a vítima que morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP), na manhã de sábado (13), segurava uma câmera do modelo GoPro, que desapareceu.

O juiz do caso, Paulo Henrique Stahlberg, constatou que a prisão em flagrante dos três homens responsáveis pelo caso, está formal e materialmente em ordem, e portanto não é o caso de relaxamento da prisão dos indivíduos. Além disso, determinou a conversão do flagrante em prisão preventiva.

“No caso concreto, os indícios apontam que os autuados não adotaram as cautelas mínimas e indispensáveis para a realização de uma atividade intrinsecamente perigosa que envolvia arremessar pessoas de uma altura de mais de 30 metros”, afirmou Stahlberg.

 

Segundo o juiz, o procedimento padrão para o salto, conforme revelado nos interrogatórios, exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da vítima antes do arremesso, seguida de dupla checagem pelos operadores. No entanto, a filmagem testemunhal demonstrou, de forma cristalina, que a vítima foi arremessada sem qualquer corda de proteção, caindo em queda livre.

“Os indiciados Luiz Felipe e Maicon, reconhecidos como os responsáveis diretos pela colocação da corda naquele salto, não conseguiram explicar a omissão.”, concluiu o juiz.

Paulo Henrique Stahlberg reconheceu que o crime se encaixa como homicídio doloso na modalidade dolo eventual, e reforçou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade concreta do crime e do modo de execução que revela o risco à ordem pública e à aplicação da lei penal em caso de soltura dos agentes.

Segundo à decisão, os fundamentos concretos para a manutenção da prisão cautelar, revelada pelo risco concreto à ordem pública e à garantia da aplicação da lei penal, são evidenciados por circunstâncias que tornam o delito particularmente irrepreensível, sendo elas:

  • A morte da vítima jovem de 21 anos em circunstâncias absolutamente evitáveis.
  • A grosseira negligência na execução da atividade comercial de alto risco caracterizada pela omissão deliberada de equipamentos de segurança indispensável.
  • A premeditação implícita na organização da atividade sem observância de protocolos de gerenciamento de risco, revelando a aceitação consciente do risco-morte.
  • O aproveitamento da vulnerabilidade da vítima que confiava na competência e responsabilidade dos organizadores.
  • A tentativa de fuga e alteração de vestimentas após o evento, demonstrando consciência da ilicitude e intenção de alguma forma obstruir a investigação.
  • A natureza comercial da conduta que agrava a responsabilidade.

“O crime imputado é doloso e punido em abstrato com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos, o que conduz então ao preenchimento da condição de admissibilidade da prisão preventiva, previsto no artigo 303, inciso 1 do Código de Processo Penal”, concluiu.

O juiz afirmou ainda que a o fato dos autuados serem pessoas sem antecedentes criminais formais e terem ocupação lícita em residência fixa, argumentos levantados pela defesa, não se revelam suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva.

Relembre o caso

A vítima foi arremessada da ponte por três indivíduos, sem a devida verificação ou utilização de equipamento essencial de segurança. Diversas pessoas acompanhavam o esporte radical.

A empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de cerca de 40 metros. 

Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos fugiram em direção a uma área de vegetação.

Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.

A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, o qual efetivamente ocorreu. As autoridades apontaram que além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.

Por isso, os três foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de cometer o crime.  

 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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