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Sistema de água e mesquita da era Mameluca são descobertos no Egito

13 June 2026 at 16:00

Um sistema de abastecimento de água e uma mesquita da Era Mameluca no Egito foram descobertos por arqueólogos na região do Castelo Salah al-Din Al-Ayoubi, mais conhecido como Cidadela de Saladino, no Cairo.

A descoberta foi feita por uma missão arqueológica egípcia-francesa conjunta entre o Conselho Supremo de Arqueologia do Egito e o Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO). A Cidadela é uma fortaleza da era medieval com grandes muralhas construída no século XII durante as Cruzadas.

A missão faz parte de um projeto científico realizado em duas áreas ao redor do castelo, nas regiões de Arab al-Yasar e al-Hattaba. O objetivo é estudar, documentar e reabilitar as áreas históricas ao redor do castelo histórico. 

Sharif Fathi, Ministro do Turismo e Arqueologia do Egito, afirma que estas descobertas representam uma adição de qualidade à compreensão da estrutura urbana e funcional da área da Cidadela através dos tempos islâmicos.

Ele ressalta que o objetivo da força-tarefa é preservar o patrimônio civil egípcio e destacar o valor histórico do Cairo, salientando que as novas descobertas contribuem para enriquecer o conhecimento da história da Cidade Velha e apoiar planos para desenvolver arqueólogos.

Sistema hidráulico

Na área de Arab al-Yasar, foi encontrado um dos mais importantes sistemas de abastecimento de água para o castelo, onde escavações resultaram na descoberta de dois poços enormes para armazenar e levantar água, cada um ligado a um sistema de condutores para levantar água dos níveis inferiores aos superiores.

A profundidade do primeiro poço é de cerca de 10 metros, enquanto a profundidade do segundo atinge oito metros. O trabalho de escavação ainda está em andamento dentro deles para chegar aos tanques de armazenamento inferior, segundo o ministério egípicio.

Os poços foram construídos utilizando enormes blocos de pedra, cobertos pelos restos de um sistema integrado de quatro entradas rotativas e uma rede de esgotos de pedra que transportava água para o castelo, numa extensão direta do sistema de drenagem.

O Secretário-Geral do Conselho Supremo de Arqueologia, Hisham Alithi, acrescentou que que uma série de elementos arquitetônicos e de serviço associados ao funcionamento deste sistema também foram descobertos, entre eles trilhos de movimento de animais utilizados na gestão de condutores, salas de habitação, armazenamento de ração e tanques de rega de animais, graças a vários pisos de pedra que refletem um nível avançado de engenharia e gestão de água durante a era Mameluca

Segundo a revista Archaeology News, as estruturas parecem estar conectadas diretamente ao famoso aqueduto do Cairo, conhecido como Sur Magra al-Oyoun, que levava água por grande parte da cidade.

Mesquita e artefatos exclusivos

Restos de uma mesquita também foram identificadas na área de al-Hattaba. Uma câmara funerária ligada à mesquita também foi desenterrada, juntamente com uma coleção de túmulos que remontam a vários períodos islâmicos e contendo ossadas, graças a um túmulo provavelmente datado do início da Era Islâmica, contribuindo para uma compreensão mais profunda do histórico da região.

A expedição também encontrou uma coleção distinta de artefatos, entre eles escadas de cerâmica usadas para levantar água e moedas que remontam às eras Mameluca e Otomana, graças a uma série de ferramentas relacionadas com a vida diária durante os séculos XVIII e XIX, incluindo ornamentos, selos de metal, moedas e armas permanece.

Pierre Talais, diretor do Instituto Francês de Arqueologia Oriental, destacou que foram encontradas evidências arqueológicas mais proeminentes da evolução das infraestruturas e sistemas de gestão da água no Cairo, refletindo um nível avançado de planejamento urbano e engenharia que a cidade testemunhou durante os tempos islâmicos.

Já o diretor da missão, Mohammed Ibrahim, afirma que estudos arqueológicos e arquitetônicos preliminares sugerem que algumas dessas instalações remontam às obras do sultão al-Nasir Muhammad ibn Qalawun, já que as escavações durante a atual temporada revelaram um novo canal de água indo para Oeste em direção aos estábulos do sultão, o que pode contribuir para o restabelecimento de um número de instalações arquitectónicas importantes nas proximidades do castelo.

O instituto francês informa que são realizados trabalhos de documentação arquitetônica e fotográfica nos mais altos níveis de precisão, juntamente com a digitalização de todas as descobertas arqueológicas, com a criação de uma base de dados com os resultados das escavações e informações históricas relacionadas com o Castelo Salah al-Din Ayubi e seus arredores, seguindo os últimos sistemas científicos em documentação e gestão do património cultural.

A explosão da formação executiva em Portugal

13 June 2026 at 15:00
MBA CPBS

Há 50 anos era impossível pensar que isto pudesse acontecer. O Portugal analfabeto tornar-se uma força na formação para executivos e ter seis instituições a competir com as melhores do mundo. Não foi preciso tanto tempo.

O caminho levou umas duas décadas a percorrer e não tem fim à vista. O paradigma da aprendizagem ao longo da vida e a necessidade de requalificar a força de trabalho tornaram a formação uma ferramenta indispensável. A academia está a agarrar o filão.

De acordo com as principais escolas de Formação de Executivos, os programas para quadros de middle e top management continuam a crescer em quantidade e qualidade, abrangendo todas as temáticas que se possa imaginar, enquanto cada vez mais estreitam laços com o sector empresarial, para o qual desenham programas específicos. Dentro e fora do país. Como se chegou até aqui?

“Os fundamentos da estratégia são consistência, proximidade às empresas, internacionalização, qualidade pedagógica, capacidade de ter impacto e coragem para melhorar todos os anos”, explica José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, um dos protagonistas desta história bem sucedida, ao Jornal Económico (JE).

Como corolário da estratégia individual das escolas de formação, este ano, pela primeira vez na história, Portugal aparece 12 vezes no Financial Times Executive Education Ranking 2026. O reconhecimento internacional é o resultado da explosão do merca do interno. Com quatro escolas na lista, Lisboa afirma-se como hub europeu de excelência na formação avançada em gestão e o Porto, com duas escolas, ensaia passos nesse sentido.

“Os rankings internacionais são uma consequência, não um objetivo em si mesmo”, afirma ao JE Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education, outro protagonista desta história. “O que estes resultados mostram é que Portugal consegue competir ao mais alto nível internacional quando existe ambição, qualidade académica, proximidade às empresas e capacidade de inovação”.

Dito e feito. A Nova SBE Executive Education é agora a nona melhor do mundo na formação Customizada, “feita à medida” ou tailor made, do original em inglês. Duas outras escolas pontificam no top 50 e outras duas estão na proximidade: Iscte (31.ª), ISEG (48.ª), Católica-Lisbon (52.ª) e Porto Business School (54.ª). A Católica Porto Business School faz a sua estreia – 99.ª ex-aequo. Na Formação Aberta, a progres são não é menor.

A Nova SBE, que também é a primeira escola portuguesa nesta vertente, sobe 10 posições e é 20.ª no mundo, a Católica-Lisbon sobe 11 e é 26.ª e a Porto Business School galga oito e passa a 35.ª. O ISCTE Executive Education é 51.º, o ISEG Executive Education 70.º e a Católica Porto Business School entra para 85.ª.

“Este resultado reconhece a consistência do trabalho que temos desenvolvido na formação de líderes, profissionais e organizações, com uma proposta assente em rigor académico, proximidade com o mundo empresarial e impacto real”, explica ao JE João Pinto, dean da Católica Porto Business School, outro dos protagonistas.

Para o responsável da nova estrela de topo da formação esxecutiva, a presença nos rankings do “Financial Times”, tanto em Formação Executiva como no ranking europeu de business schools, mostra que a Escola “está a crescer de forma sustentada, combinando proximidade às empresas, com excelência académica e capacidade de resposta aos desafios concretos das organizações”.

A porta do caminho para Portugal ter hoje seis escolas de Gestão no topo da Formação Executiva mundial, foi aberta há 19 anos pela Católica Lisbon School of Business & Economics, que este ano alcança a melhor posição de sempre nos programas Abertos.

Filipe Santos, o dean, considera-a uma prova de “consistência e compromisso com a excelência”, em particular, “a qualidade” do corpo docente e “a inovação” dos programas, “pilares essenciais na formação de líderes preparados para antecipar tendências, tomar decisões estratégicas e liderar com visão, responsabilidade e impacto”.

O centenário ISEG abraçou decisivamente o caminho da formação executiva no consulado da presidente Clara Raposo, tendo feito, nessa altura, a sua estreia nos rankings. Joana Santos Silva está ao leme do Iseg Executive Education, sendo a protagonista de uma estratégia que dá frutos. “Este reconhecimento confirma o caminho que temos vindo a construir: uma escola profundamente ligada às empresas, capaz de cocriar soluções relevantes, inovadoras e transformadoras”, diz a CEO ao JE.

O Iseg Executive Education consolida “um modelo formativo equilibrado entre a oferta tradicional de pós-graduação e formação aberta e uma aposta cada vez mais forte na oferta para empresas”.

A Porto Business School acumula desde 2020 uma progressão de 40 lugares na Formação Aberta, o que representa a consolidação de uma trajetória de crescimento consistente e de crescente reconhecimento internacional.

“Em 2026, a aposta da Porto Business School na Formação Aberta concentra-se em três grandes áreas, cuja procura tem sido mais expressiva nos primeiros meses do ano: inovação, transformação digital e inteligência artificial; gestão geral e estratégia; e liderança e desenvolvimento de talento”, revela Patrícia Teixeira Lopes, Vice dean da PBS e protagonista desta história.

A formação executiva não se circunscreve às seis magníficas com lugar no FT. A escola de negócios AESE e a Universidade Portucalense (UPT) também são protagonistas da aposta séria no sector.

Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School diz ao JE ser “fundamental que a formação produza resultados tangíveis”, tanto ao nível do desenvolvimento das carreiras dos participantes, como da competitividade das organizações. “Procuramos que todos os programas contem com parceiros empresariais e com docentes que possuam uma forte experiência profissional, uma ligação próxima às empresas e um profundo conhecimento das dinâmicas do mercado”.

No desenho de programas, Abertos ou Customizados, o principal desafio passa por “responder de forma eficaz” às necessidades reais do mercado. E adianta Marta Lopes Ferreira: “a participação das empresas na construção dos cursos e na identificação de problemas concretos revela-se essencial para garantir que os conteúdos têm aplicabilidade prática e impacto efetivo no contexto empresarial”.

A AESE Business School dedica-se à formação específica em direção e gestão de empresas segundo uma perspetiva cristã do homem e da sociedade. Tem no Método do Caso, desenvolvido em Harvard, um trunfo.

Pedro Nuno Ferreira, professor da Escola, explica ao JE que “a formação Customizada é uma dimensão central da missão da AESE: ajudar as organizações a desenvolver liderança com impacto. Mais do que transmitir conhecimento, trata-se de cocriar soluções alinhadas com a estratégia, a cultura e os desafios concretos de cada empresa”.

Chegados aqui, questionamos – até onde irá a expansão da For mação Executiva em Portugal?

Vila Real e Bragança em alerta por perigo máximo de incêndio

By: LUSA
13 June 2026 at 13:45

VTM

Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.

Prevê ainda uma pequena descida da temperatura máxima na região Sul e no litoral Norte e Centro.

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Vício do jogo: "Fui apanhado porque vendi o carro da minha mulher sem ela saber"

13 June 2026 at 08:00

O vício do jogo é considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde e, em Portugal, afeta cada vez mais pessoas. Sendo um problema grave de saúde pública, porque é que é normal ver publicidade a apostas nas ruas, na internet e com figuras públicas? Neste episódio da "Consulta Aberta", Margarida Santos conversa com alguém que conheceu a dependência de perto, mas que conseguiu parar.

Estado Mínimo e Utopia

13 June 2026 at 00:02
Capitalismo e democracia são as colunas em que se agiganta o libertário, não devendo o Estado imiscuir-se na vida privada dos cidadãos.

Maçonaria e Igreja: a fraternidade não revoga a verdade

13 June 2026 at 00:16
A Igreja não condena a razão; pelo contrário, defende-a. Mas recusa que a razão humana, organizada em sistema simbólico autónomo, se torne árbitro último da verdade revelada.

Estado Mínimo e Utopia

13 June 2026 at 00:02
Capitalismo e democracia são as colunas em que se agiganta o libertário, não devendo o Estado imiscuir-se na vida privada dos cidadãos.

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