Representantes do setor produtivo do Brasil temem que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 pode prejudicar financeiramente as empresas.
Em entrevista à CNN Brasil, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), projeta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução proporcional do salário aumentará o custo ao empregador, que terminará em repasses ao consumidor.
A gerente trabalhista da Fiemg explica que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade de diversos setores e que a maioria dos instrumentos coletivos hoje tratam do tema. Ela discorda, porém, da forma como o debate tem sido pautado através de uma emenda à Constituição.
A China está “insatisfeita” com a decisão dos Estados Unidos de adicionar várias grandes empresas chinesas à lista do Pentágono de empresas que, segundo o governo americano, auxiliam as forças armadas chinesas, afirmou o Ministério do Comércio neste sábado (13).
O Ministério das Relações Exteriores também expressou preocupação com a atualização da lista do Departamento de Defesa dos EUA, que incluiu grandes nomes da tecnologia como a gigante do comércio eletrônico Alibaba, o provedor de buscas na internet Baidu e as montadoras BYD e NIO.
A lista também inclui as maiores fabricantes de painéis solares do mundo: Trina Solar e JA Solar Technology.
A lista abrange uma ampla gama das principais empresas de tecnologia da China, essenciais para o avanço da força militar e industrial de Pequim, refletindo as preocupações de segurança de Washington em meio à intensa competição geopolítica entre os dois países.
“A China está profundamente insatisfeita e se opõe firmemente a isso”, declarou o Ministério do Comércio em comunicado. “A China pede aos Estados Unidos para pararem imediatamente as práticas errôneas, a revogarem imediatamente as medidas relevantes e a retornarem ao caminho correto de construir uma relação estratégica, construtiva e estável entre a China e os Estados Unidos”, disse.
Caso as empresas chinesas não sejam tratadas “de forma justa”, acrescentou a pasta, Pequim “inevitavelmente retaliará com firmeza e força”.
O comunicado do Ministério acrescentou que a medida do Pentágono “ignorou o consenso” alcançado entre os dois líderes.
De acordo com a legislação americana, o Departamento de Defesa estará proibido de contratar diretamente empresas da lista e impedido de comprar os respectivos produtos ou serviços por meio de terceiros a partir de 2027.
Foram publicados em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) a MP (Medida Provisória) nº 1.366/2026 e o Decreto nº 13.026/2026, que criam e regulamentam uma nova linha de financiamento voltada a motociclistas profissionais que atuam no transporte individual de passageiros e entregas por aplicativos, além de empregados celetistas.
A cerimônia de lançamento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de representantes da categoria de entregadores de aplicativo que usam motocicletas como instrumento de trabalho.
No caso dos entregadores, será permitido o financiamento de um veículo por beneficiário, com dois meses de carência e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado.
Os dois atos normativos publicados viabilizam a aplicação de recursos do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social) para renovação de frota, aquisição de veículos e investimentos associados à mobilidade urbana individual, incluindo infraestrutura ligada ao aumento da produtividade e à descarbonização do setor.
Também autoriza a utilização de recursos do FGO (Fundo Garantidor de Operações) para reduzir o risco das operações e prevê a atuação do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), ampliando a segurança para a concessão do crédito.
Coordenado pela Casa Civil, o colegiado será responsável por acompanhar a implementação da política, definir diretrizes e supervisionar a aplicação dos recursos voltados ao setor.
Condições de financiamento
Os entregadores e motociclistas precisam estar cadastrados em plataformas digitais há pelo menos seis meses e ter realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas no período.
Também poderão acessar o crédito motociclistas profissionais com vínculo celetista e, no mínimo, seis meses de exercício da atividade. Para participar, será necessário possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria A.
Poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores flex produzidos no país, de até 160 cilindradas, além de motocicletas, ciclomotores e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou vinculadas a projetos de investimento produtivo nacional.
O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) será responsável por habilitar fabricantes e divulgar a lista de marcas e modelos elegíveis ao financiamento. A política também prevê contrapartidas das montadoras, incluindo descontos na aquisição dos veículos participantes do programa.
As condições financeiras incluem juros de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens e 11,5% ao ano (0,91% ao mês) para mulheres, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de dois meses. Em simulação apresentada pelo governo, um financiamento de R$ 21 mil teria prestação estimada em aproximadamente R$ 552 mensais.
Para aderir ao programa, os interessados deverão compartilhar as informações necessárias para verificar sua elegibilidade. No caso dos profissionais vinculados a aplicativos, as próprias plataformas irão compartilhar dados para confirmação dos requisitos mínimos de participação.
O início das contratações da linha de crédito está previsto para 13 de julho.
O Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, viajará à Índia na semana seguinte à cúpula dos líderes do G7 para novas discussões sobre um possível acordo comercial, de acordo com um alto funcionário do governo americano neste sábado (13), acrescentando que um acordo é possível.
O comércio será discutido durante o encontro do presidente Donald Trump com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na próxima semana, na França, mas não espera-se um acordo comercial na cúpula, segundo o funcionário.
“Sabemos que o primeiro-ministro Modi é bastante ambicioso em relação ao papel que ele vê para a Índia, à importância da relação EUA-Índia”, disse o funcionário a repórteres. “Acreditamos que um possível acordo comercial faça parte disso”.
Trump insistirá em chegar a “um acordo muito bom”, continuou o funcionário. “Acreditamos que um acordo muito bom é possível. Não acho que fecharemos esse acordo no G7”, destacou.
A cúpula do G7, que será realizada de 15 a 17 de junho na cidade francesa de Évian-les-Bains, reunirá líderes das principais economias do mundo, incluindo Donald Trump, além de delegações de alto nível de outros países, como a Índia.
As relações entre Nova Délhi e Washington têm sido tensas devido às tarifas americanas sobre produtos indianos e às repetidas afirmações de Trump — negadas pela Índia — de que ele teve influência para encerrar o breve conflito indiano com o Paquistão no ano passado.
Mas o clima melhorou nas últimas semanas, e o ministro do Comércio indiano, Piyush Goyal, afirmou na semana passada que a primeira parcela de um acordo comercial bilateral poderia ser concluída até meados de julho. A Índia está pressionando por um tratamento tarifário preferencial como parte das negociações de um acordo comercial provisório.
O alto funcionário americano disse que Trump e Modi teriam uma boa oportunidade para avaliar as negociações comerciais, mas que discussões técnicas adicionais provavelmente seriam necessárias para fechar um acordo.
Autoridades indianas disseram que Trump e Modi devem discutir também questões geopolíticas mais amplas, incluindo segurança energética e possíveis compras indianas de petróleo venezuelano.
A Índia também exigiu na quinta-feira (11) o fim dos ataques dos EUA a navios após três ataques a petroleiros com tripulação indiana nesta semana, incluindo um que matou três marinheiros indianos.
As mortes foram as primeiras relatadas desde o início do bloqueio dos EUA a navios ligados ao Irã, em 13 de abril.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiu os recentes acontecimentos no Estreito de Ormuz na sexta-feira (12) com o homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, informou o Departamento de Estado neste sábado (13).
“O secretário enfatizou que todos os navios comerciais devem cumprir imediatamente as ordens das forças americanas, que buscam manter a paz e a segurança no Estreito”, apontou o porta-voz Tommy Pigott. “Ele enfatizou que as violações do bloqueio dos EUA e o transporte ilícito de petróleo iraniano não serão tolerados”.
Em outras notícias comerciais, o Canadá também entrou em contato com autoridades americanas para discutir novas negociações comerciais, segundo a autoridade americana, acrescentando que Washington recebeu bem a decisão de Ottawa de reverter algumas medidas comerciais ameaçadas nos últimos dias, que teriam afetado empresas americanas de streaming.
As discussões sobre o acordo comercial entre EUA, México e Canadá com o Canadá têm sido frequentes, mas informais, e não se esperam grandes avanços na cúpula, acrescentou a autoridade.
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos voltou a dominar as discussões do mercado financeiro. O índice CPI americano registrou alta de 4,2%, com o setor energético respondendo por 3,9 pontos percentuais desse avanço — um segmento que acumula elevação superior a 23% nos últimos 12 meses.
Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, participou de entrevista diretamente de Miami para comentar o cenário econômico americano e o comportamento dos investidores brasileiros.
Ele destacou que o impacto dos preços no cotidiano dos americanos vai além do que os mercados de ações conseguem capturar.
“A gente tinha aqui uma gasolina a US$ 3 o galão e agora está a US$ 4,60. Isso é quase US$ 1,60, é uma alta muito representativa, que o mercado de ações não consegue capturar”, afirmou Bueno, reproduzindo a avaliação de um consultor independente com quem conversou.
Brasileiros buscam ativos nos Estados Unidos
Em meio ao cenário desafiador no Brasil, onde a Bolsa de Valores registra quedas por oito semanas consecutivas, investidores brasileiros têm retirado recursos do mercado de ações doméstico e direcionado capital para os Estados Unidos.
Bueno estava em Miami justamente para participar de uma imersão com 20 consultores independentes especializados em grandes fortunas, com o objetivo de mapear os ativos internacionais disponíveis para investidores, profissionais e empresários brasileiros.
Entre os temas abordados estavam o mercado imobiliário americano, oportunidades em empresas como a Revolut e discussões sobre o IPO da SpaceX.
“A ideia é capturar tudo o que tem de atrativo, levar para os investidores, para os profissionais e os empresários, mostrando o que o brasileiro pode acessar nesse momento de muita insegurança”, afirmou Bueno.
Juros e política monetária em debate
Bueno avaliou que a perspectiva de redução dos juros nos Estados Unidos enfrenta obstáculos significativos, especialmente diante da pressão inflacionária no setor de energia.
Segundo ele, análises preditivas de algumas casas financeiras indicam que Kevin Walsh, novo nome à frente da política monetária americana, dificilmente conseguirá alterar de forma substancial a postura adotada por Jeremy Powell, que resistiu às pressões por cortes rápidos nas taxas.
“Não tem como descer esses juros porque você vai ter uma inflação que vem muito forte no setor energético“, destacou o colunista, citando a avaliação de consultores independentes ouvidos em Miami.
O analista também alertou para os riscos de uma reversão brusca na política monetária. Ele lembrou que, quando os juros foram elevados de 0,50% para 4%, vários bancos médios e pequenos nos Estados Unidos foram à falência.
Na avaliação de Bueno, qualquer movimento muito agressivo — seja na alta dos juros ou na redução do balanço do banco central — pode provocar impactos severos em setores como o imobiliário, que tem sustentado parte relevante do crescimento econômico em regiões como a Flórida.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
A proposta de fim da escala 6×1 segue em tramitação no Congresso Nacional com posições divergentes entre Câmara dos Deputados e Senado Federal. Enquanto a Câmara avança com a designação de um relator e a sinalização de pauta para breve, o Senado indica que deve conduzir o debate com mais cautela e sem pressa, com possibilidade de alterações no projeto original.
Patrícia Arantes, diretora-executiva da SRB (Sociedade Rural Brasileira), defendeu que a discussão sobre o tema seja feita de forma menos acelerada, levando em conta as especificidades do setor agropecuário.
“O setor agropecuário emprega praticamente 30 milhões de pessoas, então isso corresponde a um em cada quatro trabalhadores do Brasil”, afirmou. “Toda mudança que a gente tiver nesse setor realmente tem um impacto muito grande.”
Patrícia Arantes citou estudo apresentado pela Frente Parlamentar da Agropecuária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para ilustrar a dimensão financeira da proposta.
Segundo os dados, o setor de etanol sofreria um impacto de R$ 4 a R$ 5 bilhões, o de proteína suína e avícola de R$ 9 bilhões, e as cooperativas de R$ 2,5 bilhões. “Realmente esse impacto é muito grande”, destacou.
A representante da SRB também apontou que o prazo de transição previsto na proposta — de 60 dias para uma parte e 14 meses no total — seria inviável para o empresariado.
Segundo ela, essa condição poderia gerar ainda mais dificuldades de contratação. O cenário, na avaliação de Patrícia Arantes, seria agravado pelo veto integral do projeto de lei dos safristas pela Presidência da República, medida que, segundo ela, torna o quadro ainda mais preocupante para o setor.
Setor defende liberdade contratual e PEC alternativa
Questionada sobre uma PEC alternativa que propõe maior flexibilização das leis trabalhistas, Patrícia Arantes afirmou que a Sociedade Rural Brasileira apoia a iniciativa. Ela argumentou que a liberdade de contratar é fundamental, especialmente diante da competitividade internacional.
“Estados Unidos, Austrália e Argentina são três países que são concorrentes nossos e têm legislações trabalhistas com muito mais liberdade contratual”, disse, acrescentando que essa diferença impacta negativamente o custo do Brasil.
Patrícia Arantes também ressaltou que aplicar lógica urbana à realidade rural seria, nas palavras dela, “um erro muito grande“. A SRB afirma estar fornecendo dados técnicos ao Senado para que as especificidades do campo sejam contempladas nas propostas em discussão.
Entre os exemplos citados estão a pecuária leiteira, com suas duas ordenhas diárias, os frigoríficos com escala de 12 por 36, e os trabalhadores safristas, todos com dinâmicas de trabalho distintas das atividades urbanas.
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Com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o governo brasileiro notou um aumento “significativo” no interesse de outros parceiros em negociações comerciais com o bloco sul-americano.
Depois do tratado histórico, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para finalizar o quarto acordo de livre comércio fechado em quatro anos.
Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, há margem para fechar o acordo com o Canadá ainda em 2026.
Em maio, autoridades do Mercosul estiveram em Toronto para dar continuidade às negociações de um acordo de livre comércio do bloco. As reuniões levaram cinco capítulos do tratado à fase de encerramento.
Na avaliação de Tatiana Prazeres, o acordo comercial com a UE mostrou aos outros países que o Mercosul é capaz e tem interesse em concluir acordos comerciais relevantes.
Além disso, ela considera que o tratado acende um alerta nos outros parceiros de que há um concorrente tendo acesso preferencial aos mercados do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
“Os fatos dos europeus terem concluído um acordo que já está sendo implementado faz com que os outros vejam a nossa região de outra forma. Isso faz aumentar o interesse do Canadá e de outros pelo bloco do Mercosul”, disse Tatiana ao CNN Money.
Para fechar o acordo com os canadenses, ainda há algumas pendências relevantes em relação ao acesso de mercados. Entre as questões sendo negociadas, estão o cronograma da liberalização tarifária e regras de origem – tópicos centrais nesse tipo de negociação.
‘É natural que nesse momento da negociação haja uma combinação de interesses ofensivos e defensivos que ainda precisam ser equacionados”, disse a secretária.
Além da União Europeia, o bloco sul-americano já firmou acordos comerciais com EFTA e de Singapura. Na lista de negociações, o Mercosul busca avançar com a Indonésia, Vietnã, Índia, México e Emirados Árabes.
Em entrevista exclusiva à CNN Money, Alex Carvalho, da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), criticou a forma como vem sendo conduzido o debate sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, a discussão tem sido marcada por superficialidade e apelo eleitoral, em detrimento de uma análise técnica mais aprofundada.
Para Carvalho, a tramitação da proposta na Câmara dos Deputados ocorreu sem o devido embasamento. “Existe um nós contra eles de forma desnecessária”, afirmou.
Na avaliação dele, defender mais cautela e aprofundamento no debate não significa ser contrário aos trabalhadores, mas agir com responsabilidade diante dos possíveis efeitos de uma mudança aprovada de forma precipitada.
O principal ponto de preocupação do setor industrial são os impactos econômicos da medida. Com base em estudos do Observatório da Indústria do Estado do Pará, Carvalho afirmou que a proposta, nos moldes aprovados pela Câmara, elevaria os custos em 13% na construção civil e em 11% na indústria de transformação.
Segundo ele, esse aumento acabaria sendo repassado aos consumidores, afetando toda a sociedade.
Diante desse cenário, Carvalho demonstra expectativa de que o Senado conduza uma discussão mais madura. Ele destacou a proposta do senador Rogério Marinho como uma alternativa que amplia a flexibilidade nas relações de trabalho ao reforçar o princípio de que o negociado deve prevalecer sobre o legislado.
De acordo com ele, a iniciativa conta com o apoio de mais de 40 senadores.
Questionado sobre a possibilidade de incluir mudanças na jornada de trabalho na Constituição, Carvalho avaliou que esse não seria o instrumento mais adequado. Para ele, constitucionalizar o tema pode gerar rigidez excessiva e efeitos negativos de difícil reversão, especialmente em um contexto de crescente competição global.
O representante da Fiepa também apontou uma contradição entre o discurso de reindustrialização do país e medidas que, em sua visão, reduzem a competitividade do setor produtivo. Ele citou fatores como a instabilidade geopolítica, os juros elevados e os desafios da economia global para defender um debate mais técnico e equilibrado.
O pleito da entidade, apoiado por mais de 3 mil organizações, é que o tema seja discutido com mais calma, parcimônia e base em dados concretos, longe das pressões do calendário eleitoral.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
O Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (12) que a proibição total do diesel e do combustível de aviação produzidos na Rússia ocorrerá até 2027, ao definir seu cronograma para encerrar uma licença temporária para produtos petrolíferos russos.
No mês passado, o Reino Unido anunciou que continuaria permitindo a importação de diesel e querosene de aviação refinados a partir de petróleo bruto russo em países terceiros, adiando uma proibição previamente anunciada, alegando problemas de abastecimento causados pela guerra com o Irã.
Na sexta-feira, o Ministério dos Negócios e do Comércio disse que a licença temporária para a implementação gradual da proibição expiraria em 1º de janeiro de 2027.
Acrescentou também que o governo continuaria a rever a licença a cada duas semanas, com vista a revogá-la o mais rapidamente possível.
A nova proposta de tarifas de 25% sobre produtos importados pela recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), gerou tensão sobre uma nova guerra comercial global.
A proposta apresentada pelos Estados Unidos ainda passa por etapas políticas e regulatórias antes de entrar efetivamente em vigor. Trump tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e a aplicação das tarifas.
“Uma imposição de tarifas prejudica ainda mais um crescimento que já está frágil e concentrado, além de provocar consequências no emprego e no consumo”, observa Marilia.
Além dos impactos econômicos, o mercado também acompanha a incerteza sobre a efetiva implementação das medidas. Isso porque o primeiro grande pacote tarifário anunciado por Trump, em 2025, teve recuos, flexibilizações e mudanças ao longo dos meses.
“No início, houve uma reação de muito medo, mas depois os investidores enxergaram parte das medidas mais como retórica do que algo efetivamente prático”, diz Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.
Para Thiago Godoy, educador financeiro, ainda existe uma dúvida sobre até que ponto Trump estaria blefando ou se realmente pretende implementar todas essas medidas.
“O mercado passou a levar parte do discurso mais a sério, mas esse movimento de anunciar e depois recuar também desgasta a credibilidade dele”, complementa.
Nesse cenário, acordos comerciais e alianças econômicas ganham força. O avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento do Brics, é visto como um caminho para reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos.
A inflação americana também segue no radar dos investidores globais. Com preços elevados de imóveis e alimentos, cresce a preocupação com a perda de poder de compra da população.
Outro efeito percebido pelo mercado é a desvalorização do dólar nos últimos meses.
“Esse movimento já vem sendo observado, com investidores retirando recursos dos EUA e buscando oportunidades em outras geografias, como por exemplo a bolsa brasileira”, explica Marilia Fontes.
Apesar disso, Godoy pondera que o movimento não elimina a importância do dólar dentro de uma estratégia de diversificação internacional.
“O que isso não significa é que o investidor deva deixar de olhar para o dólar, já que continua sendo uma moeda forte. Esse cenário pode mudar rapidamente e, com a moeda americana em um patamar mais baixo, muitos investidores enxergam uma oportunidade para ampliar a exposição internacional”, conclui Thiago.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.