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Troço da EN2 cortado ao trânsito devido a fogo no concelho de Aljustrel

13 June 2026 at 17:20

O troço da Estrada Nacional 2 (EN2) entre Aljustrel e Ervidel está cortado ao trânsito, devido ao incêndio que lavra neste concelho do distrito de Beja e que está a ser combatido por mais de 100 bombeiros.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Comando Territorial de Beja da GNR confirmou que o troço se encontrava interditado «desde cerca das 16h00».

Também se encontra cortada ao trânsito a Estrada Municipal 527 (EM527), que liga as localidades de Corte Vicente Anes e São João de Negrilhos, ambas também no concelho de Aljustrel.

Numa nota publicada na sua página oficial na rede social Facebook, a Câmara de Aljustrel acrescentou que, «por questões de segurança», também se encontra encerrada a estrada que liga as localidades de Ervidel e São João de Negrilhos.

«Apela-se à população que mantenha a serenidade e a calma», acrescentou o município, garantindo estar «a acompanhar a situação».

Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 14h04, consome uma área de pasto e mato junto à localidade de Corte Vicente Anes, concelho de Aljustrel.

A mesma fonte acrescentou que não existiam habitações ou pessoas em risco.

O combate às chamas mobilizava, às 17h00, mais de 100 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 36 veículos e sete meios aéreos.

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Mais de 100 operacionais e sete meios aéreos combatem incêndio em Aljustrel

13 June 2026 at 17:10

Mais de 100 operacionais, com o apoio de sete meios aéreos, estão hoje à tarde a combater um incêndio em área agrícola no concelho de Aljustrel, confirmou a Proteção Civil.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 14h04, consome «uma área de pasto e mato» junto à localidade de Corte Vicente Anes.

A mesma fonte acrescentou que não existem habitações ou pessoas em risco.

O combate às chamas mobilizava, às 17h00, um total de 115 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 36 veículos e sete meios aéreos.

No distrito de Beja está ainda «em fase de rescaldo» um incêndio em área rural no concelho de Moura.

No terreno estão 27 operacionais, apoiados por oito veículos, adiantou a Proteção Civil.

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Grande incêndio obriga a corte da Nacional 2

13 June 2026 at 17:55

Um incêndio de grandes dimensões que está a lavrar no concelho de Aljustrel, no Baixo Alentejo, obrigou ao corte de um troço da mítica Estrada Nacional 2.

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Festa de revelação de gênero provoca incêndio florestal fatal nos EUA

13 June 2026 at 15:00

O casal, que esperava um bebê, caminhou cheio de expectativa junto com várias crianças e entes queridos pela área de gramado nas proximidades do parque El Dorado Ranch, em Yucaipa, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde a vegetação selvagem adquire um tom dourado no outono, criando um cenário pitoresco, com o objetivo de revelar o sexo de seu futuro filho.

Outra pessoa acendeu um dispositivo pirotécnico que gera uma explosão de fumaça azul (para menino) ou rosa (para menina), como mostrado em um vídeo de vigilância. No entanto, o que deveria ser um momento de celebração logo se tornou trágico com o início de um incêndio; a família tentou desesperadamente apagar as chamas, que cresciam rapidamente, usando garrafas de água.

O fogo se prolongou por mais de dois meses, até novembro de 2020, queimando mais de 9.200 hectares e tirando a vida de um bombeiro que combatia as chamas. O casal se declarou culpado de acusações criminais relacionadas ao início do incêndio e à morte do bombeiro Charles Morton, segundo informaram os promotores em 2024.

O casal não é o único a enfrentar consequências. O caso chegou ao fim na semana passada, quando três empresas envolvidas no design, importação e comercialização da bomba de fumaça concordaram em encerrar uma ação federal movida pelo governo em 2023. Essas empresas aceitaram pagar mais de US$ 4 milhões para cobrir os custos do Serviço Florestal dos EUA relacionados ao combate ao incêndio e aos danos causados em terras federais.

Este caso é incomum em comparação com a onda de processos movidos na última década contra empresas de serviços públicos por negligência ao causar incêndios florestais destrutivos e letais, segundo especialistas jurídicos e ambientais consultados pela CNN.

É muito menos frequente que fabricantes enfrentem esse tipo de processo, já que seu papel é mais indireto e exige que consumidores, como o casal neste caso, utilizem o produto em condições que favoreçam um incêndio florestal, explicaram os especialistas.

“Diferentemente das empresas de serviços públicos, que às vezes podem ser processadas por negligência — ou, em um estado como a Califórnia, sob o princípio da responsabilidade objetiva — quando provocam um incêndio florestal, uma empresa que vende um produto sempre pode argumentar que não tem a obrigação de impedir que terceiros usem esse produto de maneira imprudente, especialmente depois que ele já foi vendido”, afirmou Adam Zimmerman, professor da Faculdade de Direito Gould da Universidade do Sul da Califórnia.

É comum que empresas de serviços públicos sejam processadas por seu papel no início de incêndios florestais, segundo especialistas.

A Pacific Gas & Electric foi obrigada a pagar bilhões de dólares em indenizações depois que se determinou que uma de suas linhas de transmissão elétrica defeituosas foi a causa do incêndio Camp Fire de 2018, o mais mortal da história da Califórnia. Mais recentemente, o devastador incêndio Eaton Fire, ocorrido no ano passado em Altadena, resultou em diversas ações judiciais contra a Southern California Edison por parte de vítimas do incêndio, seguradoras e órgãos governamentais.

Por que as três empresas são responsabilizadas

Um aspecto-chave do acordo ficou claro e direto: as duas bombas de fumaça usadas na festa de revelação de gênero do bebê nunca deveriam ter sido vendidas de fora do estado para a Califórnia, onde são ilegais, segundo os promotores federais.

A Wholesale Fireworks Corp., empresa que projetou e importou as bombas de fumaça, e sua subsidiária, American Fireworks Warehouse LLC, concordaram em pagar US$ 4 milhões para encerrar as reivindicações relacionadas à sua participação no design, importação, distribuição, comercialização e publicidade do produto.

Outra empresa, Pink or Blue Gender Team Inc., concordou em pagar US$ 50.000 por sua atuação na distribuição, comercialização e publicidade do dispositivo, segundo os promotores.

As empresas “supostamente não projetaram nem rotularam as bombas de fumaça de forma segura e não alertaram adequadamente os clientes sobre o risco de incêndio que elas representavam, apesar de estarem cientes desses perigos”, afirmaram os promotores.

O incêndio El Dorado “teve um impacto tremendo na comunidade de San Bernardino”, declarou o promotor do condado de San Bernardino, Jason Anderson, quando o casal foi formalmente acusado em julho de 2021. Ele acrescentou que pelo menos seis órgãos “participaram das ações de contenção, combate e investigação” do devastador incêndio.

Em fevereiro de 2024, Refugio Manuel Jiménez Jr. se declarou culpado de homicídio culposo pela morte do bombeiro, além de provocar imprudentemente um incêndio em uma estrutura habitada; ele foi condenado a dois anos de liberdade condicional por crime grave, um ano de prisão no condado e serviços comunitários, segundo os promotores.

Sua esposa, Angelina Renee Jiménez, se declarou culpada de três contravenções por provocar imprudentemente um incêndio em propriedade alheia e foi condenada a um ano de liberdade condicional sumária e serviços comunitários, segundo os promotores.

O casal foi condenado a pagar mais de US$ 1,7 milhão em indenização às vítimas, informaram os promotores.

A CNN entrou em contato com os advogados do casal, mas não obteve resposta.

O incidente causado pelo casal não foi a primeira vez que uma festa de revelação de gênero provoca um incêndio florestal destrutivo, mas chama atenção porque, em casos anteriores, os fabricantes envolvidos não foram considerados responsáveis.

Outro caso no Arizona desencadeou um incêndio florestal que devastou mais de 19.000 hectares em 2017 e causou danos de mais de US$ 8 milhões.

O futuro pai, que disparou contra um alvo improvisado que explodiu em uma nuvem azul e incendiou a vegetação ao redor, se declarou culpado de uma infração menor das regras do Serviço Florestal dos EUA e foi obrigado a pagar indenização pelos danos; nesse caso, nenhum fabricante foi processado.

No caso da revelação de gênero de El Dorado, assim como na maioria dos acordos judiciais relacionados a incêndios florestais na Califórnia e em outras partes do país, as vítimas e entidades governamentais têm recorrido principalmente ao direito de responsabilidade civil (tort law) para mover ações civis e exigir indenizações dos responsáveis pelo incêndio, segundo Michael Wara, advogado e pesquisador sênior especializado em políticas climáticas e energéticas da Universidade de Stanford.

Na Califórnia, mais especificamente, existe uma doutrina jurídica conhecida como “expropriação inversa” (inverse condemnation) que permite responsabilizar empresas de serviços públicos quando suas instalações ou serviços provocam um incêndio, independentemente de terem agido com negligência ou não, explicou Wara. A negligência é a alegação mais comum no campo da responsabilidade civil extracontratual, embora também possam ser alegadas outras condutas impróprias ou imprudentes, afirmou Wara. Muitos dos primeiros casos desse tipo envolviam ferrovias e trens movidos a carvão e lenha, que geravam faíscas que frequentemente provocavam incêndios destrutivos, acrescentou.

“Desses casos surgiu um corpo jurídico que constitui a base da legislação sobre negligência. Existe a obrigação de agir com o devido cuidado para evitar que as próprias ações causem danos a terceiros; ligado a isso, existe também um marco legal relativo a defeitos de produtos”, explicou Wara.

“Se um item é vendido a alguém, ele não deve causar danos de uma forma que não seja evidente para o comprador”, acrescentou.

Por que este caso se destaca

A maioria das ações judiciais movidas na última década para responsabilizar empresas por seu papel no início de incêndios florestais tem sido contra companhias elétricas, como PacifiCorp e PG&E, afirmou Wara.

É mais comum responsabilizar empresas elétricas por incêndios porque elas prestam um serviço essencial altamente regulado e porque suas linhas e redes aéreas são “fontes inerentes de ignição”, disse Wara.

Aproximadamente metade das perdas de edificações causadas por incêndios florestais na Califórnia na última década foi associada a ignições originadas em sistemas de energia elétrica, afirmou Wara, citando um relatório de pesquisa de Stanford do qual foi autor principal.

A situação é totalmente diferente no caso das empresas de fogos de artifício, afirmou ele, já que é evidente que seus produtos podem provocar incêndios e que cabe ao usuário a responsabilidade de adotar precauções.

“Não tenho conhecimento de nenhum precedente semelhante”, comentou Wara sobre o caso do incêndio florestal de El Dorado.

Como o caso envolvia o uso de bombas de fumaça que, segundo a Promotoria, não tinham advertências adequadas sobre os riscos envolvidos, essa ambiguidade expôs as três empresas a uma possível responsabilidade legal, concluiu Wara.

É incomum ver um processo contra um fabricante, já que a empresa que vende um produto “sempre pode argumentar que não tem a obrigação de impedir que terceiros usem seu produto de maneira imprudente, especialmente depois de tê-lo vendido”, afirmou Zimmerman.

No entanto, este caso é singular porque o governo baseou sua ação na “falta de advertência” sobre os riscos, acrescentou.

Em muitos estados, os fabricantes têm a “responsabilidade de advertir as pessoas sobre os perigos conhecidos ou previsíveis associados aos seus produtos, mesmo depois de eles já terem sido vendidos”, afirmou Zimmerman.

Embora seja comum que consumidores apresentem esse tipo de ação, terceiros também podem fazê-lo quando a empresa “sabia ou deveria saber que eles também seriam prejudicados caso não houvesse aviso aos consumidores sobre os perigos dos produtos vendidos”, explicou.

No entanto, é mais incomum que o governo processe uma empresa com base nesse argumento, indicou Zimmerman. Esses casos são difíceis de vencer, já que a empresa poderia alegar, por exemplo, que os organizadores de uma festa de revelação de gênero causaram o incêndio ao escolher um ambiente perigoso para o evento, disse Zimmerman.

“Mas é provável que os réus tenham optado por um acordo em vez de arriscar enfrentar uma parte autora com grandes recursos, como o governo federal, que se apoia em uma teoria jurídica criativa, mas plausível”, comentou.

É improvável que este caso tenha um impacto significativo nos esforços da Califórnia para mitigar os riscos de incêndio, já que, embora muitos tipos de fogos de artifício sejam ilegais no estado, as pessoas continuam usando-os, inclusive em áreas de alto risco de incêndio, afirmou Wara. No melhor cenário, o caso poderia levar empresas de pirotecnia a melhorar a rotulagem de produtos como as bombas de fumaça.

Vila Real e Bragança em alerta por perigo máximo de incêndio

By: LUSA
13 June 2026 at 13:45

VTM

Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.

Prevê ainda uma pequena descida da temperatura máxima na região Sul e no litoral Norte e Centro.

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Beja e Faro entre os distritos com vários concelhos em perigo máximo de incêndio

13 June 2026 at 10:12

Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.

O conteúdo Beja e Faro entre os distritos com vários concelhos em perigo máximo de incêndio aparece primeiro em Sul Informação.

Perigo máximo de incêndio em 12 distritos de Portugal continental

By: Lusa
13 June 2026 at 10:10
Vários concelhos estão também em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural, pelo menos, até domingo. ANEPC lembra população das proibições e emite algumas recomendações para os próximos dias quentes. Cerca de 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam este sábado perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro. Ao mesmo tempo, vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real,

Prédio da USP pegou fogo meses antes de vazamento radioativo; relembre caso

13 June 2026 at 07:33

A sede do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizada no campus da USP em São Paulo, registrou dois incidentes técnicos em um intervalo de menos de três meses.

O caso mais recente, confirmado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) na quinta-feira (11), envolveu o vazamento de material radioativo, enquanto em março, um incêndio atingiu o complexo do reator nuclear.

O incêndio no reator

Em 26 de março, um incêndio de natureza localizada atingiu a sala de controle do reator de pesquisa IEA-R1. As chamas afetaram um conjunto de racks, o cabeamento sob o piso e parte do teto da instalação.

Na ocasião, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) descartou riscos radiológicos, mas recomendou limpeza especializada devido aos resíduos químicos da queima de materiais.

O vazamento recente

Já no dia 29 de maio, traços de tecnécio-99 foram detectados durante a produção de insumos para radioterapia no Centro de Radiofarmácia.

O incidente contaminou a vestimenta de um técnico e, posteriormente, o calçado de um segundo operador por meio de um traço residual no piso.

Segundo o Ipen, exames de “contagem de corpo inteiro” confirmaram que os trabalhadores não sofreram contaminação interna.

O instituto está sob fiscalização da ANSN e tem até o dia 18 de junho para cumprir novas exigências regulatórias.

Outro lado

O Ipen se manifestou por meio de nota. Veja abaixo na íntegra:

“No dia 29 de maio, durante a rotina de produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada. O incidente foi prontamente identificado pelos detectores da instalação e o operador realizou a limpeza e o isolamento imediato de sua vestimenta. Após esse procedimento, o piso próximo ao detector reteve um leve traço de contaminação que, na segunda-feira, dia 1 de junho, causou a contaminação do calçado de um segundo operador.

Ambos os profissionais foram submetidos ao exame de contagem de corpo inteiro, que avalia possíveis contaminações internas. O procedimento constatou que a contaminação limitou-se exclusivamente às roupas externas, garantindo que nenhum dos operadores sofresse qualquer consequência à saúde.

Por não haver sequelas ou riscos residuais, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso segue sob avaliação interna para o aprimoramento dos processos de controle e segurança. A ocorrência foi integralmente relatada à Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) por meio de um relatório técnico.

Contaminações pontuais em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embora rigidamente prevenidas, são ocorrências que podem eventualmente acontecer. Por essa razão, todo incidente direciona o profissional ao monitoramento de dose acumulada e ao exame de corpo inteiro.

É comum que os funcionários do Centro de Radiofarmácia mantenham doses acumuladas significativamente baixas aos limites permitidos pelas leis trabalhistas. Como medida extra de segurança preventiva, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, a sua função é trocada e a atividade executada é revisada para garantir a redução da exposição e a melhoria do processo produtivo.

Paralelamente à produção diária, o Centro de Radiofarmácia mantém uma equipe de pesquisa ativa com projetos promissores, como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O IPEN é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.”

(Com informações de Robson Rodrigues, Thiago Félix e Thomaz Coelho)

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