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Land Staging® chega ao Algarve através de parceria entre segmento urbano e Engel & Völkers Portimão

10 June 2026 at 21:54

O Segmento Urbano e a Engel & Völkers Portimão estabeleceram uma parceria estratégica para aplicar a metodologia Land Staging® à promoção e comercialização de terrenos e lotes urbanos no Algarve, introduzindo uma nova abordagem de valorização imobiliária focada no potencial de desenvolvimento dos ativos. A colaboração foi apresentada durante as comemorações do 8.º aniversário da […]

Exposição “lugar-depois” assinala nova etapa do Museu Zer0 em Tavira

10 June 2026 at 20:20

A exposição “lugar-depois” inaugurou esta terça-feira, 9 de junho, uma nova fase do Museu Zer0, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira.

A apresentação teve início por volta das 21:30, na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, onde foram projetadas imagens nos edifícios do espaço, alusivas ao conceito do museu e da exposição.

A mostra reúne artistas de diferentes áreas da arte contemporânea e propõe uma reflexão sobre as crises ecológicas, as transformações climáticas, a perda da biodiversidade e a relação entre território e humanidade.

Nova direção marca arranque de ciclo no Museu Zer0

Segundo Fátima Pereira, curadora da exposição e membro da nova direção do museu, esta etapa fica marcada pela entrada em funções de uma direção composta por cinco mulheres.

“A principal diferença é uma nova direção, completamente assumida por cinco mulheres”, afirmou ao POSTAL, acrescentando que o objetivo passa por dar continuidade à visão do fundador do museu, Paulo Teixeira Pinto, através de um trabalho conjunto.

O conceito de lugar-depois nasce de um questionamento sobre os desafios contemporâneos, desde as alterações climáticas à perda de biodiversidade. “Andamos aqui todos, mas ainda temos tempo de fazer qualquer coisa ou tudo”, referiu a curadora.

Barrocal algarvio e Ria Formosa inspiram criação artística

O Barrocal algarvio surge como elemento central da exposição, não apenas por acolher o Museu Zer0, mas também através das residências artísticas promovidas pela instituição.

Estes programas incentivam os artistas a trabalhar o território e as suas especificidades, dando origem a projetos ligados à realidade local.

Uma das salas da exposição resulta de um trabalho desenvolvido em torno da Ria Formosa, abordando questões relacionadas com este ecossistema e as transformações que o afetam, explicou a responsável ao POSTAL.

A exposição parte da ideia de que o território não se esgota na sua dimensão visível ou geográfica, sendo entendido como um espaço em permanente transformação, onde persistem memórias, vestígios e relações entre paisagem, comunidade, ecossistema e tempo.

“O museu abriu no ano passado, mas agora este é o tempo do museu”, concluiu Fátima Pereira, destacando o início de um novo ciclo para a única instituição portuguesa dedicada exclusivamente à arte digital.

EJ/CM

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Atraso na Linha do Algarve bloqueia reforço ferroviário no Alentejo

10 June 2026 at 19:41

A reafetação de material circulante ferroviário a ‘diesel’ para responder às necessidades da Linha do Alentejo continua condicionada pelo atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve, indicou o Governo.

O argumento consta da resposta do gabinete do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, a uma pergunta apresentada há cerca de um mês pelo deputado do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo, consultada hoje pela agência Lusa no ‘site’ do parlamento.

Na resposta, a tutela afirma ter conhecimento da “existência de constrangimentos na disponibilidade de material circulante ferroviário” no país, atribuindo a situação a “um prolongado período de desinvestimento na renovação da frota”.

Segundo o Governo, esse contexto leva à utilização de “material com elevada antiguidade, o qual exige níveis acrescidos de manutenção e, consequentemente, condiciona a sua disponibilidade operacional”.

Atraso na Linha do Algarve condiciona frota

No caso da Linha do Alentejo, o ministério de Pinto Luz explica que “o atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve tem vindo a impedir a reafetação de material circulante ‘diesel’ atualmente afeto àquela linha”.

“Essa circunstância limita a flexibilidade na gestão da frota e na programação das intervenções de manutenção, com impacto na oferta disponível”, salienta.

De acordo com o gabinete do ministro, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve está prevista para julho, o que vai permitir “uma gestão mais eficiente da frota ‘diesel’ da CP” e o reforço dos serviços ferroviários não eletrificados.

A tutela diz que há um acompanhamento do cumprimento das obrigações de serviço público, revelando estarem “em curso ações de monitorização e fiscalização, através das quais se avaliam os níveis de serviço prestado e se identificam medidas corretivas”.

Segundo o Governo, a CP “dispõe de mecanismos operacionais para mitigar situações de rutura de oferta, incluindo a reafetação de material circulante entre linhas, adaptação de horários e, sempre que possível, reforço de meios alternativos de transporte”.

Governo admite aluguer e compra de novas automotoras

O gabinete do ministro admite que o aluguer de material circulante é “uma solução que tem vindo a ser analisada no contexto da gestão global da frota, tendo em consideração as limitações técnicas, operacionais e financeiras associadas”.

Nesta resposta, a tutela destaca ainda a compra de 22 automotoras da Stadler e de 153 da Alstom para reforço e substituição gradual do material circulante existente.

“Prevê-se que as primeiras três automotoras bimodo [diesel e elétrica] da Stadler entrem ao serviço no primeiro trimestre de 2027, estando prevista a sua alocação à Linha do Alentejo”, acrescentou.

BE questionou degradação do serviço no Alentejo

Em meados de maio, o deputado Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o que dizia ser a “degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo”, alertando para dois incidentes ocorridos no troço Beja-Casa Branca, no dia 05 daquele mês.

Um dos episódios está relacionado com uma automotora, que, devido a uma avaria, ficou parada com os passageiros no seu interior, a cerca de cinco quilómetros da estação ferroviária de Casa Branca, referia então o parlamentar.

O outro diz respeito ao transporte rodoviário substituto de uma automotora avariada, que, por causa de uma estrada cortada devido a obras, “acabou por se desviar para um caminho de terra batida”, quando seguia para Casa Branca.

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Alemães destacam praia no Algarve pelas lagoas naturais e poucas multidões: “Paisagem é impressionante”

10 June 2026 at 19:00

Uma página alemã dedicada à vida no Algarve destacou uma praia portuguesa pela combinação invulgar de mar, ribeira, dunas, falésias e lagoas naturais. O local fica na costa oeste algarvia e tem sido apontado como uma alternativa para quem procura paisagens menos urbanizadas e areais com menor pressão turística.

A praia em causa é a Praia da Amoreira, no concelho de Aljezur, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A página de Instagram @leben_in_der_algarve, criada por uma alemã que vive no Algarve, descreveu o local como uma das praias naturais mais espetaculares da costa portuguesa.

Mar e ribeira no mesmo cenário

O elemento que mais distingue a Praia da Amoreira é a foz da Ribeira de Aljezur, que desagua diretamente no Atlântico. Esta característica cria dois ambientes diferentes no mesmo espaço. De um lado, encontra-se o oceano, com ondulação mais forte e condições procuradas por surfistas e praticantes de bodyboard. Do outro, surgem zonas de água mais calma, associadas à ribeira, que podem tornar a praia mais apelativa para famílias, sobretudo durante a maré baixa.

Na publicação da página @leben_in_der_algarve, a criadora de conteúdos destaca precisamente esta versatilidade, sublinhando que a praia permite experiências diferentes no mesmo local.

Lagoas naturais mudam com a maré

Durante a maré baixa, a Praia da Amoreira transforma-se. A descida da água revela lagoas naturais, canais no areal e formações rochosas que ficam escondidas noutras alturas do dia.

Este sistema estuarino-lagunar dá ao local uma aparência diferente consoante a maré e a luz. A praia não se apresenta sempre da mesma forma, o que contribui para a sensação de descoberta referida por muitos visitantes. A combinação entre a ribeira e o Atlântico cria também um espaço de elevado valor paisagístico e ecológico, marcado por zonas de dunas, sapal e vegetação autóctone.

“A paisagem é impressionante”

A criadora da página alemã resume o impacto visual da Praia da Amoreira numa frase: “a paisagem é impressionante”. O destaque vai para as dunas preservadas, as falésias escuras e a amplitude do areal. Mesmo durante os meses mais procurados, a praia tende a manter uma sensação de espaço superior à de muitos areais mais pequenos ou urbanos do Algarve.

Outro ponto referido é a menor concentração de pessoas. Segundo a página @leben_in_der_algarve, mesmo no verão, é raro encontrar a praia demasiado cheia, o que ajuda a reforçar a imagem de refúgio natural.

Falésias e formações rochosas invulgares

A norte da praia, as arribas em xisto e grauvaques desenham uma forma que é frequentemente comparada à silhueta de um gigante deitado junto ao mar.

A sul, a paisagem apresenta formações rochosas associadas a vestígios fossilizados de uma antiga duna. Estes elementos acrescentam interesse geológico ao local e ajudam a distinguir a Amoreira de outras praias algarvias. A praia é, por isso, mais do que um areal para banhos. É também um ponto de observação da costa vicentina, com uma paisagem marcada por processos naturais que se mantêm visíveis no terreno.

Uma praia para surfistas, famílias e caminhantes

A Praia da Amoreira atrai públicos diferentes. Para surfistas, a exposição atlântica garante ondas consistentes. Para famílias, as lagoas formadas pela ribeira em maré baixa podem oferecer zonas mais calmas para brincar na água, sempre com atenção às condições do dia.

Para quem gosta de caminhadas, a praia está associada ao Circuito Praia da Amoreira, integrado nos percursos da Rota Vicentina e do Trilho dos Pescadores. Esta ligação reforça o perfil de destino de natureza, procurado por quem quer juntar praia, passeio e paisagem selvagem.

Acesso a partir de Aljezur

O acesso à Praia da Amoreira faz-se a partir de Aljezur, num percurso de cerca de sete quilómetros. A estrada atravessa o Vale D. Sancho, acompanhando a Ribeira de Aljezur e uma paisagem rural marcada por vegetação autóctone e pastagens.

A praia conta com Bandeira Azul, vigilância durante a época balnear, parque de estacionamento, restaurantes e apoio recreativo. Ainda assim, por se encontrar numa zona natural sensível, a visita exige respeito pela sinalização, pelos acessos definidos e pelas áreas dunares.

Um Algarve menos óbvio

A Praia da Amoreira mostra uma face diferente do Algarve. Em vez das grutas, falésias douradas e águas mais abrigadas do litoral sul, oferece uma paisagem atlântica, aberta e marcada pelo encontro entre rio e mar.

O destaque dado por uma página alemã dedicada à região reforça o interesse crescente de visitantes estrangeiros por praias menos massificadas e mais ligadas à natureza. Entre lagoas naturais, dunas, falésias e a sensação de espaço, a Amoreira continua a afirmar-se como uma das praias mais singulares de Aljezur. Um lugar onde, como resume a publicação alemã, a paisagem fala primeiro.

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João Neves voltou às origens: algarvio esteve em Tavira dias antes de se juntar ao estágio da Seleção Nacional

10 June 2026 at 18:20

O jogador algarvio, João Neves, esteve em Tavira, nos dias que antecederam a sua integração no estágio da Seleção Nacional, num regresso às origens marcado por descanso, tempo em família e momentos partilhados com a namorada. De acordo com a revista TV Guia, o médio do Paris Saint-Germain aproveitou esta pausa antes de se ter juntado no último sábado, 6 de junho, ao grupo que prepara o Mundial de 2026.

Segundo a mesma fonte, o jogador algarvio não marcou presença no jogo frente ao Chile, devido ao calendário após o final de época ao serviço do clube francês, e apresentou-se mais tarde no estágio da Seleção.

Durante estes dias, João Neves esteve em Tavira, cidade onde nasceu e onde mantém ligações pessoais fortes, tendo aproveitado para descansar e circular pela região.

Descanso, namoro e ligação ao Algarve

A publicação acrescenta que o jogador esteve acompanhado pela namorada, Madalena Aragão, num período de lazer que incluiu passeios e praia, com vários momentos partilhados nas redes sociais.

Conforme a mesma fonte, Tavira tem um significado especial para o casal, por ter sido também o local onde surgiram os primeiros registos públicos da relação, tornando a passagem pelo Algarve particularmente simbólica.

Regresso ao trabalho com o Mundial no horizonte

A mesma revista refere ainda que João Neves se juntou ao estágio da Seleção a 6 de junho, já em preparação para o Mundial de 2026, competição que arranca no México, com Portugal a estrear-se a 17 de junho. O médio chega num momento de afirmação internacional, sendo apontado como uma das peças em destaque da nova geração da Seleção.

Segundo a mesma fonte, João Neves foi recentemente considerado o português mais valioso num ranking internacional, surgindo também associado a interesse de grandes clubes europeus, embora o Paris Saint-Germain não demonstre intenção de o vender. Entre descanso no Algarve e preparação para uma grande competição, o jogador entra agora numa fase decisiva da sua carreira internacional.

Leia também: Da Ria Formosa ao topo da Europa: relembre o percurso de João Neves e Gonçalo Ramos até se tornarem bicampeões da Champions pelo PSG

Já é mesmo oficial: União Europeia vai proibir pagamentos em dinheiro acima deste valor já a partir desta data

10 June 2026 at 18:00

Os pagamentos em numerário continuam a ser usados em muitas compras do dia a dia, mas a União Europeia (UE) prepara uma regra comum para limitar o uso de dinheiro vivo em transações comerciais de valor elevado. A medida faz parte do novo pacote europeu de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Novo teto europeu para pagamentos em dinheiro

A partir de 10 de julho de 2027, as compras de bens ou prestações de serviços de valor igual ou superior a 10 mil euros deixarão de poder ser pagas em numerário na UE, sempre que pelo menos uma das partes atue enquanto profissional ou empresa.

Esta alteração consta do Regulamento (UE) 2024/1624, publicado no Jornal Oficial da UE em junho de 2024, no âmbito do novo quadro europeu de prevenção da utilização do sistema financeiro para fins ilícitos. O Conselho da União Europeia explicou, ainda durante o processo legislativo, que o objetivo é criar um limite máximo comum em toda a UE, evitando diferenças demasiado grandes entre Estados-membros.

Na prática, Bruxelas fixa um limite máximo comum de 10 mil euros para pagamentos em dinheiro vivo, mas não impede os Estados-membros de manterem ou aprovarem tetos mais baixos. Em Portugal, por exemplo, já existem limites nacionais mais apertados, de 3 mil euros, para determinadas transações em numerário.

Entrada em vigor

Embora o regulamento europeu já esteja aprovado, a aplicação prática desta regra está marcada para 10 de julho do próximo ano. Até lá, continua em curso um período de adaptação para os Estados-membros e para os operadores económicos abrangidos.

Este calendário é importante porque afasta a ideia de uma proibição imediata do numerário. A decisão já está tomada ao nível europeu, mas os efeitos obrigatórios só chegarão no verão de 2027.

Mudanças nas compras e serviços

O ponto central da nova regra está nas operações comerciais. Quem vende bens ou presta serviços só poderá aceitar ou fazer pagamentos em dinheiro vivo abaixo dos 10 mil euros, quando a transação esteja ligada a uma atividade profissional ou empresarial.

Além disso, o novo pacote europeu também reforça os deveres de controlo em operações ocasionais em numerário entre 3 mil e 10 mil euros, impondo a identificação e verificação da identidade em determinadas situações por parte das entidades obrigadas.

Operações entre particulares ficam de fora

A nova limitação não significa o fim do dinheiro físico. O enquadramento europeu exclui os pagamentos entre pessoas singulares que não estejam a atuar no exercício de uma atividade profissional, o que deixa de fora negócios estritamente privados entre particulares.

Ainda assim, a lógica da medida é clara: quanto mais elevado for o valor da operação e quanto mais profissional for o contexto da transação, maior deve ser a rastreabilidade do pagamento.

Razões apresentadas pela UE para limitar numerário

Segundo o Conselho da União Europeia, o objetivo é dificultar a utilização de grandes quantias em dinheiro em esquemas de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O numerário é visto pelas instituições europeias como um meio de pagamento mais difícil de rastrear quando comparado com soluções bancárias ou eletrónicas.

Ao harmonizar as regras, a UE pretende reduzir diferenças entre legislações nacionais e evitar que operações suspeitas sejam deslocadas para países com limites mais permissivos. A existência de um teto comum procura, assim, reforçar a transparência no mercado interno.

Impacto poderá variar de país para país

O efeito concreto desta medida não será igual em toda a UE. Nos países onde já vigoram limites baixos para pagamentos em numerário, como acontece em Portugal em várias situações, a mudança poderá ser menos sentida.

Já nos Estados-membros onde o uso de dinheiro vivo em montantes elevados continuava a ser mais livre, a adaptação poderá ser mais visível, sobretudo em setores do comércio e dos serviços onde ainda são comuns pagamentos de valor elevado.

No essencial, a UE não vai proibir o uso do numerário no dia a dia. A partir de 10 de julho de 2027, o que passa a existir é uma regra comum que fecha a porta a pagamentos comerciais de 10 mil euros ou mais feitos em dinheiro vivo, sem prejuízo de limites nacionais mais baixos.

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Atraso na Linha do Algarve trava reforço ferroviário no Alentejo

By: Lusa
10 June 2026 at 17:51

A certificação da Linha do Algarve continua atrasada e impede o reforço ferroviário da Linha do Alentejo, indicou o Governo.

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Algarve atinge 80% de ocupação hoteleira graças nos feriados de junho

By: Lusa
10 June 2026 at 17:42

A ocupação hoteleira Algarve deverá ultrapassar os 80% nos feriados de junho, com ligeiro aumento da procura face ao ano passado, segundo fontes do setor.

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Loulé distingue Lídia Jorge com Medalha de Mérito Cultural

10 June 2026 at 17:24

Lídia Jorge recebeu, em Loulé, a Medalha de Mérito Cultural, numa cerimónia que juntou várias personalidades da vida pública, política e cultural da região no Solar da Música Nova, “casa” do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.

A distinção foi entregue pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em nome do Governo, poucos dias antes de a escritora celebrar 80 anos, assinalados a 18 de junho.

Segundo o Município de Loulé, a homenagem pretendeu reconhecer um percurso de 50 anos de uma das maiores figuras do pensamento europeu contemporâneo, cuja obra se tem centrado na memória, na condição humana e na democracia.

Escritora reafirma ligação ao Algarve e a Loulé

Visivelmente emocionada, Lídia Jorge assumiu a distinção como um momento “inesquecível”, sublinhando a importância de a homenagem acontecer “ao fim da tarde, entre amigos”, na sua terra natal.

No discurso, a escritora reafirmou o orgulho nas suas origens e a ligação ao Algarve. “Por natureza, e não por plano, nunca enjeitei o espaço da origem. Pelo contrário, fui somando à experiência primordial da infância, sucessivos círculos concêntricos que se foram alargando, pelas vivências geograficamente longínquas que a vida me tem proporcionado”, afirmou.

A escritora acrescenta que “a propósito desta fidelidade intrínseca, certa vez escrevi sobre este sentimento de pertença – Algarve, minha primeira pátria. O resto do mundo é apenas o seu deslumbrante prolongamento. E assim é. Por isso, Senhora Ministra, à Medalha de Mérito de âmbito nacional, que me atribui, eu devo acrescentar – Medalha de Mérito atribuída em Loulé, Algarve. Esta localização precisa não a restringe, aumenta-a”, declarou.

Para Margarida Balseiro Lopes, a distinção reconhece o impacto internacional da obra de Lídia Jorge e o seu contributo para a cultura nacional. A ministra destacou ainda a relevância de “O Dia dos Prodígios”, primeiro livro da autora, publicado em 1980, considerando-o “uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa do pós-25 de Abril”.

Dino D’Santiago homenageia percurso literário

O músico Dino D’Santiago foi chamado a assumir o papel de “padrinho mais jovem” da homenagem, dirigindo palavras de admiração e amizade à escritora louletana.

“Lídia Jorge nasceu a 18 de junho de 1946. O céu sorriu! Sorriu porque, de vez em quando, nasce alguém capaz de recordar à Humanidade aquilo que ela se esforça tanto por se esquecer: a sua própria Humanidade!”, afirmou o artista.

Recordando as raízes da romancista em Boliqueime, Dino D’Santiago descreveu Lídia Jorge como “filha daqueles que conhecem o peso do sol sobre os ombros” e destacou o legado humano da sua obra. “Há pessoas que herdam propriedades, outras herdam apelidos, Lídia Jorge herdou uma coisa mais rara: o conhecimento profundo da condição humana”, afirmou.

O músico acrescentou ainda que, “num tempo em que tanto se escolhe o ruído, ela escolheu escutar”, defendendo que a obra da autora permanece viva porque “não nasce da ideologia, nasce da compaixão, uma forma superior de inteligência”.

Lídia Jorge será patrona da candidatura de Loulé

Também Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, destacou a ligação afetiva da escritora a Boliqueime e ao concelho, lembrando “a cidadã que ama a sua terra”.

O autarca sublinhou a capacidade de Lídia Jorge transformar histórias simples e a memória coletiva algarvia numa dimensão universal. “Nunca esqueceu as suas raízes e, mesmo quando escreve para o mundo, continua a escrever a partir daqui deste nosso Sul de luz”, afirmou.

Telmo Pinto acrescentou que a escritora “leva-nos daqui para o mundo, mas também traz o mundo até nós”, considerando-a um exemplo para as novas gerações pela “profundidade, o pensamento crítico, a integridade”.

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara anunciou que Lídia Jorge será patrona e figura cimeira da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.

Num dia em que a ministra participou também num fórum em Tavira sobre cultura digital e novas tecnologias, Lídia Jorge defendeu que, perante o avanço da Inteligência Artificial, “a Literatura e a Poética representam, nos meios da Linguagem, o último porto seguro de resistência à robotização do pensamento, à artificialidade, à despersonalização e à homogeneização”.

Para a autora, a tecnologia não deve alarmar os criadores. “Nenhuma máquina poderá rivalizar com a capacidade criativa que nós, os seres humanos, detemos, a capacidade de juntar o que nunca foi reunido antes, e a esse compositum novo, que se forma em cada um de nós se chama criação”, afirmou.

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Faro recebe Festival de Folclore Infantil no Passeio da Doca

10 June 2026 at 17:10

O XXXI Festival de Folclore Infantil realiza-se no dia 12 de junho, às 20:00, no Passeio da Doca, em Faro, reunindo vários grupos e ranchos infantis num espetáculo dedicado às tradições populares e à cultura algarvia.

Promovida pelo Departamento de Desenvolvimento Social e Educação da Câmara Municipal de Faro, a iniciativa contará com a participação de grupos da cidade e do concelho, num programa que integra danças, marchas e temas do repertório tradicional.

Segundo o Município de Faro, o festival é dedicado à “valorização das tradições populares e da cultura identitária do Algarve”, dando palco a crianças e jovens em contexto de aprendizagem e partilha cultural.

Crianças e jovens dão vida ao repertório tradicional

Entre os participantes estão o Grupo Folclórico Infantil Casa de Santa Isabel, o Grupo Folclórico Infantil Nossa Senhora do Carmo, o Grupo Folclórico Infantil O Relógio, o Rancho Folclórico Infantil da Escola EB1/JI do Carmo.

O festival conta também com a prarticipação do Rancho Folclórico Infantil da Escola Básica de Estoi, Rancho Folclórico Infantil da Escola Básica da Ria Formosa, Rancho Folclórico Infantil da Escola Básica de S. Luís, Rancho Folclórico Infantil da Escola Básica do Bom João e do Grupo Folclórico Infantil de Faro.

O programa inclui atuações com danças e marchas tradicionais, como “Tia Anica”, “Alma Algarvia”, “Corridinho”, “Cabo de São Vicente”, “As Saias” e “Ó Nosso Algarve”, entre outras expressões do património musical e coreográfico regional.

De acordo com a autarquia, estas manifestações continuam a ser transmitidas às novas gerações através da participação ativa dos mais novos.

Município reforça aposta na preservação do folclore infantil

Com esta iniciativa, o Município de Faro afirma reforçar a aposta na preservação e divulgação do folclore infantil, promovendo o contacto das crianças com as tradições locais.

A autarquia sublinha ainda o envolvimento da comunidade em manifestações culturais de raiz popular, valorizando o papel das escolas, grupos e ranchos infantis na continuidade do património cultural algarvio.

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Fundação Três Culturas celebra Dia de Portugal com viagem pela cultura portuguesa

10 June 2026 at 16:12

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é assinalado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo com um novo encontro INTREPIDA, concebido como uma viagem pela cultura e pela língua portuguesas a partir de Sevilha, em Espanha.

A iniciativa é orientada por Paula Pires Feliciano, professora e historiadora portuguesa residente em Sevilha, e dirige-se a adultos hispanofalantes interessados em aprofundar o conhecimento sobre Portugal e a língua portuguesa.

Segundo a organização, o encontro começa no Algarve, com cidades como Tavira, e prossegue por locais emblemáticos repletos de história, como Coimbra e Porto, até chegar ao Alentejo.

Algarve marca início do itinerário cultural

O ciclo propõe um percurso pela geografia cultural portuguesa, com quatro sessões durante o mês de junho e uma duração total de seis horas de formação. Cada sessão terá 90 minutos.

Os temas da viagem são “Algarve: o legado do sul”, “Alentejo: a serenidade do interior”, “Lisboa e Coimbra: tradição e modernidade” e “Porto e Douro: a alma do norte”.

Além da dimensão cultural, o encontro inclui uma vertente prática da língua portuguesa, através de diálogos, vocabulário e conteúdos úteis, permitindo aos participantes aplicar os conhecimentos em futuras viagens e em contextos profissionais ligados a Portugal.

Projeto aproxima Andaluzia da língua portuguesa

A iniciativa tem despertado, de acordo com a Fundação Três Culturas, um interesse significativo, refletindo o crescente empenho da sociedade andaluza em reforçar a comunicação com Portugal através da aprendizagem da sua língua.

Todos os conteúdos foram concebidos por Paula Pires Feliciano, com base na sua experiência e no seu profundo conhecimento da língua e da cultura portuguesas.

O projeto INTREPIDA pro integra o Programa Interreg Espanha–Portugal (POCTEP) e conta com financiamento da União Europeia.

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Uma Visão Liberal para o Futuro de Albufeira

10 June 2026 at 16:45

Albufeira é hoje uma cidade de contrastes. Por um lado, continua a ser uma das principais referências turísticas do país, uma marca reconhecida dentro e fora de Portugal, uma terra que soube transformar a sua beleza natural, a sua localização
privilegiada e a hospitalidade das suas gentes num motor de desenvolvimento económico. Por outro lado, enfrenta um conjunto de desafios que se acumulam e que começam a gerar um sentimento crescente de preocupação entre muitos albufeirenses.

O problema não é a existência desses desafios. Todas as cidades os enfrentam. O verdadeiro problema surge quando a incerteza se instala e quando cidadãos, empresários, funcionários públicos, associações e famílias deixam de saber com o que
podem contar.

Uma cidade desenvolve-se quando existe confiança. E a confiança nasce da previsibilidade, da estabilidade e da capacidade de transformar intenções em resultados concretos. Hoje, olhamos para Albufeira e vemos vários temas fundamentais em aberto.

A alteração dos horários de funcionamento dos estabelecimentos de diversão noturna e dos locais de venda de álcool é um exemplo evidente. É perfeitamente legítimo procurar um equilíbrio entre a atividade económica e o direito ao descanso dos residentes. Aliás,
qualquer sociedade equilibrada deve procurar esse ponto de encontro. Contudo, uma política pública só pode ser considerada bem-sucedida quando assenta em dados concretos, quando define objetivos claros e quando cria mecanismos de avaliação dos
resultados obtidos.

A verdadeira questão não está apenas nas regras que são aprovadas. Está sobretudo na forma como essas regras são aplicadas. Uma lei que não é fiscalizada é apenas uma intenção escrita num papel. O mesmo se aplica ao regulamento do ruído. Não basta
aprovar normas, reduzir horários ou criar novas restrições. É necessário garantir que os processos são instruídos, que as infrações são efetivamente sancionadas e que existe uma resposta célere para quem cumpre e para quem não cumpre. Um concelho
moderno não é aquele que produz mais regulamentos. É aquele que consegue aplicar de forma justa, eficaz e transparente os regulamentos que já possui.

Outro fator que merece atenção é a sucessiva alteração de responsabilidades e chefias em áreas importantes da administração local. Muitas vezes, o debate político esquece um elemento essencial: os funcionários municipais. São eles que asseguram
diariamente o funcionamento dos serviços, que garantem a continuidade dos projetos e que representam a ligação entre a administração e os cidadãos. Quando existe instabilidade permanente, quando as orientações mudam frequentemente ou quando se
instala um ambiente de incerteza, os primeiros a sentir as consequências são precisamente os trabalhadores e, por consequência, toda a população. Uma organização eficiente precisa de estabilidade, liderança clara e objetivos bem definidos.

A recente polémica em torno dos concessionários das praias demonstra igualmente a importância da previsibilidade. As praias são um dos maiores ativos de Albufeira. São a base da nossa economia e uma das razões pelas quais milhões de pessoas escolhem
visitar o concelho todos os anos. Os concessionários não são apenas operadores económicos. São também responsáveis por um conjunto de serviços fundamentais que muitas vezes passam despercebidos a quem os utiliza. Garantem a limpeza das praias, asseguram postos de socorro, disponibilizam instalações sanitárias, colaboram na vigilância balnear e prestam apoio aos utilizadores.

Naturalmente, a lei deve ser cumprida e os espaços públicos devem permanecer acessíveis a todos. Mas também é
importante que exista clareza nas regras, estabilidade nos processos e segurança jurídica para quem investe.

Ninguém investe, cria emprego ou melhora um serviço quando não sabe quais serão as condições do futuro próximo. O mesmo princípio aplica-se aos concursos para atribuição das concessões. Quanto maior for a incerteza, maior será o risco de comprometer
investimentos, postos de trabalho e a qualidade dos serviços prestados aos residentes e visitantes. Uma economia forte constrói-se sobre regras claras e previsíveis, não sobre dúvidas permanentes.

No desporto e no movimento associativo, a situação merece igualmente reflexão. Albufeira tem motivos para se orgulhar de ser Capital Europeia do Desporto. Mas um título desta dimensão deve ser acompanhado por uma estratégia consistente de
fortalecimento das associações que diariamente contribuem para a formação dos nossos jovens e para a dinamização da vida comunitária. Os clubes desportivos são muito mais do que entidades competitivas. São escolas de valores, espaços de
integração social e locais onde milhares de crianças e jovens aprendem disciplina, responsabilidade, trabalho em equipa e espírito de superação.

O Imortal Basket Clube é talvez um dos exemplos mais evidentes daquilo que uma associação pode representar para uma cidade. Ao longo de décadas, levou o nome de Albufeira por todo o país, conquistou títulos, formou atletas e ajudou a construir uma identidade desportiva que hoje faz parte da história do concelho. Mas o mesmo raciocínio aplica-se a muitas outras associações culturais, recreativas e desportivas que desenvolvem um trabalho silencioso, mas essencial. Perante os desafios financeiros
que estas instituições enfrentam, a solução não deve passar simplesmente pela redução de apoios ou pela transferência de responsabilidades para os dirigentes associativos.

Uma visão liberal para o associativismo passa por ajudar as associações a tornarem-se mais fortes, mais autónomas e mais sustentáveis. O Município pode e deve assumir um papel importante neste processo, promovendo ações de formação em liderança, gestão associativa, captação de patrocínios, marketing, angariação de sócios e sustentabilidade financeira. Muitas direções são compostas por voluntários que dedicam uma parte significativa da sua vida ao serviço da comunidade. Dar-lhes ferramentas e
conhecimento é investir diretamente no futuro das associações. O objetivo deve ser claro: permitir que estas organizações diversifiquem as suas fontes de rendimento, aumentem a sua capacidade de criar valor e reduzam gradualmente a sua dependência exclusiva do orçamento municipal. Uma associação financeiramente mais autónoma é uma associação mais livre, mais resiliente e mais preparada para enfrentar os desafios do futuro.

A habitação constitui provavelmente o maior desafio estrutural que Albufeira enfrenta. Hoje, muitos jovens nascidos no concelho não conseguem comprar casa na terra onde cresceram. Muitos trabalhadores essenciais para a economia local têm dificuldades em
encontrar habitação compatível com os seus rendimentos. Muitas famílias vivem com um sentimento permanente de insegurança relativamente ao futuro. A resposta para este problema não passa apenas por subsídios ou programas pontuais. Passa sobretudo por aumentar a oferta de habitação e por criar condições para que mais casas possam chegar ao mercado.

É fundamental acelerar a discussão e aprovação do novo Plano Diretor Municipal. Mas é igualmente importante ter a coragem de revisitar normas e condicionantes que, ao longo dos anos, foram tornando cada vez mais difícil construir. Existem muitos
proprietários que possuem terrenos onde, em tempos, era possível construir habitação e onde hoje, devido a um emaranhado de legislação, regulamentos e restrições acumuladas ao longo de décadas, tal deixou de ser permitido. Naturalmente, ninguém
defende um crescimento desordenado ou sem regras. O território deve ser protegido e planeado com responsabilidade. Contudo, também devemos questionar se algumas dessas limitações continuam a fazer sentido perante a realidade atual do concelho.

Uma política liberal para a habitação deve procurar identificar situações em que seja possível permitir, de forma criteriosa e sustentável, a construção de habitação própria e permanente em terrenos atualmente sujeitos a restrições excessivas. Ao fazê-lo, não
estaremos apenas a aumentar a oferta habitacional. Estaremos também a permitir que muitas famílias permaneçam na sua terra, construam o seu projeto de vida e contribuam para a fixação da população residente. Sem habitação acessível não existe fixação de
população. Sem fixação de população não existe comunidade. E sem comunidade não existe cidade.

Uma visão liberal para Albufeira assenta precisamente nesta ideia: criar condições para que as pessoas possam prosperar pelos seus próprios meios. Uma Câmara Municipal não cria riqueza, mas pode criar as condições para que ela seja criada. Não cria
empregos diretamente, mas pode facilitar o investimento que gera empregos. Não resolve todos os problemas dos cidadãos, mas pode remover obstáculos que impedem os cidadãos de resolver os seus próprios problemas. O papel do poder local deve ser o
de facilitador e não o de substituto da iniciativa individual. Deve criar estabilidade, previsibilidade e confiança. Deve garantir regras claras, fiscalização eficaz e processos céleres. Deve apoiar quem investe, quem trabalha, quem empreende, quem cria associações e quem contribui para o desenvolvimento do concelho.

Albufeira ouviu muitas promessas de mudança. E é natural que exista expectativa. Aliás, os resultados eleitorais demonstraram precisamente isso. Muitos albufeirenses manifestaram de forma clara a vontade de ver uma nova forma de governar, novas
prioridades e uma nova dinâmica na resolução dos problemas do concelho. Essa expectativa é legítima porque nasce da esperança de quem acredita que é possível fazer melhor. Contudo, a verdadeira mudança não se mede pelos discursos, pelas
intenções ou pelos anúncios. Mede-se pelos resultados concretos que chegam à vida das pessoas, pela capacidade de resolver problemas antigos e pela criação de confiança no futuro.

É ainda cedo para fazer balanços definitivos. Porém, aquilo que os albufeirenses procuram não são apenas promessas renovadas ou objetivos bem formulados.

Procuram sinais concretos de progresso. Procuram ver decisões transformadas em resultados. Procuram sentir que os problemas que os preocupam estão efetivamente a ser resolvidos. Porque a mudança que os cidadãos procuraram nas urnas não era
apenas uma mudança de protagonistas. Era, acima de tudo, uma mudança de resultados. E é por esses resultados que qualquer projeto político será, legitimamente, avaliado.

Porque, no final, a política tem um objetivo simples: melhorar a vida das pessoas. E essa continua a ser a medida pela qual qualquer governação será inevitavelmente julgada.

* Nelson Cachita – Deputado Assembleia Municipal de Albufeira (Iniciativa Liberal)

A raposa a guardar o galinheiro

O miraculoso remédio do Governo para sufocar um qualquer arremedo de política de consumidores

POLÍTICA DE CONSUMIDORES: fora do propósito dos governos, fora dos seus programas eleitorais como dos de acção política?

Uma política de consumidores deveria assentar em um sem-número de pilares:

  • i. Menos leis, melhor lei
  • ii. Programas de educação e formação para distintos estratos da população
  • iii. Instituições de consumidores que informem e medeiem conflitos
  • iv. Instituições que dirimam os pleitos de modo célere, eficaz e não oneroso (graciosamente ou a custos suportáveis)
  • v. Instituição a nível nacional: recolector dos direitos dos consumidores e com poderes bastantes e apropriada estrutura para “pôr o mercado na ordem”…

Ponto por ponto.

Menos leis, melhor lei:

  • . Estancar a diarreia legislativa, sintoma de fortes  desarranjos intestinais (e esta diarreia fede que tresanda!)
  • . Codificar as leis, tornando-as mais simples e acessíveis a todos e a cada um
  • . Transpor as normas ditadas por Bruxelas (ou Estrasburgo), não a destempo, mas dentro dos confortáveis prazos oferecidos para se acertar o passo com quem cumpre e não defraudar os consumidores seus beneficiários.

Educação e formação para a sociedade de consumo (na sua transição para a sociedade digital)

  • . Plano nacional de formação de formadores
  • . Adaptação dos programas curriculares para que as escolas intervenham decisivamente na consecução de um tal objectivo
  • . Programas de educação permanente e para sensibilização em geral dos estratos da população já não em idade escolar

Instituições que informem e medeiem nos conflitos

  • . A nível municipal, como manda a lei (serviços municipais acreditados)
  • . Serviços dotados de gente capaz, com formação de base e em permanente actualização
  • . Com uma instância a nível nacional, ao estilo dos Ombudspersons (Provedores dos Consumidores, com notável desempenho nos países nórdicos, como recolectores dos direitos dos consumidores a nível geral)

Instituições que dirimam litígios

  • . Com competência até € 30 000
  • . De natureza necessária se accionados pelos consumidores (como actualmente até ao valor de € 5 000).
  • . A nível distrital
  • . Com uma instância de recurso a nível nacional.

Com a descaracterização da Direcção-Geral do Consumidor (outrora, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e, depois, Instituto do Consumidor) e a sua fusão com a Direcção-Geral das Actividades Económicas), travestida em Direcção-Geral de Defesa do Consumidor, Comércio e Serviços, consegue-se o inverosímil: fazer com que a raposa guarde o galinheiro.

Um festim, um autêntico banquete, com penas e tudo, que nem as raposas esperavam fosse servido com honras de jornal oficial e a publicidade devida, a escâncaras!

O que, para além do mais, representa um notável recuo, que reforma nenhuma do Estado justificaria…

Se se pretender que haja, na administração central, directamente dependente do Governo, um órgão técnico que assessore, na junção de competências, que o seja, que haja a fusão das direcções-gerais. Mas se dê espaço, ante os interesses divergentes que se descortinam nos distintos segmentos de mercado, a uma PROVEDORIA DA JUSTIÇA DO CONSUMIDOR (com esse ou qualquer outro nome).

Uma PROVEDORIA DE JUSTIÇA DO CONSUMIDOR que em si reúna o potencial capaz de – tanto singular como colectivamente – assegurar a tutela dos consumidores perante os actuações desviantes dos mercados.

O Governo não pode lavar as mãos como Pilatos!

Tem de ser capaz de fazer mais, muito mais…

O receituário vai aqui.

Que o não ignorem!

Para ler o artigo anterior do autor, clique aqui.

Presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO – Portugal

Atraso na linha do Algarve bloqueia reafetação de comboios para Alentejo

10 June 2026 at 12:51

A reafetação de material circulante ferroviário diesel para fazer face a necessidades na Linha do Alentejo está bloqueada pelo atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve, indicou o Governo.

Este é um dos argumentos do gabinete do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, na resposta à pergunta que o deputado do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo lhe dirigiu há um mês, consultada hoje pela agência Lusa no site do parlamento.

Assinalando ter conhecimento da «existência de constrangimentos na disponibilidade de material circulante ferroviário» no país, a tutela diz que a situação resulta de «um prolongado período de desinvestimento na renovação da frota».

E isso faz com que seja utilizado «material com elevada antiguidade, o qual exige níveis acrescidos de manutenção e, consequentemente, condiciona a sua disponibilidade operacional», adiantou.

No caso da Linha do Alentejo, o ministério de Pinto Luz explica que «o atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve tem vindo a impedir a reafetação de material circulante diesel atualmente afeto àquela linha».

«Essa circunstância limita a flexibilidade na gestão da frota e na programação das intervenções de manutenção, com impacto na oferta disponível», salienta.

De acordo com o gabinete do ministro, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve está prevista para Julho, o que vai permitir «uma gestão mais eficiente da frota diesel da CP» e o reforço dos serviços ferroviários não eletrificados.

A tutela diz que há um acompanhamento do cumprimento das obrigações de serviço público, revelando estarem «em curso ações de monitorização e fiscalização, através das quais se avaliam os níveis de serviço prestado e se identificam medidas corretivas».

Segundo o Governo, a CP «dispõe de mecanismos operacionais para mitigar situações de rutura de oferta, incluindo a reafetação de material circulante entre linhas, adaptação de horários e, sempre que possível, reforço de meios alternativos de transporte».

O gabinete do ministro admite que o aluguer de material circulante é «uma solução que tem vindo a ser analisada no contexto da gestão global da frota, tendo em consideração as limitações técnicas, operacionais e financeiras associadas».

Nesta resposta, a tutela destaca ainda a compra de 22 automotoras da Stadler e de 153 da Alstom para reforço e substituição gradual do material circulante existente.

«Prevê-se que as primeiras três automotoras bimodo [diesel e elétrica] da Stadler entrem ao serviço no primeiro trimestre de 2027, estando prevista a sua alocação à Linha do Alentejo», acrescentou.

Em meados de Maio, o deputado Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o que dizia ser a «degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo», alertando para dois incidentes ocorridos no troço Beja-Casa Branca, no dia 5 daquele mês.

Um dos episódios está relacionado com uma automotora, que, devido a uma avaria, ficou parada com os passageiros no seu interior, a cerca de cinco quilómetros da estação ferroviária de Casa Branca, referia então o parlamentar.

O outro diz respeito ao transporte rodoviário substituto de uma automotora avariada, que, por causa de uma estrada cortada devido a obras, «acabou por se desviar para um caminho de terra batida», quando seguia para Casa Branca.

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Bubba Brothers fala ao TánaHora das próximas atuações em Faro e Albufeira e do novo tema

Novo tema ‘Alegria’ chega dentro de seis semanas

O projeto Bubba Brothers, liderado por Eliseu Correia, iniciou a época 2026 no passado mês de abril e no próximo domingo, 14 de junho, atua no Terrazzo em Faro, de cuja atuação falou ao Podcast TánaHora.

No dia 14, depois do sucesso que foi a última festa que fizemos, vamos lá voltar, é domingo, já com horário de Verão, começa às 19 horas, acaba às 23 e vou ter como convidado um talentoso DJ que se chama Andersson…” começa por explicar Eliseu Correia.

Distinguido com o Prémio Vicious Music Awards 2025 – Categoria Melhor Artista – Top Vendas Portugal, Eliseu Correia assume que a responsabilidade do projeto Bubba Brothers aumentou e fala sobre isso.

Em crescente para a época alta, no dia 20 de junho o evento é em Albufeira, no Libertos, sobre o qual Eliseu Correia revela que “vou cá ter um dos maiores Djs da música house do planeta, que é o Roland Clark…”, sobre o qual adianta alguns detalhes, ouça-os.

Roland Clark em São Paulo

Quanto a música nova dos Bubba Brothers, será lançada dentro das próximas seis semanas e chama-se ‘Alegria’ que segundo Eliseu Correia “todo o Mundo bem precisa” e será um tema “altamente dançável para termos um Verão cheio de Alegria”.

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