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Prestação Social Única está hoje em debate no Parlamento

A revisão das prestações sociais não contributivas, que concentrará na Prestação Social Única consolidando 13 apoios, foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros e vai ser hoje debatida no Parlamento.

Vai ser debatida hoje, sexta-feira (12), pelos deputados na Assembleia da República, na sequência de um pedido de urgência do Governo, a nova Prestação Social Única (PSU). Em causa está a revisão das prestações sociais não contributivas, que dá origem a uma PSU, consolidando 13 apoios.

O que já veio a público pela mídia, segundo terá adiantado a ministra do Trabalho, é de que os beneficiários da nova prestação poderão ter de fazer até 15 horas de trabalho social por semana, estando previsto que percam a prestação em caso de incumprimento.

Numa conferência de imprensa no final do conselho de ministros, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho adiantou que a PSU será uma prestação pecuniária diferencial, cujo valor dependerá da composição do agregado familiar e dos rendimentos do requerente e dos restantes membros da família.

Nova prestação prevê até 15 horas de trabalho social e prevê sanções

Os beneficiários da Prestação Social Única (PSU) poderão ter de fazer até 15 horas de trabalho social por semana, estando previsto que percam a prestação em caso de incumprimento, adiantou a ministra do Trabalho.

A nova medida destina-se a pessoas com 18 ou mais anos em situação de insuficiência económica severa e residentes em Portugal. No caso de cidadãos provenientes de países terceiros à União Europeia, será exigido um período mínimo de residência de um ano.

Uma das principais novidades do regime é a criação de obrigações para os beneficiários em idade ativa que não estejam a trabalhar. Poderão ser chamados a aceitar ofertas de emprego consideradas adequadas, ou frequentar ações de formação profissional, ou ainda prosseguir estudos ou demonstrar procura ativa de trabalho através dos Centros de Emprego.

Note-se que também poderão ser obrigados a participar em atividades de solidariedade social até um limite de 15 horas semanais.

Essas atividades, de acordo com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, poderão ser desenvolvidas junto de entidades públicas, organizações da economia social e solidária ou estruturas da proteção civil, abrangendo tarefas diversas e ajustadas ao perfil de cada beneficiário.

Pode ser um apoio numa atividade da câmara municipal, num festival, numa ação de limpeza ou noutras iniciativas de interesse comunitário“, exemplificou a governante.

A ministra defendeu igualmente, que estas atividades têm uma lógica de integração social e comunitária, esclarecendo que, em muitos casos, podem constituir uma porta de entrada para futuras oportunidades de emprego. Esta obrigação não se aplica a pensionistas, pessoas com incapacidade para o trabalho, estudantes ou cuidadores informais.

Maria do Rosário Palma Ramalho adiantou que o incumprimento injustificado das regras poderá conduzir à suspensão da prestação e, nos casos mais graves, à perda do direito ao apoio. Quem incorrer em incumprimento grave poderá ficar impedido de voltar a requerer a prestação durante um período a definir.

É de referir que a PSU introduz também um novo mecanismo de incentivo ao trabalho, em que os primeiros rendimentos obtidos através de uma atividade profissional não determinarão qualquer redução do valor da prestação.

Posteriormente, explicou a ministra, a redução será gradual e limitada, não podendo a dedução ultrapassar 50% do valor dos rendimentos considerados, permitindo que o beneficiário aumente o rendimento disponível quando regressa ao mercado de trabalho.
O objetivo, segundo a governante, é evitar que seja financeiramente mais vantajoso permanecer dependente do apoio social do que aceitar uma atividade profissional e conseguir sair da “armadilha da pobreza”.

A prestação será financiada pelo Orçamento do Estado, por se tratar de um apoio não contributivo, e será gerida pelo Instituto da Segurança Social, com acompanhamento dos núcleos locais de inserção, autarquias, Instituto do Emprego e Formação Profissional e outros serviços públicos.

A nova prestação terá natureza anual, sendo sujeita a reavaliação no final de cada período de 12 meses para verificar se se mantêm as condições de acesso, nomeadamente ao nível dos rendimentos e da composição do agregado familiar.

Embora o Governo afirme pretender que os beneficiários saiam da situação de dependência do apoio o mais rapidamente possível, não existirá um limite máximo de renovações. A PSU poderá continuar a ser atribuída enquanto persistirem as condições que justificam a sua concessão.

Prestações agregadas na PSU

Importa referir que a PSU irá agregar as seguintes prestações:
pensão social de velhice, a pensão social de invalidez e pensão especial de invalidez, a pensão de viuvez, a pensão de orfandade, complementos ordinários de solidariedade, subsídio social de desemprego, Rendimento Social de Inserção (RSI), subsídio social por interrupção da gravidez, subsídio social por risco clínico durante a gravidez, subsídio social por adoção, subsídio social parental inicial, subsídio social por necessidade de deslocação para fora das Ilhas durante a gravidez (nomeadamente para realização do parto) e subsídio social por riscos específicos.

Governo tem abertura para "melhorar" PSU na especialidade

12 June 2026 at 13:32
PSD lançou o desafio: se o Chega aceitar separar regime contributivo do não contributivo, o Governo pode considerar prazo de 5 anos para que estrangeiros tenham acesso a apoios.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“O Governo aprovou a PSU porque honra os compromissos do Estado", defendeu Maria do Rosário Palma Ramalho

Governo tem abertura para "melhorar" PSU na especialidade

12 June 2026 at 13:32
PSD lançou o desafio: se o Chega aceitar separar regime contributivo do não contributivo, o Governo pode considerar prazo de 5 anos para que estrangeiros tenham acesso a apoios.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“O Governo aprovou a PSU porque honra os compromissos do Estado", defendeu Maria do Rosário Palma Ramalho

Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du parti

12 June 2026 at 13:07

Alors que des demandeurs modestes patientent jusqu’à 13 ans sur les listes d’attente, des dirigeants socialistes à Bruxelles orientent sciemment les attributions de logements sociaux vers leurs sympathisants et électeurs. Des messages WhatsApp fuités à Anderlecht et un audit accablant à Saint-Josse-ten-Noode lèvent le voile sur un système de favoritisme généralisé. Le gouvernement régional bruxellois vacille sous le poids de perquisitions, de quatre enquêtes du parquet et d’une commission d’enquête parlementaire dont les conclusions sont attendues le 21 juillet.

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Les listes d'attente pour un logement social à Bruxelles s'étendent parfois sur ds années. À Anderlecht comme à Saint-Josse-ten-Noode, les soupçons ne portent plus sur de simples dysfonctionnements administratifs mais sur un véritable système de favoritisme organisé au sein d'institutions financées par l'argent public.

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Des logements attribués contre des voix

À Anderlecht, des échanges WhatsApp révélés dans le cadre d'enquêtes judiciaires suggèrent que le président de la société de logement social, figure influente du Parti socialiste, serait intervenu personnellement dans l'attribution de logements.

Le président du Foyer anderlechtois Lotfi Mostefa dans la tourmente après des révélations de la VRT : “Un arrangeur qui se comporte comme un empereur”
Plusieurs partis, dont le MR anderlechtois, les Engagés et Anders, ont appelé au retrait de Lotfi Mostefa, après la diffusion du reportage et des…
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du partiLa Libre.beAdrien de Marneffe
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du parti

Certains bénéficiaires auraient été recommandés en raison de leur proximité politique ou de leur soutien électoral, tandis que d'autres dossiers auraient été utilisés comme monnaie d'échange lors des élections communales.

Peut-on être propriétaire et habiter un logement social à vie ?
La question de l’occupation des logements sociaux est un serpent de mer. Ceux qui “décrochent” un “HLM” peuvent-ils l’occuper à
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du partiLe Courrier des StratègesÉric Verhaeghe
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du parti

Ces révélations sont d'autant plus choquantes que les listes d'attente pour un logement social peuvent atteindre treize ans dans certaines communes bruxelloises. Quatre enquêtes du parquet sont actuellement en cours. Des perquisitions ont déjà été menées et une commission d'enquête parlementaire doit rendre ses conclusions le 21 juillet prochain.

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Quand le logement social devient un instrument de pouvoir

L'affaire fait écho au scandale qui frappe l'agence de logement social de Saint-Josse-ten-Noode. Fondée en 2000 et chargée de gérer environ 230 logements privés, l'organisation a finalement fait faillite fin 2024 avec plus de 500.000 euros de dettes.

Saint-Josse : un audit révèle des pratiques frauduleuses dans l’attribution de logements sociaux | VRT NWS: le site d’information de référence
Pendant plus de vingt ans, l’agence immobilière sociale à Saint-Josse-ten-Noode a été le théâtre de pratiques frauduleuses. Des employés se sont attribué, ainsi qu’à leur entourage proche, des logements à vocation sociale et ont falsifié la comptabilité. C’est du moins ce qu’il ressort de l’audit de cette agence, aujourd’hui fermée, dont la plate-forme multimedia néerlandophone Bruzz a fait état mardi.
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du partiVRT NWSEric Steffens
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du parti

Un audit ordonné par la Société régionale du logement de la Région bruxelloise (SLRB) a mis au jour un « système d'allocation généralement défectueux » ainsi qu'une « participation active du personnel à la création de documents frauduleux ». Sur 181 dossiers examinés sur une période de dix-huit ans, 94 cas de fraude ont été confirmés, 44 autres font l'objet de soupçons sérieux et 24 présentent des irrégularités. Au total, 86 % des dossiers contrôlés comportaient des anomalies.

Logement social : la grande farce de la misère... par Barthélemy Greluchon
Le Courrier propose ici le premier billet de Barthélemy Greluchon, pseudonyme d’un responsable éminent de l’économie sociale, et chroniqueur à ses heures. Ah, c’est un spectacle, vous savez... La grande farce de la misère. On nous la vend, cette misère, à la télé, dans les gazettes... des
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du partiLe Courrier des StratègesRédaction
Bruxelles : 13 ans d'attente pour un logement social — sauf pour les amis du parti

Le conseil d'administration de l'organisme était par ailleurs étroitement connecté aux réseaux politiques locaux. Christian Boïketé, frère du chef du PS local Philippe Boïketé et ancien directeur de cabinet du bourgmestre Emir Kir, a présidé la structure pendant près d'une décennie avant d'être remplacé en 2023 par Luc Frémal, président du CPAS.

Ces scandales ne sont pas des dérapages isolés mais le symptôme d’un modèle où l’État social, censé corriger les inégalités, devient un levier de pouvoir. Au-delà des enquêtes en cours, c’est la crédibilité même du logement social bruxellois qui s’effondre, révélant l’incompatibilité entre le discours égalitaire et les pratiques de redistribution partisane. Une mise en perspective amère pour une Région qui prétend incarner la solidarité.

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Governo aberto para “melhorar” PSU, Chega deixa cair exigência de contribuições a imigrantes

Chega admite recuar na exigência de contribuições a imigrantes para acesso à prestação social única, sob repto do PSD, que por sua vez admite olhar para “prazo” de residência. Oposição insiste que quer conhecer valor da nova prestação e afasta “cheque em branco” ao Governo.

Mutualistas sí, prejubilados no: el Congreso mejora la pensión a abogados, ingenieros y médicos mientras mantiene el castigo a los que cotizaron más de 40 años

11 June 2026 at 21:52
Los pensionistas cargan contra la "traición histórica" del bipartidismo y acusan a PP y PSOE de ejecutar "una pirueta política incomprensible y cobarde" Leer

Los pensionistas cargan contra la "traición histórica" del bipartidismo y acusan a PP y PSOE de ejecutar "una pirueta política incomprensible y cobarde"

Nova PSU: “Todas as famílias que não são monoparentais são penalizadas”

Além de baixar significativamente o limite máximo de bens que as famílias podem ter para acederem a apoio social, a proposta do Governo vem dificultar mais o acesso a famílias com mais do que um adulto. "Há aqui um processo de desvalorização das nossas prestações sociais", alerta Carlos Farinha Rodrigues.

Así pueden cobrar los padres los 300€ extra al mes en su jubilación: requisitos y cómo solicitarlo

11 June 2026 at 10:28
Los requisitos para poder acceder a esta ayuda

Millares de pensionistas en España desconocen que pueden reclamar a la Seguridad Social una cantidad importante de dinero que nunca llegaron a cobrar, aunque legalmente les correspondía desde el primer día. Se trata de un complemento que, durante un periodo determinado, solo se reconoció a las mujeres. La Justicia lo ha declarado discriminatorio para los hombres, abriendo así la puerta a que los padres puedan cobrarlo con carácter retroactivo.

Qué es el complemento de paternidad

El complemento que ahora pueden reclamar los padres no es el actual "complemento para la reducción de la brecha de género" (de 36,90 euros mensuales por hijo desde 2026), sino el antiguo complemento de maternidad por hijos. Este se aplicaba entre 2016 y 2021 y se calculaba en porcentaje sobre la pensión. Con ese sistema antiguo, el aumento era del 5% de la pensión con dos hijos, 10% con tres hijos y 15% con cuatro o más hijos. Además, se aplicaba por 14 pagas anuales.

En la práctica, eso significa que, según la cuantía de la pensión de la Seguridad Social, el complemento podía representar desde unos cientos de euros al año hasta cantidades que, en pensiones más altas, podían llegar a equivaler a hasta 300 euros mensuales en algunos casos, aunque esta cifra no es fija ni universal.

Este complemento de 300€ no es el complemento actual de brecha de género (36,90€ por hijo), sino la indemnización por los atrasos del antiguo complemento de maternidad que no se reconoció a los padres.

Quién puede reclamarlo

Para poder reclamar este complemento los padres deben cumplir requisitos muy concretos, que la Seguridad Social exige de forma obligatoria. Pueden reclamar este complemento los jubilados que cumplan todos estos requisitos:

  • Haberse jubilado entre enero de 2016 y febrero de 2021.
  • Tener dos o más hijos.
  • No haber cobrado nunca el complemento.
  • Ser pensionistas de jubilación, incapacidad permanente o viudedad.

El periodo es clave porque en febrero de 2021 el complemento fue sustituido por el de brecha de género, cambiando el sistema de cálculo y los requisitos. Además, hay una excepción importante, quienes hayan accedido a una jubilación parcial o jubilación voluntaria (no forzosa) no tienen derecho al complemento. Solo la tendrían si entre 2016 y 2021 accedieron a la jubilación total o definitiva.

Los hombres jubilados entre 2016 y 2021 también pueden reclamarlo con carácter retroactivo gracias a sentencias del Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE) y resoluciones del Tribunal Supremo español. El TJUE declaró la discriminación, el Tribunal Supremo español confirmó ese criterio y estableció que la Seguridad Social debe pagar el complemento con efectos retroactivos.

También deben acreditar que cumplen los requisitos que en su momento se exigieron a las madres, aunque no es necesario que el INSS lo reconozca. Hay que reclamarlo formalmente, e incluso acudir a los tribunales si lo deniegan. Si los hijos nacieron o fueron adoptados antes de 2016, el requisito de dos o más hijos es fundamental; si nacieron después, se aplica el nuevo sistema de brecha de género.

No existe un plazo cerrado para reclamar, pero es recomendable hacerlo cuanto antes para evitar que se limite la retroactividad. Si ya has reclamado y no te han respondido o te han denegado el derecho, puedes acudir a la vía judicial.

Cuantía que se puede cobrar

Dependerá del número de hijos y de la pensión base. Con 2 hijos es 5% anual, con 3 hijos es 10% anual, y con 4 o más es 15% anual. Este porcentaje se aplica a la cuantía de la pensión y por 14 pagas, lo que significa que en pensiones más altas el complemento puede representar cantidades importantes.

En la práctica, muchas reclamaciones superan los 1.200 euros, aunque no es raro que los atrasos alcancen entre 3.000 y 6.000 euros, e incluso más según la pensión y los años no percibidos. La indemnización incluye los daños morales y todos los gastos ocasionados, aunque para conseguirlo tendrán que volver a reclamar, porque de lo contrario no se lo van a reconocer ni en vía administrativa ni en vía judicial.

Cómo solicitarlo paso a paso

El procedimiento implica una solicitud a la Seguridad Social, seguida de una reclamación previa en caso de denegación. Primero debes presentar solicitud ante el INSS. Ahí debes incluir todos los datos personales y familiares, y aportando documentación acreditativa; DNI, resolución de la pensión, libro de familia, certificados de nacimiento.

Si el INSS deniega o ignora la solicitud, debes presentar reclamación previa administrativa. Si no responde o vuelve a rechazar, se puede presentar demanda judicial ante lo social, con un plazo de 30 días para presentar la demanda en la Jurisdicción Social. El proceso puede tardar aproximadamente 6 meses en completarse, aunque en algunos casos puede ser más largo si hay recursos o demoras judiciales.

Governo admite "aproximações" ao Chega para aprovar PSU

11 June 2026 at 19:26
Leitão Amaro não fechou a porta a cedências ao Chega, único partido que viu "caminho" para viabilizar a PSU, que agrega 13 apoios sociais e vai a votos na AR esta sexta-feira.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

António Leitão Amaro admitiu esta quinta-feira que o Governo poderá fazer "aproximações" ao Chega

GR com mais de oito milhões para financiar políticas activas de emprego

11 June 2026 at 16:39
O Conselho de Governo, reunido em plenário, decidiu autorizar a transferência, do Instituto de Segurança Social da Madeira para a Secretaria Regional das Finanças, da importância de 8.230.814,50 € (oito milhões, duzentos e trinta mil, oitocentos e catorze euros e cinquenta cêntimos), correspondente a 50 % da dotação orçamentada para financiamento das políticas activas de […]

Una enmienda sorpresa del PP amplía el número de mutualistas que podrán pasarse a cotizar en la Seguridad Social

El Congreso ha vivido este jueves un giro inesperado en la tramitación del proyecto de ley que permitirá a los mutualistas —principalmente abogados, procuradores, arquitectos e ingenieros— trasladar las cotizaciones acumuladas en sus respectivas mutualidades al Régimen de Autónomos (RETA) de la Seguridad Social. Esta pasarela, que es como se ha denominado a la fórmula de conversión de los periodos cotizados, les daría acceso a una pensión pública, previsiblemente más alta que la que obtendrían en sus mutualidades (que ronda los 400 euros en muchos casos).

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© Alejandro Martínez Vélez - Eur (Europa Press)

Numerosas personas afectadas por las bajas pensiones de las mutualidades marchan durante una manifestación para exigir su traslado al sistema público

Vigiar e punir

11 June 2026 at 09:01

Foucault que me perdoe postumamente a apropriação do seu famoso título para comentar o espírito que parece animar a propalada proposta da nova Prestação Social Única (PSU) avançada pelo governo. O contexto é conhecido. A ideia da criação de uma PSU vem ainda do governo de António Costa, visando aproveitar o financiamento do PRR e, ao mesmo tempo, fundir várias prestações, com apoio técnico da OCDE. Entretanto, no passado dia 29, foi apresentada a proposta do Governo, que será debatida já amanhã na Assembleia da República, naquilo que será um processo muito rápido para tentar aproveitar o pacote financeiro do PRR.

As noções de vigilância e de punição têm sido associadas a esta proposta, e não por acaso. Vejamos. O contrato social que subjaz, ainda que imaginariamente, às comunidades políticas a que chamamos sociedades tem como pressuposto de base a existência de um nível mínimo de confiança nos nossos concidadãos. Mas quando o raciocínio se aplica aos mais frágeis, os mais pobres ou todos aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade e necessidade de apoios sociais, ele parece admitir tacitamente uma inversão do ónus da prova. De quem necessita de apoio social, desconfia-se sempre, por princípio. Esta proposta parece confirmar esta tendência, levando mais longe um impulso que é muito difícil não interpretar como sendo punitivo.

Simplificação e Obrigação

Estamos no polo oposto da discussão que vou agora chamar à colação mas, há cerca de uma década atrás, quando se discutia a nível internacional com intensidade e meramente a título de hipótese, a introdução de um Rendimento Básico Incondicional (RBI), duas das vantagens que se apontavam em relação aos esquemas de proteção social condicionais eram a de um RBI evitar a “armadilha da pobreza” e a “armadilha do desemprego” (por ser, em tese, acumulável com outros rendimentos e, por isso, não desincentivar a procura de emprego) e a de contribuir para a simplificação e desburocratização do sistema de proteção social.

À primeira vista, a proposta do Governo, na senda do que já vinha sendo preparado pelo PS, pareceria apontar nesse sentido. O preâmbulo da proposta de lei menciona explicitamente a intenção de evitar as armadilhas de pobreza e a agregação de 13 prestações sociais não contributivas seria, em tese, um passo em direção à simplificação. Mas o busílis da questão é anunciado logo em seguida: alegando o “equilíbrio entre direitos e deveres” (ou seja, como recorda Martim Avillez Figueiredo, a questão da reciprocidade, que invoca a obrigatoriedade de “dar algo de volta” quando se recebe alguma coisa) anuncia-se o “reforço da fiscalização” e, claro está, aperta-se a malha da condicionalidade.

Alguns dos aspetos que mais chamam a atenção e geram preocupação são: o requerente e o agregado familiar no seu conjunto não podem ter património (incluindo poupanças ou veículos) superior a 30 vezes o valor do IAS, ou seja, 16114 euros, para serem elegíveis para a prestação; a obrigação de prestação de “trabalho social” (em termos a definir) até 15 horas semanais, que, nalgumas condições, poderá vir a atingir 20 horas. A eventual recusa de prestação deste tipo de trabalho implicará o bloqueio do acesso à PSU durante dois anos. Como simplifica Susana Peralta: trata-se de tornar obrigatório o trabalho gratuito. As exceções também têm regras apertadas. Por exemplo, a exceção atribuída por incapacidade para o trabalho por motivo de deficiência, está limitada a quem tenha uma incapacidade de, pelo menos, 80%.

Como se não bastasse, o “reforço da fiscalização” passará pela “criação de um canal de denúncias” para que a máquina de vigilância do Estado possa ser coadjuvada por uma espécie de controlo cidadão, voltado não para o Estado e a sua eventual opacidade, mas para quem se atreva a receber um apoio social. Num país como o nosso, com uma história marcada pela forte presença da Inquisição ou, no século passado, da PIDE, talvez o recurso a este tipo de mecanismo não surpreenda; mas devia fazer-nos corar de vergonha.

 Intrusão, Humilhação e Exclusão

A propósito de vergonha, é bom lembrar que um dos grandes problemas dos mecanismos condicionais de proteção social é o seu carácter burocrático e intrusivo que, no limite, se torna humilhante e estigmatizante e, portanto, na prática, afasta muitas pessoas (mesmo as que potencialmente seriam elegíveis) de o requerer – o que, por sua vez, apenas agudiza a sua situação de pobreza e exclusão social.

Quem nunca tenha tido de beneficiar de uma prestação social e/ou não conheça ninguém que passe ou tenha passado por essa situação, pode cultivar a imaginação assistindo a Eu, Daniel Blake de Ken Loach para ter uma ideia de como a burocracia, a lentidão administrativa, a constante vigilância, são obstáculos constantes à autonomia e à autoconfiança e criam uma insegurança permanente e extrema.

Não é muito difícil de entender. Numa sociedade em grande medida construída em torno da ideia de mérito do indivíduo e transferência do risco para o mesmo, a mera noção de se ter de depender de um apoio social é geradora de vergonha. Pessoas mais isoladas, menos informadas, mais fragilizadas do ponto de vista da saúde mental já terão uma menor propensão para procurar a ajuda a que teriam direito.

Mas o que dizer, agora, quando o indivíduo que cair em situação de fragilidade económica tiver de escolher entre a PSU e as suas poupanças, ou o seu automóvel, ou vir alguém do seu agregado, eventualmente por razões atendíveis, não estar disponível para “trabalho social” gratuito e obrigatório?

Como tem sido notado, é possível que as eventuais novas regras se venham em breve a aplicar às renovações dos apoios sociais e, que fruto da nova exigência nas condições de acesso, afetem muitos beneficiários futuros do RSI, pensão  social de velhice e subsídio social de desemprego – que correspondem a esmagadora maioria de beneficiários, e valor agregado, dos apoios sociais. É bem provável, por isso, que em vez de se promover a autonomia se venha a reforçar a dependência de agregados inteiros por medo de incumprimento das regras, e que, tornando tão exigente o acesso e afastando tantas pessoas por inelegibilidade, os números da pobreza e da exclusão social venham mesmo a disparar.

Parte do preocupante nesta proposta está não só nos detalhes, como as questões relativas ao agregado familiar ou ao património elencadas acima, como na ênfase. A obrigatoriedade de “trabalho social” invoca a reprovação moral de quem alegadamente “não faz nada” e, por isso, se necessita de algo, tem de o “merecer”. E o novo canal de denúncias, desnecessário já que a Segurança Social já faz o seguimento das situações dos beneficiários, não deixa de ser insultuosa para as pessoas. Se tudo isto não é mais uma cedência – também ela gratuita – ao populismo, parece. É possível – e ainda há tempo – para que os partidos corrijam esta proposta. Assim haja vontade política para não piorar a situação de quem mais precisa de proteção social.

PSU obriga desempregados com deficiência a trabalho social

11 June 2026 at 08:27
Medida, que se destina a pessoas entre os 18 e os 66 anos, só dispensa do trabalho quem tenha incapacidade igual ou superior a 80%. Governo explica que situações devem ser avaliadas "caso a caso".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Prestação Social Única (PSU) está prevista para entrar em vigor a 1 de janeiro de 2027
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