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RS investiga caso suspeito de ebola na Grande Porto Alegre

12 June 2026 at 11:00

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul informou, na noite desta quinta-feira (11), que investiga um caso suspeito da doença do vírus Ebola em Nova Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a pasta, o paciente é um homem de 64 anos que esteve por um tempo em Uganda, país africano que registra um surto da doença, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O indivíduo já testou positivo para o vírus da Malária e segue realizando tratamento específico. No entanto, as autoridades investigam se há um novo diagnóstico para Ebola, conforme os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde.

O descarte da infecção deve ser confirmado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que atua como laboratório nacional de referência para conclusões relacionadas à saúde.

Ainda, em nota, a Secretaria afirmou que o paciente será transferido para uma unidade de referência estadual, o Grupo Hospitalar Conceição, na capital, onde receberá atendimento especializado e realizará amostras para análise laboratorial.

Se a doença do Ebola for confirmada, o homem será encaminhado para uma unidade de saúde de referência nacional.

“A Secretaria Estadual da Saúde comunicou imediatamente o caso ao Ministério da Saúde e reforça que todas as ações estão sendo conduzidas em articulação com as autoridades municipais e o Ministério da Saúde, seguindo rigorosamente os protocolos de vigilância, assistência e biossegurança”, afirmou a pasta.

Além disso, pessoas que tiveram contato com o paciente infectado estão sob acompanhamento médico e terão, durante 30 dias, o estado de saúde monitorados para a identificação precoce de eventuais sintomas.

Suspeitas de ebola em SP

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde estadual investiga um segundo caso suspeito da doença no estado.

A paciente, de 31 anos, é uma brasileira que esteve a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC). Ela retornou ao Brasil no dia 6 de junho e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia. Os indícios se intensificaram e ela deu entrada em um hospital particular da capital na terça-feira (9).

Após a notificação do caso, recebida pela Secretaria da Saúde na madrugada desta quarta-feira (10), a mulher foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) em São Paulo, uma unidade de referência para o atendimento de pacientes com suspeita de ebola.

No início do mês, um homem de 37 anos vindo da República Democrática do Congo apresentou sintomas parecidos com os comumente apresentados pelo ebola. No entanto, após exames laboratoriais, a infecção pelo vírus foi descartada. Até as últimas atualizações, o paciente continua internado no Instituto Emílio Ribas.

Sintomas do Ebola

De acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção) dos Estados Unidos, o vírus do Ebola é uma doença mortal e rara, com incidência principalmente na região da África Subsaariana.

A infecção é contraída por meio de fluidos corporais como: sangue, fezes, vomito, urina, saliva, lágrimas e suor.

Pacientes de ebola podem apresentar sintomas, como febre, dores no corpo e fadiga, entre 2 a 21 dias de infecção.

Ao longo do tempo, os sintomas podem ficar mais graves, como, por exemplo, a apresentação de diarreia, vômito e sangramentos.

O tratamento acontece por meio de do controle de dor, fluidos e nutrição dos pacientes.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Luchar contra el ébola y la desinformación en el corazón de la epidemia: “Creía lo que decían mis vecinos, que quienes iban a los centros de tratamiento no salían con vida”

12 June 2026 at 04:30
Familias de pacientes de ébola aguardan noticias de sus seres queridos a las puertas de un centro de salud en la provincia de Ituri, en la República Democrática del Congo, el 8 de junio de 2026.

Del centro de salud de Mungwalu de Ituri, provincia del noreste de la República Democrática del Congo (RDC) donde se concentra el epicentro del actual brote de ébola, solo quedan paredes ennegrecidas y equipos carbonizados. Hace tan solo unos días, el lugar recibía pacientes y era un centro de información sobre el virus. Pero de repente, los habitantes, furibundos y convencidos de que la enfermedad era inventada o se exageraba, quemaron el lugar. A 80 kilómetros, en la periferia de Bunia, la capital de la región, otro centro de salud corrió la misma suerte. Estos ataques no son solo actos de vandalismo. Mientras las autoridades sanitarias intentan contener esta nueva embestida del virus, libran una batalla paralela y menos visible, pero igualmente peligrosa, contra la propagación de rumores y falsas informaciones y la desconfianza de la población.

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Dos responsables sanitarios se lavan los pies antes de entrar en un centro de tratamiento en Bunia, el 8 de junio de 2026.Un líder comunitario se lava las manos durante una sesión de información sobre el ébola en los alrededores del hospital de Rwampara, en República Democrática del Congo (RDC), el 8 de junio de 2026.

How the loss of USAID has weakened the fight against Ebola

The Ebola outbreak in the Democratic Republic of the Congo and Uganda is escalating quickly. There are growing warnings that, without a stronger response, this Ebola outbreak could become one of the deadliest. William Brangham takes a closer look with Jeremy Konyndyk, the president of Refugees International. In 2014, he ran USAID's foreign disaster assistance when Ebola broke out in Africa.

Pandemics that weren’t: How to nip an outbreak in the bud

10 June 2026 at 20:36

On December 10, 2024, a woman arrived at a health facility in Pariak, a town in the state of Jonglei in South Sudan, with diarrhea, vomiting and symptoms of dehydration. She had recently returned from an area affected by cholera. In one of the most vulnerable countries in the world, where millions of people lack regular access to clean water and health services, this could have been the beginning of a new emergency.

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© Gradel Muyisa Mumbere (REUTERS)

Health personnel equipped with personal protective equipment to respond to the ebola outbreak on May 31 in Bunia, Democratic Republic of the Congo.

Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola

Logo Agência Brasil

Os protestos no Quênia contra a construção de um centro para quarentena de estadunidenses expostos ao vírus ebola no Continente Africano resultam em três mortos. O acordo entre Estados Unidos (EUA) e Quênia tem repercutido no país da África Oriental, onde a população teme risco à saúde pública com a transferência de americanos expostos ao vírus.

Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC). Devido à proximidade com os epicentros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.  

Notícias relacionadas:

Nessa terça-feira (9), manifestantes denunciaram o assassinato de mais uma pessoa em um protesto em Nairóbi, a capital do país, contra a instalação do centro de quarentena ligado aos EUA. Na semana passada, outras duas pessoas foram mortas em protestos pelo mesmo motivo, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC).

“A polícia destacada em Nairóbi atirou e matou um manifestante. Os moradores saíram às ruas exigindo transparência sobre a instalação de ebola apoiada pelos EUA e garantias sólidas para a proteção da saúde pública”, diz comunicado da organização não governamental.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.

“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo com o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem qualquer tipo de suspeita de ebola. E lógico que a juventude, e a população de Nairóbi, ficou muito apreensiva”, comenta.

O acordo foi revelado em uma comunicação do governo Trump sobre a ajuda prestada pela Casa Branca ao continente africano para enfrentar o mais recente surto de ebola, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência global.

“Essa questão coloca a saúde pública da população em risco porque ninguém sabe como é que vai ser feita essa construção, onde ela vai ser e quais serão as condições”, acrescentou a professora de relações internacionais da ESPM. 

Nesse contexto, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu ordem cautelar suspendendo a instalação do centro de quarentena, previsto para ser instalado em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital. A mídia local afirma que o centro teria 50 leitos com previsão de expansão até 250 leitos.

“O tribunal proibiu especificamente os réus de admitirem, transferirem, receberem ou facilitarem a entrada no Quênia de pessoas expostas ou infectadas com o vírus ebola, conforme o acordo relatado com os EUA”, disse o jornal Kenyans.

Por meio de nota, a Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para resolver qualquer obstáculo para resposta conjunta dos dois países contra o surto de ebola.

“A unidade de bioisolamento em Laikipia faz parte de uma resposta abrangente para prevenir a disseminação da doença e reduzir os riscos à saúde em toda a região; ela não representa risco para as comunidades vizinhas”, informou a representação de Washington no Quênia.

Segundo a professora Natalia Fingermann, o presidente do Quênia, William Ruto, tem tido uma política bastante alinhada à pauta ocidental na região, com certas características autoritárias.

“O Quênia já vem de algumas semanas de protestos contra o governo, em especial, devido ao aumento do preço dos combustíveis”, completou. O valor da gasolina vem subindo no Quênia no contexto da guerra contra o Irã, que vem perturbando o mercado de petróleo no mundo.

Surto de ebola

Autoridades de saúde de países africanos, em parceria com organismos internacionais e outros países, se esforçam para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para qual ainda não há vacina ou tratamento. O surto, que é o terceiro maior já registrado, vinha avançando mais rapidamente do que a resposta global.

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, tido com altamente mortal. Até o dia 8 de junho, foram registrados 626 casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), com 112 mortes associadas ao vírus; além de 19 casos e duas mortes confirmadas em Uganda.

Os dados são consolidados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da União Africana, alimentado por dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda.

Três morrem no Quênia em protestos contra centro dos EUA para ebola

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Os protestos no Quênia contra a construção de um centro para quarentena de estadunidenses expostos ao vírus ebola no Continente Africano resultam em três mortos. O acordo entre Estados Unidos (EUA) e Quênia tem repercutido no país da África Oriental, onde a população teme risco à saúde pública com a transferência de americanos expostos ao vírus.

Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC). Devido à proximidade com os epicentros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.  

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Nessa terça-feira (9), manifestantes denunciaram o assassinato de mais uma pessoa em um protesto em Nairóbi, a capital do país, contra a instalação do centro de quarentena ligado aos EUA. Na semana passada, outras duas pessoas foram mortas em protestos pelo mesmo motivo, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC).

“A polícia destacada em Nairóbi atirou e matou um manifestante. Os moradores saíram às ruas exigindo transparência sobre a instalação de ebola apoiada pelos EUA e garantias sólidas para a proteção da saúde pública”, diz comunicado da organização não governamental.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.

“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo com o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem qualquer tipo de suspeita de ebola. E lógico que a juventude, e a população de Nairóbi, ficou muito apreensiva”, comenta.

O acordo foi revelado em uma comunicação do governo Trump sobre a ajuda prestada pela Casa Branca ao continente africano para enfrentar o mais recente surto de ebola, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência global.

“Essa questão coloca a saúde pública da população em risco porque ninguém sabe como é que vai ser feita essa construção, onde ela vai ser e quais serão as condições”, acrescentou a professora de relações internacionais da ESPM. 

Nesse contexto, o Tribunal Superior de Nairóbi emitiu ordem cautelar suspendendo a instalação do centro de quarentena, previsto para ser instalado em Laikipia, a cerca de 150 quilômetros da capital. A mídia local afirma que o centro teria 50 leitos com previsão de expansão até 250 leitos.

“O tribunal proibiu especificamente os réus de admitirem, transferirem, receberem ou facilitarem a entrada no Quênia de pessoas expostas ou infectadas com o vírus ebola, conforme o acordo relatado com os EUA”, disse o jornal Kenyans.

Por meio de nota, a Embaixada dos EUA no Quênia afirmou que trabalha para resolver qualquer obstáculo para resposta conjunta dos dois países contra o surto de ebola.

“A unidade de bioisolamento em Laikipia faz parte de uma resposta abrangente para prevenir a disseminação da doença e reduzir os riscos à saúde em toda a região; ela não representa risco para as comunidades vizinhas”, informou a representação de Washington no Quênia.

Segundo a professora Natalia Fingermann, o presidente do Quênia, William Ruto, tem tido uma política bastante alinhada à pauta ocidental na região, com certas características autoritárias.

“O Quênia já vem de algumas semanas de protestos contra o governo, em especial, devido ao aumento do preço dos combustíveis”, completou. O valor da gasolina vem subindo no Quênia no contexto da guerra contra o Irã, que vem perturbando o mercado de petróleo no mundo.

Surto de ebola

Autoridades de saúde de países africanos, em parceria com organismos internacionais e outros países, se esforçam para conter o surto da rara cepa Bundibugyo, para qual ainda não há vacina ou tratamento. O surto, que é o terceiro maior já registrado, vinha avançando mais rapidamente do que a resposta global.

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, tido com altamente mortal. Até o dia 8 de junho, foram registrados 626 casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), com 112 mortes associadas ao vírus; além de 19 casos e duas mortes confirmadas em Uganda.

Os dados são consolidados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da União Africana, alimentado por dados dos ministérios da Saúde da RDC e de Uganda.

Secretaria de Saúde de SP investiga novo caso suspeito de ebola

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Um novo caso suspeito de ebola está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP).

Segundo a secretaria, a paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

Notícias relacionadas:

Ela desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e nesta terça-feira (9) começou a apresentar sintomas como diarreia e febre, procurando um serviço particular de saúde. Nesta madrugada (10), ela foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.

Segundo a secretaria, a paciente está estável e permanece em leito de isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Um teste rápido para malária já foi realizado, que deu resultado negativo.

Até o momento, não há confirmação laboratorial de doença pelo vírus ebola. As análises estão sendo conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

Este é o segundo caso suspeito de ebola no estado de São Paulo. O primeiro caso, referente a um homem de 37 anos procedente da República Democrática do Congo, foi investigado e descartado para ebola.

As análises para esse paciente detectaram a presença de uma bactéria causadora da meningite meningocócica. Segundo a secretaria, esse paciente segue internado no Emílio Ribas, com evolução favorável do quadro de saúde.

Ebola

A doença pelo vírus ebola é uma grave infecção transmitida de pessoa para pessoa. A infecção ocorre por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas, mas somente quando estas apresentam sintomas. O vírus não é transmitido pelo ar.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a doença geralmente apresenta alta taxa de mortalidade, mas no atual surto de ebola, essa taxa varia entre 55% e 60%.

O vírus ebola surgiu pela primeira vez em 1976 em uma aldeia próxima ao rio Ebola, na República Democrática do Congo (antigo Zaire). Desde sua detecção, vários surtos da doença ocorreram em diferentes partes da África.

Até este momento, não houve confirmação de casos de ebola no Brasil.

Secretaria de Saúde de SP investiga novo caso suspeito de ebola

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Segundo a secretaria, a paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

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Ela desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e nesta terça-feira (9) começou a apresentar sintomas como diarreia e febre, procurando um serviço particular de saúde. Nesta madrugada (10), ela foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.

Segundo a secretaria, a paciente está estável e permanece em leito de isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Um teste rápido para malária já foi realizado, que deu resultado negativo.

Até o momento, não há confirmação laboratorial de doença pelo vírus ebola. As análises estão sendo conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

Este é o segundo caso suspeito de ebola no estado de São Paulo. O primeiro caso, referente a um homem de 37 anos procedente da República Democrática do Congo, foi investigado e descartado para ebola.

As análises para esse paciente detectaram a presença de uma bactéria causadora da meningite meningocócica. Segundo a secretaria, esse paciente segue internado no Emílio Ribas, com evolução favorável do quadro de saúde.

Ebola

A doença pelo vírus ebola é uma grave infecção transmitida de pessoa para pessoa. A infecção ocorre por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas, mas somente quando estas apresentam sintomas. O vírus não é transmitido pelo ar.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a doença geralmente apresenta alta taxa de mortalidade, mas no atual surto de ebola, essa taxa varia entre 55% e 60%.

O vírus ebola surgiu pela primeira vez em 1976 em uma aldeia próxima ao rio Ebola, na República Democrática do Congo (antigo Zaire). Desde sua detecção, vários surtos da doença ocorreram em diferentes partes da África.

Até este momento, não houve confirmação de casos de ebola no Brasil.

Bélgica recusa ceder à pressão dos EUA e não impõe restrições a viajantes da República Democrática do Congo

10 June 2026 at 17:08

As autoridades belgas recusaram aceder ao pedido feito por Washington aos países europeus para que adotem maiores restrições nas chegadas de países africanos afetados pelo Ébola, nomeadamente da República Democrática do Congo (RDC), em vésperas do Campeonato do Mundo, reporta o “Politico”.

Frank Vandenbroucke, ministro da Saúde belga, afirmou à Rádio 1 que a Bélgica irá continuar a seguir as recomendações científicas, nomeadamente do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), não cedendo às pressões políticas dos EUA. Segundo o governante, os esforços concentram-se na triagem e nos controlos nos pontos de partida dos países onde existem casos.

“Estamos em estreita articulação com os parceiros envolvidos e com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doença. A ciência conclui que é necessário tomar medidas nos locais onde a crise está a atingir o seu auge. Neste momento, não está prevista qualquer proibição de entrada para ninguém”, explicou.

Na mesma entrevista, o ministro belga acusou a administração Trump de minar a resposta internacional àquela crise de saúde pública.

“Os EUA têm uma responsabilidade enorme pelo que está a acontecer agora, porque a cooperação para o desenvolvimento e a ajuda médica foram reduzidas. Vão ter milhões de pessoas na consciência”, atirou.

O pedido terá chegado a Bruxelas por intermédio do Embaixador Bill White e visava viajantes congoleses.

A resposta surge no dia seguinte ao apelo feito pela administração Trump no sentido de que os países europeus imponham restrições de viagem às pessoas que tenham estado recentemente em países da África Central afetados pelo surto de Ébola, como RDC e Uganda, segundo a “Reuters”.

Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que não há indícios de que sejam necessárias medidas adicionais nas fronteiras para impedir a propagação do vírus na Europa, de acordo com a mesma agência noticiosa.

Ainda não foram registados casos de Ébola nos EUA, mas as preocupações de Washington antecedem a chegada de milhões de adeptos para o Mundial de futebol.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o risco para a saúde decorrente da epidemia no continente africano de “alto” para “baixo”, com exceção da RDC e países vizinhos.

Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contactou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para “discutir a coordenação e os esforços de resposta” ao surto de Ébola.

“A maior prioridade e foco do departamento continuam a ser proteger a saúde do povo americano e impedir que este surto de Ébola chegue às nossas costas”, referiu o comunicado.

Até ao momento, as autoridades confirmaram 600 casos de Ébola na RDC e Uganda, bem como mais de 100 mortes.

Las epidemias que nunca fueron: así se cortaron de raíz brotes potencialmente mortales

10 June 2026 at 04:30

El 10 de diciembre de 2024, una mujer llegó a un centro de salud de Pariak, una localidad del Estado de Jonglei, en Sudán del Sur, con diarrea, vómitos y síntomas de deshidratación. Había regresado recientemente de una zona afectada por el cólera. En uno de los países más vulnerables del mundo, donde millones de personas carecen de acceso regular a agua potable y servicios sanitarios, aquello podía haber sido el comienzo de una nueva emergencia.

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© Gradel Muyisa Mumbere (REUTERS)

Personal sanitario se equipa con material de protección individual para responder al brote de ébola, el 31 de mayo en Bunia, República Democrática del Congo.

Man shot dead during protest against proposed US Ebola quarantine facility in Kenya

Police dispersed demonstrators in Nanyuki, 120 miles from Nairobi, amid rising anger at US plans

Kenyan police have shot dead a man during a protest against a proposed Ebola quarantine facility for US citizens.

Patrick Wahome, who has organised protests in Nanyuki against the centre, told Reuters on Tuesday the man died from a gunshot wound to the head. Reporters from the agency saw his body lying motionless in a police van with a large head wound.

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© Photograph: Luis Tato/AFP/Getty Images

© Photograph: Luis Tato/AFP/Getty Images

© Photograph: Luis Tato/AFP/Getty Images

Ebola spread in central Africa could match 2014 record outbreak, US health officials say

Modelling from US CDC shows Ebola spread could be on ‘dangerous trajectory’, but experts warn outbreaks can be very hard to predict

Central Africa’s Ebola outbreak could spread to be similar in scale to the worst outbreak in history, west Africa’s 2014-2016 outbreak that killed more than 11,000 people, according to a new analysis by US health officials.

The US Centers for Disease Control and Prevention (CDC) on Friday published a range of scenarios generated by computer models, from 10,000 cases to more than 20,000. In the west Africa outbreak, more than 28,000 cases were reported.

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© Photograph: Glody Murhabazi/AFP/Getty Images

© Photograph: Glody Murhabazi/AFP/Getty Images

© Photograph: Glody Murhabazi/AFP/Getty Images

A nurse who survived the current Ebola outbreak: ‘I screamed in pain, my body ached and I felt itchy all over’

5 June 2026 at 11:24

When Furaha Tikamanyire began feeling ill on April 26, she did not imagine she had contracted Ebola. For weeks, this nurse at the Bunia Evangelical Medical Center in the Democratic Republic of the Congo (DRC) had cared for dozens of people arriving from the Mongbwalu region, about 75 kilometers away, where the virus had begun spreading before it was identified.

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© Gradel Muyisa Mumbere (REUTERS)

Furaha Tikamanyire, a Congolese health worker who recovered from the Ebola virus, on May 31, 2026.

Experts criticise plan for American-only Ebola quarantine centre in Kenya

Plan departs from policy of bringing CDC staff back to US for treatment and offering support to all health workers

Former top US officials and other experts are urging the Trump administration to abandon plans for an Ebola quarantine and treatment centre in Kenya, as the union for workers with the US Centers for Disease Control and Prevention (CDC) calls for Americans exposed to Ebola to be brought home for treatment.

Soon after the US revealed it was setting up a field hospital in Kenya for the Ebola quarantine and treatment of Americans, the Kenyan high court blocked the order – but the Kenyan and US governments moved forward anyway, with the first American responders reportedly landing at the Laikipia airbase on Saturday.

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© Photograph: Tony Karumba/AFP/Getty Images

© Photograph: Tony Karumba/AFP/Getty Images

© Photograph: Tony Karumba/AFP/Getty Images

Jean-Marc Sabatier on Emerging Viruses, Vaccines, and Alpha-Gal Syndrome

4 June 2026 at 09:42
Interview with Jean-Marc Sabatier by François Cotard on emerging viruses

Interview with Jean-Marc Sabatier by François Cotard on emerging viruses

During a lengthy interview broadcast on alternative media platforms, Jean-Marc Sabatier shared his views on several current public health topics, including hantaviruses, the Ebola virus, and Alpha-Gal syndrome.

Hantaviruses Under Scrutiny

The interview first focused on hantaviruses, a family of viruses that can cause pulmonary syndromes or hemorrhagic fevers. Jean-Marc Sabatier noted that these viruses are generally transmitted through contact with the feces, urine, or saliva of infected rodents and are not easily spread from person to person.

According to Sabatier, Moderna’s development of an mRNA vaccine targeting certain hantavirus strains as early as 2024 raises questions, particularly because these viruses are considered to have limited pandemic potential. He also described several biological mechanisms associated with these infectious agents and discussed laboratory research involving pseudoviruses.

The speakers emphasized that, based on the information available to them, the number of reported cases in Europe remains limited and that the situation does not currently warrant major concern.

Ebola: Vigilance and Debate Over Vaccination Strategies

The second part of the interview addressed the Ebola virus, particularly the Bundibugyo strain, which is currently being monitored in Central Africa.

Jean-Marc Sabatier reviewed the biological characteristics of the virus, its high fatality rate under certain circumstances, and its modes of transmission, primarily through contact with bodily fluids. He stressed that Ebola outbreaks have historically been contained through targeted public health measures.

The two participants also discussed funding for vaccine research directed at this specific strain. They expressed skepticism about the possibility of large-scale vaccination campaigns being implemented if the virus were to spread beyond Africa.

In addition, several potential treatments were mentioned, including certain monoclonal antibodies and older medications such as ivermectin and hydroxychloroquine, although their effectiveness remains a subject of debate within the scientific community.

Alpha-Gal Syndrome and Red Meat Allergy

The third topic concerned Alpha-Gal syndrome, a red meat allergy that can develop following bites from certain tick species, particularly the Lone Star tick, which is found primarily in North America.

Jean-Marc Sabatier explained that the condition results from an immune reaction to a sugar molecule known as galactose-α-1,3-galactose, which is present in most mammals but absent in humans.

During the discussion, the participants referred to various claims circulating on social media regarding Bill Gates’s alleged involvement in programs related to ticks or synthetic meat. They suggested that connections between these topics might exist, although no direct evidence was presented during the interview.

Ongoing Criticism of Public Health Institutions

Throughout the conversation, the participants expressed skepticism toward certain public health institutions, including the World Health Organization (WHO), regulatory agencies, and major pharmaceutical companies.

Jean-Marc Sabatier specifically criticized the development of mRNA vaccines and argued that dissenting voices face difficulties being heard within scientific and media circles. He stated that he himself has experienced a form of marginalization because of his views.

A Call for Caution

In conclusion, despite the concerns raised during the interview, Jean-Marc Sabatier encouraged listeners not to panic in response to new public health alerts. According to him, it is important to maintain a critical mindset, consult multiple sources of information, and closely monitor evolving epidemiological situations without resorting to alarmism.

Jean-Marc Sabatier, Director of Research at the CNRS, holds a PhD in cell biology and microbiology and a Habilitation à diriger des recherches (HDR) in biochemistry

Anti-Covid vaccines : Jean-Marc Sabatier was right !

 

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