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Vai assar chouriço nos Santos Populares? Estes truques fazem toda a diferença

10 June 2026 at 20:00

Com a chegada dos Santos Populares, há petiscos que ganham lugar obrigatório à mesa. Além das sardinhas e das bifanas, o chouriço assado continua a ser uma das escolhas mais populares, seja num arraial, numa festa em casa ou numa refeição descontraída entre família e amigos.

Apesar de parecer simples, assar chouriço exige alguns cuidados para que o resultado fique no ponto certo. A escolha do enchido, o tipo de assador, a quantidade de álcool e o tempo de exposição ao lume fazem toda a diferença entre um chouriço suculento e outro demasiado seco ou queimado.

O chouriço assado é apreciado precisamente por juntar sabor intenso, textura crocante por fora e interior mais macio. Quando bem preparado, fica pronto em poucos minutos e acompanha na perfeição com pão fresco, broa ou até outros petiscos típicos da época.

A escolha do chouriço faz diferença

De acordo com o Notícias ao Minuto, o primeiro passo está na escolha do chouriço. Deve preferir uma peça com equilíbrio entre carne e gordura, já que a gordura ajuda a manter o enchido mais suculento durante a confeção. Se tiver pouca gordura, o chouriço pode secar depressa e perder parte do sabor.

Ainda assim, também não convém escolher um chouriço demasiado gordo, pois pode libertar excesso de gordura durante a confeção e tornar-se enjoativo. O ideal é procurar um enchido de boa qualidade, com aspeto firme, aroma agradável e composição equilibrada.

Entre as opções mais recomendadas está o chouriço de porco preto, muitas vezes mais saboroso e adequado para este tipo de preparação. Já os chouriços mais secos podem ser melhores para fatiar e servir crus ou em tábuas, mas nem sempre são a melhor escolha para assar.

Antes de o levar ao lume, deve dar alguns golpes no chouriço ou picá-lo ligeiramente com um garfo. Este passo ajuda a gordura a derreter de forma mais uniforme e evita que o enchido rebente ou fique cozinhado de forma irregular.

O assador de barro continua a ser uma boa opção

O assador de barro é uma das formas mais tradicionais de preparar chouriço assado. Além do efeito visual, com a chama à vista, este tipo de assador ajuda a distribuir melhor o calor e permite controlar a confeção com mais facilidade.

Antes de começar, é importante garantir que o assador está limpo e completamente seco. Qualquer resto de gordura, água ou álcool usado anteriormente pode interferir com a chama e tornar o processo menos seguro.

O álcool deve ser colocado apenas no fundo do assador, em pequena quantidade. Duas a três colheres de sopa costumam ser suficientes para assar um chouriço, dependendo do tamanho da peça e da intensidade da chama.

Deve usar álcool etílico próprio para uso alimentar, geralmente entre 70% e 90%, e nunca despejá-lo diretamente da garrafa junto da chama. O mais seguro é colocar primeiro o álcool no assador, afastar a garrafa e só depois acender com um fósforo comprido ou um isqueiro adequado.

Como assar sem deixar queimar

Quando a chama estiver acesa, coloque o chouriço sobre o assador e deixe cozinhar lentamente. O segredo está em virar a peça com frequência, idealmente a cada 30 segundos, para que todos os lados recebam calor de forma equilibrada.

O objetivo não é queimar o chouriço, mas sim caramelizar o exterior e aquecer bem o interior. Se ficar demasiado tempo exposto à chama no mesmo ponto, pode escurecer depressa e ganhar um sabor amargo.

Em média, o chouriço fica pronto entre seis a oito minutos, embora o tempo possa variar conforme o tamanho, a espessura e a intensidade do lume. Deve estar atento à cor, ao aroma e à textura para perceber quando está no ponto certo.

Se a chama apagar antes de o chouriço estar pronto, pode adicionar mais uma pequena quantidade de álcool, mas sempre com o lume apagado e com cuidado. Nunca deve colocar álcool diretamente sobre uma chama ativa.

Um toque diferente no final

Para quem gosta de sabores mais intensos, há pequenos truques que podem transformar o resultado final. Nos últimos segundos de confeção, pode pincelar o chouriço com um pouco de mel e aguardente, criando uma camada ligeiramente caramelizada.

Este passo deve ser feito com moderação, para não tapar o sabor natural do enchido. A ideia é apenas acrescentar brilho, doçura e um aroma diferente, sem transformar o petisco numa preparação demasiado pesada.

Depois de assado, o chouriço deve repousar durante um ou dois minutos antes de ser cortado. Desta forma, os sucos assentam e a textura fica mais agradável. O ideal é servir em rodelas, ainda quente, acompanhado de pão.

Também pode usar forno ou air fryer

Quem não tem assador de barro em casa pode preparar chouriço no forno. Neste caso, deve pré-aquecer o forno a 200 ºC, colocar o chouriço num tabuleiro e deixar assar durante cerca de 15 minutos, virando a meio do tempo.

A air fryer também é uma alternativa prática. Basta colocar o chouriço no cesto, programar cerca de oito minutos a 180 ºC e virar a meio da confeção. Tal como no assador, deve dar alguns golpes antes de cozinhar.

Embora estas alternativas não tenham o mesmo efeito tradicional da chama, conseguem um resultado saboroso e mais simples para quem quer evitar o uso de álcool ou não tem espaço para preparar o chouriço no assador.

No fim, o segredo está em três pontos simples: escolher um bom chouriço, controlar o calor e evitar cozinhar em excesso. Com estes cuidados, este petisco típico dos Santos Populares fica pronto em poucos minutos e com sabor digno de arraial.

Leia também: Sardinha no pão está em destaque nos Santos Populares: saiba quanto custa este ano

Muere José Ignacio López de Arriortua, el 'Superlópez' de la industria del automóvil al que General Motors acusó de espionaje

10 June 2026 at 17:36

Muere José Ignacio López de Arriortua, el 'Superlópez' de la industria del automóvil al que General Motors acusó de espionaje

Marchó de la empresa estadounidense a la alemana Volkswagen con el sueño de abrir una planta en su Amorebieta natal con más de 4.000 puestos de trabajo

Piden la desclasificación de los documentos sobre 'Naparra' cuando se cumplen 46 años de su desaparición

El empresario e ingeniero José Ignacio López de Arriortua, conocido como 'Superlópez', ha fallecido este miércoles. Tenía 85 años. Nacido en la localidad vizcaína de Amorebieta, comenzó trabajando para Firestone y en 1980 fichó por la estadounidense General Motors, en la que llegó a desempeñar un cargo directivo. Casi tres lustros después, en 1993, se marchó a la alemana Volkswagen, donde alcanzó el puesto de vicepresidente, si bien lo hizo entre acusaciones de espionaje por General Motors. Las acusaciones cristalizaron en un proceso judicial que se cerró con el compromiso de la empresa alemana de abonar cien millones de dólares a la estadounidense y de adquirir de ella durante años componentes, que alcanzaron una suma total de más de mil millones.

López de Arriortua, nacido en 1941, cursó estudios de Ingeniería Industrial en la Escuela de Ingenieros Industriales de Bilbao, en al que se doctoró. Sus primeros pasos laborales los dio en la planta de Firestone en Basauri. De General Motors se machó a Volskwagen con la intención de abrir una fábrica en su localidad natal que pudiera dar trabajo a cuatro millares de personas. “Es el único proyecto que no me ha salido en mi vida. Pero sigo albergando la esperanza de que un día...”, explicaba, muchos años después, en una entrevista concedida al periódico 'Deia'. “Es que solo hace falta que algún político vea la oportunidad”, recalcaba. En otra entrevista, en este caso con 'Abc', presumía de ser el “salvador” de ambas empresas, tanto de General Motors como de Volkswagen.

En enero de 1998, sufrió un accidente de tráfico al colisionar con un camión el vehículo en el que viajaba. Perdió la memoria durante más de un mes y pasó tres en el hospital. Una vez recuperado, se retiró a Busturia con su esposa, Margarita Urquiza, y sus tres hijas.

Esta inesperada serie de Batman continúa reescribiendo oficialmente a los villanos principales de DC

10 June 2026 at 15:30

Producida por Matt Reeves, la serie de animación de Batman titulada Batman: Caped Crusader regresa con una prometedora segunda temporada. Lo más sorprendente es que, según lo revelado hasta ahora, pretende reescribir los villanos principales asociados al personaje. Esto coincide exactamente con un momento en el que el Universo DC continúa extendiéndose tanto en cine como en televisión. Justamente, Matt Reeves es actualmente uno de los cineastas más involucrados en el mundo de Batman, sobre todo por el impacto de The Batman.

Estrenada en 2022, esta cinta del murciélago se concibió como parte de un Elseworlds del Universo DC. De hecho, terminó convirtiéndose en franquicia tras expandirse con la serie derivada de El Pingüino, de la cual Matt Reeves fue productor ejecutivo. Aparte de la tan esperada secuela, otro proyecto en el que participa regresa el próximo mes de julio. No es otro que Batman: Caped Crusader, una serie de animación de Prime Video que ha destacado por redefinir la mayoría de los personajes de Gotham.

La serie que reinterpreta a los villanos clásicos del Caballero Oscuro

La propuesta transporta al público a una oscura versión de Gotham para seguir a un joven Bruce Wayne en sus años primerizos como detective. Estrenada en 2024, fue un éxito entre crítica y público. De hecho, se elogió su particular tono, guion y animación, así como su enfoque centrado en los personajes y la narrativa. Pues bien, la segunda temporada presentará a más enemigos clásicos de Batman, pero con nuevos cambios que mostrarán una nueva faceta de su legado.

De un modo similar a la visión de Matt Reeves en The Batman, Batman: Caped Crusader se centra más bien en los aspectos noir que rodean a la figura del Caballero Oscuro. Es por eso que profundiza aún más en el submundo criminal de DC o en la corrupción policial de Gotham. Pues bien, según las últimas confirmaciones, los villanos que se irán sumando poco a poco a esta renovada entrega son el Sombrerero Loco, el Espantapájaros, el Joker y Acertijo.

Aunque no tengan una relación directa, muchos afirman que Batman: Caped Crusader es la sucesora ideal de Batman: La serie animada, considerada una de las mejores series de DC. De modo similar, esta última producción relata el conflicto del Caballero Oscuro contra algunos de sus enemigos más notables. Eso sí, destacó principalmente por profundizar en la complejidad de los personajes.

En este sentido, Batman: La serie animada proporcionó a la mayoría de los villanos historias trágicas que se sentían especialmente traumáticas. El objetivo era explorar qué fue lo que los llevó a actuar del modo en que lo hacen. Entre otras cosas, esto añade otra conexión más entre ambas series del murciélago. Queda por ver qué otros cambios introducirá Batman: Caped Crusader en el lore de este conocido personaje, así como las repercusiones que esto tendrá de cara al futuro de la serie.

© Difoosion

El personaje de Batman ha sido interpretado en cine y televisión por múltiples actores en el transcurso de décadas

Eli Lilly regressa ao clube dos bilionários

10 June 2026 at 15:10

A Eli Lilly regressou recentemente ao clube das empresas cotadas em bolsa com um valor de mercado acima de um bilião de dólares (ou trilião na denominação norte-americana), o equivalente a 870 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual. Neste clube estão atualmente 14 empresas.

A farmacêutica, que detém medicamentos para a obesidade e diabetes como o Mounjaro e o Zepbound, já tinha estado no clube dos bilionários em 2025, é atualmente a 14ª cotada mais valiosa do mundo, com um valor estimado de 1,02 biliões de dólares (880 mil milhões de euros).

No clube bilionário estão a Nvidia, a Alphabet (detentora da Google), a Apple, a Microsoft, a Amazon, a TSMC, a Broadcom, a Saudi Aramco, a Tesla, a Meta, a Samsung, a Micron, a Berkshire Hathaway, e a Eli Lilly. Neste grupo só a Nvidia tem um valor de mercado estimado acima dos cinco biliões de dólares (4,3 biliões de euros).

A SK Hynix, que desenvolve e fabrica chips de memória, esteve recentemente neste clube mas dele saiu na sequência da forte desvalorização no setor dos chips, ocorrida na sexta-feira (5 de junho). O índice de semicondutores caiu nesse mais de 8%. Esta quebra deveu-se à reação negativa dos investidores à guidance emitida pela Broadcom durante a apresentação de resultados. A empresa sul-coreana SK Hynix chegou a quebrar mais de 9% com o impacto da guidance da Broadcom. Calcula-se que o setor dos chips tenha perdido mais de um bilião de dólares (870 mil milhões de euros) em valor de mercado a 5 de junho.

Perto de entrar no clube dos bilionários está a Walmart que possui um valor de mercado estimado em 946 mil milhões de dólares (819,6 mil milhões de euros).

SpaceX, Anthropic e OpenAI perto de se juntarem ao clube

A SpaceX, que é atualmente a não cotada mais valiosa do mundo, está a dois dias de se juntar ao clube dos bilionários. A empresa de foguetões, satélites e inteligência artificial, liderada por Elon Musk, entra no mercado de capital, na sexta-feira, naquela que será a maior estreia de sempre.

A empresa deve angariar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) com a sua oferta pública inicial (IPO na sigla inglesa) superando o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) estabelecido pela Saudi Aramco em 2019.

A empresa terá 555,6 milhões de ações em negociação, a um preço de 135 dólares cada, sendo que até 30% será alocado ao retalho. Estes números colocam o valor da SpaceX nos 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros), deixando-a como a oitava cotada mais valiosa do mundo.

O banco que vai liderar o IPO será o Goldman Sachs. E na dianteira estará também o Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e JP Morgan Chase.

Perto de se juntar ao clube está também a Anthropic e a OpenAI, que são a segunda e a terceira não cotadas mais valiosa do mundo. Ambas já confirmaram junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC) a sua intenção de entrar em bolsa. Embora não tenham avançado nenhuma data para essa estreia.

As suas últimas rondas de financiamento colocaram as avaliações da Anthropic e da OpenAI nos 965 mil milhões de dólares (827,9 mil milhões de euros) e nos 852 mil milhões de dólares (731 mil milhões de euros).

“Hoje, a Anthropic submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registo no Formulário S-1 à SEC para uma proposta de oferta pública inicial (IPO) das nossas ações ordinárias. Isto dá-nos a opção de abrir o capital após a conclusão da análise da SEC. A oferta pública inicial proposta dependerá das condições de mercado e de outros fatores. O número de ações a oferecer e o preço ainda não foram definidos”, disse a Anthropic a 1 de junho.

“Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial. Prevemos que ele seja alvo de uma fuga, por isso estamos apenas a anunciá-lo. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa não cotada. Mas é uma questão complexa de ponderação e isso dá-nos a opção de abrir o capital mais cedo, se for o melhor caminho”, confirmou a OpenAI junto da SEC a 8 de junho.

Em março a Bloomberg avançava que a entrada em bolsa da Anthropic poderia ocorrer em outubro, no melhor cenário.

O “Wall Street Journal” avançou, em janeiro, que a entrada em bolsa da OpenAI poderia acontecer no quarto trimestre do ano.

Vizinhos podem trazer pessoas para a piscina do condomínio? Saiba o que diz a lei

10 June 2026 at 14:50

Com o verão à porta, muitos condomínios voltam a enfrentar a mesma dúvida: um morador pode levar amigos ou familiares para a piscina do prédio? Em Portugal, não existe uma regra nacional que diga exatamente quantos convidados cada condómino pode levar, mas o regulamento do condomínio pode impor limites.

A piscina de um condomínio é, em regra, uma parte comum do prédio, salvo se o título constitutivo estabelecer outra afetação. Isto significa que pertence ao conjunto dos condóminos e deve ser usada de acordo com as regras aprovadas para esse edifício.

O ponto essencial é este: o direito principal de usar a piscina pertence aos condóminos. Residentes, arrendatários, familiares, visitantes ou hóspedes podem utilizá-la nos termos do regulamento e do título que legitima a ocupação da fração. Já a entrada de convidados depende das normas internas do condomínio.

Regulamento pode limitar convidados

O regulamento do condomínio pode definir se os convidados podem ou não usar a piscina. Também pode estabelecer quantas pessoas cada fração pode levar, em que horários e com que condições.

O Código Civil prevê que o regulamento do condomínio discipline o uso, a fruição e a conservação das partes comuns. Segundo a DECO, as regras sobre piscinas em condomínios podem abranger o uso exclusivo pelos condóminos, o alargamento a familiares e amigos, a possibilidade de eventos, os horários, a higiene e a vigilância.

Estas regras devem ser aprovadas em assembleia de condóminos e aplicadas de forma igual a todos. O objetivo não deve ser perseguir um morador específico, mas garantir segurança, conforto e boa convivência.

Por exemplo, um condomínio pode decidir que cada fração só pode levar um ou dois convidados para a piscina. Também pode limitar o acesso em dias de maior lotação ou exigir que o condómino ou residente responsável esteja presente enquanto os convidados utilizam o espaço.

Não há número fixo na lei

A lei não diz que cada vizinho pode levar uma, duas, três ou cinco pessoas. Esse número depende da dimensão da piscina, da lotação recomendada do espaço, do número de frações e do que estiver definido no regulamento interno.

Num condomínio pequeno, permitir muitos convidados por fração pode tornar a piscina impraticável para os restantes moradores. Já num condomínio maior, com espaço amplo e regras claras, pode haver maior flexibilidade.

Por isso, a resposta à pergunta “quantas pessoas podem levar?” é simples: depende do regulamento do condomínio e das regras aprovadas pela assembleia.

Convidados não podem tirar o direito aos moradores

Mesmo quando os convidados são permitidos, a sua presença não deve impedir os condóminos e residentes autorizados de usar a piscina. A prioridade deve ser sempre de quem tem direito regular à utilização do espaço comum.

Se um condómino levar muitas pessoas e isso causar excesso de lotação, barulho, falta de espaço ou conflitos, o condomínio pode intervir. O administrador deve aplicar o regulamento e, se necessário, levar o tema à assembleia.

A piscina não deve transformar-se num espaço de festas privadas, a menos que isso esteja expressamente previsto e autorizado pelas regras internas.

Segurança também conta

As regras da piscina não servem apenas para evitar conflitos. Também existem por razões de segurança. A lotação recomendada, a vigilância de crianças, os horários, o ruído, a higiene e o uso correto do espaço devem estar definidos de forma clara.

A DECO PROteste tem alertado para a insuficiência de regulamentação específica sobre piscinas de lazer em condomínios, o que torna ainda mais importante a existência de regras internas bem aprovadas e publicitadas.

Em condomínios com piscina, é aconselhável que as principais regras estejam afixadas junto ao acesso. O Decreto-Lei n.º 268/94 também prevê que o administrador assegure a publicitação das regras respeitantes à segurança do edifício e dos equipamentos de uso comum. Assim, moradores, arrendatários e convidados sabem o que podem ou não fazer.

Também pode ser exigido que os convidados estejam sempre acompanhados pelo morador responsável. Em caso de danos, incumprimento de regras ou comportamento inadequado, o condómino ou residente que os levou pode ser chamado a responder perante o condomínio, sem prejuízo de eventual responsabilidade civil.

E se não houver regulamento?

Se o condomínio não tiver regras claras sobre convidados na piscina, podem surgir conflitos. Nesses casos, o tema deve ser levado à assembleia de condóminos para aprovação de normas internas.

A assembleia pode definir limites razoáveis, desde que respeite a lei, o título constitutivo da propriedade horizontal e os direitos dos condóminos. As regras devem ser proporcionais e justificadas pela boa utilização do espaço comum.

O ideal é que o regulamento indique quem pode usar a piscina, quantos convidados são permitidos, se há necessidade de identificação, quais os horários e que comportamentos são proibidos.

Se forem aprovadas sanções por incumprimento, estas devem respeitar os limites legais e ficar previstas no regulamento ou em deliberação válida da assembleia.

Alojamento local

Quando há alojamento local no condomínio, a questão pode tornar-se mais sensível. A entrada frequente de hóspedes na piscina deve ser analisada à luz do regulamento e das deliberações da assembleia.

Segundo o Guia Técnico do Alojamento Local do Turismo de Portugal, quando o alojamento local funciona em edifício em propriedade horizontal, o livro de informações disponibilizado aos hóspedes deve incluir informação sobre o regulamento e as regras do condomínio relevantes para a utilização do alojamento e das partes comuns.

O que fazer em caso de abuso

Se um vizinho leva constantemente grupos grandes para a piscina e isso causa incómodo, o primeiro passo é verificar o regulamento do condomínio. Se houver uma regra clara, deve ser comunicada ao administrador.

Caso o regulamento seja omisso, os condóminos podem pedir que o assunto seja discutido em assembleia. A partir daí, podem ser aprovadas regras mais concretas para evitar novas situações de conflito.

A resposta prática é simples: os vizinhos podem levar convidados para a piscina do condomínio se o regulamento o permitir. Mas não há um direito automático a levar grupos sem limite, nem uma regra nacional igual para todos os prédios.

Antes de convidar amigos ou familiares, o melhor é confirmar o regulamento, respeitar a lotação e garantir que os convidados não retiram aos restantes moradores o direito de usar a piscina em segurança e tranquilidade.

Leia também: Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos

Bolsa de Lisboa e Europa caem no vermelho

10 June 2026 at 12:08

A bolsa de Lisboa e os principais índices europeus caíram a meio da sessão no vermelho depois de terem iniciado o dia a negociar no verde. O índice português (PSI) desvaloriza 0,41% para os 8.866,44 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para os CTT que quebra 2,84% para os 5,66 euros, seguida pela EDP Renováveis que desce 2,32% para os 13,48 euros, e a Mota-Engil desliza 1,38% para os 4,41 euros.

No vermelho encontra-se também a EDP, a Jerónimo Martins, o Banco Comercial Português (BCP), a Teixeira Duarte, a Galp Energia, e a REN.

No verde está a Corticeira Amorim que sobe 2,92% para os 6,70 euros, seguida pela Semapa que valoriza 1,30% para os 23,35 euros, e a NOS avança 0,98% para os 5,03 euros.

A negociar no verde está também a Navigator e a Sonae.

Europa está no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 0,65% para os 24.258,70 pontos, o CAC 40 (França) desce 0,35% para os 8.175,03 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desvaloriza 0,40% para os 10.186,30 pontos.

O AEX (Países Baixos) quebra 0,09% para os 1.045,88 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desce 0,45% para os 18.104,75 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,16% para os 50.180,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a descer 0,34% para os 91,14 dólares e o crude desvaloriza 0,18% para os 88.04 dólares.

O euro está a subir 0,12%, face ao dólar, para os 1,15530 dólares e o euro quebra 0,03%, face à libra, para as 0,86252 libras.

Algarve ‘aquece motores’ para o verão com ocupação perto dos 80% nas ‘miniférias’ de junho

10 June 2026 at 12:00

A ocupação hoteleira no Algarve deverá rondar os 80% durante as miniférias proporcionadas pelos feriados de junho. O setor turístico fala num ligeiro aumento da procura face ao ano passado, com o mercado português a ter um papel decisivo nos resultados registados nesta altura.

De acordo com o Notícias ao Minuto, as expectativas foram avançadas à agência Lusa pelo presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins. O responsável afirmou que a região deverá ultrapassar os 80% de ocupação durante esta semana marcada pelos feriados de 4 e 10 de junho.

Para os empresários do setor, estes dias funcionam como uma espécie de arranque simbólico da época turística. Depois de meses de preparação, o Algarve entra agora num período de maior movimento, antes de chegar ao pico do verão.

Mercado português impulsiona reservas

Segundo Hélder Martins, o mercado nacional é o que mais está a contribuir para a ocupação registada nesta fase. Muitos portugueses aproveitaram os feriados de junho para fazer pequenas escapadas e escolheram o Algarve como destino.

O tempo quente e sem chuva também ajudou. As condições meteorológicas favoráveis permitiram às famílias aproveitar os primeiros dias de praia, reforçando a atratividade da região nesta altura do ano.

Para o presidente da AHETA, este período serve para “aquecer os motores” antes da época média-alta e da época alta. O setor mostra-se satisfeito com a procura e encara os próximos meses com confiança.

A procura interna continua, assim, a ter um peso importante no desempenho turístico algarvio, sobretudo em fins de semana prolongados, feriados e períodos festivos.

Algarve continua a ser escolha de eleição

Também o presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, destacou o impacto positivo dos feriados na procura. O responsável afirmou que houve um ligeiro aumento das reservas do mercado interno, embora sem grandes diferenças face ao ano passado.

Segundo André Gomes, os feriados são tradicionalmente aproveitados por muitos portugueses para pequenas viagens dentro do país. O Algarve mantém-se como um dos destinos preferidos para este tipo de escapadas.

O responsável sublinhou que a região continua a ser um destino consolidado e com níveis de procura consistentes. Essa estabilidade ajuda a reforçar a confiança dos operadores turísticos numa fase em que o verão se aproxima.

Apesar de não haver variações muito significativas face ao ano anterior, os indicadores são considerados positivos para o setor.

Feriados dão sinal para a época alta

Os períodos de maior procura em junho são vistos pelos responsáveis do turismo como um bom indicador para os meses seguintes. A ocupação registada nas miniférias permite perceber tendências de consumo e avaliar o comportamento do mercado nacional.

Para a Região de Turismo do Algarve, os resultados reforçam a confiança numa época alta positiva. A expectativa é que a procura se mantenha forte, sustentada tanto pelos turistas portugueses como pelos visitantes estrangeiros.

O Algarve tem conseguido manter-se como uma das principais escolhas para férias de verão, beneficiando da oferta hoteleira, das praias, da restauração e da notoriedade internacional do destino.

Ainda assim, o desempenho do setor dependerá de vários fatores, incluindo preços, disponibilidade de alojamento, ligações aéreas e comportamento dos mercados externos.

Setor confiante para os próximos meses

A hotelaria algarvia encara estes números como um sinal positivo. A ocupação perto dos 80% durante as miniférias mostra que a região continua a atrair visitantes antes mesmo do início oficial da época alta.

Para os empresários, esta dinâmica é importante porque ajuda a distribuir a procura por mais semanas e a prolongar a atividade turística para lá dos meses de julho e agosto.

O turismo continua a ser um dos motores económicos do Algarve, com impacto direto na hotelaria, restauração, comércio, transportes e serviços. Por isso, cada período de forte ocupação é acompanhado com atenção pelo setor.

A confirmar-se uma época alta positiva, o Algarve deverá voltar a registar um verão de forte movimento turístico, apoiado na procura nacional e internacional.

Primeiros dias de praia ajudam procura

O bom tempo registado durante este período também contribuiu para a escolha do Algarve. Com temperaturas favoráveis e ausência de chuva, muitos visitantes aproveitaram para fazer praia e antecipar o ambiente de verão.

Este fator é particularmente relevante numa região cuja imagem turística continua muito associada ao sol, ao mar e às férias em família.

As miniférias de junho acabam, por isso, por funcionar como uma antevisão do verão algarvio. Hotéis, restaurantes e comércio local beneficiam do aumento de visitantes, enquanto o setor mede o pulso à procura para os meses de maior pressão.

No final, a mensagem dos responsáveis é de confiança. O Algarve chega à porta da época alta com ocupação elevada, procura consistente e expectativa de um bom desempenho turístico nos próximos meses.

Leia também: Cuidado com o seu carro: cidade algarvia tem sido alvo de vários assaltos durante o dia

El Niño está de volta: IPMA esclarece o que pode mudar no tempo em Portugal

10 June 2026 at 10:40

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para uma elevada probabilidade de ocorrência de um episódio de El Niño entre junho e agosto. Apesar de este fenómeno ocorrer no Oceano Pacífico, pode influenciar padrões climáticos em várias regiões do planeta, embora em Portugal os efeitos previstos sejam indiretos e pouco significativos.

Segundo o IPMA, a informação atualizada sobre a temperatura da superfície do oceano no Pacífico equatorial indica que o sistema ainda se encontra numa fase neutral. No entanto, as previsões apontam para uma mudança nas próximas semanas.

De acordo com os modelos de previsão sazonal, a passagem da fase neutral para a fase de El Niño poderá ocorrer entre junho e julho de 2026, com uma probabilidade superior a 80%. O fenómeno poderá manter-se até ao final do ano.

El Niño pode ser moderado a forte

A previsão mais recente indica que o próximo episódio de El Niño poderá atingir intensidade moderada a forte. Esta classificação depende da evolução da temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical.

O El Niño é a fase quente de um ciclo natural conhecido como Oscilação Sul do El Niño, ou ENSO. O fenómeno ocorre quando as águas superficiais do Pacífico central e oriental ficam mais quentes do que o normal durante um determinado período.

Para ser classificado como El Niño, esse aquecimento tem de atingir e manter-se pelo menos 0,5 graus Celsius acima da média de longo prazo. Esta alteração interfere com padrões atmosféricos e pode ter impacto no clima em várias partes do mundo.

Em termos globais, o El Niño tende a contribuir para o aumento da temperatura média do planeta. Em algumas regiões, está associado a secas prolongadas; noutras, pode favorecer chuvas intensas e inundações.

E em Portugal?

Apesar da influência global do fenómeno, o IPMA esclarece que os efeitos do El Niño em Portugal são indiretos e pouco significativos quando comparados com regiões como a América do Sul, a Austrália ou zonas do Pacífico.

A ligação ao clima português não é direta. Segundo o instituto, alguns estudos apontam para uma influência através da Oscilação do Atlântico Norte, conhecida como NAO, que pode condicionar a precipitação e a temperatura do ar na Península Ibérica.

Essa possível influência tende a ser mais relevante durante o inverno do Hemisfério Norte. Ainda assim, o impacto em Portugal é bastante menos evidente do que noutras áreas do planeta, onde o El Niño altera de forma mais marcada os padrões de chuva e temperatura.

Por isso, a previsão de um novo episódio de El Niño não significa, por si só, que Portugal vá enfrentar automaticamente seca extrema, ondas de calor mais intensas ou chuva fora do normal. O efeito depende de vários fatores atmosféricos e regionais.

Fenómeno ocorre longe, mas tem alcance global

Embora se forme no Pacífico tropical, o El Niño pode alterar a circulação atmosférica à escala global. Esse efeito em cadeia ajuda a explicar por que razão um fenómeno distante pode influenciar o clima em diferentes continentes.

Na América do Sul, por exemplo, pode favorecer episódios de chuva intensa em algumas zonas. Na Austrália e noutras regiões, pode estar associado a maior risco de seca e temperaturas elevadas.

Em Portugal, porém, essa influência chega de forma mais diluída. O clima nacional continua a depender de fatores mais próximos, como a circulação atmosférica no Atlântico, a posição dos centros de altas e baixas pressões e a evolução da Oscilação do Atlântico Norte.

É por isso que o IPMA sublinha que a influência do El Niño no território português não deve ser comparada com a observada em regiões diretamente afetadas pelo fenómeno.

La Niña é a fase oposta

O ciclo ENSO tem também uma fase fria, conhecida como La Niña. Esta ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical desce pelo menos 0,5 graus Celsius abaixo da média de longo prazo.

Tal como o El Niño, a La Niña pode influenciar padrões climáticos globais, mas com efeitos diferentes consoante as regiões. Ambas as fases fazem parte de uma oscilação natural do sistema oceano-atmosfera.

O episódio mais recente de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para temperaturas globais recorde. O ano de 2024 foi considerado o mais quente desde que há registos.

Ainda assim, cada episódio tem características próprias. A intensidade, duração e época do ano em que se desenvolve podem alterar a forma como afeta diferentes regiões.

IPMA mantém acompanhamento

O IPMA atualiza mensalmente a informação sobre a evolução do índice ENSO e das temperaturas no Pacífico equatorial. Estes dados permitem acompanhar a probabilidade de formação e persistência de episódios de El Niño ou La Niña.

Para Portugal, a principal mensagem é de prudência. O fenómeno deve ser acompanhado, mas não há indicação de efeitos diretos e relevantes no território nacional neste momento.

A eventual influência poderá fazer-se sentir sobretudo de forma indireta, através de padrões atmosféricos mais amplos, em especial durante o inverno.

No entanto, o comportamento do clima depende sempre da conjugação de vários fatores. Por isso, as previsões sazonais devem ser lidas como tendências e não como certezas absolutas para o tempo que se fará em Portugal.

O que os portugueses devem saber

Para os portugueses, o El Niño deve ser entendido como um fenómeno climático global com impacto variável consoante as regiões. Não é um evento que se forme perto da costa nacional, nem tem uma ligação imediata ao tempo do dia a dia no país.

Ainda assim, por poder influenciar a temperatura média global e os padrões de circulação atmosférica, continua a ser acompanhado por serviços meteorológicos em todo o mundo.

Em Portugal, segundo o IPMA, os efeitos esperados são indiretos e nada significativos quando comparados com outras zonas do planeta. A evolução será monitorizada ao longo dos próximos meses.

A confirmar-se, este novo episódio de El Niño poderá marcar a segunda metade de 2026 no contexto climático global, mas sem que isso signifique, para já, alterações diretas relevantes no clima português.

Leia também: Vêm aí trovoadas secas e o tempo vai ‘ferver’: o calor chega nestes dias e não vai poupar estas regiões

Piden la desclasificación de los documentos sobre 'Naparra' cuando se cumplen 46 años de su desaparición

10 June 2026 at 09:19

Piden la desclasificación de los documentos sobre 'Naparra' cuando se cumplen 46 años de su desaparición

El Observatorio Vasco de Derechos Humanos se apoya en el testimonio de un hombre que prestó servicios a la inteligencia española y asegura que conocía el paradero de los restos

Un documental rescata la lucha de la familia de 'Naparra' por encontrar su cuerpo más de 40 años después

A pocos días de que se cumplan 46 años de la desaparición de José Miguel Etxeberria Álvarez, alias 'Naparra', el Observatorio Vasco de Derechos Humanos ha solicitado de manera formal la desclasificación “inmediata” de los documentos relacionados que obren en poder del Centro Nacional de Inteligencia (CNI), heredero del Centro Superior de Información de la Defensa (CESID). 'Naparra', que había pertenecido a ETA político-militar primero y a ETA militar después, se integró más tarde en los Comandos Autónomos Anticapitalistas, en los que llegó a destacarse como líder. Huido a Francia en 1978, desapareció el 11 de junio de 1980.

La petición se ha hecho a través de un escrito, fechado el 4 de junio, dirigido a seis diputados (Mertxe Aizpurua, de EH Bildu; Maribel Vaquero, del PNV; Rafaela Romero y Adriana Maldonado, socialistas; Ione Belarra, de Podemos, y Lander Martínez, de Sumar) y cinco senadores (Estefanía Beltrán de Heredia, del PNV; Uxue Barkos, de Geroa Bai; Gorka Elejaberrieta, de EH Bildu, y Nuria Medina y Alfonso Gil, socialistas). Se les solicita que “promuevan [...] la desclasificación inmediata de la documentación obrante en el CESID (actual CNI) relativa al secuestro, desaparición y ocultación de los restos mortales” del desaparecido.

En el escrito, en una sección dedicada a recoger los hechos, se apunta a que Ramón Francisco Arnau de la Nuez, que habría prestado “servicios para el CESID en la época de los hechos”, ha declarado “públicamente, bajo su nombre y responsabilidad, que durante su pertenencia a los servicios de inteligencia españoles tuvo conocimiento directo y fehaciente de la localización exacta de los restos mortales”. Con unas coordenadas, de hecho, apuntó a la localidad de Brocas, en el departamento de las Landas.

Esta declaración, se sostiene en el escrito firmado por Agus Hernán, coordinador del observatorio, “constituye una prueba indiciaria sólida de que los servicios de inteligencia españoles elaboraron en su día informes operativos, notas de seguimiento o al menos documentación de inteligencia territorial donde se consignaron los datos geográficos del enterramiento clandestino”. “Dicha documentación, de existir y todo apunta a que existe, sigue en poder del Estado y permanece ilegítimamente clasificada”, abunda. Se apoya en el derecho internacional, concretamente en la Convención Internacional para la Protección de Todas las Personas contra las Desapariciones Forzadas, de 2009 y ratificada por España, para sostener que existe un “derecho inalienable a conocer la verdad sobre las circunstancias de la desaparición, la suerte de la persona desaparecida y el paradero de sus restos”.

Alude, además, a un “principio de proporcionalidad” para alegar que no hay motivos para mantener el secreto. “No hay fuentes activas que proteger. No hay planes militares en curso”, dice, por ejemplo. “El perjuicio de desclasificar es nulo para la seguridad nacional. El perjuicio de no desclasificar es inmenso para la familia: 46 años de duelo interminable, de incertidumbre, de sufrimiento, de búsqueda permanente”, añade. “Lo que sentimos es un dolor continuado que seguimos padeciendo desde hace 41 años, no podemos cerrar la herida hasta que no demos con él. No solo es que te arrebaten y maten a tu ser querido, sino que te impiden que puedas hacer el duelo”, contó en 2021 Eneko Etxeberria, hermano del desaparecido, a este periódico, con motivo del estreno de un documenta.

Batallón Vasco Español

Recoge el Comité de Víctimas del Terrorismo (Covite) que la autoría de este caso es “confusa”. 'Naparra' habría acudido a una cita en San Juan de Luz y ya no se le volvió a ver. Tan solo apareció su vehículo. Días después de su desaparición, una llamada anónima al periódico 'Deia' reivindicó el secuestro en nombre del Batallón Vasco Español (BVE), grupo terrorista parapolicial y de extrema derecha. “Reivindicamos el secuestro de 'Naparra' en Ciboure, en Francia. Está en España. Después de los últimos asesinatos de ETA su suerte está echada. El Batallón Vasco Español es la única solución. Viva la Unidad de España — Batallón Vasco Español, Comando Esteban Beldarrain”, proclamaba en el comunicado.

Un mes después, y a través de una llamada anónima, este mismo grupo terrorista volvió a ponerse en contacto con el periódico y comunicó que lo había asesinado y que lo había enterrado cerca de San Juan de Luz: “José Miguel Etxeberria 'Naparra' ha sido ejecutado el día 30 y está enterrado cerca de Biarritz, por la zona de Txantako. Nuestros comandos seguirán actuando en Francia contra los terroristas marxistas de ETA y contra instalaciones turísticas del Sur de Francia y Costa Azul”. El grupo terrorista de extrema derecha llegó a revindicar el secuestro y asesinato hasta en cinco ocasiones, apuntando a cinco localizacones distintas.

Sin embargo, se rumoreó también que los autores podrían haber sido sus propios compañeros de los Comandos Autónomos Anticapitalistas, que pusieron en duda la reivindicación que achacaba la desaparición al BVE. También se habló de ETA. El pasado abril, la familia de 'Naparra' pidió retirar al desaparecido del Memorial de Víctimas del Terrorismo al entender que este apuntaba a ETA y no al Batallón Vasco Español como responsable de su desaparición. La institución se escudó en que la información se ajustaba a lo que se conocía, sin descartar “ninguna de las hipótesis posibles”.

Se han rastreado varias zonas de Francia a lo largo de los años, pero todas las búsquedas han resultado infructuosas. En 1999, por ejemplo, la Audiencia Nacional admitió una querella interpuesta porla familia, pero el caso se volvió a zanjar como “supuesta desaparición”. En 2016, se reabrió nuevamente y un año después, en 2017, se buscó en otra zona de la localidad de Labrit, nuevamente sin éxito.

BCE colocou restrições à Revolut devido à rapidez de aprovação de novos produtos financeiros

10 June 2026 at 09:14
BCE

O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.

De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.

O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.

A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.

A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.

Já o BCE não prestou comentários.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

10 June 2026 at 08:25

A bolsa de Lisboa abre a sessão desta quarta-feira com uma subida de 0,13% para os 8.914,13 pontos. Os principais índices europeus estão também no verde.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que valoriza 1,34% para os 4,53 euros, seguida pela Corticeira Amorim que sobe 1,23% para os 6,59 euros, e a REN avança 0,86% para os 3,50 euros.
A negociar no verde está também o Banco Comercial Português (BCP), a EDP, a Galp Energia, os CTT, a Navigator, e a Jerónimo Martins.
No vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,17% para os 10,12 euros, seguida pela Teixeira Duarte que desvaloriza 0,97% para os 0,40 euros, e a Semapa cai 0,65% para os 23,05 euros.
A negociar no vermelho está ainda a NOS.

Europa está no verde

O DAX (Alemanha) sobe 0,32% para os 24.496,85 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,15% para os 8.215,38 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) está inalterado nos 10.227,09 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,13% para os 1.048,18 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,36% para os 18.251,76 pontos, e o FTSE MIB (Itália) avança 0,56% para os 50.543,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 0,02% para os 91,47 dólares e o crude valoriza 0,01% para os 88,21 dólares.

O euro está a subir 0,08%, face ao dólar, para os 1,15481 dólares e o euro valoriza 0,02%, face à libra, para as 0,86296 libras.

Benfica confirma saída de José Mourinho para o Real Madrid por 15 milhões de euros

10 June 2026 at 07:37

O Sport Lisboa e Benfica oficializou junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na terça-feira, a saída de José Mourinho para o Real Madrid por 15 milhões de euros.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) informa que o Real Madrid CF formalizou a intenção de
contratar o treinador José Mário dos Santos Mourinho Félix pelo valor de 15 milhões de euros correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho desportivo em vigor, tendo o treinador dado o seu acordo a essa contratação”, referiu o clube português.

No passado domingo Florentino Pérez venceu as eleições no Real Madrid frente a Enrique Riquelme.

Durante a campanha eleitoral Florentino Pérez tinha prometido contratar o treinador português, algo que agora acaba por oficializar.

José Mourinho regressa assim ao Real Madrid clube espanhol no qual entrou em 2010 para sair em 2013. Pelo clube espanhol o treinador português venceu uma liga espanhola, uma taça de Espanha, e uma supertaça de Espanha.

Benfica chega a acordo com Marco Silva

O Benfica com a saída de José Mourinho confirmou, junto da CMVM, na terça-feira, que “chegou a acordo com o treinador Marco Alexandre Saraiva da Silva (Marco Silva) para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar até ao final da época desportiva 2027/2028, extensível até 2028/2029″.

La mejor sucesora de 'Jujutsu Kaisen' y 'Solo Leveling: este fenómeno shonen apunta a la grandeza

10 June 2026 at 05:50

La realidad es que el género shonen centrado en peleas siempre busca su próximo referente. Es una situación que se da a medida que las principales franquicias de anime llegan a lo que parece ser el final de sus historias. Pues bien, en el caso de esos lectores que busquen una nueva serie de acción que combine combate sobrenatural y fantasía oscura, Apollyon es un título reciente que vale la pena tener en consideración.

El equipo creativo que lidera el proyecto está formado por Brandon Chen y Valkyrae, figuras clave al combinar los elementos característicos del shonen con un mundo tan distintivo y reconocible. En el caso concreto de Apollyon, parece que aspira a ser un proyecto de mayor envergadura. De hecho, se ambienta en un escenario único dividido entre dos sociedades que son radicalmente opuestas.

'Apollyon' apuesta por un mundo dividido entre magia y oscuridad

Por encima del mundo flota Caelira, una ciudad aparentemente perfecta entre las nubes en la que la magia es algo común. Muy abajo está un entorno hostil construido alrededor de un enorme abismo en el que aquellos sin magia son marginados y obligados a sobrevivir entre demonios. En este mundo tan interesante, el protagonista es Neru, considerado el hijo del mago más poderoso de Caelira.

Sin embargo, pese a que reúne lo necesario como potencial mágico, se ve sometido a un problema: no puede lanzar hechizos. Su incapacidad para cumplir con las expectativas lo lleva al exilio en Ciudad Abismo, el lugar en el que se ve obligado a vivir una vida que está alejada de la grandeza que está asociada a su nombre. Todo cambia cuando Neru encuentra un ángel caído, un ser que se creía extinto.

Portada de 'Apollyon' Portada de 'Apollyon'

Este encuentro despierta sus habilidades latentes y le proporciona la oportunidad de recuperar el futuro que creía perdido. Sin embargo, este poder termina colocando a Neru en el centro de peleas que podrían transformar ambos lugares. La premisa aprovecha de inmediato muchas de las cualidades que han hecho tan exitosos a los animes de acción más conocidos.

Después de todo, los lectores se familiarizan con un protagonista superado por las expectativas, un sistema de poder complejo, un mundo caracterizado por la tensión política y la existencia de amenazas sobrenaturales. Estos ingredientes son los que confeccionan una historia que encaja a la perfección con lo que se entiende como shonen, mientras demuestra saber seguir su propio camino.

El propio Brandon Chen se pronunció sobre las comparaciones que muchos lectores han hecho: "En cuanto a las batallas, se parece mucho a Jujutsu Kaisen, ya que es un shonen tradicional centrado en los personajes. Respecto a sus temas, se asemeja más a Ataque a los Titanes. En relación al estilo, sin duda, nos inspiramos en Solo Leveling". Si buscas el próximo shonen de fantasía que apunta a lo más alto, Apollyon es una de las opciones más prometedoras.

© Difoosion

'Jujutsu Kaisen' es considerado uno de los animes más populares de los últimos años

México de má memória para Portugal: a polémica de Saltillo que transformou o Mundial de 1986 num pesadelo

9 June 2026 at 20:00

Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.

A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.

Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.

No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.

O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.

Prémios geraram conflito

Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.

A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.

Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.

O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.

A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.

Vitória inicial não chegou

Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.

Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.

Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.

A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.

Uma imagem difícil para a seleção

O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.

Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.

O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.

O que estava em causa

Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.

Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.

O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.

Um caso que ficou na memória

Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.

A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.

Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

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Así se gestó el fracaso del gran caza europeo tras años de tensiones entre Alemania y Francia

9 June 2026 at 19:31

Durante años fue presentado como uno de los grandes símbolos de la autonomía militar europea. Alemania y Francia desarrollarían juntas el avión de combate que debía sustituir al Eurofighter alemán y al Rafale francés a partir de la próxima década. Este martes, sin embargo, ambos países certificaron el fracaso del proyecto. El ministro alemán de Defensa, Boris Pistorius, reconoció su decepción por el desenlace y admitió que el ambicioso programa "se ha estrellado contra la realidad".

"Me duele mucho", afirmó el socialdemócrata, que defendió los intentos realizados por Berlín y París para salvar una iniciativa que durante casi una década fue presentada como una de las grandes apuestas de la cooperación militar europea. Todavía en marzo, al margen de una cumbre europea, el presidente francés Emmanuel Macron intentó transmitir una dosis de optimismo y tras hablar con el canciller Friedrich Merz, aseguró que ambos habían decidido promover un nuevo acercamiento entre Airbus y Dassault, los dos gigantes industriales encargados de sacar adelante el proyecto. Aquellas declaraciones sonaban ya entonces como uno de los últimos intentos para evitar un desenlace que en Berlín y París muchos consideraban cada vez más probable.

La lucha por el control del proyecto

El Future Combat Air System (FCAS) nació en 2017 impulsado por Macron y la entonces canciller Angela Merkel. El plan contemplaba el desarrollo de un nuevo sistema de combate aéreo compuesto por un caza de sexta generación, drones y una red digital de comunicaciones capaz de conectar todos esos elementos en tiempo real. España se incorporó posteriormente a una iniciativa que aspiraba a convertirse en el mayor proyecto militar europeo de las próximas décadas. Sin embargo, el principal obstáculo nunca estuvo en los despachos gubernamentales, sino en las empresas encargadas de desarrollarlo.

Durante más de un año, Airbus y Dassault mantuvieron una disputa cada vez más abierta sobre el reparto de responsabilidades o el liderazgo tecnológico del programa, y lo que inicialmente se presentó como una cooperación en pie de igualdad acabó derivando en una lucha por el control del proyecto. Las declaraciones del consejero delegado de Dassault, Éric Trappier, alimentaron todavía más las tensiones. El directivo francés insistió en que alguien debía dirigir el proyecto y defendió para Dassault el papel de arquitecto principal. En Alemania empezó entonces a crecer la sospecha de que París quería reservarse el control de las tecnologías más sensibles mientras los socios alemanes asumían una parte importante de la factura.

Los intentos de mediación fueron acumulándose sin éxito. Hubo negociaciones, reuniones bilaterales e incluso procesos de arbitraje. Nada funcionó. Pistorius aseguró este martes que tanto él como Merz y Macron intentaron desbloquear la situación durante meses. "Los obstáculos decisivos no pudieron superarse o no quisieron ser superados por la industria", resumió el ministro alemán. Con el paso de los meses también fue creciendo el escepticismo en Berlín. Merz dejó entrever en varias ocasiones sus dudas sobre la viabilidad del proyecto y sobre las diferencias estratégicas que separaban a ambos países.

Distintas necesidades militares

Francia necesitaba un avión con capacidad nuclear y apto para operar desde portaaviones, pero Alemania no. Detrás de la disputa empresarial afloraron también necesidades militares distintas. No sorprendió por ello que el anuncio definitivo llegara primero desde Berlín. Según fuentes gubernamentales alemanas, el canciller trasladó a Macron que ya no tenía sentido continuar con el desarrollo del avión conjunto y la confirmación francesa llegó horas después con una formulación que reflejaba cierta incomodidad. Desde el Elíseo se señaló que las autoridades alemanas consideraban imposible ejercer más presión sobre las empresas implicadas. El contenido coincidía. El tono, bastante menos.

La cancelación obliga ahora a la Bundeswehr a buscar alternativas para sustituir al Eurofighter. El proyecto británico Global Combat Air Programme, desarrollado junto a Italia y Japón, avanza por separado y complica una incorporación alemana. Suecia aparece como uno de los socios que más interés despierta en Berlín. Mientras tanto, tampoco se descarta ampliar la compra de cazas estadounidenses para cubrir las necesidades más inmediatas de la fuerza aérea alemana. Según el diario económico "Handelsblatt", Dassault desarrollará ahora su propio caza francés, mientras que Airbus trabaja ya en un modelo pensado para Alemania y previsiblemente también para España. Pero el alcance del fracaso va mucho más allá de la búsqueda de un nuevo avión.

Cuando Merkel y Macron impulsaron el FCAS pretendían demostrar que Europa podía desarrollar capacidades estratégicas propias y reducir su dependencia militar de Estados Unidos. Nueve años después, el resultado transmite precisamente el mensaje contrario. Ambos países no han conseguido sacar adelante uno de los proyectos industriales más ambiciosos del continente y tampoco han sido capaces de imponer una solución a sus propias empresas. En Berlín ya hay quien observa el desenlace pensando en otros programas conjuntos que siguen sobre la mesa, entre ellos el futuro carro de combate europeo, porque si la cooperación francoalemana no ha logrado sostener el FCAS, pocos se atreven ahora a asegurar que los próximos grandes proyectos comunes estén a salvo de correr la misma suerte.

© AP

Imagen de archivo de Friedrich Merz y Emmanuel Macron

A caminho de Portugal? Mergulhadores captam imagens raras de tubarão-branco nesta região

9 June 2026 at 19:30

Uma equipa de mergulhadores voluntários captou imagens consideradas raras de um tubarão-branco adulto debaixo de água no Mar Mediterrâneo. O animal foi avistado entre a Sicília e a Tunísia, a vários quilómetros da costa, durante uma operação de remoção de redes de pesca abandonadas.

O encontro aconteceu em maio, junto a um naufrágio onde estavam presas redes antigas, também conhecidas como “redes-fantasma”. Estes equipamentos continuam a representar uma ameaça para a vida marinha muito tempo depois de terem sido perdidos ou abandonados.

Segundo a organização Healthy Seas, citada pelo Observador, a equipa documentou aquilo que acredita ser a primeira filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural. O animal, presumivelmente um macho adulto, foi observado a cerca de 40 metros de profundidade.

Encontro raro durante operação no mar

A operação estava a ser realizada por mergulhadores ligados à proteção dos oceanos, numa zona considerada importante para a biodiversidade marinha. O objetivo inicial não era filmar tubarões, mas sim retirar redes de pesca abandonadas presas no fundo do mar.

Durante o mergulho, a equipa foi surpreendida pela presença do tubarão-branco. O animal aproximou-se dos mergulhadores e foi possível captar imagens debaixo de água, algo extremamente invulgar nesta região.

Derk Remmers, o mergulhador que filmou o momento, descreveu o encontro como muito especial. Em declarações à BBC, contou que o tubarão estava muito perto da equipa e que sentiu os dedos a tremer enquanto tentava ligar a câmara.

O mergulhador explicou ainda que o maior receio, naquele momento, era não conseguir registar o acontecimento. A filmagem acabou por se tornar um documento raro sobre a presença da espécie no Mediterrâneo central.

Animal estava longe das praias

Apesar do impacto das imagens, os mergulhadores fizeram questão de deixar uma mensagem de tranquilidade. O tubarão foi avistado em alto-mar, longe de zonas balneares e sem representar ameaça direta para banhistas.

Derk Remmers afirmou ao The Telegraph que espera que as imagens não provoquem pânico nem pedidos para capturar o animal. Para o mergulhador, é importante sublinhar que o encontro ocorreu no Mediterrâneo central, numa zona afastada da costa.

A presença de tubarões-brancos no Mediterrâneo não é nova, mas os avistamentos são raros e as filmagens debaixo de água são ainda mais difíceis de obter. Por isso, o registo ganhou destaque internacional.

Especialistas e organizações ambientais têm alertado que estes animais desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua presença pode ser sinal de biodiversidade, embora a espécie esteja sob forte pressão.

Pode chegar a Portugal?

A pergunta pode surgir depois da divulgação das imagens, mas não há qualquer indicação de que este exemplar esteja a aproximar-se da costa portuguesa. O tubarão foi filmado entre a Sicília e a Tunísia, numa zona distante de Portugal e em pleno Mediterrâneo central.

Ainda assim, o tubarão-branco é uma espécie de grande mobilidade e pode percorrer longas distâncias. A sua presença em águas europeias faz parte da distribuição natural da espécie, embora os encontros sejam pouco comuns.

Em Portugal, a ocorrência de grandes tubarões no Atlântico não deve ser vista como algo impossível, mas também não deve ser motivo de alarme. A maioria destes animais vive longe da costa e evita o contacto com pessoas.

Por isso, o avistamento no Mediterrâneo deve ser entendido sobretudo como um registo científico e ambiental relevante, e não como um sinal de perigo iminente para praias portuguesas.

Espécie ameaçada no Mediterrâneo

As águas entre a Sicília e o Norte de África são consideradas um dos últimos refúgios para várias espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-branco. No entanto, a pressão humana tem colocado estes animais em risco.

No Mediterrâneo, o tubarão-branco foi levado para perto da extinção devido à pesca excessiva, à pesca ilegal e à captura acidental em redes de arrasto. Muitos exemplares acabam presos em artes de pesca destinadas a outras espécies.

Em alguns casos, os tubarões capturados são vendidos em mercados de peixe de países do Norte de África, como a Tunísia e a Argélia. As organizações ambientais defendem uma maior proteção destas zonas e uma fiscalização mais eficaz.

O encontro filmado pelos mergulhadores acaba, assim, por ter uma dupla leitura. Por um lado, mostra a presença rara de um dos maiores predadores marinhos no Mediterrâneo; por outro, recorda a urgência de proteger os habitats onde estes animais ainda sobrevivem.

Imagens chamam a atenção para as redes-fantasma

Além do tubarão-branco, a operação destacou outro problema grave: as redes de pesca abandonadas no mar. Conhecidas como redes-fantasma, continuam a capturar peixes, tartarugas, aves marinhas e outros animais mesmo depois de deixarem de ser usadas.

Estas redes podem ficar presas em naufrágios, rochas ou fundos marinhos durante anos, causando danos nos ecossistemas e colocando em risco várias espécies. A sua remoção é uma das tarefas realizadas por equipas de mergulhadores voluntários em diferentes zonas do mundo.

Neste caso, a missão acabou por revelar um encontro inesperado e raro. As imagens do tubarão-branco no Mediterrâneo tornaram-se uma oportunidade para falar não só da espécie, mas também da necessidade de proteger o mar.

Longe de ser motivo para medo, o registo mostra a importância de conhecer melhor estes animais e de preservar os ecossistemas onde ainda podem viver.

Leia também: Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem

Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

9 June 2026 at 19:20

O Ministério Público (MP) acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o MP, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o MP ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O MP refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O MP entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o MP defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo MP, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

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Discussão no trânsito acaba em tiroteio e deixa dois homens em estado grave

9 June 2026 at 18:40

Dois homens ficaram gravemente feridos na noite de segunda-feira, na sequência de um tiroteio ocorrido na localidade da Madorna, no concelho de Cascais. O caso terá começado com uma discussão no trânsito e acabou com disparos de armas de fogo entre os dois envolvidos.

O alerta foi dado pelas 19h23, segundo informação avançada pela Associação Humanitária de Bombeiros de Parede ao Notícias ao Minuto. A corporação recebeu duas chamadas praticamente em simultâneo: uma dava conta de um acidente entre dois veículos ligeiros e outra reportava um tiroteio na via pública.

Quando chegaram ao local, os bombeiros confirmaram que ambas as ocorrências estavam relacionadas. No mesmo ponto, encontraram duas viaturas envolvidas numa colisão e sinais de que tinha havido disparos.

Dois feridos graves no local

Um dos homens encontrava-se na via pública e apresentava um ferimento de bala numa perna. Segundo os bombeiros, a bala terá ficado alojada, uma vez que havia porta de entrada, mas não de saída.

A vítima apresentava ainda hematomas e uma hemorragia ativa provocada pelo disparo. Perante a gravidade dos ferimentos, foi assistida no local antes de ser transportada para o hospital.

O segundo homem envolvido no incidente terá procurado refúgio numa habitação situada nas imediações. Quando foi localizado, apresentava várias balas alojadas no corpo e diversas hemorragias ativas.

Os dois homens, de 23 e 27 anos, foram considerados feridos graves e transportados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Discussão terá começado no trânsito

De acordo com a informação recolhida no local pelos bombeiros, terá havido uma discussão entre os dois homens, que seguiam em veículos distintos. O desentendimento terá ocorrido no trânsito e acabou por escalar para o uso de armas de fogo.

A corporação indicou que ambos os envolvidos terão puxado de armas e disparado um contra o outro. A sequência exata dos acontecimentos está agora a ser investigada pelas autoridades.

Além da colisão entre os veículos, o tiroteio obrigou a uma forte mobilização de meios de emergência e segurança para a zona da Madorna, em Cascais.

Vários meios no local

No local estiveram os Bombeiros de Parede, uma viatura do Hospital de Cascais, a Polícia Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Judiciária.

As equipas de emergência prestaram assistência às vítimas e garantiram o transporte para unidade hospitalar. Já as forças policiais asseguraram a zona e iniciaram as diligências necessárias para apurar o que aconteceu.

Dada a natureza do caso, a investigação passou para a Polícia Judiciária, que deverá esclarecer as circunstâncias do tiroteio, a origem das armas usadas e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O caso causou alarme na localidade, não só pela violência dos disparos, mas também por ter ocorrido na via pública e, alegadamente, na sequência de uma discussão no trânsito.

Caso segue em investigação

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o estado clínico dos dois feridos, além da indicação de que ambos foram considerados graves no momento do socorro.

Também não foram avançadas informações sobre eventuais detenções ou sobre a origem das armas de fogo utilizadas no incidente.

A investigação da Polícia Judiciária deverá agora procurar reconstituir os momentos que antecederam os disparos e perceber de que forma uma colisão e uma discussão no trânsito terminaram num tiroteio.

O episódio volta a colocar em destaque os riscos de escalada em conflitos rodoviários, sobretudo quando há envolvimento de armas. As autoridades deverão continuar a recolher testemunhos e elementos no local para esclarecer o caso.

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Sismo de magnitude 3,5 registado perto de Sagres sem danos reportados

9 June 2026 at 18:30

Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi registado na tarde desta terça-feira ao largo do Cabo de São Vicente, em Sagres, no distrito de Faro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não há, até ao momento, registo de danos, feridos ou relatos de que o abalo tenha sido sentido pela população.

Segundo o Notícias ao Minuto, o tremor de terra ocorreu pelas 17h10, segundo a informação divulgada pelo IPMA. O epicentro foi localizado a cerca de 80 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Cabo de São Vicente, uma zona onde são registados ocasionalmente movimentos sísmicos devido à atividade tectónica no Atlântico.

Apesar da magnitude de 3,5, o instituto esclareceu que, até à elaboração do comunicado, não tinha recebido qualquer informação a confirmar que o sismo tivesse sido sentido. Também não foram comunicadas consequências materiais ou pessoais.

Epicentro localizado ao largo do Cabo de São Vicente

O Cabo de São Vicente, situado no concelho de Vila do Bispo, é uma das zonas mais ocidentais do Algarve e fica relativamente próximo de áreas onde a atividade sísmica é monitorizada com frequência pelas autoridades nacionais.

Neste caso, o epicentro foi registado no mar, a cerca de 80 quilómetros da costa, o que poderá ajudar a explicar a ausência de relatos por parte da população. Ainda assim, o IPMA mantém a monitorização da atividade sísmica na região.

Os sismos desta magnitude são geralmente considerados ligeiros, embora possam ser sentidos em algumas circunstâncias, dependendo da profundidade, da distância ao epicentro e das características do solo.

Sem danos ou avisos adicionais

Até ao momento, não há indicação de qualquer dano causado pelo abalo. Também não foram emitidos avisos adicionais relacionados com o sismo registado ao largo de Sagres.

As autoridades não reportaram feridos, ocorrências de proteção civil ou pedidos de assistência associados ao tremor de terra. A informação disponível aponta, por isso, para um episódio sem impacto significativo em terra.

O IPMA continua a ser a entidade responsável pela monitorização e divulgação de informação sísmica em Portugal, emitindo comunicados sempre que são registados eventos relevantes no território nacional ou nas zonas marítimas adjacentes.

O que fazer em caso de sismo

Mesmo quando os sismos são de baixa magnitude, as autoridades recomendam que a população conheça os principais procedimentos de segurança. Em caso de abalo sentido, deve manter a calma, afastar-se de janelas, móveis altos e objetos que possam cair.

Dentro de casa, a recomendação passa por procurar abrigo debaixo de uma mesa resistente ou junto de uma parede interior. Na rua, deve afastar-se de edifícios, postes, muros e cabos elétricos.

Depois de um sismo, é importante evitar usar elevadores, verificar se há danos visíveis e seguir apenas informação oficial divulgada pelas autoridades competentes.

No caso do abalo registado esta terça-feira perto de Sagres, não há sinais de consequências relevantes. Ainda assim, o episódio recorda a importância da vigilância sísmica numa região onde estes fenómenos podem ocorrer.

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Fatura com tokens de IA a explodir: CEO da OpenAI diz que agora custos são um “grande problema”

9 June 2026 at 16:16

O CEO da OpenAI (que detém o ChatGPT), Sam Altman, realizou recentemente um retrato sobre o estado da inteligência artificial (IA). Pelo meio ficou um alerta. Os custos com os tokens, ligados à tecnologia, estão a subir muito rapidamente levando mesmo a que as empresas estejam a estabelecer limites.

Os tokens nada mais são do que as unidades de dados processados pelos modelos de IA, como o Gemini, o ChatGPT, e o Claude, pertencentes à Google, OpenAI e Anthropic.

“No início de 2026, o problema nunca foi levantado. As pessoas estavam totalmente satisfeitas com o valor que estavam a gastar. Agora, os custos da IA ​​são um grande problema”, referiu Sam Altman, durante um evento corporativo, em declarações transcritas pela Business Insider, sobre os custos ligados aos tokens de IA.

Sam Altman salientou durante um evento que há seis anos e ano o maior utilizador de tokens, da OpenAI, tinha um consumo de 100 mil por mês.

“Isso tornava-o muito provavelmente o líder mundial em gastos com tokens”, referiu o CEO da tecnológica. “Passados seis anos e meio este valor está próximo da média per capita mundial. O líder em gastos com tokens na OpenAI utiliza cerca de 100 mil milhões de tokens por mês”, referiu Sam Altman.

E este nem é o maior consumidor de tokens no mundo, algo que o CEO da OpenAI vê como uma “vergonha pessoal”. O consumo é visto por várias empresas, entre as quais a OpenAI, como algo de relevo, ao ponto de ter um ranking sobre quem mais consome. Além disso a tecnológica está também no negócio da venda de tokens.

A Business Insider salienta que a OpenAI deve ter gasto mais de mais de 100 mil milhões de tokens num mês, enquanto que o New York Times chegou a avançar que um funcionário da tecnológica chegou a gastar 210 mil milhões de tokens numa semana. Existe também relatos de que o criador da OpenClaw, Peter Steinberger, já atingiu 603 mil milhões de tokens em 30 dias.

Este consumo de tokens tem sido de tal ordem que já existem empresas a colocar limites nos gastos sendo a Amazon e a Uber alguns desses exemplos, salienta a Business Insider.

Sam Altman referiu que o tópico dos gastos em tokens tem sido de tal ordem que até já originou um meme. “A minha empresa gastou todo o orçamento de 2026 no primeiro trimestre, podem tornar isto mais eficiente?”.

No caso do CEO da Faros AI, Vitaly Gordon, um dos seus engenheiros gastou 40 mil dólares (34 mil euros) em tokens, em maio. “E eu realmente não sei se devo impedi-lo ou se devo andar por aí a dizer a todos os outros para fazerem o mesmo”, disse Vitaly Gordon, citado pela TechCrunch.

E há quem tenha faturas bem superiores. Um consultor para a área da IA, referiu à Axios, que uma empresa encontrou uma conta de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros), para o Claude (modelo da Anthropic), depois de não ter definido limites de utilização para os seus funcionários.

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