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Após nova rota, aeroporto na Serra de SC tem crescimento em passageiros

10 June 2026 at 00:23

Após o início de uma nova rota, o Aeroporto da Serra Catarinense, como é conhecido, localizado em Correia Pinto, registrou um crescimento de 29,4% no número de passageiros transportados durante o primeiro semestre da nova operação.

O voo possui três frequências demais e é operado pela Gol, a partir de um Boeing 737 Max.

Dentre os seis meses, Abril registrou o maior movimento, com 2.465 passageiros, entre embarques e desembarques, num total de 13 voos.

Segundo dados da gerência de Aeroportos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com o novo voo ligando Correia Pinto ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, iniciado em novembro do ano passado, foram movimentados cerca de 13,1 mil passageiros.

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, os números refletem que o voo se tornou atrativo para os usuários da região, tendo a a demanda regional sido atendida “de forma muito significativa”.

Antes da rota ser operada pela Gol, a Azul atuou em Correia Pinto.

Após o término da operação da companhia, o aeroporto ficou fechado para as obras de reforma do terminal de passageiros, visando a modernização da estrutura do local, além de aprimorar a segurança operacional.

O investimento foi de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 3 milhões destinados via emenda parlamentar.

 

Azul, Gol e Latam deverão aumentar frequência no Nordeste e Amazônia

9 June 2026 at 22:50

As três maiores companhias aéreas do Brasil, Azul, Gol e Latam, deverão aumentar a frequência nos voos para a região da Amazônia Legal e para o Nordeste, diante do acordo formalizado nesta terça-feira (9) para acesso às linhas de crédito com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil).

O acordo, que também inclui a Abaeté Linhas Aéreas, prevê até em 15% da proporção de frequências operadas nessas regiões em relação ao ano anterior ou com a garantia de que 17,5% de suas decolagens anuais ocorram nesses mercados.

Com a formalização junto ao ministério de Portos e Aeroportos, a etapa administrativa necessária para a operacionalização dos financiamentos na pasta foi concluída.

Imagem mostra região da Amazônia Legal, segundo o IBGE • IBGE

Ainda como contrapartida, as companhias também precisarão aderir ao Pacto pela Sustentabilidade do ministério, além de adotar práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG), ampliar o uso de combustível sustentável de aviação (SAF) para promover redução adicional das emissões de CO₂, bem como as metas legais vigentes e, durante o período de carência de determinadas operações, não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

A meta deverá ser alcançada em até 24 meses e mantida por pelo menos um ano.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) será o operador da linha de crédito, que contará com R$ 5,5 bilhões para 2026.

Dentre as regras, as empresas com participação superior a 5% no mercado doméstico poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada. As demais terão limite de até R$ 166 milhões.

Segundo o ministério, as taxas de juros variam de acordo com a finalidade do financiamento: de 4% para capital de giro, 6,5% ao ano para as linhas voltadas ao SAF e à infraestrutura logística; 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores; e 7,5% ao ano para aquisição de aeronaves.

Aéreas formalizam pedido para acessar linhas de crédito do Fnac

9 June 2026 at 21:49

As companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Abaeté Linhas Aéreas formalizaram nesta terça-feira (9) junto ao ministério de Portos e Aeroportos o pedido  de acesso às linhas de crédito com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil).

Com a formalização, a etapa administrativa necessária para a operacionalização dos financiamentos na pasta foi concluída, após a aprovação das resoluções do Comitê Gestor do Fundo, com os valores e a regulamentação das contrapartidas necessárias.

Uma das contrapartidas é que as aéreas deverão ampliar sua presença na Amazônia Legal e no Nordeste, com o aumento em 15% da proporção de frequências operadas nessas regiões em relação ao ano anterior ou com a garantia de que 17,5% de suas decolagens anuais ocorram nesses mercados.

Ainda como regra, as companhias também precisarão aderir ao Pacto pela Sustentabilidade do ministério, além de adotar práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG), ampliar o uso de combustível sustentável de aviação (SAF) para promover redução adicional das emissões de CO₂, bem como as metas legais vigentes e, durante o período de carência de determinadas operações, não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

A meta deverá ser alcançada em até 24 meses e mantida por pelo menos um ano.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) será o operador da linha de crédito, que contará com R$ 5,5 bilhões para 2026.

Dentre as regras, as empresas com participação superior a 5% no mercado doméstico poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada. As demais terão limite de até R$ 166 milhões.

Segundo o ministério, as taxas de juros variam de acordo com a finalidade do financiamento: de 4% para capital de giro, 6,5% ao ano para as linhas voltadas ao SAF e à infraestrutura logística; 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores; e 7,5% ao ano para aquisição de aeronaves.

MP do frete volta a avançar no Congresso a um mês do prazo final

9 June 2026 at 20:25

A pouco mais de um mês do fim do prazo de validade da Medida Provisória 1343, que altera regras do transporte rodoviário de cargas e estabelece um preço mínimo para o frete, o texto voltou a avançar no Congresso Nacional.

Nesta terça-feira (9), foi instalada a comissão mista responsável por analisar a proposta, que estava sem movimentação há cerca de três meses.

Durante a reunião, foi definido que o deputado Zé Trovão (PL-SC) será o relator da matéria. Segundo ele, a expectativa é apresentar o relatório ao setor de transporte já na próxima segunda-feira e, em seguida, na terça-feira o texto será oficialmente apresentado na comissão.

Entre os pontos que devem sofrer alterações está a multa prevista na proposta. Zé Trovão criticou a penalidade de R$ 10 milhões prevista no texto original e afirmou que pretende propor um valor menor e proporcional às infrações.

A medida provisória tem validade até 16 de julho. Caso não seja aprovada pelo Congresso até essa data, perderá a eficácia.

O tema é acompanhado de perto pelo setor de transporte rodoviário, especialmente pelos caminhoneiros autônomos.

Entidades que representam a categoria vêm pressionando parlamentares para acelerar a tramitação da proposta e afirmam que há risco de paralisações caso a medida provisória caduque sem uma solução legislativa.

Brasil tem “enxurrada de propostas” em minerais críticos, diz Itamaraty

9 June 2026 at 19:17

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE (Ministério das Relações Exteriores), embaixador Maurício Lyrio, afirmou que o Brasil tem recebido uma “enxurrada de propostas” de outros países interessados em firmar acordos na área de minerais críticos.

“Nós temos justamente essa enxurrada de propostas de outros países em relação a acordos nessa área”, disse Lyrio, durante seminário internacional de minerais críticos e estratégicos, organizado pela Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

O embaixador afirmou que, diante desse cenário, o Brasil precisa definir previamente quais elementos devem fazer parte de qualquer engajamento internacional no setor. Segundo ele, o processamento mineral deve estar no centro dessa estratégia, mas há requisitos anteriores que precisam ser tratados dentro do próprio governo.

“Nós sabemos que o elemento processamento é a questão fundamental desse aspecto. Mas há requisitos anteriores”, afirmou.

Entre esses requisitos, Lyrio citou a necessidade de uma “uniformização de discurso externo” por parte do governo brasileiro. Segundo ele, o interesse internacional pelo setor mineral brasileiro não se limita ao Itamaraty e tem se espalhado por diferentes áreas da Esplanada dos Ministérios.

“O assédio não vem só para o Itamaraty. O assédio se multiplica na Esplanada”, disse.

Na avaliação do embaixador, a coordenação interna é importante para evitar que países interessados em parcerias busquem interlocutores diferentes dentro do governo para tentar avançar em propostas específicas.

“É sempre interessante buscar eventualmente um interlocutor que seja mais flexível em relação a determinadas posições”, afirmou.

O secretário também afirmou que não há como adotar uma estratégia única para todos os minerais críticos. Segundo ele, cada mineral tem uma posição estratégica diferente para o Brasil e está inserido em cadeias globais com configurações próprias.

De acordo com Lyrio, o Brasil deve avaliar caso a caso quais parcerias fazem sentido, levando em conta o mineral envolvido, a cadeia produtiva, os países que dominam o processamento, os mercados consumidores e a viabilidade de agregação de valor no território brasileiro.

O Brasil já tem firmado acordos ou memorandos em formatos semelhantes com países como Índia, Arábia Saudita e Coreia do Sul.

Em comum, essas iniciativas têm seguido um padrão: cooperação internacional no setor mineral, mas com menções explícitas à necessidade de agregar valor em território nacional, ampliar o processamento local e evitar que o país atue apenas como fornecedor de matéria-prima.

O Brasil também negocia com os EUA um eventual acordo voltado a cadeias de suprimento de minerais críticos.

As conversas ocorrem em meio ao esforço de Washington para reduzir a dependência da China nesse setor. Do lado brasileiro, a avaliação é que qualquer parceria deve preservar a margem de manobra do país e incluir compromissos voltados à industrialização, transferência tecnológica e agregação de valor no Brasil.

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