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PSI fecha no ‘vermelho’, penalizado pelo setor energético

A bolsa de Lisboa fechou o dia em terreno negativo, com uma descida de 0,32% para 8.902,89 pontos.

A Galp liderou o dia, a perder 2,44% para 18,99 euros, seguida da EDP Renováveis, que desceu 1,50% para 13,80 euros. A Ibersol derrapou 1,17% para 10,12 euros, os CTT deslizaram 1,02% para 5,82 euros, a Semapa diminuiu 0,65% para 23,05 euros e a EDP recuou 0,11% para 4,419 euros.

Em contraciclo, a Altri subiu 1,43% para 4,980 euros, a Jerónimo Martins ganhou 1,42% para 17,82 euros, a Navigator aumentou 1,11%, a Sonae somou 0,32% para 1,8980 euros e a NOS avançou 0,28% para 4,986 euros.

As principais praças europeias fecharam mistas, com o CAC40 a avança 0,05% para 8.203,43 pontos e o Ibex35 desceu 0,25% para 18.178,33 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que as bolsas europeias foram oscilando entre território de ganhos e perdas, mas a grande maioria acabou por encerrar em baixa. O recuo dos preços do petróleo, em reação a declarações de Donald Trump, que apontaram para um progresso significativo em direção ao fim do conflito no Médio Oriente, prometendo fumo branco dentro de dois dias, ainda trouxeram ânimo”.

“No entanto, os investidores parecem neste momento estar a proceder a uma rotação de ativos, realizando mais-valias em setores mais cíclicos, em especial no tecnológico, entrando nos mais defensivos. No plano macroeconómico, as balanças comerciais da China, Alemanha e EUA mostraram ritmo de exportações e importações acima do esperado, dando um sinal de resiliência económica”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 4,53%, fixando o barril nos 87,16 dólares e o Brent desce 3,94% para 90,55 dólares. O gás natural aumenta 0,48% para 3,162 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,15% face ao dólar, fixando-se nos 1,1553 dólares.

GSK fecha aquisição da norte-americana Nuvalent por 9,2 mil milhões

A farmacêutica britânica, GSK, chegou a acordo para adquirir a biofarmacêutica norte-americana, Nuvalent, que se foca em terapias oncológicas, por 10,6 mil milhões de dólares (9,192 mi milhões de euros).

Esta operação deverá estar concluída até ao final deste ano e vai permitir que a empresa britânica adquira três produtos em fase de desenvolvimento contra o cancro do pulmão, que são considerados promissores.

De acordo com os termos acordados, a GSK tem agora 10 dias para apresentar uma oferta pública de aquisição para todas as ações da Nuvalent, ao preço de 124 dólares por ações, o que representa um prémio de 40% sobre o preço de fecho de mercados.

Após o anúncio deste negócio a britânica viu as suas ações caírem 3%, enquanto as ações da norte-americana subiram.

A farmacêutica britânica revelou em abril que tinha obtido um lucro líquido de 1,73 mil milhões de libras (dois mil milhões de euros), o que corresponde a um aumento de 7%. Já o volume de negócios da empresa registou um crescimento de 2% para 7,63 mil milhões de libras (8,83 mil milhões de euros).

Défice da balança comercial de bens diminuiu em abril

As exportações e importações de bens aumentaram no mês de abril, com subidas homólogas de 15,5% e 8,9%, respetivamente, segundo dados do INE. Já o défice da balança comercial de bens diminuiu, estando agora nos 2.883 milhões de euros.

Se excluirmos as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (TTE), as exportações cresceram mais expressivamente, 16,9% face ao período homólogo.

Retirando a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, as exportações aumentaram 14,3%, devido aos elevados preços desta categoria. Os preços das exportações também registaram uma variação positiva, de 3,2%.

Apesar do aumento registado nas exportações, se analisarmos em cadeia, estas diminuíram 1,7% em abril. Olhando para o trimestre terminado em abril, as exportações apresentaram um aumento de 3,3%, mas em termos acumulados no ano diminuíram 1,4% no primeiro quadrimestre.

A categoria de produtos que apresentou o maior aumento nas exportações foi os ‘fornecimentos industriais’, principalmente de metais comuns e máquinas.

Espanha foi o principal destino das exportações nacionais, seguida de França e Alemanha.

No caso das importações, que aumentaram 8,9% em abril, se excluirmos a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, cresceram 6,3%. Já os preços das importações apresentaram uma variação positiva, a primeira desde fevereiro de 2025, de 2,6%.

Olhando para o trimestre terminado em abril, as importações apresentaram um aumento de 5,9% face ao período homólogo, e no acumulado do ano já registaram um crescimento de 4,7%.

A categoria de ‘material de transporte’ registou o maior acréscimo, de 22,5%, seguindo-se as ‘máquinas e outros bens de capital’, com um crescimento de 17,8%.

Espanha liderou os aumentos, com uma subida de 13% nas importações, enquanto a Irlanda liderou as descidas, com um decréscimo de 79,1%.

Sismo nas Filipinas fez pelo menos 41 mortos e 450 feridos

O sismo de segunda-feira nas Filipinas fez pelo menos 41 mortos, disseram hoje fontes provinciais de Mindanao contactadas pela Agência France-Presse (AFP), acrescentando que cerca de 450 pessoas ficaram feridas.

O sismo, de magnitude 7,8, ocorreu ao largo da ilha de Mindanao, de acordo com os departamentos de gestão de catástrofes das Filipinas.

Segundo a AFP, várias pessoas feridas receberam cuidados ao ar livre, enquanto os esforços das equipas de resgate foram dificultados pelas várias réplicas registadas na mesma zona.

Muitas estradas de acesso ficaram bloqueadas e, conforme referiram várias fontes à agência noticiosa francesa, milhares de cidadãos permanecem desalojados.

Na região de Glan, onde pelo menos 13 pessoas morreram num deslizamento de terras, um funcionário hospitalar disse que mais de 60 doentes estavam deitados em camas transferidas para o exterior do edifício, por temerem que os tremores tivessem enfraquecido a estrutura.

O sismo levou à emissão de ordens de retirada das zonas costeiras do sul das Filipinas e da Indonésia, e foram emitidos alertas de tsunami, entretanto cancelados.

Maioria dos portugueses defende prioridade máxima para cuidados paliativos no SNS, revela estudo

Mais de dois terços dos inquiridos num estudo da Universidade de Coimbra divulgado hoje consideram que os cuidados paliativos devem ter prioridade máxima no Serviço Nacional de Saúde e 65,4% dizem preferir morrer em casa.

O estudo populacional foi realizado entre 8 e 24 de maio de 2026 e envolveu 1.041 adultos residentes em Portugal Continental, tendo como objetivo analisar “a perceção dos portugueses sobre os cuidados paliativos e o local de morte preferencial”.

Os resultados divulgados em comunicado pela Universidade de Coimbra (UC) mostram que 85,4% dos inquiridos reconhecem a importância elevada destes cuidados, dos quais 67,1% defendem que devem ter “prioridade máxima” no SNS e 18,3% “prioridade alta”.

Para a coordenadora do estudo, Bárbara Gomes, investigadora da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, “os resultados trazem novos dados para apoiar as políticas públicas e reforçar a resposta do SNS no apoio aos cuidados em fim de vida”.

Bárbara Gomes salienta a necessidade de “alinhar os serviços com as preferências e necessidades reais da população”.

Os dados revelam também que 65,4% dos participantes preferem morrer em casa, com 58,1% a ter preferência pela própria habitação, 7,3% em casa de familiares ou amigos, enquanto 8,1% escolheria uma unidade de cuidados paliativos.

A maioria dos inquiridos (55,1%) revelou já ter cuidado ou apoiado um familiar ou amigo próximo nos últimos meses de vida.

“As conclusões do estudo permitem inferir uma vontade populacional de reforço das estruturas de respostas domiciliárias, garantindo que os cuidados paliativos chegam às pessoas onde elas realmente desejam estar e fomentar políticas públicas com foco no doente”, afirma a coautora do trabalho e investigadora da FMUC, Mayra Delalibera.

Mayra Delalibera salienta que “a percentagem de pessoas que prefere morrer em casa é superior à obtida num inquérito semelhante realizado em 2010 (65% vs. 51%), o que indica um aumento desta preferência”.

Bárbara Gomes complementa: “Temos hoje sensivelmente o mesmo número de equipas domiciliárias de cuidados paliativos no SNS que tínhamos há dez anos; e teríamos menos não fosse o apoio de cinco novas equipas pela Fundação “la Caixa” desde 2021, no âmbito do Programa Humaniza”.

“Sabemos que estas equipas especializadas duplicam as chances de os doentes morrerem em casa com melhor controlo sintomático”, afirma.

Para Bárbara Gomes, “é urgente reforçar ou redirecionar verba da saúde para aumentar o número destas equipas e para incentivar financeiramente as carreiras dos profissionais que nelas trabalham, para reter e atrair mais”.

“A população pede e as vidas de milhares de doentes e de famílias em situação de doença terminal (adultos e crianças) não esperam pelo próximo Orçamento de Estado”, defende.

O estudo foi financiado pela Cátedra Floriani em Cuidados Paliativos da FMUC e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Em defesa de um acesso equitativo a cuidados paliativos de qualidade, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lançou uma petição, que já reúne cerca de 8.000 assinaturas e pode ser assinada em https://peticaopublica.com/?pi=PT131164.

“Em Portugal, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável. Destas, entre 70 e 85 mil morrem todos os anos com necessidade de cuidados paliativos. A elas juntam-se ainda milhares de crianças e jovens com doenças complexas que beneficiariam deste acompanhamento especializado”, lê-se na petição.

Segundo recomendações europeias, o país necessitaria de mais de 100 equipas comunitárias e intra-hospitalares e cerca de 1.000 camas especializadas, mas segundo a associação “a cobertura existente representa apenas uma fração desse valor, com fortes assimetrias territoriais e falta de respostas adequadas em várias regiões do país”.

Os peticionários apelam à expansão destas equipas em todo o país e ao reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na rede.

Retaliações no Médio Oriente empurram mercados para o ‘vermelho’

Irão e Israel a atacarem-se, enquanto os Estados Unidos pedem para não retaliar.

A primeira sessão da semana foi ‘vermelha’ para as principais praças europeias, que foram penalizadas pelos ataques no Médio Oriente, numa altura em que estava previsto chegar-se a um acordo de paz.

Para os analistas do Bankinter, “enfrentamos uma semana de intensidade”, devido ao conflito. “Complicam-se novamente as negociações e o petróleo reage com nova subida até 97,6 $. Contudo, poderá tender a melhorar ao longo da semana, se estas tensões não escalarem, animadas pelo BCE (quinta-feira) e saída à bolsa de SpaceX (sexta-feira)”, apontam.

Os analistas declaram ainda que “Trump declarou que isto não coloca em risco o acordo de paz e, embora tenha ligado a Netanyahu para que não tomasse represálias, não parecesse que tenha resultado, o que coloca em dúvida sobre quem está no controlo. Há que recordar que a 27 de outubro houve eleições em Israel e convém a Netanyahu chegar às mesmas com o conflito ainda “ativo” ou com uma narrativa de vitória, em vez de um acordo de paz que possa ser visto como concessões”.

Apesar deste início, o analista da ActiveTrades Europe, Henrique Valente, afirma que “o Nasdaq começou a semana com uma ligeira subida e negoceia agora nos 29.172 pontos. O sell-off de sexta-feira foi desencadeado pelo relatório de emprego nos EUA, que mostrou que a economia continua resiliente. Estes dados reforçaram a ideia de que a Fed poderá ter menos margem para avançar com cortes nas taxas de juro no curto prazo. Na Ásia, o índice sul-coreano KOSPI negociou em baixa de cerca de 8% esta madrugada, ajustando-se à queda registada pelos índices norte-americanos no final da semana passada”.

“Apesar da recuperação ligeira do Nasdaq no arranque da semana, o sentimento de mercado continua frágil. A combinação entre dados económicos fortes, menor expectativa de cortes de juros e subida dos preços da energia mantém os investidores cautelosos, sobretudo nos setores mais sensíveis às taxas de juro e aos custos energéticos”, refere o analista.

Esta terça-feira vão ser conhecidos dados económicos norte-americanos, como a balança comercial de abril e as vendas de habitações usadas.

Trump sai a meio de uma entrevista na NBC

O presidente norte-americano, Donald Trump, saiu a meio de uma entrevista durante o programa Meet the Press, na NBC, após ter feito alegações falsas de que a eleição presidencial de 2020 foi fraudulenta.

Durante a entrevista, realizada na passada sexta-feira, 5, Trump afirmou que a eleição para governador da Califórnia foi fraudulenta, e fez falsas alegações sobre fraude nas eleições de 2020, segundo o jornal “The Guardian”.

Trump afirmou que passados quatro dias “ainda nem começaram a contar os votos”, algo, que segundo a jornalista, é comum no processo eleitoral da Califórnia. As sondagens preveem uma disputa cerrada entre o candidato democrata e o republicano neste estado norte-americano.

O presidente norte-americano afirmou ainda que todos são corruptos, incluindo a jornalista e a sua estação de televisão.

Quando se tentou defender e fazer outras questões ao presidente, Trump referiu que ou a jornalista era “estúpida ou corrupta. Cai direitinho na armadilha deles com essa palhaçada. Sabe que as eleições são fraudulentas. A sua emissora sabe disso”.

Trump aproveitou ainda para fazer alegações sobre as eleições presidenciais de 2020, e quando a jornalista tentou fazer novas perguntas o presidente deu a entrevista por terminada.

PSI termina sessão a recuar, penalizado pelo setor da construção

bolsa Lisboa mercados

A bolsa de Lisboa fechou a sessão em terreno negativo, com um recuo de 0,01% para 8.931,03pontos.

A Teixeira Duarte liderou o dia, a perder 1,44% para 0,4115 euros, seguida da Mota-Engil, que desceu 1,32% para 4,486 euros. Os CTT deslizaram 1,01% para 5,88 euros, a Jerónimo Martins derrapou 0,85% para 17,57 euros e a EDP Renováveis recuou 0,14% para 14,01 euros.

Em contraciclo, a Navigator subiu 106% para 3,428 euros, a Galp ganhou 1,04% para 19,46 euros, a Corticeira Amorim aumentou 0,62% para 6,51 euros, a REN somou 0,58% para 3,470 euros e a EDP avançou 0,02% para 4,424 euros.

Fora do PSI, a Martifer dispara 7% após falhanço da OPA da Visabeira que não conseguiu comprar ações suficientes para uma aquisição potestativa.

As principais praças europeias fecharam a registar perdas, com o CAC40 a descer 0,23% para 8.199,29 pontos e o Ibex perdeu 0,66% para 18.223,72 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias encerraram maioritariamente em baixa, alheias à recuperação que se vai sentindo em Wall Street, em especial no setor tecnológico, depois de Donald Trump ter referido que estão a decorrer negociações finais para um acordo de paz no Médio Oriente, pedindo ao Irão e a Israel um entendimento para um cessar-fogo imediato. Adicionalmente, uma série de acordos e rumores relacionados com IA, que incluem cotadas como Amazon, Alphabet, NVIDIA e Intel, trazem os investidores de volta ao setor, que na Europa liderou os ganhos”. 

No mercado do petróleo o texano WTI ganha 1,29%, fixando o preço do barril nos 91,70 dólares e o Brent sobe 1,88% para 94,84 dólares. O gás natural perde 3,22% para 3,125 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,20% face ao dólar, fixando-se nos 1,1545 dólares.

Lisboa e Porto concentram investimento no mercado de retalho nacional

A cidade de Lisboa e do Porto são os principais mercados imobiliários nacionais, de acordo com o mais recente relatório da consultora imobiliária eRetail.

Com 15,9 milhões de dormidas, a capital portuguesa lidera o turismo português, seguida do Porto, que conseguiu chegar aos 10 milhões de dormidas. Já em termos de consumo, em Lisboa os dados mostram uma concentração de 51,3% de compras, enquanto na zona Norte concentram-se 19,1%. De acordo com a consultora, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários das duas cidades está praticamente lotada.

Lisboa continua a ser um dos mercados retalhistas mais importantes do país, com uma faturação de 20 mil milhões de euros em 2025, o que corresponde a 29% do total nacional.

Este valor deve-se ao aumento do investimento das marcas de luxo nas principais ruas da capital, que têm acompanhado o aumento do turismo na cidade.

A restauração, a moda e a secção de luxo lideram a procura pelos principais espaços comerciais nesta cidade. Sendo que 65 dos espaços já estão ocupados por moda. Atualmente a disponibilidade de espaços na capital é de 5%.

“Caracterizada pelo comércio direto à rua, e reduzidas zonas de centro comercial, o eixo principal do centro de Lisboa sofre, contudo, com uma baixa rotação de espaços e escassez de novos comércios, o que torna a pressão imobiliária maior, aumentando as rendas”, revela o estudo.

Os dados mostram que as rendas mais baixas são dos espaços com área superior a mil metros quadrados, enquanto os espaços de menor tamanho têm rendas mais elevadas.

Já no Porto, o crescimento de renda no ano passado situou-se nos 9,5%, tendo-se tornado um “centro de atração de investimento”.

As rendas na invicta são ligeiramente mais baixas do que na capital, com o metro quadrado a oscilar entre os 50 euros e os 160 euros.

Enquanto a Avenida da Liberdade é a principal escolha em Lisboa, no Porto, é a Avenida dos Aliados que domina com marcas de luxo. Contudo, os Clérigos têm-se tornado atrativos para os turistas e combinam “retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta”.

Transporte de mercadorias diminuiu no primeiro trimestre

O transporte de mercadorias registou uma diminuição no primeiro trimestre do ano, em todos os modos de transporte, de acordo com os dados do INE.

Os dados revelam que nos primeiros seis meses do ano o transporte rodoviário registou uma redução de 12,7%, face ao período homólogo, com apenas 24,4 milhões de toneladas movimentadas, tendo sido o meio mais penalizado. Já o transporte marítimo de mercadorias desceu 6,5%, o ferroviário diminuiu 2,1% e o aéreo 0,3%.

A principal divisão transportada continuou a ser os produtos não energéticos das indústrias extrativas, representando 24,2% do total. Seguem-se os ‘outros produtos minerais não metálicos’, com 13,1% e os ‘produtos alimentares, bebidas e tabaco’, com 10,3%.

No transporte marítimo, o porto de Leixões registou uma diminuição de 0,9% no movimento de mercadorias, enquanto o porto de Lisboa apresentou um acréscimo de 0,9%. Já o porto de Setúbal registou um aumento de 6,2% e o de Aveiro uma subida de 11,6%.

O tráfego nacional de mercadorias pela ferrovia totalizou o 1,5 milhões de toneladas, com o tráfego internacional a diminuir 1,9% para 431 mil toneladas.

Já no transporte de passageiros, o metropolitano registou uma descida homóloga de 2,2%, com apenas 69,3 milhões de passageiros. O metro de Lisboa movimentou menos passageiros no primeiro trimestre, com apenas 41,5 milhões de passageiros, enquanto o metro do Porto aumentou o número de passageiros transportados para 22,8 milhões.

O transporte ferroviário manteve uma trajetória positiva, com um crescimento de 0,8%, tendo transportado 57,6 milhões de passageiros. O transporte aéreo também registou um aumento, de 3,9%, com os aeroportos nacionais a movimentarem 14,5 milhões de passageiros.

Já o transporte marítimo diminuiu 3,1% nos primeiros seis meses do ano, com o transporte fluvial a movimentar apenas 5,1 milhões de passageiros.

O transporte por oleoduto apresentou um aumento de 5% no primeiro trimestre, tendo sido transportadas 785,5 mil toneladas. Também o transporte por gasoduto registou a mesma tendência, com um crescimento de 11% na entrada e de 11,7% na saída.

PSI contraria Europa e negoceia no ‘verde’

A bolsa de Lisboa negocia no ‘verde’ a meio da sessão desta segunda-feira, com um avanço de 0,14% para 8.944,05 pontos.

A NOS lidera a sessão, a subir 1,21% para 5,020 euros, seguida da REN, que ganha 1,01% para 3,485 euros. A Corticeira Amorim aumenta 0,93% para 6,53 euros, a Semapa soma 0,87% para 23,30 euros e o BCP avança 0,04% para 0,9278 euros.

Em contraciclo, a Teixeira Duarte perde 2,52% para 0,4070 euros, a Mota-Engil desce 2,20% para 4,446 euros, os CTT derrapam 1,01% para 5,88 euros, a Jerónimo Martins desliza 0,45% para 17,64 euros e a EDP recua 0,16% para 4,416 euros.

As principais praças europeias negoceiam em terreno negativo, com o DAX a perder 0,68% para 24.630,00 pontos, o CAC40 desce 0,41% para 8.184,56 pontos e o Ibex35 recua 0,27% para 18.296,72 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias seguem em queda, arrastadas pelo selloff em Wall Street, que na passada sexta-feira levou o Nasdaq 100 a tombar quase 5%, bem como pelo escalar das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com ataques entre o Irão e Israel. Em reação ao conflito os preços do petróleo disparam mais de 4%, o que gera receios de que um aumento de custos energéticos possa fazer a inflação persistir em níveis elevados e levar a subidas de taxas de juro pelos bancos centrais”.

“É precisamente este cenário que se antecipa já na reunião do BCE esta semana, com o mercado a assumir um aumento de 25 pontos base nas taxas de juros da Zona Euro. Por cá o PSI regista valorizações de cotadas como Altri, Galp e NOS. Apesar da onda vermelha é de notar alguma tranquilidade desde o início da sessão, com as palavras do CEO da NVIDIA, de que esta correção representa uma oportunidade de compra, a transmitirem otimismo a alguns investidores”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI sobe 3,60%, fixando o preço do barril nos 93,80 dólares e o Brent aumenta 3,27% para 96,13 dólares. O gás natural perde 3,10% para 3,129 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,03% face ao dólar, fixando-se nos 1,1525 dólares.

Google prepara-se para realizar layoffs

Google nuclear

A tecnológica norte-americana, Google, é a mais recente empresa do setor a iniciar layoffs em massa. Apesar de não existirem dados concretos sobre o número de colaboradores afetados, fontes internas especulam tratar-se do despedimento de centenas de trabalhadores.

Desde 2021 que as tecnológicas tem tido uma elevada trajetória de despedimentos, com a pandemia a remodelar as operações destas empresas.

Entre as principais causas para os despedimentos está a inteligência artificial (IA), que tem vindo a reformular a forma como as empresas trabalham e já foram responsáveis por 61% destas perdas.

Segundo a TradingPlatforms, só nos primeiros quatro meses deste ano já foram eliminados mais de 100 mil postos de trabalho, e as perspetivas apontam que até ao fim do ano é possível que sejam cortados mais de 340.500 postos de trabalho. Só no ano passado foram eliminados 245 mil postos.

Até ao momento a Oracle foi a tecnológica que mais despedimentos realizou, com 25.254, seguida da Amazon, com 16.600 e a Cognizant com 15 mil. Já a Meta ocupa o quarto lugar, com 10.400.

A área de Cloud &SaaS tem sido a mais afetada até ao momento, com 29.980 empregos cortados. Segue-se a área de Blockchain &Crypto, com menos 5.319 postos de trabalho.

No setor das redes sociais, só este ano já foram cortados cerca de 12.147 empregos, com as cinco principais empresas a liderarem os despedimentos.

As empresas norte-americanas são as principais responsáveis pelos despedimentos, com 83% de todos os despedimentos a serem anunciados por empresas norte-americanas.

“Em todo o Silicon Valley as empresas tecnológicas estão a celebrar a eficiência da IA, enquanto, ao mesmo tempo, demitem milhares de trabalhadores, como se a experiência humana fosse simplesmente mais um sistema obsoleto à espera de ser atualizado”, refere Stanislava Savisheva, analista da plataforma.

CEOs estão mais cautelosos sobre a adoção de IA

salários

As empresas têm investido na adoção de inteligência artificial (IA), contudo 61%dos CEOs consideram que os seus conselhos de administração estão a acelerar esta adoção, o que evidencia um desalinhamento numa fase crítica desta tecnologia.

De acordo com o estudo “Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey”, da Boston Consulting Group (BCG), há algumas divergências no ritmo de adoção desta tecnologia dentro das empresas.

Enquanto os administradores querem favorecer uma implementação rápida desta tecnologia, os CEOs têm uma abordagem mais cautelosa. O estudo revela que as lacunas de conhecimento sobre esta tecnologia e o fenómeno de ‘receio de ficar para trás’ (FOMO) podem estar a contribuir para estas dinâmicas.

Os dados mostram que apesar de 75% dos administradores considerarem que os seus conhecimentos sobre IA estão ao mesmo nível que os seus pares, os CEOs mostram-se menos convencidos, com 40% a afirmarem que os administradores não têm uma visão suficientemente informada sobre a forma como esta tecnologia está a transformar as estratégias de crescimento.

Para os CEOs é necessário que os administradores compreendam melhor a diferença entre o entusiasmo gerado pela IA e a sua aplicação prática. Um terço dos CEOs considera que sobrestimam as capacidades humanas que a IA pode substituir.

Já os administradores apontam que os CEOs devem comunicar de forma mais clara e consistente a estratégia de IA das organizações.

Segundo o estudo, os líderes executivos estimam que 35% da sua avaliação de desempenho depende do retorno no investimento em IA, comparativamente aos 27% estimados pelos administradores, o que sugere um desfasamento entre as expectativas e a responsabilização formal.

José Koch Ferreira, managing director & partner da BCG Lisboa, afirma que “o ponto mais revelador da nossa investigação é, provavelmente, este: os conselhos de administração sentem-se confiantes em relação à IA, mas os CEOs não confiam na capacidade dos seus conselhos. É essa lacuna de perceção – e não de tecnologia – que irá definir quais as organizações que liderarão a era da IA e quais terão muitas dificuldades pelo caminho”.

Apesar das diferenças de perceção, cerca de 80% de ambos os grupos consideram que os candidatos a membros do conselho de administração devem demonstrar uma compreensão mensurável de como a IA pode transformar o setor de atividade da empresa.

Aqui é Fresco cresce 5,4%

A rede de comércio de proximidade Aqui é Fresco fechou 2025 com um crescimento de 5,4% face ao ano anterior. Contudo, apesar dos bons resultados do ano passado, a rede já sofreu alguns constrangimentos em 2026 devido às intempéries e ao conflito no Médio Oriente.

Ao Jornal Económico (JE), Carla Esteves, diretora executiva da sociedade, revela que 2026 está a ser um ano “desafiante”, mas que a rede de proximidade “não baixou os braços”. “Vamos continuar a lutar para continuar a acrescer”, garante, referindo que as tempestades impactaram a faturação entre janeiro e fevereiro. Contudo, a diretora executiva garantiu que a está “a fazer tudo para recuperar, de forma que consigamos, no segundo semestre, fazer um ótimo ano”.

Nos dias 31 de maio e 1 de junho, a rede de proximidade realizou a sua 15.ª convenção, em Aveiro, criando a oportunidade para os retalhistas falarem diretamente com as marcas, negociarem e ficarem a par das respetivas novidades.

A convenção deste ano gerou uma faturação superior à do ano passado, chegando perto dos 17,5 milhões de euros. E também funcionou como palco para dar a conhecer as novidades do ‘Aqui é Fresco 2,0’, que conta com um novo site.

“Queremos inovar. Inovar em digitalização, em inteligência artificial (IA), e tornar as lojas mais eficientes, para que tenham ganhos de tempo para o que é realmente importante”, salientou Carla Esteves. Para a diretora executiva, as novidades introduzidas vão gerar “garantidamente maior apetência para os clientes aderirem”.

Os resultados positivos obtidos na convenção foram impulsionados pela marca própria, a UP, que, no evento, conseguiu ultrapassar a faturação de 2024. Atualmente, conta com 700 produtos e tem como objetivo continuar a aumentar a oferta. Antes da convenção terminar, as notas de encomenda já tinham sido igualadas às do ano anterior, 7680. Este dado significa que a rede “está a chegar a mais pontos de venda”.

Quase 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações pagos na região Centro

Perto de 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações provocados pela tempestade Kristin e outras já foram pagos na região Centro, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Num ponto de situação feito hoje, a CCDR referiu que há 6.237 candidaturas com indemnizações pagas, num valor total de 23.716.666,95 euros.

No total, foram apresentadas 25.728 candidaturas na região Centro, das quais 9.240 (35,9%) já estão decididas. Há ainda 14.168 em análise em 73 municípios e 2.320 na CCDR.

O presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, aludiu ao “empenho da equipa de trabalho institucional que tem vindo a concretizar respostas com a devida qualidade e num tempo curto face à quantidade de processos e à complexidade da tarefa”.

Comparando com o tratamento de danos de calamidades em anos anteriores, Ribau Esteves frisou a “menor quantidade de tempo utilizada entre a data dos danos causados (epicentro a 28 de janeiro), a disponibilização de verba pelo Governo para fazer os pagamentos, o período de apresentação de candidaturas (até 07 de abril) e as respostas com decisões e pagamentos aos beneficiários”.

Segundo a CCDR, dos 73 municípios com candidaturas apresentadas, há oito em que todas já foram decididas e dez em que mais de 90% estão nessa situação.

Os municípios que têm menos de 25% das candidaturas decididas são 24.

Leiria é aquele que apresentou mais candidaturas, um total de 10.808, estando decididas 3.721 (34,4%). Seguem-se Marinha Grande (3.365 apresentadas e 243 decididas), Pombal (2.482 apresentadas e 1.318 decididas), Sertã (972 apresentadas e 373 decididas), Ansião (878 apresentadas e 475 decididas) e Coimbra (647 apresentadas e 110 decididas).

Estes seis municípios apresentaram 19.152 candidaturas, que correspondem a 74,4% das 25.729 totais da região Centro. Das 9.240 das candidaturas decididas, 6.240 (67,5%) são destes municípios.

“Entramos em junho de 2026, o mês que se definiu por acordo entre as entidades gestoras como o último para terminar tão importante tarefa, sendo pertinente prestar informação pública com um ponto de situação, apresentando dados respeitantes ao acumulado até ao dia 31 de maio (inclusive)”, explicou Ribau Esteves.

A CCDR Centro prometeu fazer nova atualização com dados de 10 e de 20 de junho.

PSI fecha no ‘verde’, impulsionado pela Corticeira Amorim e EDP

A bolsa de Lisboa fechou a sessão em terreno positivo, com um avanço de 0,13% para 8.931,54 pontos.

A Corticeira Amorim liderou o dia, com uma subida de 1,41% para 6,47 euros, seguida da EDP, que ganhou 1,24%. A Teixeira Duarte aumentou 1,09% para 0,4175 euros, a Sonae somou 0,75% para 1,8880 euros e a Jerónimo Martins avançou 0,06% para 17,72 euros.

Em contraciclo, a Ibersol perdeu 3,40% para 10,22 euros, a NOS desceu 0,68% para 4,960 euros, a EDP Renováveis derrapou 0,64% para 14,03 euros, os CTT deslizaram 0,34% para 5,94 euros e a Altri recuou 0,10% para 4,885 euros.

As principais praças europeias fecharam o dia em terreno misto, com o CAC40 a descer 0,32% para 8.218,24 pontos e o Ibex35 somou 0,40% para 18.347,49 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “as bolsas europeias encerraram maioritariamente em baixa, arrastadas pelo clima de selloff que se regista em Wall Street, onde a revelação de que a economia dos EUA gerou mais postos de trabalho que o previsto parece ter trazido receios de que desta forma seja mais difícil controlar a inflação, e, por conseguinte, tornar a Fed mais agressiva na sua política monetária.  Setores cíclicos, como o de recursos naturais e o tecnológico, acabaram por ser mais castigados. O PSI conseguiu escapar com ganho ligeiro”.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 2,43%, fixando o preço do barril nos 90,80 dólares e o Brent desce 1,63% para 93,51 dólares. O gás natural tomba 3% para 3,236 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,67% face ao dólar, fixando-se nos 1,1533 dólares.

Portuguesa Bloq.it ocupa segundo lugar no ranking Technology Fast 500

Portugal reforçou a sua representação no ranking Technology Fast 500 da Deloitte, com 18 empresas nacionais distinguidas, mais três do que no ano anterior.

A Bloq.ip foi a empresa nacional que conseguiu ter a melhor, ficando no segundo lugar no ranking EMEA (Europa, Médio Oriente e África). A empresa é especializada em soluções inteligentes de smart lockers., tendo uma taxa de crescimento de 12.192,52%

Em conjunto as 18 empresas portuguesas distinguidas registam um crescimento médio superior a 7000%, um valor que reflete uma evolução positiva face à edição anterior.

A grande maioria destas empresas concentram-se na área de software, o que reforça a importância crescentes dos negócios digitais para o crescimento económico nacional.

Pedro Brás da Silva, partner da Deloitte, afirma que “a presença de 18 empresas portuguesas no ranking e a posição de grande destaque da Bloq.it entre as empresas tecnológicas com maior crescimento na região EMEA demonstram a consistência e competitividade do ecossistema nacional”.

“Portugal atinge a maior representação de sempre neste ranking e continua a afirmar-se como um mercado capaz de gerar empresas tecnológicas com ambição internacional, modelos escaláveis e capacidade de execução”, refere.

A segunda empresa portuguesa a aparecer no ranking é a i-charging, em 17.º, com uma taxa de crescimento de 3 987,29%. Já a Coverflex ficou em 118.º lugar, com uma taxa de 1 292,13%. A

A última empresa portuguesa ficou no 500.º lugar, a HiJiffy, com uma taxa de crescimento de 288,96%.

O ranking da Deloitte distingue as empresas tecnológicas que tiveram o maior crescimento na região EMEA nos últimos três anos.

Hezbollah disposto a retirar-se do sul caso Israel deixe a região

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah pró-iraniano, admitiu hoje pela primeira vez a possibilidade de o movimento abandonar o sul do país caso Israel se retire do Líbano e seja alcançado um cessar-fogo global.

“Aceito a retirada do Hezbollah da zona a sul do rio Litani em paralelo com a retirada de Israel”, bem como a implementação de um cessar-fogo “global e sem condições”, afirmou Berri em comunicado.

Berri desempenha o papel de intermediário junto do Hezbollah.

Governo mais do que triplica despesa do IHRU para doze mil habitações

O Governo mais do que triplicou a despesa atribuída inicialmente ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para adquirir, construir e reabilitar doze mil habitações a custos acessíveis, até 2030.

A decisão do Conselho de Ministros n.º 111/2026, publicada hoje, altera a resolução anterior (n.º 148/2025, de outubro do ano passado), que fixava um montante máximo global de 511.636.907 euros (mais IVA) para adquirir, construir e reabilitar até doze mil casas, a integrarem o parque público, entre 2025 e 2030.

A resolução hoje publicada, para o período de 2026 a 2030, aumenta o montante máximo global para 1.851.636.907 (mais IVA), 3,6 vezes mais do que a verba inicial, o que representa um aumento de 27,6%.

A aquisição, a construção e a reabilitação das referidas doze mil habitações podem ser promovidas pelo IHRU ou então pelos municípios, sendo que, neste caso, segundo “termos do programa de apoio a aprovar por portaria”.

O Governo vem ainda calendarizar a despesa por cada ano económico, algo que tinha ficado de fazer na anterior resolução, “após a conclusão do processo de aprovação do financiamento total do BEI [Banco Europeu de Investimento]”.

A maior fatia está reservada para 2027 (577.802.444 euros), enquanto o valor mais baixo está atribuído a este ano, 188.020.869 euros.

A resolução estabelece que “os valores fixados para cada ano económico podem ser acrescidos do saldo apurado no ano que lhe antecede”.

Para além da dotação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR, fundos europeus), os encargos financeiros “são satisfeitos por verbas provenientes de fontes nacionais de financiamento, a inscrever no orçamento do IHRU”, segundo a resolução.

O Governo assegura que, “sem prejuízo do calendário de implementação e execução do investimento do PRR, o financiamento para a execução do Parque Público de Habitação a Custos Acessíveis ocorre até ao ano de 2030”.

No Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), os gastos do IHRU em habitação ascendem a praticamente 1.200 milhões de euros, sendo a maior fatia, cerca de 800 milhões de euros, destinada aos programas de apoio ao acesso.

O parque público de habitação a custos acessíveis recebeu 360 milhões de euros, a bolsa de alojamento urgente um total de 28 milhões de euros e a reabilitação do parque habitacional 10 milhões de euros.

A “grave crise habitacional” foi assumida no OE2026, tendo o Governo anunciado o aumento da oferta de habitação pública, prevendo um investimento de 930 milhões de euros em programas públicos de promoção e reabilitação, destinados a abranger 22 mil pessoas e a mobilização de património público para projetos habitacionais.

Euribor sobe a 3 meses para máximo desde abril de 2025 e cai a 6 e 12 meses

Euribor

A taxa Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde abril de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,312%, continuou abaixo das taxas a seis (2,584%) e a 12 meses (2,842%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,584%, menos 0,004 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,842%, menos 0,009 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,312%, mais 0,001 pontos que na quinta-feira e um novo máximo desde abril de 2025.

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.

Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

Em 30 de abril, na segunda reunião desde o início da guerra, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

O mercado antecipou esta manutenção das taxas diretoras, mas prevê um aumento na próxima reunião de política monetária do BCE, que se realiza em 10 e 11 de junho em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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