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El Niño virá mais forte; veja impactos e áreas que devem ser mais afetadas

13 June 2026 at 12:00

Cientistas da NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera), principal agência climática dos Estados Unidos, confirmaram oficialmente o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e as projeções indicam que ele pode se intensificar significativamente nos próximos meses, com potencial para se tornar um episódio de forte intensidade histórica.

De acordo com um relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11), a NOAA aponta uma probabilidade de 60% de que o El Niño atinja intensidade forte até o final do ano, o que representa um agravamento considerável das previsões climáticas globais.

O que é o El Niño e como ele se desenvolve

O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes explicou que o El Niño consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico na região equatorial central. “Quando essa temperatura fica acima de meio grau, numa média de 30 anos, e durante três meses, caracteriza-se o início do El Niño”, afirmou.

Atualmente, a temperatura da região está 0,7°C acima da média histórica, configurando um evento de fraca intensidade, mas com tendência de crescimento. Segundo Pedro Côrtes, essa temperatura pode ultrapassar 2°C nos próximos seis meses, o que caracterizaria um El Niño forte.

Impactos esperados no Brasil

Pedro Côrtes destacou que os efeitos do fenômeno no Brasil seguem um padrão bem definido: aumento das chuvas na região Sul, tendência de secas no Norte e no Nordeste, e risco elevado de incêndios florestais no Centro-Oeste.

“Houve episódios, como recentemente, onde nós tivemos com o El Niño as enchentes no Rio Grande do Sul e secas históricas na Amazônia”, recordou o analista, citando rios que ficaram com volume de água drasticamente reduzido, isolando comunidades inteiras e causando mortes de animais.

O analista também alertou que o aquecimento global potencializa os efeitos do El Niño, independentemente da intensidade do fenômeno. “A gente não precisa ter um El Niño forte para que as consequências sejam exacerbadas em função do aquecimento global”, disse Pedro Côrtes.

Ele lembrou que a tragédia no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, ocorreu quando o El Niño já estava em fase de enfraquecimento, o que demonstra a gravidade dos impactos mesmo fora do pico do fenômeno.

Fator que pode moderar os efeitos no Brasil

Pedro Côrtes apontou um elemento que pode ajudar a reduzir a intensidade dos impactos no país: Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), fenômeno que alterna fases de águas quentes e frias no norte do Oceano Pacífico ao longo de décadas.

“Nós estamos numa fase fria e quando essa fase fria ocorre, nós não temos um evento tão forte para o Brasil”, explicou. Ainda assim, o analista foi categórico: “De qualquer forma, a gente vai enfrentar problemas com ele.”

Mais de 8 milhões vivem em áreas de risco

O pesquisador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) Giovanni Dolif alertou que o Brasil conta com mais de 8,5 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco, muitas das quais sequer têm conhecimento dessa situação. “Muitas dessas pessoas não têm noção de que vivem em uma área de risco”, afirmou.

Ele recomendou que a população busque informações junto à Defesa Civil para identificar o tipo de risco ao qual está exposta — seja inundação ou deslizamento de terra — e saiba como agir diante de alertas. Giovanni Dolif destacou ainda que a pressão da sociedade sobre as autoridades contribui para acelerar ações preventivas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Especialistas preveem El Niño positivo para safra argentina

12 June 2026 at 20:33

Embora condições intensas do El Niño possam ​prejudicar as colheitas em grande parte ​do mundo, o fenômeno climático provavelmente impulsionará a produção agrícola na Argentina no segundo semestre do ano, afirmaram especialistas em clima.

Na quinta-feira, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos informou que as condições do El Niño se intensificarão à medida que o segundo ⁠semestre de 2026 avança.

O ​fenômeno El Niño causa o aquecimento das águas oceânicas ​na região central e oriental do Pacífico equatorial, levando a uma ⁠redução das chuvas em grande parte ⁠da Ásia e da Austrália e gerando temores ​quanto ‌à diminuição do abastecimento global de alimentos e ao aumento dos ⁠preços devido às secas.

Mas na Argentina, um dos principais exportadores de soja, milho e trigo, o fenômeno aumenta a frequência e a intensidade ‌das chuvas, ⁠o que ‌geralmente favorece o desenvolvimento das culturas, afirmaram especialistas em clima.

“A safra de 2026/27 será inteiramente marcada pela presença do El Niño e ⁠será um fator positivo”, disse German ⁠Heinzenknecht, meteorologista da Consultoria Argentina de Climatologia Aplicada.

O último El Niño intenso ocorreu no ‌ciclo 2015/16, quando a Argentina registrou a segunda maior safra de soja de sua história, com 59,1 milhões de toneladas métricas, e a produtividade média do milho foi 7% superior à média ‌dos últimos 10 anos, segundo dados oficiais.

“No coração agrícola, uma área que não sofre inundações por ter boa drenagem de água, ⁠o El Niño produz rendimentos muito bons”, disse o especialista em clima Eduardo Sierra.

O plantio de milho na Argentina começará em setembro ​e o de soja em outubro.

Os produtores do país já estão ​semeando a safra de trigo 2026/27, que pode chegar a 20 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Rosário, o que seria a terceira maior safra do cereal ‌para a Argentina.

Como o produtor financia a safra no Brasil?

Previsão do tempo: semana termina com chuvas espalhadas pelo país

12 June 2026 at 13:25

A semana encerra com chuvas se espalhando por grande parte do Brasil. Um sistema de baixa pressão atmosférica, que nos últimos dias se deslocava pela altura do Paraguai, avançou pelo continente e chegou ao oceano, dando origem a um ciclone extratropical. O fenômeno influencia as condições do tempo nesta sexta-feira (12) e, em seguida, forma uma frente fria.

Imagens de satélite mostram nuvens se concentrando na região Sul do Brasil e avançando pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alertas de temporais para diversas cidades, classificadas em zonas amarela e laranja no mapa meteorológico. As áreas marcadas em laranja indicam situação mais crítica.

Sul do Brasil registra as condições mais severas

A faixa que vai do nordeste do Rio Grande do Sul até o Paraná concentra as chuvas mais intensas do dia. Porto Alegre (RS) deve registrar até 35 milímetros de precipitação, tornando-se a capital mais chuvosa do país nesta sexta-feira (12), com temperatura máxima de apenas 16°C e tempo bastante fechado.

Em Florianópolis (SC), a máxima chega a 20°C com 20 milímetros de chuva previstos. Já em Curitiba (PR), o dia começa com 13°C e não deve ultrapassar os 17°C, com nuvens carregadas tomando conta do céu da capital paranaense desde as primeiras horas da manhã.

Além das chuvas, há alerta de ventos fortes, com rajadas de até 60 km/h no centro-sul do país.

Sudeste e Centro-Oeste também sob influência do ciclone

Em São Paulo, o sol aparece na maior parte do dia, com pancadas mais pontuais e isoladas previstas para o período. A precipitação máxima esperada na capital paulista é de 5 milímetros. A temperatura não deve ultrapassar os 21°C.

O Rio de Janeiro apresenta cenário semelhante de chuvas isoladas, porém com máxima de 29°C e sensação de calor à tarde. Em Belo Horizonte (MG), a chuva é um pouco mais expressiva, podendo chegar a 15 milímetros. Em Campo Grande (MS), a máxima fica em 24°C.

Brasília (DF), que normalmente apresenta tempo seco em junho, também registra previsão de chuva nesta sexta-feira (12), com até 10 milímetros. O ciclone extratropical puxa umidade pelo Centro-Oeste, o que explica o céu encoberto sobre a capital federal, onde a temperatura máxima fica em torno de 25°C.

Goiânia (GO) apresenta cenário semelhante, com nuvens carregadas se formando desde a manhã e previsão de chuva ao longo do dia.

Nordeste enfrenta retorno de temporais

Na costa leste do Nordeste, voltam os alertas de temporais entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco. Em Recife (PE), a chuva já se fazia presente em alguns pontos da capital desde as primeiras horas, com previsão de 20 milímetros de precipitação e tempo bastante fechado.

Em João Pessoa (PB), são esperados 11 milímetros de chuva, com pancadas mais intensas previstas para a tarde. Pela manhã, o sol predomina e as temperaturas sobem, chegando à máxima de cerca de 30°C, com sensação de tempo abafado.

O sol predomina apenas no estado do Tocantins e no interior do Nordeste. No Norte do país, as pancadas perdem força ao longo do dia.

Nos próximos meses, espera-se uma redução das chuvas no Nordeste em decorrência do El Niño. A NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos) declarou oficialmente o início do fenômeno, que tem cerca de 60% de chance de atingir intensidade muito forte durante o próximo verão do Hemisfério Sul.

As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do Brasil, com chuvas concentradas na região Sul.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Agência dos Estados Unidos confirma início do fenômeno El Niño

Logo Agência Brasil

A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até o final do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.

O órgão afirmou que o início do período de aquecimento é percebido em medições ao longo de toda a faixa tropical do Oceano Pacífico.

Notícias relacionadas:

Em geral o período é classificado como de El Niño quando a média das temperaturas medidas ao longo da faixa equatorial do oceano, entre a Indonésia e a América Central, é de 0,5 grau Celsius acima da média histórica. Na primeira semana de julho as medições apontaram 0,7 grau acima.

A análise dos cientistas do NOAA apontou, ainda, que a probabilidade de um aquecimento com mais de dois graus celsius acima da média é de 63%. Isso configura um El Niño bastante intenso, concentrado entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

No Brasil, isso determina um período de chuvas mais curto e menos intenso nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a possibilidade de secas, além de uma concentração considerável de chuvas na região Sul, afetando principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As duas condições foram observadas em 2024, última incidência do fenômeno, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.

Aquecimento dos oceanos

O professor Ricardo de Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explicou que é difícil fazer afirmações sobre o aumento da frequência ou a redução do intervalo entre fenômenos relacionados ao aquecimento dos oceanos, bem como estabelecer uma relação direta de que esses eventos estejam mais intensos. 

“É importante considerar que a região monitorada é bastante extensa e ela ficando mais quente que o normal é de se esperar que as médias globais de temperatura aumentem, o que aconteceu nesses últimos anos. Também precisamos considerar que os oceanos estão acumulando boa parte desse calor. A gente precisa tomar cuidado para não confundir mudança climática com variabilidade climática. Fenômenos como o El Niño fazem parte da variabilidade natural do planeta”, explica 

Para o professor, os critérios de avaliação do NOAA são consolidados e refletem pesquisas acadêmicas atuais e dados de uma rede ampla de coleta, com dados coletados na atmosfera, na superfície e através de uma rede de boias de profundidade.

"No entanto, a gente sabe que os pesquisadores desses órgãos federais americanos estão enfrentando restrições do uso de certos termos, que foram meio que banidos pela administração Federal nos Estados Unidos, negacionista quanto à importância das mudanças climáticas”, pondera o pesquisador, que destaca a existência de outros centros importantes, como os europeus, o japonês e o australiano. 

Segundo Camargo, as telemetrias e os modelos adotados por esses centros são confiáveis, porém a rede de bóias de profundidade é mantida basicamente pelos Estados Unidos, e sua perda pode afetar consideravelmente a qualidade dos dados. 

O governo Trump já sinalizou o interesse em desligar tanto a rede de bóias do Pacífico e seu equivalente, no Atlântico.

A próxima avaliação do NOAA para o El Niño deve ser publicada em 9 de julho.

Agência dos Estados Unidos confirma início do fenômeno El Niño

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A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até o final do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.

O órgão afirmou que o início do período de aquecimento é percebido em medições ao longo de toda a faixa tropical do Oceano Pacífico.

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Em geral o período é classificado como de El Niño quando a média das temperaturas medidas ao longo da faixa equatorial do oceano, entre a Indonésia e a América Central, é de 0,5 grau Celsius acima da média histórica. Na primeira semana de julho as medições apontaram 0,7 grau acima.

A análise dos cientistas do NOAA apontou, ainda, que a probabilidade de um aquecimento com mais de dois graus celsius acima da média é de 63%. Isso configura um El Niño bastante intenso, concentrado entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

No Brasil, isso determina um período de chuvas mais curto e menos intenso nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a possibilidade de secas, além de uma concentração considerável de chuvas na região Sul, afetando principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As duas condições foram observadas em 2024, última incidência do fenômeno, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.

Aquecimento dos oceanos

O professor Ricardo de Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explicou que é difícil fazer afirmações sobre o aumento da frequência ou a redução do intervalo entre fenômenos relacionados ao aquecimento dos oceanos, bem como estabelecer uma relação direta de que esses eventos estejam mais intensos. 

“É importante considerar que a região monitorada é bastante extensa e ela ficando mais quente que o normal é de se esperar que as médias globais de temperatura aumentem, o que aconteceu nesses últimos anos. Também precisamos considerar que os oceanos estão acumulando boa parte desse calor. A gente precisa tomar cuidado para não confundir mudança climática com variabilidade climática. Fenômenos como o El Niño fazem parte da variabilidade natural do planeta”, explica 

Para o professor, os critérios de avaliação do NOAA são consolidados e refletem pesquisas acadêmicas atuais e dados de uma rede ampla de coleta, com dados coletados na atmosfera, na superfície e através de uma rede de boias de profundidade.

"No entanto, a gente sabe que os pesquisadores desses órgãos federais americanos estão enfrentando restrições do uso de certos termos, que foram meio que banidos pela administração Federal nos Estados Unidos, negacionista quanto à importância das mudanças climáticas”, pondera o pesquisador, que destaca a existência de outros centros importantes, como os europeus, o japonês e o australiano. 

Segundo Camargo, as telemetrias e os modelos adotados por esses centros são confiáveis, porém a rede de bóias de profundidade é mantida basicamente pelos Estados Unidos, e sua perda pode afetar consideravelmente a qualidade dos dados. 

O governo Trump já sinalizou o interesse em desligar tanto a rede de bóias do Pacífico e seu equivalente, no Atlântico.

A próxima avaliação do NOAA para o El Niño deve ser publicada em 9 de julho.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem ter final de semana de chuva intensa

Logo Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta sexta-feira (12) chuva nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com a chegada de temporais, acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas, chuva intensa em curto período de tempo e eventual queda de granizo em toda a região Sul do país.

A presença do fenômeno El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico e deve ganhar intensidade nos próximos meses, podendo alcançar intensidade forte durante a primavera de 2026, de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, da sigla em inglês (NOAA), desenvolvida em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa), divulgada nesta quinta-feira (11).

Região Sul 

Notícias relacionadas:

De acordo com a meteorologia, nesta sexta-feira, as instabilidades perdem força e pancadas de chuva com eventuais trovoadas devem ocorrer no leste catarinense e em demais áreas do Sul. Os acumulados variam entre 15 milímetros (mm) e 60 mm em 24 horas. 

Também são previstas rajadas de vento entre 40 e 60 km/h ao longo do dia. As temperaturas mínimas variam entre 10°C no Planalto Sul do Rio Grande do Sul e 20°C no Norte do Paraná e no Nordeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

Já entre a madrugada e a manhã do sábado (13), as instabilidades se afastam da região Sul, mas ainda influenciam na ocorrência de chuva fraca e isolada, principalmente no leste dos estados. Há previsão de geada em áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, acompanhada de nevoeiro.

A Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina prevê nesta sexta-feira (12) chuva intensa e temporais, devido à frente fria, que avança pelo estado associada a um sistema de baixa pressão, que intensifica no mar dando origem a um ciclone extratropical.

Região Sudeste 

Nesta sexta-feira (12), a presença de instabilidade em áreas do Oeste e Sudoeste de São Paulo podem provocar temporais com raios, rajadas de vento, chuva intensa, acompanhada de queda de granizo. A instabilidade se intensifica no Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, provocando pancadas de chuva no Espírito Santo.

No sábado (13), ao longo da madrugada e da manhã, segue a condição de temporais com chuva, eventual queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento no Estado do Rio e nas divisas com o Espírito Santo e Minas Gerais. A chuva perde força ao longo da tarde.

Região Centro-Oeste 

Para sexta-feira (12), existe a previsão de chuva para todos os estados e o Distrito Federal. A chuva pode ser mais intensa entre a manhã e à tarde, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Há possibilidade de queda de granizo entre o centro-norte e o leste de Mato Grosso do Sul. 

Para sábado (13), ainda pode chover em toda a região, atingindo maior intensidade entre o Mato Grosso, no Vale do Aporé, divisa com São Paulo, e Goiás. Há previsão de chuva de menor intensidade para o centro de Goiás, incluindo o Distrito Federal, e o norte mato-grossense. 

Região Norte

Para sexta-feira (12), existe a previsão de formação de áreas de instabilidade na região que favorecem a ocorrência de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas de trovoadas isoladas.

Os maiores acumulados são esperados para o noroeste do Amazonas, com chuvas intensas, que podem atingir também o sul do Pará. Já o estado do Tocantins permanecerá com tempo estável, predomínio de sol e sem chuva.

Para sábado (13), as condições seguem semelhantes, com maiores acumulados esperados para o noroeste do Amazonas.

Região Nordeste 

Para sexta-feira (12) e sábado (13), a previsão de chuva concentra-se principalmente na faixa litorânea que se estende desde o Maranhão ao norte de Alagoas.

Nesta área são esperadas chuvas isoladas. As demais áreas do Nordeste têm previsão de tempo firme com predomínio de sol, com as temperaturas máximas atingindo os 36ºC, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem ter final de semana de chuva intensa

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta sexta-feira (12) chuva nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com a chegada de temporais, acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas, chuva intensa em curto período de tempo e eventual queda de granizo em toda a região Sul do país.

A presença do fenômeno El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico e deve ganhar intensidade nos próximos meses, podendo alcançar intensidade forte durante a primavera de 2026, de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, da sigla em inglês (NOAA), desenvolvida em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa), divulgada nesta quinta-feira (11).

Região Sul 

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De acordo com a meteorologia, nesta sexta-feira, as instabilidades perdem força e pancadas de chuva com eventuais trovoadas devem ocorrer no leste catarinense e em demais áreas do Sul. Os acumulados variam entre 15 milímetros (mm) e 60 mm em 24 horas. 

Também são previstas rajadas de vento entre 40 e 60 km/h ao longo do dia. As temperaturas mínimas variam entre 10°C no Planalto Sul do Rio Grande do Sul e 20°C no Norte do Paraná e no Nordeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

Já entre a madrugada e a manhã do sábado (13), as instabilidades se afastam da região Sul, mas ainda influenciam na ocorrência de chuva fraca e isolada, principalmente no leste dos estados. Há previsão de geada em áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, acompanhada de nevoeiro.

A Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina prevê nesta sexta-feira (12) chuva intensa e temporais, devido à frente fria, que avança pelo estado associada a um sistema de baixa pressão, que intensifica no mar dando origem a um ciclone extratropical.

Região Sudeste 

Nesta sexta-feira (12), a presença de instabilidade em áreas do Oeste e Sudoeste de São Paulo podem provocar temporais com raios, rajadas de vento, chuva intensa, acompanhada de queda de granizo. A instabilidade se intensifica no Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, provocando pancadas de chuva no Espírito Santo.

No sábado (13), ao longo da madrugada e da manhã, segue a condição de temporais com chuva, eventual queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento no Estado do Rio e nas divisas com o Espírito Santo e Minas Gerais. A chuva perde força ao longo da tarde.

Região Centro-Oeste 

Para sexta-feira (12), existe a previsão de chuva para todos os estados e o Distrito Federal. A chuva pode ser mais intensa entre a manhã e à tarde, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Há possibilidade de queda de granizo entre o centro-norte e o leste de Mato Grosso do Sul. 

Para sábado (13), ainda pode chover em toda a região, atingindo maior intensidade entre o Mato Grosso, no Vale do Aporé, divisa com São Paulo, e Goiás. Há previsão de chuva de menor intensidade para o centro de Goiás, incluindo o Distrito Federal, e o norte mato-grossense. 

Região Norte

Para sexta-feira (12), existe a previsão de formação de áreas de instabilidade na região que favorecem a ocorrência de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas de trovoadas isoladas.

Os maiores acumulados são esperados para o noroeste do Amazonas, com chuvas intensas, que podem atingir também o sul do Pará. Já o estado do Tocantins permanecerá com tempo estável, predomínio de sol e sem chuva.

Para sábado (13), as condições seguem semelhantes, com maiores acumulados esperados para o noroeste do Amazonas.

Região Nordeste 

Para sexta-feira (12) e sábado (13), a previsão de chuva concentra-se principalmente na faixa litorânea que se estende desde o Maranhão ao norte de Alagoas.

Nesta área são esperadas chuvas isoladas. As demais áreas do Nordeste têm previsão de tempo firme com predomínio de sol, com as temperaturas máximas atingindo os 36ºC, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

“Gasolina para cima do fogo”. O El Ninõ já começou

By: AFP
11 June 2026 at 18:20
O fenómeno meteorológico El Niño chegou, anunciou esta quinta-feira a NOAA, agência científica norte-americana para  os oceanos e atmosfera. É uma “sirene mortal a temer”. Os cientistas esperam que se intensifique até ao final do ano, podendo atingir uma intensidade histórica. Havia uma probabilidade de 85% de que o El Niño chegasse já este verão. E aconteceu mesmo, diz a NOAA: aí está o desta vez super-poderoso fenómeno meteorológico cíclico. O El Niño é um fenómeno climático natural que aquece as temperaturas à superfície no Pacífico equatorial central e oriental, provocando alterações nos ventos, nos padrões de precipitação e no

9h. Maio foi o segundo mais quente alguma vez registado

10 June 2026 at 09:17
Copernicus revela que último mês foi marcado por rápida mudança de clima: de muito frio para uma das ondas de calor mais intensas de sempre. Ainda, PR discursa hoje nas comemorações do 10 de Junho.

MP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada Santista

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O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu, nesta segunda-feira (8), por meio de Procedimento Administrativo de Acompanhamento, uma série de esclarecimentos aos nove municípios da região da Baixada Santista para verificar a implementação de políticas públicas prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno climático El Niño nessas cidades.

No procedimento instaurado, a promotora Almachia Acerbi, questiona sobre a existência de planos municipais de contingência e prevenção, a realização de obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, as ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, e a possível articulação entre municípios e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas de enfrentamento dos efeitos El Ninõ.

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“A promotora destacou os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre a elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar o aquecimento global e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Entre os impactos previstos estão prejuízos ao abastecimento de água, à produção agrícola e à saúde pública”, informou o MPSP.

De acordo com o MPSP, o Procedimento Administrativo de Acompanhamento ressalta a possibilidade de chuvas acima da média, com aumento dos riscos de alagamentos em áreas baixas e próximas a canais, além de deslizamentos em morros e encostas habitadas, principalmente em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, além da ocorrência de ondas de calor e seus impactos sobre a população e a infraestrutura urbana da região.

“Diante desse cenário, o GAEMA recomendou aos prefeitos o reforço dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em áreas vulneráveis, a ampliação de campanhas educativas, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco, o fortalecimento da vigilância sanitária para prevenção de doenças transmitidas por vetores e a integração entre os setores de saúde e assistência social”.

 

MP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada Santista

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O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu, nesta segunda-feira (8), por meio de Procedimento Administrativo de Acompanhamento, uma série de esclarecimentos aos nove municípios da região da Baixada Santista para verificar a implementação de políticas públicas prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno climático El Niño nessas cidades.

No procedimento instaurado, a promotora Almachia Acerbi, questiona sobre a existência de planos municipais de contingência e prevenção, a realização de obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, as ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, e a possível articulação entre municípios e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas de enfrentamento dos efeitos El Ninõ.

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“A promotora destacou os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre a elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar o aquecimento global e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Entre os impactos previstos estão prejuízos ao abastecimento de água, à produção agrícola e à saúde pública”, informou o MPSP.

De acordo com o MPSP, o Procedimento Administrativo de Acompanhamento ressalta a possibilidade de chuvas acima da média, com aumento dos riscos de alagamentos em áreas baixas e próximas a canais, além de deslizamentos em morros e encostas habitadas, principalmente em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, além da ocorrência de ondas de calor e seus impactos sobre a população e a infraestrutura urbana da região.

“Diante desse cenário, o GAEMA recomendou aos prefeitos o reforço dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em áreas vulneráveis, a ampliação de campanhas educativas, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco, o fortalecimento da vigilância sanitária para prevenção de doenças transmitidas por vetores e a integração entre os setores de saúde e assistência social”.

 

Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta terça-feira (9) para condições favoráveis a um novo episódio de El Niño.

Esse fenômeno climático global resulta de elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o Oceano Pacífico tropical.

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De acordo com o Inmet, um evento de El Niño ocorre quando o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) permanece igual ou superior a 0,5°C por, pelo menos, cinco trimestres.

“Com base nos dados observados no mês de maio e nas projeções, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será abril-maio-junho”, informa o boletim do Inmet.

Monitoramento

O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à Temperatura da Superfície do Mar (TSM), bem como os demais indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno El Niño.

Ao mesmo tempo, avalia previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no monitoramento climático.

A previsão é que o Inmet divulgue, ao final desta semana, nova nota técnica sobre a possível evolução do fenômeno.

Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta terça-feira (9) para condições favoráveis a um novo episódio de El Niño.

Esse fenômeno climático global resulta de elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o Oceano Pacífico tropical.

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“Com base nos dados observados no mês de maio e nas projeções, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será abril-maio-junho”, informa o boletim do Inmet.

Monitoramento

O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à Temperatura da Superfície do Mar (TSM), bem como os demais indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno El Niño.

Ao mesmo tempo, avalia previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no monitoramento climático.

A previsão é que o Inmet divulgue, ao final desta semana, nova nota técnica sobre a possível evolução do fenômeno.

Retorno do El Niño pode atrasar período chuvoso e elevar calor em Goiás

A possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño nos próximos meses colocou especialistas em alerta para os impactos que o fenômeno pode provocar no Brasil e em diferentes partes do mundo. Nesta terça-feira (2), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que há 80% de probabilidade de o fenômeno se desenvolver entre junho e agosto, aumentando o risco de eventos climáticos extremos e mudanças no comportamento das chuvas e das temperaturas.

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Início de junho tem madrugadas frias em Goiás e máximas de até 34,5°C

A entidade também avalia que o El Niño deverá alcançar, no mínimo, intensidade moderada. Além disso, as chances de permanência do fenômeno até novembro ultrapassam 90%. O evento é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que influencia a circulação atmosférica e pode desencadear secas, chuvas intensas e ondas de calor em diversas regiões do planeta.

Pacífico mais quente reforça previsão do fenômeno

Os indicadores monitorados pela OMM mostram que a temperatura do oceano já se aproxima dos níveis necessários para a configuração oficial do El Niño. Em algumas áreas abaixo da superfície do Pacífico, os registros superam em mais de 6°C a média sazonal, fortalecendo as projeções para os próximos meses.

Diante desse cenário, a expectativa é de temperaturas acima da média em grande parte do mundo entre junho e agosto. A condição também amplia o risco de eventos meteorológicos extremos, períodos de calor intenso e irregularidades no regime de chuvas. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou a situação como um alerta climático urgente e destacou que o fenômeno pode agravar os efeitos já observados em decorrência do aquecimento global.

Como o El Niño pode alterar o clima em Goiás

Em Goiás, o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) acompanha a evolução das condições no Pacífico e avalia possíveis reflexos sobre o clima do estado. De acordo com o órgão, caso o aquecimento das águas alcance aproximadamente 2°C acima da média, o início do período chuvoso poderá sofrer atraso de até 20 dias.

Na prática, isso significa que outubro pode começar com precipitações irregulares ou até mesmo sem chuvas em parte do território goiano. A situação também preocupa o setor agropecuário, já que a falta de regularidade das precipitações após o plantio pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a produtividade.

Outro efeito esperado é a elevação das temperaturas. Com menor frequência de chuvas, cidades como Goiânia podem registrar máximas entre 32°C e 34°C, acima dos padrões históricos para a época do ano. O Cimehgo também aponta a possibilidade de períodos com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média climatológica, principalmente entre setembro e outubro.

Esse cenário favorece a ocorrência de ondas de calor, aumenta os riscos à saúde da população e pode elevar o consumo de energia elétrica em razão da maior utilização de equipamentos de refrigeração.

Impactos nas chuvas motivam monitoramento de órgãos estaduais

Além das temperaturas mais elevadas, especialistas alertam para possíveis alterações no transporte de umidade da Amazônia para a região Centro-Oeste. Com isso, Goiás pode enfrentar períodos mais prolongados de tempo seco e redução da regularidade das chuvas.

A consequência pode ser a diminuição dos níveis de rios, córregos e reservatórios, embora os impactos ainda estejam sendo avaliados. Mesmo quando ocorrerem, as precipitações poderão ser mal distribuídas, com longos intervalos de estiagem entre eventos isolados de chuva. A expectativa dos especialistas é que uma normalização mais consistente do regime chuvoso aconteça apenas entre novembro e dezembro.

Diante da elevada probabilidade de formação do fenômeno, órgãos estaduais já reforçaram as ações de acompanhamento. O Cimehgo mantém monitoramento constante em conjunto com a Defesa Civil para avaliar possíveis impactos relacionados a queimadas, estiagens prolongadas e pressões sobre o abastecimento de água.

Apesar das projeções, especialistas ressaltam que a intensidade dos efeitos em Goiás dependerá da evolução do aquecimento das águas do Pacífico nos próximos meses. A confirmação de um episódio mais intenso será decisiva para determinar a magnitude dos impactos sobre o estado.

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