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Mercado pirata na porta do Azteca tem camisas do México e máscaras de lucha

11 June 2026 at 18:21

O jogo de abertura da Copa do Mundo entre México e África do Sul, nesta quinta-feira (11), agita os arredores do Estádio Azteca e, claro, movimenta também o mercado dos vendedores ambulantes.

Comerciantes vendem camisas piratas da seleção mexicana a 500 pesos, o equivalente a R$ 150. Outro produto vendido nas portas do estádio são as máscaras de lucha libre, tradicionais da cultura local, também a 500 pesos.

Bandeiras do México são vendidas a 200 pesos, cerca de R$ 60.

Comerciantes vendem bandeiras da seleção mexicana nos arredores do estádio Azteca • Allan Pace/CNN Brasil

México e África do Sul se enfrentam nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), em uma reedição da abertura do Mundial de 2010.

O local é um dos mais lendários palcos do futebol mundial, e já abrigou decisões que ficaram na história. Os mexicanos buscam superar suas melhores campanhas em Copas do Mundo.

Já os sul-africanos têm esbarrado na primeira fase do torneio e voltam ao Mundial após 16 anos, quando sediou a competição.

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Copa do Mundo: por que jogar em casa virou peso para o México

11 June 2026 at 14:00

O México estreia na Copa do Mundo de 2026 na tarde desta quinta-feira (11) contra a África do Sul, no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México. No entanto, o que para alguns pode ser uma vantagem, para a seleção mexicana jogar em casa pode ser um peso a mais na competição. 

O país carrega a responsabilidade inédita de ser o único a sediar três Mundiais (1970, 1986 e 2026), em um momento onde a relação com sua torcida é marcada por pressão e algumas cicatrizes que ainda estão abertas. Uma delas é o retrospecto negativo nas últimas Copas.

Outro ponto que pode se tornar uma carga para os jogadores é que as melhores campanhas da história do México foram justamente quando a seleção disputou a competição nos seus domínios. Para alguns torcedores, o fator traz esperança. Já para outros, cria ainda mais cobrança em cima de bons resultados no torneio.

México e o trauma das oitavas

A pressão por bons resultados vem da grande sequência negativa que o México traz das últimas Copas. Além disso, a seleção mexicana carrega um trauma nos Mundiais.

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O principal fator psicológico que pressiona o “El Tri” é a histórica barreira das oitavas de final. Entre 1994 e 2018, o México foi eliminado nesta fase em sete edições consecutivas. Criou-se até mesmo o estigma de que “o México sempre cai nas oitavas”. 

Porém, o cenário ficou ainda pior no ano de 2022, quando os mexicanos foram eliminados ainda na fase de grupos pela primeira vez em mais de 40 anos anos. A eliminação veio em uma chave que era composta por Argentina, Arábia Saudita e Polônia. Os maus resultados geraram até mesmo uma crise de identidade na seleção.

Javier Aguirre, o “técnico bombeiro”

Para amenizar o incêndio que a seleção do México se tornou, a Federação recorreu a Javier Aguirre, que chega à terceira passagem pela equipe. Aguirre ficou conhecido por ser um “técnico bombeiro”, aquele sempre acionado quando as coisas não andam bem.

Ele já assumiu o comando da seleção outras duas vezes. Uma quando os mexicanos corriam o risco de não se classificar para a Copa de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. A outra, em cenário semelhante, para a disputa do Mundial de 2010, na África do Sul. 

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Aguirre tem um estilo valente, é temperamental e gosta de jogadores que brigam por cada bola. Sua gestão, no entanto, teve algumas tensões.

Às vésperas da Copa, o treinador enfrentou um conflito público com clubes como Chivas e Toluca, chegando a ameaçar excluir da lista final jogadores que não se apresentassem na data estipulada para a concentração.

O Estádio Azteca, palco da consagração de Pelé e Maradona, serve hoje como uma representação da pressão mexicana. Jogar no “Colosso de Santa Úrsula” diante de mais de 80 mil torcedores é um privilégio histórico, mas que pode tornar a Copa um peso ainda maior para o México.

Grupo e jogos do México

  • México
  • África do Sul
  • Coreia do Sul
  • República Tcheca

O México faz sua primeira partida contra a África do Sul, no Estádio Azteca, às 16h do horário de Brasília, nesta quinta-feira (11). Na segunda rodada, enfrenta a Coreia do Sul, às 22h, em Guadalajara. Por último, joga diante da República Tcheca, novamente ás 22h, na Cidade do México. 

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Do Rei a Maradona: como Azteca virou estádio que moldou as Copas

11 June 2026 at 09:00

O Estádio Azteca, na Cidade do México, palco da estreia da Copa do Mundo de 2026 no confronto entre México e África do Sul nesta quinta-feira (11), já se tornou um símbolo da história dos Mundiais e se consolidou como o mais importante da história. 

O Azteca foi um lugar de consagração de gênios do futebol como Pelé e Maradona, mas também pode ser o de despedidas de ídolos da nova geração, como Messi e Cristiano Ronaldo. Com o início desta edição, o estádio torna-se o primeiro na história a receber partidas de três edições diferentes do torneio (1970, 1986 e 2026).

Até hoje, o local já recebeu 19 jogos, mas deve chegar a 24 partidas até o final da competição. 

A coroação do Rei Pelé

Em um passeio pela história, a mística do “Colosso de Santa Ursúla” foi construída ao redor de momentos emblemáticos para o futebol.

Em 1970, primeira vez que o México sediava uma Copa do Mundo, o Estádio Azteca foi o palco da “coroação do Rei Pelé”, quando ao lado de craques como Tostão, Jairzinho, Gérson e Rivelino, a Seleção Brasileira conquistou o tricampeonato mundial.

No dia 21 de junho, o Brasil derroutou a seleção da Itália por 4 a 1, com direito a gol e assistência de Pelé para os mais de 100 mil torcedores que estavam presentes no estádio, e se sagrou a maior campeã de Copas.

Pelé comemora a conquista da Copa do Mundo de 1970
Pelé comemora a conquista da Copa do Mundo de 1970 • Foto: Alessandro Sabattini/Getty Images

Na mesma edição, o Azteca ainda recebeu o chamado “Jogo do Século”, disputado entre Alemanha Ocidental e Itália pela semifinal da competição. A paritda acabou em 4 a 3 para os italianos.

Maradona e a “Mão de Deus”

Dezesseis anos depois, em 1986, o Estádio Azteca tinha uma nova figura para abrilhantar a competição. Dessa vez, os pés de Diego Armando Maradona é que encantariam o mundo. Ou talvez as mãos. 

Foi no Azteca que o ídolo argentino protagonizou dois dos lances mais emblemáticos da história do futebol: a “Mão de Deus”, quando o camisa 10 fez um gol de mão inesquecível, e o “Gol do Século” após driblar seis marcadores e finalizar para um golaço. Ambos foram em partida contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa.

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No mesmo estádio, a Argentina se consagraria bicampeã da Copa do Mundo. A final ocorreu contra a seleção da Alemanha Ocidental e terminou em 3 a 2 para os argentinos.   

Maradona é carregado por Roberto Cejas nos ombros após conquistar a Copa do Mundo de 1986
Maradona é carregado por Roberto Cejas nos ombros após conquistar a Copa do Mundo de 1986 • Foto: Peter Robinson – EMPICS/Getty Images

O possível adeus de novos ídolos

Agora, em 2026, o Azteca pode ser o palco de um possível adeus em Copas de ídolos da nova geração como Messi e Cristiano Ronaldo.

Ambos os craques que marcaram os últimos anos do futebol estão na fase final da carreira, mas ainda encaram a Copa do Mundo como uma forma de colocarem ainda mais o nome na história. 

Messi, atual campeão, vai em busca de seu segundo título e de ultrapassar Maradona. Já Cristiano, corre atrás do primeiro título da história de Portugal em Mundiais, tentando superar também as marcas do herói “Pantera Negra”, Eusébio. 

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Independentemente dos jogadores, uma coisa é fato: o Estádio Azteca será, mais uma vez, o grande palco de jogos de uma Copa do Mundo, e aguarda que novas histórias sejam escritas para eternidade. 

Jogos no Azteca na Copa 2026

  • Estreia – México x África do Sul – (11/06)
  • Primeira rodada – Uzbequistão x Colômbia – (17/06)
  • Terceira rodada – México x República Tcheca  – (24/06)
  • 32 avos – 1º do Grupo A x um dos melhores 3º colocados – (30/06)
  • Oitavas de final – Vencedor 2ª Fase 11 x Vencedor 2ª Fase 12 – (05/07)

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Manifestação faz polícia mexicana fechar acessos do Estádio Azteca

11 June 2026 at 02:39

A polícia mexicana fechou todos os acessos para o Estádio Azteca no início da noite desta quarta-feira (10). Uma manifestação está marcada para se aproximar do local.

De acordo com um policial, o operativo, que inclui várias viaturas e muitos oficiais, “foi feito apenas por prevenção”.

O Azteca receberá nesta quinta (11) a partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, entre México e África do Sul. O duelo acontece às 16h (de Brasília).

As “Madres Buscadoras” reivindicam o paradeiro de seus filhos mortos. O movimento se assemelha ao das “Madres de la Plaza de Mayo”, da Argentina.

Outros protestos também haviam sido marcados para o dia da partida de abertura da Copa, incluindo as manifestações dos professores, que já arrastam por mais de um mês.

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Apenas dois dias antes da abertura da Copa do Mundo na Cidade do México, uma série de protestos liderados por professores ameaça interromper o início do torneio, que o México co-organiza com os Estados Unidos e o Canadá e espera receber um grande número de turistas.

As manifestações vêm ocorrendo há pouco mais de um mês, depois que a CNTE (Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação) apresentou uma lista de reivindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum.

A lista de reivindicações que a CNTE apresentou ao governo em 1º de maio, durante a comemoração do Dia do Trabalho, inclui, entre suas principais demandas, a revogação da lei do ISSSTE (Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado), aprovada em 2007 durante a presidência de Felipe Calderón (2006-2012), bem como as reformas educacionais aprovadas durante as presidências de Enrique Peña Nieto (2012-2018) e Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).

A CNTE também exige a reintegração de um sistema de previdência solidário para professores — em vez de um baseado em contas individuais —, um aumento salarial de 100% e a reintegração de professores demitidos.

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Aguirre resgata memórias de 1986 para motivar estreia do México

11 June 2026 at 00:06

O técnico Javier Aguirre usou suas memórias da última Copa do Mundo disputada no México para blindar e motivar seus jogadores na véspera da estreia contra a África do Sul. Quatro décadas após entrar em campo como jogador no Estádio Azteca, o comandante de 67 anos afirmou nesta quarta-feira que nenhuma experiência em seus 50 anos de carreira se compara à emoção de disputar um Mundial em casa.

“Não tive maior emoção em 50 anos de futebol do que uma Copa do Mundo em casa”, declarou Aguirre aos jornalistas antes do confronto válido pelo Grupo A. “É algo inesquecível.”

O México abre o torneio nesta quinta-feira (11) carregando o peso das expectativas de uma nação apaixonada por futebol. Diante disso, o treinador revelou em entrevista coletiva um dado estatístico que desconhecia: os mexicanos tentarão fazer história ao buscar a primeira vitória do país em um jogo de abertura de Copa do Mundo, após sete tentativas frustradas ao longo da história.

“Então temos mais um motivo para vencer amanhã. Vamos quebrar essa estatística”, reagiu o treinador ao ser informado sobre o tabu.

Equilíbrio emocional contra o favoritismo

Embora o México seja apontado como amplo favorito para vencer os sul-africanos, Aguirre ressaltou que o fator casa só fará diferença se os atletas souberem controlar a ansiedade e a pressão de mais de 80 mil torcedores.

Foco nos 90 minutos: “Não se pode enlouquecer”, alertou. “Todo mundo quer resolver o jogo no primeiro tempo, mas a partida dura 90 minutos.”

Fator mental: De acordo com o técnico, a preparação para a estreia diante do seu público vai além das quatro linhas: “Não se trata apenas de futebol, é equilíbrio emocional”.

¡Que sea un día inolvidable para todo México! 👏🥹

Las #VocesTricolor de nuestro DT, Javier Aguirre, a un día del debut Mundialista contra Sudáfrica. 🗣

Detalles ➡ https://t.co/xs0qpDRKLZ#SomosMéxico 🇲🇽 pic.twitter.com/Tr3LVEjq1Z

— Selección Nacional (@miseleccionmx) June 10, 2026

Da grama ao banco de reservas

Aguirre tem propriedade para falar sobre a pressão do Azteca. Ele integrou o elenco do México na Copa do Mundo de 1986 e jogou a partida de estreia contra a Bélgica naquele mesmo gramado. Mais tarde, já como treinador, comandou a seleção nos Mundiais de 2002 e 2010.

Agora em sua terceira passagem pelo comando da seleção, ele tenta transmitir aos atletas a mesma segurança que sentia na época de jogador. “Lembro da confiança com que entramos em campo para enfrentar a Bélgica. Quero passar aos jogadores que amanhã pode ser um grande dia para nós, uma celebração que será lembrada por décadas”, concluiu.

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Gianni Infantino: “No somos los reyes del mundo, no controlamos a los gobiernos”

10 June 2026 at 21:14

Gianni Infantino sale a escena y el trofeo de la Copa del Mundo le espera en la mesa. Lo levanta como si fuera una botella de agua y lanza una sonrisa burlona. “Estamos en la vigesimotercera Copa del Mundo. Es un momento de júbilo, de alegría. Yo sé que hay otros temas, quisiera pedirles que el enfoque real sea el fútbol”, pidió durante sus primeras palabras ante los medios de comunicación reunidos en el centro de prensa del Estadio Azteca, hoy llamado Ciudad de México.

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© Reuters

Gianni Infantino, presidente de la FIFA, en rueda de prensa este miércoles en Ciudad de México.

Estádio Azteca: 3 curiosidades sobre o palco de abertura da Copa do Mundo

10 June 2026 at 13:00

Assim que a bola rolar nesta quinta-feira (11) para o duelo entre México e África do Sul, partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, o Estádio Azteca se tornará recordista.

Depois de sediar as edições de 1970 e 1986, o icônico palco do futebol mexicano será o primeiro estádio da história a receber jogos de três Mundiais.

A CNN Brasil separou três curiosidades sobre o Azteca, uma para cada Copa.

Primeiro gol foi brasileiro

O primeiro gol da história do Estádio Azteca foi marcado por um jogador brasileiro.

Arlindo, atacante capixaba revelado pelo Botafogo, estreou as redes do “Colosso de Santa Úrsula” no amistoso inaugural do estádio entre América, do México, e Torino, da Itália.

Atleta da equipe mexicana, Arlindo abriu o placar do empate por 2 a 2, no confronto disputado em 29 de maio de 1966, que celebrou a abertura do Azteca.

Primeiro grande evento não foi a Copa de 1970

Construído em 1966, o Estádio Azteca recebeu eventos da Olimpíada de 1968, disputada na Cidade do México.

O local foi palco, por exemplo, do futebol masculino, modalidade em que a Hungria ficou com a medalha de ouro ao vencer a Bulgária na decisão por 4 a 1.

Único estádio de Copas a receber gols de Pelé e Maradona

Campeões mundiais no México, Pelé e Maradona se consagraram no Azteca: o Rei do Futebol em 1970, com o tricampeonato da Seleção Brasileira, e Diego em 1986, no bi da Argentina.

E o Azteca pode se gabar do fato de ser o único estádio da história das Copas do Mundo que recebeu gols tanto de Pelé quanto de Maradona.

Em 1970, o Brasil disputou todas as suas partidas em Guadalajara, com exceção da final, contra a Itália, realizada no Azteca. Diante dos italianos, Pelé abriu o placar de cabeça na goleada por 4 a 1.

Já em 1986, a Argentina alternou jogos entre a cidade de Puebla e a Cidade do México. Na capital mexicana, mais precisamente no “Colosso de Santa Úrsula”, Maradona marcou os dois gols mais célebres de sua carreira, ambos na vitória sobre a Inglaterra, nas quartas de final: o da Mano de Dios e o Gol do Século.

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