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EUA x Irã: Saiba por que acordo provisório deverá ser assinado virtualmente

13 June 2026 at 19:58

Os planos para a assinatura virtual do acordo provisório foram concretizados no último dia para consolidar o acordo rapidamente e evitar imprevistos de última hora, disseram autoridades familiarizadas com o assunto.

Embora o presidente Donald Trump tenha dito na semana passada que esperava que a assinatura ocorresse presencialmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance representando os EUA, esses planos não se concretizaram.

Isso se deve em parte a complicações de agenda.

O presidente e o vice-presidente não viajam ao exterior simultaneamente por questões de segurança e continuidade, e Trump tem uma viagem marcada para a cúpula do G7 na França na madrugada de segunda-feira (115).

Levar Vance de um evento de assinatura na Europa a tempo da partida de Trump seria difícil.

Em vez disso, foi oferecida uma assinatura eletrônica para finalizar o acordo provisório. O receio entre alguns dos mediadores é que, quanto mais tempo demorar para que seja assinado, maior a probabilidade de que algo comprometa o progresso ou que uma ou as duas partes descumpram o acordo, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

Até o momento, Washington e Teerã apresentaram versões um tanto conflitantes sobre o conteúdo do acordo, incluindo o auxílio financeiro que o Irã receberá.

Se essas divergências são meras diferenças na comunicação pública ou refletem algo mais profundo que poderia levar ao colapso do acordo, permanece incerto.

Impasse em assinatura

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.

O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.

Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.

“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”

“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.

Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”

Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”

A guerra elevou drasticamente os preços globais da energia e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde o conflito reacendeu a disputa entre Israel e o grupo militante Hezbollah, alinhado a Teerã.

O que está incluído no acordo?

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.

Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.

Irã mantém o estreito sob bloqueio há meses, e a Marinha dos EUA bloqueia portos iranianos para reduzir suas exportações de petróleo.

O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.

“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).

“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.

Eleições no Peru: Entenda o processo de revisão de votos que acontece agora

13 June 2026 at 19:47

A contagem inicial dos votos no segundo turno das eleições presidenciais peruanas foi concluída, mas agora o longo processo de revisão dos votos contestados está em andamento pelas autoridades eleitorais.

Com os candidatos separados por uma margem mínima, em um total de aproximadamente 18 milhões de votos, espera-se que o processo seja bastante disputado e minuciosamente analisado pelos dois lados.

Saiba como funciona o processo de revisão e quanto tempo pode levar até que o Peru saiba quem será seu próximo presidente.

As cédulas contestadas farão diferença?

Sim. A contagem inicial terminou com os candidatos separados por pouco mais de  mil votos, enquanto votos de mais de 1.600 seções eleitorais, representando cerca de 400 mil votos, estão em revisão e ainda não foram contabilizados.

A conservadora Keiko Fujimori terminou a contagem inicial com 9.036.046 votos, ou 50,004% do total, enquanto o esquerdista Roberto Sánchez obteve 9.034.743 votos, ou 49,996%.

Uma grande parte das cédulas sinalizadas para revisão são de Lima, que votou fortemente em Fujimori, enquanto votos do exterior também a favoreceram. Isso levou as duas campanhas a se concentrarem intensamente no processo de revisão.

O que faz os votos serem revisados?

Cada seção eleitoral preenche uma folha de resultados com o total final de votos para cada candidato. Se houver algum problema com a folha, como erros de cálculo, caligrafia ilegível ou outras inconsistências, ela é sinalizada para revisão e enviada a uma comissão eleitoral especial.

Observadores eleitorais partidários também podem contestar os resultados nas seções eleitorais, o que pode influenciar o processo de revisão. Ambas as campanhas mobilizaram observadores eleitorais em todo o país e no exterior.

O que acontece com os votos enviados para a revisão?

Um júri eleitoral especial, composto por três membros, revisa a ata da seção eleitoral contestada. Se o problema for um simples erro de contagem ou transcrição, o júri pode resolvê-lo e a ata passa a fazer parte da contagem oficial.

Caso contrário, o júri pode convocar uma audiência pública para examinar o caso. Essas audiências são públicas e, posteriormente, recursos podem ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral para resolução.

Quanto tempo levará para saber quem venceu?

O processo completo de revisão pode levar semanas. As autoridades eleitorais do Peru afirmaram que o vencedor oficial deverá ser declarado até 15 de julho, embora o resultado possa ficar mais claro antes, caso um candidato comece a se distanciar à medida que os votos revisados ​​forem adicionados à contagem.

Votos contestados são diferentes de pedidos de anulação?

Sim. Além das mais de 1.600 seções eleitorais sinalizadas para revisão devido a problemas com as atas de apuração, o partido de Sánchez entrou com quatro pedidos de nulidade separados, buscando anular os resultados de cerca de 2.400 seções eleitorais.

Um dos pedidos da equipe de Sánchez buscava invalidar os resultados de cerca de 1.750 seções eleitorais, principalmente em Lima, enquanto outros três abrangiam cerca de 650 seções eleitorais no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

Uma comissão eleitoral rejeitou esses pedidos na sexta-feira (12) porque o partido não incluiu toda a documentação necessária.

O partido não pode reapresentar os pedidos nem apresentar novos, pois o prazo já expirou, segundo as autoridades.

Franceses protestam contra sistema judiciário após morte de criança

13 June 2026 at 19:16

A França viveu uma semana marcada por protestos em diversas cidades após o assassinato de Lyhanna, uma criança de 11 anos.

Ela estava desaparecida desde o dia 29 de maio, em Fleurance, após sair da escola. O corpo da menina foi encontrado seis dias depois, no dia 4 de junho, em uma área rural. A causa da morte ainda não foi divulgada.

A mobilização ganhou força depois que veio à tona a informação de que o principal suspeito do crime, Jérôme Barella – pai de uma colega de Lyhanna -, já havia sido acusado, em agosto de 2025, por estupro contra outra criança. Apesar das acusações, ele não chegou a ser interrogado pelas autoridades.

Manifestantes foram às ruas para exigir explicações e cobrar mudanças no sistema judicial francês.

Durante os atos, participantes denunciaram o que consideram negligência institucional e defenderam medidas mais rigorosas para prevenir a reincidência de crimes sexuais contra mulheres e crianças.

Anne-Cecile Mailfert, da Fundação de Mulheres (Fondation des Femmes), criticou o governo durante um protesto em Paris na segunda-feira (8).

“Estamos cansados ​​de sermos tratados como idiotas. É evidente que o sistema não funciona e que aqueles em posições de responsabilidade não estão fazendo o que deveriam.”

A pressão popular alcançou o governo. Diante da repercussão do caso, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião de emergência na terça-feira (9), na qual exigiu o fortalecimento de um projeto de lei de proteção à criança e requisitos mais rigorosos para o arquivamento de casos.

O governo planeja propor, ainda, o aumento das penas máximas de prisão para condenados por estupro de crianças, de 20 anos para prisão perpétua.

O presidente Emmanuel Macron se pronunciou sobre o caso quando Lyhanna ainda estava desaparecida. Ele reconheceu a existência de “disfunções” e falhas no sistema judicial francês e afirmou que o governo trabalhará para identificar responsabilidades e corrigir eventuais problemas estruturais que possam ter contribuído para a situação.

Os protestos aumentaram a pressão sobre o ministro da Justiça e sobre todo o governo francês, que já se prepara para a eleição presidencial do ano que vem.

Além disso, eles surgem na sequência de uma série de escândalos envolvendo menores de idade na França. O sistema escolar de Paris enfrenta alegações de abuso generalizado por parte de funcionários não docentes.

No ano passado, segundo a polícia francesa, mais de 75 mil menores foram vítimas de violência sexual, um aumento de 5% em relação a 2024.

Organizações de defesa dos direitos da criança e das mulheres afirmam que 160 mil crianças são vítimas de abuso sexual na França todos os anos e que as denúncias não são tratadas com a devida prontidão devido à falta de recursos, deixando as crianças expostas aos abusadores.

Esse, inclusive, é um dos pontos levantados pela defesa da família de Lyhanna. O advogado François de Roujou de Boubée afirma que maiores recursos judiciais poderiam ter evitado a morte da garota.

Irã critica Trump e volta a dizer que não assinará acordo no domingo (14)

13 June 2026 at 18:33

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.

A IRGC descreveu o cronograma como um “teste para a equipe de negociação iraniana” e afirmou que o anúncio de Trump ocorre “apesar de negociadores iranianos terem declarado explicitamente que o memorando ainda não foi finalizado e que a assinatura no domingo definitivamente não acontecerá”.

Em uma publicação no Telegram, o grupo sugeriu que Trump pretendia agendar a assinatura para coincidir com seu aniversário, em 14 de junho.

“Alguns observadores acreditam que sua insistência pode ser motivada pelo desejo de usar a ocasião simbolicamente e transformá-la em um evento de autopromoção”, diz a declaração.

O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.

Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.

“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”

“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.

Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”

Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”

A guerra elevou drasticamente os preços globais da energia e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde o conflito reacendeu a disputa entre Israel e o grupo militante Hezbollah, alinhado a Teerã.

O que está incluído no acordo?

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.

Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.

O Irã mantém o estreito sob bloqueio há meses, e a Marinha dos EUA bloqueia portos iranianos para reduzir suas exportações de petróleo.

O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.

“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).

“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.

Vídeo: Policiais do Peru se fantasiam de mascote da Copa e prendem homem

12 June 2026 at 17:17

Na quinta-feira (11), em Lima, capital do Peru, policiais peruanos se vestiram como mascotes da Copa do Mundo para deter um suspeito de tráfico de drogas.

Em um vídeo divulgado pela polícia, agentes vestidos como Clutch e Maple, uma águia-careca e um alce antropomórficos, arrombam uma porta de metal e imobilizam o suspeito.

Segundo o coronel Carlos Alcântara Obregón, a operação fazia parte de uma estratégia de inteligência policial, e os agentes se vestiram como os mascotes para se misturarem à multidão e abordarem o suspeito, que, de acordo com a investigação, é um ávido fã de futebol.

Segundo a mídia local, as autoridades apreenderam 2.524 pacotes de pasta-base de cocaína (CBP), além de 210 gramas de CBP e 209 gramas de maconha. Também foram apreendidos uma arma de fogo, munição e dinheiro.

Essa unidade policial costuma vestir seus agentes como personagens famosos durante operações em feriados, como o Halloween e o Natal.

Os agentes também já se vestiram de super-heróis, personagens de filmes de terror e até mesmo de capivara.

Trump acusa Irã de mentir sobre termos de acordo provisório com os EUA

12 June 2026 at 14:50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (12) que os termos divulgados pelo Irã sobre o acordo provisório são falsos.

“Os termos que o Irã divulgou […] NÃO têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito. O que eles disseram, incluindo sua declaração fraca e patética sobre ter um acordo, não tem nenhuma relação com a verdade”, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social. “São pessoas extremamente desonestas. Com elas, não existe negociação de boa-fé.”

Trump afirmou na quinta-feira (11) que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Ele também declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

A agência estatal iraniana IRNA afirmou, nesta sexta-feira (12), que a questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”.

O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos disseram sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que Trump disse anteriormente?

O presidente americano anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Ele disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura seria realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcaria o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Ainda na quinta-feira, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Líbano, Ormuz e questão nuclear: saiba o que o Irã diz sobre acordo com EUA

12 June 2026 at 14:43

A agência de notícias estatal iraniana IRNA informou que após várias rodadas de revisões, um acordo provisório com os Estados Unidos “chegou efetivamente à sua fase final”, baseado na proposta de 14 pontos do Irã.

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que o Irã diz?

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos, incluindo a IRNA e a agência de notícias semioficial Mehr, estão dizendo sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

O que dizem os EUA?

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

“Todos nós somos migrantes”, diz papa Leão XIV em último dia na Espanha

12 June 2026 at 13:15

O papa Leão XIV se encontrou com migrantes em Tenerife nesta sexta-feira (12), último dia de sua visita de uma semana à Espanha, durante a qual o pontífice pediu aos líderes mundiais que tratassem os migrantes com mais humanidade.

“De certa forma, todos nós somos migrantes”, disse ele à plateia.

O pontífice, que tem se mostrado mais incisivo em suas críticas à direção da liderança global nos últimos meses, está visitando as Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol na costa oeste da África, como culminação de sua visita de três paradas.

As ilhas são uma das principais portas de entrada para a Europa para migrantes, que arriscam uma travessia mortal pelas águas do Atlântico, muitas vezes em pequenas embarcações improvisadas e superlotadas.

“Ninguém abandona sua terra, sua família e suas raízes de livre e espontânea vontade quando pode viver em paz. Deixamos para trás nossas memórias, nossos entes queridos e uma parte de nossos corações, na esperança de encontrar uma vida melhor”, disse o migrante nigeriano Bousso Diouf em um discurso ao papa no evento.

Papa exige “caminhos legais e seguros para a imigração”

Localizadas a mais de mil quilômetros da Espanha continental, as Ilhas Canárias receberam um número recorde de 46.843 migrantes irregulares em 2024, em comparação com menos de mil em 2015, segundo dados oficiais.

Mais de três mil pessoas morreram em 2025 tentando chegar às ilhas, segundo a ONG Caminando Fronteras.

O pontífice disse ao Parlamento espanhol, na segunda-feira (8), que a falta de ajuda aos migrantes do mundo está desafiando “os fundamentos éticos da ordem internacional”.

Na quinta-feira (11), ele pediu “vias legais e seguras” para a imigração, cooperação internacional no combate ao tráfico de pessoas e financiamento para o resgate de migrantes em perigo no mar.

O mundo precisa fazer mais para erradicar a pobreza, as guerras e a corrupção que forçam os migrantes a fugir de suas casas, afirmou ele.

“Não basta gerenciar as chegadas, divulgar estatísticas, reforçar as fronteiras ou lamentar as mortes depois que elas já ocorreram”, continuou o papa.

Juan Carlos Lorenzo, coordenador da Comissão Espanhola para Refugiados nas Ilhas Canárias, disse à agência de notícias Reuters que a visita de Leão XIV foi um “marco significativo”.

“Servirá como uma forte afirmação da defesa dos direitos humanos, do respeito e da dignidade que todas as pessoas merecem, independentemente de sua origem”, disse Lorenzo.

Ao contrário da maior parte da Europa, a Espanha adotou uma postura mais aberta em relação aos migrantes, implementando um programa para conceder residência a mais de meio milhão de pessoas sem documentos.

A iniciativa, no entanto, atraiu críticas de líderes da ultradireita e o país enfrenta dificuldades com a lentidão na concessão de status legal a milhares de pessoas em situação migratória indefinida.

Questão nuclear do Irã não está no acordo atual com os EUA, diz agência

12 June 2026 at 12:46

A questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos, informou a agência estatal iraniana IRNA, nesta sexta-feira (12).

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã pode ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Uma pessoa familiarizada com os planos afirmou que a assinatura poderá ser feita já no domingo (14).

As declarações acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Irã não fará transferência da gestão de Ormuz em acordo, diz agência

12 June 2026 at 12:28

A IRNA, uma das agências de notícias estatais do Irã, noticiou nesta sexta-feira (12) que o Irã não assume compromissos sobre transferir a gestão do Estreito de Ormuz no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

“O futuro da gestão do estreito será resolvido no âmbito de uma questão regional e por meio de diálogo e tomada de decisão conjunta entre Teerã e Omã”, informa a agência.

Sobre o programa nuclear iraniano, a agência diz que “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da atual proposta provisória.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os países pode acontecer em Genebra, na Suíça, já no próximo domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Assinatura de acordo entre EUA e Irã deve acontecer na Suíça, dizem fontes

12 June 2026 at 10:46

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã deverá ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Essa assinatura poderá ocorrer já no domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance. No entanto, autoridades iranianas ainda não confirmaram se um acordo foi alcançado.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

No entanto, nada foi confirmado, e uma fonte iraniana sugeriu que Viena, capital da Áustria, também estava sendo considerada.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Resposta iraniana

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, classificou as notícias sobre um acordo fechado como “mera especulação”. Segundo ele, Teerã ainda não tomou uma decisão definitiva.

“Até o momento, o Irã não chegou a uma decisão final sobre qualquer acordo”, disse à agência estatal IRNA.

Baghaei também acusou Washington de alterar posições ao longo das negociações e declarou que as ações militares americanas têm dificultado o processo diplomático.

“Desde o início, o status das negociações estava claro para nós, e grande parte do texto já havia sido finalizada. No entanto, os americanos continuaram mudando suas posições”, declarou Baghaei, segundo a IRNA.

Já o parlamentar da ala linha-dura do Irã, Ebrahim Rezaei, alertou que Trump pode estar agindo de forma enganosa ao anunciar um “grande acordo” para encerrar a guerra, defendendo, em vez disso, que o Irã mantenha seus ataques.

“A probabilidade de Trump estar enganando é alta”, afirmou Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.

Aeroporto na Alemanha é esvaziado após incidente de segurança, diz emissora

12 June 2026 at 10:26

O terminal de passageiros do aeroporto de Hamburgo, no norte da Alemanha, foi esvaziado nesta sexta-feira (12) após um incidente de segurança, e todos os passageiros devem passar por uma nova inspeção de segurança, informaram o aeroporto e a polícia.

“Os voos estão temporariamente suspensos, mas os pousos estão ocorrendo normalmente. Entre em contato com sua companhia aérea”, informa o aeroporto no site.

O caso ocorreu por volta das 9h45, horário local, quando um homem acionou um botão de emergência que abre rotas de fuga, obtendo acesso não autorizado à área de segurança, disse uma porta-voz da polícia federal, acrescentando que ele provavelmente apenas se perdeu.

“A medida de precaução tomada pela polícia federal terminou e os passageiros já estão passando pela segurança novamente. As operações de voo estão sendo retomadas”, disse o porta-voz.

“No entanto, haverá atrasos, alguns deles significativos, ao longo do dia. Voos também serão cancelados ao longo do dia”, acrescentou, sem confirmar o número de cancelamentos.

 

 

 

Incêndio atinge aeroporto da capital da Nova Zelândia e desvia voos

12 June 2026 at 10:11

Um incêndio atingiu o Aeroporto de Wellington, na capital da Nova Zelândia, nesta sexta-feira (12), forçando a retirada e o desvio de voos.

Um porta-voz do Corpo de Bombeiros e Emergências da Nova Zelândia afirmou que equipes estavam combatendo o incêndio juntamente com os bombeiros do próprio aeroporto.

Segundo ele, cinco viaturas de combate a incêndio, dois caminhões com escada e um centro de comando estavam no local, acrescentando que não podiam informar o que estava em chamas.

O Aeroporto de Wellington afirmou, em comunicado, que o píer sudoeste e o terminal principal foram esvaziados e que não houve feridos.

“Os voos com destino a Wellington foram temporariamente desviados e os passageiros são aconselhados a consultar suas companhias aéreas para obter informações sobre voos específicos”, dizia o comunicado.

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