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Received — 7 June 2026 Agência Brasil

Avaí é campeão da Copa Sul-Sudeste nos pênaltis

7 June 2026 at 19:45

O Avaí é campeão da Copa Sul-Sudeste 2026. A conquista do time de Florianópolis foi confirmada na manhã deste domingo (7) depois do Leão fazer 5 a 4 nos pênaltis, após a Chapecoense devolver o 3 a 0 do jogo de ida no tempo normal na Arena Condá, em Chapecó (SC).

Os gols da Chapecoense foram marcados por João Paulo (em duas oportunidades) e Bruno Pacheco. 

Nas penalidades, Rubens acertou a trave para a Chapecoense e todos os jogadores avaianos acertaram. Wenderson foi o responsável pela quinta cobrança e pelo gol do título.

Essa foi a primeira edição da Copa Sul-Sudeste. Novo torneio criado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para oferecer maior calendário para clubes de médio porte. Foram 12 participantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Todas as equipes classificadas para competições continentais não participaram da Copa Sul-Sudeste.

 

Em meio à guerra com os EUA, Irã chega para a Copa do Mundo

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A seleção iraniana chegou ao México na madrugada deste domingo (7) para a disputa da Copa do Mundo. O torneio será realizado em três países simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em fevereiro, a delegação do país conseguiu mudar sua base durante a Copa.

Inicialmente os iranianos ficariam hospedados no Arizona, nos Estados Unidos. Nos últimos dias, ficou acertada a mudança para a cidade de Tijuana, no México. A seleção do Irã, no entanto, vai jogar as três partidas da primeira fase nos EUA.

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Seus dois primeiros jogos serão perto de Los Angeles; contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Depois, no dia 26 de junho, enfrentará o Egito em Seattle.

Esta é a primeira Copa do Mundo desde a sua criação, em 1930, na qual a nação anfitriã receberá um país com o qual está em guerra. A recepção, no entanto, não é calorosa nem amigável. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão de vistos à agência Reuters, destacando a concessão do documento “aos atletas e à equipe de apoio necessária”.

“Não permitiremos que a seleção iraniana abuse desse sistema para levar terroristas para os EUA sob falsos pretextos”, acrescentou o funcionário do governo estadunidense.
 

FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo FILE PHOTO: Soccer Football - International Friendly - Iran v Gambia - Mardan Sports Complex, Antalya, Turkey - May 29, 2026  Iran players pose for a team group photo before the match REUTERS/Umit Bektas/File Photo
Seleção iraniana de futebol - Foto: Reuters/Umit Bektas/Arquivo/Proibida reprodução

Vistos limitados

O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, se queixou da obrigação da seleção de seu país precisar viajar para os Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas na Copa do Mundo. Isso ocorreu em virtude da limitação imposta nos vistos concedidos a jogadores e comissão técnica do Irã.

Pasandideh entende que a obrigatoriedade imposta pelos EUA poderá trazer prejuízo físico à seleção iraniana.

“Viajar por tanto tempo, indo e voltando em voos, deixará os jogadores cansados. Os problemas de coordenação e perda de tempo poderão afetar a performance da nossa seleção”, disse ele em coletiva de imprensa.

Ele ressaltou que a própria presença da seleção de seu país na Copa, enquanto o Irã segue sob ataque militar estadunidense, mostra a intenção pacífica de seus compatriotas. “Levando em conta que nosso país está sob ataque, para mostrar que viemos pela paz, nós trouxemos nosso time.”

Nem toda a delegação, no entanto, tem sua presença garantida no mundial. Vários membros da seleção iraniana não receberam vistos, incluindo “membros importantes da gerência e da administração”, de acordo com a federação de futebol do Irã, que acusou os EUA de não cumprirem suas obrigações como anfitriões e de violarem as normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Pasandideh afirmou que 15 dos 70 membros do grupo que chegaram a Tijuana neste domingo não receberam vistos para entrar nos EUA.

*Com informações da agência Reuters

Parada do Orgulho LGBT+ leva cores e vibração à Avenida Paulista

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No ano em que está celebrando 30 anos de existência, a Parada do Orgulho LGBT+ trouxe para as ruas muitas cores, muita vibração, muitas fantasias e muita bateção de leques. Enquanto as atrações dos trios elétricos ainda não tinham começado, o público se divertia tirando fotos com as diversas drags queens que passaram pela Avenida Paulista.

Uma que atendeu a diversos pedidos de fotos foi a DragZonna. “A Parada é uma representação importante”, disse ela. “Queremos mostrar nossa resistência e nossa força criativa para esse mundo porque só queremos alegria e colorido. Nosso movimento e nossa existência sempre estão ameaçados e podemos ser pegos de surpresa a qualquer momento para perder nossos direitos. Sempre estão à espreita e precisamos nos juntar para escolhermos boas pessoas que nos representem bem nesse Congresso e nesse governo”.

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Outra personagem muito requisitada para fotos durante a festa foi cachorra Mel Radical, que vestia óculos, uma roupa toda colorida e um par de asas. Sua dona, a recepcionista Rafaela Fernandes, 33 anos, diz que sempre a traz na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participam da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participam da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil
A cachorrinha Mel Radical vai à parada desde 2019, acompanhada de sua dona. FotoElaine Cruz/Agência Brasil

“Ela vem na Parada desde 2019 porque ela representa amor e toda essa vibração de respeito, independente de sexo ou religião. Já eu venho na Parada porque quero demonstrar meu respeito por toda essa comunidade LGBTQIA+. Amo as drags, amo os gays. E estas são as pessoas que mais me respeitam mesmo eu não sendo dessa comunidade. Por isso temos que votar com muita consciência e segurança e pensar nisso muito bem porque essas pessoas podem ser muito prejudicadas dependendo em quem a gente votar”, disse ela.

Neste ano, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo se manifesta com 14 trios elétricos, contando com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello. A Parada tem início na Avenida Paulista, mas seguirá em caminhada até a Praça da República.

Urna gigante

São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participa,m da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participa,m da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil
Chamada de Votinho, a urna foi colocada em um ponto de destaque na Avenida Paulista chamando a atenção para a importância do voto. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil

A parada também levou para as ruas de São Paulo uma imensa urna para alertar sobre a importância do voto. Chamada de Votinho, a urna foi colocada em um ponto de destaque na Avenida Paulista chamando a atenção para o tema do evento neste ano - 30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma.

E para marcar esse debate, os participantes da Parada levaram para as ruas não só as cores do arco-íris, símbolo do movimento, como também as cores da bandeira brasileira. Houve até quem se vestiu como presidente da República para reforçar o voto como fundamental para as lutas LGBT+.

Esse foi o caso do assistente jurídico Wesley Araújo, 29 anos. De terno e com uma faixa presidencial, ele contou à reportagem da Agência Brasil que se vestiu dessa forma e com as cores da bandeira do país para “representar que nós também podemos chegar lá, na presidência”.

“Temos que pensar não só no presidente, mas em quem estamos elegendo para deputado ou vereadores porque o presidente sozinho não faz nada. A gente precisa pensar nisso tudo”, falou Araújo. “Estamos na rua para mostrar que nós existimos e resistimos também. A visibilidade é importante para mostrar que não estamos escondidos”.

Já o cuidador de idosos Maurício José de Santana, 61 anos, foi para a Avenida Paulista segurando uma bandeira do país e vestindo o uniforme da seleção brasileira de futebol.

“Estou aqui hoje para dar visibilidade e para o pessoal ver a importância que é uma militância LGBTQIA+. Vim assim para mostrar que o pessoal LGBT+ gosta de futebol, que amamos o Neymar e amamos a seleção brasileira”, afirmou.

Apesar da alegria pela seleção e pelo evento, Santana reforçou que se preocupa com os resultados das próximas eleições. “Essa Parada pode ser a última da nossa vida, dependendo do que vamos encontrar na eleição que está por vir. É preciso dar resistência e consciência para as pessoas para mostrar que não podemos perder essa luta e essa batalha. Foram 30 anos só de parada e essa é uma conquista imensa”, reforçou. “Votem conscientes porque o voto LGBTQIA+ é muito importante porque podemos não ter mais a Parada ou não sermos mais respeitados e termos garantidos os nossos direitos”.

Wesley é cortado da Seleção Brasileira por lesão em amistoso

7 June 2026 at 18:32

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O lateral-direito Wesley foi cortado do grupo da seleção brasileira na manhã deste domingo (7). Após sair lesionado na perna esquerda ainda no primeiro tempo do amistoso deste sábado (6), em Cleveland, contra o Egito, o atleta da Roma (Itália) fez testes nesta manhã e foi diagnosticado o problema na coxa do jogador.

Dessa forma, ele não faz mais parte do grupo brasileiro e está fora da Copa do Mundo.

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Para a vaga deixada pelo ex-atleta do Flamengo, o treinador Carlo Ancelotti escolheu o volante Éderson, da Atalanta (Itália). O jogador já havia sido chamado por técnico na primeira lista dele no comando da seleção no ano passado.

No Brasil, Éderson, de 26 anos, passou por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza. E está fora do Brasil desde 2022. 

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo no sábado (13) contra Marrocos às 19h (Brasília) em Nova Jersey.

 

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

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Entidades ligadas ao jornalismo manifestaram repúdio à decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo (SP), de determinar a prisão, em regime aberto, do profissional Luan Araújo. Em outubro de 2022, ele foi alvo de uma perseguição a mão armada por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A prisão foi uma decisão do juiz José Fernando Steinberg. Ele argumentou que o “condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta”. Araújo, que está desempregado, precisava pagar uma indenização de R$ 2,2 mil em vista da condenação por “difamação”. Ele foi considerado culpado por ter publicado um texto com críticas a Carla Zambelli.

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Luan Araújo escreveu, na ocasião, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.

Em nota, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira/Fenaj) criticaram a punição ao jornalista.

“[As entidades] vêm a público repudiar a decisão da Justiça paulista que determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo em razão do não pagamento de R$ 2.216,30 decorrentes de uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)”, diz a nota.

"Estou triste"

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial divulgou ainda um posicionamento de Luan Araújo, que prevê um período complicado pela frente. “Estou triste com toda essa repercussão, mas também feliz por ver o acolhimento das pessoas.”

Segundo a comissão, ele tem pedido apoio diante do cenário que tem enfrentado. “Estou sem emprego e tentando buscar uma oportunidade de trabalho”, afirmou.

Depois da condenação, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais em que considera “injusta” a condenação. “Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse.

Ainda nas redes, Araújo lamentou que a ex-deputada federal teve o pedido de extradição rejeitado pela Justiça da Itália.  “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela.”

Ele se considerou “desesperançoso”. “Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela.”

O caso

No dia 29 de outubro de 2022, antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo tiveram um bate-boca e a então deputada sacou um revólver. Imagens divulgadas à época mostram Zambelli perseguindo o jornalista pelas ruas de São Paulo e dentro de uma lanchonete.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ alerta sobre importância do voto

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Com uma imensa urna abraçando a Avenida Paulista e muita bateção de leques, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo acontece neste domingo (7) na Avenida Paulista reunindo uma multidão de pessoas. Completando 30 anos de existência, o evento adotou como tema neste ano 30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma, propondo um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.
São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participa,m da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil São Paulo (SP), 07/06/2026 - Pessoas participa,m da Parada do Orgulho LGBT+. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil
Parada do Orgulho LGBT+, foto : Elaine Cruz/Agência Brasil

A primeira edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, só no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, a parada sempre levou para as ruas a discussão de temas fundamentais tais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.

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Hoje é um marco para nós pois todos os direitos que hoje temos da população LGBT+ passaram aqui pela Avenida Paulista”,disse Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor na Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

“Em 2005 tratamos sobre o direito à união estável e, uma década depois, isso foi reconhecido pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Já tratamos sobre a criminalização da LGBT fobia. Em 2006 trouxemos esse tema e, depois, o STF também veio a reconhecer isso equiparando a questão da LGBTfobia ao crime de racismo. Falamos sobre direitos da população trans, direito à doação de sangue, direito à adoção. Todos esses foram temas que, antes de estarem nos tribunais, passaram pela Avenida Paulista. Então, isso mostra a importância da Parada de São Paulo nessas três décadas de lutas”, reforçou Silva.

Apesar de muitas conquistas, o diretor da Parada SP reforça que ainda há um caminho a ser perseguido.

A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei – e não apenas com decisões judiciais como nós temos atualmente, disse.

Por isso, neste ano, a Parada leva como tema as eleições. “É importante a gente falar sobre isso para conscientizar a nossa população, em especial as pessoas LGBT+, para

que elejam e para que votem em pessoas comprometidas com os direitos da população LGBT e com a sociedade como um todo, que não legislem para si só, mas sim para o povo”, afirmou Silva.

Menos patrocínio

Um pouco menor este ano por causa da diminuição de patrocínios, a ParadaSP vai às ruas com 14 trios elétricos, seguindo em desfile pela Avenida Paulista e pela Rua da Consolação, até chegar à Praça da República.

Segundo os organizadores do evento, houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores neste ano, o que afetou não somente a organização da Parada, como também as ações sociais e culturais promovidas pela APOLGBT-SP. Com menos patrocínio, houve redução no número de trios elétricos que vão desfilar pela Avenida Paulista este ano: serão apenas 14, contra 17 que desfilaram no ano passado. Em 2023 a Parada chegou a desfilar com 19 trios elétricos.

Apesar disso, muita gente chegou cedo à Avenida Paulista para acompanhar o evento. A manifestação teve início às 10h de hoje e conta com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.

“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, falou a ministra, em entrevista à Agência Brasil durante o evento.

“A gente tem uma série de políticas voltadas para as diferentes dimensões da população LGBTQIA+. Temos desde políticas ligadas ao empoderamento e à inclusão produtiva, até políticas de acolhimento em momentos de vulnerabilidade. E enviamos recentemente ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que vai pegar diferentes dimensões, inclusive sobre o enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+”, completou a ministra.

Segundo a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, também presente ao evento, o ministério desenvolveu um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vai começar a produzir dados governamentais sobre a violência contra a população LGBT+.

“E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia, até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.

Galeria de fotos - Parada do Orgulho LGBT+ (SP)., por Bruno.Fernandes

 

Dino mantém remoção de vídeos de vereador que ofendeu adversário

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste domingo (7) manter parcialmente uma decisão da Justiça Eleitoral do Amazonas que suspendeu postagens ofensivas de um vereador de Manaus contra um adversário político.

O caso chegou ao Supremo por meio de recurso protocolado pelo vereador Alexandre da Silva Salazar (PL), conhecido como Sargento Salazar, contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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Em abril, o tribunal determinou a retirada de postagens de propaganda negativa contra o pré-candidato ao governo estadual David Almeida (Avante) e o pagamento de multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

Em uma das postagens, o vereador disse que Almeida “nunca será governador”. Em outros vídeos, foram utilizadas palavras de baixo calão.

Ao analisar o recurso, Dino manteve parcialmente a decisão do TRE-AM que determinou a retirada das postagens de baixo calão, mas decidiu manter a utilização da expressão "nunca será". Para o ministro, a proibição do uso da expressão deve ser considerada censura.

"Dependendo do texto e do contexto, o bordão 'Nunca Será' pode ser utilizado, desde que observadas as regras jurídicas e éticas que devem reger os embates políticos", afirmou.

Agressão na política

O ministro disse que a proliferação de xingamentos e agressões morais nas redes sociais compromete o regime democrático.

“A colonização do discurso político por bizarrices e grosserias não é apenas uma questão de educação cívica ou familiar, é também uma aguda questão constitucional relacionada com as condições de funcionamento razoável do regime democrático”, avaliou.

Dino também ressaltou que a atuação parlamentar deve ser pautada pelo decoro e pelo princípio constitucional da moralidade.

“Verifico que o reclamante utiliza-se, seguidamente, de xingamentos, palavras ofensivas, agressões morais, que não se acham sob o manto do livre debate público. Este admite críticas, discordâncias, confrontos ríspidos, mas sem que se ultrapasse as fronteiras demarcadas pelo Direito Penal, pelo princípio da moralidade e pelo decoro no exercício da função parlamentar”, completou o ministro.

MinC busca apoio do BRICS para infraestrutura cultural

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O secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, se encontrou com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, Dilma Rousseff. Durante o encontro, Tavares apresentou a Dilma projetos ministeriais para a melhoria da infraestrutural cultural brasileira passíveis de financiamento internacional.

Eles se reuniram em Xangai, na China, na última semana. Entre os projetos apresentados, está a proposta de reconversão verde de equipamentos - que prevê a modernização de espaços culturais com foco na sustentabilidade - e de desenvolvimento tecnológico do setor criativo.

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Tavares também detalhou aspectos do projeto federal de criar novos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura) e unidades da rede MovCeus (equipamentos culturais itinerantes) por todo o país e reformar os já em funcionamento.  

O secretário e Dilma também conversaram sobre a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa de diplomacia cultural promovida pelo governo brasileiro e chinês para fortalecer os laços culturais entre os dois países e a parceria estratégica bilateral.

“A cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento, que caminha em paralelo à geração de renda e à transição ecológica”, comentou o secretário-executivo ao destacar a importância do apoio financeiro do Banco do Brics para a ampliação e modernização da infraestrutura cultural e criativa do Brasil.  

Tavares ainda aproveitou o encontro para apresentar a Dilma o Tela Brasil, plataforma pública de streaming que o governo federal lançou no último dia 30 e que já conta com 555 obras audiovisuais brasileiras que o público pode acessar e assistir gratuitamente. Entre elas, 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar.

Coordenado pelo Ministério da Cultura, o Tela Brasil foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas e reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

Das obras disponíveis, 267 são curtas-metragens; 139, longas-metragens; 85, médias-metragens ou telefilmes e 64 obras seriadas.

 

Aposta de Brasília ganha prêmio de R$ 30,4 milhões da Mega-Sena

7 June 2026 at 15:04

Uma aposta de Brasília acertou as seis dezenas do Concurso 3.015 da Mega Sena e vai receber o prêmio de R$ 30.424.768,27. O sorteio foi realizado na noite deste sábado (6), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As dezenas sorteadas são: 09 - 18 - 26 - 31 - 53 - 58.

 O jogo premiado é do tipo simples e foi feito pela internet.

  • 68 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 37.037,29 cada;
  • 4.932 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 841,73 cada.

Apostas

O próximo concurso da Mega-Sena será realizado na terça-feira (9). O prêmio está estimado em R$ 3,5 milhões. As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa e também pela internet, no site da Loterias Caixa.

Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

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As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

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Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:
  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.

Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.

Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.

As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.

Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

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A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

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O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

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Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Peru elege neste domingo 9º presidente em dez anos de crise política

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Os cerca de 27 milhões de eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para eleger o nono presidente em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e seis foram destituídos pelo poderoso parlamento peruano, tido como o poder de fato no país vizinho.

Neste domingo, enfrentam-se no 2º turno a direitista Keiko Fujimori, que teve 17,1% dos votos no 1º turno, e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino, que fechou a primeira votação com 12,0% dos votos.

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Apesar da vantagem no primeiro turno da filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000), analistas apontam para um cenário de incerteza no resultado da eleição presidencial.

O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressaltou à Agência Brasil que a presença da Fujimori cria uma polarização na eleição peruana.

“Essa polarização natural tem a ver com as últimas décadas e é possível que novos votos anti-Fujimori apareçam. Sanchéz tem conseguido representar o legado do anti-fujimorismo que é uma força política que eu acredito que é majoritária”, comentou.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos - o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas - Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Já o deputado Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, de quem foi ministro, tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

“Ele pegou o chapéu do Castillo [símbolo ligado aos setores rurais do país]. Também representa o voto do interior que é mais difícil de medir nas pesquisas”, completou.

O ex-presidente Pedro Castillo venceu a eleição de 2021 contra a Keiko Fujimori, mas acabou destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Geopolítica do Peru

A eleição deste domingo no Peru é mais uma a influenciar a correlação de forças no continente, que tem pendido para um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos (EUA), como visto em Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

O especialista em política na América Latina Salvador Schavelzon avalia que a vitória de Fujimori deve resultar nesse alinhamento mais estreito não só com os Estados Unidos de Donald Trump, mas também com toda extrema-direita do continente.

Por outro lado, Schavelzon pondera que a vitória de Sanchéz não deve representar uma ruptura com Washington ou com os governos de direita da região devido, entre outros motivos, a fragilidade dos governos progressistas e nacionalistas na América do Sul, ainda incapazes de criar um polo “anti-imperialista” na região.

“Ele vem de uma prática política mais pragmática. O interesse dele, caso ganhe, vai ser se consolidar, o que vai ser difícil por ter muita oposição no Congresso, que já vãi tentar desestabilizá-lo. Acho que ele não vai ter como prioridade buscar uma posição geopolítica diferente porque nem tem possibilidades, nem um contexto para ele fazer essa escolha”, concluiu.

Crise política

O último presidente do Peru que cumpriu o mandato foi Ollanta Humala (2011-2016). Em seu governo, estourou o escândalo de corrupção envolvendo a empresa brasileira Odebrecht.

Em 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele sempre negou as acusações, que considera fruto de perseguição política. Hoje está preso em Lima. 

Outro ex-presidente preso é Pedro Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe e rebelião. 

Em seu lugar, assumiu a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional. 

Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que durou apenas quatro meses. 

Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano. 

Mundial: Bélgica lidera Grupo G, que tem ainda Egito de Mohamed Salah

7 June 2026 at 11:30

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Em processo de renovação, a seleção da Bélgica é a cabeça de chave do Grupo G, um dos mais equilibrados da Copa do Mundo do Canadá, México e Estados Unidos, que começa na próxima quinta-feira (11). A chave tem ainda o Egito, do meio-campista Mohamed Salah; o Irã, em sua quarta participação consecutiva; e a Nova Zelândia, que retorna ao Mundial após hiato de 16 anos.

Além dos experientes Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois – remanescentes da geração de ouro da Bélgica, que eliminou o Brasil nas quartas de final do Mundial da Rússia (2018), terminando em terceiro lugar – o técnico francês Rudi Garcia convocou jovens talentos. É o caso dos atacantes Jeremy Doku (Manchester City), Charles De Ketelaere (Atalanta) e Leandro Trossard (Arsenal).

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Os Diabos Vermelhos vão diputar a Copa pela 15ª vez na história. Eles selaram a vaga ao terminarem as Eliminatórias Europeias na liderança do Grupo J – a chave tinha ainda País de Gales, Macedônia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein.

The Pharaohs will beat it 👊#egyptnt#FIFAWORLDCUP pic.twitter.com/dRIK9R9gKq

— Egypt National Team (@EgyptNT_EN) June 6, 2026

Semifinalista da Copa Africana das Nações no ano passado, a seleção do Egito volta nesta edição, após ter ficado de fora da Copa do Catar (2018). A equipe é comandada há pouco mais de dois anos pelo técnico Hossam Hassan, ex-jogador e maior artilheiro do Egito, com 69 gols. Um dos objetivos de Hassan é assegurar uma classificação inédita ao mata-mata. Nas participações anteriores (1934, 1990 e 2018), os Faraós pararam na fase de grupos.

Encabeçando a lista de convocados está o atacante Mohamed Salah, de 33 anos, que deixou o Liverpool no último dia 24, após nove anos no clube. Outros destaques são o atacante Omar Marmoush (Manchester City), o meio-campista Mahmoud Trezeguet e o goleiro Mohamed El Shenawy (ambos do Al-Ahly).

Em meio a incertezas geradas pela guerra dos Estados contra o Irã, a delegação iraniana optou, após autorização da Fifa, por ficar hospedada em Tijuana (México), e não mais no Arizona (EUA), como previsto inicialmente. As partidas do Irã na primeira fase seguem programados para ocorrer nos EUA, nas cidades de Los Angeles (dois jogos) e Seattle (um),

A equipe Team Melli (time nacional na língua persa) é comandada desde 2023 pelo técnico Amir Ghalenoei, que conduziu o time às semifinais da Copa da Ásia no mesmo ano. Esta será a sétima participação – a quarta seguida - do Team Melli em Mundiais. Nas eliminatórias asiátias, os iranianos arremataram a vaga com a primeira posição no Grupo A: perderam apenas um de 16 jogos.

O destaque entre os convocados é o atacante Mehdi Taremi (Olimpyakus), de 33 anos, segundo maior artilheiro da seleção, com 57 gols – o primeiro foi o ex-jogador Ali Daei, com 198.

Representing vs England 🌿🇳🇿

Watch live on FIFA+/DAZN and TVNZ 🎥 pic.twitter.com/TG1FlE650x

— New Zealand Football 🇳🇿 (@NZ_Football) June 6, 2026

Fechando o Grupo G está a Nova Zelândia, classificada com cinco vitórias em cinco jogos – a maioria com goleadas - nas eliminatórias da Oceania. Será a terceira participação dos All Whites (apelido do time em referência ao uniforme todo branco) no torneio - as anteriores foram em 1982 e 2010.

À frente da equipe está o técnico Darren Bazeley, alçado a treinador da equipe principal em 2023, depois de alguns anos nas categorias de base. O jogador mais conhecido da equipe é o atacante Chris Wood (Nottingham Forest), de 34 anos, que será o capitão do time. Nas eliminatórias ele marcou nove gols.

Ponte de R$ 36 milhões desaba e deixa quatro feridos no Acre

6 June 2026 at 22:02

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Quatro pessoas ficaram feridas no desabamento parcial de uma ponte no município de Sena Madureira, no Acre, a 137 quilômetros da capital Rio Branco.

A estrutura havia sido inaugurada há dois anos, após ter sido construída a um custo de mais de R$ 36 milhões.

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Entre as vítimas está o advogado e ex-juiz Ednaldo Muniz dos Santos, de 54 anos, que se autointitula vereador voluntário e que gravava um vídeo denunciando os problemas na estrutura minutos antes de a ponte desabar, no início da noite de sexta-feira (5).

Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Muniz está em estado gravíssimo, com traumatismo craniano e fratura na região pélvica. Ele foi transferido de ambulância para Rio Branco e segue internado em unidade intensiva de tratamento.

Outro ferido foi Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, irmão de Ednaldo. Ele sofreu fratura no antebraço e segue internado ao aguardo de cirurgia, mas estável.

Os demais feridos foram Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que sofreu fratura na perna e também aguarda cirurgia, e Weverton Murieta, 34 anos, que sofreu ferimentos leves.

O Corpo de Bombeiros Militares do Acre estimou que 60% da estrutura desabou. A ponte havia sido interditada na noite anterior ao desabamento e, segundo as autoridades, os feridos se encontravam no local irregularmente.

O governo do Acre apura as causas do desabamento. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias.

Received — 6 June 2026 Agência Brasil

Ministério abre inscrição para prêmio Melhores Práticas em Jogo

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Estão abertas até o dia 30 de agosto as inscrições para o prêmio Melhores Práticas do Desenvolvimento em Jogo. Podem participar professores e facilitadores de instituições de ensino superior que inovam em métodos pedagógicos, utilizando o jogo Desenvolvimento em Jogo.

A ferramenta foi criada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e executada pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR). O objetivo de demonstrar que é possível adotar metodologias criativas e acessíveis na formulação e na implementação de políticas públicas.

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De acordo com o ministério, 30 práticas pedagógicas serão vencedoras, sendo três de cada uma das dez categorias do prêmio: Semiárido, Amazônia Legal, Faixa de Fronteira e Vale do Jequitinhonha, entre outras, com a cerimônia de premiação em Brasília.

Na mesma ocasião os premiados poderão participar de um seminário de intercâmbio, para trocar experiências e fortalecer as redes de aprendizagem sobre desenvolvimento regional. Para conferir o edital com as regras, basta acessar aqui

O que é

Inspirado nos jogos de RPG, o Desenvolvimento em Jogo propõe uma abordagem inovadora para comunicar os conceitos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico, interativo e participativo.

Os participantes são divididos em cinco equipes, cada uma representando uma das macrorregiões brasileiras, e desafiados a simular processos de decisão que envolvem diferentes interesses e realidades locais. O objetivo é formar jovens e gestores comprometidos com a redução das desigualdades regionais e com a promoção do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o ministério, a experiência estimula a reflexão sobre a diversidade do território nacional e sobre a importância da cooperação entre regiões para alcançar um desenvolvimento equilibrado.

A ferramenta simplifica conceitos e estimula o engajamento da população na construção de políticas públicas, buscando explorar metodologias inovadoras de aprendizagem voltadas à compreensão das políticas públicas e dos desafios do desenvolvimento regional.

“Queremos reconhecer as diferentes práticas, porque não tem um jeito certo ou um jeito único de aplicar o jogo. O prêmio identifica justamente essas várias formas criativas que discutem as questões sobre o desenvolvimento regional, os desafios de tomada de decisão em um colegiado, os imprevistos que acontecem no meio do caminho de um processo decisório. Não tem jeito certo nem errado, tem o jeito de enfrentar as desigualdades dos territórios”, explicou a coordenadora-geral de Fortalecimento de Capacidades dos Entes Federados do MIDR, Taciana Leme.

Segundo Taciana, muitos docentes e facilitadores já utilizam o jogo em salas de aula, projetos de extensão, oficinas, cursos e atividades comunitárias, o que fomenta soluções inovadoras. Taciana ainda destaca a importância do prêmio para o desenvolvimento territorial.

“O prêmio surge como uma oportunidade para registrar essas experiências, compartilhar metodologias e inspirar novas aplicações em diferentes contextos do país. Eu convido aqueles que trabalham com formação de pessoas que se inscrevam neste edital. É uma excelente oportunidade para a gente construir uma rede, um ecossistema de pessoas comprometidas com a redução das desigualdades no nosso país”, afirmou.

Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio.

Segundo a organização, os sem-terra plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

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A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que começou na última segunda-feira (1°) e termina neste domingo (7), marcando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

Este ano, a jornada teve como lema o mote “combater o agronegócio é cuidar da natureza!” e serve como plataforma para o MST defender a reforma agrária “como solução para o avanço dos cuidados com o meio ambiente”.

Ao mesmo tempo, a organização denuncia o que classifica como “crimes ambientais do agro-hidro-minero-negócio” e os “que exploram os bens comuns da natureza em larga escala”, em um momento em que, na avaliação do movimento, “o agronegócio aprova leis que aumentam a destruição ambiental”.

Incinerador

Neste sábado (6), em São Paulo, o MST promoveu um ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Além dos sem-terra, a manifestação reuniu moradores da região, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.

O incinerador integra o chamado EcoParque Bandeirantes, que a prefeitura de São Paulo pretende instalar no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, em parceria com uma empresa privada.  

O aterro funcionou por 28 anos e teve suas operações encerradas em 2007. Desde então, consta da lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação (ACRe), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Além do incinerador, o projeto do EcoParque prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, outra de biossecagem, e uma central mecanizada de triagem de resíduos. E, segundo a prefeitura, visa a “otimização da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a agregação de valor aos diversos subprodutos gerados, a geração de energia com baixa emissão de GEE e a redução dos volumes destinados à disposição final em aterros.

No entanto, de acordo com o MST, o projeto contraria os interesses de diferentes segmentos sociais que coabitam o bairro de Perus e região, incluindo indígenas que vivem no Pico do Jaraguá, próximo ao antigo aterro sanitário.

“O projeto de instalação do Incinerador em Perus mostra qual é o projeto da burguesia e do agronegócio para o Brasil: para a periferia, para o povo pobre, para os camponeses, para a classe trabalhadora é sempre a poluição, os detritos. Para deixar bonita a área da burguesia, empurram para nós os detritos”, criticou, em nota, Luciano Carvalho, da direção estadual do movimento.

Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

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Jovens de bairros periféricos e de comunidades vulnerabilizadas estão reunidos, neste sábado (6), na Fundição Progresso, espaço vizinho aos Arcos da Lapa, antigo aqueduto colonial do século 18 e que hoje é cartão-postal no Centro do Rio de Janeiro.

Aqueduto é a estrutura projetada para transportar água de uma fonte até centros urbanos. É justamente a água o assunto que faz esses ativistas se encontrarem. Eles participam de uma série de painéis sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.

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O encontro é organizado pela organização da sociedade civil Águas Resilientes e terá, ao fim do dia, a confecção de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes. O documento será endereçado a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de dezembro.

O evento global no país árabe é considerado o mais importante encontro sobre o tema e busca fortalecer a governança da água e elevar o assunto na agenda internacional.

Custo de não fazer

A especialista em planejamento urbano Andrea Pulici levantou a discussão sobre o custo da universalização do saneamento no Brasil. Ela lembrou que o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e regulações voltadas a todas as esferas de governo, determina que o país alcance a universalização até o fim de 2033. Isso representa a meta de ter 99% da população brasileira com acesso à água tratada; e 90% à coleta e tratamento do esgoto.

De acordo com a especialista, são necessários investimentos na ordem de R$ 114 bilhões por ano para atingir o objetivo. O dado vai ao encontro da estimativa já divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), órgão federal que regula o setor, que projeta até R$ 900 bilhões em 2033. 

Para Andrea Pulici, mais importante que o investimento necessário, é preciso foco no “custo de não fazer”.

“Quanto vale ter uma comunidade inteira sem medo de ter uma inundação? Quanto custa para uma família ter, de fato, acesso à água e com isso ter acesso a serviços?”, questiona ela.

Ela  exemplifica a falta de saneamento como obstáculo à cidadania quando uma família não tem água na escola do filho. “Será que não ter isso não é muito mais caro que os R$ 114 bilhões?”, completa.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico apontam que 84,1% da população é atendida com rede de abastecimento de água. Em termos de coleta, 62,3% da população é atendida com rede coletora de esgoto, enquanto 51,8% do volume gerado de esgoto é tratado. 

Água e dignidade

A ativista Johari Silva, da organização não governamental Ação da Cidadania, defende que o debate sobre direito à água deve ser relacionado à dignidade.

"Sem água a gente não tem dignidade, não tem sobrevivência alimentar, não tem saúde, a gente não tem nada”, afirma.

Johari defende que a “diplomacia climática” não pode ser restrita a governos e entidades privadas, sem ouvir as organizações da sociedade civil. “Precisa ouvir as comunidades tradicionais, as periferias urbanas, os povos indígenas, os ribeirinhos e todos os outros grupos que são impactados diretamente pela falta de acesso à água”, sustenta.

A ativista também é educadora e ressaltou que a Ação da Cidadania possui projetos voltados para “instrumentalizar jovens”. “Para que eles consigam ocupar espaços de tomada de decisão de onde, muitas vezes, somos tirados ou não conseguimos ter acesso”.

Carta para encontro da ONU

A diretora de Planejamento da Águas Resilientes, Verena Meirelles, aponta que a missão do instituto é desenvolver estratégias para o acesso a água.

“Qual estratégia é melhor que escutar quem pensa e quem passa na pele as dificuldades sobre o acesso a água?”, indaga.

Ela espera que levar a Declaração das Juventudes para o encontro da ONU seja um passo a mais na concretização da missão do instituto.

“Fazer com que todos saibam que não dá para deixarmos para depois essa pauta, devemos agir agora e com todos”, pontua.

O fundador e diretor-presidente da organização, Erleyvaldo Bispo, enxerga na declaração uma forma de mostrar ao mundo “a importância da valorização da água” e incluir o Brasil e toda a América Latina e o Caribe no centro do debate.

“No mundo temos 2,2 bilhões de pessoas que não têm acesso a uma fonte segura de água e no Brasil são aproximadamente 35 milhões”, contextualiza. 

Ele ressalta que a maioria dessas pessoas está no chamado Sul Global, espaço geopolítico que reúne países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Precisamos ser vistos nesse espaço multilateral e estar na tomada de decisão. Aliás até quando a água será subvalorizada?”, pergunta.

Força da juventude

Ao comentar o papel dos jovens na sociedade, a gerente de programas para democracia na América Latina na Open Society Foundations, Sylvia Siqueira, aponta que eles "não são apenas o futuro", mas também "as referências que o mundo precisa para o futuro poder existir".

“Vocês são nossas referências de imaginário e poder de sonho. Então, vamos continuar sentindo essa força e essa chama, não só ao longo do dia de hoje, mas por muito tempo adiante”, declarou Sylvia.

O cientista político e estrategista internacional Matheus Marlisson classifica a crise climática como “o maior desafio que a gente está enfrentando nesse milênio”.

Ele defende que o Brasil tem lugar de destaque na diplomacia global sobre água e meio ambiente, que precisa unir proteção ambiental e desenvolvimento justo, sustentável e próspero.

“O Brasil no debate da Conferência da Água, pode trazer uma visão cada vez mais integrada com a sociedade civil, com a política e com outros atores que fazem parte desse processo de desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Ele acredita que a juventude brasileira é “extremamente potencializada” e caminha para lugar de referência no debate global.

“A gente vê nas favelas do Rio de Janeiro, nas comunidades ribeirinhas, no Nordeste, no contexto rural que a juventude não está parada”, avalia.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), criada na comunidade de São Carlos, região central do Rio de Janeiro, relaciona justiça pela água e justiça climática. “Os dois temas andam atrelados”.

Ela aponta que a governança de temas ligados à água é “um desafio” e que encontros como o deste sábado, com jovens de territórios vulnerabilizados, contribuem para que haja marcos de governança territorial.

“O espaço do debate desse encontro é o primeiro passo importantíssimo, porque não existe gestão democrática de recursos que não seja com participação cidadã”, afirmou à Agência Brasil.

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

SP tem programação infantil gratuita na Feira do Livro do Pacaembu

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A 5ª edição da Feira do Livro, que ocupa a praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer para crianças e jovens na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário tem oficinas, mediação de leitura e contação de histórias até este domingo (7).

No Espaço Rebentos, as crianças poderão participar de oficinas de escrita criativa, em que poderão produzir contos de fadas; marcadores de livros, com papel reciclado e pigmentos naturais, e de construção de cadernos por meio de técnicas artesanais. Além de mediações de leitura, haverá um bate-papo com o público infantojuvenil sobre como criar personagens e contar histórias em quadrinhos.

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Destaque também para o espetáculo infantil Canções do Mar, no domingo, a partir das 11h40, no Espaço Motiva Tablado Literário. Gislaine Caitano e Patrícia Franco apresentam canções e poemas ritmados, explorando o oceano e suas criaturas marinhas em uma experiência de música e imaginação.

O autor Walcyr Carrasco, que também traduziu e adaptou clássicos da literatura infantojuvenil, receberá o público para conversa e sessão de autógrafos a partir das 15h, deste sábado (6), na tenda das editoras Moderna e Salamandra. Entre os títulos adaptados ao público jovem, estão Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Escritores como Pedro Bandeira - autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações - e as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, já passaram pela feira em encontros com o público. 

Para Belisa, levar uma obra com essa temática para um festival literário é “fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória".

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”, afirmou.

Acesso à cultura

No evento, houve ainda o lançamento do Circuito Cultural, uma iniciativa do Instituto Motiva com objetivo de ampliar o acesso de jovens estudantes da rede pública a museus e centros culturais em três estados. 

O projeto inaugura, durante a Feira do Livro de São Paulo, uma agenda de mais de 80 visitas ao longo deste ano. Durante o festival literário, mais de 400 jovens vão participar de visitas guiadas e atividades educativas.

No total, serão 15 espaços culturais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além da feira, as visitas acontecerão em locais como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Amanhã (RJ) e Casa Jorge Amado (BA). Para este ano, a expectativa é beneficiar cerca de 3 mil pessoas.

A programação completa da feira está disponível no site do evento.

*texto atualizado às 15h17

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