A polícia paraguaia investiga se criminosos brasileiros participaram do ataque coordenado contra três instituições bancárias e uma casa de câmbio na cidade de Santa Rita, no leste do Paraguai. O crime aconteceu na madrugada de terça-feira (16) e também levantou suspeitas sobre um possível envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A linha de investigação ganhou força após testemunhas relatarem que parte dos assaltantes se comunicava em português durante a ação. Para os investigadores, esse detalhe pode indicar a presença de brasileiros entre os integrantes da quadrilha que executou o ataque.
Segundo o chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dures Rios, as apurações apontam para uma possível cooperação entre criminosos paraguaios e brasileiros. De acordo com ele, alguns dos suspeitos atuariam ou até mesmo residiriam em território paraguaio.
Investigação analisa semelhanças com ações do PCC
As características do assalto também chamaram a atenção das autoridades do país. Em entrevista à rádio Monumental 1080 AM, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, afirmou que a dinâmica utilizada pelos criminosos é semelhante à observada em operações atribuídas ao PCC.
Durante a invasão, o grupo empregou explosivos para atingir as estruturas das instituições financeiras, bloqueou pontos de acesso para dificultar a resposta policial e incendiou veículos utilizados na fuga. A estimativa é de que entre 15 e 20 homens armados tenham participado da ação.
Riera destacou ainda que o modo de atuação lembra um caso registrado anteriormente em Naranjal, também no departamento de Alto Paraná. Na ocasião, criminosos utilizaram explosivos para destruir o cofre de uma instituição financeira, em uma operação considerada semelhante à realizada em Santa Rita.
O ataque ocorreu por volta das 2h da manhã e teve como alvos as agências dos bancos Familiar, GNB e Ueno, além da Casa de Câmbio Santa Rita. Funcionários, vigilantes e policiais foram rendidos durante a ação, enquanto os criminosos causaram danos às estruturas antes de escapar.
As autoridades paraguaias ainda não informaram o valor levado pelos assaltantes. Até o momento, dois paraguaios foram identificados como suspeitos de envolvimento no caso, mas ninguém havia sido preso. A investigação continua sob responsabilidade da polícia e do Ministério Público do Paraguai.
A Seleção Brasileira intensificou nesta quarta-feira (17) a preparação para o duelo contra o Haiti, válido pela segunda rodada da Copa do Mundo. Nos primeiros 15 minutos do treinamento liberados à imprensa, o técnico Carlo Ancelotti testou uma formação diferente da utilizada na estreia diante de Marrocos, indicando possíveis mudanças para o próximo compromisso da equipe.
Entre os jogadores utilizados por Ancelotti estavam Danilo, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos na defesa. O meio-campo foi formado por Fabinho e Bruno Guimarães, enquanto Gabriel Martinelli, Vini Jr., Igor Thiago e Luiz Henrique completaram a equipe.
Em determinado momento da atividade, Danilo deixou o campo e deu lugar a Ederson. Apesar da movimentação, a formação observada não representa uma confirmação da escalação que enfrentará o Haiti na sexta-feira (19), mas sinaliza alternativas avaliadas pela comissão técnica.
Ancelotti testa mudanças em relação à estreia
Caso a equipe utilizada no treino seja mantida, o Brasil poderá ter cinco alterações em relação aos titulares que começaram o empate por 1 a 1 com Marrocos.
Danilo apareceu na vaga de Ibañez, enquanto Léo Pereira foi testado no lugar de Gabriel Magalhães. No meio-campo, Fabinho ocupou a posição de Casemiro. Já no ataque, Gabriel Martinelli entrou no posto de Lucas Paquetá, e Luiz Henrique apareceu na vaga de Raphinha.
Além das mudanças de nomes, o treinamento também indicou uma possível alteração no esquema tático. Na estreia da Copa do Mundo, a Seleção atuou com três meio-campistas. Já a formação trabalhada nesta quarta-feira apontou para um desenho com dois jogadores no setor e quatro atletas mais avançados.
Neymar Jr. firmou um contrato com a plataforma chinesa FlareFlow para ceder seus direitos de imagem à produção de microdramas desenvolvidos com uso de inteligência artificial (IA). O anúncio da parceria foi feito na última terça-feira (16) e prevê uma série inicial composta por 16 episódios curtos.
As produções terão duração de aproximadamente um minuto cada e serão exibidas em formato vertical, voltado para consumo em dispositivos móveis. Os conteúdos devem reunir elementos de drama, ficção científica, fantasia e narrativas com roteiros considerados surpreendentes.
O CEO da FlareFlow, James Wang, afirma que a participação do jogador brasileiro tem como objetivo ampliar a visibilidade dos microdramas da plataforma, especialmente em mercados fora da China, apostando no alcance global do atleta.
Primeiros episódios e enredos da produção
O primeiro episódio, intitulado “O Caminho da Glória”, tem lançamento previsto para esta sexta-feira (19). Na história, Neymar aparece em uma narrativa fictícia na qual tenta reconstruir sua carreira no futebol após ficar emocionalmente abalado por uma traição.
Em outras tramas previstas na produção, o jogador também aparece em situações como a disputa pelo destino da humanidade em um torneio intergaláctico, a tentativa de reconquistar seu lugar como herdeiro de um reino e ainda em um enredo em que enfrenta a própria morte após despertar do próprio funeral.
Neymar segue em tratamento para se recuperar de uma lesão na panturrilha direita e ainda não tem presença garantida na partida da Seleção Brasileira contra o Haiti, válida pela segunda rodada da Copa do Mundo. O confronto está marcado para sexta-feira (19), às 21h30, no horário de Brasília.
Nesta terça-feira (16), o atacante participou de atividades no gramado do CT Columbia Park, nos Estados Unidos, como parte do processo de reabilitação. Apesar de já realizar trabalhos em campo, o jogador ainda não utilizou chuteiras durante os exercícios e permaneceu de tênis ao longo da atividade. O camisa 10 também não teve contato com a bola.
Recuperação ainda inspira cautela
Neymar foi diagnosticado com uma lesão de grau 2 na panturrilha direita e, nos bastidores da Seleção, havia expectativa de que ele estivesse apto para retornar justamente na partida diante dos haitianos. No entanto, a evolução do tratamento ainda não permite assegurar sua participação no confronto.
Desde a chegada da delegação brasileira aos Estados Unidos, o atacante do Santos tem seguido um cronograma específico de recuperação. O trabalho inclui atividades na academia, exercícios de fortalecimento muscular e acompanhamento constante da equipe médica.
Até o momento, Neymar ainda não participou de treinamentos com bola durante a preparação para o Mundial. A comissão técnica monitora diariamente a resposta física do atleta antes de definir se ele terá condições de ser relacionado para a próxima partida da Seleção Brasileira.
Confira o vídeo:
Neymar voltou a treinar no gramado, mas segue sem trabalhar com bola durante recuperação de lesão | Vídeo: Reprodução
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação para desarticular uma estrutura de comando do Primeiro Comando da Capital (PCC) que, segundo as investigações, coordenava atividades criminosas em Goiás mesmo estando fora do estado.
Batizada de Operação Convergência Nacional – Goiás 02, a ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Os alvos são apontados como integrantes de alto escalão da facção criminosa, responsáveis por decisões estratégicas e pela gestão financeira da organização.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de forças de segurança de São Paulo e Minas Gerais, estados onde parte dos investigados estaria atuando.
De acordo com o MP-GO, as apurações que culminaram na nova ofensiva começaram após a análise de materiais obtidos em uma operação realizada em 2023. Na ocasião, dezenas de integrantes da facção foram condenados por envolvimento em atividades criminosas ligadas ao PCC.
Lideranças atuavam à distância
As investigações apontam que integrantes da cúpula da organização deixaram Goiás, mas continuaram exercendo influência direta sobre as atividades da facção no estado. Segundo o Gaeco, eles utilizavam meios remotos para coordenar ações criminosas, incluindo ataques contra grupos rivais e julgamentos internos de membros da própria organização.
Os suspeitos fariam parte de dois núcleos considerados estratégicos para o funcionamento da facção. Um deles é conhecido como Sintonia dos 14, apontado pelo Ministério Público como a principal instância de deliberação do PCC em Goiás, responsável pelas decisões mais relevantes da organização.
Segundo as investigações, entre as atribuições do grupo estão:
Atribuição
Descrição
Coordenação de integrantes
Responsável por orientar e supervisionar membros da facção que estão em liberdade.
Aplicação de punições internas
Define e executa sanções contra integrantes que descumprem regras da organização.
Controle de armas de fogo
Gerencia armamentos utilizados pela facção, conhecidos internamente como “ferramentas”.
Planejamento de ataques
Organiza ações e ofensivas contra facções criminosas rivais.
Julgamento de integrantes
Avalia a conduta dos membros e decide sobre possíveis punições ou medidas disciplinares.
Já o segundo grupo, denominado Sintonia Geral do Progresso, seria encarregado da administração financeira da facção. Conforme as investigações, esse núcleo atua na manutenção econômica do grupo criminoso, com recursos provenientes principalmente do tráfico de drogas, especialmente cocaína.
O Ministério Público informou que todo o material apreendido durante a operação será submetido à perícia e análise técnica. Após a conclusão dessa etapa, as denúncias contra os investigados deverão ser apresentadas dentro dos prazos previstos pela legislação.
O impacto da guerra no Oriente Médio chegou à indústria brasileira. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao qual a reportagem teve acesso, mostra que 95% das empresas do setor industrial registraram algum aumento dos custos de transporte de mercadorias no primeiro trimestre de 2026. Além disso, 56% das companhias relataram alta elevada nos gastos com frete, seguro e logística.
Segundo o relatório, o cenário é reflexo da escalada dos conflitos entre Estados Unidos, Irã e Israel, iniciados em 28 de fevereiro. A crise levou ao fechamento do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.
Entre as empresas que registraram aumento nas despesas de transporte, 52% apontaram relação direta com os conflitos na região. Outros 35% consideram essa associação moderada. Apenas 5% afirmam que a alta dos custos não tem ligação com a guerra.
A pesquisa da CNI foi realizada entre 16 de abril e 5 de maio e ouviu 145 empresas de todos os portes, distribuídas por 31 setores industriais em todas as regiões do país. O levantamento buscou medir os impactos do choque internacional do petróleo sobre as operações das companhias e avaliar a percepção do setor em relação às medidas adotadas pelo governo federal.
O efeito foi mais intenso entre empresas ligadas ao comércio exterior. Seis em cada dez exportadoras afirmaram que o aumento dos custos está fortemente associado ao conflito, enquanto 37% apontaram impacto moderado. Entre as importadoras, a percepção foi semelhante.
Os dados também mostram que a elevação dos preços do petróleo atingiu diferentes modais logísticos. No transporte marítimo nacional, 40% das empresas registraram forte aumento de custos e 50% relataram alta moderada. Já no transporte marítimo internacional, 54% apontaram forte aumento e 38%, crescimento moderado.
No transporte rodoviário nacional, principal modal utilizado no Brasil, 54% das empresas registraram forte elevação dos custos, enquanto 41% relataram aumento moderado. No transporte rodoviário internacional, 42% apontaram forte aumento e 56% observaram alta moderada.
Petróleo mais caro pressiona logística e inflação
A média trimestral do petróleo Brent passou de US$ 63,10 por barril no quarto trimestre de 2025 para US$ 78,10 no primeiro trimestre de 2026, período marcado pelo início da crise entre Estados Unidos, Irã e Israel. Em março, durante o auge das tensões, a cotação chegou a superar US$ 113 por barril.
Na semana passada, o barril fechou em US$ 87,33 após uma queda impulsionada pelas expectativas de um acordo que poderia resultar na reabertura do Estreito de Hormuz, corredor marítimo por onde circulam entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo.
Como os combustíveis representam um dos principais componentes do transporte de cargas, a alta foi rapidamente repassada para toda a cadeia logística, elevando os custos de produção e distribuição no Brasil. O movimento acaba pressionando os preços ao consumidor e contribuindo para o avanço da inflação.
A alimentação no domicílio registrou alta de 1,65% em maio, segundo dados do IBGE. Trata-se do maior índice para o mês desde 2008, quando a variação foi de 2,27%.
Embora a guerra seja apontada como o principal fator por trás do aumento dos fretes, as empresas também citam problemas estruturais do país. A tributação sobre o transporte foi mencionada por 36% dos entrevistados, enquanto os custos de fornecedores apareceram em 26% das respostas. Questões relacionadas à mão de obra foram citadas por 24% das empresas.
A CNI também avaliou a reação do setor às medidas anunciadas pelo governo federal em março para reduzir os impactos da disparada do petróleo. Entre as ações estão o subsídio ao diesel, a desoneração temporária de PIS/Pasep e Cofins sobre o combustível e a criação de uma alíquota de 12% de Imposto de Exportação sobre as vendas externas de petróleo bruto, com o objetivo de ampliar a oferta interna.
Apesar disso, a percepção predominante entre os empresários é de baixa efetividade. Para 54% dos entrevistados, as medidas terão pouco impacto na redução dos custos de transporte nos próximos meses. Outros 16% classificam as iniciativas como ineficazes. Apenas 3% acreditam que elas serão efetivas.
Entre os motivos apontados estão as dúvidas sobre a capacidade fiscal do governo para manter os incentivos por um período prolongado, o receio de aumento da carga tributária no futuro e a concentração do mercado de combustíveis, que pode limitar o repasse dos benefícios aos preços finais. (FOLHAPRESS/ANDRÉ BORGES)
A seleção de Cabo Verde arrancou um resultado histórico diante da Espanha ao segurar um empate sem gols nesta segunda-feira (15), em partida válida pela primeira rodada do Grupo H da Copa do Mundo de 2026. O confronto entrou para a história do torneio por registrar o primeiro placar de 0 a 0 da competição.
Embora tenha controlado amplamente as ações ofensivas, a equipe espanhola não conseguiu superar a forte resistência defensiva dos africanos. Com ampla vantagem na posse de bola e diversas chegadas ao ataque, a Espanha pressionou durante praticamente todo o jogo, mas encontrou pela frente uma atuação decisiva do goleiro Vozinha.
Vozinha brilha e garante ponto histórico para Cabo Verde
Principal nome da partida, o experiente arqueiro cabo-verdiano foi fundamental para impedir a vitória espanhola. Em sua 90ª apresentação pela seleção nacional, Vozinha realizou sete defesas e protagonizou intervenções importantes nos momentos de maior pressão adversária.
Aos 40 anos, o goleiro segue como uma das referências da equipe dos Tubarões Azuis e figura entre os atletas mais experientes desta edição da Copa do Mundo. Além disso, ocupa a segunda posição entre os jogadores com mais partidas disputadas pela seleção de Cabo Verde.
Com o empate, espanhóis e cabo-verdianos somaram o primeiro ponto no Grupo H. A chave também conta com Arábia Saudita e Uruguai, que se enfrentam ainda nesta segunda-feira (15) para completar a rodada de abertura.
Na próxima rodada, a Espanha terá pela frente a seleção saudita, enquanto Cabo Verde buscará manter a boa campanha diante do Uruguai.
Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza milhões de torcedores nos Estados Unidos, México e Canadá, uma realidade distante dos gramados acompanha parte dos participantes do torneio. Das 48 seleções classificadas para o Mundial, 13 representam países que enfrentam guerras, conflitos armados ou graves episódios de violência interna.
Confira os países participantes da Copa envolvidos em conflitos ou crises de segurança:
Seleção
Tipo de conflito
Estados Unidos
Conflito internacional
México
Violência do crime organizado
Haiti
Violência de gangues
Irã
Conflito internacional
Jordânia
Impactos da crise no Oriente Médio
Catar
Impactos da crise no Oriente Médio
Arábia Saudita
Impactos da crise no Oriente Médio
Colômbia
Guerrilhas e narcotráfico
Marrocos
Disputa pelo Saara Ocidental
Argélia
Disputa pelo Saara Ocidental
República Democrática do Congo (RDC)
Conflito com grupos rebeldes
Iraque
Impactos da crise no Oriente Médio
Coreia do Sul
Conflito adormecido com a Coreia do Norte
Os cenários variam desde confrontos entre Estados até disputas com grupos rebeldes, organizações criminosas e movimentos separatistas. Em alguns casos, os conflitos são recentes, em outros, se arrastam há décadas sem uma solução definitiva.
Tensões internacionais alcançam países presentes no Mundial
Entre os casos mais emblemáticos está o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Enquanto as duas seleções participam da Copa do Mundo, seus países permanecem ligados a uma crise militar iniciada em fevereiro deste ano, após ataques norte-americanos contra território iraniano.
Apesar de uma trégua firmada em abril, episódios de hostilidade continuaram sendo registrados às vésperas da abertura do torneio. Ainda assim, a Fifa manteve sua posição de neutralidade e não adotou sanções esportivas contra nenhuma das seleções envolvidas.
A postura contrasta com decisões tomadas em outros momentos, como em 2022, quando Rússia e clubes do país foram excluídos de competições internacionais após a invasão da Ucrânia.
A participação do Irã no Mundial chegou a ser questionada durante a escalada da crise. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença da seleção iraniana não seria apropriada diante do contexto geopolítico. Integrantes de sua administração também defenderam a substituição da equipe pela Itália, proposta que acabou rejeitada pela Fifa.
Mesmo confirmada na competição, a delegação iraniana enfrentou obstáculos logísticos, incluindo atrasos na emissão de vistos, mudança do centro de treinamento originalmente previsto para o Arizona e autorização para entrar nos Estados Unidos apenas pouco antes das partidas da fase de grupos.
Além de Estados Unidos e Irã, outras seleções ligadas às tensões no Oriente Médio participam do torneio. Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque foram afetados indiretamente pela crise regional, já que instalações norte-americanas localizadas nesses países estiveram entre os alvos de ataques iranianos.
Crime organizado e violência interna marcam outras seleções
Nem todos os conflitos presentes entre os participantes da Copa envolvem disputas entre países. Um dos exemplos é o México, que convive há décadas com a violência associada ao narcotráfico e às organizações criminosas.
O cenário se agravou ao longo dos últimos vinte anos em razão das disputas territoriais entre cartéis de drogas e das operações realizadas pelas forças de segurança mexicanas. Em fevereiro deste ano, a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho e apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), provocou uma nova onda de confrontos.
El Mencho foi apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, um dos principais grupos criminosos do México | Foto: Departamento de Estado dos EUA
A reação incluiu ataques contra militares, bloqueios de estradas e episódios violentos que deixaram ao menos 73 mortos.
Na Colômbia, os conflitos continuam ligados à atuação de grupos guerrilheiros, especialmente o Exército de Libertação Nacional (ELN), além do avanço de organizações ligadas ao narcotráfico.
O Haiti também atravessa uma grave crise de segurança. Facções criminosas ampliaram sua influência sobre Porto Príncipe, capital do país, onde estimativas indicam que cerca de 80% do território urbano esteja sob domínio de gangues. O avanço desses grupos tem provocado assassinatos, sequestros e deslocamentos em massa.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,4 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em decorrência da violência registrada no país caribenho.
Conflitos históricos seguem sem solução definitiva
Outro participante da Copa afetado por um conflito prolongado é a República Democrática do Congo. O país enfrenta instabilidade no leste de seu território desde a década de 1990, em uma disputa que envolve questões étnicas, controle de recursos minerais e a atuação de grupos armados.
Entre eles está o movimento rebelde M-23, criado em 2012 sob o argumento de proteger a população tutsi que vive na região. De acordo com a ONU, o grupo recebe apoio de Ruanda, acusação rejeitada pelo governo ruandês.
As raízes da crise remontam ao genocídio ocorrido em Ruanda em 1994, quando cerca de um milhão de pessoas morreram em aproximadamente 100 dias. Após o massacre, milhares de refugiados atravessaram a fronteira para o território congolês, contribuindo para o aumento das tensões regionais.
Em 2025, uma nova escalada da violência ocorreu quando a coalizão Alliance Fleuve Congo (AFC), que reúne o M-23, ampliou sua ofensiva e passou a controlar cerca de 34 mil quilômetros quadrados no leste da República Democrática do Congo.
Apesar de tentativas de mediação e de um cessar-fogo articulado pelos Estados Unidos entre Congo e Ruanda, os confrontos continuam afetando a população local.
Além disso, algumas seleções classificadas para o Mundial convivem com disputas consideradas de menor intensidade, mas ainda sem resolução definitiva.
A Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950. Embora um armistício tenha sido assinado em 1953, nunca houve um tratado de paz formal entre os dois países, mantendo o conflito em aberto até hoje.
Já Marrocos e Argélia seguem envolvidos, direta ou indiretamente, na disputa pelo Saara Ocidental. A região é reivindicada pela Frente Polisário, movimento que busca a independência do território atualmente controlado em sua maior parte pelos marroquinos. Um cessar-fogo mediado pela ONU vigorou por quase três décadas, mas foi rompido em 2020, reativando as tensões na região.
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,36% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a variação havia sido de 0,72%, uma diferença de 0,36 ponto percentual.
O indicador acompanha a evolução dos custos da construção civil no país, com foco nas obras habitacionais. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 6,93%, ligeiramente abaixo dos 7,01% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.
Materiais seguem pressionando os custos
Em maio, o custo nacional da construção por metro quadrado alcançou R$ 1.953,08. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos gastos com materiais de construção, enquanto R$ 848,49 referem-se à mão de obra.
A parcela dos materiais apresentou avanço de 0,53% no mês. Apesar da alta, o resultado ficou 0,30 ponto percentual abaixo do registrado em abril, quando a variação foi de 0,83%. Na comparação com maio do ano passado, quando o índice marcou 0,51%, houve acréscimo de 0,02 ponto percentual.
Já os custos relacionados à mão de obra tiveram aumento de 0,14% em maio, resultado inferior ao de abril, que havia alcançado 0,57%. A queda foi de 0,43 ponto percentual entre os dois meses. Em relação a maio de 2025, quando a taxa foi de 0,33%, o recuo foi de 0,19 ponto percentual.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu uma mensagem de tom nacionalista para cumprir agenda em Belém, no Pará, nesta quinta-feira (11). Vestindo uma camiseta com a frase “A Amazônia é nossa”, o parlamentar apareceu em compromissos públicos em um momento de forte repercussão política envolvendo as recentes medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
A manifestação ocorre enquanto governo e oposição disputam a narrativa sobre os impactos das decisões anunciadas por Washington. O tema ganhou espaço no debate político nacional após a divulgação de investigações norte-americanas que citam práticas comerciais brasileiras e serviram de base para a adoção de novas tarifas sobre produtos do país.
Relação com Trump amplia debate nas redes
A discussão ganhou novos contornos após a divulgação de um encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorreu pouco antes do anúncio das medidas e passou a ser explorada por adversários políticos do senador, que tentam estabelecer uma ligação entre os acontecimentos.
O parlamentar nega qualquer influência sobre a decisão do governo norte-americano e afirma que chegou a defender que novas barreiras comerciais não fossem impostas ao Brasil. Apesar disso, a proximidade entre os dois líderes continuou sendo alvo de críticas e alimentou campanhas nas redes sociais.
Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a expressão “Tariflávio” passou a ser utilizada para associar o senador às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Já aliados de Bolsonaro sustentam que as medidas são consequência do desgaste nas relações diplomáticas entre os governos brasileiro e norte-americano.
Com a aproximação do calendário eleitoral, o episódio se transformou em mais um ponto de confronto entre grupos políticos que já se posicionam para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Moradores do sudoeste de Goiás devem ficar atentos às mudanças no tempo ao longo desta quinta-feira (11). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou parte da região sob alerta de perigo potencial para tempestades, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.
Segundo o aviso meteorológico, os acumulados podem chegar a 50 milímetros em 24 horas, enquanto os ventos devem variar entre 40 km/h e 60 km/h. Apesar das condições adversas, o instituto avalia que a chance de ocorrências mais graves, como alagamentos, interrupções no fornecimento de energia ou queda de árvores, permanece baixa.
Entre os municípios que podem registrar os efeitos da instabilidade estão Rio Verde, Jataí, Quirinópolis e Chapadão do Céu, além de outras cidades localizadas na porção sudoeste do estado.
Mudança no tempo é provocada por sistemas atmosféricos
A formação das áreas de chuva está associada à atuação conjunta de diferentes sistemas meteorológicos sobre o Centro-Oeste. De acordo com a meteorologista Elizabete Alves Ferreira, do Inmet, a aproximação de uma frente fria pelo Sul do país, somada ao transporte de umidade vindo da Região Norte, criou condições favoráveis para a formação de nuvens carregadas em Goiás.
Esse cenário também aumenta a possibilidade de ocorrência de granizo em pontos isolados. Conforme explica a especialista, o contraste entre o ar mais quente próximo ao solo e as temperaturas mais baixas em níveis mais elevados da atmosfera favorece a formação das pedras de gelo dentro das nuvens de tempestade.
O Inmet destaca que o fenômeno não deve ocorrer de forma generalizada. Caso haja registros de granizo, eles tendem a ser localizados, atingindo apenas algumas áreas dentro da região abrangida pelo alerta meteorológico.
A Seleção Brasileira deve iniciar a Copa do Mundo de 2026 repetindo uma base já conhecida do torcedor. Na estreia contra o Marrocos, no sábado (13), às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, o time comandado por Carlo Ancelotti tende a ter grande parte da formação utilizada no ciclo anterior.
A projeção indica a equipe com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinicius Júnior e Matheus Cunha.
Base do Catar ainda presente na nova formação
A comparação com a Copa do Mundo de 2022 mostra continuidade significativa no elenco. Na estreia contra a Sérvia, oito dos jogadores cotados para iniciar em 2026 também estiveram em campo naquele Mundial.
Além disso, o grupo atual mantém forte ligação com o ciclo anterior: 12 atletas que estiveram no elenco no Catar foram novamente convocados para a Copa de 2026, entre eles Alisson, Ederson, Weverton, Alex Sandro, Danilo, Marquinhos, Bruno Guimarães, Casemiro, Fabinho, Raphinha e Vinicius Júnior.
Seleção raramente repete base entre Copas consecutivas
Apesar dessa manutenção, a história mostra que o Brasil costuma mudar bastante suas escalações entre Mundiais seguidos. Em estreias de Copas consecutivas, a Seleção nunca repetiu mais de cinco jogadores entre os titulares.
O padrão já apareceu em diferentes gerações. Em 2006, cinco jogadores que estiveram na conquista de 2002 voltaram a ser titulares: Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.
Já em 2022, a Seleção repetiu cinco nomes que haviam iniciado a Copa de 2018: Alisson, Danilo, Thiago Silva, Casemiro e Neymar.
A estreia contra o Marrocos abre a caminhada brasileira em busca do hexacampeonato no torneio sediado por Estados Unidos, Canadá e México, em um grupo considerado um dos mais competitivos da primeira fase.
Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança em um resultado positivo contra o Marrocos. A equipe comandada por Carlo Ancelotti entra em campo no próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, Lula comentou a expectativa para a partida e afirmou acreditar em vitória brasileira. Em tom de brincadeira, o presidente lembrou previsões feitas em Copas anteriores que não se concretizaram, mas reforçou o otimismo com o desempenho da Seleção.
“Olha, sinceramente, o meu palpite é de que o Brasil vai ganhar. Eu já errei em 1982, em 1986, mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom. Mas acho que o Brasil vai ganhar”, disse Lula.
Brasil inicia caminhada em busca do hexacampeonato
A partida contra o Marrocos marcará o início da campanha brasileira na Copa do Mundo de 2026. O duelo será disputado em Nova Jersey e representa o primeiro compromisso da Seleção no torneio sediado por Estados Unidos, Canadá e México.
Apontado como o adversário mais forte do Grupo C, o Marrocos surge como o principal desafio da fase inicial para a equipe brasileira. O confronto também será o primeiro teste de Carlo Ancelotti em uma Copa do Mundo à frente da Seleção.
O Brasil chega ao Mundial em busca do sexto título da história. A estreia diante dos marroquinos é vista como um passo importante para as pretensões da equipe na competição, que reúne 48 seleções pela primeira vez.
Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) garantiu aos supermercados de Goiás a possibilidade de manter o atendimento normal aos domingos. A medida, tomada nesta quarta-feira (10), suspendeu parte de um acordo coletivo que limitava o funcionamento dos estabelecimentos até as 11h nesses dias.
A análise da Justiça ocorreu após um pedido apresentado pela Associação Goiana de Supermercados (Agos), que contestou um dos dispositivos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado entre o Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios no Estado de Goiás (Secom-GO) e representantes do setor. O documento havia sido mediado pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último dia 2 de junho.
De acordo com o entendimento do TRT, a cláusula questionada poderia gerar tratamento diferenciado entre empresas do mesmo segmento. O texto previa que supermercados filiados ao Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios no Estado de Goiás (Sincovaga-GO) e em dia com as contribuições sindicais estariam dispensados de firmar um novo acordo para ampliar o horário de funcionamento aos domingos.
Regra previa multas para empresas
Pelas condições estabelecidas no ACT, os supermercados deveriam encerrar as atividades às 11h aos domingos. A extensão desse horário seria permitida apenas mediante a assinatura de um acordo específico com o Secom-GO.
Entretanto, a exigência não se aplicava aos estabelecimentos vinculados ao Sincovaga-GO que estivessem adimplentes com suas obrigações sindicais. Para a Justiça do Trabalho, a previsão poderia representar uma forma de diferenciação entre empresas e até mesmo estimular a filiação sindical para obtenção de benefícios.
O acordo também estabelecia sanções para casos de descumprimento. A multa prevista era de R$ 500 por trabalhador que estivesse atuando em desacordo com as regras. Desse valor, metade seria destinada ao funcionário e a outra metade ao Secom-GO.
Outro ponto previsto no documento tratava da fiscalização dos estabelecimentos. Caso representantes sindicais fossem impedidos de realizar inspeções, as empresas poderiam ser penalizadas com multas de R$ 5 mil, quando classificadas como de pequeno porte, e de R$ 50 mil para as de grande porte.
Com a suspensão da cláusula contestada, os supermercados seguem autorizados a funcionar normalmente aos domingos enquanto o tema continua sendo analisado.
A Copa do Mundo de 2026 iniciará nesta quinta-feira (11), com o duelo entre México e África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida, marcada para as 16h, abre oficialmente a programação do torneio.
Antes da bola rolar, a cerimônia de abertura está prevista para as 14h30 (horário de Brasília). O espetáculo contará com apresentações de Shakira, J Balvin, Belinda, Burna Boy, Danny Ocean, Lila Downs, Los Ángeles Azules e Maná, reunindo artistas latinos e africanos em uma abertura voltada à diversidade cultural do Mundial.
A programação musical da Copa será distribuída ao longo da competição, com apresentações previstas em diferentes jogos e países-sede, integrando o calendário esportivo às atrações culturais do torneio.
Na sexta-feira (12), a rodada inaugural segue com dois jogos. Canadá e Bósnia se enfrentam às 16h, no BMO Field, em Toronto. Mais tarde, às 22h, Estados Unidos e Paraguai entram em campo no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Reedição de duelo histórico marca abertura de 2010
O confronto entre México e África do Sul também resgata uma lembrança marcante do futebol mundial. As seleções repetem o jogo de abertura da Copa de 2010, disputada na África do Sul. Na ocasião, o empate por 1 a 1 no FNB Stadium teve gols de Tshabalala, para os anfitriões, e Rafa Márquez, para os mexicanos.
Agora, 16 anos depois, as equipes voltam a se enfrentar novamente em um jogo de abertura de Mundial, revivendo um duelo que marcou a história recente da competição.
Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, um levantamento da revista Forbes aponta Neymar como o jogador mais valorizado comercialmente entre os convocados da Seleção Brasileira. O atacante lidera o ranking com 20 contratos publicitários ativos.
Na sequência aparecem Vini Jr, com 16 parcerias comerciais, e Raphinha, com nove acordos. O estudo considera apenas atletas com contratos identificados pela publicação.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México e começa nesta quinta-feira (11). A Seleção Brasileira estreia no sábado (13), em meio à expectativa dentro e fora de campo.
Neymar lidera ranking de valor comercial da Seleção
Entre os convocados, o setor ofensivo concentra os jogadores mais valorizados no mercado publicitário. Além dos três primeiros colocados, Endrick também aparece entre os atletas com maior número de contratos comerciais.
Nem todos os 26 convocados integram o levantamento da Forbes. A publicação considera apenas jogadores com acordos publicitários ativos identificados, o que deixa parte do elenco fora da lista.
Ficaram fora do ranking nomes como Alex Sandro, Roger Ibañez, Douglas Santos, Fabinho, Igor Thiago e Rayan.
O atacante Wesley chegou a ser convocado, mas acabou cortado após lesão em amistoso contra o Egito. Para a vaga, o técnico Carlo Ancelotti chamou o volante Éderson, que também aparece no levantamento com contrato publicitário ativo.
Ranking dos jogadores da Seleção com mais contratos publicitários
Com a aproximação da Copa do Mundo, o governo federal deve anunciar nos próximos dias as regras que irão disciplinar o funcionamento dos órgãos públicos durante os jogos da Seleção Brasileira. A expectativa é que sejam divulgadas orientações específicas para o expediente dos servidores nos dias em que o Brasil entrar em campo ao longo do torneio, que começa oficialmente nesta quinta-feira (11).
A equipe brasileira faz sua estreia no Mundial no próximo sábado (13), diante do Marrocos, às 19h, no horário de Brasília. Como a partida ocorre durante o fim de semana, não há impacto direto sobre o funcionamento da administração pública.
Já os outros dois compromissos da Seleção na fase de grupos estão marcados para dias úteis. O Brasil enfrenta o Haiti em 19 de junho, uma sexta-feira, e volta a campo em 24 de junho, uma quarta-feira, quando encara a Escócia. Por coincidirem com o expediente regular dos órgãos públicos, as partidas podem levar à adoção de horários especiais de trabalho.
Distrito Federal avalia possíveis alterações
Enquanto aguarda a definição do governo federal, o Governo do Distrito Federal (GDF) também discute medidas para adequar o funcionamento dos serviços públicos durante os jogos da Seleção.
A possibilidade de decretar ponto facultativo nos dias das partidas está em análise pela administração distrital. Segundo a governadora Celina Leão (PP), a decisão dependerá dos horários dos confrontos e da necessidade de manter o atendimento à população.
De acordo com a chefe do Executivo local, a elaboração do cronograma levará em consideração tanto o interesse dos servidores em acompanhar os jogos quanto a continuidade dos serviços considerados essenciais.
“Uma coisa que a gente não pode deixar é a população sem assistência, mas também não vamos privar. Acho que o bom senso vai caber nesse cronograma que nós vamos fazer”, afirmou a governadora.
A expectativa é que as definições sobre eventuais mudanças no expediente sejam divulgadas antes dos próximos jogos da Seleção Brasileira na competição.
A dois dias do início da Copa do Mundo de 2026, Goiânia se prepara para receber uma série de eventos voltados à transmissão dos jogos da Seleção Brasileira. Com expectativa de reunir milhares de torcedores ao longo do torneio, espaços da capital apostam em programações que combinam futebol, shows e experiências temáticas para atrair o público durante a competição.
Entre os principais projetos está a parceria entre a Copa Experience e a Arena N1, que ocupará o Centro Cultural Oscar Niemeyer. O local será transformado em uma arena voltada para a exibição das partidas do Brasil, com estrutura dedicada ao entretenimento e apresentações musicais em datas específicas do Mundial.
No dia 13, durante o confronto entre Brasil e Marrocos, os shows serão de Israel Novaes e Kamisa 10. Já em 19 de junho, quando a Seleção enfrenta o Haiti, a programação prevê apresentações de Marcos e Belutti e Ju Marques. No dia 24, durante a partida contra a Escócia, o cantor Xande de Pilares será a atração principal. Caso o Brasil avance à próxima fase, Matheus Fernandes comandará o palco em 29 de junho.
Programação vai além dos dias de jogos
Além das transmissões da Seleção Brasileira, o espaço receberá uma agenda própria de atrações entre os dias 11 e 19 de junho. Estão confirmados artistas como Emicida, que se apresenta ao lado de Mano Brown, Marina Sena, Fernando e Sorocaba, Hungria, Tribo da Periferia, Planta e Raiz, Maskavo, Grelo, Léo Foguete, Dos Rosa, Traplaudo e Kamisa 10.
A estrutura contará ainda com área infantil equipada com atividades recreativas e jogos eletrônicos, além do Museu do Futebol, espaço voltado à história e à cultura do esporte.
Outra iniciativa prevista para o período é o Copa na Arquibancada, organizado pela B2 Eventos no Espaço Dois Ipês. O projeto terá transmissões em telões, ambientação temática e programação musical. Entre as atrações já anunciadas estão Dilsinho, Japa NK, Benzadeus e Thauane.
Segundo os organizadores, os ingressos serão comercializados em modalidades individuais e também em pacotes que incluem cinco partidas da Seleção Brasileira e a final da Copa do Mundo. A capacidade do espaço será limitada.
Capital terá três grandes pontos de transmissão
O Portão 62 também terá programação especial durante a competição. O estabelecimento promoverá eventos nos dias dos jogos da Seleção Brasileira, com transmissões em telões e atrações musicais após as partidas.
Na estreia contra o Marrocos, o público contará com apresentações do Pagode do Boy e do DJ Daniel de Mello. No segundo compromisso do Brasil, diante do Haiti, a programação terá participação do DJ Rodrigo Lagoa. Já após o duelo contra a Escócia, o show ficará por conta do grupo Pagode do PDA.
O espaço disponibilizará mesas com consumação inclusa mediante reserva antecipada. Caso haja vagas remanescentes, também será permitida a entrada avulsa, sujeita à capacidade máxima do local.
Além de Goiânia, a Arena N1 será realizada simultaneamente em Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. De acordo com a organização, as cidades participantes serão mencionadas durante as transmissões oficiais das partidas pelas emissoras detentoras dos direitos de exibição.
Com diferentes formatos de evento e programação distribuída ao longo do torneio, Goiânia terá ao menos três grandes polos de transmissão da Copa do Mundo de 2026: o Centro Cultural Oscar Niemeyer, com a Copa Experience e Arena N1, o Espaço Dois Ipês, com o Copa na Arquibancada e o Portão 62. A expectativa dos organizadores é aproveitar o interesse dos torcedores pela competição para reunir público em experiências que vão além da exibição dos jogos.
A presença de investidores institucionais no futebol mundial tem crescido de forma consistente, impulsionada pelo aumento das receitas do setor, pela busca de novas formas de monetização e pela percepção dos clubes como ativos cada vez mais escassos e valiosos. Na temporada 2025/26, estima-se que mais de 36% dos clubes das cinco principais ligas europeias já possuam algum tipo de ligação com o mercado de capitais, segundo dados da PitchBook citados pelo UBS.
Esse movimento não se limita à aquisição de controle acionário de clubes menores ou com dificuldades financeiras, modelo observado em casos como Paris FC, Birmingham City, Botafogo e Cruzeiro. De acordo com o UBS, novas estruturas de investimento vêm ganhando espaço, incluindo participações minoritárias, operações de financiamento estruturado e modelos híbridos que ampliam a entrada de capital no futebol.
Entre os exemplos recentes estão aportes realizados em clubes como Paris Saint-Germain e Juventus, além de operações de crédito com garantias específicas utilizadas por equipes como Barcelona, Atalanta e Olympique de Lyon. No cenário brasileiro, o São Paulo também adotou uma estrutura semelhante ao recorrer a um FIDC estruturado pela Galapagos.
Novos modelos de investimento ampliam receitas no futebol
Outra tendência em expansão é o compartilhamento de receitas futuras. Um dos casos mais conhecidos é a parceria entre a gestora Sixth Street e o Real Madrid envolvendo a modernização do estádio Santiago Bernabéu, com participação em receitas vinculadas ao empreendimento.
No Brasil, um modelo semelhante foi observado na relação entre a WTorre e o Palmeiras, parceria que, apesar de disputas ao longo dos anos, contribuiu para consolidar a arena como uma importante fonte de receitas paralelas ao desempenho esportivo do clube.
Com a diversificação das formas de investimento e a entrada de novos agentes financeiros, o futebol passa a ser cada vez mais estruturado como um setor integrado ao mercado de capitais global, ampliando as possibilidades de receita e de valorização dos clubes.
A Seleção do Irã enfrentará uma logística incomum durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. De acordo com informações divulgadas pelo embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, os integrantes da equipe terão autorização para entrar nos Estados Unidos apenas nos dias das partidas, sendo obrigados a retornar ao México logo após os compromissos válidos pelo torneio.
A delegação ficará concentrada em Tijuana, cidade mexicana localizada próxima à fronteira com os Estados Unidos. A mudança ocorreu após dificuldades relacionadas à emissão de vistos para membros da equipe em meio às tensões diplomáticas e militares entre os dois países.
Segundo Pasandideh, os jogadores poderão cruzar a fronteira na manhã dos jogos e deverão deixar o território norte-americano no mesmo dia. A medida afeta diretamente a preparação da seleção iraniana, que disputará todas as partidas da fase de grupos em cidades dos Estados Unidos.
O Irã integra o Grupo G da Copa do Mundo ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Durante a primeira fase, a equipe terá dois compromissos em Los Angeles e outro em Seattle.
Vistos geram impasse para delegação iraniana
Além das restrições de deslocamento, a seleção ainda enfrenta dificuldades relacionadas à documentação de parte da delegação. Segundo autoridades iranianas, 15 integrantes do grupo continuam sem visto para entrar nos Estados Unidos. Entre eles estão dirigentes e membros da comissão técnica.
A situação já havia sido alvo de manifestações da embaixada iraniana na Turquia, que criticou a decisão das autoridades norte-americanas de liberar a entrada dos atletas e da comissão técnica considerada essencial, mas negar a autorização para outros representantes da delegação.
A polêmica ganhou força após declarações do embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, que confirmou a emissão dos vistos destinados aos jogadores e profissionais necessários para a participação da equipe no Mundial. Posteriormente, a Casa Branca também confirmou que os atletas receberam autorização para viajar ao país.
Ainda assim, representantes iranianos classificaram a negativa de vistos para parte da delegação como um ato de discriminação contra o país. De acordo com a agência de notícias Fars, mais de uma dezena de integrantes das equipes médica e esportiva tiveram os pedidos recusados, além do presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
As restrições estariam relacionadas, em parte, a possíveis vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica. Em ocasiões anteriores, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que pessoas ligadas à organização não teriam permissão para ingressar no país. Mehdi Taj, que já integrou a corporação, havia sido impedido de participar do sorteio da Copa do Mundo realizado em dezembro.
Diante das incertezas envolvendo a concessão de vistos, a federação iraniana decidiu transferir sua base de preparação de Tucson, no estado do Arizona, para Tijuana, no México. A delegação tem chegada prevista ao território mexicano após um período de treinamentos na Espanha.
Para o governo iraniano, a presença da seleção na competição, mesmo diante das restrições impostas e do atual cenário de conflito, representa uma oportunidade de demonstrar disposição para o diálogo e a convivência pacífica por meio do esporte.
Tensão entre Irã e Estados Unidos impacta preparação para a Copa
A edição de 2026 também marca um fato inédito na história da Copa do Mundo. Será a primeira vez, desde a criação do torneio em 1930, que uma das nações participantes disputará partidas em um país com o qual mantém um conflito militar em andamento.
Enquanto a competição se aproxima, o cenário geopolítico segue tenso. Poucas horas após confirmar a entrada dos jogadores iranianos, os Estados Unidos anunciaram novos ataques aéreos contra instalações ligadas ao Irã, alegando riscos à segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Paralelamente, negociações diplomáticas continuam em busca de um possível acordo para reduzir as hostilidades entre os dois países.