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BC mantém cautela e deixa rumos dos juros em aberto, dizem analistas

18 June 2026 at 08:07

O BC (Banco Central) decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17), para 14,25% ao ano, em linha com a expectativa majoritária do mercado.

Analistas afirmaram que o comunicado, no entanto, reforçou um tom de cautela e deixou em aberto os próximos passos da política monetária, ao mesmo tempo em que recolocou o política fiscal no centro do balanço de riscos.

Para a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, a autoridade monetária não deixou sinalização clara sobre os próximos passos “dependendo da evolução dos indicadores daqui em diante”.

Segundo a especialista, o intervalo até a próxima reunião, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, aumenta a incerteza sobre o cenário.

A economista destacou ainda que fatores externos, como a evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, podem alterar as perspectivas para a inflação global e doméstica nos próximos meses.

“A mensagem principal é que temos um BC dependente dos dados para tomar a decisão que fará em agosto”, afirmou.

Na avaliação de Carlos Lopes, economista do Banco BV, embora a redução de 0,25 ponto tenha sido amplamente esperada, a decisão ocorreu mesmo diante de um ambiente considerado mais desafiador.

Lopes ressalta que o BC reconheceu no comunicado um cenário externo mais incerto, atividade econômica doméstica resiliente e expectativas inflacionárias ainda desancoradas.

Um dos pontos mais relevantes do documento, segundo a leitura de mercado, foi a extensão do horizonte relevante da política monetária.

Pela primeira vez, o BC antecipou projeções para o primeiro trimestre de 2028, indicando que, nas condições atuais, a inflação convergiria para a meta nesse período.

Segundo o economista do BV, essa mudança ajudou a justificar o corte de juros mesmo diante da piora do balanço de riscos. Além disso, o especialista observa que a autoridade monetária não sinalizou uma interrupção iminente do ciclo de flexibilização monetária.

“A próxima decisão está em aberto, mas o comunicado parece indicar uma preferência por continuar reduzindo a Selic”, afirmou.

Ainda assim, o economista pondera que a evolução dos dados até agosto pode levar a uma pausa no ciclo. O cenário do Banco BV prevê a manutenção da Selic em 14,25% até o fim do ano, embora a probabilidade de novos cortes tenha aumentado após a divulgação do comunicado.

Risco fiscal volta a pesar

Outro ponto importante, de acordo com a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, foi o retorno do risco fiscal ao balanço de riscos do BC.

Segundo a economista, o comunicado sinaliza preocupação com eventuais estímulos à demanda, especialmente ao consumo, que possam levar a atividade econômica a crescer acima do potencial e reduzir a eficácia da política monetária.

Na avaliação de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o corte confirma a estratégia de flexibilização gradual adotada pelo Copom e foi favorecido pelo alívio recente do cenário externo, especialmente pela queda dos preços do petróleo.

No entanto, Lima destaca que o espaço para novos cortes permanece limitado devido à inflação ainda acima da meta e às incertezas fiscais.

Já a Sicredi Asset avaliou como positiva a decisão do Comitê de retirar o conflito no Oriente Médio como condicionante explícito para a calibração da política monetária, concentrando a análise nos fatores domésticos.

Para a instituição, os detalhes sobre as trajetórias alternativas para os juros devem ser esclarecidos na ata e no Relatório de Política Monetária da próxima semana.

A gestora também considera que este pode ter sido o último corte de juros de 2026, com a Selic permanecendo em 14,25% até o fim do ano.

Fiscal deve dificultar flexibilização de juros, diz economista

18 June 2026 at 02:23

O BC (Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (17) um corte na taxa básica de juros de 0,25 ponto, para 14,25%, e reforçou em seu comunicado a preocupação com os impactos da política fiscal sobre a inflação e a condução da política monetária.

Para a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, o destaque dado ao impulso fiscal sinaliza que novos estímulos à economia podem dificultar a continuidade do ciclo de flexibilização dos juros.

Segundo a especialista, o BC buscou manter uma postura dependente dos dados econômicos, mas chamou atenção ao incluir no balanço de riscos um fator adicional relacionado ao aumento do consumo impulsionado por medidas fiscais.

Na avaliação de Benedito, esse movimento tende a pressionar a inflação de serviços, considerada uma das principais preocupações da autoridade monetária.

“O prolongamento de uma flexibilização monetária fica mais difícil quando há estímulos contínuos ao consumo das famílias”, afirmou em entrevista ao CNN Money.

Benedito também destacou que o Banco Central buscou explicitar de forma mais clara os canais pelos quais a política fiscal influencia a inflação, reforçando a necessidade de coordenação entre as políticas fiscal e monetária para garantir a convergência dos preços à meta.

Segundo a economista, a combinação entre estímulos contínuos ao consumo e a deterioração das expectativas de inflação, que acumulam 14 semanas consecutivas de revisão para cima, representa um desafio importante para a condução da política monetária.

Na avaliação de Benedito, o Banco Central adotou um tom relativamente moderado ao abordar as expectativas inflacionárias no comunicado, quando parte do mercado esperava uma sinalização mais firme.

Para ela, a principal mensagem é que a atual condução da política fiscal tende a dificultar não necessariamente um corte pontual de juros, mas a continuidade e a extensão do ciclo de flexibilização monetária nos próximos meses.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Selic a 14,25%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto?

17 June 2026 at 23:14

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic, referência dos juros básicos do país, em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, nesta quarta-feira (17).

A decisão marca o terceiro corte consecutivo após uma sequência de decisões em que a taxa vinha sendo mantida inalterada.

Veja a seguir quanto rende aplicar R$ 1 mil com o novo patamar da Selic:

O levantamento, feito por Michael Viriato, da Casa do Investidor, a pedido da CNN Money, indica que os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de bancos médios oferecem os maiores retornos, podendo chegar a 105% do CDI.

Nessa hipótese, a aplicação alcançaria R$ 1.056,97 em seis meses e R$ 1.352,92 em 30 meses.

Já na outra ponta, a poupança aparece como a alternativa menos atrativa em um ambiente de juros elevados. O valor investido subiria para R$ 1.039,09 em seis meses e atingiria R$ 1.211,32 em 30 meses.

Os cálculos já consideram rendimentos líquidos, isto é, com desconto do imposto de renda sobre os ganhos, exceção feita à poupança, que é isenta.

A simulação também leva em conta taxas de administração de 0,50% para fundos DI e de 0,2% para o Tesouro Selic, embora esses custos possam variar conforme a instituição ou corretora.

BC corta juros em 0,25 ponto pela 3ª vez e reduz Selic a 14,25%

17 June 2026 at 22:59

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (17), por unanimidade, cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14,25% ao ano.

Esta foi a terceira reunião seguida de cortes pela autoridade monetária, as três com reduções de 0,25 ponto. O atual ciclo de ajustes iniciou em março deste ano, quando a Selic passou de 15% para 14,75%.

O comunicado do BC não mostra comprometimento com os próximos passos, ressaltando que a “magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.”

“Na avaliação do Comitê, o grau de restrição acumulado pela política monetária permite diferentes trajetórias de taxas de juros compatíveis com a convergência da inflação para a meta”.

“Os modelos de projeção, utilizando essas trajetórias da taxa básica entre seus condicionantes, estão sujeitos a incertezas acima das usuais na conjuntura atual. Essas incertezas se somam ao cenário de choques de oferta, o que fundamenta a graduação, ao menos parcial, de seus efeitos sobre a dinâmica futura de preços”, complementou.

A decisão ficou em linha com as expectativas do mercado e ocorre em meio a um cenário de inflação ainda pressionada, incertezas fiscais domésticas e tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Segundo o comunicado, o contexto internacional permanece incerto devido à indefinição sobre os termos de um eventual acordo para cessar os conflitos no Oriente Médio e às consequências já observadas desses choques, que afetam as condições financeiras globais e os preços de ativos e commodities, exigindo maior cautela de países emergentes.

Esse cenário ganhou nova camada nesta semana, após os governos dos EUA e do Irã afirmarem um acordo prévio para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, canal fundamental para o abastecimento de petróleo no mundo.

Apesar de a novidade sinalizar alívio aos investidores globais, a falta de informações concretas sobre os termos e a viabilidade da prática ainda mantém uma dose de cautela no ar.

O comunicado também mostra que o BC vê mais riscos para alta da inflação do que para um movimento de queda.

Entre os fatores para alta, o Copom citou desancoragem das expectativas, resiliência da inflação, políticas econômicas domésticas e internacionais e estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo.

Por outro lado, os riscos de baixa da inflação estão em eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, desaceleração global mais pronunciada por conta dos choques do petróleo e redução nos preços das commodities.

Leia o comunicado na íntegra

​O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,7% no cenário de referência (Tabela 1).

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada; e (iv) estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos choques de comércio e do petróleo, e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. Os indicadores correntes de atividade econômica mostram recuperação em relação ao último trimestre de 2025, mantendo-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho.

Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções permanece mais elevada que o usual, em função da falta de clareza sobre a trajetória dos condicionantes dos modelos de projeção analisados.

O período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica. Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.

Na avaliação do Comitê, o grau de restrição acumulado pela política monetária permite diferentes trajetórias de taxas de juros compatíveis com a convergência da inflação para a meta. Os modelos de projeção, utilizando essas trajetórias da taxa básica entre seus condicionantes, estão sujeitos a incertezas acima das usuais na conjuntura atual. Essas incertezas se somam ao cenário de choques de oferta, o que fundamenta a graduação, ao menos parcial, de seus efeitos sobre a dinâmica futura de preços.

Nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência da inflação à meta, no atual horizonte relevante, implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta. Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.

O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% a.a.

No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, e Rodrigo Alves Teixeira.

EUA e Brasil definem juros à sombra de incertezas de paz no Oriente Médio

17 June 2026 at 08:05

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam nesta quarta-feira (17) suas decisões de política monetária em um momento de inflação desancorada e incertezas geopolíticas.

O cenário de indefinição ganhou nova camada nesta semana, após os governos dos EUA e do Irã afirmarem um acordo prévio para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, canal fundamental para o abastecimento de petróleo no mundo.

Apesar de a novidade sinalizar alívio aos investidores globais, a falta de informações concretas sobre os termos e a viabilidade da prática ainda mantém uma dose de cautela no ar, e a novidade não deve impactar nos resultados previstos para as decisões desta Superquarta.

A expectativa majoritária do mercado é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduza a taxa Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano.

Já para o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed (Federal Reserve), as apostas estão no congelamento da taxa entre 3,5% e 3,75%. Caso se confirme, será a quarta reunião seguida de taxas inalteradas.

Ao CNN Money, especialistas apontam que, mais importante do que as decisões, serão os comunicados das autoridades monetárias e os sinais sobre os próximos passos da política de juros.

Em ambos os países, a inflação segue acima do desejado e as incertezas geopolíticas e fiscais têm dificultado o processo de redução dos juros.

No Brasil, por exemplo, a principal questão é se o corte esperado marcará o fim do atual ciclo de afrouxamento monetário.

A avaliação de grandes instituições financeiras é de que o espaço para novas reduções está cada vez mais restrito.

Em relatório, a XP Investimentos avaliou que “o fluxo de dados e notícias econômicas desde a última reunião do Copom indica deterioração adicional no cenário de inflação” e disse que o Comitê deve adotar uma postura mais cautelosa.

Segundo a instituição, a combinação entre atividade econômica mais forte, estímulos fiscais, desvalorização cambial e expectativas de inflação mais elevadas aumentou os riscos para convergência da inflação à meta.

“Acreditamos que os dados e notícias econômicas recentes sugerem cautela adicional na condução da política monetária e podem convencer os membros do Copom a pausar o ciclo de flexibilização em breve”, destacou o relatório da XP.

A instituição projeta que a estimativa de inflação do Banco Central para o fim de 2027 suba de 3,5% para 3,6%, permanecendo acima da meta contínua de 3%.

Por sua vez, o Goldman Sachs também prevê um corte de 0,25 ponto, mas vê chances relevantes de manutenção da Selic. Para o banco, o cenário continua desafiador diante da inflação.

“Embora a taxa de juros real preliminar ainda esteja bastante elevada, a margem de manobra para cortes nas taxas é muito limitada”, afirmou o relatório, que atribui probabilidade de 40% à manutenção da Selic nesta superquarta.

Em entrevista ao CNN Money, Luiz Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, afirmou que o cenário externo ficou mais favorável a uma redução da taxa básica de juros após o alívio das tensões no Oriente Médio.

“Até a semana passada, o mercado estava muito nervoso e tinha tirado na curva de juros qualquer chance de corte nessa reunião. Com o advento desse acordo, o cenário se desanuviou, a pressão na curva de juros melhorou e aparentemente parece que o ambiente ficou mais propício para um corte de 0,25%”, avaliou.

Apesar disso, Leal ressaltou que a inflação corrente está acima do teto da meta e as expectativas de longo prazo desancoradas. Segundo o economista, programas de estímulo ao crédito e medidas voltadas ao aumento da demanda reduzem o espaço para cortes.

Fed segura juros

Já nos Estados Unidos o consenso é de que haja uma manutenção de juros por parte do Fed, que ainda enfrenta dificuldades para levar a inflação de volta à meta de 2%.

“Existe um amplo consenso de que o Fomc não deverá alterar as taxas de juros amanhã. Na verdade, a expectativa é que, se o cenário macroeconômico não for alterado de forma relevante, não deveremos ter mudanças nos Fed Funds (taxa efetiva dos fundos federais) por um bom tempo”, afirmou Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Em março, a maioria dos dirigentes do Fed projetava dois cortes de juros ao longo deste ano. Agora, investidores buscam entender se esse cenário permanece válido diante incertezas relacionadas a um acordo de paz no Oriente Médio, que podem mudar as perspectivas dos preços de energia.

“Dadas as incertezas atuais, será fundamental entender o que as autoridades estão pensando sobre a dinâmica futura da inflação e o balanço de riscos”, concluiu Igliori.

Em relação aos Estados Unidos, Leal destacou que a reunião do Federal Reserve desta semana terá duas características particularmente relevantes.

A primeira é que se trata de uma reunião de fim de trimestre, ocasião em que os membros do Fed divulgam suas projeções para PIB, inflação, desemprego e trajetória de juros.

Em março, a expectativa majoritária era de dois cortes de juros ao longo do ano, mas o novo cenário coloca em dúvida se haverá cortes ou até mesmo aumentos.

A segunda característica é que esta será a primeira reunião sob o comando de Kevin Walsh, e também a sua primeira entrevista coletiva após uma decisão.

“A gente vai ter que ver nessa entrevista pós-reunião qual será a postura do Kevin Walsh”, disse Leal, ressaltando que Walsh demonstrou, em sua sabatina, ideias distintas tanto sobre a comunicação do Fed quanto sobre os parâmetros de inflação adotados pela instituição.

O resultado esperado para os Estados Unidos, segundo o economista, é a manutenção dos juros no nível atual.

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

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Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Notícias relacionadas:

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

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A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17).

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

 

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

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Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

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Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

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A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17).

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,91% para 1,96%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

 

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20.

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