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Selic a 14,25%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto?

17 June 2026 at 23:14

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic, referência dos juros básicos do país, em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, nesta quarta-feira (17).

A decisão marca o terceiro corte consecutivo após uma sequência de decisões em que a taxa vinha sendo mantida inalterada.

Veja a seguir quanto rende aplicar R$ 1 mil com o novo patamar da Selic:

O levantamento, feito por Michael Viriato, da Casa do Investidor, a pedido da CNN Money, indica que os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de bancos médios oferecem os maiores retornos, podendo chegar a 105% do CDI.

Nessa hipótese, a aplicação alcançaria R$ 1.056,97 em seis meses e R$ 1.352,92 em 30 meses.

Já na outra ponta, a poupança aparece como a alternativa menos atrativa em um ambiente de juros elevados. O valor investido subiria para R$ 1.039,09 em seis meses e atingiria R$ 1.211,32 em 30 meses.

Os cálculos já consideram rendimentos líquidos, isto é, com desconto do imposto de renda sobre os ganhos, exceção feita à poupança, que é isenta.

A simulação também leva em conta taxas de administração de 0,50% para fundos DI e de 0,2% para o Tesouro Selic, embora esses custos possam variar conforme a instituição ou corretora.

Sabe a que apoios tem direito e quanto pode receber? Segurança Social tem novos simuladores

17 June 2026 at 21:46

Há dezenas de apoios da segurança social a que podemos ter direito e não sabemos. Ou até temos essa informação, mas não sabemos exatamente quanto vamos receber, por exemplo, se ficarmos de baixa, desempregados ou se nascer um filho. O Contas-poupança mostra-lhe um simulador muito útil.

Poupar com inteligência e “com sabor”

16 June 2026 at 10:00

Proteja o seu futuro em tempos de incerteza: Planear é poder!

ALIMENTAÇÃO: POUPAR COM INTELIGÊNCIA E “COM SABOR”

Comer bem não tem necessariamente de ser caro, sendo muitas vezes uma questão de organização.

Há estratégias que podem fazer diferença:

  • Experimente “dias sem carne”;
  • Prefira “frescos” de mercados locais ao invés de grandes superfícies;
  • Faça uma maior quantidade de refeições e congele;
  • Atenção à “despensa”: use em primeiro lugar os bens mais antigos;
  • Leve o almoço de casa e terá uma relevante fonte de poupança mensal.

Inspire-se:

Cozinhar pode tornar-se um momento de criatividade e partilha, não apenas uma obrigação!

CASA E CRÉDITO: GANHE MARGEM DE MANOBRA E PREVINA NOVA SUBIDA DE JUROS

Num cenário de juros elevados, cada ajuste conta.

  • Ações que podem aliviar o orçamento:
  • Fale com o seu banco: negociar é mais comum, e eficaz do que imagina;
  • Esteja atento a oportunidades de transferência de crédito;
  • Considere arrendar espaços não utilizados;
  • Reavalie todos os custos associados à casa, nomeadamente seguros, serviços e manutenção.

Lembre-se:

Pequenas reduções mensais acumulam centenas de euros ao longo do ano.

REDUZA AS DESPESAS “INVISÍVEIS”

Há despesas que quase não damos conta, mas que podem pesar no orçamento:

  • Subscrições de streaming ou outras, “esquecidas”;
  • Comissões bancárias evitáveis;
  • Compras impulsivas online;
  • Aplicações com renovações automáticas.

Desafio:

Faça uma “limpeza financeira” este mês. Poderá surpreender-se com o que encontrar.

NOVAS FORMAS DE POUPAR (e até de ganhar)!

Venda o que já não usa (roupa, móveis, tecnologia) e aproveite cartões com cashback e descontos efetivos.

Invista em si:

Na sua aprendizagem em pequenas competências, como por exemplo em reparações, cozinha ou organização.

Em literacia financeira: conhecimento também pode gerar poupança. Poupar também é cuidar de si!

Menos stress financeiro significa mais qualidade de vida: Dorme melhor, planeia melhor e vive com mais segurança.

Dica:

Crie um “Fundo de Emergência”, mesmo que aos poucos. É um dos maiores atos de autocuidado financeiro.

CONCLUSÃO: O FUTURO CONSTRÓI-SE NAS PEQUENAS DECISÕES

Não controlamos o que acontece no mundo, sejam crises, guerra, ou inflação/aumento de preços. Mas controlamos a forma como reagimos.

Poupar é mais do que uma necessidade em tempos difíceis.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, BlueSky, Instagram, Linkedin e Youtube!

Europa quer unir poupança e investimento mas a fragmentação continua a pesar, diz DBRS

15 June 2026 at 09:47

A nova União da Poupança e do Investimento (SIU) da União Europeia está a ganhar importância no panorama financeiro europeu, à medida que Bruxelas avança de uma estratégia genérica para medidas legislativas e regulamentares concretas. No entanto, a persistente fragmentação dos mercados financeiros continua a ser o principal obstáculo para que a iniciativa produza benefícios significativos no acesso ao crédito e no financiamento da economia. Quem o diz é a agência de rating canadiana Morningstar DBRS.

De acordo com uma análise da Morningstar DBRS, a SIU poderá fortalecer, a médio e longo prazo, os mercados de capitais europeus, beneficiando bancos, seguradoras, gestores de ativos e outros investidores institucionais. Mas, os impactos positivos deverão ser, para já, apenas marginais.

Entre os principais benefícios identificados está a criação de um quadro europeu de titularização mais eficiente, permitindo aos bancos melhorar a gestão dos seus balanços, libertar capital e aumentar a capacidade de concessão de crédito, desde que sejam preservadas as salvaguardas prudenciais. A agência considera ainda que uma supervisão mais integrada e a redução das barreiras entre os diferentes mercados nacionais poderão reforçar a resiliência e a competitividade do sistema financeiro europeu.

Apesar destes avanços, os especialistas alertam que diferenças nos regimes fiscais, jurídicos e de insolvência entre os Estados-membros continuam a limitar a verdadeira integração do mercado único de capitais.

“Apesar de um impulso político mais claro, a fragmentação continua a ser o principal obstáculo ao retorno de crédito da SIU”, afirma Marcos Alvarez, Diretor-Geral de Notações de Instituições Financeiras Globais da Morningstar DBRS. “Embora os mercados de capitais da UE estejam certamente mais coordenados do que há uma década, não alcançaram um estado de integração, e a agenda da SIU continua a avançar por múltiplas vias legislativas e políticas, em vez de se orientar para um único quadro de mercado integrado.”

A análise conclui que a implementação da SIU deverá traduzir-se numa melhoria gradual, e não numa transformação rápida, dos mercados financeiros europeus. O sucesso da iniciativa dependerá, em grande medida, da capacidade da União Europeia em ultrapassar a fragmentação estrutural e criar um ambiente mais uniforme para o investimento e o financiamento transfronteiriço.

A DBRS avança que, num contexto marcado pela crescente incerteza geopolítica e pela necessidade de mobilizar capital para áreas estratégicas como infraestruturas, defesa e inteligência artificial, a concretização da União da Poupança e do Investimento poderá desempenhar um papel decisivo no reforço da autonomia financeira e da competitividade da Europa.

Antes de gastar o reembolso do IRS, conheça as estratégias que podem ajudar a melhorar as suas finanças durante muitos anos

15 June 2026 at 08:55

Recebeu ou está prestes a receber o reembolso do IRS de 2026? Antes de gastar esse dinheiro, vale a pena parar alguns minutos para pensar na melhor forma de o utilizar. Mesmo que o valor seja mais baixo do que em anos anteriores, pode transformá-lo numa oportunidade para melhorar a sua situação financeira

Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio

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O saldo da aplicação na caderneta de poupança subiu em maio deste ano, com registro de mais depósitos do que saques. As entradas superaram as saídas em R$ 2,6 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 368,4 bilhões, contra saques de R$ 365,8 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,2 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

Notícias relacionadas:

Esta é a primeira vez, neste ano, que a poupança tem entrada líquida. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

Nos primeiros cinco meses deste ano, a caderneta já acumula R$ 39,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

Na última reunião, no mês de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, pela segunda vez, para 14,5% ao ano. Apesar das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio e das expectativas de inflação em alta, a autoridade monetária manteve o ciclo de redução da taxa básica, mas não deu pistas sobre a evolução dos juros.

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

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