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Unidade de AVC de Faro celebra 20 anos com autonomia reforçada e apoio ao Baixo Alentejo

A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Hospital de Faro, integrada na Unidade Local de Saúde do Algarve, assinalou 20 anos de atividade ininterrupta desde a sua abertura. No aniversário da Unidade de AVC o presente vai para a população do Baixo Alentejo com a assinatura de um protocolo entre as ULS das duas regiões que permite o tratamento diferenciado e especializado por trombectomia aos doentes daquela região alentejana.

O crescimento e especialização ao longo destas duas décadas permitiu não só garantir os melhores e mais diferenciados cuidados de saúde aos doentes com a AVC de todo o Algarve, como também alargar agora esse apoio especializado – no âmbito da trombectomia – aos doentes do Baixo Alentejo, com o protocolo assinado no dia 12 de junho entre os presidentes das ULS do Algarve e do Baixo Alentejo, Tiago Botelho e José Carlos Queimado, respetivamente.

Agradecendo a dedicação e o trabalho efetuado pelos profissionais e pelas equipas multidisciplinares que trabalham nesta área do tratamento, intervenção e reabilitação do AVC, o Presidente da ULS Algarve, Tiago Botelho, referiu que “a celebração deste protocolo de colaboração permite responder a uma maior área geográfica, apoiando aqui o Baixo Alentejo e, consequentemente, salvando mais vidas mais noutras origens, pois é para isso que existe o SNS”.

A sessão contou ainda com a presença da Diretora Clínica dos Cuidados de Saúde Hospitalares, Ana Paula Fidalgo, que destacou a enorme evolução, ao longo destas duas décadas, dos cuidados aos doentes com AVC na região, e de Paulo Martins, diretor regional do Algarve do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), um parceiro crucial na assistência pré-hospitalar no âmbito da Via Verde do AVC.

Mais do que uma efeméride, esta data assume especial relevância pelo facto de, duas décadas após a sua abertura, esta unidade ter vindo a evoluir sustentadamente na capacidade de resposta e assistência clínica aos doentes que sofrem AVC na região algarvia.

O percurso da unidade desde sempre caminhou lado a lado com a própria evolução da medicina moderna. Inicialmente, apenas com uma área dedicada ao internamento esta unidade passou, em 2007, a integrar a rede de Via Verde do AVC em Portugal.

Entretanto foi crescendo e ganhando diferenciação clínica na abordagem e tratamento desta patologia sendo que, desde 2023, iniciou a realização de trombectomia mecânica, um procedimento endovascular altamente especializado que evitou a deslocação destes doentes críticos para os hospitais da Urgência Metropolitana de Lisboa, destinados a este procedimento.

Com a introdução desta técnica em Faro, a região ganhou definitivamente a sua autonomia nesta resposta a situações clínicas mais críticas”, explicou Ana Verónica Varela, Diretora da Unidade de AVC, destacando “toda a evolução alcançada ao longo dos anos na Unidade de AVC de Faro, graças ao empenho e dedicação dos seus profissionais e das várias direções da ULS”.

Ao longo desta duas décadas, a qualidade foi sempre um desígnio da equipa multidisciplinar, facto que valeu à Unidade de AVC do Hospital de Faro várias distinções a nível europeu no âmbito dos Angels Awards, galardões atribuídos pela European Stroke Organisation (ESO) que reconhecem critérios de eficiência e de qualidade clínica de várias unidades semelhantes a nível internacional.

A prevenção começa nos mais novos

Conscientes da importância da prevenção dos fatores de risco de AVC, a equipa multidisciplinar decidiu expandir a sua atuação para fora das paredes do hospital, tornando-se uma das grandes dinamizadoras do projeto FAST Heroes nas escolas do Algarve. Trata-se de uma campanha educativa baseada em super-heróis onde os mais novos aprendem a detectar os três sinais clássicos de um AVC: a boca ao lado (Face), a falta de Força num braço e a dificuldade na Fala.

O objetivo estratégico é simples: capacitar as crianças para salvarem os seus próprios avós ou pais, ensinando-as a ligar imediatamente para o 112 em vez de esperarem que os sintomas passem. Paralelamente, a equipa realiza ainda ações de sensibilização e rastreios periódicos em diversos concelhos do Algarve.

Unidade de AVC de Faro passa a apoiar também o Baixo Alentejo nos seus 20 anos de funcionamento

17 June 2026 at 16:37

A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Hospital de Faro assinalou 20 anos de atividade ininterrupta, com a assinatura de um protocolo entre a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve e a ULS do Baixo Alentejo, que permite o tratamento diferenciado e especializado por trombectomia aos doentes daquela região alentejana..

«O crescimento e especialização ao longo destas duas décadas permitiu não só garantir os melhores e mais diferenciados cuidados de saúde aos doentes com a AVC de todo o Algarve, como também alargar agora esse apoio especializado – no âmbito da trombectomia – aos doentes do Baixo Alentejo, com o protocolo assinado no dia 12 de junho, entre os presidentes das ULS do Algarve e do Baixo Alentejo, Tiago Botelho e José Carlos Queimado, respetivamente», anunciou a ULS algarvia.

Agradecendo a dedicação e o trabalho efetuado pelos profissionais e pelas equipas multidisciplinares que trabalham nesta área do tratamento, intervenção e reabilitação do AVC, Tiago Botelho disse que «a celebração deste protocolo de colaboração permite responder a uma maior área geográfica, apoiando aqui o Baixo Alentejo e, consequentemente, salvando mais vidas mais noutras origens, pois é para isso que existe o SNS».

A sessão contou ainda com a presença da diretora clínica dos Cuidados de Saúde Hospitalares, Ana Paula Fidalgo, que destacou a enorme evolução, ao longo destas duas décadas, dos cuidados aos doentes com AVC na região, e de Paulo Martins, diretor regional do Algarve do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), um parceiro crucial na assistência pré-hospitalar no âmbito da Via Verde do AVC.

Sul Informação

«Mais do que uma efeméride, esta data assume especial relevância pelo facto de, duas décadas após a sua abertura, esta unidade ter vindo a evoluir sustentadamente na capacidade de resposta e assistência clínica aos doentes que sofrem AVC na região algarvia», acrescenta a ULS.

O percurso da unidade «desde sempre caminhou lado a lado com a própria evolução da medicina moderna».

Inicialmente, apenas com uma área dedicada ao internamento, esta unidade passou, em 2007, a integrar a rede de Via Verde do AVC em Portugal.

Entretanto, foi crescendo e ganhando diferenciação clínica na abordagem e tratamento desta patologia, sendo que, desde 2023, iniciou a realização de trombectomia mecânica, um procedimento endovascular altamente especializado que evitou a deslocação destes doentes críticos para os hospitais da Urgência Metropolitana de Lisboa, destinados a este procedimento.

«Com a introdução desta técnica em Faro, a região ganhou definitivamente a sua autonomia nesta resposta a situações clínicas mais críticas», explicou Ana Verónica Varela, diretora da Unidade de AVC, destacando toda a evolução alcançada ao longo dos anos na Unidade de AVC de Faro, «graças ao empenho e dedicação dos seus profissionais e das várias direções da ULS».

Ao longo desta duas décadas, a qualidade foi sempre um desígnio da equipa multidisciplinar, facto que valeu à Unidade de AVC do Hospital de Faro várias distinções a nível europeu no âmbito dos Angels Awards, galardões atribuídos pela European Stroke Organisation (ESO) que reconhecem critérios de eficiência e de qualidade clínica de várias unidades semelhantes a nível internacional.

A prevenção começa nos mais novos

Conscientes da importância da prevenção dos fatores de risco de AVC, a equipa multidisciplinar decidiu expandir a sua atuação para fora das paredes do hospital, tornando-se uma das grandes dinamizadoras do projeto FAST Heroes nas escolas do Algarve, como o Sul Informação deu conta nesta reportagem.

Trata-se de uma campanha educativa baseada em super-heróis onde os mais novos aprendem a detetar os três sinais clássicos de um AVC: a boca ao lado (Face), a falta de Força num braço e a dificuldade na Fala.

O objetivo estratégico é simples: capacitar as crianças para salvarem os seus próprios avós ou pais, ensinando-as a ligar imediatamente para o 112 em vez de esperarem que os sintomas passem.

Em paralelo, a equipa realiza ainda ações de sensibilização e rastreios periódicos em diversos concelhos do Algarve.

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Algarve vai ter projeto-piloto de diagnóstico e tratamento da apneia do sono

15 June 2026 at 17:31

A Unidade Local de Saúde do Algarve vai iniciar, dentro de três meses, um projeto-piloto de diagnóstico e tratamento da Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono nos cuidados de saúde primários, com duração de dois anos.

A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, desenvolveu «um modelo integrado e descentralizado de diagnóstico, tratamento e seguimento» daquela doença crónica, «com supervisão clínica hospitalar remota», lê-se em despacho publicado esta segunda-feira, 15 de Junho, em Diário da República, assinado pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.

A implementação deste modelo vai ser avaliada, «em contexto de projeto-piloto», nas unidades locais de saúde (ULS) do Algarve e do Estuário do Tejo, «com vista à sua eventual expansão progressiva a todas as Unidades Locais de Saúde do Serviço Nacional de Saúde».

A apneia do sono é uma «patologia crónica de elevada prevalência, estimada em mais de 15 % da população adulta portuguesa», com «impacto significativo» na morbilidade cardiovascular, no risco de acidentes rodoviários e laborais e na qualidade de vida dos cidadãos.

Segundo o despacho do Governo, há uma proporção «relevante» de casos por diagnosticar «em virtude das limitações de capacidade de resposta do modelo assistencial vigente».

«O modelo assistencial atual, de natureza predominantemente hospitalar, evidencia limitações na capacidade de resposta à crescente procura, traduzidas em tempos de espera prolongados para diagnóstico e início de tratamento, bem como numa utilização intensiva de recursos especializados e em custos acrescidos para o SNS», salienta o documento.

O modelo desenvolvido pretende «concretizar a descentralização de cuidados para o nível de proximidade e libertar capacidade hospitalar especializada», assentando na utilização de telessaúde e na «interoperabilidade dos sistemas de informação», promovendo a integração entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares das ULS, «através de uma abordagem coordenada e centrada no utente».

Os projetos-piloto têm início operacional no prazo de 90 dias a contar a partir desta terça-feira, 16 de Junho, tendo a duração de 24 meses.

Serão depois alvo de avaliação intercalar, com vista à «eventual expansão progressiva» a outras ULS.

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Mucosite: um efeito secundário frequente no tratamento do cancro que exige atenção e prevenção

1 June 2026 at 17:30

Os tratamentos utilizados no combate ao cancro, como a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia, sobretudo quando aplicados na região da cabeça e pescoço, podem provocar vários efeitos secundários. Um dos mais frequentes e debilitantes é a mucosite, uma inflamação da mucosa da boca e da garganta que pode afetar os lábios, as gengivas e outras estruturas da cavidade oral.

A mucosite é considerada um dos efeitos secundários com maior impacto na qualidade de vida das pessoas em tratamento oncológico.

Nem todos os medicamentos utilizados no tratamento do cancro provocam mucosite, mas trata-se de um sintoma relativamente comum, que exige vigilância, prevenção e intervenção precoce.

Geralmente, o doente apresenta irritação da mucosa e úlceras semelhantes a aftas, que podem causar dor intensa ao mastigar, engolir ou mesmo ao beber líquidos.

A dor e o desconforto dificultam a alimentação e a fala, afetando não só o bem-estar físico, como o emocional do doente.

Apesar de existirem tratamentos para a mucosite, a prevenção continua a ser uma das estratégias mais eficazes. Manter uma boa higiene oral é fundamental, com escovagem dos dentes após as refeições e antes de dormir, utilizando uma escova de cerdas macias e uma pasta de dentes adequada para dentes sensíveis.

O uso de elixires sem álcool para bochechar após as refeições ajuda a manter a boca limpa, enquanto a hidratação dos lábios e da mucosa oral é essencial. Evitar o tabaco é igualmente recomendado, pois o fumo agrava a irritação da mucosa e atrasa a cicatrização.

Quando a mucosite já está presente, a alimentação deve ser adaptada para reduzir o desconforto e garantir uma nutrição adequada. Alimentos cremosos e fáceis de mastigar e engolir, como sopas, purés, batidos, fruta cozida, gelatinas, arroz e massa bem cozidos, bem como carne e peixe desfiados ou triturados, são opções a considerar.

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Os alimentos devem ser ingeridos à temperatura ambiente, evitando temperaturas muito quentes ou muito frias, e as refeições devem ser fracionadas ao longo do dia, com pequenas quantidades ingeridas várias vezes. A ingestão de água, entre 1,5 e 2 litros por dia, é fundamental, podendo ser consumida em pequenos goles durante as refeições para facilitar a deglutição. Em alguns casos, e se o tratamento permitir, a aplicação de frio na mucosa, como gelo ou gelados, pode aliviar a dor.

Por outro lado, devem ser evitados alimentos secos ou ásperos, como torradas, tostas, frutos secos e bolachas, bem como alimentos salgados, ácidos, cítricos ou muito condimentados. Bebidas alcoólicas, gaseificadas e com cafeína, como café e chá preto, também podem agravar a irritação da mucosa e devem ser reduzidas ou evitadas.

Nos últimos anos, o uso de produtos naturais na prevenção e no tratamento da mucosite tem sido alvo de investigação científica. O mel tem demonstrado resultados promissores, com evidência de redução da dor e da gravidade das lesões. Outros produtos naturais, como camomila, própolis, cúrcuma e aloe vera, apresentam algumas evidências de eficácia, mas ainda necessitam de mais estudos antes de serem integrados de forma sistemática na prática clínica.

É fundamental que os doentes informem a sua equipa de saúde ao primeiro sinal de mucosite oral. Para além das medidas de higiene, alimentação e cuidados gerais, pode ser necessária medicação específica para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

A deteção precoce e o acompanhamento adequado permitem reduzir o impacto da mucosite, melhorar a qualidade de vida e garantir a continuidade dos tratamentos oncológicos com maior segurança e conforto.

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