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Ferrovial busca abrir antes de Navidad su terminal con tarifas libres en el JFK de Nueva York

10 June 2026 at 04:15
Trabajos de construcción de la Nueva Terminal 1 del aeropuerto neoyorquino JFK.

La Nueva Terminal 1 (NTO por sus siglas en inglés) del aeropuerto neoyorquino JFK, proyecto estrella en la rampa de lanzamiento de Ferrovial, afronta meses decisivos para iniciar sus operaciones el próximo otoño, previsiblemente a final de año. La concesionaria que lidera el grupo español ha perdido ya el verano por precisar un margen extra de tiempo frente a un primer plazo de apertura que estaba fijado en junio para la primera fase del proyecto. La nueva misión es no dejar pasar la próxima campaña de Navidad. En un entorno de fuerte incertidumbre para el sector aéreo, por la escalada del precio del queroseno derivada del conflicto en Oriente Próximo, hay una treintena de aerolíneas a la espera de la inauguración. La última en sumarse como cliente de la NTO fue Air Europa, el pasado 11 de mayo, con lo que se totalizan 21 acuerdos firmados y nueve cartas de intención.

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Diseño exterior de la Terminal 1 del aeropuerto JFK de Nueva York (EE UU).

Air France-KLM atenta à compra da Easyjet

7 June 2026 at 20:27
O fundo Castlelake anunciou, no final de maio que se encontrava nas fases iniciais de análise de uma oferta pela Easyjet, mas que ainda não tinha contactado o Conselho de Administração da empresa.

© David Arquimbau Sintes/EPA

Air France-KLM atenta à compra da Easyjet e não afasta parceria com fundo Castlelake

7 June 2026 at 19:05

O grupo Air France-KLM está atento a uma possível compra da Easyjet e disse que atenderia o telefone ao fundo norte-americano Castlelake, que necessita de um parceiro europeu para concretizar o interesse demonstrado no final de maio.

À margem da reunião anual da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), no Rio de Janeiro, o presidente executivo do grupo franco-neerlandês, Ben Smith, garantiu à Bloomberg que a Air France-KLM não está envolvida.

Questionado sobre se atenderia uma chamada da Castlelake para uma proposta sobre a Easyjet, Ben Smith garantiu que sim.

“Claro que sim, e acredito que todos os nossos concorrentes fizessem o mesmo”.

O fundo Castlelake anunciou, no final de maio que se encontrava nas fases iniciais de análise de uma oferta pela Easyjet, mas que ainda não tinha contactado o Conselho de Administração da empresa.

Sob a lei europeia, as companhias aéreas não podem ser maioritariamente detidas por capital norte-americano, pelo que a Castlelake necessitaria de um parceiro europeu para avançar com a operação.

Smith considerou que a Easyjet, com sede em Luton, Reino Unido, tem um portefólio de ‘slots’ “muito impressionante” e, na sua opinião, “não é surpreendente” que um grupo a quisesse adquirir.

Esta não seria a primeira vez que Air France-KLM e a Castlelake negoceiam juntas, já que a primeira está a comprar as participações da segunda para adquirir a maioria na escandinava SAS.

Segundo o italiano Corriere della Sera, que na quinta-feira citou duas pessoas ligadas ao processo, a Castlelake está a ponderar uma parceria com a empresa de logística MSC Mediterranean para uma proposta sobre a Easyjet.

No passado dia 01, a Easyjet garantiu que o Conselho de Administração não manteve conversações ou recebeu qualquer oferta de aquisição do fundo de investimento norte-americano e apelidou a proposta de “altamente oportunista”.

A ‘lowcost’ classificou uma eventual proposta como oportunista, uma vez que os preços das ações estão temporariamente em baixa devido à atual situação no Médio Oriente e ao seu impacto na confiança dos consumidores em relação aos preços dos combustíveis.

A EasyJet recordou, então, que a Castlelake tem até 26 de junho para apresentar uma oferta firme ou retirar-se, de acordo com as regras de aquisição do Reino Unido.

Air France, KLM e Transavia garantem operação completa este verão apesar de preocupações com combustível

6 June 2026 at 11:43

As companhias aéreas do Grupo Air France-KLM (Air France, KLM e Transavia) asseguram que vão conseguir transportar todos os seus clientes durante a época alta de verão, dissipando as dúvidas que surgiram nos últimos meses sobre a disponibilidade de combustível.

Apesar da atenção mediática gerada pela questão do abastecimento de jet fuel desde a primavera, as três companhias confirmam que dispõem de todas as condições para cumprir integralmente os seus programas de voos em julho e agosto.

“A Air France, a KLM e a Transavia vão transportar todos os seus clientes este verão. Estamos a monitorizar continuamente a disponibilidade de combustível nos destinos para os quais voamos e, como assinalaram os governos francês e neerlandês nas últimas semanas, todos os indicadores são positivos para a época alta de viagens em julho e agosto”, afirmou Benjamin Smith, CEO da Air France-KLM.

Segundo o grupo, as três companhias vão operar cerca de 2.200 voos diários para mais de 320 destinos em todo o mundo. As equipas estão totalmente mobilizadas para receber os passageiros, após um bom desempenho já registado nas férias de maio em França e nos Países Baixos.

Sem aumentos de preço para reservas já efetuadas

Outra mensagem tranquilizadora enviada aos clientes é que, independentemente da data de compra, não serão aplicados quaisquer ajustes tarifários nas reservas já confirmadas e pagas, mesmo que os custos com combustível venham a aumentar.

Com esta garantia, a Air France, KLM e Transavia pretendem que os viajantes possam reservar as suas férias de verão com total confiança, sem receio de custos adicionais inesperados.

A comunicação surge num momento em que muitos passageiros ainda se encontram a planear as suas viagens de verão, oferecendo maior previsibilidade num setor que tem enfrentado várias incertezas nos últimos meses.

TAP entre público e privado

5 June 2026 at 00:13

A reprivatização parcial da TAP acaba de entrar na reta final. O momento geopolítico conturbado poderia ter feito borregar as negociações, mas o ministro Pinto Luz mostrou mão firme. Quando tudo ardia no Médio Oriente e a inefável Comissão Europeia sugeria que os aviões ficassem em terra para a UE poupar combustível – num absurdo ataque de pânico –, o ministro manteve a rota e nem pestanejou quando a IAG, o candidato com maior liquidez, desistiu com o argumento de que só estaria interessado em ficar com a maioria do capital e não apenas com uma posição minoritária. Esteve bem o ministro: está naquele lugar para fazer e concretizar, não para arranjar justificações inconsequentes. TAP, novo aeroporto, travessias do Tejo, ferrovia e TGV, o bouquet de projetos que Pinto Luz lidera tem o perfume das oportunidades que enfeitiçam o dinheiro global. O crescimento da economia também acontece assim: antes de os projetos ganharem forma começam logo a produzir dinâmica e alguma riqueza – e dão protagonismo ao país.

Também é justo sublinhar que o momento da verdade está ainda para vir, será apenas no final de julho, quando a Lufthansa e a Air France/KLM entrarem na fase final das negociações. E, então, quem merece ganhar? Num negócio desta dimensão seria limitado olhar apenas para o encaixe financeiro, onde provavelmente as diferenças serão pouco significativas. É vital perceber: 1) como serão integradas as operações da TAP com o novo acionista e 2) como pode a companhia portuguesa ganhar escala e músculo em vez de ser diluída e depois deglutida uns anos mais à frente? Ora bem, de toda a informação que é pública, há uma que salta logo à vista. A Lufthansa é 100% privada desde 2022. Já a Air France/KLM pertence ao pantagruélico estado francês (27,98%) e holandês (9,13%), o que significa que a companhia tem, na verdade, controlo público – é estatal. O problema é, portanto, evidente: reprivatizar deve significar passar para operadores privados, caso contrário mais vale ficar nas mãos do Estado português.

Simplificando, um acionista público traz com ele um condimento perigoso: a sua primeira responsabilidade é com os seus cidadãos, não com os outros acionistas, não com os trabalhadores ou até clientes. Em última análise, o Estado responde perante quem vota nele – no caso, franceses e holandeses. Isto significa que os incentivos de gestão da Air France/KLM estão à partida enviesados. Se, um dia, a corda partir, ela partirá sempre para o lado da TAP. Vale a pena pensar e discutir o assunto.

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