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Recurso de Deolane Bezerra: entenda pedido negado por ministros do STJ

10 June 2026 at 11:41

A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta segunda-feira (90, por unanimidade, o pedido de liberdade da influenciadora Deolane Bezerra.

Presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), ela permanece em prisão preventiva em uma penitenciária no interior de São Paulo.

Argumentos da defesa

O advogado Aury Lopes Jr. solicitou a revogação da prisão ou a conversão para prisão domiciliar, fundamentando o pedido no fato de Deolane ser mãe de uma criança de 10 anos.

A defesa classificou a detenção como “midiática, excessiva e desnecessária”, argumentando que não há risco de fuga, uma vez que a influenciadora foi presa em casa e possui todo o patrimônio bloqueado.

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    Deolane é apontada pelas investigações como integrante do PCC • CNN Brasil/Reinaldo Macedo

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    Deolane é apontada pelas investigações como integrante do PCC • CNN Brasil/Reinaldo Macedo

Decisão do Tribunal

Os ministros acompanharam o voto do relator, Ribeiro Dantas, entendendo que a decisão de origem estava devidamente fundamentada.

O Ministério Público Federal sustentou a manutenção da custódia citando precedentes sobre a gravidade do elo com organizações criminosas.

O STJ recomendou celeridade ao Tribunal de Justiça de São Paulo para o prosseguimento do caso.

Liberdade de Deolane: defesa sustentou que ela é mãe e prisão é “midiática”

9 June 2026 at 22:05

O advogado de defesa de Deolane Bezerra, Aury Lopes Jr., durante julgamento do pedido de liberdade da influenciadora, sustentou que ela é mãe de uma criança de 10 anos e que a prisão é “midiática”. 

Na tarde desta quinta-feira (9), a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus, “com recomendação ao Tribunal de Justiça de São Paulo de celeridade”. No tempo de sustentação da defesa, o advogado que representa Deolane defendeu que a prisão preventiva é, neste caso, “excessiva, desnecessária e midiática”. 

Aury Lopes Jr., um dos mais renomados advogados criminalistas do país, sustentou que a prisão preventiva foi banalizada e que Deolane foi presa como “um personagem e um troféu midiático”. Aury ressaltou que ela é advogada, empresária, mãe, que não cometeu crime com violência e grave ameaça, e citou precedentes do próprio STJ.

No habeas corpus, impetrado no Tribunal de Justiça paulista, a defesa pediu a revogação da preventiva e a conversão para prisão domiciliar, “já que Deolane é mãe de uma filha de 10 anos que depende exclusivamente dela”, como ressaltou Aury nesta terça, ainda citando grande trauma para a criança.

Segundo o advogado, em um período entre 2022 e 2024 enquanto a influenciadora já era investigada por lavagem de dinheiro, ela nunca foi chamada para prestar informações. Aury defende que ela poderia ter sido intimada e poderia ter dado explicações sobre determinados depósitos aos investigadores, mas isso nunca ocorreu.

“Parece que efetivamente não se buscava apurar a verdade dos fatos. Ficou quatro anos investigando para depois se ter uma prisão midiática e desnecessária“, disse o advogado.

Por fim, a defesa enfatizou que todo patrimônio de Deolane está bloqueado, a prova para a investigação de lavagem de dinheiro é rastreável e que não há risco de fuga, sendo que ela foi presa em casa após voltar de viagem internacional, em Roma, com a filha.

Pedido negado

O procurador-geral da República Augusto Aras, representando o Ministério Público Federal e sustentando a manutenção da prisão, citou precedentes da Quinta e Sexta Turmas justificando a prisão preventiva de uma mãe e de uma pessoa relacionada a integrante de organização criminosa. 

Quinta Turma do STJ é formada pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. Todos, a partir do voto do relator Ribeiro Dantas, votaram a favor da manutenção da prisão preventiva de Deolane

“Meu entendimento está em consonância com a jurisprudência dessa Corte, firmada no sentido de não ser cabível a impetração de habeas corpus contra decisão que indefere a liminar na origem, especialmente ratificando todos os arguimentos do ministro relator, entendendo que não é caso de decisão teratológica ou desprovida de qualquer fundamentação“, afirmou a ministra Maria Marluce.

Deolane seria ligada ao PCC desde 2022, diz MP

O promotor do Gaeco de Presidente Prudente, Lincoln Gakiya, disse em entrevista à CNN Brasil, que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra faz parte da arquitetura financeira do PCC (Primeiro Comando da Capital) desde 2022.

Gakiya é responsável pela investigação que prendeu Deolane sob suspeita de participar de um esquema milionário de lavagem de dinheiro da facção. 

“Pelo menos desde 2022. Mas ela tem uma proximidade, amizade pessoal e íntima com a família do Marcola e irmão. De frequentar a casa, festas, presença dela em aniversários, viagens com a familia do Alejandro. também tinha proximidade com o Weverton (apontado como controlador financeiro das contas da família Camacho)”, disse o promotor.

Além de Deolane, a Operação Vérnix, realizada nesta quinta pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, também conhecido como Marcola, principal liderança do PCC. Marcola já está preso há anos em penitenciária federal em Brasília, mas recebeu um mandado de prisão mesmo assim.

Segundo o promotor, Deolane mantinha proximidade pessoal e íntima com a família de Marcola e de Alejandro Camacho (irmão de Marcola), frequentando a casa e festas de familiares dos líderes da facção.

No último dia 29 de maio, cerca de uma semana após a prisão, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane, Marcola e outros cinco investigados por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais. O Ministério Público de São Paulo ainda não apresentou denúncia contra os suspeitos. 

STJ nega habeas corpus para influenciadora Deolane Bezerra

9 June 2026 at 21:30

Logo Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (9) um pedido de liberdade da defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa no dia 21 de maio em operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista.

A ação das autoridades, chamada de Operação Vérnix, investiga um esquema de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Notícias relacionadas:

A defesa da influenciadora entrou com um pedido de habeas corpus que pretendia converter sua prisão preventiva em domiciliar, pelo fato de ser mãe e única responsável por uma criança de 9 anos. O recurso foi julgado pela Quinta Turma do STJ, que rejeitou por unanimidade a tese dos advogados de defesa e reiterou os argumentos para a prisão da influenciadora.

“Consta exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração, indicando seu intenso envolvimento com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro descoberto pelos órgãos de persecução penal”.

No dia 21 de maio, Deolane foi detida em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos na região metropolitana de São Paulo.

Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora foi indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Na época, ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

STJ nega habeas corpus para influenciadora Deolane Bezerra

9 June 2026 at 21:30

Logo Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (9) um pedido de liberdade da defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa no dia 21 de maio em operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista.

A ação das autoridades, chamada de Operação Vérnix, investiga um esquema de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A defesa da influenciadora entrou com um pedido de habeas corpus que pretendia converter sua prisão preventiva em domiciliar, pelo fato de ser mãe e única responsável por uma criança de 9 anos. O recurso foi julgado pela Quinta Turma do STJ, que rejeitou por unanimidade a tese dos advogados de defesa e reiterou os argumentos para a prisão da influenciadora.

“Consta exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração, indicando seu intenso envolvimento com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro descoberto pelos órgãos de persecução penal”.

No dia 21 de maio, Deolane foi detida em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos na região metropolitana de São Paulo.

Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora foi indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Na época, ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

STJ nega por unanimidade pedido de liberdade de Deolane Bezerra

9 June 2026 at 19:30

A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade da defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ministra Maria Marluce Caldas declarou, ao final do julgamento na tarde desta terça-feira (9), que a Corte negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus, “com recomendação ao Tribunal de Justiça de São Paulo de celeridade”. Deolane está presa preventivamente desde o último dia 21 de maio em uma penitenciária no interior de São Paulo.

O advogado Aury Lopes Jr., que representa Deolane, defendeu que a prisão preventiva é, neste caso, “excessiva, desnecessária e midiática”, causando ainda grande trauma para a filha de 10 anos da influenciadora. 

A defesa sustentou que a prisão preventiva foi banalizada e que Deolane foi presa como “um personagem e um troféu midiático”. Aury ressaltou que ela é advogada, empresária, mãe, que não cometeu crime com violência e grave ameaça, e citou precedentes do próprio STJ.

Segundo o advogado, em um período entre 2022 e 2024 enquanto a influenciadora já era investigada por lavagem de dinheiro, ela nunca foi chamada para prestar informações. Aury defende que ela poderia ter sido intimada e poderia ter dado explicações sobre determinados depósitos aos investigadores, mas isso nunca ocorreu.

“Parece que efetivamente não se buscava apurar a verdade dos fatos. Ficou quatro anos investigando para depois se ter uma prisão midiática e desnecessária“, disse o advogado.

Por fim, a defesa enfatizou que todo patrimônio de Deolane está bloqueado, a prova para a investigação de lavagem de dinheiro é rastreável e que não há risco de fuga, sendo que ela foi presa em casa após voltar de viagem internacional, em Roma, com a filha.

Por outro, o procurador-geral da República Augusto Aras, representando o Ministério Público Federal e sustentando a manutenção da prisão, citou precedentes da Quinta e Sexta Turmas justificando a prisão preventiva de uma mãe e de uma pessoa relacionada a integrante de organização criminosa. 

A Quinta Turma do STJ é formada pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. Todos, a partir do voto do relator Ribeiro Dantas, votaram a favor da manutenção da prisão preventiva de Deolane. 

“Meu entendimento está em consonância com a jurisprudência dessa Corte, firmada no sentido de não ser cabível a impetração de habeas corpus contra decisão que indefere a liminar na origem, especialmente ratificando todos os arguimentos do ministro relator, entendendo que não é caso de decisão teratológica ou desprovida de qualquer fundamentação“, afirmou a ministra Maria Marluce.

Suspeita de elo com PCC

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais.

A investigação aponta que ela utilizava, ao menos desde 2022, sua “aparente respeitabilidade social” e projeção pública para conferir uma camada de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas da facção. Os advogados da influenciadora negam as suspeitas.

Dias após a prisão, a defesa de Deolane acionou o STJ pedindo a revogação da ordem. A Presidência do STJ rejeitou o pedido alegando que um recurso similar foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda precisaria ser analisado pela primeira instância.

A defesa da influenciadora recorreu da decisão e insistiu em uma nova análise do pedido de revogação da prisão preventiva.

Em nota, a defesa de Deolane lamentou o resultado e reforçou que a “manutenção da prisão é ilegal e desnecessária”. Leia na íntegra:

“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelo advogado Aury Lopes Jr. lamenta o resultado do julgamento de hoje, uma vez que a manutenção da sua prisão é ilegal e desnecessária, pois Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo. A decisão do STJ se baseou apenas em aspectos formais da tramitação, sem qualquer análise de mérito. Acrescenta a defesa que continuará lutando pela liberdade de sua cliente, agora perante o Tribunal de Justiça de São Paulo”. 

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