Reading view

Vídeos mostram mega-assalto a bancos no Paraguai

Vídeos aos quais a CNN Brasil teve acesso mostram o mega-assalto a bancos no Paraguai realizado nesta terça-feira (16). Veja acima.

As imagens mostram os criminosos atirando nas portas de vidro de duas agências para entrar nos locais. Também é possível ver dois indivíduos vasculhando um dos bancos. Um deles segura o que parece ser um explosivo.

Outro vídeo mostra os assaltantes correndo e a câmera de segurança sendo derrubada após o que seria uma explosão.

Um grupo de cerca de 20 criminosos conseguiu fugir após a ação. As autoridades não divulgaram o valor que foi roubado das agências.

Até a última atualização da reportagem, ninguém havia sido preso. Também não foram registrados feridos.

Veja fotos do mega-asssalto no Paraguai:

  • 1 de 10

    Agência do Banco Familiar após mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Ministério do Interior do Paraguai

  • 2 de 10

    Agência do Banco GNB após mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Ministério do Interior do Paraguai

  • 3 de 10

    Destruição causada a agência do banco GNB após mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 4 de 10

    Destruição causada a agência do banco GNB após mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 5 de 10

    Criminosos usaram explosivos em mega-assalto a bancos em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 6 de 10

    Agência do Banco Ueno após mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Ministério do Interior do Paraguai

  • 7 de 10

    Criminosos atiram contra agência bancária durante mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 8 de 10

    Crimonosos fortemente armados em mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 9 de 10

    Criminosos vasculham agência bancária durante mega-assalto em Santa Rita, no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  • 10 de 10

    Criminosos entram em agência bancária durante mega-assalto no Paraguai • Polícia Nacional do Paraguai

  •  

Fotos mostram destruição após mega-assalto a bancos no Paraguai

A polícia do Paraguai está atrás de um grupo de cerca de 20 criminosos que seria responsável por um mega-assalto a bancos nesta terça-feira (16).

Fotos divulgadas pelas autoridades mostram a destruição causada por explosivos utilizados nas agências bancárias. Veja na galeria destacada acima.

Houve troca de tiros entre policiais e parte dos criminosos. Um dos agentes foi rendido pelo grupo, mas liberado posteriormente. Ele teve duas armas roubadas.

César Silguero, comandante da Polícia Nacional paraguaia, afirmou à CNN Brasil que as autoridades investigam possível participação do PCC ou do Comando Vermelho na ação.

Não há informações sobre o valor que os criminosos roubaram de duas agências. Houve tentativa de invasão a um terceiro banco, e um explosivo não detonado foi encontrado em uma casa de câmbio.

Até o momento, alguns indivíduos que participaram do crime foram identificados, mas não foram feitas prisões. Ninguém ficou ferido nos ataques.

  •  

Morte em salto de rope jump em SP: entenda diferença de negligência e dolo

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) em Limeira (SP). A jovem faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança.

O inquérito policial tipifica o caso como homicídio com dolo eventual, o que gera discussões jurídicas sobre a distinção entre a falha técnica (negligência) e a assunção do risco de matar.

Negligência ou dolo eventual?

No direito penal, a negligência ocorre quando há uma omissão ou falta de cuidado por parte do agente que não prevê um resultado que era previsível.

Já o dolo eventual caracteriza-se quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco de que ele ocorra, demonstrando indiferença.

A decisão judicial destaca que, por se tratar de uma atividade de elevado risco, a ausência da dupla checagem e o arremesso da vítima sem qualquer equipamento essencial configuram uma conduta que vai além do mero erro.

Segundo os autos, o local possui histórico de acidentes graves, o que reforça a previsibilidade do dano.

A visão das especialistas

Para a advogada criminalista Ana Krasovic, a irregularidade administrativa da empresa Entre Cordas, que não possuía CNPJ nem autorização municipal, é um agravante na análise do caso.

“A situação irregular de uma empresa não gera automaticamente responsabilidade criminal, mas pode influenciar significativamente a análise de culpa ou dolo a depender do caso concreto”, explica a especialista.

Beatriz Alaia Colin, especialista em Processo Penal, alerta que a responsabilização pode se estender à cadeia de comando da empresa.

“A responsabilidade jurídica pode alcançar não apenas quem executou o salto, mas também quem exercia poder de gestão e decisão sobre a atividade”, afirma.

Colin ressalta que a investigação deve focar se os responsáveis “criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar o acidente”.

Falhas nos protocolos de segurança

Os depoimentos colhidos apontam que os operadores não conseguiram explicar a omissão da corda, alegando lapsos de memória.

Testemunhas relataram que o procedimento de segurança — que exigiria fixação no peitoral e verificação verbal em voz alta — foi ignorado no salto de Maria Eduarda.

Além disso, a tentativa de alguns envolvidos em deixar o local após o acidente foi citada como um fator que demonstra o “desprezo pelas consequências do fato”, conforme análise técnica de Colin.

Obstruções e ocultações

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

De acordo com o depoimento de uma testemunha, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

  •  

Morte em rope jump em SP: especialistas explicam obstrução e ocultação

A Polícia Civil de Limeira (SP) investiga indícios de ocultação de provas no inquérito que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13).

Uma testemunha presencial relatou às autoridades ter visto um funcionário da empresa Entre Cordas retirar uma câmera GoPro que estava acoplada ao corpo da jovem logo após a queda de aproximadamente 40 metros na Ponte do Esqueleto.

O equipamento, que capturava as imagens do salto, não foi localizado pela polícia.

Relato de testemunha e sumiço de provas

De acordo com o depoimento da testemunha, que era um cliente que aguardava para saltar, o dispositivo foi removido antes da chegada do socorro. Os investigadores consideram o desaparecimento da câmera um fator crítico, pois o vídeo poderia detalhar as falhas nos protocolos de segurança.

Além do sumiço do equipamento, o boletim de ocorrência registra que instrutores tentaram deixar o local e trocaram de roupa após o acidente, permanecendo em silêncio quando questionados sobre a motivação da troca.

Análise jurídica: fraude e obstrução

A prática de remover a câmera do local do acidente possui implicações criminais diretas.

Segundo a advogada criminalista Ana Krasovic, a retirada do objeto “poderia se encaixar no crime de fraude processual, que seria a alteração da realidade física para enganar a atividade jurisdicional ou pericial”.

Por outro lado, a exclusão imediata do perfil no Instagram e do grupo de WhatsApp da empresa, embora tenha gerado críticas de clientes e familiares, possui interpretação jurídica distinta.

“Não pode ser interpretada como conduta criminosa, nem justificar qualquer responsabilização em qualquer seara do direito”, explica Krasovic sobre essa ação específica.

Para Beatriz Alaia Colin, especialista em Direito Penal, a investigação deve focar em verificar se os responsáveis criaram, fiscalizaram e exigiram o cumprimento de protocolos de segurança capazes de evitar acidentes.

“Nesses casos, a Justiça costuma se apoiar em perícias, protocolos amplamente aceitos pela comunidade técnica, cursos de especialização, experiência prática e normas gerais de segurança aplicáveis a atividades de risco”, afirma.

Testemunha filmou e tentou ajudar

Uma enfermeira que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), prestou depoimento à Polícia Civil detalhando o ocorrido no último sábado. Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada.

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e realizou manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

O registro do acidente e o socorro

A mulher relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. No depoimento, a enfermeira explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento.

Ela só notou a gravidade da situação quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto. O vídeo, entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre.

Ao constatar o acidente, ela identificou-se como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída.

“Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas entrou em óbito por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

  •  

Veja depoimento de enfermeira que filmou morte em salto de rope jump em SP

Uma enfermeira identificada que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), prestou depoimento à Polícia Civil detalhando o ocorrido no último sábado (13).

Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada da estrutura sem a corda de segurança acoplada ao corpo.

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e realizou manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

O registro do acidente e o socorro

A mulher relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. No depoimento, a enfermeira explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento.

Ela só notou a gravidade da situação quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto. O vídeo, entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre.

Ao constatar o acidente, a testemunha identificou-se como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída.

“Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas entrou em óbito por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

Alto faturamento

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda, o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos. Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data seria de no mínimo R$ 15 mil.

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

  •  

Morte em salto sem corda em SP: grupo iria faturar mais de R$ 15 mil no dia

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos.

Com taxas fixas de R$ 180 por salto e cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a arrecadação bruta estimada para a data seria de no mínimo R$ 15 mil.

Operação comercial sem regulamentação

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte.

Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

O que dizem envolvidos

Em depoimento, o instrutor Luis Felipe, um dos presos no caso, classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano.

Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que exime a necessidade de autorizações formais, dependendo apenas da experiência dos instrutores.

Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e que não consegue compreender o que houve no momento do acidente.

“É algo que a gente está sem entender até agora”, disse à autoridade policial.

Maicon Fernandes, também responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado tem capacidade para suportar mais de duas toneladas.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Ao ser questionado sobre a ausência da corda, Maicon declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. O instrutor não soube precisar se a responsabilidade final da checagem naquele salto específico era sua ou de Felipe.

Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”, declarou que sua função era apenas equipar os clientes e ajudar no impulso inicial.

Ele afirmou que o procedimento de colocação da corda é padrão para todas as modalidades e que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

  •  

Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos

Três instrutores foram presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13), na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves apresentaram suas versões à Polícia Civil de São Paulo, e foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, após a vítima ser arremessada da estrutura sem a corda de segurança.

Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva dos três em audiência de custódia.

“Foi uma fatalidade”, afirma instrutor

Em depoimento, Luis Felipe classificou o ocorrido como uma “fatalidade” e afirmou que a equipe atua na área há cerca de um ano.

Segundo ele, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, o que exime a necessidade de autorizações formais, dependendo apenas da experiência dos instrutores.

Felipe relatou que todos os saltos anteriores do dia passaram por fiscalização e que não consegue compreender o que houve no momento do acidente. “É algo que a gente está sem entender até agora”, disse à autoridade policial.

Lapsos na verificação de segurança

Maicon Fernandes, também responsável pela operação técnica, afirmou que o equipamento utilizado tem capacidade para suportar mais de duas toneladas.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

Ao ser questionado sobre a ausência da corda, Maicon declarou não entender como não percebeu a falha antes do arremesso. O instrutor não soube precisar se a responsabilidade final da checagem naquele salto específico era sua ou de Felipe.

Vitor de Freitas, que auxiliou no lançamento da vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”, declarou que sua função era apenas equipar os clientes e ajudar no impulso inicial.

Ele afirmou que o procedimento de colocação da corda é padrão para todas as modalidades e que a equipe nunca havia registrado acidentes anteriormente.

A dinâmica do acidente

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores.

Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública.

O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP

  •  

Morte em rope jump: polícia busca por câmera que estava com mulher

A polícia investiga o paradeiro de uma câmera do modelo GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento em que ela foi arremessada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante um salto de rope jump. A jovem morreu após cair de uma altura estimada entre 30 e 40 metros sem estar presa às cordas de segurança.

Durante a audiência de custódia realizada no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que Maria Eduarda segurava a câmera no momento em que foi arremessada da ponte.

O equipamento, no entanto, desapareceu após o acidente, e os investigadores acreditam que as imagens registradas por ele podem ser fundamentais para esclarecer o que ocorreu durante o salto.

Testemunha relata retirada da câmera do corpo da vítima

Uma testemunha presente no local afirmou ter visto funcionários da empresa responsável pelo salto retirando a câmera do corpo de Maria Eduarda. O evento atraía um número considerável de pessoas, e já existem vídeos obtidos por terceiros que mostram o momento em que a jovem é arremessada da ponte.

Segundo esses registros, o procedimento de segurança exigido — que incluía a colocação de uma corda no peitoral da vítima e dupla checagem pelos operadores — não foi realizado.

Prisão preventiva dos três funcionários é mantida

Três funcionários da empresa foram presos em flagrante após o ocorrido. Durante a audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg constatou que a prisão em flagrante está em  ordem e converteu o flagrante em prisão preventiva.

Conforme revelado em interrogatórios, o procedimento padrão para o salto exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da praticante antes do arremesso, seguida de dupla checagem dos operadores — etapas que não foram cumpridas no caso de Maria Eduarda.

Instrutor classifica morte como “fatalidade”

A CNN teve acesso aos vídeos dos depoimentos dos presos. Em um dos relatos, um dos instrutores afirmou não se recordar se a responsabilidade pela colocação da corda era dele ou de outro colega.

“Cara, eu acho que foi realmente uma fatalidade que aconteceu. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse”, disse o instrutor durante o depoimento.

As investigações prosseguem e, com a localização da câmera GoPro, os investigadores esperam que as imagens gravadas pelo equipamento ampliem a compreensão sobre o que foi negligenciado durante o salto.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
  •  

União já havia pedido bloqueio de ponte antes de morte de jovem em salto em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado (13/06) na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), após ser lançada sem cordas de uma altura de cerca de 40 metros (equivalente a um prédio de 12 andares) em um salto de rope jump.

Segundo a SPU, em 2024, quando ocorreu um outro acidente fatal no local envolvendo uma ciclista, foi solicitado às prefeituras que bloqueassem o acesso à ponte. “Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Limeira”, diz nota do órgão.

A prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão. Segundo a nota, desde 2025 a administração municipal cobrava providências dos órgãos federais responsáveis pela ponte. “A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal.”

Segundo a SSP de São Paulo, a morte aconteceu durante atividade de rope jump promovida por empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. Após a morte, a Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual.

O advogado Arthur Rollo afirmou que a responsabilidade é solidária entre União e prefeitura. “A União deveria ter zelado por aquela área e impedido o acesso, e a prefeitura de Limeira já sabe que aquela área é utilizada para atividades de aventura e deveria ter fiscalizado isso.”

The post União já havia pedido bloqueio de ponte antes de morte de jovem em salto em Limeira appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

“Ao ser arremessada, vítima segurava uma câmera que sumiu”, diz MP

Durante a audiência de custódia realizada, no último domingo (14), o representante do MPSP (Ministério Público de São Paulo), Enrico Paisani, afirmou que a vítima que morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP), na manhã de sábado (13), segurava uma câmera do modelo GoPro, que desapareceu.

O juiz do caso, Paulo Henrique Stahlberg, constatou que a prisão em flagrante dos três homens responsáveis pelo caso, está formal e materialmente em ordem, e portanto não é o caso de relaxamento da prisão dos indivíduos. Além disso, determinou a conversão do flagrante em prisão preventiva.

“No caso concreto, os indícios apontam que os autuados não adotaram as cautelas mínimas e indispensáveis para a realização de uma atividade intrinsecamente perigosa que envolvia arremessar pessoas de uma altura de mais de 30 metros”, afirmou Stahlberg.

 

Segundo o juiz, o procedimento padrão para o salto, conforme revelado nos interrogatórios, exigia a colocação de uma corda de segurança no peitoral da vítima antes do arremesso, seguida de dupla checagem pelos operadores. No entanto, a filmagem testemunhal demonstrou, de forma cristalina, que a vítima foi arremessada sem qualquer corda de proteção, caindo em queda livre.

“Os indiciados Luiz Felipe e Maicon, reconhecidos como os responsáveis diretos pela colocação da corda naquele salto, não conseguiram explicar a omissão.”, concluiu o juiz.

Paulo Henrique Stahlberg reconheceu que o crime se encaixa como homicídio doloso na modalidade dolo eventual, e reforçou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade concreta do crime e do modo de execução que revela o risco à ordem pública e à aplicação da lei penal em caso de soltura dos agentes.

Segundo à decisão, os fundamentos concretos para a manutenção da prisão cautelar, revelada pelo risco concreto à ordem pública e à garantia da aplicação da lei penal, são evidenciados por circunstâncias que tornam o delito particularmente irrepreensível, sendo elas:

  • A morte da vítima jovem de 21 anos em circunstâncias absolutamente evitáveis.
  • A grosseira negligência na execução da atividade comercial de alto risco caracterizada pela omissão deliberada de equipamentos de segurança indispensável.
  • A premeditação implícita na organização da atividade sem observância de protocolos de gerenciamento de risco, revelando a aceitação consciente do risco-morte.
  • O aproveitamento da vulnerabilidade da vítima que confiava na competência e responsabilidade dos organizadores.
  • A tentativa de fuga e alteração de vestimentas após o evento, demonstrando consciência da ilicitude e intenção de alguma forma obstruir a investigação.
  • A natureza comercial da conduta que agrava a responsabilidade.

“O crime imputado é doloso e punido em abstrato com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos, o que conduz então ao preenchimento da condição de admissibilidade da prisão preventiva, previsto no artigo 303, inciso 1 do Código de Processo Penal”, concluiu.

O juiz afirmou ainda que a o fato dos autuados serem pessoas sem antecedentes criminais formais e terem ocupação lícita em residência fixa, argumentos levantados pela defesa, não se revelam suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva.

Relembre o caso

A vítima foi arremessada da ponte por três indivíduos, sem a devida verificação ou utilização de equipamento essencial de segurança. Diversas pessoas acompanhavam o esporte radical.

A empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de cerca de 40 metros. 

Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos fugiram em direção a uma área de vegetação.

Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.

A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, o qual efetivamente ocorreu. As autoridades apontaram que além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.

Por isso, os três foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de cometer o crime.  

 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

  •  
❌