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Análise: Trump e líderes do G7 se reúnem em meio à diferenças geopolíticas

Durante semanas, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e seus assessores têm aguardado com cautela a cúpula do G7 desta semana na França.

Supervisionando uma guerra no Oriente Médio presa em um limbo perigoso entre o cessar-fogo e o conflito declarado, Trump arriscou chegar a cidade de Évian-les-Bains sem um acordo e sob o escrutínio de algumas das pessoas mais poderosas do mundo.

Em vez disso, Trump chegou nesta segunda-feira (15) ansioso para anunciar o acordo que divulgou no fim de semana, o qual parece encerrar as hostilidades com o Irã por enquanto e, segundo o presidente, reabrir o Estreito de Ormuz.

Fontes afirmam que Trump queria entrar na cúpula das principais nações industrializadas em uma posição de força e com um acordo em mãos.

E após meses de conflito e negociações que geraram imenso ceticismo entre os líderes do G7, ele finalmente conseguirá isso — embora ainda existam dúvidas significativas sobre os detalhes do acordo e até que ponto cada lado o cumprirá.

A guerra com o Irã já era esperada para dominar as discussões desta semana entre os líderes, cada um deles forçado a lidar com o aumento dos preços da energia em decorrência do prolongado fechamento do estreito.

Nos últimos meses, Trump criticou duramente quase todos eles por sua relutância em ajudar a patrulhar a importante via navegável, criando um contexto constrangedor para o encontro desta semana.

Antes da cúpula, representantes de quatro dos países do G7 afirmaram que a forma de avançar no Oriente Médio — mesmo com um acordo em vigor — certamente daria margem a intensos debates a portas fechadas no Belle Époque Hôtel Royal, em Évian.

Segundo autoridades, Trump planeja pressionar os líderes para que ajudem na resolução do problema no estreito, agora que um acordo foi firmado.

França e Reino Unido já declararam que formarão uma coalizão para ajudar a desobstruir a hidrovia assim que o conflito terminar, incluindo a remoção das minas terrestres instaladas pelo Irã durante a guerra.

Na terça-feira (16), os líderes de três países árabes — Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos — também participarão das negociações, a convite do presidente francês Emmanuel Macron, para ajudar a solucionar as questões complexas que afetam a região. Trump também se reunirá individualmente com cada um deles.

Macron também convidou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para participar, numa tentativa de persuadir o G7 a concordar com o apoio a Kiev e com a necessidade de negociações para pôr fim à guerra da Rússia, que já dura cinco anos.

Trump passou grande parte do seu primeiro ano de volta ao cargo tentando, sem sucesso, intermediar um acordo entre Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin.

Mas ele raramente discute esse conflito atualmente, já que o Irã ocupa sua atenção, e as autoridades europeias estão ansiosas para saber se Trump está disposto a exercer nova pressão sobre Putin.

Assessores de Trump disseram que discussões sobre coordenação no Estreito de Ormuz, crescimento econômico, resiliência da cadeia de suprimentos, imigração legal e inteligência artificial norteariam suas conversas na cúpula desta semana.

Autoridades de outros governos do G7 descreveram agendas semelhantes, mas acrescentaram a China, a crise do Ebola na África e a segurança digital como possíveis pontos de discussão.

Um funcionário americano disse que Trump planejava “reformular” as discussões sobre desenvolvimento na cúpula, focando em parcerias de investimento que beneficiariam tanto os países receptores quanto aqueles que fornecem os fundos.

O ceticismo de longa data de Trump em relação às cúpulas do G7

Autoridades americanas têm sido francas, no entanto, ao afirmar que o presidente não está abordando a cúpula com nenhum objetivo específico em mente, e o governo não espera que surjam grandes anúncios ou resultados concretos.

“Na verdade, é tudo uma grande oportunidade para tirar fotos”, disse um alto funcionário da Casa Branca. “Não é como se grandes coisas fossem feitas lá. O foco está mais nas reuniões que vêm depois.”

A autoridade afirmou que a cúpula poderia preparar o terreno para conversas mais substanciais e negociações futuras.

Alguns funcionários europeus também disseram que viam o encontro como um prenúncio de outra grande cúpula — a dos líderes da Otan na Turquia, no início de julho — que muitos deles preveem que poderá ser controversa.

Trump nunca foi particularmente fã de participar das cúpulas do G7. Em seu primeiro mandato, ele questionou constantemente seus assessores sobre a necessidade de sua presença e se perguntou o que poderia ser alcançado sem a presença de países como Rússia e China.

Todas as cúpulas em que ele participou, de alguma forma, deram errado.

Ele interrompeu abruptamente sua participação em duas cúpulas no Canadá, uma durante seu primeiro mandato, nas florestas do norte de Quebec, e outra no ano passado, em Alberta.

Ao participar de sua primeira cúpula do G7 em 2017, na costa rochosa da Sicília, ele pareceu sentir que seus colegas líderes estavam conspirando contra ele, tentando convencê-lo a permanecer no Acordo de Paris sobre o clima (alguns assessores acreditavam que essa pressão o levou a se retirar do acordo mais rapidamente do que teria feito em outras circunstâncias).

Na última vez em que Macron sediou a cúpula, em 2019, um jantar sob o farol de Biarritz tornou-se tenso quando Trump exigiu que a Rússia fosse readmitida na aliança, após ter sido expulsa em decorrência da anexação da Crimeia por Moscou em 2014.

Enquanto saboreavam atum basco, os demais líderes demonstraram pouco apoio à ideia.

Cinco anos e uma invasão russa em grande escala da Ucrânia depois, Trump abriu a cúpula do G7 do ano passado fazendo a mesma exigência.

Max Bergmann, diretor do programa para a Europa no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, comparou a cúpula a um “encontro familiar constrangedor… onde você tem que ir à casa dos seus sogros e tem um tio de quem você não gosta muito”.

“Ninguém quer um confronto, mesmo que as coisas fiquem bastante passivo-agressivas às vezes”, disse Bergmann. “Mas sempre existe a possibilidade de as coisas explodirem e a situação ficar bastante dramática.”

Como a França tentou manter Trump engajado

Ao planejar a cúpula deste ano, as autoridades francesas priorizaram garantir que Trump cumprisse sua palavra após ter encurtado sua estadia em Kananaskis, no Canadá, no ano passado. Para Évian, os franceses não quiseram correr riscos.

As datas do encontro foram alteradas em alguns dias para que Trump pudesse realizar uma luta do UFC na Casa Branca no dia do seu aniversário.

E Macron — que mantém uma relação instável com Trump há quase uma década — convidou o líder americano para um jantar no suntuoso Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, na noite de quarta-feira, quando a cúpula chega ao fim.

As expectativas de resultados concretos são tão baixas que os organizadores afirmam que não haverá um comunicado conjunto assinado por todos os líderes, como era costume nas reuniões do G7.

Em vez disso, os líderes deverão endossar um conjunto de declarações específicas sobre temas como minerais críticos, saúde e proteção de crianças online.

Isso demonstra a pouca convergência entre Trump e os demais líderes do G7 sobre as questões geopolíticas mais urgentes. Embora o Irã e a guerra em curso na Ucrânia sejam temas de discussão, quaisquer conclusões serão divulgadas em um comunicado da presidência francesa.

A mesma solução foi adotada pelo Canadá antes da reunião do G7 do ano passado.

Apesar das evidentes divergências, os anfitriões franceses deste ano insistiram que o encontro representava uma vitória mesmo antes de começar, estabelecendo desde o início uma distinção entre os dois conjuntos de temas que seriam debatidos.

“Esta cúpula de Évian já é um sucesso para nós, no sentido de que temos duas categorias de questões a abordar: questões substantivas, que são de natureza verdadeiramente estrutural e moldam a agenda internacional, e eventos e crises atuais, que, por definição, exigem maior flexibilidade e não podem ser totalmente previstos”, disse um funcionário da presidência francesa.

“No que diz respeito às questões substantivas, esta cúpula do G7 já é um sucesso.”

Entretanto, a estância balnear de Évian, às margens do lago, transformou-se numa verdadeira fortaleza. A forte presença policial e militar contribuiu para a sensação de cerco sentida por muitos dos residentes da cidade termal.

“Muitas pessoas vêm de carro para comprar pão”, disse Delphine, que administra uma padaria na cidade.

“Comprar pão não é essencial, e para atravessar as barreiras policiais é preciso um motivo essencial. Sinceramente, não acho que será uma experiência muito agradável. Dito isso, eles estão lá apenas para fazer o seu trabalho. Não se pode receber sete presidentes tão importantes sem segurança, mas é uma situação muito incomum.”

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Lula tem encontros com presidentes da França e da Suíça

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa da Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Notícias relacionadas:

Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.

15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR 15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula em reunião com Guy Parmelin - Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia - Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

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Lula tem encontros com presidentes da França e da Suíça

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (15), de encontros bilaterais com os presidentes da Suíça, Guy Parmelin, em Genebra; e da França, Emmanuel Macron, ao chegar na cidade francesa de Évian, onde participa da Cúpula do G7 – fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Na reunião com Macron, que durou cerca de 40 minutos, os líderes destacaram a cooperação bilateral, especialmente na área de defesa, com ênfase no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

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Trataram também do fortalecimento da cooperação entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como do interesse francês em apoiar o Brasil na área de supercomputadores.

Lula ainda relembrou a criação da Unitaid, organização internacional voltada à saúde global, criada em 2006 com o objetivo de ampliar o acesso de países do Sul Global a medicamentos e tecnologias da saúde.

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Suíça

No encontro com Parmelin, quando Lula estava a caminho da França, o foco da reunião foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações.

Segundo o Planalto, os dois presidentes concordaram que o acordo Mercosul-EFTA representa uma “oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo”.

15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR 15.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o Presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula em reunião com Guy Parmelin - Ricardo Stuckert / PR

O EFTA reúne países europeus que estão fora da União Europeia - Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Entre as decisões tomadas por Lula e Parmelin durante o encontro está a de expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa.

O presidente suíço elogiou o Brasil pela realização da COP30 e pelos avanços no combate ao desmatamento.

G7

Lula participa como convidado da Cúpula do G7, entre os dias 15 e 17 de junho. O grupo é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Durante o encontro, ele deve defender a ampliação da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a reforma da governança global, com ênfase em instituições como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio.

Lula também participará de debates sobre crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial, abordando oportunidades e riscos da tecnologia.

A cúpula discutirá ainda temas como proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico, migração, câncer e minerais críticos.

O presidente busca reforçar o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, incluindo críticas recentes dos Estados Unidos ao Brasil.

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Lula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (13) para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará, como convidado, da Cúpula do G7, o fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta.

É a 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos. São membros plenos do grupo: Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão. A União Europeia (UE) também participa como membro institucional.

A ida de Lula acende a expectativa para possíveis interações com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento de novo tensionamento entre os dois países, duas semanas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras.

O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano pelo governo de Trump contra supostas "práticas desleais" do Brasil no comércio com os EUA. Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente" empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o WhatsApp Pay.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump. Se algum encontro entre os dois líderes ocorrer na França, será pouco mais de um mês da última reunião de ambos, na Casa Branca, em Washington, no início de maio.

Na ocasião, segundo Lula, equipes dos dois governos foram orientadas a apresentar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e da investigação comercial do USTR, o que efetivamente ainda não aconteceu.

"Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo", afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10).

Este também vai ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou para a aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Veto à carne brasileira

Outro foco de atenção na viagem de Lula ao G7 passa pela relação com a União Europeia. Há uma semana, o bloco oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial do dia 5 de junho.

Também não há definição sobre um possível encontro de Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Obviamente que eu acho que o recado principal que nós queremos passar aos europeus é que ficamos assim um pouco surpresos da maneira como foi. Nós estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causam alguma preocupação. E o tom da discussão, se houver, ou em outros momentos, não necessariamente no G7, vai ser esse, com uma certa preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões", apontou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, que acompanha diretamente as tratativas.

Brasil e Japão

Enquanto não se confirmam as reuniões bilaterais de Lula durante a cúpula do G7, um encontro que já está certo na agenda será com a primeira-ministra do Japão é Sanae Takaichi. Ela fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir o principal cargo do Executivo no país asiático, tomando posse em outubro de 2025.

Este será o primeiro encontro oficial entre ambos e há uma expectativa de se abrir negociações em torno de um futuro acordo do Japão com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

A cúpula do G7 deste ano, presidida pela França, ocorre de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, o grupo convidou líderes de outros países importantes, como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Outra provável reunião bilateral de Lula deverá ser com o anfitrião do evento, o presidente francês Emmanuel Macron.

Sessões deliberativas

O Itamaraty confirmou que Lula participará de três eventos durante o G7.

O primeiro, no dia 16, é uma sessão de líderes em que o presidente brasileiro discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento. A expectativa é que Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). A chamada AOD, que no inglês é Official Development Assistance (ODA), refere-se a repasses financeiros realizados pelos países mais industrializados do mundo para promover o bem-estar e o desenvolvimento econômico de países em situação de mais vulnerabilidade.

No dia 17, em outra sessão de líderes, Lula vai abordar o tema do crescimento econômico equilibrado, ocasião em que falará com ênfase sobre a necessidade de reforma da governança global, especialmente instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a própria Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço que terá como tema central a Inteligência Artificial (IA).

© Ricardo Stuckert/PR

É a 10ª vez que Lula participa deste encontro, ao longo de seus três mandatos
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